domingo, 5 de fevereiro de 2017

Ex-assessor do peemedebista Sérgio Cabral era operador de esquema de corrupção


A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, informou que o servidor Ary Ferreira da Costa Filho, preso na quinta-feira (2) na Operação Mascate, aparece nas investigações do Ministério Público Federal como o mais importante operador financeiro do esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Ary Filho foi preso no início da tarde da quinta-feira por agentes da Polícia Rodoviária Federal, no cumprimento de mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça, na ação que é um desdobramento da Operação Calicute. “Ele é um operador de lavagem de dinheiro da organização criminosa e de extrema confiança da cúpula dessa organização”, afirmou o procurador federal Jessé Ambrósio, que integra a força-tarefa do Ministério Público Federal. Ambrósio disse que a organização criminosa tinha diversos esquemas de lavagem de dinheiro: colocavam dinheiro ilegal com aparência de lícito na contabilidade de empresas ligadas ao grupo e ocultação de valores ou bens de integrantes da organização criminosa. De acordo com Jessé Ambrósio, as investigações apontam lavagem de dinheiro usando a consultoria GRALC, que passou a se chamar LRG Agropecuária, que pertencia a Carlos Miranda, ex-assessor do peemedebista Sérgio Cabral: “Tinha uma movimentação bastante suspeita, o que nos levou a nos debruçar sobre a empresa". As investigações mostraram uma movimentação suspeita no faturamento da empresa. Em 2007, o faturamento foi de R$ 700 mil. No ano seguinte, superou R$ 1 milhão. Entre 2009 e 2013, a consultoria lucrou mais R$ 2 milhões. Dois anos depois, o faturamento caiu para R$ 7 mil. Para o Ministério Público Federal, a empresa era usada por integrantes da organização criminosa para lavagem de dinheiro. Segundo Jessé Ambrósio, foram encontrados pagamentos em valores elevados de concessionárias de veículos para a empresa de Carlos Miranda. Ao colaborar com a investigação, um dos donos das concessionárias confirmou ter sido procurado por Ary Filho para participar do esquema. “As concessionárias recebiam da quadrilha os valores em espécie, enviados por Ary Filho. Esses valores eram arrecadados pelo grupo, especialmente por Carlos Miranda, junto a empresas que participavam do esquema de corrupção. Como o dinheiro era em espécie, difícil de ser identificado, davam esse dinheiro para as concessionárias que contratavam os serviços de consultoria fictícios da empresa GRALC. Através dos contratos fictícios, o dinheiro sujo voltava com aparência de lícito, em pagamento à empresa”, afirmou o procurador. O procurador informou que Ary Filho combinou um esquema de ocultação de bens com a empresa Imbra Imobiliária. A imobiliária comprava imóveis e veículos em seu nome, mas que pertenciam a Ary Filho e membros de sua família. Foram adquiridos imóveis, por exemplo, em cidades como Búzios, na Região dos Lagos, e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e automóveis luxuosos, como um Camaro. “Ele (Ary Filho) entregava dinheiro em espécie. A empresa comprava o imóvel na sua contabilidade normal e deixava o senhor Ary e sua família usarem o imóvel, que era deles. Para dar alguma segurança na operação faziam contratos de gaveta, que nunca eram levados à revista, dizendo que os imóveis pertenciam ao senhor Ary e sua família”, completou. Conforme o procurador, além do mandado de prisão de Ary Filho, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, expediu mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo e o arresto de bens e valores de até R$ 8 milhões do acusado. Segundo Jessé Ambrósio, Ary Filho tinha relacionamento com Sérgio Cabral, quando esse era deputado estadual e o nomeou para assessor na Assembleia Legislativa em 1996. Depois disso, também foi assessor de Cabral em 2004, no Senado; e no governo do Estado, entre 2007 e 2010. Conforme o Ministério Público Federal, Ary Filho pediu exoneração em julho de 2010 e retornou ao cargo em outubro do mesmo ano, após a campanha de Sérgio Cabral à reeleição. O agente fazendário se manteve no cargo de assessor especial durante todo o período e só pediu exoneração depois do oferecimento da denúncia da Operação Calicute, em dezembro de 2016. O procurador disse que não é possível avaliar quanto dinheiro pode ter sido "lavado" em todo o período em que Ary Filho ocupou os cargos de assessoria, desde 1996. Os valores divulgados se referem a período mais recente. "A cada dia, vamos descobrindo novas formas de lavagem de dinheiro ou outros locais onde o dinheiro está escondido. Já recuperamos cerca de R$ 300 milhões, o que já é bastante coisa, mas sabemos que não pegamos todo dinheiro, porque esses esquemas são exatamente para lavar e ocultar. Temos que investigar a fundo para rastrear esses valores, onde quer que estejam".

Edson Fachin diz que vai julgar Lava Jato com celeridade e transparência


O ministro Edson Fachin declarou na quinta-feira que vai cumprir seu dever com "prudência, celeridade, responsabilidade e transparência". Ele foi sorteado para relatar os processos da Operação Lava Jato, que estavam sob o comando do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no dia 19 de janeiro, em Paraty (RJ). "O ministro Edson Fachin, a quem, na forma regimental, foram redistribuídos nesta data os processos vinculados à denominada Operação Lava Jato, reconhece a importância dos novos encargos e reitera seu compromisso de cumprir seu dever com prudência, celeridade, responsabilidade e transparência", disse nota distribuída por seu gabinete. No comunicado, Fachin também informou que já iniciou os trabalhos de transição com a equipe que trabalhava com o ministro Teori. "O ministro relator, especialmente para fins de recursos humanos, técnicos e de infraestrutura necessários, conta com o esteio da digníssima Presidente, ministra Cármen Lúcia, que vem conduzindo a Corte de maneira exemplar e altiva, e com o sustentáculo dos colegas da Segunda Turma e dos demais integrantes desta Suprema Corte", diz. A escolha foi feita de forma eletrônica entre os integrantes da Segunda Turma, colegiado que era integrado por Teori e que já julgou casos da Lava Jato. Também fazem parte da turma os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. A partir de agora, cerca de 100 processos relacionados à operação, além das delações de executivos da empreiteira Odebrecht, ficarão sob o comando de Fachin. Os mais importantes tratam das delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nas quais eles detalham o esquema de corrupção na Petrobras. Após a homologação feita pela presidente do STF, Cármen Lúcia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já começou a trabalhar nos pedidos de investigação contra os políticos e empresários citados nos depoimentos de colaboração com a Justiça. Não há prazo para que eventuais pedidos de investigação ou arquivamento cheguem à Corte.

Delatores de Sérgio Cabral e Eike Batista desfrutam de prisão domiciliar em Portugal


O peemedebista Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. ex-bilionário das pirâmides de papel, são quase vizinhos no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. O ex-governador está na unidade número oito e o empresário, na de número nove. Enquanto isso, os irmãos delatores que expuseram ao Ministério Público Federal o esquema do político e do ex-bilionário estão a um oceano de distância, desfrutando de prisão domiciliar em Portugal. Quando depuseram ao procuradores da Operação Calicute, Renato e Marcelo Chebar concordaram em cumprir uma pena de, no máximo, cinco anos. O crime: operar a ocultação de dinheiro ilícito do ex-governador, em ao menos nove países, desde 2002. 


Nos primeiros seis meses, os dois escolheram se mudar para Portugal, onde são monitorados por autoridades lusitanas. Lá, devem manter uma linha de telefone e um endereço de e-mail, em que possam ser acionados para responder a eventuais intimações e se colocar à disposição de qualquer autoridade brasileira em, no mínimo, 72 horas. Depois desse semestre inicial, os Chebar podem prestar serviços comunitários por mais seis meses, dispensados de tornozeleira eletrônica. E então seguem para regime aberto, sem qualquer limitação. O procurador José Augusto Vagos, um dos responsáveis pela investigação, diz que o depoimento dos dois irmãos foi fundamental para revelar o caminho da fortuna de Cabral pelo Exterior que a força-tarefa "sequer desconfiava que existia". Astrólogo, Renato Chebar foi o primeiro a conhecer o peemedebista Sérgio Cabral, em 2002. Em depoimento, ele contou que no carnaval daquele ano o peemedebista, então deputado estadual, o procurou pois precisava depositar uma pequena quantia de dólares no Exterior. Estava preocupado com o escândalo do propinoduto — ainda que não estivesse envolvido com ele. Em 2003, quando chegou ao Senado, ele pediu que Chebar escondesse US$ 2 milhões em contas no nome do operador nos Estados Unidos. Os valores cresceram junto com a carreira política de Sérgio Cabral: em 2007, ano em que se tornou governador, as cifras foram a US$ 6 milhões. Afinal, foram US$ 100 milhões mantidos no Exterior pelos irmãos operadores ao longo desses anos — com propinas de Eike Batista inclusive. Parte da propina do empresário foi disfarçada com a falsa compra de minas de ouro no Uruguai, intermediada pelos Chebar. Parte dessa fortuna incluía 29 diamantes, avaliados em cerca de US$ 2,1 milhões. A pedra mais valiosa é uma de 4,05 quilates, com o terceiro maior grau de pureza atribuída às jóias. Os crimes financeiros do peemedebista Sérgio Cabral custaram aos operadores quase R$ 20 milhões em multas, já depositados. Os Chebar devolveram, cada um, R$ 9,95 milhões aos cofres públicos. A denúncia à força-tarefa, segundo o procurador Vagos, permitiu que a força-tarefa repatriasse "em tempo recorde" outros R$ 270 milhões.

Donald Trump promete revogar norma que restringe atuação de igrejas americanas na política


Alertando que a liberdade religiosa está "sob ameaça", o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quinta-feira (2) revogar a Emenda Johnson, uma norma que proíbe igrejas —isentas de pagar impostos — de usar o púlpito para apoiar candidatos políticos. "Vou me livrar da Emenda Johnson, destruí-la completamente, e permitir que os representantes da fé falem livremente e sem medo de represália", disse Trump, durante o National Prayer Breakfast, café da manhã que se trata de um importante evento que reúne líderes religiosos e políticos. 


Trump havia feito promessa semelhante quando candidato, mas não detalhou de que maneira pretende eliminar a regra, ou em que prazo pretende fazê-lo. Os conservadores religiosos, cujo apoio esmagador levou Trump à Casa Branca, estão acompanhando de perto às ações do presidente, à espera de que ele cumpra promessas de proteger os religiosos contrários ao casamento gay e à legalização do aborto. Kelly Shackleford, presidente do First Liberty Institute, organização sem fins lucrativos que defende causas legais e se especializa em casos sobre liberdade religiosa, disse que nenhum outro candidato à Presidência foi mais "explícito em seu compromisso para com a liberdade religiosa" do que Trump. O presidente não fez menção, durante o evento, de outras medidas que poderia adotar sobre essas questões, afirmando apenas que a liberdade de religião é um "direito sagrado". Ele usou suas declarações para agradecer ao povo dos Estados Unidos por suas orações, em seus dias iniciais de governo. Os conservadores religiosos, que passaram por uma série de derrotas quanto ao casamento homossexual, aborto e outras questões sob o governo de Barack Obama, se viram reanimados pela vitória de Trump. Em carta aos católicos, no ano passado, Trump prometeu que defenderia "suas liberdades religiosas e o direito a praticar sua religião plena e amplamente, como indivíduos, empreendedores e instituições acadêmicas". A seleção de Trump para o posto vago na Suprema Corte, nesta semana, também foi vista como sinal positivo. O indicado, o conservador Neil Gorsuch, alinhou-se com as organizações Hobby Lobby e Little Sisters of the Poor quando elas apresentaram objeções religiosas a uma norma imposta pelo governo Obama que exigia que planos de saúde bancados por empresas custeassem os anticoncepcionais de suas funcionárias.

Ministro Edson Fachin inicia transição com gabinete de Teori na relatoria da Lava Jato



O gabinete do ministro Edson Fachin, novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, informou que já começou a transição com a equipe de Teori Zavascki. Em nota, a assessoria de Fachin informou que "já iniciou os trabalhos para o fim de levar a efeito a transição entre gabinetes e contará, nesses afazeres, com a contribuição indispensável da atual equipe".  "O ministro relator expressa sua confiança inabalável de que a Suprema Corte cumprirá sua missão institucional de, respeitando, a Constituição da República e as leis penais e processuais penais, realizar nos prazos devidos a Justiça com independência e imparcialidade", afirmou. Ele homenageou Teori, "exemplo de magistrado sereno, técnico, independente e imparcial". O ministrou morreu em janeiro em acidente aéreo.

Exército sírio expulsa organização terrorista Estado Islâmico de mais de 30 regiões


O exército sírio anunciou na quinta-feira ter reconquistado trinta localidades sob controle da organização terrorista Estado Islâmico (EI) na província setentrional de Aleppo. Após uma ofensiva de vinte dias, o exército sírio tomou, em particular, o controle de uma parte da estrada que une a cidade de Aleppo com a de Al Bab, último reduto do Estado Islâmico na província de Aleppo. Al Bab está praticamente cercada pelos rebeldes sírios apoiados pelo exército turco. O avanço do exército do presidente Bashar al-Assad na província de Aleppo começou a se esboçar depois da reconquista da cidade de mesmo nome. O exército pôde, "durante uma vasta operação militar iniciada há vinte e quatro dias, retomar o controle de mais de 32 localidades e aldeias a nordeste de Aleppo, ocupando uma superfície total de 250 km2", informou a agência oficial síria Sana, citando um comunicado do exército. O exército afirmou que havia recuperado 16 km da estrada Aleppo-Al Bab. As forças turcas e rebeldes atacam Al Bab desde o norte, mas têm dificuldades para conquistar a cidade, onde a organização terrorista Estado Islâmico entrincheirou suas forças. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, lançou em agosto de 2016 uma ofensiva militar na Síria para expulsar os terroristas da zona fronteiriça e conter o avanço dos curdos no norte da província de Aleppo.

Pedido de vista adia decisão sobre venda de ativos da Petrobras


A Petrobras permanece impedida pelo Tribunal de Contas da União de vender seus ativos como empresas e campos de petróleo. O relator do processo que avalia se a estatal está cumprindo a legislação para fazer esse tipo de venda, José Múcio, tinha parecer favorável a liberar as vendas, suspensas desde o fim do ano passado pelo órgão. Mas o ministro Bruno Dantas pediu vista do processo que agora só volta ao plenário para uma decisão quando ele recolocá-lo em votação. Não há prazo específico. Múcio havia permitido que a estatal fizesse a venda de cinco ativos, avaliados em US$ 3,3 bilhões, que englobam empresas sob o controle da estatal e campos de petróleo, que já estavam negociados. Mas outras negociações da estatal tiveram a venda bloqueada enquanto o órgão analisa se os procedimentos da empresa para fazer as negociações estavam adequados à lei. A Petrobras tinha a meta de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o ano passado — foram US$ 13,6 bilhões — e mais US$ 19,5 bilhões até 2018, com o intuito de reduzir sua dívida. Além do TCU, há também decisões da Justiça que impedem a venda. O presidente da estatal, Pedro Parente, disse que esperava para breve a retomada da venda de ativos. Os técnicos do órgão de controle e a diretoria da empresa chegaram a um acordo sobre os pontos principais em relação à venda de ativos. A Petrobras concordou em dar maior transparência a essas vendas, informando desde o início do processo sobre o que vai ser vendido, nos casos em que a empresa já anunciou desinteresse no setor, e não apenas a possíveis compradores, como vinha sendo feito. Além disso, a diretoria da empresa vai ter que exercer um maior controle sobre esse tipo de negociação. Até agora, os diretores só aprovavam o início do processo, quando o ativo era colocado à venda, e o fim da negociação, quando a compradora era escolhida e os valores eram apresentados. A negociação era tocada apenas pelos diretores setoriais da estatal. Agora, todos os diretores da petroleira terão de aprovar as etapas da negociação, e não apenas o início e o fim do processo.

Juiz Sérgio Moro manda soltar o ex-tesoureiro carnavalesco do PT, o gaúcho Paulo Ferreira


O juiz federal Sergio Moro determinou, na quinta-feira (2), a libertação do ex-tesoureiro do PT, o carnavalesco gaúcho Paulo Ferreira, que estava preso na Operação Lava Jato desde junho do ano passado. Paulo Ferreira é investigado sob suspeita de receber propina de obras da Petrobras e repassá-la a aliados políticos, incluindo blogueiros e até para uma escola de samba de Porto Alegre. Ele, que também foi deputado federal, ocupou o cargo de tesoureiro do PT entre 2005 e 2010, antes de João Vaccari Neto, que também está preso preventivamente.  


Sérgio Moro já havia determinado a soltura do político no final do ano passado, com uma fiança de R$ 1 milhão – mas o carnavalesco petista Paulo Ferreira não conseguiu juntar o dinheiro. O juiz entendeu na época que o ex-tesoureiro não estava entre os principais beneficiários e articuladores do esquema na Petrobras, e já não significava risco à coleta de provas. A Justiça baixou, então, a fiança para R$ 200 mil, mas o político só conseguiu juntar R$ 165 mil até agora, além de um automóvel Citroën C4. Na decisão de quinta-feira, Moro concedeu a ele "o benefício da dúvida, pois é possível que tenha gasto o valor que lhe teria sido repassado em propina com consumo ou em outras finalidades". O juiz determinou, porém, que ele deposite os R$ 25 mil restantes de fiança em até 45 dias.

Governo americano emite alerta contra a febre amarela no Brasil


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência federal de saúde dos Estados Unidos, emitiu na quarta-feira (1º) um alerta para os cidadãos americanos devido à febre amarela no Brasil. O alerta divulga a lista de cidades brasileiras onde a vacinação é recomendada e pede para que os viajantes entrem em contato com fornecedores de vacina para se informarem sobre a imunização. O alerta é da categoria 2, de "precaução reforçada", e não inclui recomendação de não viajar. A embaixada dos Estados Unidos no Brasil já havia divulgado na última semana uma mensagem de segurança recomendando que os visitantes tomem vacina para viajar às áreas onde houve casos de febre amarela. A recomendação das autoridades brasileiras é de que moradores ou pessoas que pretendem visitar regiões silvestres, rurais ou de mata devem se vacinar no Sistema Único de Saúde (SUS). A transmissão da doença, que ocorre pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabathes nessas regiões, é possível em grande parte do território brasileiro. O Aedes aegypti também é transmissor da febre amarela, mas apenas em área urbana. Vale lembrar que, em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação. Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização. Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Empresa alemã Hochtief tem 12 milhões de reais bloqueados pela Operação Lava Jato

Sede da petrobras, em Vitória, é um prédio de luxo
A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 12 milhões da empresa Hochtief do Brasil S.A. A decisão é relacionada a uma ação civil de improbidade administrativa contra ex-funcionários da Petrobras, empresas do Grupo Odebrecht e executivos ligados a elas, como o ex-presidente da holding Odebrecht S.A, Marcelo Odebrecht. O despacho do juiz federal substituto Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara Federal de Curitiba, é de quarta-feira (1º). No mesmo dia, o Banco Central do Brasil protocolou a ordem judicial para que o bloqueio do valor seja feito nas contas e aplicações financeiras relacionadas à construtora. A Hochtief participou do Consórcio OCCH – também formado pela Odebrecht e pela Camargo Corrêa – para a construção de uma sede da Petrobras em Vitória (ES). O cartel foi descoberto pela Lava Jato e motivou a deflagração da 31ª etapa da operação, em julho de 2016. Além do prédio na Reta da Penha, em Vitória, mais duas obras da estatal: o Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) e o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), ambos no Rio de Janeiro. Nesta fase, a força-tarefa mirou apenas as fraudes no Cenpes. De acordo com o pedido feito pelo Ministério Público Federal, o Consórcio OCCH pagou propina para obter o contrato de execução de obras na sede administrativa da Petrobras em Vitória. Segundo as investigações, o grupo teria pago R$ 3 milhões em propina a Celso Araripe, funcionário da Petrobrás responsável pelo gerenciamento da obra. Entre os funcionários da estatal que também foram favorecidos por pagamentos ilícitos estão o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque, e o ex-gerente executivo de engenharia, Pedro Barusco. Todos eles já foram condenados em ações penais da Operação Lava Jato. Os procuradores pedem a indisponibilidade de bens e valores para assegurar que a quantia paga irregularmente possa ser ressarcida, considerando os R$ 3 milhões em propina, mais R$ 9 milhões de multa. "O dispositivo legal prevê expressamente que a medida cautelar dessa natureza englobe bens suficientes para assegurar a perda do acréscimo patrimonial ilícito e a reparação dos danos causados ao erário", diz o documento. Após ter R$ 12 milhões bloqueados pela Justiça Federal no Paraná em uma das ações de improbidade da Lava Jato, a multinacional alemã Hochtief anunciou por meio de nota divulgada no sábado, 4, que não participa mais de obras públicas no Brasil, “sobretudo consórcios”. A empresa afirma ainda que sofreu um prejuízo auditado de quase R$ 30 milhões em um contrato com a Petrobrás que já foi denunciado pela Lava Jato. Atuando há mais de 50 anos no País, a empresa recentemente mudou seu nome para HTB, e responde a uma ação civil na Lava Jato acusada de improbidade em um contrato para a construção da sede administrativa da Petrobrás em Vitória (ES). Na ocasião, a companhia participou do consórcio formado com Odebrecht e Camargo Corrêa, que venceu a licitação agora alvo de investigação. Na nota, a empresa afirma que nunca integrou qualquer “clube” de empreiteiras, e que este contrato com a Petrobrás por meio do consórcio foi a única obra pública que participou no País. “Circunstância esta que evidencia, por si só, o seu distanciamento com os fatos em apuração no âmbito da operação Lava Jato”, segue a nota da empresa.

Executivo do BTG aplica um calote de 340 mil dólares em boate de luxo em Nova York


O festeiro Marco Luz Gonçalves, executivo do Banco BTG Pactual, de André Esteves, foi notícia nos jornais de Nova York. Ele gastou 340.000 dólares, cerca de 1,1 milhão de reais, em noitadas na boate Provocateur, e não pagou a conta. Marco é diretor de fusões e aquisições e trabalhou também para o banco Credit Suisse. A festança se seguiu por dois dias, 10 e 11 de junho de 2016. Segundo reportagem do jornal “Daily News”, até agora a casa noturna não viu um centavo de Gonçalves. Por causa do calote, ele foi processado pela Provocateur.


“Enquanto estava na boate, nos dias 10 e 11 de junho, o senhor Gonçalves comprou os champanhes mais caros, incluindo garrafas de Cristal Magnum”, diz trecho do processo. Essa bebida é vendida por um preço equivalente a 4.800 reais a garrafa. Na primeira noite, ele comprou 208.000 dólares (cerca de 707.000 reais), e deixou seu cartão American Express como garantia. No dia seguinte, foram mais 131.000 dólares (445 mil reais). O cartão, no entanto, não autorizou o débito.

Eike Batista, o bilionário da pirâmide de papel, assina carta de renúncia à diretoria da CCX


A CCX, mineradora fundada por Eike Batista e uma das empresas do "Grupo X", divulgou na sexta-feira (3) comunicado informando que o empresário renunciou à diretoria da companhia. A carta de renúncia foi assinada por ele no dia 31 de janeiro. A renúncia de Eike Batista foi aceita por unanimidade pelos membros do conselho de administração da empresa. Eike Batista foi preso pela Operação Eficiência, que investiga um esquema de corrupção que seria liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, o peemedebista Sérgio Cabral. "O cargo permanecerá vago até que seja oportunamente preenchido. A Companhia envidará todos os esforços para, dentro do seu contexto operacional e financeiro, encontrar um substituto adequado para o cargo", diz a CCX em comunicado. A participação de Eike na empresa é de 56,22%. Em 2013, 65% do Porto Sudeste (principal ativo da empresa) foi vendido para as companhias Impala e Mubadala. MMX Mineração e Metálicos e MMX Corumbá Mineração seguem em recuperação judicial com dívida da ordem de R$ 500 milhões. Eike Batista permanece como acionista na Ogpar (ex-OGX), OSX, MPX (atual Eneva), MMX, Prumo (ex-LLX) e CCX. Mas como as empresas estão em processo de renegociação de dívidas com credores ou em reestruturação, sua fatia ou influência é mínima.