quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

AGU omitiu ao STF informação de que denunciou Moreira Franco por peculato

A Advocacia-Geral da União admitiu nesta quarta-feira que omitiu das informações enviadas ao Supremo Tribunal Federal que o ministro Moreira Franco foi acusado de peculato pelo uso indevido de dinheiro público na compra de passagens aéreas quando era deputado. Ele foi um dos 440 deputados acusados pelo caso que ficou conhecido como "a farra das passagens". Para lembrar, entre 2007 e 2009, parlamentares teriam usado irregularmente passagens pagas pela Câmara para custear viagens de familiares inclusive ao Exterior.  Moreira Franco nega as acusações.

Lasier Martins assegura que assinou sem ler a PEC do senador Romero Jucá


O senador gaúcho Lasier Martins (PSD), que, em dois anos de mandato, ainda não fez jus aos votos que recebeu, afirmou nesta quinta-feira que assinou “por engano” a PEC do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que blindaria políticos de investigações a respeito de fatos anteriores ao mandato. Lasier Martins garantiu que assinou o documento sem ler, a partir de um pedido de uma funcionária. O senador acrescentou que foi avisado por Randolfe Rodrigues (Rede-PE), mais tarde, sobre o conteúdo da proposta, mas aí “já era tarde demais”. Nesta manhã, à rádio Gaúcha, onde trabalhou por muitos anos, o senador gaguejou ao se explicar, quando foi interpelado sobre sua irresponsabilidade, jogando a culpa à pressão que os parlamentares sofrem diariamente no plenário. Constrangidos pela tentativa de intimidação de Lasier, os jornalistas - entre os quais, uma ex-produtora de seu programa - aceitaram as explicações. O editor, não. (Políbio Braga)
Lasier Martins assina qualquer coisa que pedem seus colegas senadores. Como é meu colega jornalista, assinaria um cheque em branco para mim? E dizer que esse cara comandou a opinião pública gaúcha com esse tipo de pensamento!!! Isso ajuda a explicar a crise política brasileira.

Herança deixada por Fortunati inclui 19 obras da Copa com pendências financeiras


Passados dois anos e sete meses da Copa do Mundo de 2014, o conjunto de 19 obras de mobilidade urbana previstas para Porto Alegre segue sem soluções para os entraves financeiros e técnicos que impedem a entrega dos empreendimentos. Os trabalhos estão parados em função do não pagamento de dívidas durante a gestão de José Fortunati. Para que voltem a ter andamento, a prefeitura terá que desembolsar mais de R$ 45 milhões para saldar pendências financeiras. Deste total, R$ 20,5 milhões são relativos aos pagamentos atrasados das sete obras concluídas, e outros R$ 24,5 milhões são das 10 obras que estão em execução e outras duas não iniciadas. Também fazem parte do montante da dívida quase R$ 6 milhões (atrasados desde dezembro de 2015) referentes ao pagamento das empresas que dão apoio à fiscalização das obras. Os números foram apresentados em entrevista coletiva concedida agora há pouco pelos secretários da Fazenda, Leonardo Busatto, e de Infraestrutura e Mobilidade, Elizandro Sabino. 

Lucro do Banco do Brasil tem poderosa queda e cai para R$ 8,034 bilhões em 2016

O Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, 44,2% abaixo dos R$ 14,4 bilhões obtidos no ano anterior. No quarto trimestre, os ganhos somaram R$ 963 milhões, representando uma queda de 61,3% sobre o resultado de um ano antes. Na comparação entre o quarto e o terceiro trimestres de 2016, também houve um recuo de 57,1%, de acordo com o balanço da instituição, divulgado nesta quinta-feira (16). O resultado foi pressionado por um pico nas provisões para perdas com calotes ao mesmo tempo em que os empréstimos tiveram nova retração. A chamada provisão para créditos de liquidação duvidosa do Banco do Brasil no período atingiu R$ 7,49 bilhões, volume 7,1% maior sobre um ano antes e 12,7% acima do trimestre imediatamente anterior. O índice de inadimplência em relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias foi de 3,29% em 2016. No ano ano anterior, havia sido de 2,38%. No fim de 2016, a carteira de crédito ampliada do banco era de R$ 708,1 bilhões, queda de 11,3% em um ano. Considerando apenas os empréstimos no País, o montante caiu 8,4%, para R$ 679 bilhões. Esse declínio foi puxado sobretudo pelo setor corporativo, para o qual o estoque de financiamentos do Banco do Brasil teve uma queda de 18,9% no ano. O Itaú Unibanco passou a ser o maior banco brasileiro por ativos no fim de 2016, superando o Banco do Brasil, segundo dados dos balanços publicados pelas instituições financeiras. Nesta manhã, o Banco do Brasil anunciou ter fechado o ano passado com R$ 1,401 trilhão em ativos, queda ante o R$ 1,448 trilhão do fim de setembro. Já os ativos do Itaú Unibanco subiram de R$ 1,399 trilhão para R$ 1,426 trilhão no período. A queda no lucro fez a rentabilidade sobre o patrimônio líquido – que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas - cair quase 5 pontos percentuais sobre o último trimestre de 2015, para 7,2%, em bases ajustadas. Em 2016, o Banco do Brasil anunciou um conjunto de medidas de reorganização institucional, que será implementado ao longo de 2017, que prevê o fechamento de agências e um plano de extraordinário de aposentadoria incentivada. Após a reorganização da rede de atendimento, 379 agências serão transformadas em postos de atendimento e 402 serão desativadas. No total, 9.409 funcionários aderiram ao Plano de Aposentadoria Incentivada, que já foi encerrado em meados de dezembro. De acordo com o banco, no total, 18 mil funcionários tinham condições para se aposentar. O Banco do Brasil previu melhora de diversos indicadores para 2017. O banco estimou, por exemplo lucro ajustado na faixa de R$ 9,5 bilhões a R$ 12,5 bilhões neste ano, após R$ 7,2 bilhões no ano passado. O Banco do Brasil também previu alta de 1 a 4% da carteira de crédito no Brasil, que caiu 8,4% em 2016. A instituição também previu despesas com provisões para calotes de R$ 20,5 bilhões a R$ 23,5 bilhões neste ano, após R$ 27 bilhões em 2016. Na semana passada, o Itaú Unibanco anunciou que registrou lucro líquido de R$ 5,543 bilhões no quarto trimestre de 2016, depois de atingir R$ 5,394 bilhões nos três meses anteriores: uma alta de 2,76%. No mesmo período de 2015, os ganhos haviam atingido R$ 5,698 bilhões, uma baixa de 2,7%. No ano de 2016, o lucro somou R$ 21,6 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,3 bilhões registrados em 2015. O Bradesco também informou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 15,08 bilhões em 2016, o que representa uma queda de 17,5% na comparação com o ano anterior. O Santander Brasil, maior banco estrangeiro em operação no País, divulgou no final de janeiro um lucro líquido gerencial de R$ 1,989 bilhão para o quarto trimestre, ante R$ 1,607 bilhão no mesmo período de 2015. No ano inteiro, o lucro da instituição financeira chegou a R$ 7,339 bilhões, um aumento de 10,8% em relação aos R$ 6,624 bilhões registrados em 2015. 

Polícia Federal apreende avião com 430 quilos de pasta base de cocaína em Minas Gerais


A Polícia Federal em Minas Gerais apreendeu na noite dessa quarta-feira, 15, em Pará de Minas (MG),  a 84 km de Belo Horizonte, um avião Cessna Aircraft, modelo 210 M, que transportava 430 quilos de pasta base de cocaína. A ação contou com apoio da Polícia Militar do município com o apoio da polícia militar do município. Por estar guardada em sacos de origem boliviana, a Polícia Federal acredita que a droga tenha vindo desse país. Segundo a Polícia Federal, a aeronave teria aterrizado no Aeroporto de Pará de Minas por volta de 18 horas, e iria passar a noite em um hangar do local, ainda carregada com a droga. A Polícia Federal ouviu o responsável pelo hangar e realizou perícias na aeronave, que não tinha identificação nas asas e apresentavam alongamento de suas extremidades, para levar mais combustível e aumentar a autonomia de vôo. Além dos cerca de 415 tabletes da pasta base, foi apreendido um pacote com cerca de um quilo de folhas semelhantes a folhas de coca. A Polícia Federal descobriu ainda que o piloto do avião havia fugido para Belo Horizonte e se hospedado em um hotel nas proximidades da rodoviária da capital, onde foi preso em flagrante por agentes federais. Se condenado pelo crime de tráfico internacional de drogas, o piloto poderá cumprir até 25 anos; e permanecerá à disposição da Justiça Federal de Divinópolis (MG).

Ex-governador peemedebista Sérgio Cabral será transferido para presídio reformado para presos da Lava Jato


A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) deve transferir em março o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para um presídio que está sendo reformado para receber presos da Lava Jato. A unidade, em Benfica, na zona norte, funcionava como Batalhão Especial Prisional (BEP), onde ficavam policiais presos. Famosa pelas mordomias concedidas aos detentos, a cadeia foi desativada em 2015, após uma juíza da Vara de Execuções Penais ter sido agredida no local. Em uma das vistorias, foram encontrados material para churrasco e bebida alcoólica. Em uma das alas, os presos derrubaram as grades e fizeram muros de gesso para ter mais privacidade nas celas. Além dos 17 presos da Lava Jato com nível superior, a prisão vai abrigar devedores de pensão alimentícia e outros de nível superior. Ao todo, 110 detentos vão ocupar a unidade, com capacidade para 216 pessoas. Os presos da Lava Jato com diploma universitário estão na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, parte do Complexo Penitenciário de Gericinó. Assim como em Bangu 8, o cômodo onde o peemedebista Sérgio Cabral ficará em Benfica terá 16 metros quadrados. O ex-governador, porém, terá mais privacidade, com banheiros fechados no meio da cela, vaso sanitário e chuveiro. Em Bangu, apenas uma meia parede separa o chuveiro do vaso. Os detentos também receberão colchões novos, usados por atletas durante a Olimpíada. A reforma vai custar R$ 20 mil. O secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro, afirmou que não haverá privilégios para o peemedebista Sérgio Cabral: “Vamos transferir os presos de Bangu 8 porque eles não são tão perigosos e não demandam o cinturão de segurança que temos em Bangu". Leia-se: estão sendo transferidos para que tenham todas as mordomias e privilégios longe do olhar de todo mundo. O Ministério Público Federal vai pedir esclarecimentos. Integrantes do MPF e do Ministério Público Estadual se reuniram para discutir a questão. (AE)

Ex-ministro Carlos Velleso já criticou "ameaçadora intimidação" da Polícia Federal contra ele, e agora a comandará


Um dos principais cotados para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública em substituição a Alexandre de Moraes, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso, já foi crítico sobre a atuação da Polícia Federal. Caso seja confirmada a sua escolha por Michel Temer para o cargo, Velloso terá de comandar a Polícia Federal e, caso queira, indicar um novo diretor-geral para a instituição. As críticas se deram em 2008 após ser intimado para depor no âmbito da Operação Pasárgada, que investigou uma suposta organização criminosa que desviou recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mais de 50 pessoas foram presas nas duas fases da operação. A investigação apontou o envolvimento de magistrados, prefeitos, advogados, prefeitos e lobistas no esquema. Velloso foi ouvido, em 27 de junho de 2008, pelo delegado Mário Alexandre Veloso Aguiar, responsável pelo inquérito da Pasárgada. À época, o motivo levantado para a intimação foi de que a Polícia Federal investigava a possibilidade do nome do ex-ministro do STF ter sido usado em uma suposta tentativa de influenciar uma decisão judicial em favor do então prefeito da cidade de Timóteo (MG), Geraldo Nascimento. Irritado com a intimação e com as notícias sobre seu suposto envolvimento, Velloso encaminhou uma carta ao então presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes. Além de criticar “a ameaçadora intimação”, uma vez que como ex-ministro do STF ele teria direito a marcar dia, hora e local para o depoimento, Velloso sugeriu que a atuação da Polícia Federal estaria relacionada a suas críticas às prisões e buscas em escritórios de advocacia. À época, tanto Velloso como Gilmar Mendes teciam críticas às operações da Polícia Federal e às prisões com o uso de algemas. “Respondo à indagação de um repórter se estaria existindo uma retaliação contra meus últimos pronunciamentos sobre prisões espetaculares de advogados – presos e algemados – e de outros cidadãos suspeitos, aprisionados por cinco dias para deporem, prorrogáveis por outros cinco dias, nas operações policiais que recebem nomes, aparatos e convocações de centenas de agentes. Tenho verberado contra as invasões de escritórios de advocacia, sugerindo inclusive à Ordem dos Advogados do Brasil que processe as autoridades que se conduzirem com abuso de poder”, diz a carta. (AE)

Equador também investiga propinas da OAS no país


A Odebrecht não é a única empreiteira brasileira investigada por corrupção fora do Brasil, em decorrência das descobertas da Operação Lava Jato. O congressista Christian Viteri López, do Equador, pediu para a Justiça brasileira as delações de Roberto Trombeta, contador do caixa-2 da OAS, em que ele relata a movimentação de dinheiro ilegal da empreiteira no Equador e no Peru. O membro da Assembleia Nacional Equatoriana solicitou ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba – responsável pelos processos da Lava Jato, em primeira instância – cópias das delações de Trombeta. “A presente solicitação se dá pelo motivo de que o senhor Roberto Trombeta, em um trecho de sua colaboração, cita atividades ilícitas ocorridas no Equador”, escreve o advogado Rafael Paes Cavassin, constituído no Brasil para representar o congressista. Trombeta prestou depoimento como delator em junho de 2015. Afirmou ter lavado R$ 28 milhões em dinheiro ilegal para a OAS no Brasil, abrindo empresas offshores, fazendo falsos contratos e fornecendo dinheiro vivo na sede da empresa. Um dos termos da colaboração, trata também de sua atuação no Exterior, para movimentação de dinheiro da OAS no Peru e no Equador e relacionados a negócios no Chile e na Espanha. Ele teria movimentado US$ 14,67 milhões nesses negócios. Na delação, ele contou que foi contratado em 2012 para “prestar serviço de consultoria no exterior” para a OAS e que cuidou de uma offshore aberta no Panamá para movimentar dinheiro de unidades da empreiteira no Peru e Equador. “Foi procurado pela OAS através da sua empresa Hedge Consultoria e apresentado a dois consultores uruguaios de nome Fernando Belhot e Marcelo Chakiyan ambos da empresa BGL Assessores Legales e Fiscales”, registra seu termo de delação número 2. Estes consultores juntamente com profissionais da OAS apresentaram algumas estruturas de trabalha para fins de retirar recursos das subsidiárias da OAS no Peru e Equador”, contou Trombeta. Na versão do delator, ele assumiu o controle da Kingsfield Consulting Corp, que foi “usada como canal de recebimentos de valores decorrentes do trabalho efetuado no Chile e na Espanha envolvendo as subsidiárias da OAS no Peru e Equador”. No caso da movimentação de dinheiro para a unidade da OAS do Peru, Trombeta contou foi feito um contrato de “serviços fictícios de consultoria técnica” com empresa sediada no Chile, a Constructora Andreu Limitada, pelo valor de US$ 6,15 milhões – pagos na conta da firma chilena. “Esta sociedade chilena transferiu esses recursos a uma sociedade espanhola denominada DSC Workshop Obras Construcciones e Promociones SL, que recebeu US$ 5.996.250,00". O dinheiro teria ainda transitado por conta de uma empresa holandesa até chegar na conta da Kingsfield. “Em conta bancária no BPA, com sede em Andorra que recebeu um total de US$ 5.760.250,00”, detalhou o delator. Os valores foram depositados em três vezes entre 8 de novembro de 2012 e 12 de fevereiro de 2013. O Peru é um dos países como investigações decorrentes da Lava Jato em fase mais avançada. A delação da Odebrecht resultou numa ordem de prisão preventiva contra o ex-presidente Alejandro Toledo. Ele teria recebido cerca de US$ 20 milhões para facilitar a aprovação da construção da rodovia Transoceânica, que liga o norte do Brasil à costa peruana, enquanto estava no governo de 2001 a 2006. As investigações atingem também o presidente Ollanta Humala. A Lava Jato chegou a 38 países, não só dá América Latina, mas também na Europa e Ásia. No caso do Equador, que mais interessa ao congressista López, o delator afirmou que movimentou US$ 9,1 milhões em 2012, que passaram também pelas contas da offshore espanhola DSC Workshop – do caso do Peru -, de empresa holandesa, até chegar na conta em Andorra, da Kingsfield. Segundo Trombeta, essa conta chegou a receber US$ 14 milhões das subsidiárias da OAS. Desse montante, o delator disse que por ordem da empreiteira repassou US$ 8 milhões para conta indicada pelo doleiro Alberto Youssef – peça central da Lava Jato – na Suíça. São esses relatos que interessam ao congressista equatoriano. As autoridades do Equador integram o grupo que compartilha documentos com a Lava Jato no Brasil. “Desta forma, para que seja apurado os fatos narrados e consequentemente a responsabilização dos envolvidos por parte do Equador, que solicita a integra da presente colaboração, assim sendo, contamos com o apoio do e a compreensão por parte deste douto juízo”, destaca o pedido do congressista, datado de 8 de fevereiro. (AE)

Ministério Púbico recomenda inclusão do Plano Piloto de Brasília no racionamento de água


O Ministério Público do Distrito Federal encaminhou na terça-feira (14), documento que recomenda à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) a inclusão, no rodízio de água, do Plano Piloto e cidades abastecidas pelo reservatório de Santa Maria. As cidades abastecidas pelo reservatório do Descoberto já participam do racionamento desde 16 de janeiro. Atualmente, os níveis dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria estão em 36,25% e 44,74%, respectivamente. A Resolução 13/2016 da agência define o patamar de 20% do volume útil do reservatório para o início de ações de restrição. Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema) e a Procuradora Distrital dos Direitos do Cidadão, sem o racionamento há possibilidade concreta de colapso no abastecimento durante o período de seca, com o volume útil do Santa Maria chegando a zero. O nível do reservatório tem se mantido em torno de 40% e, a cada 30 dias, cerca de 10% de seu volume é consumido. Em agosto de 2016, quando foi estabelecido o índice de restrição, era previsto que o nível dos reservatórios subissem com as chuvas, mas não foi o que ocorreu. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, para o mês de fevereiro são esperados 217 milímetros de chuva. Até o momento choveu 173 milímetros e a previsão é de que as chuvas continuem. A Prodema disse ainda que o Estado deve se antecipar para que não ocorram danos previsíveis, que podem ser irreversíveis. O período chuvoso já está na metade e os reservatórios não atingiram níveis seguros. Atualmente, os níveis dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria estão em 36,25% e 44,74%, respectivamente. A Adasa disse que a recomendação do Ministério Público ainda está sob análise e que a agência tem até 10 dias para responder. (AB)

PT quis se vingar do mensalão e se deu mal

Delcídio do Amaral afirmou hoje, em depoimento à Justiça Federal do Rio, que a instalação da CPI de Carlinhos Cachoeira era uma vingança do PT contra a revelação do mensalão. O objetivo era atingir o tucano Marconi Perillo, então governador de Goiás, que teria descumprido um acordo para enterrar a CPI dos Correios, que expôs o mensalão. O problema é que a vingança se voltou para o próprio PT. “No início, era uma CPI goiana, mas virou uma CPI nacional”, afirmou. (O Antagonista)

Polícia Federal deflagra Operação Leviatã sobre investigações em Belo Monte


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Leviatã, desdobramento da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como objetivo o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Edson Fachin, do STF, referentes à inquérito instaurado a partir de provas colhidas no âmbito da Lava Jato. A ação mira desvios e pagamento de propina nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte. Entre os alvos da operação estão o ex-senador Luiz Otávio, do Pará, e o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão. Os mandados desta manhã decorrem de representação feita pela Polícia Federal no curso das investigações que apuram pagamentos de 1% de propina a dois partidos políticos sobre as obras da Hidrelétrica, por parte das empresas que participavam do consórcio. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Belém e Brasília, nas residências dos investigados e escritório de trabalho. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação é uma referência a obra “O Leviatã”, do filósofo político inglês Thomas Hobbes. Nesta obra, ele afirma que o “homem é o lobo do homem”, comparando o Estado a um ser humano artificial criado para sua própria defesa e proteção, pois se continuasse vivendo em Estado de Natureza, guiado apenas por seus instintos, não alcançaria a paz social. Em outubro do ano passado, o ex-gerente de Relações Institucionais da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, retificou sua delação premiada e afirmou ter escondido dos investigadores a participação de um empresário, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte. Além disso, afirmou ter pago propina em espécie ao senador peemedebista Edison Lobão (MA), que na época era ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff (PT). Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), os delatores da empreiteira admitiram que 1% do valor do contrato da usina, tocado pela empresa em consórcio com a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, era repassado a políticos do PT e do PMDB. Conforme depoimentos já revelados, ao menos 2 milhões de reais foram pagos a Lobão por, supostamente, ter ajudado a criar o consórcio e para que não impusesse obstáculos à obra. O caso, que é investigado em inquérito sigiloso no STF, já estava sob relatoria do ministro Edson Fachin antes mesmo de sua nomeação para Lava Jato devido a morte do ministro Teori Zavascki no início deste ano.

Polícia apreende material usado em esquema de pirâmide em Porto Alegre

A polícia apreendeu nesta terça-feira (14) em duas casas, em Porto Alegre, material suspeito de ligação com um esquema conhecido por "pirâmide financeira". Foram encontrados centenas de aparelhos que eram usados no esquema, contratos e computadores. O material estava na sede da empresa TagPoint e na casa de um suspeito. Conforme a polícia, o esquema recrutou 12 mil pessoas que esperavam enriquecer em pouco tempo. Os participantes compravam aparelhos chamados de beacons, e depois deveriam oferecer os dispositivos para lojas e restaurantes. O equipamento enviava mensagens com informações sobre o estabelecimento ou ofertas do dia para os clientes que tivessem o aplicativo da TagPoint no celular. Mas o aparelho, segundo as pessoas lesadas, nunca funcionou direito.


Conforme a polícia, houve casos de pessoas investindo até R$ 18 mil para a compra do dispositivo. A promessa era de ganhos diários e, ao final do negócio, havia a possibilidade de bons lucros. Mas, segundo a polícia, a maioria das vítimas não conseguiu resgatar o que investiu. O esquema também acabou prejudicando amigos e parentes dos participantes. É que além do investimento inicial, a empresa remunerava cada novo investidor que a pessoa colocasse no negócio. O grupo também passou a operar com a venda de pacotes de viagem. A delegada Luciana Caon, responsável pelo caso, explica que a suspeita é de estelionato e crime contra a economia popular. "Há indícios de pirâmide financeira porque além do comércio desse dispositivo de informática, havia uma espécie de contrato com venda casada, que seria vender esse produto e cooptar novos investidores para o negócio". Carlos Fraga conta que passou a frequentar os encontros após ficar desempregado. "Queria dar uma vida boa para minha família. Eu vi pessoas que estavam dando certo. Era tudo fachada. Ninguém estava dando certo", diz. Ele diz ter desembolsado mais de R$ 2,8 mil. "Não tinha esse dinheiro, esse dinheiro foi retirado pelo meu avô", lamenta. Já uma mulher, que preferiu não se identificar, investiu R$ 6 mil no negócio: "Peguei o dinheiro da minha rescisão e investi todo nele. E isso que dói mais. A gente tinha expectativa de fazer reforma em casa, pagar nossas dívidas que estão em alta. Isso é uma coisa que me deixou muito abalada". Agora, a dívida dela passa de R$ 2 mil: "Meu marido também tem dívidas. Eu acreditava que era uma empresa séria e de credibilidade". O dono da TagPoint, Vitor Loreto, disse que só importou o aparelho da China. "Se tem alguma acusação, que seja procurada até as últimas consequências porque pirâmide financeira é um crime no nosso Pais, e deve ser punido exemplarmente". Ele explicou que quem ficou encarregado da venda dos dispositivos foi Maikon Santos, proprietário da empresa Revolution. Por telefone, ele negou que houvesse "promessa de ganho fácil". "Mostramos um plano de compensação que a empresa tem. Se você alcança a meta, você ganha", observou o homem. (G1)

Trump dá apoio à libertação do opositor venezuelano Leopoldo López


O presidente dos EUA, Donald Trump, deu apoio nesta quarta-feira (15) à libertação ao opositor venezuelano Leopoldo López, preso desde 2014, após encontro com Lilian Tintori, mulher do adversário de Nicolás Maduro. Ela foi recebida pelo mandatário americano e pelo vice, Mike Pence, na Casa Branca, após ter a reunião intermediada pelo senador republicano Marco Rubio, um dos principais defensores da dissidência venezuelana nos EUA. Em uma rede social, Trump publicou mensagem de respaldo: "A Venezuela deve permitir que Leopoldo López, um prisioneiro político e marido de Lilian Tintori (recebida por Marco Rubio) que deixe a prisão imediatamente". A mulher de Leopoldo López agradeceu ao presidente na mesma rede, dizendo que mostraram sua preocupação com a situação do país caribenho e de seu marido que, no próximo sábado (18), completa três anos no cárcere. "Expliquei a eles que na Venezuela existe uma ditadura que mantém seu povo sem comida nem remédios. O mundo está com o povo venezuelano. É inaceitável a ditadura de Maduro em pleno século 21. Vamos resgatar a democracia!" Leopoldo López foi preso em um protesto e mantido em uma cadeia militar por mais de um ano sem julgamento. Em setembro de 2015, ele foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão por incitação à violência nas manifestações. A ativista venezuelana é recebida antes que Donald Trump tenha feito qualquer contato com o governo chavista. Na segunda (13), o Departamento do Tesouro anunciou sanções contra o vice de Maduro, Tareck El Aissami. Aissami é acusado pelas autoridades americanas de relação com o tráfico de drogas e o terrorismo. As punições ao chavista e a visita da opositora mostram que ele manterá o mesmo lado que Barack Obama na crise venezuelana.

Fachin autoriza abertura de inquérito contra deputado federal Aníbal Gomes


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou abertura de inquérito contra o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) por suspeita de peculato. O objetivo da investigação é apurar se o parlamentar utilizou verba da Câmara dos Deputados para pagar despesas pessoais. O parlamentar negou irregularidades e se colocou à disposição para ajudar nas investigações. "Recebo com tranquilidade (essa notícia), já que não pratiquei absolutamente nada e jamais fiz qualquer tipo de irregularidade com dinheiro da Câmara", disse o deputado. O inquérito contra Aníbal Gomes decorre de desdobramentos das investigações no âmbito da Operação Lava-Jato. Em dezembro, a Segunda Turma do STF decidiu por unanimidade aceitar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Aníbal por envolvimento no esquema de corrupção instalado na Petrobrás. Com o recebimento da denúncia, Aníbal - que é aliado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) — se tornou réu no âmbito da Operação Lava-Jato e responderá à ação penal por corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. Conforme a denúncia da Procuradoria Geral da República, Aníbal Gomes é acusado de prometer pagamento de propina de R$ 800 mil ao então diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para permitir e facilitar as negociações entre a estatal e empresas de praticagem da Baixada Santista e de São Sebastião (SP) na Zona de Portuária 16.

Ex-petista Delcídio do Amaral diz que cometeu "sandice" seguindo ordem de Lula

O senador cassado Delcídio Amaral reiterou, nesta quarta-feira, à Justiça, acusações de sua delação premiada contra o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. Em depoimento de cerca de três horas, prestado à 10ª Vara Federal, em Brasília, ele disse ter sido uma "sandice" procurar a família do pecuarista José Carlos Bumlai, a pedido de Lula, e pedir pagamentos com o objetivo de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que considerava colaborar com a Lava-Jato. O interrogatório de Delcídio do Amaral foi no âmbito de ação penal que avalia se Lula e outros seis réus, entre eles o próprio ex-senador, atuaram para obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-congressista reiterou que, numa reunião no Instituto Lula, em maio de 2015, na qual tratou com o ex-presidente a possibilidade de Cerveró comprometer Bumlai, seu amigo, numa eventual delação. Lula teria pedido, então, para ele "ver essa questão do Bumlai". Segundo Delcídio, a partir dessa ordem, foi montado um esquema por meio do qual a família de Bumlai pagou R$ 50 mil mensais de ajuda financeira a Cerveró. "Cometi a sandice de tomar essa atitude", declarou. Delcídio foi preso em novembro de 2015, depois que o filho do ex-diretor da Petrobras, Bernardo Cerveró, o gravou numa conversa na qual revelava parte do plano para evitar a colaboração do pai e até financiar uma fuga dele para a Espanha. Depois disso, o ex-senador decidiu fazer sua própria delação e, então, implicou Lula. Delcídio admitiu que, na conversa ocorrida no Instituto Lula, só estavam presentes ele e o ex-presidente, não havendo testemunhas. "Tive muitas conversas solitárias com o presidente Lula", explicou, acrescentando que muitas delas versavam sobre questões políticas, em geral. Delcídio contou que as tratativas com a família de Cerveró começaram no início de 2015 e que seu objetivo era evitar que seu nome fosse citado pelo ex-diretor, já que recebera dinheiro proveniente do esquema da Petrobras para quitar, por exemplo, dívidas de campanha. Contudo, alegou o ex-senador, entre março e abril daquele ano, a imprensa divulgou informações sobre a delação de Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na estatal, que já dava conta de sua participação nas ilegalidades. A partir daí, explicou, a estratégia de se blindar de acusações de Cerveró perdeu um pouco de sentido. "O Fernando Baiano abduziu a delação de Cerveró", disse. Mesmo assim, acrescentou Delcídio, foi levado adiante o plano para evitar a colaboração de Cerveró, a mando de Lula. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, Bumlai obteve no Banco Schahin um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões, cujo real objetivo era custear despesas do PT. Como o empréstimo não foi pago, a Petrobras foi usada para compensar o grupo credor, firmando com a Schahin Engenharia contrato de R$ 1,6 bilhão para operar o navio-sonda Vitória 10.000. Questionado sobre o assunto, Delcídio declarou que a fraude era conhecida por parte do meio político e entre pessoas que ajudaram a viabilizá-la: "Essa história das sondas do José Carlos Bumlai até a torcida do Flamengo sabia". Delcídio também disse que, em meio à crise gerada pela Lava-Jato, se reuniu com o ex-presidente no Instituto Lula em maio de 2015, juntamente com os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Renan Calheiros (PMDB-AL). O objetivo, segundo ele, seria formar um grupo de senadores para reagir às denúncias frequentes que surgiam na operação. Esse encontro é objeto de um inquérito em curso pelo Ministério Público Federal, que suspeita de que o episódio foi mais uma tentativa de atrapalhar investigações. Delcídio, que era líder do governo à época, explicou que havia um grupo no PT mais preocupado com os impactos da Lava-Jato para o partido e o governo, no qual se incluía Lula. Outro grupo, alinhado com a então presidente Dilma Rousseff, acreditava que a operação chegaria ao fim e parte dos quadros da legenda sairia dela fortalecida: "Lamentavelmente, deu no que deu".