segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Intenção de Trump é aumentar orçamento militar dos Estados Unidos em US$ 54 bilhões

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que busca um "aumento histórico" nos gastos militares do governo — que seriam financiados com cortes equivalentes em outras áreas. O republicano quer um orçamento US$ 54 bilhões maior para as Forças Armadas dos Estados Unidos, que já são o país que mais destina dinheiro ao setor no mundo: cerca de US$ 600 bilhões por ano. "Esse orçamento será um orçamento de segurança pública e nacional", disse o presidente a governadores de Estado reunidos na Casa Branca: "Ele vai incluir um aumento histórico em gastos de defesa para reconstruir as esgotadas Forças Armadas dos Estados Unidos no momento em que mais precisamos delas". 

A Casa Branca irá enviar a proposta de Trump para análise dos departamentos federais ainda nesta segunda-feira. O Congresso, controlado pelos republicanos, tem a palavra final sobre o orçamento. Trump pretende cortar verbas federais da Agência de Proteção Ambiental. O orçamento, afirmam membros do gabinete, é desenvolvido por uma pequena equipe chefiada pelo estrategista-chefe de Trump, Stephen Bannon. A intenção é alterar fortemente a forma como o governo gasta seus recursos. Este também deverá ser o principal assunto de Trump no discurso ao Congresso na noite desta terça-feira (28), no primeiro grande encontro com os parlamentares desde sua posse, em 20 de janeiro.

Kassab aponta que Plano de Internet das Coisas deve ser lançado em setembro


Aguardado para ser lançado na Mobile World Congress 2017, em Barcelona, nesta semana, o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT) teve mais um capítulo revelado pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, nesta segunda-feira (27). O evento na Espanha é um dos principais do mundo da tecnologia. Segundo o ministro, houve confusão sobre o anúncio. O Ministério chegou a informar que as diretrizes do programa e até um esboço do plano de ação seriam anunciados durante a feira, mas isso só deve ocorrer em setembro, quando fica pronto o estudo encomendado pelo governo a uma parceria entre BNDES e uma consultoria privada, a um custo de R$ 17 milhões. "A conclusão do estudo só acontece em setembro, quando, depois de ouvirmos a comunidade e o setor, em uma série de etapas, lançamos as diretrizes e o planos de ação para ser colocado em prática", comenta Kassab, que explica que a primeira etapa — a ser concluída ainda em março e anunciada nesta segunda — é uma mini-consulta pública sobre iniciativas em IoT no País. A segunda fase, que define as aspirações do País na empreitada, deve ser bastante definitiva para o Plano, já que assume o tipo de frente a investir: software ou hardware. "Seja em internet das coisas, seja em 5G, vamos correr em paralelo a outros países, talvez haja, sim, um delay, mas não ficamos para trás", comenta o ministro, que garante que o cronograma é razoável e assume que possíveis atrasos podem ocorrer. O Ministério estima que, até 2025, a Internet das Coisas tem potencial para gerar até R$ 200 bilhões no País. O plano de ação deve levar até cinco anos para ser implementado após a definição. 

Ainda na Espanha, o governo deve assinar nesta terça-feira (28) um memorando para o desenvolvimento de 5G entre o Projeto 5G Brasil, formado pelo governo e empresas do setor, e a 5G Infrastructure Association, uma iniciativa européia. "É uma aproximação para definirmos o modelo que queremos para desenvolver e implementar o 5G no Brasil, acompanhando um cronograma mundial. Além da Europa, ainda vamos firmar termos com Estados Unidos, Coréia do Sul e China, estamos abertos a entender qual modelo operar", comenta o Secretário de Políticas de Informática, Maximiliano Martinhão. A Coréia do Sul é um dos países com maior avanço na área de 5G, um dos temas mais fomentados da Mobile World Congress. Espera-se que até 2020 redes experimentais já estejam funcionando no País.

Encontrado morto secretário uruguaio de combate à lavagem de dinheiro


Potencial colaborador da Lava-Jato e uma das principais autoridades do governo do Uruguai no combate à corrupção, o Secretário Nacional de Luta contra a Lavagem de Dinheiro do país, Carlos Díaz, morreu na noite de sábado. O corpo dele foi encontrado boiando na piscina de casa, em Punta Del Este. A Justiça uruguaia está realizando várias perícias para descobrir as causas da morte. A autópsia, divulgada neste domingo, revelou que ele morreu afogado. Colegas de trabalho dizem que Díaz, um ex-fumante de 69 anos com histórico de problemas cardíacos, ocupava um cargo estressante e vinha manifestando sinais de cansaço nos últimos dias. O corpo não apresentava sinais de violência. Díaz se aproximou das autoridades brasileiras nas últimas semanas, a partir da costura de acordos de cooperação com a Procuradoria-Geral da República. O objetivo era ajudar nas investigações da Lava-Jato. Ele estava disposto inclusive a a facilitar o acesso dos procuradores brasileiros às instalações e ao acervo do órgão uruguaio. Pelo menos dois personagens da Lava-Jato já tiveram contas bancárias secretas bloqueadas no país: o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). No cargo desde 2010, Díaz esteve à frente de inúmeras investigações contra o crime organizado. Crítico do epíteto de "Suíça latino-americana" imposto ao país, considerado um paraíso fiscal graças às regras bancárias flexíveis para abertura de contas e off shores, ele defendia a adoção de leis mais duras e de uma maior transparência nas movimentações financeiras praticadas em território uruguaio.

Standard % Poor's informa que empresas brasileiras têm US$ 73 bilhões de dívidas a vencer até 2021

As empresas e bancos brasileiros têm US$ 73,2 bilhões de dívidas que vencem até 2021, 36% do total da América Latina, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, que alerta para o crescente montante de passivos que precisam ser refinanciados na região. A maior parte desta dívida, o equivalente a 89%, foi emitida em dólar, ressalta a S&P. Além disso, dos US$ 61,4 bilhões de passivos a vencer detidos pelo setor não financeiro, a maioria (75%) é de companhias avaliadas na categoria especulativa. Estas empresas costumam pagar taxas mais caras para se refinanciarem do que as classificadas como grau de investimento. A S&P ressalta que o dólar tem registrado volatilidade no Brasil e que, mesmo com a saída da mulhes sapiens petista Dilma Rousseff, a incerteza política e econômica ainda paira sobre o cenário da economia brasileira. O relatório destaca que o real se apreciou 22% em relação ao dólar em 2016, enquanto em 2015 havia registrado desvalorização de 33%, o que é um desafio adicional para o gerenciamento dos passivos das empresas e bancos em moeda estrangeira. A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que está saindo da profunda recessão que marcou os últimos dois anos, destaca o relatório. A previsão da S&P é que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresça 0,9% este ano. Os escândalos políticos, porém, são um "vento contrário" para este cenário de recuperação. Um dos riscos é de que novas revelações em delações premiadas possam reduzir a governabilidade do presidente Michel Temer. A necessidade de refinanciamento de dívida na América Latina é particularmente alta no setor de petróleo e gás, segundo o relatório. Nesse segmento, o Brasil é o país da região com maior porcentual de passivos a vencer, respondendo por 41% do total. As empresas de petróleo, como a Petrobras e a mexicana Pemex, estão entre as maiores emissoras de dívida da região. A S&P estima que em 2016 mais de 70% dos bônus lançados pelo setor não financeiro, cerca de US$ 20 bilhões, foi de empresas de óleo e gás. No caso brasileiro, considerando o setor não financeiro, o total de dívidas a vencer é crescente nos próximos anos. Em 2017, são US$ 5 bilhões; em 2019, são US$ 10,8 bilhões; e no ano de 2021, são mais US$ 16,4 bilhões. Já o setor financeiro não possui passivos vencendo em 2021, mas tem US$ 3,9 bilhões em 2019 e US$ 3,5 bilhões em 2018. A América Latina tem um total de US$ 202 bilhões de dívidas de empresas e bancos vencendo até 2021. Brasil e México respondem por 72% deste total. O setor financeiro tem US$ 56 bilhões de passivos vencendo até 2021, mas a maior parte (US$ 146 bilhões) é de empresas não financeiras. Estadão

ONU suspende terrorista diretor de escola de Gaza após pedido de Israel

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) anunciou neste domingo a suspensão do diretor de uma de suas escolas em Gaza, acusado de ser um membro atuante da organização terrorista islâmica Hamas, que controla esse enclave árabe. A UNRWA informou que tomou a decisão antes de uma reclamação pública das autoridades de Israel, que lhe pediram que demitisse o terrorista Suhail al-Hindi, que também é chefe da associação de trabalhadores palestinos da agência da ONU. "Antes da mensagem das autoridades israelenses, recebemos informações substanciais de várias fontes que nos levaram a suspender Suhail al-Hindi até o resultado de nossa investigação", assinalou o porta-voz da agência, Chris Gunness. Essa agência da ONU é escandalosamente defensora do terrorismo islâmico árabe. O Cogat, órgão do Ministério da Defesa que coordena as atividades israelenses nos Territórios Palestinos, informou que o terrorista Suhail al-Hindi foi nomeado para a direção do Hamas em uma eleição interna realizada no último dia 13. Foi eleito "responsável do alto escalão para a região de Jabaliya", no norte da Faixa de Gaza, informou o Gogat. "Também está à frente da associação de trabalhadores palestinos da UNRWA desde 2012, e de uma escola primária em Gaza" administrada pela agência. "Devido à gravidade da situação, o chefe do Cogat, general Yoav Mordechai, pediu à UNRWA que demitisse Hindi imediatamente", acrescentou. O Ministério das Relações Exteriores de Israel fez a mesma acusação na última quinta-feira em sua conta no Twitter. No dia seguinte, a UNRWA negou a informação, alegando falta de provas.