quarta-feira, 8 de março de 2017

Juiz Sérgio Moro condena o bandido petista mensaleiro José Dirceu pela segunda vez na Lava Jato


O juiz Sérgio Moro condenou hoje o ex-ministro chefe da Casa Civil e bandido petista mensaleiro José Dirceu a 11 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás. Essa é a segunda sentença do bandido petista mensaleiro José Dirceu na Lava Jato, condenado no ano passado a 23 anos de prisão. Ninguém deve se impressionar com essas condenações em sequência, é só foguetório inútil, porque penas não são somadas no Brasil, e o teto máximo de pena ao qual pode ser submetido qualquer bandido brasileiro, de colarinho branco ou não, é de 30 anos. Com o instituto da remição, o bandido, de colarinho branco ou não, já sabe que o máximo real de pena é de 20 anos (um dia abatido a cada três trabalhados, ou livro lido e com resumo apresentado, por isso José Dirceu é capaz de ler até cinco livros por dia, estilo novela "Aura", do escritor mexicano Carlos Fuentes). Depois, sobre os 20 anos, aplica-se o cumprimento de um sexto da pena e o sujeito já pode progredir do regime fechado para o semiaberto, que na verdade representa a liberdade). E isso leva em consideração o tempo já cumprido desde a prisão preventiva. Ou seja, o sujeito pode ser colocado em liberdade tão logo termine o julgamento. É uma farra, por isso o crime compensa no Brasil, quanto mais roubar, melhor. O ex-ministro corrupto e bandido mensaleiro petista e seu grupo receberam R$ 2,1 milhões em propinas para favorecer a contratação pela Petrobras da empresa Apolo Tubulars, com apoio do petista Renato Duque, então diretor de Serviços da estatal, indicado pelo criminoso PT. Na mesma ação penal, o petista Renato Duque foi sentenciado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção passiva. É outro que sairá loguinho da cadeia. O irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo Oliveira e Silva, foi condenado 6 anos e 8 meses de prisão também por corrupção e lavagem. Não vai cumprir um dia sequer atrás das grades, podem ter certeza. Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, executivos da Credencial Construtora, por corrupção passiva e associação criminosa, ambos a oito anos e nove meses de prisão. Vão sair livres de cara. Ao todo foram sete réus denunciados, dos quais Sérgio Moro absolveu dois, Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares e Carlos Eduardo de Sá Baptista. José Dirceu está preso desde agosto de 2015, quando passou a ser investigado na Lava a Jato por suas negociações com a Construtora Engevix. Na ocasião, cumpria prisão domiciliar pelos crimes do Mensalão do PT. O cara é um rematado reincidente criminoso.