domingo, 12 de março de 2017

PT pode perder sua segunda maior prefeitura no País, a de São Leopoldo

O PT - que, no ano passado, perdeu 60% das prefeituras que tinha - pode ficar sem o comando da segunda maior cidade governada pelo partido atualmente: São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre (a maior é Rio Branco, capital do Acre, reduto da família petista Viana, dos irmãos Tião e Jorge). O prefeito da cidade, Ary Vanazzy, presidente do PT no Rio Grande do Sul, um neotrotskista, membro do partido revolucionário comunista clandestino DS - Demoracia Socialista, se segura no cargo graças a uma liminar emitida pela ministra Rosa Weber - do fim do ano passado -, que contrariou a cassação determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul uma semana após as eleições de 2016. O Ministério Público Eleitoral não tem dúvida de que o petista enriqueceu ilicitamente e promoveu danos ao erário público. O processo em questão diz respeito ao financiamento de um congresso do PT com recursos da prefeitura de São Leopoldo. Caberá ao plenário do TSE referendar ou não a decisão monocrática de Rosa, gaúcha e ministra indicada por Dilma Rousseff. Vanazzy está em seu terceiro mandato: venceu o pleito do ano passado com apenas dois pontos percentuais à frente do adversário. O político acumula mais de três dezenas de processos na Justiça, tendo sido, inclusive, alvo da Operação Costa Nostra, em 2012. O TSE é useiro e vezeiro de não julgar esses processos, e assim 

Petrobras derruba liminar contra venda de gasodutos para a canadense Brookfield



A Petrobras informou nesta semana que conseguiu derrubar liminar que impedia a venda da subsidiária NTS (Nova Transportadora do Sudeste) à canadense Brookfield. O negócio, de US$ 5,2 bilhões, é o maior já fechado dentro do plano de desinvestimentos da companhia. A venda havia sido aprovada pelos acionistas da estatal em dezembro, mas foi suspensa em fevereiro pelo juiz Marcos Antonio Garapa de Carvalho, da Justiça Federal de Sergipe. A NTS engloba a malha de gasodutos da estatal na região Sudeste. Segundo o acordo assinado com a Brookfield, a Petrobras permaneceria com uma fatia de 10% da empresa. "Com a decisão favorável, a Petrobras poderá prosseguir com essa operação de venda", informou a estatal, em comunicado. Até o fim de 2016, a Petrobras havia fechado operações no valor de US$ 13,6 bilhões, mas muitos negócios têm sido questionados na Justiça. No fim de fevereiro, a empresa conseguiu derrubar liminar que impedia a venda de duas fábricas em Pernambuco à mexicana Altek, no valor de US$ 385 milhões. Outras três operações, que envolvem campos de petróleo no Rio e no nordeste e a BR Distribuidora, permanecem suspensas por liminar. Além disso, a companhia aguarda definição do Tribunal de Contas da União sobre o modelo de negociação dos ativos. Em dezembro, o órgão suspendeu novas negociações. A meta da Petrobras é arrecadar, com a venda de ativos, um total de US$ 34,6 bilhões até 2019.

Bumlai reconhece que fez pagamentos ao petista Delcídio do Amaral

O pecuarista José Carlos Bumlai, o grande amigo do poderoso chefão da organização criminosa petista, Lula, confirmou que seu filho, Maurício Bumlai, fez dois repasses de R$ 50 mil ao ex-senador petista Delcídio do Amaral, mas negou que o dinheiro tenha qualquer relação com a compra do silêncio de Nestor Cerveró. Bumlai, que já assumiu ter feito em seu nome um empréstimo fraudulento para o PT no Banco Schahin, foi interrogado na sexta-feira pelo juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. O depoimento de Bumlai refere-se ao processo em que ele é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. O caso veio à tona quando o filho de Cerveró gravou uma conversa entre o ex-senador petista Delcídio do Amaral, um de seus assessores e o então advogado de Cerveró. Na conversa, Delcídio e o advogado falaram sobre uma possível fuga do ex-diretor, caso ele conseguisse habeas corpus no Supremo. Delcídio foi preso e fez delação premiada depois do episódio. Em seu depoimento, Bumlai confirmou que Delcídio falou sobre uma possível delação de Cerveró em uma conversa que teve em 2015 com seu filho, Maurício Bumlai. Este, porém, teria recusado qualquer envolvimento com o assunto. “Ele (Maurício) falou não, que ele não ia fazer isso, porque não tínhamos nada a ver com Nestor Cerveró. Depois ele (Delcídio) voltou e pediu ajuda em caráter pessoal. Para manter o padrão de vida que ele tem, não era com salário de senador. Inicialmente, o pedido foi R$ 50 mil. Ele (Maurício) deu. Aí teve um segundo pedido de mais R$ 50 mil e ele deu também, e é só”, afirmou Bumlai, reiterando que as quantias teriam sido entregues por seu filho somente para manter uma boa relação com o então senador petista, cujo poder poderia prejudicar os negócios dos Bumlai.

Morreu o ex-piloto britânico John Surtees, ex-campeão mundial de F1 e motos


O ex-piloto britânico John Surtees, único piloto a ser campeão do mundo de Fórmula 1 e de motociclismo de velocidade, morreu aos 83 anos, na sexta-feira, segundo anúncio da família. Surtees, que era decano dos campeões mundiais da F1, "apagou tranquilamente" em Londres, acompanhado de sua esposa Jane e das filhas Leonora e Edwina, detalhou o comunicado. O ex-piloto, que levou o título da F1 em 1964, já tinha brilhado sobre duas rodas, com títulos em 1956, 1958, 1959 e 1960. Surtees deu entrada no hospital St Georges de Londres em fevereiro, por conta de um problema respiratório. "John era um marido amoroso, um pai, um irmão e um amigo. Também foi um dos maiores nos esportes motorizados", acrescentou o comunicado. "Foi um autêntico exemplo, por sua capacidade de elevar-se ao seu melhor nível e lutar até o final", acrescentou. Surtees era um apaixonado pelos esportes a motor e continuava trabalhando até pouco tempo atrás, na fundação Henry Surtees, que leva o nome de seu filho de 18 anos, morto em 2009 em acidente da Fórmula 2. "Choramos a morte de um homem incrível e amável, tanto quanto celebramos sua fantástica vida", indicou o texto do comunicado. "Big John" competiu na F1 de 1960 a 1972, disputando 111 Grandes Prêmios e conseguindo 6 vitórias. O ex-piloto subiu no pódio em 24 corridas e dirigiu a o própria escuderia, que levava seu nome, entre 1970 e 1978. Participou das 24 horas de Le Mans quatro vezes. "Ferrari perdeu um dos seus maiores pilotos", afirmou a escuderia italiana em comunicado. "Todos da Ferrari expressam suas mais sinceras condolências para a família neste momento triste", acrescentou. "Perdemos uma das maiores lendas dos esportes motorizados. RIP John", tuitou o britânico Damon Hill, campeão da F1 em 1996. Seu pai, Graham, competiu contra Surtees. "Nosso respeito está com todos os que conheceram e admiraram John Surtees. Lendário, os esportes motorizados vão sentir saudades", escreveu a escuderia Renault. O piloto finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, publicou uma foto de Surtees junto a ele em um pódio, com a seguinte mensagem: "uma triste notícia hoje. Foi fantástico te conhecer, lenda. RIP John Surtees". John Surtees criou a sua equipe de Fórmula 1 na qual correu o piloto brasileiro José Carlos Pace.

Juíza determina que PT tire do ar entrevista crítica ao novo ministro do STF, Alexandre de Moraes



A Justiça determinou que o PT retire de seu site uma entrevista com críticas ao ministro Alexandre de Moraes, recém-nomeado pelo presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal. No texto, o ex-ministro da Justiça, o procurador federal Eugênio Aragão, que exerceu o cargo no governo de Dilma Rousseff, dizia que a pasta, ocupada por Moraes antes de ser nomeado para o Supremo, era "muita areia pra caçambinha dele (Moraes)". O texto, publicado quando Alexandre de Mores ainda estava no ministério, dizia ainda que "o atual ministro golpista da Justiça" tinha, na opinião de Aragão, "histórico de arbitrariedades" e "de conchavos com setores que são de alto risco para a sociedade, como a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC". Ao acionar a Justiça, o novo ministro do STF argumentou que a entrevista continha "informações falsas e difamatórias" que maculavam a sua "honra, reputação e credibilidade", o que estava "lhe causando prejuízo moral". Na sentença, a juíza Cristina Inokuti, da 3ª Vara Cível de São Paulo, afirma que é possível verificar no texto "indícios de abuso do direito constitucional de liberdade de expressão e informação". As afirmações de Aragão, diz ela, vinculariam Alexandre de Moraes "à facção criminosa e ao cometimento de ilicitudes". A magistrada diz ainda que na época da publicação Moraes era ministro da Justiça e foi depois nomeado para o STF, exercendo funções "incompatíveis com a qualificação imputada". A juíza deu um prazo de cinco dias para que o PT retire a entrevista do site do partido, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00. O secretário nacional de Comunicação do PT, Alberto Cantalice, disse por meio de nota que "a censura sofrida pelo página do PT na internet, a partir de uma ação judicial movida pelo ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é mais um atentado à democracia perpetrado por integrante do ilegítimo governo golpista que hoje ocupa o poder no Brasil". Para Cantalice, "é profundamente lamentável, e causa grande preocupação, o fato de que Moraes, recentemente nomeado para a mais alta corte de Justiça do País, tenha mobilizado seus esforços para censurar a opinião do ex-ministro do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão".  Ele diz também que o PT vai recorrer da decisão.