sexta-feira, 14 de abril de 2017

Estados Unidos lançaram no Afeganista a Mãe de Todas as Bombas



Pela primeira vez na história, conforme o noticiário, os Estados Unidos largaram a sua bomba mais potente não nuclear, sobre as cavernas usadas pelo grupo jihadista Daesh na província afegã de Nangarhar. Segundo a CNN, citando o Pentágono, trata-se da bomba GBU-43, com mais de dez toneladas, conhecida como "a mãe de todas as bombas". Esta arma foi desenvolvida durante a guerra do Iraque. A bomba foi lançada às 7h00 locais por um avião C-130, operado pelo Comando de Forças Especiais da Força Aérea, diz a CNN. Uma bomba similar a essa, entretanto, já havia sido experimentada no Iêmen há mais de um ano. 

Na delação, Marcelo Odebrecht disse que Dilma, assim como Lula, conhecia o esquema da corrupção

Eis o que disse Marcelo Odebrecht, confirmando o que Veja adiantou em setembro de 2014, pouco antes das eleições: "No que tange a questões de caixa dois, tanto Dilma como Lula tinham conhecimento do montante, digamos assim, não do valor preciso, mas tinham conhecimento da dimensão de todo nosso apoio ao longo dos anos. A Dilma sabia que grande parte do nosso apoio estava direcionada para João Santana e várias vezes ao longo do tempo, ainda que não fosse ela que pedisse pagamento para João Santana. Especificamente em 2015 no encontro que tive já com operação da Lava Jato deflagrada, eu tive consciência de todos os depósitos que tinham sido feitos, aí sim eu posso afirmar que eu mostrei pra ela a quantidade para campanha dela". Não há qualquer sombra de dúvida mais de que esses dois personagens nefandos da história brasileira devem ir para a cadeia, o mais rápido possível.

Estudante ofendeu Dilma na The New School, em Nova Iorque: "Você é uma ladra de merda!"



A mulher sapiens petista, rainha da mandioca e estocadora de vento, a ex-presidente Dilma Rousseff, passou por mais um constrangimento durante sua viagem aos Estados Unidos bancada pelo contribuinte brasileiro. A petista foi chamada de "ladra de merda" por um estudante enquanto falava na The New School, em Nova York. A petista discorria sobre teorias mirabolantes sobre seu impeachment, quando um estudante passou bem em frente ao palco e falou: "Yu're a fucking thief". Ele falou duas vezes, olhando na direção de Dilma, que ficou atônita. 

Eliseu Padilha, o "Bicuíra", estaria em processo de queda do ministério, mas ele nega

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o "Bicuíra" da planilha da propina da Odebreecht, estaria de saída do governo Temer. Seu lugar iria para o deputado federal Antonio Imbassahy, do PSDB da Bahia. Imbassahy é o atual ministro da secretaria de Governo. Mas, o ministro gaúcho que a notícia não tem fundamento. "Não tem nada disto", avisou ele para o jornalista Políbio Braga. Porém, a informação circula no Congresso Nacional.

Netshoes faz IPO com resultado mediano

A Netshoes se tornou a primeira empresa brasileira de ecommerce a ser listada na Bolsa de Nova York, mas conseguiu apenas metade do valor de mercado que ambicionava quando começou a conversar com investidores. A ação foi oferecida ao mercado numa faixa entre US$18,00 e US$ 20,00 e precificada no piso daquele intervalo, conferindo à companhia fundada por Marcio Kumruian um valor de mercado de US$ 556 milhões na hora do ‘pricing’. O múltiplo foi em linha com o pago pelos gestores de private equity que investiram na companhia há dois anos. Mas depois de esperar anos para ir para a Bolsa, a Netshoes deu azar no dia da estreia. A ação abriu para negociação em meio a um noticiário político que pressionou os preços de todos os ativos brasileiros. No final do dia, o papel já valia 10% menos. “Foi o IPO possível,” disse uma fonte próxima à empresa.

Campanha do petista Tarso Genro, em 2010, mandou a propineira Odebrecht dar R$ 250 mil de dinheiro sujo para o PCdoB


A Odebrecht disse que o peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro sabia de tudo que ocorria na sua campanha e que a transferência de recursos para o PCdoB, seu aliado, não ocorreu à revelia dele. Abigail, do PCdoB, disputou a majoritária ao lado de Tarso, Dilma e Paim. O executivo da construtora Odebrecht, Valter Lana, detalhou como se deu a negociação de R$ 250 mil repassados ao PCdoB em 2010, durante campanha de Tarso Genro (PT). No depoimento prestado em regime de colaboração premiada, disse que a intenção da construtora era doar o dinheiro via caixa 2 à campanha do petista, mas que a oferta foi recusada por Estilac Xavier, então coordenador da campanha do PT e pessoa designada para negociar as referidas contribuições. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e ex-deputado estadual pelo PT exigia que a doação fosse feita de forma legal. No entanto, segundo Lana, uma alternativa foi oferecida: doar em caixa 2 para o PCdoB, que estava na aliança encabeçada pelo PT.  "O PCdoB toparia receber esse dinheiro (de caixa 2)", disse o petista Estilac Xavier, segundo o delator. Estilac, então, teria intermediado um encontro entre uma pessoa chamada André, ligada ao PCdoB, com quem Lana concretizou a doação não declarada. Com isso, nas palavras do executivo, o "dinheiro (de caixa 2) que era para ser do PT, acabou indo para o PCdoB", destacou Lana. Mesmo tendo se encontrado com André, o representante da Odebrecht diz não saber qual era a função exata dele junto ao partido. O marqueteiro da campanha eleitoral do petista Tarso Genro era o publicitário Alfredo Fedrizzi, dono da agência Escala, que, no governo petista, ganhou a maior conta publicitária do Rio Grande do Sul, a do banco estatal Banrisul. Fedrizzi sempre foi unha e carne com o executivo propineiro e delator premiado Alexandrino Alencar, de enorme influência dentro da Odebrecht. O caso será enviado ao Superior Tribunal de Justiça, onde Estilac tem prerrogativa de foro em função do cargo de conselheiro do TCE do Rio Grande do Sul.

Executivo propineiro e delator Alexandrino Alencar diz que comunista Manuela D'Ávila levou R$ 350 mil de dinheiro sujo da Odebrecht

Conforme o ex-diretor da Odebrecht, o executivo corrupto propineiro e delator premiado Alexandrino Alencar, a deputado estadual gaúcha e comunista Manuela D'Ávila levou R$ 350 mil de dinheiro sujo da Odebrecht:
1) Em 2008, R$ 300 mil irrigaram a campanha de Manuela D'Ávila à prefeitura de Porto Alegre, por meio de caixa 2.
2) Manuela voltou a ser beneficiada na campanha para reeleição a deputada federal, em 2010, dessa vez com R$ 50 mil, também por meio de caixa 2. 
O propineiro Alexandrino Alencar recordou que, nas planilhas da Odebrecht, o codinome de Manuela era "avião", mas garantiu que não tinha uma razão específica para tal. Sobre este último ponto, há controvérsia, porque foi o próprio Alexandrino quem escolheu o apelido. Ora, qualquer sujeito que tenha se criado no Rio Grande do Sul, e que tenha vivido na década de 60, sabe que na gíria popular "avião" era designativo de muito muito bonita, atraente. E o propineiro Alexandrino Alencar é gaúcho e seu primeiro casamento foi com uma mulher de família gaúcha de Santa Cruz do Sul

Retomado processo da Operação Rodin contra Yeda Crusius por improbidade administrativa


O juiz federal Gustavo Chies Cignachi, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, decidiu dar continuidade à ação civil pública de improbidade administrativa contra a ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) – que, atualmente, é deputada federal. A decisão do magistrado foi tomada na terça-feira (11). Cignachi decidiu pela imediata restauração da marcha processual com base em uma decisão, do mês passado, do Superior Tribunal de Justiça), que cassou o efeito suspensivo que impedia o prosseguimento da ação. Na decisão, o magistrado deu prazo de cinco dias para que as partes – Ministério Público Federal e a defesa de Yeda – se manifestem sobre as provas e indiquem testemunhas. Na sequência, será dado início à fase de oitivas, com a realização de audiências e, inclusive, com a possibilidade de depoimento da ex-governadora e também de testemunhas. Após isso, o processo segue para a fase de sentença, que ainda não há data para ocorrer.  A ação de improbidade administrativa – ao mesmo tempo em que tramita, agora, na Justiça Federal de Santa Maria – segue sendo analisada quanto a sua aceitação no STJ e também no Supremo Tribunal Federal. 

Eliseu Padilha, o "Bicuíra", recebeu R$ 1,49 milhão de propina na Trensurb, segundo Odebrecht


Um dos alvos da lista de Fachin, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apelidado de "Bicuíra", teria recebido R$ 1,49 milhão da Odebrecht em relação à obra de extensão da linha do Trensurb entre São Leopoldo e Novo Hamburgo. O repasse teria ocorrido em 2010, dividido em sete parcelas, conforme registros do setor responsável pelos pagamentos de propina da construtora. O peemedebista era deputado federal à época. Na petição enviada ao Supremo Tribunal Federal, que resultou na abertura do inquérito 4.434 sobre a obra no Rio Grande do Sul, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, identifica os supostos repasses a Padilha, identificado pelo codinome Bicuíra pela Odebrecht. Os valores seriam referentes a 1% do contrato do empreendimento. O documento também traz pagamentos referentes à Trensurb a outros investigados no mesmo caso. Há o registro do repasse de R$ 734,7 mil ao deputado petista Marco Maia (codinome "Aliado"), R$ 934,5 mil ao ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo ("Filósofo"), R$ 260,3 mil a Marco Arildo ("Sucessor") e R$ 38,7 mil a Humberto Kasper, ambos ex-presidentes da Trensurb. O esquema envolvendo os gaúchos foi citado nas delações de dois ex-dirigentes da Odebrecht, Benedicto Junior e Valter Lana. No total, conforme os executivos, a extensão da linha do Trensurb foi alvo de três pedidos de pagamentos de propina entre 2008 e 2009: um de Padilha; um de Maia, Arildo e Kasper; e outro de Paulo Bernardo. Juntos, eles teriam recebido R$ 3,45 milhões da construtora. As cobranças ocorreram a partir do início das obras, que enfrentaram restrições do Tribunal de Contas da União (TCU). "Os pagamentos foram feitos para o codinome Bicuíra, do deputado Eliseu Padilha, em sete parcelas, no total de R$ 1.490.000,00 até 2010. O percentual da propina foi de 1% sobre a parte deles no contrato", disse Benecdito. Lana, por sua vez, afirmou que o dinheiro dos gaúchos foi entregue por meio do doleiro "Tonico". "Os pagamentos dos gaúchos, Padilha, Marco Maia, Marco Arildo e Kasper, foram todos equacionados através do doleiro Tonico", relatou o dirigente aos investigadores. Tonico é a alcunha de um doleiro porto-alegrense. Antônio Albernaz Cordeiro foi preso em 2016 na Operação Xepa, 26ª fase da Lava-Jato, e solto posteriormente. Em depoimento à Polícia Federal, ele admitiu que viabilizou repasses destinados a políticos em Porto Alegre a pedido da Odebrecht. Lana também detalhou a forma como o dinheiro teria chegado a Padilha. Segundo ele, o peemedebista o procurou para cobrar o pagamento de 1% sobre o valor da obra, com o argumento de que ele teve participação nas tratativas que viabilizaram o empreendimento, licitado em 2001. No período, Padilha era ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique.  
O delator afirmou que o gaúcho indicou uma pessoa que trabalhava com ele para receber os valores, identificada por "Ibanez". É hoje o presidente do Grupo Hospitalar Conceição, a maior estatal federal no Rio Grande do Sul, dona de quatro hospitais inteiramente dedicados ao atendimento do SUS e com um orçamento que é o segundo do Rio Grande do Sul. O intermediário da construtora é citado como Nilton Coelho, funcionário da empresa. "No caso do Eliseu Padilha, não era eu, mas o Nilton que entregava para uma pessoa de nome Ibanez, que trabalhava com ele (Padilha), no escritório político dele", revelou Lana. Padilha prestigiou a posse da nova diretoria do GHC em julho do ano passado. No site da filial gaúcha da Fundação Ulysses Guimarães, Ibanez aparece como tesoureiro. Em âmbito nacional, a entidade é um centro de estudos do PMDB e foi presidida por Padilha de 2007 a 2015. Nos casos dos pagamentos aos outros políticos, os delatores detalharam que Maia teria solicitado percentual sobre a medição da obra do Trensurb. No rateio, o deputado ficaria com 0,5% do valor, Marco Arildo com 0,5% e Kasper com 0,25%. Já o pagamento a Paulo Bernardo também seria de 1%, e teria ocorrido sob a promessa de incluir o empreendimento no PAC. A ampliação do Trensurb já é alvo de investigação do Ministério Público Federal desde 2011, por suspeita de superfaturamento na obra, cujo início em 2001 tinha um orçamento de R$ 270 milhões. Quando a ampliação foi concluída, em 2014, o custo final ficou em R$ 953 milhões, depois de aditivos contratuais. 

Delator da Odebrecht detalha "valor do passe" de Rodrigo Maia, o "Botafogo"



Em depoimento, o ex-executivo da Odebrecht, Luiz Eduardo da Rocha Soares, detalhou que, em 2014, o pagamento ilícito feito ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era indicado como o "valor de passe" de "volante" do "Fluminense" em planilha da empresa. Segundo duas planilhas apresentadas pelo delator, que constam em pedido de abertura de inquérito encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, as analogias futebolísticas eram padronizadas: a posição "volante" identificava o cargo de deputado federal, e o clube, "Fluminense", o Democratas, partido de Maia. Já o "valor do passe", especificado apenas como "cem", é o dinheiro que a empresa repassou ao parlamentar para a campanha, segundo o executivo. Rodrigo Maia já havia sido associado a outro time de futebol carioca, o "Botafogo". No depoimento de Soares e também dos delatores Benedicto Jr, João Borba Filho, Cláudio Melo Filho, Carlos José Fadigas de Souza Filho, os executivos afirmam que o pai do presidente da Câmara, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM-RJ), atendia por "Inca" e "Déspota". Eles detalharam pagamentos ao deputado federal e seu pai em 2008, 2010, 2013 e 2014. Em 2008, segundo Benedicto Jr., o BJ, Rodrigo Maia solicitou e recebeu R$ 350 mil como ajuda para campanha eleitoral em 2008. Porém, naquele ano, nem o parlamentar nem Cesar Maia foram candidatos a cargos eletivos. Já em 2010, os delatores apresentaram, segundo o procurador, evidências do pagamento de R$ 400 mil para a campanha de Cesar Maia ao Senado Federal, entre o dia 12 de agosto e 30 de setembro. Cláudio Melo Filho, por sua vez, relatou o pagamento de R$ 100 mil a Rodrigo Maia em 2013. Segundo o pedido de Janot, Rodrigo Maia "em sua atuação parlamentar, apresentou contrapartida aos pagamentos ilícitos feitos pela Odebrecht". Ele afirma pagamentos feitos aos políticos "tinham sim o caráter de propina" e não eram "mera contribuição irregular de campanha". Como o ministro Edson Fachin aceitou o pedido de abertura de inquérito da Procuradoria-Geral da República, o presidente da Câmara e seu pai serão investigados por corrupção ativa, passiva, e lavagem de dinheiro.

Odebrecht acusa Blairo Maggi de receber R$ 12 milhões via caixa dois



O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e o deputado Zeca do PT (PT-MS), foram acusados por delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato de participar de esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a créditos judiciais junto aos governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul enquanto eram governadores desses Estados. Maggi recebeu R$ 12 milhões e Zeca do PT, R$ 400 mil, segundo os delatores. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito contra os políticos. Maggi governou Mato Grosso entre 2003 e 2010; Zeca do PT governou Mato Grosso do Sul de 1998 a 2006. Os delatores da Odebrecht, João Pacífico e Pedro Leão, citaram os políticos. Pacífico afirmou que em 1999 a CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras) – que fazia parte do grupo Odebrecht – e a CNO (Construtora Norberto Odebrecht) detinham créditos perante os Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, respectivamente, por obras em rodovias. Pacífico então chamou o engenheiro Pedro Leão e disse para ele cobrar os créditos dos governos estaduais. Entre 1999 e 2003, Leão foi o responsável por desenvolver estudos de viabilidade para implementar projetos de infraestrutura na região e qualificar os créditos para a Odebrecht. Segundo Leão, Zeca do PT, então governador, disse que a empresa precisaria entrar na Justiça, apesar de reconhecer que havia a dívida. A empresa entrou na Justiça, ganhou, mas, até 2003 e 2004, o Estado dizia que não conseguia fazer o pagamento. Em 2004, governo do Mato Grosso do Sul e a CBPO fizeram acordo extrajudicial que previa pagamento em parcelas, mas que não foi pago integralmente.  A negociação com os Estados era conjunta. Leão disse que foi procurado por Éder de Moraes Dias, emissário de Blairo Maggi, em abril ou maio de 2006, que pediu R$ 12 milhões, o que equivalia a 35% do crédito da CNO a pretexto de contribuição de campanha. O pedido tinha o aval de Maggi e de seu secretário de infraestrutura, Luiz Antônio Pagot. Leão levou o assunto a Pacífico, que autorizou o pagamento por meio de caixa dois com dinheiro do setor de operações estruturadas – o "departamento de propina" da Odebrecht – a Éder de Moraes Dias. A operação teve o codinome "caldo", em referência a Maggi. Assim, "o governador Blairo Maggi sabia que tal contribuição estava vinculada aos recebimentos da CNO, que dependiam dos repasses da União, tratando-se inequivocadamente de propina, portanto", diz a Procuradoria-Geral da República no pedido de abertura de inquérito enviado ao Supremo. No Mato Grosso do Sul, Pedro Leão disse que os pagamentos foram feitos ao Zeca do PT e ao grupo político do PT no início de 2006 no valor de R$ 400 mil. Segundo ele, o codinome de Zeca era "pescador" e "mesmo depois da desistência à candidatura ele não devolveu o dinheiro". Zeca do PT não podia concorrer novamente ao governo do Estado e não se candidatou a outra vaga naquela eleição. Segundo os delatores, além de Zeca do PT, o ex-senador Delcídio do Amaral, que também era do PT, recebeu propina.

Pagamento a Kassab foi negociado em um café, diz delator da Odebrecht



Conteúdo dos acordos de delação da Odebrecht, tornados públicos na quarta-feira (12) pelo Supremo Tribunal Federal, detalham acusações contra o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), alvo de dois inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin. Um deles traz os depoimentos de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, conhecido como BJ, e Paulo Cesena. Eles afirmam que, de 2008 a 2014, fizeram pagamentos de "vantagens indevidas" a Gilberto Kassab em valores acima de R$ 20 milhões. O objetivo, segundo os delatores, era obter vantagens na Prefeitura de São Paulo e, depois, no Ministério das Cidades. De acordo com eles, o próprio Kassab solicitou os recursos. BJ relata que em 2008 ele foi convidado para um café com o político, ocasião em que lhe foi solicitado o valor aproximado de R$ 3,4 milhões a pretexto de contribuição para campanha. Naquele ano, Kassab se candidatou à reeleição na prefeitura. O montante foi pago, diz o delator, sem registro eleitoral, de janeiro a junho de 2008. BJ afirma também que em 2013, após a criação do PSD, Kassab solicitou novos repasses para campanhas de 2014 e para o novo partido. Os valores foram de aproximadamente R$ 17,9 milhões, pagos sem registro oficial de novembro de 2013 a setembro de 2014, segundo o delator. Paulo Cesena e BJ afirmaram que esses valores foram alocados, para efeitos gerenciais, na empresa Odebrecht Transport, que mantinha contratos com a Prefeitura de São Paulo na área de mobilidade urbana. Cesena disse ainda que, com a ida de Kassab para o Ministério das Cidades, em 2015, no governo de Dilma Rousseff, a Odebrecht foi beneficiada diretamente por intervenções políticas da pasta. Um dos exemplos seria um pedido deferido de crédito no programa Pró-Transporte. Os delatores declaram que a "proeminência que Kassab tinha adquirido com a criação do PSD" motivaram os pagamentos. Nesse inquérito, a Procuradoria-Geral da República indica a possibilidade de que Kassab tenha cometido os crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais. A abertura dos inquéritos não implica culpa dos investigados. A partir da decisão, os investigadores e os advogados apresentam provas para determinar se há indício de autoria do crime ou não. Depois disso, o Ministério Público decide se apresenta uma denúncia ou pede o arquivamento do inquérito. Se a denúncia for apresentada e aceita pelo Supremo, o investigado torna-se réu e passa a ser julgado pelo tribunal. No outro inquérito aberto para investigar Kassab, os delatores Carlos Armando Paschoal e Roberto Cumplido tratam de pagamentos de "vantagem indevida" para agentes públicos em obras viárias de São Paulo. Kassab é citado por eles como um dos beneficiários. Segundo Paschoal, poucos meses antes das eleições de 2008, a prefeitura e o governo do Estado de São Paulo celebraram convênios para viabilizar a execução de diversas obras viárias, que receberam o nome de Sistema Viário Estratégico Metropolitano de São Paulo. Paschoal afirma que em 2008 se reuniu com o diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Paulo Vieira de Souza, conhecido como "Paulo Preto". O diretor teria oferecido à Odebrecht a participação em uma das obras do sistema viário mediante a realização de um "acordo de mercado" entre grandes e médias empresas. Em contrapartida pelo direcionamento do contrato do túnel Roberto Marinho à empreiteira, Paulo Preto teria solicitado o pagamento de propina no valor de 5% do contrato e um adiantamento, chamado por ele de "abadá", no valor de R$ 2 milhões. A verba, de acordo com os depoimentos, seria destinado à campanha de Gilberto Kassab à reeleição. Paschoal disse ainda que teria concordado com a propina, mas, em relação ao adiantamento, negou por já ter "contribuído diretamente com a campanha". A Procuradoria-Geral da República indica a possibilidade de que os agentes públicos tenham cometido os crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais.

As petistas Dilma e Graça Foster sabiam de propina na Petrobras, diz Marcelo Odebrecht


O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht disse em vídeo que integra o seu acordo de delação que a ex-presidente, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, e a ex-presidente da Petrobras, a também petista Graça Foster, sabiam que a empresa pagava propina ao PT e PMDB em contratos da estatal de petróleo. "Tudo que eu contei para Graça eu contei para ela", afirma Marcelo, referindo-se a Dilma. Sem mencionar datas de encontros, Marcelo afirma que contou a Graça inicialmente que a empresa pagara propina ao PMDB e ao PT no caso de um contrato de US$ 840 milhões que foi acertado com a diretoria internacional da Petrobras em 2010, controlada por peemedebistas à época. Ele diz que Márcio Faria, ex-diretor da Odebrecht, fez o acerto com dois líderes do PMDB: o Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Em sua delação, Faria afirma que Michel Temer, deputado federal à época, participou da reunião com Cunha e Alves na qual foi acertada a propina. Temer, no entanto, não pode ser processado enquanto estiver no exercício da Presidência, segundo a Procuradoria-Geral da República. 


O contrato, assinado no final da gestão de Sérgio Gabrielli, em 2010, era para prestação de serviços ambientais em dez países. Como havia uma desconfiança do PT de que o PMDB levara propina nesse negócio, Graça mandou uma comissão interna da Petrobras investigar o contrato. A comissão determinou que o valor do contrato fosse reduzido para US$ 480 milhões, o equivalente a 43% do montante original. A Petrobras também mandou o resultado da investigação ao Ministério Público, e um diretor da Odebrecht começou a ser investigado, o que enfureceu Marcelo. Ele diz que estava em Angola quando recebeu uma ligação de Graça. "Que história é essa do PAC?", ela teria dito, citando a sigla que designa o contrato (PAC SMS). "A gente sabe que teve pagamento para o PMDB". O então presidente do grupo disse ter procurado Márcio Faria com a seguinte dúvida: "Foi só o PMDB? Porque eu vou ter problema com a Graça". Segundo Marcelo, Faria respondeu: "O PT sabia e também recebeu". Marcelo afirma que teve uma reunião com Graça no hotel Transamérica, em São Paulo, e disse a ela: "Não vou mentir para você. O PT sabia. Márcio me disse que Vaccari sabia e também recebeu uma parte", citando o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Foi a partir desse episódio, segundo Marcelo, que "começou o meu desgaste com Graça". Houve uma troca de e-mails "pesadíssima" entre os dois, conta Marcelo, e essa correspondência chegou a Dilma: "Eu peguei esses e-mails e mandei para a presidente". Dilma marcou uma reunião na biblioteca do Palácio do Planalto para resolver o conflito, de acordo com Marcelo. Foi quando ele contou a Dilma o que relatara a Graça. Dilma, segundo Marcelo, estava desconfiada que Michel Temer, seu vice, estivesse envolvido com a propina. "Ela queria saber se Michel estava envolvido" e mandou ele resolver o conflito com Graça. Marcelo escalou um diretor da Odebrecht que cuidava da relação com políticos em Brasília, Claudio Mello Filho, para avisar Temer da desconfiança de Dilma. Numa reunião com Edison Lobão, ministro de Minas e Energia de Dilma, Marcelo diz ter contado sobre a desconfiança de Dilma em relação a Temer. O ex-presidente da empreiteira diz não saber em detalhes os valores do suborno ao PMDB, mas fala que os "valores envolvidos eram relevantes, R$ 10,2 milhões". 

Collor recebeu caixa 2 com a promessa de ajudar a Odebrecht em Alagoas


O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), ex-presidente da República, recebeu R$ 800 mil em caixa dois de campanha, em 2010, com a promessa de ajudar a Odebrecht a entrar no setor de saneamento básico no Estado de Alagoas, segundo delatores da Odebrecht. A história é contada por Fernando Cunha Reis e Alexandre Barradas, que eram, respectivamente, presidente e diretor da Odebrecht Ambiental. Eles relatam que participaram de uma reunião no dia 12 de agosto de 2010 na casa de Collor, em Maceió. No encontro, eles falaram sobre problemas de Alagoas na área de saneamento e a intenção da Odebrecht de investir no setor, inclusive com a privatização da empresa estatal. Collor, então candidato ao governo, ouviu a demanda dos executivos e fez um "pedido de vantagem indevida". 


O senador disse que só poderia dar seguimento às propostas sugeridas por Reis se ganhasse a eleição. Para isso, precisava de contribuição de campanha. Na visão dos executivos da Odebrecht, valeria a pena apostar na candidatura de Collor por ele ser uma forte liderança "capaz de enfrentar o corporativismo da Casal (Companhia Estadual Alagoana de Saneamento), que emperraria a realização dos projetos de parcerias em Maceió". Para eles, Collor estaria alinhado com os propósitos da Odebrecht. Collor e Reis acertaram uma doação de R$ 800 mil. A entrega do dinheiro foi ajustada entre Barradas e Euclydes Mello, aliado e ex-suplente de Collor no Senado. A ordem para o repasse foi feita via o setor de operações estruturadas e o pagamento foi em dinheiro vivo. Na planilha do setor de operações estruturadas, Fernando Collor é identificado pelo codinome Roxinho.

Marcelo Odebrecht relatou pagamento de R$ 13 milhões em espécie para Lula


O empresário Marcelo Odebrecht prestou no dia 10 o primeiro depoimento ao juiz Sergio Moro depois de fechar delação premiada. Herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo reafirmou que Lula tinha o apelido de "Amigo" em suas anotações. Ele detalhou que a empreiteira tinha uma conta com esse codinome usada para fazer repasses vinculados ao ex-presidente. Entre os repasses informados por Marcelo no depoimento estão pagamentos feitos ao Instituto Lula que seriam usados em um prédio que abrigaria a entidade e também R$ 50 milhões direcionados à campanha de Dilma Rousseff por meio do ex-ministro Guido Mantega. Ele também relatou o repasse de R$ 13 milhões em espécie que teriam sido entregues ao ex-presidente. O empresário disse que o dinheiro saiu da conta "Amigo" e foi pago em parcelas ao longo de 2012 e 2013. Na planilha da Odebrecht esses pagamentos aparecem associados a "Programa B", referência a Branislav Kontic, assessor do ex-ministro Antonio Palocci, e está dividido em seis vezes. Marcelo reafirmou que Palocci, que foi ministro nas gestões Lula e Dilma Rousseff, era o "Italiano" apontado em planilha de repasses de propina da empresa. O empresário detalhou os mecanismos de pagamento de vantagens indevidas a Palocci que, segundo ele, era o principal interlocutor da empresa no governo Lula. O interrogatório fez parte da ação contra Palocci, acusado de interceder em favor dos interesses da empreiteira. Ele foi mencionado em planilhas apreendidas na empreiteira que demonstram o pagamento de R$ 128 milhões em vantagens indevidas, segundo a denúncia. Marcelo apontou Mantega como o sucessor de Palocci no contato com a Odebrecht, sendo ele o "Pós-Itália" na planilha apreendida pela Polícia Federal.

Gilmar Mendes negou pedido de liberdade do bilionário de papel Eike Batista


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido de liberdade feito pelo empresário Eike Batista, preso no Rio de Janeiro desde janeiro em desdobramento da Operação Lava Jato. A defesa de Eike Batista pediu ao ministro uma extensão do habeas corpus que Gilmar Mendes concedeu a Flávio Godinho, braço-direito do empresário, na semana passada. O ministro negou na segunda-feeira (10). "Tenho que a situação de Eike Fuhrken Batista não é similar àquela de Flávio Godinho", escreveu o ministro na decisão. Mendes citou dois pontos para justificar sua decisão. O primeiro é que Eike é apontado pelos investigadores como mandatário de atos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução que teriam sido executados por Godinho. "Isso indica não apenas maior culpabilidade, mas também perigo maior de reiteração em crimes e atos contrários ao desenvolvimento da instrução", disse Gilmar Mendes. O segundo ponto é que Eike teria continuado a praticar os crimes, diferentemente de Godinho, "supostamente envolvido em um único ato". De acordo com o ministro, essa suspeita sobre Eike está no despacho que decretou as prisões preventivas. Um dos indícios da prática reiterada dos crimes, apontado pelo juiz e citado pelo ministro, é o depoimento de Eike para os procuradores da Lava Jato no qual ele admite ter pago R$ 5 milhões a Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana a pedido do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Outro indício citado na decisão é um pagamento de R$ 1 milhão ao escritório da advogada Adriana Ancelmo, a "Riqueza", mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Os investigadores suspeitam que o pagamento tenha sido feito para lavar dinheiro. O ministro afirma que a discussão sobre a decisão que determinou a prisão de Eike deve ser feita "nas vias próprias" e "com ênfase nas circunstâncias pessoais" do empresário. Eike Batista e Flávio Godinho foram alvos da Operação Eficiência sob a suspeita de lavar R$ 16,5 milhões em esquema de pagamento de propinas com uso de contratos fictícios direcionadas ao ex-governador Sergio Cabral entre 2010 e 2011. A prisão foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas da 7ª Vara Federal. Ao conceder habeas corpus a Godinho, Gilmar Mendes justificou que "embora graves", os fatos teriam acontecido muito tempo antes da prisão de 2017. Para ele, Godinho "não é acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa". 

A conta de luz virou um eletrocardiograma

 

Poderia ser a oscilação da Bolsa de Valores de São Paulo num dia de forte estresse no mercado financeiro ou o eletrocardiograma de um paciente em condição crítica, mas essa montanha-russa de altos e baixos exibida acima é a variação da tarifa de energia desde 2012. A comparação não é a toa: planejar os gastos com a conta de luz se tornou tarefa que exige nervos de aço de investidor combinados à paciência de um doente em período de convalescença. Eternamente dependente do regime de chuvas, o setor elétrico ganhou um componente a mais de risco no fim de 2012, quando o governo decidiu forçar uma queda de 20% no preço da tarifa por meio da renovação antecipada de contratos das concessionárias, com a medida provisória (MP) 579. Nem todo mundo topou e ainda faltou combinar com São Pedro. No ano seguinte, a conta, de fato, caiu 15,66%, de acordo com dados do IBGE, mas o alívio foi temporário. Logo em seguida, os efeitos do aumento do consumo, que já ficou no passado, e de uma forte seca levaram a uma escalada de preços. Em 2015, a tarifa subiu 51%. Ano passado, diante da maior recessão da história do País, a conta caiu 10,66%. Desde então, acompanhar o noticiário do setor se tornou tarefa que requer a dedicação de um aficionado. Dá para lembrar com nostalgia do tempo em que bastava encarar o banho frio ou dormir no calor para economizar no fim do mês. Ou que algum parente gritava que não era sócio da distribuidora ao mandar desligar a lâmpada da cozinha. O alívio durou pouco. Com a falta de chuvas e o aumento do consumo, a tarifa fechou 2015 com alta de 51%. A própria conta já dá pistas do quanto o modelo do setor elétrico é complexo. Ao lado do valor total da tarifa, é possível conferir qual foi o montante desembolsado para gerar energia, transmitir, distribuir, além do total pago em encargos setoriais e impostos, como PIS, Cofins e ICMS. À sopa de letrinhas foi adicionado um ingrediente a mais a partir de 2015, a bandeira tarifária. A proposta era justamente dar mais previsibilidade ao consumidor, de modo a compartilhar o aumento de custos na geração de energia. Bandeira vermelha é sinal de que foi necessário recorrer a usinas termelétricas, mais caras e, normalmente, mais poluentes. 

Sobretaxa na conta de luz chega a R$ 18 bilhões, quase uma usina de Jirau


Com chuvas abaixo da média em quase todo o País nos primeiros três meses do ano, o governo pretende adotar medidas para reduzir o consumo de energia, embora o Brasil ainda atravesse a maior recessão de sua história. Nos últimos dois anos, o brasileiro já pagou quase R$ 18 bilhões em sobretaxa na conta de luz, com a adoção do sistema de bandeiras tarifárias, de acordo com levantamento da Compass Energia. O valor equivale a praticamente tudo que foi investido na construção da usina de Jirau, em Rondônia, uma das maiores hidrelétricas do País: R$ 19 bilhões. Mas a conta ainda está longe de fechar. A bandeira tarifária repassa para o consumidor o aumento do custo da energia, que ocorre quando é necessário acionar usinas termelétricas. A expectativa dos analistas é que a bandeira vermelha passe do patamar 1, como está atualmente, para o nível 2, em maio, fazendo com que o valor cobrado a cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos passe de R$ 3 para R$ 3,50.

Senadora Rose de Freitas telefonou a Temer para dizer que Calheiros não representa a bancada

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) telefonou ao presidente Michel Temer, no dia 6, para informar que a bancada, de forma majoritária, não endossa as críticas do temperamental líder no Senado, Renan Calheiros (AL). Rose disse que a bancada diverge da oposição do colega alagoano. A ligação ocorreu tão logo ela enfrentou Renan no plenário e o desautorizou a criticar o governo em nome da bancada. O cangaceiro Renan reagiu a Rose de Freitas destituindo-a da presidência da Comissão de Orçamento. Como líder, ele tem essa prerrogativa. O ainda líder do PMDB perde terreno entre os colegas, cada vez mais ligados a Temer e ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Prestam vassalagem a Renan apenas Kátia Abreu (TO) e Roberto Requião (PR), como ele, candidatos a aliança com Lula, em 2018.

Governo Temer vai reduzir meta de inflação

A equipe econômica do governo Michel Temer deve anunciar a redução na previsão para o centro da meta da inflação de 2017. O presidente foi informado das projeções indicando queda na carestia, este ano, para algo em torno de 4%, com um teto de 5,5%. A previsão do governo é que a Selic, taxa básica de juros, também sofrerá redução significativa, proximamente, chegando à casa de um dígito. A taxa básica de juros não alcança um dígito desde outubro de 2013. No governo Temer, vem sendo reduzida a cada reunião do Copom. As boas notícias da economia foram levadas ao presidente Michel Temer pelo ministro Henrique Meirelles. O ano de 2015 marcou a maior inflação da era PT, de 10,67%. Foi o maior resultado desde a posse de Lula, em 2003. Em 2016, após o impeachment de Dilma, a inflação caiu abaixo dos 10% para dentro do teto da meta do governo Temer de 6,5%.

PT impôs que Odebrecht fosse contratada para o projeto de construção de submarinos nucleares

A Odebrecht ganhou sem licitação o contrato que lhe rendeu ao menos R$ 3,3 bilhões, no programa de submarinos da Marinha, além de propinas milionárias para os petistas. Como em outros projetos mundo afora, que renderam contra Lula a acusação de tráfico internacional de influência, a adesão brasileira ao projeto bilionário foi condicionada à contratação da empreiteira que pagava propinas à cúpula petista. O governo do PT impôs a contratação da Odebrecht, pela francesa DNSC, para fechar a compra de 5 submarinos por R$ 31,5 bilhões. À Odebrecht, sem expertise na área, coube a construção de estaleiro e base de submarinos, que lhe renderam R$ 3,3 bilhões sem licitação. O ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, Benedicto Barbosa Júnior, contou haver pago R$ 17 milhões em propina só para petistas. As delações de ex-executivos fecham o cerco a Lula nas investigações, sobre seu papel no tráfico de influência a serviço da Odebrecht. 

Justiça Federal libertou cinco presos da Operação Pripyat, em Angra 3

Cinco suspeitos presos preventivamente na Operação Pripyat, deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato em julho do ano passado, foram soltos neste sábado (8) no Rio de Janeiro. A decisão foi do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária confirmou a lista de presos que deixaram a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Luiz Antonio de Amorim Soares, Edno Negrini, Persio José Gomes Jordani, Luiz Manuel Amaral Messias e José Eduardo Brayner Costa Mattos eram executivos de alto escalão da Eletronuclear.


De acordo com o Ministério Público Federal, todos fariam parte de uma organização criminosa que dividia um montante de R$ 48 milhões em propina e comandavam um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro de contratos para as obras da Usina de Angra 3, que envolvia a Eletronuclear e as empresas Engevix e Andrade Gutierrez. A Operação Pripyat (referência a uma cidade da Ucrânia, abandonada após o acidente da usina de Chernobil em 1986) foi um desdobramento da Radioatividade, 16ª fase da Lava Jato, deflagrada em julho de 2015, quando foi levado à cadeia o vice-almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, por suspeitas de desvios nas obras da usina termonuclear Angra 3, investimento de R$ 17 bilhões no litoral sul do Rio de Janeiro. A Pripyat estudou as obras civis de Angra 3, a cargo da Andrade Gutierrez. Na operação Radioatividade, Othon passou à prisão domiciliar, mas voltou a ser preso na Pripyat. A operação do ano passado prendeu dez pessoas acusadas de desviar recursos de Angra 3. Segundo as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o alto escalão da estatal recebeu R$ 26,4 milhões em propina. Othon teria ficado com R$ 12 milhões, R$ 4,5 milhões mapeados na Radioatividade. As investigações apontaram também que Othon seguiria exercendo influência na Eletronuclear mesmo após a prisão domiciliar. A operação policial ainda mostrou que executivos de alto escalão atuariam para atrapalhar a apuração.

Máfia do Lixo de Alagoas, que gerou prejuízo de R$ 200 milhões, é investigada


Doze testemunhas de defesa do deputado federal Cícero Almeida, o Ciço (PMDB), começaram a ser ouvidas na tarde de quarta-feira (8), no âmbito da ação penal que investiga a Máfia do Lixo e que tem o parlamentar como réu no Supremo Tribunal Federal. Na quinta-feira (9), será a vez do interrogatório de Ciço. Os depoimentos ocorrem na capital alagoana, nas dependências da 13ª Vara Criminal, no Fórum da Justiça Federal, na Serraria. O deputado Ciço é acusado de participação no esquema responsável por um prejuízo estimado pelo Ministério Público Estadual em R$ 200 milhões em contratos de limpeza urbana que também foram alvos de uma fraude de R$ 15 milhões, durante os dois mandatos do parlamentar no comando da prefeitura de Maceió, entre 2005 e 2012. O depoimento do parlamentar na Ação Penal nº 956 havia sido adiado há seis meses, quando Ciço disputava o retorno à prefeitura de Maceió com apoio do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Renan Filho. E acabou sendo derrotado pela reeleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB), no segundo turno da eleição. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, assinada pelo promotor Marcus Rômulo, Ciço teria cometido crimes na contratação emergencial da Limpel e da Viva Ambiental, com fraude R$ 15 milhões.


Também já foram ouvidas as seguintes testemunhas de defesa do deputado: Paulo Valter Gondin, Max Luciano da Rocha Trindade, Elionaldo Maurício Magalhães Moraes, Luiza Beltrão Soares, Carlos Roberto Lima Marques, Fernando Sérgio Tenório de Amorim, Marcelo Henrique Brabo Magalhães, João Lipo Neto, Niradelson Salvador da Silva, Hiran Calheiros Malta, Carlos Roberto Ferreira Costa e Carlos Alberto Marques dos Anjos. A ação penal marcou toda a trajetória da última campanha de Ciço, através de críticas de adversários e da cobertura da imprensa. Mas, além da ação da Máfia do Lixo, o deputado federal do PMDB foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, em 28 de novembro de 2016, por improbidade administrativa na ação civil pública resultante da Operação Taturana. Ciço recorre da sentença que o tornou inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e determinou o ressarcimento de R$ 195,5 mil de empréstimos ilegais bancados pela Assembleia Legislativa de Alagoas.

Cantor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, anuncia que está com câncer


O cantor Jerry Adriani, de 70 anos, anunciou na segunda-feira, 10, por meio de nota nas redes sociais, que está com câncer. Ele não informou qual órgão foi afetado, e se limitou a informar que "está começando tratamento". Desde o início de março, o cantor, famoso representante do movimento da Jovem Guarda, tem relatado por meio das redes sociais seus problemas de saúde. Ele foi internado logo após o carnaval e em 4 de março publicou vídeo no Facebook em que afirmou ter sentido "problemas físicos" no final do carnaval. Por isso consultou seu médico e foi orientado a se internar. Submetido a "uma pequena intervenção", que ele não detalhou, o cantor disse que a situação estava "sob controle". Desde a última sexta-feira, 7, ele está internado no hospital Vitória, na Barra da Tijuca. Em 14 de março Adriani se manifestou novamente no Facebook, desta vez por um texto: "Como muitos sabem, fui surpreendido por problemas de saúde que me levaram a uma internação e à constatação de que havia passado por uma trombose profunda que acabou provocando embolia pulmonar. Fiquei internado por uma semana no Hospital Samaritano (...). A equipe médica me permitiu ir para casa para enquanto isso analisar as razões físicas que me levaram a esse quadro que chegou, sim, a ter gravidade. No momento, o que eu posso dizer para todos vocês. Peço ao Senhor dos Universos que me proteja, que nos proteja e me dê muita fé para seguir em frente". Por conta desses problemas, ele teve que cancelar shows, o que também anunciou em seu perfil no Facebook. Na segunda-feira, em nota publicada pouco antes das 20 horas, anunciou o diagnóstico: "Jerry Adriani e família vêm informar (...) que encontra-se em tratamento contra a doença câncer, descoberta após uma série de exames, ao longo das últimas semanas, após ter dado entrada no hospital em março com um quadro de trombose venosa profunda. Jerry está começando tratamento para controle desta patologia. Pedimos a todos que, independentemente de seus credos, solicitem força e pronto restabelecimento ao querido amigo e cantor".

Autoridade estrangeira é gravada pedindo propina para a Odebrecht


Um executivo internacional da Odebrecht, já durante a fase de delação premiada, recebeu um pedido de propina de uma autoridade estrangeira. Mas, ao estilo Sérgio Machado, gravou o malandro e entregou a fita à força-tarefa da Lava-Jato. 

Duda Mendonça irá delatar clientes das eleições de 2010 e 2014


A delação do marqueteiro galista baiano Duda Mendonça versa sobre as eleições de 2010 e 2014. Muita gente entra na roda, portanto. Em 2010, Duda atuou nas campanhas de Paulo Skaf, Fernando Pimentel, Lindbergh Farias e Hélio Costa. Em 2014, nas de Skaf e Delcídio Amaral.

Veja a lista dos políticos gaúchos incluídos na lista de Janot

Estes são os outros nomes de políticos gaúchos incluídos na Lista de Fachin, mas que serão investigados em inquéritos de instâncias diferentes dos casos que ficarão no Supremo Tribunal Federal:
Deputado federal Paulo Pimenta (foto ao lado); deputado federal Darcisio Perondi;, Anderson Dorneles (ex-assessor de Dilma Rousseff, do PT); Manuela d'Ávila (deputada estadual pelo PC do B); Estilac Xavier (ex-deputado estadual do PT e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado); Germano Rigotto (ex-governador, do PMDB); Jairo Jorge (ex-prefeito de Canoas, petista, atualmente no PDT); Frederico Antunes (deputado estadual, do PP); Beto Albuquerque (ex-deputado federal, do PSB); Ronnie Peterson Melo (PP) (prefeito de Uruguaiana); Luiz Augusto Fuhrmann Schneider (ex-prefeito de Uruguaiana); Antônio Egício Rufino de Carvalho (candidato a vereador pelo PSDB em 2012 e 2016 em Uruguaiana); Francisco Azambuja Barbará (ex-presidente da Câmara de Vereadores de Uruguaiana); IIson Mauro da Silva (candidato a prefeito de Uruguaiana em 2016, não eleito pelo PMDB); Josefina Soares Bruggemann (vereadora de Uruguaiana eleita em 2016 pelo PP); Jussara Osório de Almeida, candidata à reeleição como vereadora em Uruguaiana em 2016 pela Rede, não eleita); Luiz Fernando Franco Malfussí (ficou como suplente de vereador na eleição de 2016 em Uruguaiana pelo PSDB); Rafael da Silva Alves (vereador eleito de Uruguaiana em 2016 pelo PMDB). 

Contratos de empreiteiras investigadas na Lava-Jato somam quase R$ 40 bilhões no Rio Grande do Sul

Somam R$ 38,95 bilhões os contratos mantidos no Rio Grande do Sul pelas empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato. A maior parte dos valores (92,5%) refere-se a compromissos firmados pelas empresas com a Petrobras em obras e encomendas relacionadas aos pólos navais gaúchos. Os maiores volumes de negócios envolvem os estaleiros em Rio Grande, no sul do Estado. No Honório Bicalho, controlado por Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás, duas plataformas estão em construção, em contratos no valor de R$ 3 bilhões. Em 2013, o grupo entregou outras três plataformas à Petrobras, ao preço total de R$ 12,8 bilhões. Nos Estaleiros Rio Grande (ERG) 1 e 2, os contratos chegam a R$ 15,1 bilhões. Apesar da grandiosidade das cifras, um clima de apreensão aflige trabalhadores da indústria naval. Se as empresas envolvidas no escândalo forem declaradas inidôneas pela Controladoria-Geral da União, poderiam ficar de fora de disputa de futuros contratos. Conforme o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, caberá ao administrador de um contrato em andamento avaliar a conveniência da rescisão, sendo necessário analisar se o prejuízo de romper será ou não maior do que o prejuízo em se manter o negócio. Além dos empreendimentos nos pólos navais, estão nas mãos de empresas investigadas pela Policia Federal obras aguardadas há décadas pela população gaúcha: a duplicação de trechos da BR-116, executada pelo Constran, do grupo UTC Engenharia, e a segunda ponte do Guaíba, em execução pela Queiroz Galvão. Em relação a companhias envolvidas na Lava-Jato, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que "uma empresa fica impossibilitada de contratar com órgãos públicos a partir do momento em que é decretada inidônea". Sobre contratos em andamento, as consequências podem ser a interrupção de uma obra, acrescenta o Dnit. Outro empreendimento relevante para os gaúchos, a extensão do Trensurb até Novo Hamburgo, foi executada pelo Consórcio Nova Via, que tem a Odebrecht como uma de suas integrantes. O trecho já opera desde maio passado. A construtora Queiroz Galvão e a Odebrecht Transport estão entre as quatro empresas que, em abril, apresentaram propostas que irão guiar o edital para construção do metrô de Porto Alegre. Mas o gerente do Escritório MetrôPOA, Luís Cláudio Ribeiro, diz que, como as sugestões são "apenas uma contribuição", não há risco de as investigações comprometerem o projeto do metrô. A construção, prevista para começar em 2015, deve custar R$ 4,8 bilhões. Ainda conforme dados do Portal Transparência, os governos federal e estadual já efetuaram, pagamentos de R$ 105,6 milhões, neste ano, a empresas investigadas na Lava-Jato. Na esfera federal, o Dnit rescindiu o contrato com a Engevix Engenharia para a construção da segunda ponte do Guaíba, após decidir licitar a obra pelo regime diferenciado de contratações. De acordo a assessoria da imprensa, o órgão "aproveitou os estudos realizados pela Engevix para a elaboração do anteprojeto", pelos quais pagou R$ 3,7 milhões (de um total de R$ 5,7 milhões previstos no contrato). 

Seis novos casos contra Lula vão para o juiz Sérgio Moro, por ordem de Fachin. Janot pediu abertura de 11 inquéritos contra o pelegão


Principal nome do PT para as eleições de 2018, o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, o grande pelegão, é alvo de seis pedidos de investigações criminais enviados para o juiz Sérgio Moro, feitos com base na mega-delação premiada do Grupo Odebrecht – que inclui 78 delatores -, na primeira Lista de Fachin, tornada pública na terça-feira. No total, Janot pediu a abertura de 11 inquéritos contra o chefe da organização criminosa. São relatos de supostos crimes feitos pelos delatores da Odebrecht: 
1 - Obras do sítio de Atibaia (SP), que seria patrimônio oculto do ex-presidente.
2- Tratativas para aprovação de uma medida provisória que excluiria o Ministério Público Federal de acordo de leniência (espécie de delação para empresas).Foi o caso da edição da Medida Provisória 703/2015, que altera as regras para acordos de leniência.
3 - Acerto de uma mesa para seu irmão Frei Chico, em negócios em Angola.
4 - Aquisição de imóveis para o uso pessoal e instalação do Instituto Lula.
5 - Pagamento por palestras do petista.
6 - O apoio da Odebrecht na atividade empresarial desenvolvida por seu filho Luís Cláudio Lula da Silva. Há menção, nesse contexto, de reunião entre Luís Cláudio Lula da Silva e representantes da empresa, ocasião em que foi apresentado ao grupo o projeto ‘Touchdown’, associado à criação de liga de futebol americano no Brasil”, informou Fachin. na petição 6842/DF. A reunião aconteceu no Instituto Lula.

Sinhozinho baiano propineiro Marcelo Odebrecht afirma que Temer deixou jantar na hora do acerto de R$ 10 milhões


Em sua delação premiada, o sinhozinho baiano propineiro Marcelo Odebrecht afirmou que o presidente Michel Temer se levantou da mesa de um jantar em 2014 no momento em que se falou de uma doação de R$ 10 milhões para campanhas do PMDB daquele ano. À época, Temer era candidato a vice-presidente, na chapa de Dilma Rousseff. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu e foi um "shake hands" (aperto de mãos), segundo palavras do herdeiro da empresa, em referência ao fato de ser apenas um momento protocolar para firmar algo que estava acertado previamente. "E aí, entre o cafezinho e a sobremesa, Temer sai, se levanta da mesa, e estava eu, Temer, Claudio Melo Filho (vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira] e Eliseu Padilha. E aí, a gente decide que estão acertados os R$ 10 milhões, e que R$ 6 milhões eram para o Paulo Skaf (candidato a governador de São Paulo]", disse o ex-presidente do grupo baiano ao Ministério Público. Marcelo Odebrecht deixa claro, porém, que mesmo ausente da mesa no momento em que os valores foram tratados, o presidente sabia o tema e da negociação e a quantia do apoio. "Temer não falaria de dinheiro nem comigo, nem com a esposa. (...) Temer nunca mencionou para mim os R$ 10 milhões, obviamente ele sabia do jantar e tudo mais", afirmou o delator. Os depoimentos dos 77 delatores da empresa se tornaram públicos na quarta-feira (12), quase três meses depois de o Supremo Tribunal Federal homologar o acordo. Segundo a versão de Marcelo, foi Eliseu Padilha, hoje ministro da Casa Civil, o primeiro a pedir ajuda financeira a Melo Filho e especificar os R$ 10 milhões. Desse montante, R$ 6 milhões foram repassados para a campanha de Skaf, o que havia sido combinado de antemão. 


De acordo com o depoimento de Marcelo, era ele quem tinha relação direta com Skaf e foi acionado para ajudar na campanha ao governo de São Paulo. O empreiteiro afirmou, porém, que o valor pedido, de R$ 6 milhões, era muito alto em comparação com as doações para outros candidatos. Por esse motivo, sugeriu que a quantia fosse repassada pelo grupo de Temer. O herdeiro do grupo baiano contou que chegou a receber uma ligação do presidente, intermediada por Skaf. "Ele (Temer) disse assim: 'Marcelo, você sabe, nosso amigo aqui (Paulo Skaf), apóia ele". Eu desliguei". O empresário não detalha como os R$ 10 milhões foram usados, mas diz que parte da fatia de Skaf foi usada para pagar o marqueteiro Duda Mendonça, que trabalhou na campanha. O acerto demorou certo tempo para acontecer, chegou a virar um imbróglio, segundo a versão de Marcelo. Ele contou que o publicitário teve de recorrer a várias pessoas do grupo para poder receber. 

Odebrecht disse para Lobão se "fingir de morto" após cobrança de Dilma


Em sua delação premiada o sinhozinho baiano e empreiteiro propineiro Marcelo Odebrecht diz que aconselhou o senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA) a "se fingir de morto" após ser questionado por Dilma Rousseff sobre valores que teria recebido da construtora. "Estou resolvendo esse assunto com ela", concluiu.

Senador Lasier Martins apresenta e-mail de primeiro marido rejeitado da jornalista Janice Santos



O senador Lasier Martins, atualmente no PSD, acostou dois novos documentos ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, relacionado com a denúncia feita por sua mulher, Janice Santos, que o acusa de agressão física e moral. O documento mais corrosivo é um e-mail do primeiro marido de Janice, Raul Palao, no qual ele conta que, em 2006, a jornalista simulou um enforcamento para acusá-lo de agressão. O caso aconteceu em Passo Fundo (RS). Janice e Raul tiveram dois filhos. Janice e Lasier Martins estão se separando e o processo acabou na delegacia e na Lei Maria da Penha. Parece que o primeiro marido dela não gostou muito da separação, assim como agora Lasier Martins.

Estréia da companhia aérea Azul na bolsa foi um grande sucesso


A Azul, terceira maior companhia aérea brasileira, estreou com pompa na Bovespa na terça-feira, após uma oferta inicial de ações (IPO) que movimentou 2 bilhões de reais e marcou mais um capítulo na retomada das captações no mercado acionário brasileiro. O antigo pregão viva-voz da bolsa paulista recebeu decoração ao estilo da companhia, incluindo os salgadinhos oferecidos pela empresa em seus vôos, com recepcionistas vestindo o uniforme da linha aérea dando boas-vindas àqueles que atravessavam um túnel de embarque para acompanhar o tradicional toque do sino que dá início às negociações. O fausto também se traduziu em números. A operação atribuiu um valor de mercado de 2,4 bilhões de dólares (7,5 bilhões de reais) para a Azul. Além disso, a transação marcou o maior IPO desde a oferta da BB Seguridade, em 2013, bem como a primeira listagem dupla de companhia brasileira – São Paulo e Nova York – desde a oferta do Santander Brasil, em 2009. A ação chegou a avançar mais de 9% no melhor momento do dia em relação ao preço do IPO, de 21 reais, encostando no teto da faixa indicativa de 23 reais. A demanda por seus papéis superou cinco vezes o volume ofertado, considerando o preço de 21 reais por ação. “Nós estamos muito satisfeitos com o resultado”, afirmou o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, acrescentando que a operação deixa a empresa criada em 2008 pelo empresário David Neeleman, mais forte para enfrentar os desafios do dia a dia. Desafios que não são poucos uma vez que o setor no País ainda passa por fraqueza de demanda em razão da recessão brasileira que já dura dois anos. Sobre isso, o presidente da Azul, que estava limitado pelo período de silêncio do IPO, comentou apenas que a empresa “está bastante segura” de que nas condições atuais sua equação demanda/oferta está equilibrada. Uma semana antes, o presidente da rival Avianca Brasil, Frederico Pedreira, havia afirmado que o setor ainda tem espaço para reduzir a oferta de assentos, já que a taxa de ocupação de vôos da indústria estava abaixo de 80%. Para o presidente da Azul, o resultado do IPO representa um momento importante, porque sinaliza que investir no Brasil voltou a ser atrativo. “Demonstra confiança dos investidores na retomada da economia e na superação da maior crise que nosso País já viveu”, afirmou o executivo à platéia que encheu o salão na B3. Os IPOs mais recentes na bolsa brasileira ocorreram em fevereiro, com a locadora de veículos Movida e o laboratório Instituto Hermes Pardini, mas as ofertas ocorreram em volumes mais tímidos, de 645,17 milhões e 877,7 milhões de reais, respectivamente. Um dos focos dos investidores que apostaram no IPO da Azul é o programa de fidelidade de 7 milhões de clientes da companhia, TudoAzul, mas Neves não deu detalhes sobre os planos da empresa nesta frente. As rivais Gol e TAM há anos exploram seus programas de fidelidade por meio da criação das empresas Smiles e Multiplus. No prospecto do IPO, a Azul disse que busca seguir “investindo no crescimento do TudoAzul e avaliando oportunidades para expandir o valor desse ativo estratégico”. A listagem da Azul adiciona, na bolsa brasileira, um novo concorrente em um setor formado apenas pela Gol, desde 2012, quando a TAM saiu da bolsa após a fusão com a Latam. Os papéis da Azul fecharam o dia com alta de 6,67%. A notícia de que o governo desistiu da medida provisória que permitiria a abertura de 100% do capital das companhias aéreas nacionais a estrangeiros derrubou a cotação nos minutos finais do pregão. Em vez de MP, o governo deve encaminhar um projeto de lei ao Congresso. A estreia das ações da Azul não teve exatamente um vôo de cruzeiro. A previsão era de que as ações começassem a negociar no nível 2 da Bovespa na última sexta-feira, mas a operação foi suspensa um dia antes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apontou irregularidades, como divulgação de materiais de apresentação da operação na Internet. O IPO da Azul também ocorreu após três tentativas. A última, em junho de 2015, tinha sido abortada, assim como das primeiras vezes, pelo cenário adverso do mercado na época. No evento da Azul na bolsa, o presidente da B3, Edemir Pinto, afirmou que 2017 deve encerrar com 17 ofertas de ações entre operações de abertura de capital ou ofertas subsequentes, com o valor movimentado no total podendo superar sua estimativa de 25 bilhões de reais. Para que isso se confirme, ele vê como essencial a aprovação da reforma da Previdência, que ajudará na retomada da confiança, principalmente de investidores estrangeiros. 

Propina devida ao PT foi discutida com Lula, diz delator da empreiteira propineira Odebrecht


Os delatores da empreiteira propineira Odebrecht revelaram aos investigadores da Operação Lava-Jato que o próprio poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula discutia com os executivos da empresa os termos da divisão da propina que deveria ser paga em contratos bilionários de navios-sonda da Sete Brasil. Segundo o executivo propineiro delator Márcio Faria, quando o consórcio formado por Odebrecht, OAS e UTC venceu a licitação para fornecer sondas de extração de petróleo na camada pré-sal, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, procurou as empreiteiras para exigir que elas realizassem o pagamento de 1% do valor dos contratos firmados na ocasião. Depois de receberem o alerta, os executivos da empreiteira contam que a divisão da propina foi “decidida pelo partido e pelo ex-presidente Lula”. Na versão dos delatores, um terço dos valores deveria ficar com funcionários da Petrobras que realizavam as operações e acobertavam as fraudes nos contratos. Já os dois terços restantes seguiriam para o PT. Embora o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula tenha sido consultado sobre os valores da propina, os delatores revelam que o sinhozinho baiano propineiro Marcelo Odebrecht vetou o pagamento. “Marcelo Odebrecht esclareceu que a negativa de pagamento deveu-se a compreensão de que os valores solicitados por Antonio Palocci e João Vaccari já estariam no valor global acertado com o ex-ministro de Estado”, anotou o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, na decisão em que remeteu as provas e os depoimentos aos procuradores da Lava-Jato no Paraná. Como não tem mais foro, o poderoso chefão da organização criminosa e ex-presidente Lula está sendo julgado pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba.

Delatores da empreiteira propineira Odebrecht dizem que dinheiro vivo abastecia Aécio Neves



Ex-executivos da empreiteira propineira Odebrecht disseram em delação que valores pedidos pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) à empresa e não contabilizados oficialmente foram entregues em dinheiro vivo em concessionárias de máquinas e até em apartamento de assessor parlamentar. Os delatores também afirmaram que parte dos valores destinados ao PSDB foram transferidos a uma agência de publicidade de um marqueteiro de campanhas tucanas, que simulou a prestação de serviços para a Odebrecht. Segundo petição do Ministério Público, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, conhecido como BJ, disse que tinha "relação fluida com Aécio Neves, chegando a se encontrar semanalmente com ele". BJ e outro ex-executivo da Odebrecht, Sérgio Luiz Neves, afirmaram que em 2010 a construtora fez repasses não registrados oficialmente para atender a pedidos do tucano que somaram aproximadamente R$ 5,5 milhões. Aécio Nevees teria dito que o montante seria destinado à campanha ao governo de Minas Gerais do atual senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O valor foi dividido em oito parcelas que foram entregues em dinheiro vivo, a maior parte na concessionária Minas Máquinas localizada na avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte, ao empresário Oswaldo Borges da Costa Filho, aliado de Aécio Neves, de julho a setembro de 2010, segundo a delação. Já durante a campanha de 2014, Aécio Neves pediu contribuições para campanha dele, de Anastasia, do então candidato tucano ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, e do deputado federal Dimas Fabiano (PP-MG), segundo BJ. Foi acertado um repasse no valor de R$ 6 milhões. Desse total, R$ 500 mil destinados a Aécio Neves foram entregues também a Costa Filho em uma concessionária de máquinas e caminhões situada na rodovia BR-381, de acordo com a colaboração premiada. Outros R$ 2,5 milhões em espécie, de forma parcelada, foram levados para um apartamento situado na rua Olegário Maciel, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. A parte reservada ao deputado e aliados, R$ 3 milhões, teve como destino a casa de um assessor parlamentar de Dimas Fabiano chamado Anderson. A quantia foi entregue em apartamento situado na rua Assunção, no bairro Sion, também em Belo Horizonte. De acordo com as delações, também foram feitos repasses a tucanos por meio da agência de publicidade PVR Propaganda e Marketing, de Paulo Vasconcelos do Rosário Neto, marqueteiro que trabalhou para o PSDB. Segundo Neves, em 2009 foi acertada a transferência de R$ 1,8 milhão e a assinatura de um contrato fictício entre a agência de publicidade e a Odebrecht para viabilizar a operação. Em 2014, a construtora também transferiu R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Aécio com a intermediação da agência. 

Delator informa que Lula editou isenção tributária a pedido da Odebrecht


O executivo Alexandrino Alencar, propineiro delator da Odebrecht, afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que, em dezembro de 2008, o governo petista editou um decreto a pedido da empresa para isentar a produção residual de gasolina da cobrança da Cide-Combustíveis. O decreto 6.683-2008 foi assinado pelo pelegão Lula e Guido Mantega em 10 de dezembro de 2008. Segundo o corrupto Alexandrino Alencar, o pedido foi feito por ele ao ministro petista Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, que exercia mandato de deputado federal. O pedido interessava à Odebrecht porque o governo da Bahia cobrava o tributo sobre a nafta que era importada pelo grupo para seu pólo petroquímico no Estado. "O pessoal da Bahia entendeu que tinha de cobrar Cide da nafta que nós importávamos, porque gerava gasolina como subproduto. Nós dizíamos que não, porque é subproduto", disse o corrupto Alexandrino Alencar. Ele diz que, depois de discussões, decidiu procurar o deputado Palocci pela "influência" que ele ainda exercia. "Pedi para ele intervir para gerar um decreto, e foi editado, em dezembro de 2008, esclarecendo que a gasolina da petroquímica é um produto residual e gerou esse decreto". Ele disse ter mantido as conversas no gabinete do deputado e que não foi solicitada nenhuma contrapartida específica.

O pelegão Lula, comprado pelo Odebreecht, prometeu à empreiteira criminosa baiana que não alteraria a composição do setor petroquímico



Em depoimento ao Ministério Público Federal, o empreiteiro baiano corruptor Emilio Odebrecht afirmou que, depois de cobrar o poderoso chefão da organização criminosa petista Lula, o pelegão comprado assegurou que não tomaria ações em direção à estatização do setor petroquímico caso chegasse ao Planalto. "Em um determinado momento eu me posicionei: "Chefe, gostaria de ver se temos um alinhamento pleno com referência a esse negócio da petroquímica". Ele foi muito enfático: "Você me conhece, não precisava nem fazer essa pergunta que eu não sou de estatizar". A conversa aconteceu quando Lula já se colocava como candidato à sucessão de Fernando Henrique Cardoso no Planalto. Ele acabou vitorioso na disputa do ano seguinte. O depoimento foi prestado pelo corrupto empreiteiro baiano Emilio Odebrecht em dezembro de 2016, no âmbito da Operação Lava Jato. As falas foram remetidas pelo ministro relator Edson Fachin a instâncias inferiores. Em sua fala, o empreiteiro corrupto e corruptor Emilio Odebrecht diz ter relatado ao petista que a posição era "fundamental" para a empresa, que tinha interesse em investir no setor. "Eu vou na sua confiança, mas sua estrutura não é assim que pensa", relatou Emilio Odebrecht. "Quem manda sou eu", teria respondido o pelegão Lula. Emilio Odeebrecht relata, então, ter dito a diretores da Odebrecht que, se houvesse um "revertério" na posição de Lula, a organização não daria "um tostão de ajuda" financeira a Lula. "Institucionalmente eu não dou nada ao candidato", disse ter ameaçado. 

Delator Fernando Reis, da propineira Odebrecht, diz que a empresa pagou o bandido mensaleiro José Dirceu só para não tê-lo como inimigo



Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, depôs à Procuradoria Geral da República sobre pagamentos orientados por José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil na gestão Lula. Segundo o delator, foram feitos pagamentos ao deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, nas campanhas de 2010 e 2014. Nos dois anos foram repassados R$ 250 mil na forma de caixa 2. Reis relatou que os pedidos de "ajuda" foram feitos pelo pai, que não definiu valores. De acordo com o delator, o objetivo dos pagamentos, para a Odebrecht, era "não ter José Dirceu como inimigo". Na delação, Reis cita ainda outros pagamentos "orientados" por José Dirceu em campanhas eleitorais entre 2008 e 2012. 

Mais de 3.400 imóveis em São Paulo pertencem a empresas offshores

Mais de 3,4 mil imóveis localizados nas áreas mais caras de São Paulo, avaliados em cerca de US$ 2,7 bilhões, pertencem a empresas ligadas às offshores — corporações abertas nos chamados paraísos fiscais, países que oferecem isenções de impostos, taxas e ainda mantém sob sigilo o nome do proprietário. Esta constatação foi feita pelo estudo da Transparência Internacional, com sede em Berlim, na Alemanha. A ONG suspeita de lavagem de dinheiro oriundo de desvios dos cofres públicos. De acordo com o levantamento, 236 empresas em regime de offshore detêm 3.452 propriedades, em São Paulo, onde estão as sedes de mais da metade (65%) das companhias estrangeiras no Brasil. Em seu relatório, a ONG destaca que essa concentração se deve ao fato da presença na capital paulista da maior bolsa de valores da América Latina, a atual B3 (ex-BM&F Bovespa), que atrai os investidores para imóveis de grande valorização no mercado. Mais da metade dessas empresas (87%) estão registradas em cinco localidades: nas lhas Virgens Britânicas, no Uruguai, nos Estados Unidos, no Panamá e na Suíça. Segundo o estudo, recursos originados de corrupções são aplicados em offshores, nas Ilhas Virgens Britânicas e no Panamá, onde o anonimato no registro de empresas facilita que "corruptos driblem autoridades fiscais e policiais". A ONG acrescenta que em 70% dos 200 grandes casos de corrupção analisados pelo Banco Mundial, os arranjos corporativos secretos, como trusts e empresas offshore foram utilizadas para lavagem de dinheiro e para esconder o proprietário dos ativos adquiridos. A estratégia desses corruptos foi investir em imóveis que, conforme a ONG, têm risco relativamente baixo o que permite a lavagem de dinheiro de grandes quantias em única operação. "Como os verdadeiros donos estão escondidos, não se sabe ao certo o montante de propriedades compradas com recursos da corrupção", cita o relatório. No estudo, a Transparência Internacional citou o caso do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, preso em 2015, por participar do esquema de corrupção na Petrobras. A ONG lembra que Cerveró foi sentenciado a cinco anos de prisão por comprar um apartamento de luxo no valor de US$ 2,4 milhões, no Rio de Janeiro, com recursos de propina e para isso utilizou uma empresa offshore. O estudo alerta que" investidor offshore age por meio de "profissionais facilitadores" — advogados, contadores e corretores — que podem controlar pessoas jurídicas no Brasil e, por meio dessas, comprar jóias, iates e propriedades imobiliárias. Essas operações, muitas vezes, tentam ocultar os proventos e rastros da grande corrupção".