quinta-feira, 20 de abril de 2017

NÃO FALTA MAIS NADA PARA COLOCAR #LULAX9 NA CADEIA







A declaração do empreiteiro propineiro Leo Pinheiro, dono da OAS, de que ouviu ordem #LulaX9, em reunião no Instituto Lula, para destruir todas as provas que tivesse sobre pagamentos ilegais ao PT e petistas, equivale a um decreto de prisão preventiva. Fica escancarado que #LulaX9 conspirou contra a Justiça, trabalhou deliberadamente para impedir investigação judicial. Esse sujeito solto representa um grande risco para a Justiça. Ele não pode mais ficar livre até o final de seus processos. Cana em #Lulax9 já. #LulaLáJá. O depoimento de Leo Pinheiro é extremamente estarrecedor. 



Ataque da organização terrorista Estado Islâmico na Champs Elysées termina com um policial morto e dois feridos


Um policial foi morto, e dois ficaram feridos, além do atacante, que foi executado, em um tiroteio registrado na noite desta quinta-feira (20) na avenida Champs Elysées, em Paris, em um ataque logo reivindicado pela organização terrorista Estado Islâmico às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa. "O autor do ataque na Champs Elysées, no centro de Paris, é Abu Yussef, o Belga, um dos combatentes do Estado Islâmico", reportou a agência de propaganda do Estados Islâmico, Amaq. Segundo o Ministério do Interior da França, o agressor foi morto no incidente registrado nessa famosa avenida, um concorrido ponto turístico da capital francesa. Uma fonte judicial confirmou a morte do autor do ataque. Ainda segundo a mesma pasta, os policiais foram alvo de disparos por volta das 21 horas locais (15 horas de Brasília). O atacante foi "abatido em resposta" aos disparos, afirmou. Segundo uma fonte policial, "o agressor chegou em um veículo e abriu fogo contra uma patrulha policial com uma arma automática". "Matou um dos policiais e tentou agredir outros, correndo atrás deles", acrescentou a fonte. Dezenas de veículos de emergência se deslocaram para a área, que foi isolada. Estações do metrô foram fechadas. Em paralelo, a seção antiterrorista do Ministério Público de Paris abriu uma investigação sobre o caso. De acordo com fontes próximas à investigação, uma busca estava sendo realizada na residência do autor do tiroteio, no subúrbio de Paris. Trata-se do titular do documento encontrado no veículo usado no ataque. O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, seguiu imediatamente para o Palácio do Eliseu, sede do Executivo, para uma reunião de crise com o presidente François Hollande. Em Washington, o presidente americano, Donald Trump, disse que o tiroteio parece com os recentes ataques terroristas de que a França foi alvo. "Antes de tudo, nosso país apresenta as condolências ao povo da França. Está acontecendo de novo, parece", disse em coletiva de imprensa conjunta com o premiê italiano, Paolo Gentiloni. "Parece outro ataque terrorista. O que podemos dizer? Não acaba nunca. Temos que ser fortes e vigilantes. Digo isso faz muito tempo", acrescentou. Choukri Chouanine, gerente de um restaurante localizado na rua de Ponthieu, uma rua adjacente, disse que ouviu um "tiroteio breve", mas "com muitos disparos". "Tivemos de esconder nossos clientes no sótão", acrescentou. Outra testemunha contou que estava a "dez metros" do lugar do tiroteio. "Ouvimos disparos e vimos que policiais estavam sendo atacados. Saímos correndo", disse. "Houve uma onda de pânico na estação de metrô Franklin Roosevelt. As pessoas corriam em todas as direções", relatou uma mulher que estava perto do Champs-Elysées. O tiroteio aconteceu a três dias do primeiro turno da eleição presidencial, que se realiza neste domingo (23), na França. Os 11 candidatos estavam sendo entrevistados na televisão no momento da troca de tiros. "A ameaça será parte do nosso cotidiano nos próximos anos", declarou Emmanuel Macron, que manifestou sua solidariedade com a família do policial morto. "Emoção e solidariedade com nossas forças policiais, novamente tomadas como alvo", tuitou a líder da extrema direita, Marine Le Pen. Há dois dias, a polícia prendeu dois homens em Marselha, suspeitos de preparar um ataque "iminente" às vésperas da eleição. A França se encontra em estado de emergência desde uma série de atentados extremistas, iniciada em 2015 e que causou a morte de mais de 230 pessoas. Milhares de soldados e policiais armados foram enviados ao local para proteger pontos turísticos como a Champs Elysées e outros alvos em potencial, incluindo prédios do governo e sítios religiosos. 

Ministério Público Federal denuncia ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul em governo petista


O Ministério Público Federal denunciou o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, por corrupção. Ele é acusado de receber propina do frigorífico Carrer Alimentos para paralisar processos com aplicação de multas. Também foi denunciado o proprietário do empreendimento, Geraldo Carrer. A investigação tem origem na Operação Semilla da Polícia Federal, desencadeada em maio de 2015 e conduzida pelo delegado federal Aldronei Rodrigues. É impressionante que o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul tenha gasto dois anos para apresentar desta denúncia. Entre as provas mencionadas na denúncia, consta a apreensão de 11 processos com multas à empresa Carrer (por descumprimento de normas sanitárias) que deveriam ter sido encaminhados à cobrança, mas foram retidos por Signor por mais de dois anos. Alguns desses processos foram apreendidos na casa do ex-superintendente e estavam prestes a prescrever, cancelando as multas que, somadas, chegavam a R$ 164 mil. A investigação também obteve provas de que Signor e Carrer se falavam por telefone utilizando linguagem cifrada para combinar encontros pessoais. Francisco Signor foi flagrado num desses telefonemas solicitando pacotes de frango ao empresário, que posteriormente foram localizados em um freezer na casa do ex-superintendente. Além disso, a Polícia Federal monitorou um encontro entre Signor e Carrer, em que o empresário repassou R$ 45 mil ao ex-superintendente. O pacote de dinheiro foi também localizado em busca e apreensão na casa de Signor. A investigação da Operação Semilla prossegue na Polícia Federal em relação a outros fatos. Corrupçãozinha chinelona.

Luxos e contratos suspeitos levam TSE a quebrar sigilo de partido


Um helicóptero e um avião para uso particular, mansões, carros de luxo para familiares, viagens nababescas ao exterior. Tudo isso pago com dinheiro do fundo partidário, a generosa fonte de recursos públicos que abastece as contas das dezenas de partidos brasileiros. Uma investigação em curso no Tribunal Superior Eleitoral mapeou um caso ilustrativo de como os milhões de reais do fundo, criado para financiar a atividade política das siglas, têm sido usados para bancar a doce vida de dirigentes partidários. No centro da investigação está Eurípedes Júnior, um inexpressivo ex-vereador da cidade goiana de Planaltina, vizinha de Brasília. Escolhido para comandar o Pros, partido criado em 2013 para reforçar a base da então presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional, ele passou a usar o dinheiro do fundo partidário como se fosse seu – e se lambuzou quanto pôde. Foi justamente essa festança que deu origem à apuração, aberta a pedido do Ministério Público. Por ordem da ministra Luciana Lóssio, o TSE quebrou o sigilo bancário de todas as contas do diretório nacional do partido e tomou depoimentos de dirigentes e filiados da sigla. O que se descobriu até aqui é um assombroso festival de irregularidades com o dinheiro do contribuinte. Eurípedes Júnior comprou um helicóptero e um avião bimotor para uso próprio, investiu em imóveis e fechou contratos superfaturados de aluguel de carros que, ao fim e ao cabo, serviam para transportar parentes e amigos dele. A investigação do TSE mira os gastos do Pros em 2014 e 2015 (só em 2015, a sigla recebeu 16,8 milhões de reais do fundo partidário). O helicóptero foi comprado por 2,4 milhões. Só a empresa que intermediou o negócio recebeu 266 000 reais do fundo. Segundo a investigação, Eurípedes tem usado a aeronave para “fins particulares” e para “empréstimos a seus amigos”. O presidente do partido pagou ainda 400 000 reais por um bimotor que, segundo integrantes do próprio partido, também tem servido para “fins pessoais”. No mesmo período, o presidente do Pros usou o fundo partidário para comprar cinco imóveis. Um deles, uma mansão no exclusivo Lago Sul de Brasília, custou 4,5 milhões de reais. Uma casa vizinha, também adquirida pelo partido, foi comprada por 2,2 milhões de reais. A lista de aquisições inclui duas casas na cidade de Planaltina, berço político de Eurípedes Júnior. Não há, segundo os documentos anexados ao TSE, nenhuma indicação de que os dois imóveis tenham sido adquiridos para servir às atividades do partido. O processo também mostra que Eurípedes contrata os funcionários do Pros por meio de empresas terceirizadas de parentes e amigos. Os valores pagos, sustentam testemunhas, são superfaturados. Além disso, alguns dos funcionários nem sequer aparecem para trabalhar. O dinheiro do fundo partidário foi usado ainda para pagar o aluguel de automóveis de luxo para uso pessoal de parentes de membros da cúpula do partido. A investigação mira também diversos contratos com escritórios de advocacia, alguns suspeitos de servirem apenas de fachada para repasses de recursos, e inúmeras viagens ao Exterior sem nenhuma relação com as atividades partidárias. Entre os destinos estão Paris e Pequim. Em depoimentos ao tribunal, dirigentes do Pros denunciaram os abusos do presidente do partido. Membro da executiva nacional e secretário jurídico da sigla, o advogado João Leite diz que Eurípedes Júnior é centralizador e costuma tomar sozinho as decisões partidárias, que depois são chanceladas por atas assinadas por aliados. “O Eurípedes está acabando com o partido, está usando o dinheiro do fundo partidário em benefício próprio, como se fosse dele”, diz o tesoureiro do partido, Niomar Calazans. Eurípedes Júnior é personagem recorrente em histórias pouco republicanas. Na delação da Odebrecht, por exemplo, ele é citado como um dos destinatários de 7 milhões de reais distribuídos pela empreiteira a partidos aliados do PT para que apoiassem a reeleição de Dilma Rousseff, em 2010. Na decisão que quebrou o sigilo das contas da legenda, a ministra Luciana Lóssio sustenta que “há fortes indícios de irregularidade na aplicação dos recursos do fundo partidário pelo presidente do Pros”. “Os recursos do fundo partidário, por serem de natureza pública, devem seguir os mesmos princípios que norteiam a utilização das verbas públicas em geral, quais sejam: legalidade, legitimidade, economicidade, moralidade e finalidade”, emendou a ministra. Apesar das graves suspeitas, Luciana Lóssio negou pedido do Ministério Público Eleitoral para suspender liminarmente os repasses mensais do fundo partidário ao Pros. Ela ressalvou, porém, que pode rever a decisão, dependendo das provas que surgirem a partir da quebra do sigilo. Ao final do processo, o partido pode ser punido até com a cassação de seu registro. Só neste ano, as 35 siglas registradas na Justiça Eleitoral receberão 817 milhões de reais do fundo partidário. (Veja)

Odebrecht fecha acordo para pagar US$ 184 milhões à República Dominicana


A Justiça da República Dominicana homologou nesta quarta-feira (19) o acordo que a Odebrecht assinou com a Procuradoria Geral do país caribenho. Nele, a empresa se compromete a pagar uma multa de US$ 184 milhões em oito parcelas. O valor é o dobro do que a empresa pagou em subornos na República Dominicana entre 2001 e 2014 para conseguir contratos públicos. Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Justiça americano, a Odebrecht pagou cerca de US$ 92 milhões nesse período em propina no país. Em contrapartida, ela teve benefícios contratuais de US$ 163 milhões, conforme o órgão. Na negociação com a República Dominicana, a Odebrecht se comprometeu a apresentar provas e fatos envolvendo corrupção no país, além de implementar um sistema de compliance. O acordo garante que a empreiteira mantenha seus projetos no país e que possa ser contratada pelo poder público local. O acordo também garante benefícios às pessoas físicas da empresa que atuaram no país. Eles serão absolvidos de eventuais punições, ou seja, não sofrerão penas. A empreiteira propineira Odebrecht tem três obras em execução na República Dominicana e 11 realizadas. "A homologação do acordo reconhece os esforços da empresa e a qualidade da cooperação", diz Robert Valdéz, advogado da Odebrecht na República Dominicana. "Também reforça a capacidade da Odebrecht em continuar contribuindo com o desenvolvimento do país." Esse é o primeiro acordo da Odebrecht homologado no Exterior depois daquele assinado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em dezembro do ano passado em conjunto com o Brasil e Suíça. Nele, a empresa se comprometeu a pagar R$ 6,9 bilhões para os três países. Em março, o juiz coordenador do Tribunal do Distrito Nacional da República Dominicana, Alejandro Vargas, negou a homologação do acordo assinado entre a Procuradoria e a Odebrecht. Ele alegou questões procedimentais. A Procuradoria recorreu e conseguiu a homologação do acordo. Em dezembro de 2016, o Departamento de Justiça americano revelou documentos nos quais detalhava subornos de cerca de US$ 788 milhões por parte da empresa brasileira em 12 países da América Latina e África. A Odebrecht também negocia acordos com as autoridades da Colômbia, Venezuela, Equador, Panamá, Peru, Argentina, entre outros países da América Latina.

Governo do Rio de Janeiro paga advogado de ex-secretário de Obras preso na Lava Jato


O governo do Rio de Janeiro pagou em janeiro R$ 28.059,09 ao ex-secretário de Obras, Hudson Braga, para que custeasse despesas com advogados. Ele foi preso em novembro em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro sob suspeita de cobrar 1% de propina em cada contrato da pasta. O repasse foi autorizado pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em 28 de dezembro do ano passado. Braga, apontado como o responsável pela "taxa de oxigênio", recorreu a uma lei aprovada em 2013 que autoriza o ressarcimento de honorários advocatícios a autoridades que respondam por atos no exercício do cargo. O despacho de Pezão no Diário Oficial não indica a quais processos se referem os ressarcimentos autorizados – Braga responde a outros processos não-relacionados à Operação Lava Jato. A lei estadual exige a publicação da informação, bem como dos advogados contratados. As solicitações de ressarcimentos de Braga ocorreram antes da Operação Calicute. Deflagrada em 17 de novembro do ano passado, ela prendeu além de Braga, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), o ex-secretário Wilson Carlos e outros envolvidos no esquema. Todos acusados de obter propinas em obras públicas. O primeiro pedido de Braga ao Estado ocorreu em julho de 2013, logo após a aprovação da lei estadual. Por este pedido, Braga recebeu R$ 6.348,94. O segundo foi feito no dia 8 de novembro de 2016, nove dias antes da deflagração da operação que prendeu os acusados. Neste caso, recebeu R$ 21.710,15. A lei estadual só permite o ressarcimento após indiciamento em inquéritos, o que não havia ocorrido até aquele momento. Logo após a aprovação, o Ministério Público do Rio de Janeiro propôs uma ação de inconstitucionalidade contra a lei. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, contudo, a considerou constitucional. O trâmite do pedido, após a aprovação de Pezão, foi ágil. O empenho (destinação da verba) ocorreu no dia 3 de janeiro deste ano e o pagamento, dez dias depois. Neste período, servidores estaduais já sofriam com atrasos constantes nos salários.

Delator diz que pediu a Lula que interviesse junto a Chávez em defesa do grupo


O empresário corruptor Emílio Odebrecht, patriarca da Odebrecht, confessou em delação premiada que pediu ao poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula para que ele interviesse com o ex-presidente da Venezuela, o ditador bolivariano Hugo Chávez, que morreu em 2013, em defesa do grupo, que estava ameaçado pela Andrade Gutierrez, em obra da Usina Hidrelétrica de Tocoma. O termo 24 de Odebrecht trata sobre anotação que havia sido apreendida com o presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht — preso desde 19 de junho de 2015. A anotação registrava: "Lula vs Ven e comentário AG".  "Essa nota refere-se ao pedido que Marcelo me fez de falar com o ex-presidente Lula sobre a interferência que algumas pessoas ligadas ao governo do Brasil estavam fazendo junto ao governo da Venezuela em favor da Andrade Gutierrez", registra o anexo 24, da delação do empresário. "Acredito que as empresas devem conquistar contratos e espaço em outros países em função das suas competências técnicas e negociais", afirma. "Porém, acredito, da mesma forma, que o governo de origem não deve privilegiar uma determinada empresa em detrimento de outra (s). Era o que, aparentemente, estava acontecendo no caso". No anexo entregue à Procuradoria-Geral da República, que antecede o testemunho filmado, em que ele enumera temas que pode revelar, Emílio Odebrecht disse que não se recordava se tratou do assunto com o ex-presidente, "mas muito provavelmente" o fez. Ao ser interrogado pelos procuradores, o empresário confirma que falou com Lula sobre o assunto. "Cheguei a ter a oportunidade, a pedido de Marcelo, de conversar com ele próprio Lula, de que isso não podia estar acontecendo". "No fundo, foi uma reclamação de que o governo dele estava, em detrimento de outras, estava privilegiando uma em um negócio, em uma licitação. Houve na área da siderúrgica e na de uma hidrelétrica". O procurador quis saber se ele foi mesmo falar com o ex-presidente e qual foi a resposta. "Falei." Emílio Odebrecht afirmou que Lula "ouviu". "E disse 'Você tem toda razão e vou verificar o que está acontecendo'. Ele procurou minimizar, achando que não era". Emílio Odebrecht afirmou que teria dito a Lula que não levava a ele "coisas que eu não tenho confirmado". De acordo com o empresário, era "o Itamaraty" que apoiaria a Andrade Gutierrez. "Não só o Itamaraty, como pessoas de dentro do Planalto". O delator afirmou não ter descoberto quem no governo. Emílio Odebrecht disse que a Odebrecht venceu uma das obras.

Empresa chinesa que tem ações da Azul planeja comprar fatia da Odebrecht na concessão do aeroporto do Galeão


A concessionária RioGaleão acertou nesta quarta-feira (19) o pagamento atrasado do R$ 920 milhões referente à parcela pela outorga do aeroporto do ano passado e anunciou acordo com o governo para rever o cronograma de pagamentos. O acordo abre espaço para a atração de um novo sócio para o consórcio, hoje controlado pela Odebrecht Transport e pela Changi Airports, de Cingapura. A Odebrecht negocia a venda de sua parcela para a chinesa HNA. Mas a operação não teria futuro sem a decisão do governo federal de autorizar a nova agenda para o pagamento da outorga. Segundo o acordo, a concessionária antecipará o pagamento das parcelas de 2017, 2018, 2019 e 2020, no valor total de R$ 4,5 bilhões, que começam a ser pagos em outubro. A empresa não informou, porém, com que recursos pagará a antecipação. A concessionária pediu ao governo para negociar o "reperfilamento das outorgas" alegando dificuldades diante do cenário econômico do País. O acordo anunciado nesta quarta-feira, diz, "viabiliza a sustentabilidade definitiva da concessionária". O grupo venceu a licitação para operar o Galeão em novembro de 2013, comprometendo-se a pagar R$ 19 bilhões pela outorga, um ágio de 239,9% sobre o preço mínimo. A operação de venda da fatia da Odebrecht ainda não está concretizada. Após a solução deste imbróglio, o governo se voltará para a preparação da nova rodada de concessões de aeroportos. A HNA é operadora de aeroportos, com 13 aeroportos sob sua administração, mas também tem um braço de companhia aérea. Ela é a mesma que em 2015 fechou acordo com a Azul para comprar uma fatia de 23,7% do capital da companhia aérea brasileira. O conglomerado chinês também atua nas áreas de turismo, imobiliário, finanças, logística e outros. A empresa tem grandes números, como faturamento torno de US$ 30 bilhões, mais de 410 mil funcionários e uma frota superior a 1250 aeronaves.

Lula e filho arrolam 52 testemunhas em processo da Operação Zelotes


A defesa do poderoso chefão da organização criminosa petista, Lula, e do filho dele, Luis Cláudio Lula da Silva, arrolou nada menos do que 52 testemunhas ao processo em que ambos respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Justiça Federal em Brasília, aberto em consequência da Operação Zelotes. Os advogados de Lula adotaram a mesma estratégia em ação que tramita na Justiça Federal em Curitiba, tocada por Sérgio Moro, e solicitaram depoimento de 87 pessoas. Quantos mais gente para ser ouvida, mais o processo se arrasta. O juiz da capital, Vallisney de Sousa Oliveira, pode aceitar ou não o pleito da defesa. Moro, por exemplo, autorizou, mas não deixou barato: condicionou a realização dos depoimentos à presença de Lula em cada um deles.

Produção supera expectativas e Mato Grosso do Sul colhe supersafra com 8,497 milhões de toneladas de soja


A produção de soja em Mato Grosso do Sul superou todas as expectativas de agricultores e entidades do setor. O Estado fechou o ciclo 2016/2017 colhendo 8,497 milhões de toneladas do grão. O volume é 4,06% maior que a previsão de 8,165 milhões de toneladas feita pela Associação dos Produtores da oleaginosa (Aprosoja/MS), com base em dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), no início de abril e 11,8% superior as 7,601 milhões de toneladas da temporada passada (2015/2016). Apesar dos números finais da safra terem surpreendido, a previsão de uma produção recorde a maior da história da cultura no Estado e que havia sido feita desde o início do plantio se confirmou. Para atingir esse volume, o estado contou com um incremento de 2,4% na área cultivada nesta safra ante a anterior, de 2,46 milhões de hectares para 2,52 milhões de hectares e 9,1% na produtividade, que saltou da média de 51,5 sacas por hectare para 56,2 sacas por hectare. Um grupo de cinco municípios concentrou mais de um terço da produção sul-mato-grossense na temporada. Juntos, Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e Aral Moreira, colheram 3,181 milhões de toneladas de soja, ou 37,43% da quantidade total do Estado. A liderança do ranking estadual de produção ficou novamente com o município de Maracaju. Os agricultores locais colheram 903,118 mil toneladas e registraram um rendimento médio de 58 sacas por hectare. Na sequência aparecem: Ponta Porã, com 669,401 mil toneladas (produtividade de 54,8 sacas por hectare), Sidrolândia, com 614,181 mil toneladas (52,9 sacas por hectare), Dourados 558,553 mil toneladas (56,5 sacas por hectare) e Aral Moreira, com 406,468 mil toneladas (60,5 sacas por hectare). Para o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, os resultados são excelentes tanto para o produtor rural, quanto para o Estado, que se beneficia economicamente com uma maior arrecadação. “No entanto, a situação é muito preocupante. Os números são positivos, mas a safra é muito ruim, péssima, em termos de rentabilidade. Alcançamos a produção de um grande volume de grãos, mas essa produção custou muito, saiu muito cara ao produtor”. “O agricultor está saindo de bolso vazio desta safra, e isso só vai mudar se os preços pagos pela soja melhorarem”, finaliza. Demonstram essa preocupação do dirigente da Aprosoja/MS os dados mais recentes divulgados pelo Departamento de Economia da Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Sistema Famasul). Levantamento da entidade aponta que os dias 3 e 11 de abril, o preço médio da saca de soja recuou no mercado sul-mato-grossense 1,48%, encerrando o período cotado a média de R$ 51,55. Em comparação com o mesmo período de 2016, o preço recuou 15,08%. Em agosto de 2016, um comunicado da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, já apontava que o custo de produção da soja neste ciclo no Estado aumentaria entre 10,9% e 12,57%, dependendo do tipo de semente que seria utilizada pelo produtor, se convencional ou transgênica. No mercado internacional, balizado pela bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, foi registrada uma estabilidade nas cotações no início de abril. O contrato com vencimento em maio encerrou o período com alta de 0,11%, sendo cotado a US$ 9,39 o bushel (unidade de medida equivalente a 27,21 quilos). Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, o até o dia 10 de abril os produtores de Mato Grosso do Sul já haviam comercializado 40,2% da safra recém encerrada. No mesmo período do ciclo passado a comercialização estava em 62,5%, o que representa um atraso superior a 22 pontos percentuais.