domingo, 30 de abril de 2017

Pesquisa Datafolha mostra Lula na liderança (ele não se elege de jeito nenhum, nem vai concorrer), mas o mais importante é a incrível e sustentada ascensão de Bolsonaro



O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresceu e aparece no segundo lugar da corrida para a Presidência em 2018, empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (Rede), a "santinha da floresta", mas já à frente dela. É o que aponta a primeira pesquisa Datafolha após a divulgação de detalhes da delação da Odebrecht, que atingiu em cheio presidenciáveis tucanos – que vêem o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), surgir com índices mais competitivos. O poderoso chefão da organização criminosa petista #LulaX9 (PT), por sua vez, mantém-se na liderança, mas é a típica liderança falsa, porque ele não se elegeria em qualquer hipótese: 1) se concorresse, porque perdde de goleada por o índice de rejeição que ostenta, o que elimina qualquer chance de eleição: 2) prque deverá ser condenado e ficar inelegível. O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, nas quarta (26) e quinta-feiras (27), antes da greve geral fajuta (aumento de feriadão) de sexta-feira (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais. O deputado Jair Bolsonaro, que tem posições conservadoras, marcadamente de direita, subiu de 9% para 15% e de 8% para 14% nos dois cenários em que é possível acompanhar a evolução. Nesses e em outros dois com candidatos diversos, Bolsonaro ainda aparece empatado com a esquerdopata Marina Silva, mas já a ultrapassando. Ele é o segundo nome mais lembrado de forma espontânea, com 7%. Com uma intenção de voto concentrada em jovens instruídos e de maior renda, Bolsonaro se favorece da imagem de "outsider" com baixa rejeição (23%). O senador Aécio Neves (MG), que terminou em segundo em 2014 e hoje é investigado sob suspeita de corrupção e caixa dois, é o exemplo mais eloquente da crise tucana. É tão rejeitado quanto Lula: não votariam nele 44%, contra 30% no levantamento de dezembro passado. Sua intenção de voto oscilou de 11% para 8%, quando era de 26% no fim de 2015. Já o governador Geraldo Alckmin (SP) viu sua rejeição pular de 17% para 28%, e sua intenção de voto oscilou para baixo, de 8% para 6%. Até a delação da Odebrecht, em que é suspeito de receber R$ 10,7 milhões em caixa dois, ele passava relativamente ao largo da Lava Jato. A esquerdopata Marina Silva (originária do PCdoB e do PRC - Partido Revolucionário Comunista), com "recall" de candidata em 2010 e 2014, registra tendência de queda nos cenários de primeiro turno. 

Eike Batista é solto e vai cumprir prisão domiciliar em sua espetacular mansão no Rio de Janeiro


O empresário ex-bilionário de papel Eike Batista, preso no fim de janeiro na Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato, foi solto na manhã deste domingo (30) e já está em casa, na sua espetacular mansão no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na sexta-feira (28), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o empresário.No sábado (29), o juiz federal de plantão, Gustavo Arruda Macedo, do 16º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, determinou a prisão domiciliar de Eike Batista, que deve obedecer a nove medidas cautelares, entre as quais afastar-se da direção das empresas envolvidas, em especial as do Grupo X, e não manter contato com qualquer pessoa que seja ré ou investigada no processo que tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ou em outros processos relacionados à Lava Jato.



Segundo as investigações, Eike Batista teria repassado 16,5 milhões de dólares em propina ao então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, a "Riqueza", Adriana Ancelmo, também conhecida por "Garota do Leblon", e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento na Polícia Federal, Eike Batista confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.

Marqueteira Mônica Moura surpreendeu ministro do TSE ao dizer que Dilma sabia de caixa 2

Durante o depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, a marqueteira baiana Mônica Moura surpreendeu até mesmo o ministro Herman Benjamin ao confirmar que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia do esquema de caixa dois da sua campanha de reeleição. Logo depois da confirmação, o relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer fez questão de ressaltar que esta era uma “informação muito grave”.  Mônica Moura então respondeu: “Eu sei disso. Eu tenho consciência disso”. O ministro continuou: “Porque a senhora é a primeira pessoa, em todos os depoimentos...”. E Mônica completou: “A dizer tão taxativamente”. Herman Benjamin voltou a alertar sobre a gravidade da declaração da marqueteira.