sexta-feira, 12 de maio de 2017

Dilma Rousseff, codinome "Iolanda"

Janete? Nada disso: o verdadeiro codinome de Dilma Rousseff é Iolanda. Um dos e-mails usados para vazar a João Santana dados sigilosos sobre a Lava Jato era iolanda2606@gmail.com. Ele foi criado na biblioteca do Palácio da Alvorada. Leia o relato de Dona Xepa, reproduzido em O Globo: “Mônica Moura combinou com Dilma Rousseff um meio seguro de ser avisada sobre o andamento da Operação Lava Jato, em especial no que se referia a ela e João Santana. Mônica Moura, então, criou ali mesmo, no computador da presidente (notebook), na biblioteca do Palácio da Alvorada, um e-mail do Google (Gmail), com nome e dados fictícios, cuja senha era de conhecimento de Mônica Moura, da presidente Dilma e de seu assessor Giles Azevedo, que acompanhou essa parte da conversa (criação do e-mail)”. (O Antagonista)

Polícia Federal investiga fraude em empréstimos do BNDES para a JBS


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira operação que investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através de seu braço de investimentos BNDESPar, a uma grande empresa do ramo de proteína animal. Segundo fontes da Polícia Federal, o alvo era a JBS. Os aportes, realizados a partir de junho de 2007, tinham como objetivo a aquisição de empresas também do ramo de frigoríficos no valor total de 8,1 bilhões de reais. A Polícia Federal também investiga a suspeita de envolvimento da firma de consultoria do ex-ministro Antonio Palocci no esquema. “Realizadas após a contratação de empresa de consultoria ligada a um parlamentar à época, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde”, disse a Polícia Federal em nota, sem citar o nome da consultoria. “Além disso, essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente 1,2 bilhão de reais aos cofres públicos". O ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também é alvo da operação. Houve busca e apreensão em sua residência. A operação foi chamada “Bullish” – referência à tendência de valorização gerada entre os operadores do mercado financeiro em relação aos papéis da empresa investigada devido ao aporte do BNDES, segundo a polícia. Foram expedidos pela Justiça 37 mandados de condução coercitiva e 20 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além de medidas de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que participam direta ou indiretamente da composição acionária do grupo empresarial investigado. A JBS faz parte da holding de investimentos J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os dois empresários foram proibidos pela Justiça no ano passado de comandar empresas em decorrência de uma outra operação da PF, a Greenfield, e só foram liberados da restrição após a J&F aceitar apresentar garantia financeira de 1,5 bilhão de reais. Em março deste ano, a Justiça Federal de Brasília determinou o afastamento de Joesley Batista da presidência do conselho da J&F por ter descumprido termo de acordo no âmbito da operação Greenfield, que investiga suspeitas de irregularidades em fundos de pensão de estatais envolvendo a holding J&F. Apesar de não citar a empresa, a Polícia Federal disse no comunicado sobre a operação Bullish que os controladores do grupo investigado estão proibidos, em razão de decisão judicial, de promoverem qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do país sem autorização judicial prévia. A Polícia Federal informou ainda que monitora cinco investigados que se encontram atualmente em viagem ao Exterior.

João Santana usou dinheiro sujo para pagar R$ 200 mil ao editor de Dilma Bolada


A marqueteira Mônica Moura relatou em delação premiada que pagou R$ 200 mil ao publicitário Jeferson Monteiro em 2014 para que ele reativasse o perfil "Dilma Bolada" nas redes sociais e fizesse postagens favoráveis ao governo petista. A página "Dilma Bolada" era o principal personagem satírico da ex-presidente Dilma Rousseff e era conhecida por apoiar publicamente, de forma descontraída, a então presidente e o governo petista. Em 2014, o perfil contava com mais de 1,4 milhões de seguidores.

Meirelles diz na festa do primeiro ano do governo Temer que País saiu da pior recessão da história


Brasil já registrou crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano, mas ainda vive os efeitos da recessão, avaliou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante cerimônia que marcou um ano do governo do presidente Michel Temer. "A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 31. O tempo do verbo é no passado. A recessão que 'vivemos'. O Brasil já voltou a crescer, mas estamos ainda vivendo os efeitos da recessão. O desemprego está elevadíssimo, deve crescer ainda um pouco, pois tem reação um pouco mais lenta a retomada, mas começa a cair no segundo semestre", declarou o ministro Meirelles. Segundo ele, a confiança dos consumidores e empresários, que estava em queda antes do governo Temer, resultando em recuo do nível de atividade e do desemprego, começou a se reverter com as ações de política econômica, como a PEC do teto de gastos públicos - que ele classificou como o primeiro projeto de longo prazo no país desde a constituição de 1988. Ele também disse o seguinte: "Se olharmos para a medida do risco Brasil, o custo de financiar o País, caiu de 500 pontos para pouco mais de 200 pontos e as agências de classificação de risco já começam a considerar a hipótese de melhorar a nota do Brasil, a moeda está se fortalecendo e a bolsa de valores subindo. Tudo isso está dando base para a economia crescer".

Mega-ciberataque derruba sistemas de comunicação ao redor do mundo

Um mega-ciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas e serviços públicos em diferentes durante a manhã desta sexta-feira. Na Espanha, a rede interna da Telefónica foi hackeada, e funcionários foram orientados a desligar seus computadores. Relatos de funcionários indicam que também foram afetados os sistemas da seguradora espanhola Mapfre e do banco BBVA. Nas telas, apareciam mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins - o valor subiria com o passar do tempo. No Reino Unido, ao menos 16 hospitais públicos enfrentaram problemas após um ataque análogo contra seus sistemas de tecnologia. O bloqueio de computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias. Informações preliminares da imprensa espanhola indicam que os ciberataques têm origem na China. Segundo a assessoria de imprensa da Telefônica em Madrid, as atividades da empresa no Brasil não foram impactadas. A empresa é dona da operadora Vivo. Também a assessoria de imprensa do Santander, igualmente em Madrid, afirmou que não teve suas operações afetadas no Brasil nem em outros países. Segundo o portal IT Security News, ao menos 74 países foram afetados nas últimas horas. O ataque é resultado de um vírus "ransomware", que exige um resgate para o retorno do funcionamento do sistema operacional, e se espalhou por meio de uma falha do Windows.

OAB quer pressa nas ações penais derivadas da "degradante" delaçao do casal João Santana-Mônica Moura

A OAB considerou degradantes os episódios de corrupção e agressões ao estado democrático de direito por parte dos ex-presidentes Dilma e Lula, a se confirmarem as revelações feitas pelo casal João Santana e Mônica Moura, publicadas hoje nos principais meios de comunicação, Em, nota especial, o presidente Claudio Lamachia pediu pressa na realização dos inquéritos, denúncias e julgamentos dos casos delatados. Leia a nota: São cada vez mais impactantes e preocupantes os detalhes revelados pelas colaborações premiadas relacionadas a Operação Lava Jato. As maiores autoridades da República tem sido citadas e denúncias nas delações onde são denunciados crises contra toda a sociedade, envolvendo diversos atores políticos, como parlamentares, ministros detestado e presidentes da república. A possibilidade de uma presidente da República alertar investigados para o risco de uma possível prisão, denota o grau de degradação moral que se abalou sobre setores cruciais do poder, caso seja confirmada a informação. É imperioso que o Judiciário analise com prioridade e celeridade os inquéritos e ações penais ligadas à Lava Jato, sempre preservando o direito à ampla defesa. A corrupção é, sem dúvida, a chaga de maior gravidade em nosso país. Capaz de sugar os recursos fundamentais para que tenhamos o devido acesso à saúde, educação, segurança, justiça e desenvolvimento social. A sociedade tem neste momento a oportunidade de enxergar neste capítulo de nossa democracia um exemplo do quão importante é o debate permanente sobre o papel de cada um de nós no cenário político. Claudio Lamacia, presidente nacional da OAB".

Se até a Revista Veja expõe a perversidade de Lula a coisa está feia


A mais recente capa da Veja fala da “morte dupla” de Marisa Letícia, que foi utilizada por Lula para se defender no depoimento a Moro. O ex-presidente simplesmente lançou sobre a mulher recentemente falecida a culpa sobre as negociações do triplex. Pegou mal. Muito mal. Quando Marisa morreu há três meses, Lula fez um comício político no dia do velório, o que já tinha gerado muitas críticas. Na época, Augusto de Franco comparou a atitude de Lula à de um psicopata. E o que dizer do que o ex-presidente fez agora? De uns tempos para cá, a Veja tem adotado narrativas que ajudam o PT. Basta lembrar a capa da semana passada, que, com toda a má-fé do mundo, simulou que haveria um “embate” entre Sergio Moro e Lula. O detalhe é que Moro estava na posição de juiz, enquanto Lula era apenas um réu. Só que agora a queimação de Lula foi tanta que até mesmo a revista atualmente dirigida pelo ultra-esquerdista André Petry não resistiu e fez uma capa devastadora expondo o uso político da morte de Marisa. O blog petista Diário do Centro do Mundo disse que a Veja tentou “usar Marisa para transformar Lula no viúvo do mal”. O Brasil 247 disse que a “Veja fez a capa mais canalha de sua história”. Nada disso. A capa da Veja responde a uma das atitudes políticas mais podres dos últimos tempos: a utilização da falecida Marisa por Lula para tentar fugir da prisão. (Ceticismo Público)

Palocci troca de advogado para aderir à delação


O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/governos Lula e Dilma) decidiu fazer delação premiada. Nesta sexta-feira, diante da promessa de que "muito em breve" poderá ganhar a liberdade, ele comunicou seu advogado de confiança, o veterano criminalista José Roberto Batochio, que não precisa mais de sua assistência. Ele teria comunicado a Batochio que a saída dele da causa foi uma "primeira exigência" da força-tarefa da Lava Jato. Batochio, ‘por princípio’, não defende clientes que fazem delação premiada. Nos últimos meses, o criminalista tem travado um embate tenso com os procuradores do Ministério Público Federal e não desiste de tentar habeas corpus para o ex-ministro no Supremo Tribunal Federal. Em abril, quando foi interrogado pelo juiz Sérgio Moro na ação penal em que é réu pelo suposto recebimento de R$ 128 milhões em propinas da empreiteira Odebrecht – parte do valor teria sido destinado ao PT -, Palocci acenou claramente com a possibilidade de fazer delação. Na ocasião, ele disse ao juiz que tinha informações importantes a revelar que podem esticar por mais um ano, pelo menos, os trabalhos da Lava Jato. Batochio defende Palocci há dez anos. Nesse período conseguiu 12 absolvições do ex-ministro, como no episódio do caseiro Francenildo e na investigação sobre tomate com ervilhas da merenda escolar de Ribeirão Preto, município do qual o petista foi prefeito. “Palocci não resistiu ao sofrimento psicológico que lhe foi imposto em Guantánamo meridional”, declarou Batochio, referindo-se a Curitiba, base da Lava Jato. Em nota, o escritório José Roberto Batochio Advogados Associados confirmou que Palocci deu início à delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. A nota destaca que Batochio deixou a defesa do ex-ministro em duas ações penais no âmbito da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, sob tutela do juiz Sérgio Moro. Leia a nota de Batochio: “O escritório José Roberto Batochio Advogados Associados deixa hoje o patrocínio da defesa de Antonio Palocci em dois processos que contra este são promovidos perante o juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba, em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a Força Tarefa Lava-Jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais".

Marqueteiros delatam pagamentos por fora em campanhas de quatro países


O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, afirmaram em delação premiada que foram os responsáveis por campanhas de quatro candidatos fora do Brasil. Além de Nicolás Maduro, na Venezuela, eles trabalharam candidatos à presidência do Panamá, El Salvador e Angola. Os contratos somam ao menos US$ 85 milhões. Segundo relatos do casal, todas as campanhas contaram com pagamentos não declarados, realizados por empreiteiras, utilizando offshores. Ainda de acordo com a colaboração, o ex-presidente Lula e o dono da Odebrecht, Emílio Odebrecht, envolviam-se nos pedidos para que o marqueteiro aceitasse os trabalhos. Em depoimento, Mônica relatou que a Odebrecht pagou parte da campanha do presidente de Angola, José Eduardo Santos, do MPLA, em 2011. O custo do pleito foi de US$ 50 milhões. A mulher do marqueteiro João Santana contou que foi ela quem negociou diretamente com o então ministro de comunicação de Angola, Rui Falcão. A delatora disse que Falcão destacou que a contratação de Santana só seria possível se ele aceitasse que parte dos pagamentos fosse feita pela Odebrecht. Segundo Mônica, o acerto foi fechado com o executivo da empreiteira em Angola, Ernerto Bayard. Hoje ele integra o grupo de 77 delatores da empresa baiana. Mônica contou aos procuradores que foi realizado um contrato de US$ 30 milhões com a empresa de Santana, a Polis, e o partido MPLA, além de um contrato de gaveta de US$ 20 milhões que foi pago pela Odebrecht. Desse montante, US$ 15 milhões foram pagos em espécie em Angola e US$ 5 milhões para a offshore suíça Shellbill, de Santana, conforme Mônica. Ela relatou que Lula e Emílio Odebrecht fizeram a articulação para que Santana atuasse na campanha a pedido do presidente Santos. Segundo Mônica Moura, o mesmo aconteceu na campanha do candidato a presidência do Panamá, José Domingo Arias, que foi derrotado. O pedido, no entanto, feito pelo então presidente Ricardo Martinelli. Santana "não queria fazer a campanha por falta de tempo e de afinidade política", mas teria sido convencido por Lula a pedido de Odebrecht, disse ela. A partir daí, Mônica contou ter negociado "com o próprio presidente Martinelli o valor total da campanha", de US$ 21 milhões. "Martinelli confirmou que a quantia poderia ser paga, desde que Mônica aceitasse receber valores por fora, por meio de pagamentos que seriam feitos pela Odebrecht. Nessa ocasião, inclusive, o presidente Martinelli informou a Mônica que já tinha negociado com André Rabello, executivo da empresa Odebrecht no Panamá, que pagaria grande parte dos valores da campanha –valores não oficiais –, tendo em vista que os oficiais seriam pagos pelo partido e pelo governo", escreveu Mônica no documento de sua delação. Do total de US$ 21 milhões, segundo Mônica, US$ 4,5 milhões "foram pagos pelo partido e agências de propaganda que atendiam o governo, cobrindo trabalhos, efetivamente feitos, de publicidade do governo Martinelli, com efeito eleitoral sobre a campanha", US$ 500 mil "foram entregues a Mônica Moura pelo próprio presidente Martinelli diretamente no seu gabinete no Palácio das Garças" e o restante foi assumido pela Odebrecht e pago de diversas formas, incluindo dinheiro em espécie e um repasse no Peru. De acordo com o casal, João Santana fez também a campanha de um candidato da esquerda de El Salvador em 2008 Maurício Funes, que ganhou a eleição. O pedido foi feito pelo presidente Lula, segundo delação. "Era uma campanha pequena, muito difícil de ganhar, grande desafio profissional, mas foi cobrado um valor baixo". A agência trabalhou por três meses no país. Em 2009, Antônio Palocci, então deputado federal, avisou Mônica Moura que resolveria parte dos valores, mas tinha que ser por fora, conforme relatos ao Ministério Público. A mulher de Santana disse que recebeu US$ 2 milhões no Brasil, em espécie, entregues por Juscelino Dourado, ex-chefe de gabinete de Palocci. Outra parte, sem valor identificado na delação, foi paga pela Odebrecht em local não lembrado pelo casal.

Milícias chavistas representam risco para países latinos, diz diretor da CIA

O diretor da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira (11) ser cada vez maior o risco representado pela alta circulação de armas na Venezuela e pelas milícias aliadas de Nicolás Maduro. "O risco de que estes coletivos (como são chamadas as milícias chavistas) atuem fora de controle aumenta a cada minuto", declarou, em audiência na Comissão de Inteligência do Senado americano. 

A alta quantidade de armamento nas mãos dos civis é um dos motivos que explicam a alta mortalidade na onda de protestos, iniciada há 40 dias. Dos 39 mortos nas manifestações, 24 foram baleados, a maioria pelos milicianos. A situação pode piorar se Maduro puser em prática a compra de fuzis para a Milícia Bolivariana, força oficial formada por civis. O anúncio, feito em 17 de abril, foi criticado pela oposição e pela comunidade internacional. Para Pompeo, a transferência de armas também põe em perigo os vizinhos. "Existem muitas armas circulando na Venezuela e o risco é incrivelmente real e sério, uma ameaça também para as Américas do Sul e Central". O tráfico é a principal fonte de armas para organizações criminosas na região, que vão desde as "maras" (gangues centro-americanas) até as facções do narcotráfico, como os cartéis mexicanos e os traficantes brasileiros. Apesar dos baleados e da presença frequente de armas nos protestos das últimas semanas, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse nesta quinta-feira que o uso de armas letais nas manifestações "ficou no passado". "Isso acontecia antes da Constituição de 1999, antes que o comandante Hugo Chávez outorgasse a proeminência ao respeito aos direitos humanos", afirmou, em entrevista ao canal Russia Today, vinculado ao Kremlin. Nesta quinta-feira, Lilian Tintori, mulher do dirigente opositor preso Leopoldo López, e sua sogra, Antonieta López, foram recebidas em Brasília pelo presidente Michel Temer e por senadores como o tucano Aécio Neves.

Segundo o porta-voz do Planalto, Temer disse esperar que López "esteja logo no convívio de sua família, em clima de harmonia e liberdade" na Venezuela e reiterou as reivindicações do governo brasileiro ao chavismo. O opositor foi condenado a quase 14 anos de prisão sob a acusação de incitação à violência nos protestos de 2014. Antes da reunião, o presidente conversou sobre a crise no país caribenho com o argentino Mauricio Macri. A visita de Tintori é parte da ofensiva opositora para conseguir apoio da comunidade internacional na pressão contra Maduro, reforçada em 2016. O presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, viajou nesta quinta a Lima.

Dilma alertou casal Santana sobre Lava Jato, diz delação


O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, afirmaram ao Ministério Público que recebiam informações de Dilma Rousseff sobre avanços da Lava Jato. Segundo o casal, José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça, era quem passava as informações para a ex-presidente. Em delação premiada, Mônica disse que foi avisada por uma mensagem da petista de que havia um mandado de prisão assinado contra ela e o marido. A troca de recados acontecia por duas contas secretas de e-mail, criadas, segundo os depoimentos ao Ministério Público, no próprio Palácio da Alvorada, na presença de Dilma. As mensagens eram armazenadas como "rascunho", ficando em uma caixa separada, fazendo com que os recados não circulassem pela rede. "A metodologia adotada e combinada foi a seguinte: sempre que a presidente fosse municiada pelo então ministro da Justiça (Cardozo) sobre as informações da operação, Giles (Azevedo, assessor de confiança de Dilma) encaminharia uma mensagem no celular de Mônica com assuntos completamente irrelevantes, como por exemplo, "veja aquele filme", "gostei do vinho indicado", ou qualquer tipo de mensagem de conteúdo fictício, era o sinal para que a Mônica checasse o e-mail criado", diz documento com o resumo da delação. Segundo o casal, Dilma preferia falar sobre assuntos sigilosos caminhando pelo jardim, ou na varanda interna do Palácio do Alvorada, para preservar o conteúdo. Em uma das vezes, em novembro de 2014, logo após a eleição, Mônica Moura foi chamada pela ex-presidente com urgência e tomou um vôo às pressas de Nova York para Brasília, onde foi recebida pelo assessor Giles Azevedo. Nesse encontro, a petista demonstrou preocupação com a conta do marqueteiro na Suíça, que a colocaria em perigo, pois "sabia que a Odebrecht tinha realizado o pagamento de suas campanhas através de depósitos de propinas na conta". Após essa conversa, segundo Mônica, Dilma lhe teria dito: "precisamos manter contato frequente de uma forma segura para que eu lhe avise sobre o andamento da operação, estou sendo informada de tudo frequentemente pelo José Eduardo Cardoso (então Ministro da Justiça)". No mesmo momento, a mulher de Santana criou no computador da então presidente, na Biblioteca do Palácio do Alvorada, um e-mail Gmail com nomes e dados fictícios, cuja senha era de conhecimento de três pessoas: Dilma, Mônica e Giles. Combinaram, então, segundo a delação, que qualquer coisa sobre a operação, a respeito do casal, deveria ser por ali comunicado. Perto do dia primeiro de maio de 2015, o casal foi gravar um pronunciamento com Dilma e ela pediu para ficar a sós com Mônica. O tema da conversa foi de novo a operação. "Dilma na ocasião demonstrou preocupação pois as coisas estavam avançando rapidamente e ela não tinha controle sobre a operação. Nesta data, diante das preocupações, e por sugestão da própria presidente, criaram um segundo e-mail, da mesma forma e local que o primeiro." De acordo com os delatores, os textos eram metafóricos, mas tratavam da proximidade da Lava Jato. Mônica foi avisada, por esse método, que ela também estaria sendo investigada. Dessa vez, pelo impacto da informação, a mulher de Santana chegou a copiar o que estava no rascunho do e-mail para o computador, em um arquivo do programa Word, para poder ler depois. "Logo em seguida, em uma sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016, foi avisada pelo meio secreto (e-mail), que já existia mandados de prisão assinados contra eles". O casal foi preso no dia 23 de fevereiro, por decisão do juiz Sérgio Moro na 23ª fase da Operação Lava Jato. Como provas para corroborar o que foi dito, a delatora entregou as duas contas dos e-mails utilizados para troca de informações sigilosas, a passagem aérea de Mônica de Nova York para Brasília no dia 21 de novembro, o notebook em que foi criado o arquivo no Word, apontamentos de reuniões com Dilma, agenda pessoal com anotações do login e senha dos e-mails criados e comprovação de acesso no wi-fi do Palácio do Alvorada. 

Itaú fecha acordo para comprar participação na XP Investimentos


O Itaú vai pagar R$ 5,7 bilhões para ficar com 49,9% da XP Investimentos, maior corretora do País. O acordo foi anunciado na noite desta quinta-feira (11) e envolve também um acerto com o fundo General Atlantic e a gestora Dynamo, acionistas da XP. Isso porque ele prevê que a participação do Itaú siga crescendo nos próximos anos até chegar a 75% da XP. O banco comprometeu-se a comprar uma fatia adicional de 12,5% em 2020 e outra de 12,5% em 2022. Assim, General Atlantic e Dynamo deixarão o negócio. Os sócios da XP manterão, contudo, a maior parte das ações com direito a voto. Isso, segundo comunicado divulgado pela corretora, permitirá que a XP mantenha sua independência operacional. De acordo com as instituições, haverá "livre competição" entre Itau e XP. As negociações ganharam força nas últimas semanas, em um momento em que a XP se prepara para lançar ações em Bolsa e mostra como o crescimento da empresa tem incomodado os grandes bancos de varejo. A XP ganhou terreno justamente ao vender-se como alternativa aos "bancões": uma plataforma independente onde se oferece todo tipo investimento — os grandes bancos privilegiam produtos próprios, que não necessariamente fazem o dinheiro do cliente render mais. A união com um grande banco pode minar o que a corretora tem de mais valioso. Por essa razão, as conversas não envolvem apenas cifras, mas formas de manter a imagem de independência. A expectativa dos sócios era que a oferta de ações jogasse o valor de mercado da XP para cerca de R$ 12 bilhões. É esse montante que norteia as negociações. Por ora, a estratégia da corretora é afirmar que nada muda em seus planos. A entrada do Itaú, porém, pode levar ao cancelamento da oferta de ações, segundo executivos próximos às conversas. 

Fachin envia a Moro investigação de caixa dois em campanhas de Dilma


O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, mandou para a Justiça Federal do Paraná os trechos da delação do marqueteiro João Santana e sua mulher, Monica Moura, que tratam do uso de caixa dois nas campanhas de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. João Santana foi responsável pelo marketing nas duas vitórias da petista. Dessa forma, investigações sobre o caso vão ficar sob os cuidados do juiz Sérgio Moro. Fachin suspendeu nesta quinta-feira (11) o sigilo dos depoimentos do casal e do funcionário André Santana. Outras citações da delação, envolvendo políticos sem foro privilegiado, também foram enviadas ao Paraná. As citações relativas a cinco parlamentares com prerrogativa de foro no Supremo serão juntadas a outras investigações já em andamento ou serão alvos de pedidos de novos inquéritos. Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Marta Suplicy (PMDB-SP), e os deputados federais Vander Loubet (PT-MS) e Zeca do PT (PT-MS) foram citados pelos delatores participando do esquema de propina. No caso dos deputados, o ministro Fachin abriu vista para a Procuradoria-Geral da República decidir se pede ou não a abertura de inquérito. Já no caso dos senadores, as citações foram juntadas a outros procedimentos em andamento no STF – como pedido de abertura de inquérito já aberto. Outro caso pode ficar no Supremo: sobre o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG). Ele e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foram citados em esquema de corrupção. Mas, ao encaminhar o pedido, a Procuradoria Geral da República solicitou a remessa dessa ação para o Superior Tribunal de Justiça, corte que julga os governadores. No entanto, como Ananias é deputado federal – cujo foro é o STF – a investigação deveria permanecer no Supremo. No total, a Procuradoria Geral da República apresentou ao Supremo 19 termos de colaboração de Mônica Moura, dez de João santana e quatro de André Santana, funcionário do casal.

Santana e Mônica concordam em pagar multa e devolver US$ 21,6 milhões


Delatores da Operação Lava Jato, o casal João Santana e Mônica Moura, responsável pelo marketing das três últimas campanhas presidenciais do PT, concordaram em pagar multa de 6 milhões de reais – 3 milhões de reais para cada – e abrir mão de 21,6 milhões de dólares depositados nas contas da empresa offshore Shellbill, na Suíça, utilizada para receber pagamentos, via caixa dois, de campanhas políticas. O detalhe dos pagamentos consta do acordo de delação dos dois, assinado com o Ministério Público.

Petrobras reverte prejuízo e tem resultado histórico no trimestre

A Petrobras teve lucro líquido de 4,45 bilhões de reais no primeiro trimestre, revertendo um prejuízo de 1,246 bilhão de reais no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado por um desempenho operacional histórico, apesar de uma menor demanda por derivados no mercado interno, disse a estatal nesta quinta-feira. O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado subiu para o recorde histórico de 25,254 bilhões de reais, ante 21,193 bilhões de reais no mesmo período do ano passado, ressaltou a presidente da Petrobras, Pedro Parente. O bom desempenho do trimestre foi alcançado por meio de menores gastos com importação de petróleo e derivados, em função da maior participação do óleo nacional na carga processada e da maior oferta de gás natural nacional. “A produção está crescendo e estamos usando mais óleo nacional… e um volume expressivo foi exportado a um preço maior”, disse o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, citando ainda redução no custo de logística para processar nas refinarias. A Petrobras registrou produção total de petróleo e gás natural de 2,805 milhões de barris de óleo equivalente por dia, em média, no período. Foram produzidos 2,248 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo, sendo 2,182 milhão bpd no Brasil, 10% acima do mesmo período do ano passado. A estatal ainda citou menores despesas com vendas, gerais e administrativas, além de redução das despesas financeiras líquidas e dos menores gastos com baixas de poços secos/subcomerciais no primeiro trimestre. A receita com vendas, entretanto, caiu 3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, para 68,365 bilhões de reais, em meio a menor demanda no mercado interno. 

Petrobras diz não haver evidência de que o petista Aldemir Bendine cometeu irregularidades na estatal; a Petrobras nunca viu nada durante 13 anos de regime petralha


O diretor de governança da Petrobras, João Elek, afirmou nesta quinta-feira (11) que não há evidências de que o ex-presidente da companhia, o petista Aldemir Bendine, tenha cometido irregularidades durante sua gestão. Bendine foi citado em delações de executivos da Odebrecht, que o acusam de pedir vantagens indevidas de empresas do grupo entre 2014 e 2015. "Não temos nenhuma evidência de que isso tenha qualquer tipo de relação com as atividades que ele exerceu aqui dentro", disse Elek, em entrevista para detalhar o balanço da companhia. Segundo ele, a companhia avaliou o caso após as denúncias e "nada se comprovou". O executivo frisou ainda que a subsidiária da Odebrecht citada na delação, a Odebrecht Ambiental, já estava impedida de fazer negócios com a Petrobras durante a gestão Bendine. Na época da delação, o ex-presidente da Petrobras negou ter pedido vantagens indevidas. Elek diz que a Petrobras está finalizando negociações para a implantação de sistemas de governança nos fornecedores investigados pela Operação Lava Jato, o que pode acelerar a retirada de algumas empresas da lista negra da estatal. Ele não citou nomes, limitando-se a dizer que o processo será concluído em breve. A credibilidade de "investigações" realizadas pela Petrobras, ou pela sua empresa de auditoria externa, é zero, porque ninguém foi capaz, durante 13 anos, de detectar o gigantesco assalto que estava sendo praticado contra a companhia pelo regime petralha. 

Associação da Polícia Federal quer processar Lula por denunciação caluniosa


A Federação Nacional dos Policiais Federais anunciou nesta quinta-feira (11) que vai processar o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula por denunciação caluniosa. Para a federação, durante o depoimento ao juiz Sergio Moro na quarta-feira (10), o ex-presidente fez "insinuações de que a Polícia Federal teria plantado provas em seu apartamento". A entidade não diz a que trecho do depoimento se refere. Em um dos momentos do interrogatório, no entanto, Lula é questionado por Moro sobre um termo de adesão datado de 2004, sobre a aquisição de uma cota de um apartamento no edifício onde fica o tríplex que é objeto da ação. "Consta que foi apreendido em seu endereço em São Bernardo do Campo", informa Moro. Lula então diz: "Não me mostraram isso, quem apreendeu não me mostrou no apartamento em São Bernardo do Campo". Depois de pegar o papel em mãos, o ex-presidente pergunta: "Tá assinado por quem?" Ao ouvir a resposta de Moro – "Não está assinado" – devolve o papel e diz. "Então, senão está assinado, doutor..." Moro então quer saber se Lula teria alguma explicação para o documento ter sido apreendido em seu apartamento. "Não sei, talvez quem acusa saiba como foi parar lá. Não sei como que tem um documento lá em casa se a adesão é de 2004, quando minha mulher comprou o apartamento em 2005", afirmou. Para a federação, "é muito grave tentar desmerecer e desacreditar as provas trazidas por agentes públicos". Para a entidade, a afirmação é uma "afronta à Polícia Federal" e uma "alegação absurda". A Fenapef diz que "não vai permitir que essa alegação coloque em dúvida o profissionalismo dos colegas federais ofendidos". "Lula fez uma denunciação caluniosa contra a Polícia Federal." A entidade finaliza a nota dizendo que, "se houver consequências para os colegas em razão da fala inconsequente de Lula, a Fenapef sairá em defesa deles na Justiça contra o ex-presidente".

Santana e Mônica abrem caixa-preta de campanhas municipais do PT


Em suas delações premiadas fechadas com a Procuradoria-Geral da República e tornadas públicas nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal, o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, detalham como receberam, via caixa dois, 38,6 milhões de reais das campanhas municipais dos candidatos petistas Marta Suplicy (hoje no PMDB) e Gleisi Hoffmann, em 2008, e Fernando Haddad e Patrus Ananias, em 2012. Veja o que o casal disse sobre cada um deles em suas delações:
Marta Suplicy (São Paulo, 2008)
João Santana declarou à Procuradoria Geral da República que a hoje senadora pelo PMDB paulista participava ativamente das tratativas relativas ao financiamento de sua campanha em São Paulo em 2008 e tinha conhecimento dos pagamentos de caixa dois intermediados pelo ex-ministro Antonio Palocci. Segundo Mônica Moura, a comunicação política da campanha de Marta Suplicy à prefeitura paulistana naquele ano custou 18 milhões de reais, dos quais 10 milhões de reais pagos “por fora”, sem declaração à Justiça Eleitoral. “Como usualmente acontecia, Antonio Palocci exigiu que Mônica Moura recebesse parte deste valor por fora: uma parte em dinheiro em espécie entregue em São Paulo e uma parte seria paga pela empresa Odebrecht que, novamente, exigiu que fossem realizadas transferências no Exterior”, diz a delação. O dinheiro do caixa dois entregue em espécie em São Paulo foi repassado aos marqueteiros, de acordo com Mônica, por Edson Ferreira, então tesoureiro do PT paulista, e Juscelino Dourado, ex-assessor de Palocci. Os valores pagos pela empreiteira foram depositados na offshore Shellbill, mantida pelo casal na Suíça. Os 7,5 milhões de reais restantes devidos pela campanha da senadora, por orientação dela própria e de Palocci, teriam sido encaminhados por Ferreira e declarados ao Tribunal Superior Eleitoral. Santana também relatou à Procuradoria Geral da República um pedido “curioso” de Marta Suplicy: que ele contratasse o então marido dela, o argentino Luis Favre, “que precisava de emprego regular por ser estrangeiro”. De acordo com o delator, Marta Suplicy disse a ele que o salário pago pela empresa de marketing político a Favre a título de consultoria, 20.000 reais ao longo de um ano, seria compensado no dinheiro “por fora” pago ao marqueteiro. 
Gleisi Hoffmann (Curitiba, 2008)
João Santana relatou aos procuradores que não queria trabalhar na campanha da senadora Gleisi Hoffman à prefeitura de Curitiba em 2008 porque a petista “não tinha chances de vitória” e ele já estava comprometido com a campanha de Marta Suplicy, mas que acabou convencido por Antonio Palocci e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi e responsável pela interlocução com os marqueteiros em assuntos financeiros. De acordo com o delator, seu trabalho na campanha de Gleisi custou 6 milhões de reais, dos quais 1,35 milhão de reais foi pago oficialmente e os 4,6 milhões de reais, por caixa dois. Santana e Mônica disseram em seus depoimentos que, embora não fosse tão ativa nas tratativas quanto Marta Suplicy, Gleisi Hoffmann também sabia dos pagamentos não declarados. Mônica Moura detalhou recebeu dinheiro “por fora” das mãos de assessores da campanha de Gleisi Hoffmann em locais variados, como o escritório de um advogado da petista, a produtora onde a equipe dos marqueteiros trabalhava, e em um hotel.
Fernando Haddad (São Paulo, 2012)
Os delatores também relatam pagamentos não declarados à Justiça Eleitoral na vitoriosa campanha do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O valor do caixa dois na campanha de Haddad destinado a Santana e Mônica é o maior entre os candidatos petistas a prefeituras delatados pelo casal: 20 milhões de reais, que teriam sido acertados pelo ex-ministro Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Dez milhões de reais foram pagos e declarados ao TSE, dizem os marqueteiros. Dos 20 milhões de reais pagos em caixa dois, 15 milhões de reais ficaram a cargo da Odebrecht, que usou seu departamento de propinas para pagar 5 milhões de reais em dinheiro vivo em hotéis ou flats da capital paulista e depositou 10 milhões de reais, cerca de 5 milhões de dólares, na offshore Shellbill, controlada pelo casal. Os 5 milhões de reais restantes de caixa dois combinados por Palocci e Vaccari foram pagos em 2013, dizem os delatores, pela OGX, petroleira do empresário Eike Batista, graças a uma articulação do poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. O dinheiro foi depositado a Santana e Mônica por meio de um contrato fictício de consultoria firmado entre a Shellbill e a Golden Rock, offshore controlada por Eike Batista no Panamá. 
Patrus Ananias (Belo Horizonte, 2012)
João Santana assumiu a campanha do então ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome à prefeitura de Belo Horizonte depois de um pedido de Dilma Rousseff. Na capital mineira, ao contrário de São Paulo e Curitiba, contudo, o dinheiro de caixa dois não foi intermediado por Antonio Palocci, mas pelo então ministro do Desenvolvimento e atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), procurado pelo casal de marqueteiros após orientação de Dilma. Mônica Moura narra em sua delação premiada que combinou com Pimentel que os serviços de Santana na campanha de Ananias custariam 12 milhões de reais, dos quais 4 milhões de reais “por fora” e 8 milhões de reais “por dentro”. Segundo a delatora, depois de alguns pagamentos em espécie em Belo Horizonte e muitas cobranças por atrasos nos repasses, Fernando Pimentel levou de São Paulo 800.000 reais em dinheiro vivo, alocados dentro de uma maleta. Em seus depoimentos, Mônica declarou ter ponderado com Pimentel que não teria como levar o dinheiro de modo seguro da capital paulista à mineira, onde tinha pagamentos a fazer. “Fernando Pimentel, então, se dispôs a transportar o dinheiro em espécie de São Paulo para Belo Horizonte. Ela soube que Fernando Pimentel levou os R$ 800.000,00 em um avião particular (jatinho), de São Paulo a Belo Horizonte e a referida foi entregue na produtora em Belo Horizonte”, diz a delação. Os 3,2 milhões de reais restantes do valor a ser recebido de caixa dois foram pagos pela Odebrecht na offshore Shellbill, de acordo com a mulher de João Santana.

Governador petista Fernando Pimentel conduziu pessoalmente R$ 800 mil de dinheiro sujo para campanha de Patrus Ananias, do PT de Minas Gerais


O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), intermediou o pagamento de valores não declarados à campanha de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte, em 2012. À época, Pimentel era ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. A marqueteira Monica Moura relatou em delação premiada que ela e João Santana fizeram a campanha de Patrus Ananias para prefeito de Belo Horizonte, a pedido de Dilma e ela sabia que seria usado dinheiro sujo. Ela relatou em seu depoimento que os valores da campanha foram acertados entre ela e Pimentel, sendo que o então ministro exigiu que parte dos pagamentos fosse recebido “por fora”. A campanha teve um custo total de R$ 8 milhões oficialmente e mais R$ 4 milhões não declarados, segundo Monica Moura. Ela contou ainda que, do segundo valor, recebeu alguns pagamentos em espécie na produtora onde era feita a campanha em Belo Horizonte. Segundo Mônica Moura, após muitos atrasos nos pagamentos, o próprio Fernando Pimentel levou, pessoalmente, cerca de R$ 800 mil em uma mala até a produtora do casal, em São Paulo. No local, Mônica Moura disse que não teria meio seguro para transportar tal valor para Belo Horizonte. Então, na versão da marqueteira, Fernando Pimentel levou a mala, em uma viagem feita em um jatinho, de São Paulo para a produtora de Belo Horizonte. Parte do dinheiro foi depositado na conta Shelby, Suíça, pela Odebrecht. No depoimento, Mônica Moura diz que o funcionário da produtora André Luis Reis Santana iria confirmar o recebimento da mala das mãos de Pimentel e que tal mala estava cheia de dinheiro. O sigilo da delação dele também foi quebrado.

João Santana diz que decisões dependiam "da palavra final do chefe" Lula


Lula e Dilma sabiam do uso de dinheiro sujo. Pelo acordo de delação premiada, os marqueteiros baianos João Santana e Mônica oura devolverão R$ 21 milhões e cada um pagará multa de R$ 3 milhões. Na prática, é devolução de dinheiro sujo que receberam do PT. As revelações que constam das delações de João Santana e Mônica Moura, coordenadores do marketing das campanhas de Lula, em 2006, e de Dilma, em 2010 e 2014, revelam que o ex-presidente Lula tinha pleno conhecimento dos pagamentos "por fora" feitos à empresa dele no Exterior. As revelações devastadoras saíramm em um dia depois da via crucis enfrentada na quarta-feira por Lula no interrogatório de Curitiba. João Santana disse ter participado de encontros com Palocci nos quais disse ter ficado "claro" que Lula "sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis (a empresa de Santana): "Ele era tratado como o Grande Chefe". Nos encontros com os petistas, sob o comando de Palocci, ficou claro que Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis, porque Antonio Palocci, então Ministro da Fazenda, sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da "palavra final do chefe”, diz trecho do documento da delação premiada de Santana.

O ditador bolivariano Nicolas Maduro entregava pessoalmente pastas de dinheiro para Monica Moura


Nicolás Maduro era quem pagava o caixa 2 da campanha de Hugo Chávez. Tudo bancado pela Odebrecht e pela Andrade Gutierrez... 


Como previsto, a Lava Jato chegou a Franklin Martins e sua mulher Mônica Monteiro. Em sua delação, Mônica Moura (Dona Xepa) fez questão de frisar que o dinheiro que recebia de Nicolas Maduro, em espécie, "era repassado para Mônica Monteiro", pois ela e Franklin eram responsáveis pela parte da internet da campanha de Hugo Chávez. Maduro era muito desconfiado e não queria entregar dinheiro em espécie para mais de uma pessoa, pelo risco da negociação, por isso entregava todo o valor a Mônica Moura que repassava para a mulher de Franklin Martins. "Importante frisar que Franklin e sua equipe foram contratados pelo partido venezuelano, também sem contrato formal, igualmente sem vínculo com a Pólis."

Mônica Moura contou em sua delação que Nicolas Maduro lhe pagou em espécie, no gabinete da Chancelaria venezuelana, nada menos que US$ 11 milhões. A situação do golpista Maduro é insustentável. (O Antagonista)

Com medo da Lava Jato, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff mandou o marqueteiro João Santana ficar fora do País


João Santana contou que num dos diversos encontros que teve com Dilma, em 2014, ela comentou sobre recados que Marcelo Odebrecht estava enviando ao Palácio do Planalto ao vazar informações sobre o financiamento ilegal de sua campanha. Ela disse que ele acabaria se incriminando, caso decidisse contar à Lava Jato o que sabia. "Por vida das dúvidas, recomendou que João Santana e Mônica Moura permanecessem, o tempo que pudessem, por cautela fora do país. E que "qualquer novidade avisaria". No final de novembro, quando estava de férias em Nova York, Santana recebeu um chamado urgente para ir a Brasília. Ele mandou Mônica, que reforçou a sugestão para que ficassem no exterior e "se comprometeu a mandar qualquer alerta por uma conta de email criada exclusivamente para este fim". Como já dissemos, Dilma usou esse email para alertar o casal de que seriam presos pela Lava Jato. A informação foi vazada pelo próprio ministro José Eduardo Cardozo. (O Antagonista)

Aécio Neves diz que há "exagero" na repercussão do depoimento de Lula; claro, ele está falando em causa própria


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou como "um exagero" a repercussão do depoimento prestado na quarta-feira (10) pelo poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro. O tucano, alvo de cinco inquéritos na Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, disse também que é preciso "despolitizar" a investigação. As críticas do senador foram dirigidas em parte ao PT, pela exploração política do evento, mas também ao Ministério Público e ao Judiciário. "Todos podem contribuir para a despolitização: o Congresso, os procuradores, o próprio Poder Judiciário, para que ele seja menos midiático e seja um processo efetivamente judicial", disse. Ele já está antevendo o que já está a caminho para si próprio, como resultado da aliança implícita que exerceu junto ao PT por quase uma década e meia. Questionado sobre se a Lava Jato está agindo politicamente, Aécio Neves disse: "Não, eu acho que há muita exploração midiática. Ontem, por exemplo, eu acho que foi desnecessária toda essa exploração de um depoimento que poderia ter acontecido sem essa exploração política, de parte a parte, de todas as partes". Lula falou por quase cinco horas a Moro sobre o processo que apura se o petista recebeu propina da construtora OAS. Essa foi a primeira vez que eles se encontraram. A Procuradoria acusa o ex-presidente de ter participado de um esquema de desvios da Petrobras por meio do qual Lula teria recebido até R$ 3,7 milhões da empreiteira. Parte desse valor teria sido pago por meio da reserva de um apartamento tríplex no Guarujá. O petista foi a Curitiba acompanhado de vários políticos do partido, entre eles senadores, deputados e, inclusive, da ex-presidente Dilma Rousseff.

Alckmin diz sobre Lula: "Jogar a culpa na esposa falecida é inaceitável"



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou nesta quinta-feira (11) o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula por ter atribuído à ex-primeira dama Marisa Letícia, morta em fevereiro, as decisões sobre o imóvel em Guarujá (SP). "Ter jogado a culpa na esposa falecida é algo inaceitável, inaceitável", disse o tucano. "Em relação ao processo todo, ninguém está acima da lei. Há uma denúncia, investiga-se, faz inquérito, apura e julga. É isso que país civilizado faz. Temos de confiar no Poder Judiciário, no seu trabalho, e as coisas avançarem", concluiu. Em audiência com o juiz Sergio Moro, na quarta-feira (10), Lula afirmou que, enquanto ele havia descartado a compra do apartamento, Marisa Letícia ainda tinha dúvidas: "Eu não ia ficar com o apartamento, mas a dona Marisa ainda tinha dúvida se ia ficar para fazer negócio, ou não". Moro perguntou se ela decidiu não ficar. "Não discutiu comigo mais", ele respondeu. O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, defendeu que se "despolitize todo o processo investigativo": "Acho que há muita exploração midiática. Ontem, por exemplo, acho que foi desnecessária toda a exploração em torno de um depoimento que poderia ter acontecido sem essa exploração política de parte a parte, de todas as partes", afirmou Aécio. Claro, tanto Alckmin quanto Aécio Neves são citados na Operação Lava Jato. 

Júri condena Nenê Constantino por homicídio de líder comunitário em 2001


O Tribunal do Júri de Taguatinga, no Distrito Federal, condenou nesta quinta-feira (11) o ex-dono da Gol Nenê Constantino por homicídio qualificado. Na avaliação do júri popular, Nenê encomendou o assassinato do líder comunitário Márcio Brito em 2001. Dos cinco réus, quatro foram condenados pelo crime. Além de Nenê Constantino, também foram considerados culpados o ex-vereador de Amaralina (GO) Vanderlei Batista, o dono da arma usada no crime, João Alcides Miranda, e o ex-empregado de Nenê, João Marques. Um dos genros de Nenê Constantino, Victor Foresti, também respondia pelo crime, mas foi absolvido pelo júri popular. O suspeito de atirar contra o líder comunitário, Manuel Tavares, morreu antes do julgamento do caso. De acordo com o inquérito, Márcio Leandro Brito fazia parte de um grupo que ocupava a antiga garagem da Viação Pioneira – empresa que já pertenceu a Constantino. Os advogados do empresário afirmam que, na época do crime, as terras já tinham sido transferidas a outros proprietários. O crime, cometido em 2001, nunca tinha ido a julgamento. A sessão desta quinta-feira foi dedicada aos pronunciamentos finais do Ministério Público do Distrito Federal, responsável pela acusação, e dos advogados de cada réu. Os trabalhos foram retomados às 10h45 e se estenderam por toda a tarde, com uma pausa rápida para o almoço. Pela manhã, o promotor do Ministério Público responsável pelo caso, Bernardo Urbano Resende, adiantou que Nenê Constantino não deve ser levado à prisão em razão da idade avançada. "Constantino não vai ficar preso nem um dia, porque já tem 86 anos, está no final de vida. E não porque eu estou falando, mas porque é a lei," disse. O ex-dono da Gol não compareceu à sessão desta quinta-feira por “motivos de saúde”. Segundo o juiz João Marcos Guimarães Silva, "é direito constitucional do acusado estar presente na sessão plenária, mas no caso é plenamente plausível o pedido da defesa, que fundamenta em problemas de saúde". Pela Lei de Execução Penal (nº 7.210/84), a substituição do cumprimento da pena em regime fechado pela prisão domiciliar só é permitida quando o condenado tem mais de 70 anos, tem alguma doença grave, tem filho menor de idade ou com deficiência física ou mental ou, no caso das mulheres, se estiver gestante. Na quarta-feira (10), a primeira parte dos "debates" – nome dado à sustentação oral dos promotores do Ministério Público e dos advogados de cada réu – durou quase 13 horas. O representante do Ministério Pùblico P usou a palavra entre 10h30 e 18h, com uma pequena pausa para almoço. A defesa teve direito ao mesmo tempo, de 6 horas e 15 minutos, dividido igualmente entre os cinco réus. O empresário e os outros réus foram interrogados no Tribunal do Júri de Taguatinga na terça-feira (9). Perguntado sobre a ordem para executarem o líder comunitário, Constantino negou envolvimento no crime. Ele afirmou aos jurados que soube da morte de Márcio Brito apenas dois dias depois. Nenê disse ainda que ficou “surpreso e muito triste” por ser indicado como principal suspeito do crime: “É uma covardia muito grande, nunca fiz mal a ninguém”. O empresário também negou que tenha oferecido suborno à delegada Mabel Correia – responsável pelo inquérito nos anos 2000, e uma das testemunhas do julgamento – para que ela interrompesse as investigações. Sobre a disputa envolvendo o terreno da antiga Viação Pioneira, em Taguatinga, Constantino afirmou que em 2001 já não era mais dono das terras. Ele diz que, em 1996, tinha passado a propriedade para os dois genros, Eduardo Queiroz e Victor Foresti, e para mais duas filhas. O primeiro dia de julgamento do caso começou por volta das 10 horas, e se estendeu até a madrugada. A manhã foi dedicada a procedimentos formais, como a escolha dos jurados. Durante a tarde e a noite, testemunhas de acusação e defesa foram interrogadas. A argumentação começou pouco antes das 15 horas com a leitura da acusação formal, feita pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, Nenê Constantino afirmava que “se os moradores não saíssem por bem, sairiam de qualquer maneira", e que “eles mesmos faziam sua lei”. De acordo com a denúncia, na noite do crime, o executor foi até a porta do barraco de Márcio Brito, que foi “recebido à bala”. O Ministério Público informa ainda que o disparo foi executado por um homem contratado, identificado como Manoel Tavares. O Ministério Público classifica o crime como ocasionado por motivo torpe, “apenas para alcançar propósito patrimonial”. “Atitude amplamente reprovável”, afirma o relatório. A conduta, segundo o Ministério Público, incluiu ainda dissimulação, “criando na vítima uma expectativa para saída pelo impasse, sem esperar a agressão”. Por duas vezes, durante o julgamento, a defesa de Nenê Constantino pediu permissão para retirar o réu do plenário por questões de saúde. Na segunda, o empresário de 86 anos teve uma queda súbita de pressão no início da noite. Ele deixou o local, sob o compromisso de retornar no momento do interrogatório, e após atendimento médico do próprio tribunal. Segundo o juiz João Marcos Guimarães Silva, "é direito constitucional do acusado estar presente na sessão plenária, mas no caso é plenamente plausível o pedido da defesa, que fundamenta em problemas de saúde". Na terça-feira, logo após prestar depoimento, Nenê Constantino também comunicou aos advogados que se sentia indisposto, e recebeu permissão para deixar o local do julgamento. Os advogados informaram que, "além da idade, Nenê padece de graves problemas cardíacos".

Conselho da Vale aprova proposta de reestruturação societária

O Conselho de Administração Vale aprovou nesta quinta-feira (11) a proposta final apresentada pela Valepar S.A., acionista controladora da mineradora, de proposta de reestruturação societária que prevê a transformação da empresa em uma sociedade sem controle definido e viabiliza a sua listagem no segmento especial do Novo Mercado da B3. O colegiado também aprovou a submissão à Assembleia Geral da companhia das matérias, entre elas da proposta que prevê conversão voluntária das ações preferenciais classe A de emissão da Vale em ações ordinárias, na relação de 0,9342 ação ordinária por cada ação preferencial classe A de emissão da Vale, a qual foi definida com base no preço de fechamento apurado na média dos últimos 30 pregões anteriores a 17 de fevereiro de 2017.


O acordo da reestruturação societária foi anunciado em 20 de fevereiro, visando ampliar a governança da mineradora. Separadamente, a Vale informou que seu conselho ainda aprovou a renovação do mandato dos seus diretores executivos por um período de dois anos. O conselho decidiu renovar os mandatos de Clovis Torres Junior (diretor-executivo de Recursos Humanos, Sustentabilidade, Integridade Corporativa e Consultoria Geral); Peter Poppinga (diretor-executivo de Ferrosos); Jennifer Anne Maki (diretora-executiva de Metais Básicos); Luciano Siani (diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores); e Roger Allan Downey (diretor-executivo de Fertilizantes, Carvão e Estratégia). O presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira, cujo contrato expira ao final de maio, será substituído por Fabio Schvartsman, presidente da Klabin.

Gilmar Mendes fez pesadissimo ataque a seu colega Marco Aurélio Mello


Depois de ler o ofício de Marco Aurélio Mello à presidente do Supremo, Carmén Lúcia, declarando-se impedido de participar de votações que envolvam clientes de seus parentes, o ministro Gilmar Mendes fez a seguinte declaração ao Blog do Moreno, no mais duro ataque feito até hoje ao colega: "Os antropólogos, quando forem estudar algumas personalidades da vida pública, terão uma grande surpresa: descobrirão que elas nunca foram grande coisa do ponto de vista ético, moral e intelectual e que essas pessoas ao envelhecerem passaram de velhos a velhacos. Ou seja, envelheceram e envileceram". (Jorge Bastos Moreno)