sexta-feira, 19 de maio de 2017

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - Ricardo Saud 05 Mai - Dep1

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VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - RICARDO SAUD 10 mai -1

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - RICARDO SAUD 10 mai -2

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - RICARDO SAUD 10 mai - 3

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 10maio2017 - Depoimento Sr Ricardo

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 07abril2017 - Ricardo Saud

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Valdir Aparecido - Termo 01

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Valdir Aparecido - Termo 02

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Valdir Aparecido - Termo 03

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Valdir Aparecido - Termo 04

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Demilton Antonio de Castro - Termo

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 10maio2017 - Depoimento Sr Demilton

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 04maio2017 - Florisvaldo Caetano de Oliveira

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - 10maio2017 - Depoimento Sr Florisvaldo

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - TD Francisco Silva May17 15 31

VIDEO DE DELAÇÃO DA JBS - Depoimento Sr Francisco de Assis e Silva ao juiz para confirmação de delação

Delator diz que Temer pediu R$ 1 milhão em dinheiro vivo


O ex-diretor do frigorífico JBS, o executivo corrupto confesso Ricardo Saud, afirmou, em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República, que o presidente Michel Temer pediu a entrega de 1 milhão de reais, em dinheiro vivo, em uma empresa do coronel aposentado João Baptista Lima. O militar, amigo de Temer, é um dos homens de confiança do presidente. O endereço do local, segundo o delator, foi repassado por Temer num bilhete para o executivo durante reunião ocorrida em São Paulo no auge das eleições de 2014. “O dinheiro era do PT. O PT deu para o presidente Temer para usar na campanha de vice. E assim foi feito e, não satisfeito, ainda guardou um milhão para ele no bolso”, diz o executivo corrupto Saud. De acordo com o delator, os recursos destinados a Temer faziam parte de um acerto feito entre o PT, PMDB e a JBS durante a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Naquela época, um grupo de senadores peemedebistas ameaçava apoiar o PSDB. Preocupado, o PT resolveu agir e topou repassar recursos da conta-propina que mantinha junto à JBS para conter a rebelião na base aliada. Quando Temer foi informado sobre o risco de senadores do PMDB apoiarem o PSDB, resolveu reassumir a presidência do partido – e então acertou que o PT repassaria 15 milhões de reais para distribuir entre os peemedebistas. O executivo corrupto Ricardo Saud detalhou como foi feito o rateio desse valor. Disse que 9 milhões de reais foram destinados ao diretório nacional do partido, 2 milhões serviram para bancar gastos da campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo com o marqueteiro Duda Mendonça, outros 3 milhões de reais foram repassados em espécie ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e 1 milhão de reais tiveram o próprio Temer como beneficiário. A parte referente a Temer, segundo o delator, foi entregue na sede da empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia, cujo sócio é o coronel João Baptista Lima, amigo do presidente. O militar aposentado, dono de uma fazenda no interior de São Paulo frequentada há anos por Temer, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na última quinta-feira, durante a Operação Patmos.

Conta-propina da JBS para Lula e Dilma no Exterior tinha US$ 150 milhões (450 milhões de reais)


No acordo de delação premiada que fechou com a Operação Lava Jato, o empresário bucaneiro caipira Joesley Batista revela como funcionava o esquema de propinas no BNDES durante os governo petistas de Lula e Dilma Rousseff. Segundo o empresário açougueiro muito esperto, o acesso do grupo JBS a aportes bilionários do banco estatal e de fundos de pensão foi comprado à custa de milionárias propinas que tinham Lula e Dilma como destinatários. O dinheiro sujo era pago, segundo o empresário, para garantir que nenhum pleito do grupo fosse atrapalhado por burocratas do governo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, era o responsável por receber os pleitos e negociar a propina devida em cada operação. Foi por ordem de Mantega que o empresário abriu no Exterior duas contas para depositar a propina que, diz ele, era destinada a Lula e Dilma. “Os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef. Esses saldos somavam, em 2014, cerca de 150 milhões de dólares”, afirmou Joesley na delação, o que equivale a algo como 450 milhões de reais. Depois de Guido Mantega ter favorecido seu grupo empresarial em negócios no BNDES, Joesley abriu uma conta para depositar a propina devida no negócio. Tempos depois, o empresário teve uma conversa com Mantega na qual ele solicitou que outra conta fosse aberta. Joesley ficou confuso, mas a explicação de Mantega foi reveladora. “Em reunião com Guido Mantega ocorrida no final de 2010, este pediu ao depoente que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente. O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema e Guido confirmou que sim”, anotaram os procuradores na transcrição do depoimento de Joesley. “Os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais”, complementou. O empresário relatou aos investigadores que foi a partir do período eleitoral de 2014 que o saldo astronômico de propinas reservado aos dois ex-presidente começou a ser usado. “A partir de julho de 2014, Guido Mantega passou a chamar o depoente quase semanalmente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, ou na sede do Banco do Brasil, em São Paulo, para reuniões a que só estavam presentes os dois, nas quais lhe apresentou múltiplas listas de políticos e partidos que deveriam receber doações de campanha a partir dos saldos das contas”, disse Joesley. O empresário bucaneiro caipira Joesley Batista teve encontros com Lula e com Dilma Rousseff no qual discutiu abertamente o emprego da propina escondida no Exterior nas campanhas do partido. Por que o açougueiro bilionário não gravou estes encontros, como fez com Michel Temer? Com o ex-presidente, em uma conversa no Instituto Lula, em outubro de 2014, Joesley Batista relatou a preocupação com o fato de o grupo já ter doado 300 milhões de reais a campanhas petistas. “Não havia plataforma ideológica que explicasse tamanho montante”, ponderou Joesley. Lula, segundo ele, ignorou: “O ex-presidente olhou nos olhos do depoente, mas nada disse”. Um mês depois, naquele mesmo ano, Joesley encontrou Dilma Rousseff no Palácio do Planalto para tratar de um repasse de 30 milhões de reais para a campanha do petista Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. Na conversa, o empresário alertou Dilma de que o saldo das contas de propina no exterior seria liquidado a partir da doação. “Dilma confirmou a necessidade e pediu que procurasse Pimentel”, disse. Joesley contou que o Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma e depois ministro da petista, se encontrava semanalmente com o executivo Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo empresarial, para acertar a distribuição da propina nas campanhas políticas. Os pleitos de Edinho eram levados pelo executivo diretamente a Joesley que, depois de aprová-los com Guido Mantega, liberava o dinheiro. “O ajuste mais amplo consistia em direcionar grande parte do dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff, tanto para o PT nacional quanto para os diretórios estaduais do PT. O restante deveria custear a compra dos partidos da coligação, conforme o PT fosse fechando os negócios”, explicou. 

JBS negocia leniência e tem ex-procurador da Lava Jato na equipe


Além de acordos de delação envolvendo sete executivos, a JBS negocia também acordo de leniência (delação premiada da pessoa física) no Brasil e nos Estados Unidos. Envolvidos nas investigações relataram que nesta quinta-feira (18) houve uma reunião em São Paulo entre representantes da empresa e procuradores que negociam a leniência no Brasil. Entre os responsáveis pelas tratativas estão integrantes da Procuradoria da República no Distrito Federal. Eles coordenaram operações em que a empresa é alvo, como a Greenfield, que apura irregularidades com dinheiro de fundos de pensão. O objetivo dos investigadores era divulgar a assinatura da leniência juntamente com as delações, mas com o vazamento de conteúdos da colaboração isso não foi possível. Um dos assuntos tratados nas conversas é se a holding J&F, dona de todas as empresas da família Batista, incluindo o frigorífico JBS, integrarão o acordo, ou se ele se limitará a algumas companhias do grupo. A empresa também negocia leniência com o Departamento de Justiça americano. O ex-procurador da Lava Jato, Marcello Miller, é um dos profissionais que atua nessa frente. Ele deixou oficialmente o Ministério Público no início deste ano e passou a integrar o quadro de sócios do escritório Trench Rossi e Watanabe, no Rio de Janeiro, que pilota as negociações no Exterior. Pessoas ligadas às investigações atribuem a Miller algumas das idéias que ajudaram a flagrar políticos, como a colocação de chips em maletas de dinheiro e notas numeradas para facilitar o rastreamento (grande bobagem, isso está disponível em lojinhas de informática pelo mundo afora).  

Donald Trump diz que situação atual da Venezuela é "uma desgraça"


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou palavras muito duras para definir a situação atual da Venezuela, que considera ser atualmente "uma desgraça". Em encontro com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, nesta quinta-feira (18), em Washington, Trump declarou ser inexplicável que um país "que era tão rico chegasse nessa situação". E emendou, sobre seu presidente, Nicolás Maduro: "a Venezuela está em más mãos, esperamos que isso mude". Mais cedo, havia sido divulgado que os Estados Unidos avaliam divulgar um pacote de sanções ao país caribenho por violação aos direitos humanos. Na conversa com Juan Manuel Santos, Trump disse que foram discutidos mecanismos que poderiam ser usados para evitar o "retrocesso democrático" venezuelano. Ele, porém, não deu detalhes de que iniciativas seriam essas. O combate ao tráfico de drogas foi outro dos temas abordados. Trump se disse preocupado com o aumento da área de produção de coca na Colômbia, que praticamente dobrou em dois anos, mas se mostrou satisfeito com a resposta de Santos. O presidente colombiano disse que o "acordo de paz com as Farc (organização narcotraficante terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) permitiu que o governo se aproximasse dos cultivos e, assim, propor um programa de substituição de produção aos camponeses". Acrescentou, ainda, que continua o processo de erradicação manual. O método é muito criticado pela oposição colombiana, principalmente por Álvaro Uribe, que o considera lento e ineficaz. O ex-presidente defende o retorno da fumigação aérea, procedimento interrompido por Santos no ano passado devido aos danos à saúde dos agricultores da região provocados pelo produto químico usado na destruição. Alguns republicanos concordam com Uribe. O senador Marco Rubio considera que a ajuda dos Estados Unidos para a implementação do acordo de paz deveria ser atrelada ao compromisso pela redução da produção de cocaína. Mesmo assim, o Congresso aprovou o envio de US$ 450 milhões para o plano, chamado de Paz Colômbia. Os recursos haviam sido prometidos pelo presidente muçulmano Barack Obama para recuperar a infraestrutura destruída pelo conflito e tirar minas terrestres.

Estados Unidos impõem sanções a integrantes da Suprema Corte da Venezuela


Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (18) sanções contra oito dos 32 membros do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, as primeiras desde o início da onda de protestos contra Nicolás Maduro. As punições foram reveladas horas depois que o presidente Donald Trump havia prometido medidas contra o chavista, considerado pela Casa Branca o responsável pela violência nas manifestações, que já deixaram 46 mortos. 


Dentre os punidos pelo Departamento do Tesouro estão o presidente da corte, Maikel Moreno, e os sete integrantes da Sala Constitucional — responsável pelas decisões que anulam os poderes da Assembleia Nacional desde 2016. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, atribuiu a decisão à interferência que a Suprema Corte possui em cima do Legislativo: "Os Estados Unidos apoiam o povo venezuelano em seus esforços para proteger e avançar a democracia no país". Estas foram as segundas sanções aplicadas pelos americanos a venezuelanos desde o início do ano. Em fevereiro, o vice-presidente, Tareck el-Aissami, foi punido sob a acusação de tráfico internacional de drogas. Além das barreiras econômicas, os Estados Unidos haviam declarado, ainda no governo do democrata Barack Obama, que o país caribenho era uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional americana. Em resposta, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, chamou as sanções de "ultrajantes e inaceitáveis" e disse que os juízes "são fortemente apoiados por Maduro e vítimas do poder imperialista dos Estados Unidos". Em encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Trump disse que a situação da Venezuela "é uma desgraça" e declarou ser inexplicável que um país "que era tão rico chegasse nessa situação". E emendou, sobre seu presidente, Nicolás Maduro: "a Venezuela está em más mãos, esperamos que isso mude". 


A primeira medida tomada pelos magistrados contra a oposição foi declarar o Parlamento em desacato dias depois que os rivais de Maduro tomaram o controle da Casa devido à posse de três deputados impugnados por fraude. A sentença praticamente anulou todas as decisões do Legislativo desde então. Dentre elas, a anistia aos opositores presos, o fim dos decretos de emergência econômica e as declarações de abandono de cargo pelo mandatário. Por outro lado, permitiu a Maduro que aprovasse medidas sem passar pela Assembleia Nacional, como determina a Constituição. Algumas foram a lei de Orçamento, a renovação do mandato dos diretores do Conselho Nacional Eleitoral e o discurso de prestação de contas de 2017. Em outubro os juízes dariam outro golpe à oposição ao anular parte da coleta de assinaturas para o referendo que poderia revogar o mandato de Maduro, sob a justificativa de que houve fraude nas firmas. Isso inviabilizou a votação, já que o processo voltou à estaca zero três meses antes que o presidente completasse quatro anos no poder —a partir deste momento não seriam feitas novas eleições em caso de deposição. Também foi o tribunal que decidiu no final de março pelo fim da imunidade parlamentar e por tomar oficialmente as atribuições do Legislativo. As sentenças desataram a onda de protestos, mas foram revertidas em 1º de abril.

Propina da JBS derrete estratégia de Eduardo Cunha de deixar cadeia com habeas corpus


A delação premiada da JBS derreteu a estratégia do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para deixar a prisão com a obtenção de um habeas corpus. Os advogados do peemedebista planejavam obter trunfo semelhante ao do bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu, que saiu do cárcere no início de maio por ter condenação somente em primeira instância. No Brasil, a execução da pena ocorre depois da segunda instância. José Dirceu era mantido na detenção devido a um decreto de prisão preventiva, do juiz Sergio Moro, que foi derrubado pelo entendimento de que o petista não oferece risco às investigações. Eduardo Cunha também foi condenado apenas em primeira instância por Moro: em março, ele sofreu imputação de 15 anos e 4 meses de reclusão pelo recebimento de propinas na compra de um campo petrolífero pela Petrobras na África. Enquanto o caso não é julgado na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, Eduardo Cunha está preso no Paraná por um decreto de prisão preventiva de Moro por obstrução de Justiça. Com a delação da JBS, se tornou público o ato do empresário Joesley Batista de comprar o silêncio do ex-deputado na cadeia com o pagamento de R$ 5 milhões. A propina, conforme gravação, foi assentida pelo presidente Michel Temer. A Procuradoria-Geral da República, com base nas revelações da JBS, solicitou novo decreto de prisão preventiva de Cunha. O pedido foi aceito na quarta-feira (17) pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Agora, o peemedebista tem duas preventivas contra si, e as tentativas de revertê-las precisam ser feitas separadamente. E, pior, há o indicativo de que, mesmo da cadeia, ele seguiu recebendo dinheiro, o que pode pesar como novos episódios de corrupção e de obstrução de Justiça. Com isso, a tendência é de que Eduardo Cunha não preencha os pressupostos para obter um habeas corpus.

A cronologia da propina da JBS para Temer

O anexo 9 da delação de Joesley Batista, obtido com exclusividade por O Antagonista, traz um relato detalhado das propinas pagas a Michel Temer:
- Em 2010, a pedido de Temer, Joesley pagou R$ 3 milhões em propina, sendo R$ 1 milhão no caixa 1 e R$ 2 milhões para a empresa Pública Comunicação. Em agosto do mesmo ano, Joesley pagou mais R$ 240 mil à Ilha Produções, a pedido de Temer.
- Em 2012, Temer pediu a Joesley R$ 3 milhões para a campanha de Gabriel Chalita.
- Durante o impeachment de Dilma, Temer pediu a Joesley mais R$ 300 mil para pagar despesas de marketing digital. O dinheiro foi entregue a Elsinho Mouco.
(O Antagonista)

VEJAM A TRAMA ALTAMENTE LUCRATIVA DA DELAÇÃO DA DUPLA BUCANEIRA CAIPIRA, JOESLEY E WESLEY BATISTA, OS AÇOUGUEIROS MAIS VIGARISTAS, CRIAÇÃO DO PETISMO


Os irmãos bucaneiros caipiras Joesley e Wesley Batista já estavam em tratativa com a Procuradoria Geral da República, em Brasília, para a concretização de uma delação premiada. Os açougueiros mais espertos do País tratavam, em primeiríssimo lugar, de garantir a) a sua permanência em liberdade e b) a continuidade no comando de seus negócios. Para conseguir isso, tinham de apresentar um rol muito forte de informações para a Operação Lava Jato, na parte comandada diretamente pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot (ele está com o mandato vencendo, quer renová-lo, mas sabe ser muito improvável a sua recondução pelo presidente da República, que faz a indicação para o cargo a partir da lista tríplice votada pela corporação - esta lista tríplice não é prevista em lei, o presidente não precisaria seguí-la para escolher o procurador geral). Os açougueiros mais espertos do País sabiam também que a continuidade das investigações sobre o grupo que comandam (já tem cinco gigantescos inquéritos, nas operações associada às delações premiadas, causariam uma devastação nas finanças da organização JBS. Os bucaneiros caipiras Joesley e Wesley Batista, os caipiras mais espertos do Brasil, armaram então uma grande operação, para sair do imbroglio todo com o máximo de contenção de prejuízos, e se possível ainda com algum lucrinho no bolso, para ajudar a bancar o doce exílio em Nova York. Passaram a fazer gigantescas operações de câmbio, expedindo ordens de compra de dólar futuro, quando a moeda americana estava cotada a R$ 3,134. Eles compraram mais de um bilhão de dólares. Nessa operação eles gastaram em torno de R$ 3,134 bilhões. Como são bucaneiro caipiras muito espertos, sabiam que, depois da delação, aconteceria o óbvio com a divulgação de seu conteúdo "bombástico": o dólar dispararia. E disparou, o que era óbvio, é claro, chegando a R$ 3,40. Ou seja, em 24 horas, alcançou uma valorização de 8,48%. Os bucaneiros caipiras mais espertos não só do Brasil, mas do mundo, os homens de negócio da mais especial preferência do regime petralha, dos petistas, sabiam também que a Bolsa de Valores levaria um grande tombo, uma gigantesca queda, como efetivamente levou, nesta quinta-feira. A perda de valor patrimonial das empresas cotadas foi superir a 220 bilhões de reais. Só as ações do Banco do Brasil despencaram quase 20% em um único pregão. Os bucaneiros caipiras Joesley e Wesley Batista sabiam que as ações do grupo JBS também tomariam um grande tombo. Então, como são os bucaneiros caipiras e maiores açougueiros do mundo inteiro, eles fizeram uma segunda gigantesca operação. Antes da delação deles vir à tona, revelada antecipadamente não se sabe por quem (mas dde maneira extremamente suspeita, porque os interesses envolvidos eram gigantescos), mandaram vender um grande lote de ações do grupo JBS. Venderam o equivalente a R$ 265.763.200,00. Então, como a multa acertada na delação premiada assinada com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, chancelada pelo Supremo Tribunal Federal, foi de R$ 225 milhões, os bucaneiros caipiras e açougueiros mais espertos do mundo, Joesley e Wesley Batista, pagaram a multa e ainda ganharam um troco generoso de R$ 45,765 milhões para sustentar a vida nababesca deles em Nova York. Para completar, com o lucro fantástico da operação cambial, recompram suas ações por um valor muito menor. Ou seja, aumentam o controle acionário gerando um enorme prejuízo para os acionistas minoritários. É a delação premiada mais lucrativa do mundo. Tudo quanto é mafioso do mundo inteiro vai querer se mudar para o Brasil. Delatam e ainda saem no grupo. Coisas que só capitalismo páraestatal brasileiro sabe produzir. Não há sombra de dúvida que houve uma conspiração no caso para atingir o presidente da República e derrubá-lo do poder (não interessa se ele tem ou não tem alguma culpa em cartório, e eu acho que tem). Todos os interesses se conjugaram anteontem para alcançar esse resultado. Só precisava ser encontrado o jornalista para detonar a conspiração. Só isso? Não! Tanto quanto eles sabiam que o dólar iria disparar, tinham clareza de que as ações do grupo iriam despencar. O que eles fizeram? Em abril, depois das conversações para a delação premiada, os Batistas venderam R$ 329 milhões em ações da JBS. Ontem, as ditas cujas sofreram um tombo de 14,84%. O grupo JBS é investigado em cinco operações distintas, que são as seguintes:
Operação Sépsis
Joesley é investigado na Operação Sépsis, deflagrada em 1º de julho de 2016 como desdobramento da Operação Lava Jato. O objetivo da operação Sépsis foi investigar um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. Na época, a JBS divulgou um comunicado aos acionistas no qual afirma que a companhia e seus executivos não são alvo da operação da polícia. 
Operação Greenfield
Joesley é investigado também na Operação Greenfield, deflagrada em setembro de 2016, para investigar fraudes em fundos de pensão. Em fevereiro de 2017, o Ministério Público deu parecer favorável a um pedido da defesa de Wesley Batista para que sejam revogadas as medidas impostas ao empresário. Wesley alegou que, à época dos fatos investigados, residia nos Estados Unidos e atuava em outros segmentos do grupo empresarial J&F. Em 31 de março, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou, a pedido do Ministério Público Federal, o afastamento de Joesley Batista do comando do conselho de administração da holding J&F e da presidência da empresa Eldorado Brasil Celulose S.A. O despacho impõs outras condições, como a proibição de o empresário se comunicar com 94 investigados nas operações Greenfield, Sepsis e Cui Bono. No entanto o bandido estava operando a pleno, tanto que marcava reuniões com altos próceres da União, aí incluindo o próprio presidente da República. Ou seja, a decisão judicial era de mentirinha, não era cumprida, observada, a decisão judicial e uma farsa, porque não tem a sua execução fiscalizada. É mais uma comprovação de que esse bandido deveria estar preso, porque é um risco muito grande para qualquer investigação e um desastre para a ordem pública. Mas, não, o Supremo Tribunal Federal mandou o bandido vagabundo ir passear em Nova York. 
Operação Cui Bono
O grupo JBS é alvo da Operação Cui Bono? deflagrada em 13 de janeiro de 2017 pela Polícia Federal para investigar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal e que envolvia políticos, funcionários da estatal, empresas e empresários. Segundo as investigações e o Ministério Público Federal, a JBS e o Grupo Bertin, adquirido pela primeira empresa, se beneficiaram do esquema criminoso para obter recursos junto à Caixa Econômica Federal. 
Operação Bullish
Wesley e Joesley são alvos ainda da Operação Bullish, realizada em 12 de maio de 2017 para investigar fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através da BNDESPar, braço de participações do banco, ao frigorífico JBS. 
Operação Carne Fraca
A JBS foi alvo da Operação Carne Fraca, realizada em março de 2017, que investiga irregularidades em 21 frigoríficos brasileiros. Eles são suspeitos de pagar propina a fiscais sanitários do Ministério da Agricultura e a vender carne de má qualidade.