quinta-feira, 6 de julho de 2017

Rodrigo Maia diz que é preciso "votar rapidamente" a denúncia contra Michel Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (6), em Buenos Aires, que considera necessário "votar rapidamente a denúncia contra o presidente Michel Temer, assim que ela sair da Comissão de Justiça". E acrescentou: "O momento do Brasil é muito difícil, cabe ter paciência para que se saia dessa situação o mais rápido possível".

Rodrigo Maia chamou a atenção para a urgência em aprovar as reformas da previdência e trabalhista antes do recesso parlamentar.  O presidente da Câmara viajou à capital argentina para participar de um encontro de parlamentares do Mercosul, organizado pelo Congresso argentino. 

Durante o dia, chegou-se a especular que sua vinda seria uma manobra para que ele não tivesse de assumir de forma temporária o posto de presidente da República interinamente, uma vez que Michel Temer, mudando seu plano inicial, decidiu viajar para a cúpula do G20, em Hamburgo. Ele comentou: ""Isso não tem nada a ver. Eu não teria problemas de assumir a presidência interinamente se fosse necessário. O caso é que há mais de uma semana eu havia comentado com o presidente sobre esse compromisso na Argentina e ele me disse que viesse, pois ele não deveria ir à Alemanha. Houve uma mudança de planos, mas não consideramos que era o caso de eu deixar de vir para esse compromisso". 

Rodrigo Maia diz que uma das principais prioridades da reunião desta sexta-feira (7) no Congresso argentino será discutir a situação da Venezuela, que vem se agravando nas últimas semanas. "Foram muito graves os episódios dos ataques à Assembleia, e temos que cumprir nosso papel de debater o assunto e oferecer solidariedade e buscar soluções", explicou. Acrescentou que, por experiência própria, crê que é necessário encontrar uma situação para o país-vizinho: "Eu nasci no Chile porque havia uma ditadura no Brasil, não podemos querer que uma situação assim volte a ocorrer na América Latina". 

Perguntado sobre a declaração de Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB, que afirmou que uma possível presidência de Rodrigo Maia, caso Temer seja afastado do cargo, poderia dar estabilidade ao governo, o líder da Câmara respondeu: "O senador Tasso é um homem com muita experiência e tem condição de avaliar o que é bom para o Brasil, mas eu acho que eu já estou ajudando o Brasil desde o meu papel na Câmara dos Deputados, onde pretendo ficar até o final de 2018". 

Rodrigo Maia se negou a comentar uma possível substituição do presidente por ele, caso a denúncia avance e Temer não tenha os votos no parlamento para mantê-lo no cargo: "Uma análise minha sobre essa situação agora não seria prudente, eu estou aqui para colaborar com a democracia e creio que venho fazendo isso". Sobre como seria a votação no parlamento, Rodrigo Maia também considerou difícil fazer previsões sobre quantos votos seriam a favor do atual presidente: "Tenho visto que a maioria dos deputados não tem se posicionado, portanto os próximos dias vão ser decisivos".

A comunista esverdeada Marina Silva diz que Temer usa Presidência "como escudo para si próprio"


Apontada em todas as pesquisas de intenção de voto como candidata à Presidência em 2018, a ex-senadora comunista esverdeada Marina Silva (Rede) disparou nesta quinta-feira uma série de 12 mensagens no Twitter para atacar o governo de Michel Temer (PMDB). Marina disse que Temer usa o cargo de presidente da República como um escudo para proteger a si próprio. Ela é como uma hiena, que aparece para se servir da carniça de cadáveres: “É vergonhosa a situação do governo, refém do silêncio de seus aliados na prisão para criar um pretenso ambiente de estabilidade política". E acrescentou: "É grave quando a Presidência é usada como escudo para si próprio e para todos auxiliares implicados em crimes contra o interesse público". 

A ex-senadora comunista esverdeada, que se criou no PCdoB e passou para o PRC (Partido Revolucionário Comunista, junto com Tarso Genro e José Genoíno para fazer o rito de passagem para o PT), diz que a defesa de Temer abusa de adjetivações para desqualificar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. “A sequência repugnante dos fatos não tem nada de ‘chocha, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente’, como supõe a defesa de Temer”, declarou a santinha da floresta.

Ela argumenta que a desconstrução da denúncia fragiliza o trabalho de instituições republicanas. Segundo a comunista esverdeada Marina Silva, a estratégia passa a impressão de que há pessoas “intocáveis pelo cargo que ocupam” e que podem “passar impunes de qualquer prova de envolvimento criminal”.

“Diante do amplo acervo de provas e das outras investigações, a sociedade não aceita a autoproclamada ‘inocência cristalina’ de Temer”, disse. Ela declarou que a crise enfrentada pelo País “não será revertida pelo governo que negligencia a realidade como sendo obra de ficção”. Ela entende de crise, porque participou dos governos da organização criminosa petista, da qual fazia parte, e ajudou a construir esse desastre econômico brutal que atinge o Brasil, com a maior recessão da história. Ela participou de governo corrupto petista e nada disse e nada fez. 

"Diante do amplo acervo de provas e das outras investigações, a sociedade não aceita a autoproclamada “inocência cristalina” de Temer", ainda acrescentou a santinha da floresta. Apesar das críticas, a comunista esverdeada Marina Silva não deixou claro se defende a saída de Temer ou não. Ela é uma especialista em linguagem dúbia. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no final de junho, a ex-senadora aparece em segundo lugar na corrida presidencial. Ela caiu de 24% para 15% das intenções de voto e está empatada tecnicamente com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O ex-presidente Lula (PT) lidera a disputa, com 30%. Entretanto, jamais seria eleito, porque sua rejeição pelo eleitorado brasileiro é superior a 50%. 

Poupança tem maior captação para mes de junho desde 2013

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança, mas o início da crise econômica, em 2015, mudou esse cenário. Agora, pelo segundo mês seguido, os brasileiros depositaram mais do que sacaram na poupança. Em junho, a captação líquida (depósitos menos retiradas) somou 6,1 bilhões de reais, segundo o Banco Central. O valor é quase 20 vezes maior que a captação líquida registrada em maio 292,6 milhões de reais e o melhor para meses de junho desde 2013, quando os depósitos tinham superado as retiradas em 9,4 bilhões de reais. Apesar do desempenho positivo nos dois últimos meses, as retiradas continuam maiores que os depósitos em 2017. Nos seis primeiros meses do ano, a caderneta de poupança registrou saques líquidos de 12,3 bilhões de reais. Mesmo assim, esse foi o melhor primeiro semestre da caderneta desde 2014, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de 9,6 bilhões de reais. Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a 24 bilhões de reais. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, 53,5 bilhões de reais foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em 40,7 bilhões de reais. A poupança voltou a atrair recursos mesmo com a queda de juros. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação, que está em queda. Nos 12 meses terminados em junho, a poupança rendeu 7,98%. 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,52% no mesmo período, no menor nível em 10 anos. Amanhã (7), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de junho.

Fachin libera denúncia contra sete do PP para análise no STF


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, liberou para análise a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra sete políticos do PP. A acusação, no âmbito da Operação Lava Jato, aponta que empresas ligadas à Odebrecht usaram contas internacionais para efetuar pagamentos de propina ao partido. 

O STF está atualmente em recesso e não há data para a análise da denúncia acontecer. O principal beneficiário do esquema era o ex-deputado João Pizzolatti (SC). Além de Pizzolatti, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os deputados federais Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Júnior (BA), Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), Roberto Britto (BA) e o ex-deputado e ex-ministro das Cidades do governo Dilma, Mario Negromonte (BA). 

De acordo com Janot, a Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, efetuou quatro transferências que beneficiaram Pizzolatti entre 2009 e 2010. A construtora efetuou os pagamentos para obter vantagens em contratos de aquisição de nafta celebrados com a Petrobras. 

“Realizadas as transferências bancárias internacionais, (o doleiro) Alberto Yousseff disponibilizava as correspondentes quantias, em reais, no Brasil, ao PP e particularmente a João Pizzolatti Junior. Dessa forma, entre 2009 e 2010, pelo menos US$ 1,530 milhão foram repassados a título de propina”, escreve Janot. 

Os políticos foram acusados pelos crimes de corrupção passiva e ocultação de bens. Se a denúncia for recebida pela Segunda Turma do STF – presidida por Fachin –, eles se tornarão réus no âmbito da Operação Lava Jato.  Também compõem a Segunda Turma os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e o decano da Corte, ministro Celso de Mello. 

A data do julgamento não foi definida.  Em março, a força-tarefa da Lava Jato ajuizou uma ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o PP e dez políticos filiados à sigla. No processo, a procuradoria do Paraná solicita à Justiça que obrigue os alvos a ressarcirem os cofres públicos em pelo menos 2,3 bilhões de reais — 1,38 bilhões de multa civil; 460,6 milhões de reais de indenização referente à propina paga no esquema de corrupção da Petrobras; e um valor “não inferior” a 460,6 milhões por danos morais coletivos.

Brasil bate recorde de produção de energia eólica


O Brasil bateu na segunda-feira seu novo recorde de produção de energia eólica. Foram 6.280 megawatts, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). Para que se tenha uma ideia do que essa potência gerada representou, ela foi responsável por 11% de toda a energia gerada no Brasil segunda-feira — ou o equivalente a 20 milhões de residências. Basicamente, a produção está concentrada no Nordeste. Estes são os números por região:
* Norte: 5 MW
* Sul: 1.128 MW 
* Nordeste: 5.147 MW

O plano para salvar o setor elétrico


Por Geraldo Samor - O Ministério das Minas e Energia publicou ontem uma nota técnica para consertar estruturalmente o setor elétrico e deixar para trás o legado da era Dilma — passivos bilionários, subsídios cruzados e planejamento centralizado — que implodiu empresas e criou instabilidade regulatória e insegurança jurídica espetaculares. Ainda mais relevante: o documento planta as bases para a privatização das subsidiárias da Eletrobras, ajudando a causar um rali nas ações do setor hoje na Bovespa. Por volta de 13:15 hs, Eletrobras ON subia 13% e a ação PN, 10,5%.

Ao final de uma nota técnica de 54 páginas — em que discorre sobre o setor de energia no mundo e no Brasil e explica as mudanças que pretende fazer no setor — o Ministério publicou uma minuta de projeto de lei para que todas as mudanças propostas aconteçam de fato. Essa minuta agora será levada a consulta pública.

O documento propõe soluções para todo o processo de judicialização que envolve os três segmentos do setor elétrico — geração, transmissão e distribuição — mas principalmente para as chamadas 'hidrelétricas estruturantes' — Jirau, Santo Antônio, Teles Pires e Belo Monte (construídas, superfaturadas e eventualmente quebradas nas três administrações do PT).

As concessionárias destas empresas cobram na Justiça valores bilionários causados pela barbeiragem regulatória do governo Dilma, que tentou baixar tarifas por decreto em 2012, desafiando a lei da oferta e da procura. O problema foi aprofundado quando Dilma — apesar de um período de seca e reservatórios em baixa — demorou para tomar medidas de contenção de consumo, obrigando todas as geradoras, no final, a pagar a energia a preços proibitivos gerada pelas termelétricas. As geradoras alegam que o rombo foi causado por má gestão e risco político, e cobram o prejuízo da União.

A proposta do ministério é calcular este rombo e, em vez da União ressarcir os prejudicados com caixa, estender os prazos de concessão das empresas. A medida, além de cessar os processos judiciais e poupar recursos que o Tesouro simplesmente não tem, permitiria que as empresas alongassem o perfil de suas dívidas junto aos bancos, melhorando dramaticamente seu crédito e voltando a ser sadias — o que também facilitaria sua venda.

A nota técnica é o legado mais importante da gestão de Fernando Coelho, que aos 33 anos tem se revelado um dos ministros mais eficazes do governo Temer, apesar de todas as circunstâncias políticas e econômicas que engessam a administração. Coelho retomou o processo de venda de subsidiárias da Eletrobras, privatizou linhas de transmissão, mudou a política de conteúdo local no petróleo — além de manter excelente relação de trabalho com os CEOs da Eletrobras, Wilson Ferreira, e da Petrobras, Pedro Parente. Em um momento em que nada se espera da classe política, Fernando Coelho conquistou o respeito e injetou otimismo num setor que, nos últimos 10 anos, vivia permanentemente frustrado com a atitude adversária de Brasília.

A nota técnica também propõe descentralizar as decisões no setor elétrico, tendo em vista as mudanças de paradigma tecnológico e a presença cada vez maior de fontes renováveis como a eólica e a solar, que incentivam a chamada geração distribuída. No entender do Ministério, a centralização decisória que serviu para estruturar o setor nos últimos 50 anos agora está produzindo engessamento e precisa ser revista.

Mas o prato principal do cardápio de medidas é a possibilidade de privatização das empresas subsidiárias da Eletrobras. Neste quesito, o Ministério também foi criativo: propõe acabar com um encargo na conta de luz chamado CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), um subsídio para fontes renováveis de energia e para tarifas em regiões não interligadas ao grid nacional. 

A idéia é usar parte dos recursos da privatização como ‘funding' para a CDE, o que levaria a uma redução da conta de energia para o consumidor final — subvertendo a idéia de que privatizações levam a aumentos de tarifa.

TRF4 mantém decisão do juiz Sérgio Moro e mantém na cadeia os petistas Palocci e Vaccari


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou liberdade para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso na Lava Jato desde abril de 2015, e o ex-ministro da Fazenda (governo Lula) e da Casa Civil (gestão Dilma), o  "porquinho" Antonio Palocci, preso desde setembro de 2016 na mesma operação. Vaccari já foi condenado pelo juiz Sergio Moro em cinco ações criminais por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somavam 45 anos e seis meses de prisão. Na semana passada, o TRF-4 absolveu o petista em um dos processos e o livrou de uma pena de quinze anos e quatro meses, reduzindo o tempo de cadeia do ex-tesoureiro para 32 anos e dois meses.

O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor de Vaccari, entrou com pedido liminar (decisão urgente e provisória) em habeas corpus no tribunal depois da absolvição do ex-tesoureiro. D’Urso pedia a revogação de um segundo mandado de prisão expedido contra Vaccari – que, para ele, era uma mera extensão do primeiro – e que ainda o mantém no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. No TRF-4, o desembargador João Pedro Gebran Neto negou a liminar sob alegação de ausência de “flagrante ilegalidade”. O processo, agora, será julgado por todos os desembargadores da 8ª Turma da Corte (são três magistrados em cada turma), a mesma que absolveu Vaccari. 

“A defesa insiste que não houve um segundo decreto de prisão preventiva, mas a prisão foi estendida do caso no qual ele foi absolvido. Dessa forma, revogada aquela prisão, esta não pode subsistir, até porque, nenhum fundamento fático foi apresentado pelo juiz quando estendeu a preventiva, a qual hoje, se mostra, absolutamente desnecessária, após mais de dois anos de encarceramento cautelar”, disse D’Urso por meio de nota.

Gebran também negou pedido semelhante feito pela defesa de Palocci. A defesa do ex-ministro alegara ao TRF-4 que a prisão preventiva do ex-ministro, que tenta delação premiada, “foi decretada como antecipação da pena” e que “não há risco à instrução criminal”. Para o magistrado, não há ilegalidade na prisão, que foi decretada “para preservar a ordem pública em um quadro de corrupção sistêmica e de reiteração delitiva”. “Em juízo de cognição sumária, não se extrai da inicial razão suficiente para a intervenção do juízo recursal. Calha ponderar que, muito embora amplamente difundido o que as defesas chamam de excesso e vulgarização das prisões preventivas no âmbito da Operação Lava Jato, tal afirmação carece de sustentação”, afirmou. 

Palocci foi condenado por Moro a doze anos, dois meses e vinte dias de prisão. O magistrado atribuiu ao ex-ministro os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ação apontou pagamentos de US$ 10 milhões em propinas, referentes a contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht – com a Petrobras, por intermédio da Sete Brasil. O dinheiro teria sido pago ao marqueteiro do PT João Santana.  Essa foi a primeira condenação do petista no escândalo Petrobras. Palocci responde ainda a outra ação penal, por propinas da Odebrecht, ao lado do ex-presidente Lula.

Cade faz acordo e autoriza empreiteira propineira OAS a retomar frente em obra monumental no Rio de Janeiro


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou, nesta quarta-feira (5), acordo de leniência da OAS para investigar as obras do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro  A colaboração da empreiteira resultou em inquérito que irá se debruçar sobre pelo menos 31 empresas. Elas teriam formado cartel para as obras de construção e manutenção da rodovia. Entre as empreiteiras sob investigação do Ministério Público Federal estão a Delta, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. 

Segundo o material entregue pela OAS, as violações consistiram em acordo para fixação de preços, vantagens indevidas, acordos de divisão de mercado entre concorrentes, subcontratação e compartilhamento de informações com a finalidade de frustrar a competição nas licitações. Como punição, as empresas podem sofrer multas de até 20% do seu faturamento e pessoas físicas envolvidas no esquema terão de pagar multas de até R$ 2 bilhões. O projeto do Arco Metropolitano tem cerca de 140 quilômetros de extensão. O trecho já implantado, de 70 quilômetros, custou R$ 2,1 bilhões.

Funaro é transferido para carceragem da PF em meio a negociação de delação

O doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria, foi transferido na tarde desta quarta-feira (5) do Complexo Penitenciário da Papuda para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília. A transferência foi permitida pelo juiz da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, Vallisney de Oliveira, o responsável pela operação Sépsis, que investiga um esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimentos administrado pela Caixa Econômica Federal.

A transferência foi solicitada pelo Ministério Público Federal. Funaro foi preso em junho de 2016 em Brasília por determinação de Vallisney e é apontado como operador de Eduardo Cunha no esquema de corrupção envolvendo a Caixa Econômica Federal. O ex-deputado está preso em Curitiba. O operador já havia tido outras conversas com os investigadores sobre a possibilidade de fazer uma delação premiada, mas mostrava resistência. Segundo advogados que chegaram a atendê-lo anteriormente, Funaro dizia que não podia colaborar porque devia fidelidade a Joesley Batista, dono da J&F. Em maio o empresário firmou acordo com a Justiça e contou que fazia pagamentos a Eduardo Cunha e Lucio Bolonha Funaro para mantê-los em silêncio. Depois do episódio, Funaro retomou a negociação.

Itamaraty convocou embaixadora da Noruega e apresentou queixa formal por tratamento dado a Temer


Após a visita a Oslo, no fim de junho, quando a comitiva do presidente Michel Temer foi humilhada pelos anfitriões, o Ministério das Relações Exteriores finalmente tomou uma atitude: convocou a embaixadora da Noruega em Brasília, Aud Marit Wiig, para uma queixa formal pelo tratamento mal-educado a Temer pelos noruegueses. Em diplomacia, convocar embaixador é um dos sinais mais graves de desagrado. Mas o governo neutralizou a bronca mantendo a convocação sob sigilo. A embaixadora Aud Marit Wiig se recusou a falar: “Não há comentários a fazer sore o assunto”, informou por sua assessoria. Além de registrar repúdio do governo, a convocação da embaixadora sinaliza a deterioração das relações entre os dois países. Na visita de Temer, o governo norueguês acusou o “aumento” do desmatamento. Fato que, admitiu depois, não havia confirmado. A mineradora Hydro polui rios e devasta a Amazônia. É do governo da Noruega, este mesmo que autoriza a inexplicável e inaceitável matança de baleias (999, só este ano). Por que matar baleias? Qual o sentido em matar baleias para fazer sopinhas exóticas para milionários depravador do Primeiro Mundo? Europeus, quando querem ser grossos, sabem sê-lo sem qualquer medida. São estúpidos para valer

Primeiro satélite brasileiro inicia operações e fica sob responsabilidade da FAB

O Comae (Comando de Operações Aeroespaciais), em Brasília (DF), deu início nesta quarta-feira (5) às operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. A partir de agora, a operação e o monitoramento do satélite estão sob responsabilidade da FAB (Força Aérea Brasileira), que vai trabalhar em conjunto com o Exército e a Marinha. O início das operações foram classificados pela FAB como “um dia histórico para o campo da Defesa do País”. O equipamento, colocado em órbita em maio de 2017 ao custo de R$ 2,8 bilhões, permitirá a segurança das comunicações do governo e das Forças Armadas e, a curto prazo, a ampliação da oferta do serviço de banda larga aos mais distantes rincões do País. A ação, segundo a FAB, marcou o primeiro enlace da Operação Ostium –feito nas regiões Norte e Centro-Oeste e que irá reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.

O evento de inauguração das transmissões do satélite por videoconferência foi feito em Vilhena (RO) e no centro de comando do SGDC, em Brasília, pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, pelo comandante do Comae, brigadeiro Gerson Nogueira Machado de Oliveira, e outras autoridades. Lançado no dia 4 de maio, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o satélite passou por uma fase de ajustes e testes orbitais sob a coordenação de militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e de engenheiros da fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.

“Os testes foram muito bem realizados e avaliados. Concluído o período de testes, com o satélite em plenas condições de uso, no dia 30 de junho, o SGDC recebeu a carga útil da Banda X, que vai garantir mais segurança nas comunicações militares e ampliar a capacidade operacional da Forças Armadas”, disse o vice-chefe do Centro de Operações Espaciais, coronel Sidney César Coelgo Alves.

O chefe do Estado-Maior Conjunto, brigadeiro Ricardo Cesar Mangrich, disse que a FAB assumir o controle do satélite é um orgulho para a Força Aérea. “Agora, efetivamente estamos operando no espaço. Então, com o satélite sob nosso controle, tanto a operação da carga útil como a operação do próprio satélite. Realmente demos um passo adiante. Saímos da era do ar e fomos para a era do espaço a partir da operação do SGDC”.

Por videoconferência, Jungmann disse que este é um momento histórico para o País e ressaltou a importância do satélite para a defesa e a soberania do Brasil. “Nós estamos operando um satélite que é o primeiro sob total controle do Brasil, devidamente criptografado sob nosso controle. Não é apenas um projeto militar, de soberania e defesa nacional, mas, evidentemente, significa um grande passo para a nossa autonomia, nossa independência em termos de meios estrangeiros para procedermos as nossas comunicações”, disse o ministro.