domingo, 23 de julho de 2017

Bolsonaro diz que será difícil ficar no País se PT ou PSDB vencerem eleições no próximo ano


"Não faço isso por obsessão. Entendo que o que acontece comigo é uma missão de Deus e ponto final.” É assim que o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), de 62 anos, justifica o interesse em ser pré-candidato à Presidência da República. O militar da reserva ganhou popularidade em um cenário de insatisfação popular com a política e alcançou a segunda colocação na pesquisa Datafolha de junho, com 16% das intenções de voto – o ex-presidente e poderoso chefão da organização criminosa petista Lula lidera com 30%.

Bolsonaro rompeu com a direção do PSC e deixará o partido até março do ano que vem, quando abrirá a próxima “janela partidária” – um projeto de reforma política pretende antecipar o prazo. Em busca de uma sigla para abrigar sua candidatura às eleições de 2018, Bolsonaro já conversou com o Muda Brasil, projeto capitaneado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado no Mensalão do PT, e com o PHS. Hoje ele negocia com o PSDC, de José Maria Eymael, citado nas delações da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

Defensor do regime militar, Bolsonaro é chamado de aventureiro político por seus opositores. “Esses caras querem me desqualificar. Já cansaram de me chamar de fascista, racista, homofóbico e xenófobo", diz ele. O deputado, que atribui a crise econômica à violência urbana, se vê como um “ponto de inflexão” na política. Caso perca a eleição para um candidato do PT, PSDB ou PMDB – “todo mundo é de esquerda” –, diz que cogitará deixar o Brasil: “A questão ideológica é tão ou mais grave que a corrupção".

Por que o senhor quer disputar a Presidência?
Há alguns anos vinha observando o destino do Brasil, o que temos e o que não somos. Vinha observando o perfil dos candidatos, como eram feitas as negociações e como o povo é esquecido nesse trabalho político que rola em Brasília. Tem muita coisa errada. Nós temos tudo para ser uma grande nação. Faltam homens que tenham o comprometimento com o País, e não com grupos políticos. A partir desse principio, comecei a me preparar para ter chances de disputar alguma convenção partidária.

Quais devem ser as prioridades da campanha?
Hoje em dia não dá para falar em quase nada se você não diminuir a temperatura da questão da violência. O pessoal fala muito em economia, mas o que é a economia perto da violência? O país não tem economia. Eu raramente vou sair à noite para comer uma pizza com a minha família na Barra da Tijuca. Muitas pessoas compram relógio e tênis nas feiras do Paraguai porque serão assaltadas se adquirirem algo razoável. Você não tem economia se não começar no básico, no bê-á-bá. A prioridade de qualquer candidato – e pode ser até a prioridade do Temer agora – é baixar a temperatura da questão da violência.

Não é simplista tratar a crise econômica dessa forma?
Eu estou te dando o bê-á-bá, o que será o alicerce do meu programa. Acho muito simplista, sim, falar que inflação se resolve só com taxa Selic. A dívida chegou a esse monumento por causa dessa política simplista. Aí eu te pergunto: quantos especialistas em economia existem no país? Olha o Henrique Meirelles. O Meirelles participou do Banco Central do Lula, e estamos nesse caos. Eu que sou o simplista aqui? Olhe onde a elite econômica jogou essa grande nação. Você quer que eu fale outras coisas sobre economia? Quero a desburocratização, quero fazer o possível para diminuir a carga tributária, mas sem falar em um grande acordo. Já assisti mais de uma discussão demoradíssima sobre reforma tributária, em que todo mundo concorda desde que não perca nada. Se for para entrar em campanha para fazer a mesma coisa que esses caras sempre fizeram na economia, eu estou fora. Hoje em dia não dá para falar quase em nada se você não diminuir a temperatura da questão da violência. O pessoal fala muito em economia, mas o que é a economia perto da violência? O país não tem economia. Eu raramente vou sair à noite para comer uma pizza com a minha família na Barra da Tijuca.

Seus adversários o acusam de aventureiro.
O que eles têm para falar a meu respeito? Eu não sou igual à maioria deles, corruptos ou patrocinados por grupos de políticos que estão envolvidos em corrupção. O que é ser aventureiro? Qualquer um tem o direito de ser candidato, basta ter mais de 35 anos de idade. Esses caras querem me desqualificar. Já cansaram de me chamar de fascista, racista, homofóbico e xenófobo. Cansaram. Agora vão me chamar de aventureiro? O que foi a Dilma? A Dilma foi um poste do Lula. Qual era a bagagem cultural do próprio Lula quando ele se candidatou à Presidência? O pessoal tem que respeitar a vontade popular. Eu sou aquele sobre quem eles menos têm coisas para falar, nem partido eu tenho.

O senhor conversou com o Muda Brasil, do ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado no Mensalão, e com o PSDC, do José Maria Eymael, citado nas delações da Odebrecht. Não é contraditório para alguém que faz campanha contra a corrupção?
Eu converso com todo mundo. O cara vem falar comigo no plenário, você acha que vou fugir? Não vou mentir para ninguém. Só iria para o Muda Brasil se ele fosse 100% meu, sem nenhuma participação do Valdemar. É difícil achar um partido 100% puro na Câmara, tem que achar o mais adequado. O Zé Maria Eymael tem uma citação de passagem no escândalo da Odebrecht. Você não tem como ir para um partido de santo, lamentavelmente. Mas também não quero encontrar um partido com o capeta. Busco aquele que tenha menos gente envolvida. O Zé Maria Eymael não tem mandato, pelo que sei foi só uma pessoa que citou o nome dele. Vou te adiantar uma coisa muito importante. As empreiteiras colocaram 300, 400, 500 reais na conta de muitos candidatos. Eles nem sabiam, nem se deram conta de onde vinha o dinheiro. Hoje em dia precisam se explicar por que usaram 500 reais da Friboi, da OAS ou da Odebrecht. As empreiteiras põem na conta do partido, e os partidos dividem. Muitos líderes de partidos agiram na má-fé e distribuíram quantias irrisórias para candidatos, pensando que, se eles fossem eleitos, teriam que defender o partido porque estavam envolvidos nessa propina legal. O que eles têm para falar a meu respeito? Eu não sou igual à maioria deles, corruptos ou patrocinados por grupos de políticos que estão envolvidos em corrupção. Esses caras querem me desqualificar. Já cansaram de me chamar de fascista, racista, homofóbico e xenófobo. Cansaram. Agora vão me chamar de aventureiro? O que foi a Dilma?

O senhor acha que tem chance de vencer disputando por um partido nanico e com pouco tempo de TV?
As mídias sociais terão um papel muito forte nessas eleições. E se eu fizer uma campanha com meu dinheiro, sei que não vai ter margem empresarial. Se buscar outras formas de angariar dinheiro para campanha, daqui a pouco eu vou estar enrolado. Você se enrola se mexer com dinheiro e política. Não estou fazendo isso por obsessão, eu entendo que o que acontece comigo é uma missão de Deus e ponto final. Acredito que temos como atingir o sucesso nas nossas mídias sociais. Se for a vontade de Deus, se for a missão dele, estarei pronto para cumpri-la.

Como fica o cenário eleitoral caso o ex-presidente Lula seja impedido de concorrer à Presidência?
Não estou preocupado com isso. Eu tomei uma decisão, não sou mais candidato a deputado federal. Não posso ficar preocupado se alguém vai se dar mal ou será atingido por algo imprevisto. Quero me apresentar como uma alternativa. Por exemplo: a China já tomou conta de Angola e está tomando conta do Brasil. É isso que queremos? Uma coisa que gostaria muito de dizer é que o Brasil não tem inteligência estratégica. A China acabou de suspender a lei do filho único, mesmo tendo mais de 1 bilhão de habitantes. O governo Dilma e, agora, o governo Temer abriram para o mundo a compra de terras agricultáveis no Brasil. Imagine a China vindo com todo o seu povo para cá. Sem termos Consolidação das Leis do Trabalho, eles vão matar o nosso agronegócio. A nossa segurança alimentar estará nas mãos dos chineses.

Mas o fato de não haver uma candidatura do Lula não muda em nada sua estratégia?
Muda pequenas coisas aqui ou acolá. Vejo que a campanha de alguns candidatos é bater no Lula, mas resolveram bater no Lula depois que ele caiu em desgraça. Eu duvido que eles não soubessem o que estava sendo feito em Brasília antes. Agora posam de bater no Lula porque ele caiu em desgraça. Eu bato no Lula, nessa esquerda que nem era PT, desde 1970, nas matas do Vale do Ribeira, quando tinha 15 anos e participei com o Exército da caça ao Lamarca. Bato nesse pessoal há muito tempo, sei quais são os seus propósitos. Eles querem nos transformar em uma grande pátria bolivariana.

Essa polarização não prejudica o debate sobre o país? 
A pauta da direita passou a ser palatável neste ano. Até o ano passado, era só palavrão. Eu sempre falei que era de direita. E o que era direita? Era fazer o contrário do que o PT vinha fazendo. Agora, como isso passou a ser bonito, muitas pessoas de partidos e de setores da imprensa botaram o PSC na direita e me colocaram na extrema direita. Chegaram a esse absurdo. Creio que a questão ideológica é importante. Como vejo que a família é a célula da sociedade, e tenho para mim a defesa da família e da criança na sala de aula, isso pesa a meu favor. Até pouco tempo era palavrão, agora passou a ser bem-visto. Mas tem muita gente que está posando de direita e não passa de um esquerdinha fantasiado.

O senhor elogia o regime militar e já defendeu o fechamento do Congresso. Como se relacionaria com o Legislativo?
Não será um presidente da República que dará um cavalo de pau em tudo e mudará a direção do Brasil, mas temos que começar a mudar. Em qualquer país sério do mundo, um dos ministérios mais importantes é o da Defesa. Aqui assumiram aventureiros e politiqueiros. O que os últimos ministros somaram para que as Forças Armadas pudessem colaborar politicamente? Nada. Outro ministério importantíssimo é o da Educação e da Cultura. Temos que acabar com a ideologia nos ministérios. Hoje o Ministério da Educação está com o DEM, que segue a mesma política no tocante à ideologia de gênero. Você tem que colocar gente de extrema confiança em alguns ministérios, pessoas que não só entendam do assunto, mas que tenham jogo de cintura para levar pautas adiante no Parlamento. A maioria das coisas não é feita por decretos. Qual será o troco do Parlamento se não buscarmos apoio com ministros políticos?

É possível que simpatizantes de políticos de matizes ideológicos diferentes façam voto útil para derrotá-lo? 
Vou fazer de conta que você é meu colega de faculdade e te responder desta forma: malandro, qual é a tua? Todos os políticos são iguais, todo mundo é de esquerda. Os matizes são de quem rouba mais ou menos. Em questão de ideologia, eles são todos iguais. Eu sou diferente deles. Peço desculpas, mas vamos fazer de conta que você é meu colega de faculdade e eu tenho a liberdade de falar palavrão, de dar um cascudo, porque não existem matizes ideológicos diferentes. São todos iguais. E já ouvi muitos deputados do PSDB e do PMDB falando que estarão comigo em 2018. O partido terá sua posição, mas os políticos não seguirão.

Se o senhor for derrotado, o que fará depois das eleições?
No meu entender, se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção. Você não está falando com o salvador da pátria, mas com uma pessoa diferente e que vai tratar a política pensando no Brasil. A chance é essa. Se tivermos em 2019 um governo que seja do PT, do PSDB ou do PMDB, acho que vai ser difícil até mesmo eu permanecer no Brasil, porque a questão ideológica é tão ou mais grave do que a corrupção

E para onde o senhor iria?
Não tenho cidadania ainda, mas a minha origem é italiana. Não pensei com mais seriedade, mas, se você fizer uma pesquisa, verá que o número de pessoas que estão pedindo dupla cidadania européia tem aumentado muito.

Pela 1ª vez, China compra um quarto de todas as exportações brasileiras


A China nunca teve tanta importância para o comércio exterior brasileiro. Nos primeiros seis meses deste ano, 25% de tudo o que o Brasil exportou teve como destino o país asiático. Esse percentual é recorde e é mais uma marca da ascensão da segunda maior economia mundial no Brasil. No primeiro semestre de 2007, a fatia chinesa nas exportações brasileiras era de 6,7% — os EUA eram líderes, com 16,4%. Alimentada pela demanda por soja, minério de ferro e petróleo, a compra chinesa de itens do Brasil somou US$ 26,9 bilhões de janeiro a junho, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado. Na média, as vendas brasileiras para o resto do mundo cresceram 19%.

Sozinhos, os asiáticos compraram mais do Brasil do que os três demais principais compradores do Brasil: EUA, Argentina e Holanda, pela ordem. Fazia mais de dez anos que nenhum país era tão dominante na compra de produtos brasileiros. No início do século, os EUA chegaram a responder por mais de um quarto das exportações. Mas, enquanto os americanos eram grandes clientes de produtos manufaturados (que tem preços mais estáveis), o que os chineses querem mesmo é matéria-prima e alimentos, cujas cotações costuma flutuar mais.

Ter um cliente tão poderoso tem seus benefícios, já que há um mercado quase cativo para os produtos, porém, os riscos são mais expressivos. Uma desaceleração forçada da China teria forte impacto para as exportações, um dos raros pontos de destaque da economia brasileira neste começo de ano. Seria muito difícil encontrar um mercado que conseguisse dar conta de tamanha demanda: 45% da soja comprada pelos chineses vem do Brasil, além de 21% do minério de ferro —considerando dados de janeiro a maio. Além disso, uma crise em um "player" tão importante geraria, sem dúvida, uma queda abrupta nos preços. Ou seja, o produtor brasileiro não só venderia menos como por um preço menor. Uma freada mais forte da economia chinesa foi apontada recentemente pelo FMI como um dos principais riscos externos para o Brasil, só atrás de um aperto nas condições financeiras globais. (FSP)

Ministros do TSE criticam voto impresso, que deve custar R$ 2,5 bilhões



A impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o País deverá custar 2,5 bilhões de reais aos cofres públicos nos próximos dez anos, segundo projeção do Tribunal Superior Eleitoral. Além de criticar os elevados gastos com a troca das atuais urnas eletrônicas por modelos com impressoras, ministros do TSE acreditam que a reprodução do voto em papel vai provocar uma série de transtornos a partir do ano que vem, como aumento nas filas e no número de equipamentos com defeitos.

“Isso vai inspirar custos adicionais gigantescos. O País, destroçado economicamente, agora fica desperdiçando dinheiro com isso? É voltar para a fase das cavernas do ponto de vista eleitoral”, afirmou o ministro Tarcísio Vieira. Em maio, corregedores da Justiça Eleitoral divulgaram carta aberta criticando a medida. Assinado pelo corregedor-geral, o ministro Herman Benjamin, o texto observa que o Brasil “não tem condições neste momento de pagar esse preço quando as prioridades deveriam ser outras”.

A expectativa inicial é de que a implementação fosse em todas as sessões a partir de 2018. No entanto, o Tribunal trabalha com a nova previsão de ter apenas 35 mil urnas do novo modelo – em um total de 600 mil – sendo utilizadas na próxima eleição. O novo equipamento custa 800 dólares (2,5 mil reais), contra 600 dólares (1,8 mil reais) da versão anterior.

“É claro que a implementação seria feita paulatinamente, mas tem uma repercussão enorme, quando faltam recursos para o próprio financiamento de campanha”, afirmou o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. O magistrado tem tido conversas frequentes com o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar adiar ou até mesmo barrar definitivamente a nova modalidade.

Originado por uma proposta do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o voto impresso foi aprovado com a chamada “minirreforma eleitoral” de 2015. A emenda chegou a ser vetada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas o Congresso reverteu a decisão da petista em novembro do mesmo ano. Para Bolsonaro, a medida é benéfica porque estimulará a participação de eleitores incrédulos com o sistema eletrônico.

O registro do voto em papel será feito por impressoras acopladas às urnas. Após digitar os números do candidato, o eleitor poderá conferir em um visor de acrílico o voto impresso, que cairá em uma urna lacrada. Não será possível tocar ou levar para casa o papel, que será eventualmente conferido depois em caso de pedido de recontagem.

Como o modelo da nova urna é feito por módulos, as impressoras serão acopladas aos equipamentos, podendo ser substituídas se houver necessidade – ou até mesmo nem serem utilizadas, caso o Congresso Nacional decida revogar a implantação do voto impresso. Para 2018, o TSE cogita iniciar a implantação em seções eleitorais com menos eleitores.

Em 2002, o voto impresso foi implantado em 150 municípios brasileiros – ao todo, cerca de 7,1 milhões de eleitores tiveram seu voto impresso, de acordo com a corte eleitoral. No Distrito Federal e em Sergipe, todas as seções contaram com a reprodução em papel.

Um relatório do Tribunal concluiu que a experiência “demonstrou vários inconvenientes”, “nada agregou em termos de segurança ou transparência” e criou mais problemas. O TSE apontou que nas seções com voto impresso foram observados filas maiores e um maior porcentual de urnas com defeito.

Apesar das questões operacionais, o voto impresso dificulta a possibilidade de fraudes tecnológicas, avalia o professor Diego Aranha, pesquisador do Laboratório de Segurança e Criptografia Aplicada (LASCA), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

“Implementar o voto impresso é tornar a tecnologia eleitoral tão transparente quanto a utilizada em outros países. Vejo como avanço na questão da transparência por permitir que o eleitor confira na urna se há um registro em papel compatível com a intenção de voto dele”, avalia o pesquisador.

PCC firma parceria com a organização terrorista libanesa Hezbollah e aumenta muito o seu poder financeiro

Que o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC, ampliou os negócios para além das prisões paulistas já se tem notícia há pelo menos 10 anos. Que a facção criminosa cooptou integrantes das forças militares do Paraguai, isso não é novidade. O que não se sabia até agora era que os bandidos brasileiros trabalham numa espécie de parceria comercial com o Hezbollah, a organização terrorista islâmica paramilitar libanesa, com sede em Beirute, a mais de 10.000 km do Brasil. A partir de relatórios inéditos e entrevistas com integrantes de forças de segurança nacionais e estrangeiras, a relação entre os dois grupos é estabelecida para além de simples suposições, expondo o tráfico de drogas e armas, o contrabando — de produtos eletrônicos, cigarros, roupas e combustível — e a sonegação de impostos. Tudo negociado e movimentado a partir das fronteiras.

De acordo com um relatório apresentado pela Fundação de Defesa da Democracia (FDD) — ong americana que atua no combate a grupos terroristas —, o PCC, maior facção do crime organizado brasileiro, se aliou ao Hezbollah para elevar o poder financeiro. De acordo com o documento, o PCC está comprando drogas em países sul-americanos, como Paraguai e Colômbia, e repassando ao grupo que atua no Líbano. Segundo a FDD, as drogas são adquiridas por um baixo preço nas nações que fazem fronteira com o Brasil e vendidas por valor mais elevado ao Hezbollah. Além disso, a atuação central do PCC seria no contrabando de cigarros.

Os criminosos se aproveitam da imensa faixa de fronteira do Brasil com 10 países da América do Sul para entrar com produtos ilegais. São mais de 15 mil quilômetros em que graves problemas de vigilância permitem o comércio milionário do crime organizado. O cientista político Guaracy Mingardi, que atuou na Secretaria Nacional de Segurança Pública, investiga o PCC há mais de 20 anos. Ele conta que hoje a facção brasileira ganhou ramificações internacionais. “O PCC já é um grupo criminoso internacional. Ele tem escritório no Paraguai para o transporte de drogas e armas, e na Bolívia, onde os entorpecentes são comprados. Tem algumas ligações no Peru, na Colômbia. Muitas vezes, eles podem fazer esse transporte de mercadoria para a Europa e para o Oriente Médio. Já sabemos que ocorre há algum tempo”, destaca.

Na Bolívia, um quilo de cocaína custa cerca de R$ 10 mil. Já no Brasil, a mesma quantidade chega a valer mais de R$ 20 mil, sendo que muitas vezes é misturada com outros produtos para render mais e pode resultar num lucro de R$ 180 mil. Os representantes do Hezbollah compram a droga pelo preço vendido em território brasileiro, o que propicia um ambiente financeiramente favorável para a expansão do PCC. Por meio de pontos vulneráveis, o entorpecente entra no Brasil via terra, ar e rios.

O ponto mais crítico é na região de Mato Grosso do Sul que faz fronteira com o Paraguai. O país vizinho é usado como rota de escoamento da droga e de produtos ilegais, que vão parar nas grandes cidades brasileiras. Uma vez aqui dentro, a droga é enviada para o comércio nas cracolândias, em bocas de fumo de todos os Estados, em presídios e nas periferias. No entanto, parte dos entorpecentes trazidos pelo PCC já tem destino certo: segue para o Oriente Médio, comprada pelo Hezbollah. Essas atividades rendem à facção brasileira um orçamento anual de R$ 20 milhões. O dinheiro financia a compra de armas e o recrutamento de criminosos que atuam dentro e fora das prisões para manter o poder paralelo da organização.

No ano passado, o narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, foi assassinado a tiros de metralhadora .50, equipamento usado em guerras. Conhecido como o “Rei do Tráfico”, ele tinha imposto um pedágio para o transporte da droga entre os dois países. De acordo com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, entre 30 e 40 veículos do PCC foram usados no ataque que matou Raffat. Na hora do crime, ele estava acompanhado por 30 seguranças e usava uma caminhonete blindada.

Os prejuízos com o contrabando não se limitam ao financiamento das organizações no Brasil e no Exterior. Esse tipo de atividade ilegal causa dano bilionário. O Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) aponta que somente o contrabando de cigarros provoca um impacto negativo de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. Em 2016, o levantamento da instituição mostrou que a pirataria e a sonegação de impostos, resultantes da entrada de produtos ilegais em território nacional, geraram um prejuízo de R$ 130 bilhões nos setores público e privado.


A relação simbiótica entre facções brasileiras e de países da América Latina é antiga, mas, como se vê, está se ampliando para grupos de países árabes. O general Theophilo Gaspar de Oliveira — militar experiente em assuntos relacionados ao combate ao tráfico de armas — citou casos de envolvimento de traficantes brasileiros, como Fernandinho Beira-Mar, que circulou pelo Paraguai antes de ser preso, em 2001, na Colômbia. “As facções ampliaram o poder para além das fronteiras”, diz o general, chefe do Comando Logístico do Exército, em Brasília. Uma das recomendações do militar é controlar com mais eficiência os armamentos produzidos no Brasil, estabelecendo sanções e restrições para países que revendem os produtos nacionais.

No ano passado, por exemplo, o Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou a fabricante brasileira de armamento Taurus por exportar ilegalmente um lote com oito mil armas para o iemenita Fares Mohammed Mana’a, que, de acordo com as Nações Unidas, é um dos maiores traficantes de armas do mundo. Na denúncia, os procuradores afirmam que as peças foram vendidas por R$ 2 milhões por dois executivos da companhia. As pistolas e revólveres comercializados sem autorização dos órgãos reguladores foram parar no Iêmen, sendo usados na guerra civil que assola o país.

A Taurus é a maior exportadora de armamento da América Latina. De acordo com o Ministério Público, estava preparada para enviar um segundo lote, de 11 mil armas. Em nota, a Procuradoria da República do Rio Grande do Sul informa que o processo continua em andamento na Justiça. No entanto, por conta do envolvimento com organizações internacionais, o caso está sob segredo de Justiça. 

Já a Taurus alega que todas as armas vendidas pela empresa são documentadas e seguem os protocolos exigidos pela legislação brasileira que regulam a comercialização. Em relação ao episódio do Iêmen, a empresa afirma que a conduta apurada pela Justiça se refere à ação isolada de dois ex-funcionários. Os lotes investigados teriam sido vendidos ao governo do Djibouti, nação do nordeste da África, e a Taurus afirma que “não teve na época motivos para desconfiar dos compradores”.

O general Theophilo destaca que o Brasil deveria seguir o modelo europeu e aplicar regras mais rígidas no controle do comércio dos artefatos. “Os países europeus estabelecem restrições quando uma arma deles é contrabandeada ou vendida. Por que não temos as mesmas regras para as nossas?”, questiona. Um dos casos mais rumorosos ocorreu ao longo de um processo de compra de metralhadoras HK, da Alemanha, para forças de segurança do Brasil durante os Jogos Olímpicos de 2016. Supostamente, algumas armas desse lote específico teriam ido parar nas mãos de integrantes do Cartel de Sinaloa, no México. Como o contrato envolvia um “suporte logístico” para reposição de peças, o Brasil ficou impossibilitado de importar produtos para as próprias armas, por imposição do país fabricante.

Atualmente, está prevista a atualização do regulamento para fiscalização de produtos controlados, o R-105, como é conhecido entre os militares. No texto, há um artigo que estabelece restrições de comércio para países que revendam armas brasileiras ou não consigam controlar o tráfico dos produtos. A minuta do novo regulamento circula, num bate e volta infindável, entre os gabinetes dos ministérios da Defesa e da Casa Civil há mais de um ano, sem data ainda para se transformar em regra. (LC e RS) (Correio Braziliense)

Procurador do TCU diz que Brasil tem "tendência de esculhambação"



Contrário a alterações no contrato de concessão das rodovias federais, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que deu parecer contrário às pedaladas fiscais do governo Dilma, entrou em rota de colisão com o governo federal e as empresas do setor. Taxado como “algoz”, o representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) defende o cumprimento dos acordos já assinados e rebate as críticas. Ele afirmou que sua função é evitar irregularidades: “A tendência é a esculhambação no Brasil”. Para o procurador, as empresas concessionárias “estão o tempo todo pleiteando alterações para melhorar sua rentabilidade, diminuir ônus e adiar investimentos”, o que segundo ele “passa à sociedade a mensagem de que o Brasil não é um país sério”. Júlio Marcelo rebate a tese de que os contratos são malfeitos, que segundo ele apenas é a busca “por uma flexibilidade que não existe em lugar algum no mundo”.

O procurador, que atua representando o Ministério Público Especial na análise das contas feitas pelo TCU, ressalta que “não é obrigação do poder público garantir a lucratividade da empresa”. “Não queremos que nenhuma empresa vá à falência, mas é claro que ela tem de correr risco”, conclui. Oliveira se disse “aberto” a analisar a situação de contratos malfeitos que exijam novas obras, mesmo que caras, no entanto observou que o novo modelo das concessões, que funciona por demanda, é deficitário. Ele alega que a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) não mede a atividade das estradas, baseando-se unicamente nos dados informados pelas próprias concessionárias, ao justificarem pedidos de revisões e aditivos aos contratos firmados com o poder público. Júlio Marcelo de Oliveira foi uma das principais testemunhas de acusação contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment. Na posição de procurador de contas, ele atestou a existência das “pedaladas fiscais”.

Procuradora diz que é preciso ter coragem para processar poderosos; nada disso, precisa apenas ter noção de dever



Na avaliação da procuradora federal Thaméa Danelon, para processar poderosos são necessários conhecimento jurídico, técnico e uma boa dose de destemor. A procuradora faz parte da recém-criada força-tarefa da Operação Lava Jato, em São Paulo. Doze inquéritos já foram instaurados com base na delação da Odebrecht. Não é nada disso, processar poderosos demanda apenas noção de dever a ser cumprido, e nada mais do que isso. “Tem que ter coragem. Os poderosos nos processam na Corregedoria, entram com ação contra a gente. Tem que fazer nosso trabalho, mas com uma boa dose de coragem”, considera Thaméa. Ela faz uma previsão sobre o alcance da grande investigação: “Não dá para colocar um limite. Ela vai chegar onde tiver que chegar".

O Supremo Tribunal Federal enviou à Procuradoria da República em São Paulo 14 petições desmembradas da delação da Odebrecht. Duas se referem ao chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. Na lista estão ainda supostos “pagamentos de vantagem indevida não contabilizada” em campanhas eleitorais de José Anibal (2010), Alexandre Padilha (2014), Edson Aparecido (2010) – ex-chefe da Casa Civil do Governo Alckmin – e o ex-prefeito de São Paulo, o comuno-petista Fernando Haddad (2012). Todos negam enfaticamente terem recebido valores de origem ilícita em suas campanhas ou gestões.

A criação da força-tarefa vai permitir uma melhor organização das investigações ligadas à Lava Jato. Em vez de serem livremente distribuídas dentro do Ministério Público Federal, as apurações têm destino certo: o grupo formado pelos procuradores Thiago Lacerda Nobre, José Roberto Pimenta Oliveira, Anamara Osório Silva e Thaméa Danelon.

“Já sabemos que o que vier da Lava Jato, vai acabar vindo, vai vir para um dos quatro”, afirma Thaméa Danelon: “Trabalhando em equipe, se eu saio de férias, os colegas já estão familiarizados. Fica mais fácil de organizar o trabalho". Segundo a procuradora, a força-tarefa vai facilitar também o contato com autoridades estrangeiras e pedidos de cooperação internacional. “Eles já sabem quem procurar. Vai facilitar a condução das investigações”, diz.

Moro proíbe venezuelano investigado na Lava Jato de deixar o País


O juiz federal Sérgio Moro proibiu o venezuelano Rodrigo Andrez Cuesta Hernandes, prestador de serviços da Mossack & Fonseca – escritório usado por diversos condenados da Lava Jato para ocultar a titularidade de contas relacionadas a recebimento de propinas, – de deixar o Brasil. Hernandes é um dos alvos da Operação Triplo X, 22ª fase da Lava Jato, que apura dissimulação da origem de supostas propinas da OAS. A defesa alegava que ele conseguiu um emprego em uma empresa de telecomunicações espanhola, mas o magistrado manteve medida cautelar que confiscou seu passaporte.

Hernandes é um dos alvos da Operação Triplo X, deflagrada em janeiro de 2016, para apurar se a OAS teria utilizado o condomínio Solaris, no Guarujá, para repassar propinas no esquema criminoso que se instalou na Petrobras. Além do tríplex atribuído ao ex-presidente Lula, condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, o condomínio no litoral sul de São Paulo abriga outros três imóveis investigados na Lava Jato. Dois envolvem parentes do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

A Mossack foi responsável por registrar empresas de fachada do ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, do ex-gerente Pedro Barusco, do operador de propinas Mário Góes, entre outros delatores e condenados no âmbito da Lava Jato.

Petrobras aumenta preços da gasolina e do diesel nas refinarias

Não bastassem os aumentos das alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis anunciados pelo governo federal no último dia 20, a Petrobras reajustou, neste sábado, dia 22, os preços da gasolina e do óleo diesel em suas refinarias. A companhia elevou os preços da gasolina em 1,4%, e do diesel em 0,2%. No dia anterior, a estatal já havia aumentado esses valores em 0,1% e 2%, respectivamente. Desde o início de julho, a Petrobras colocou em prática uma nova política de preços para os dois combustíveis que prevê reajustes mais frequentes, podendo ser até mesmo diários, para manter a paridade com as cotações internacionais, e também levando em conta a concorrência no mercado interno. A área comercial da Petrobras tem liberdade para promover as variações desde que fiquem dentro do teto de até 7% para cima ou para baixo.

Itaú entrega à Justiça 10 milhões de reais da "Riqueza", a garoto do Leblon, Adriana Ancelmo

O Itaú depositou na sexta-feira, 21, os R$ 10 milhões bloqueados pelo juiz federal Sérgio Moro oriundos de contas da ex-primeira dama do Rio de Janeiro, a "Riqueza", Adriana Ancelmo, conhecida também como "Garota do Leblon", absolvida da acusação de lavagem de dinheiro. Apesar de livrá-la da imputação, o magistrado mandou bloquear os valores identificados na conta da mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), condenado na Lava Jato. O montante será encaminhado à 7ª Vara Federal, do juiz Marcelo Bretas, onde ela responde pela acusação de lavagem de dinheiro de supostas propinas ao peemedebista. Moro chegou a cobrar que o banco depositasse, com urgência, os valores bloqueados de Adriana. A "Riqueza", Adriana Ancelmo, foi absolvida por Moro em processo no qual o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro de propinas de R$ 2,7 milhões no âmbito de contratos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Na mesma sentença Moro disponibilizou R$ 11 milhões bloqueados nas contas da ex-primeira-dama e de seu escritório de advocacia à Justiça Federal do Rio de Janeiro, onde é ré no âmbito da Operação Calicute, por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Inicialmente, o Itaú atrasou os depósitos e foi alvo de notificação de Moro para que depositasse, com urgência, os valores em face da 13ª Vara Federal para que, em seguida, esta envie os R$ 10 milhões a contas indicadas pelo juiz federal Marcelo Bretas. O Itaú Unibanco informou a Moro, no dia 10, "que os valores pertencentes à Adriana de Lourdes Ancelmo, no valor de R$ 10.000.000,00, estão bloqueados mas não foram ainda transferidos para conta judicial pois há um fundo de investimento com prazo de resgate previsto para o dia 19/07/2017". A guia de depósito na conta indicada por Moro, datada desta sexta-feira, 21, foi anexada aos autos.

Nos próximos dias, a Justiça Federal do Paraná vai enviar o montante à 7ª Vara do Rio de Janeiro, que determinou sua prisão domiciliar. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, a atuação da ex-primeira dama enquanto advogada desperta "ao menos suspeitas da prática de atos de ocultação de proveitos decorrentes da atividade criminosa do ex-governador". A banca Ancelmo Advogados recebeu R$ 35.830.356,84 de dez empresas. "O escritório de advocacia da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo teve um crescimento vertiginoso durante os dois mandatos de seu marido Sérgio Cabral", afirma a força-tarefa.

Imprensa alemã diz que Volkswagen colaborou ativamente com o regime militar brasileiro


A filial brasileira da Volkswagen colaborou ativamente com o regime militar no Brasil na perseguição de opositores políticos, segundo informaram neste domingo (23) o jornal Süddeutsche Zeitung e as emissoras NDR e SWR. A imprensa alemã detalha que há quase dois anos foi aberta em São Paulo uma investigação sobre a Volkswagen do Brasil para determinar a responsabilidade da empresa na violação dos direitos humanos durante a ditadura de 1964 a 1985.

Em 2016, a empresa nomeou para uma investigação sobre seu passado o historiador Christopher Kopper, que confirmou a existência de "uma colaboração regular" entre o Departamento de Segurança da filial e a polícia política do regime. "O Departamento de Segurança atuou como um braço da polícia política dentro da fábrica da VW", afirmou Kooper, pesquisador da Universidade de Bielefeld.

"Permitiu as detenções" e pode ser que ao compartilhar informação com a polícia "contribuísse para elas", acrescentou o historiador. Segundo os meios citados, a filial brasileira espionou seus trabalhadores e suas ideias políticas, e os dados acabaram em "listas negras" em mãos da polícia política. Os afetados lembram como foram torturados durante meses, após terem se unido a grupos opositores.

Conforme estabeleceu a Comissão Nacional da Verdade, que examinou as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime militar brasileiro, muitas empresas privadas, nacionais e estrangeiras deram apoio tanto financeiro como operacional ao regime militar. No caso da Volkswagen, a comissão constatou que alguns galpões que a empresa tinha em uma fábrica de São Bernardo do Campo (SP) foram cedidos aos militares, que os usaram como centros de detenção e tortura.

Além disso, a comissão sustentou que encontrou provas que a empresa alemã doou ao regime militar cerca de 200 veículos, que depois foram usados pelos serviços de repressão.

Jordaniano é morto e israelense é ferido em embaixada em Amã



Um jordaniano foi morto e um israelense ficou ferido em um tiroteio ocorrido neste domingo dentro da embaixada de Israel na capital da Jordânia, Amã. As circunstâncias do incidente ainda são desconhecidas. O confronto ocorre em meio a uma nova escalada de tensão, após o governo israelense instalar câmeras de segurança e detectores de metal nos acessos à Esplanada do Monte do Templo. Milhares de jordanianos saíram às ruas na sexta-feira, após a oração semanal, para protestar contra a nova política de segurança de Tel Aviv. Israel fechou temporariamente o acesso à Esplanada em 14 de julho, após o ataque de um terrorista árabe-israelenses que resultou na morte de dois policiais drusos israelenses. Posteriormente, as autoridades israelenses instalaram os detectores de metal.
 
Às medidas de segurança seguiu-se nova onda de violência. Quatro palestinos morreram quando atacaram as forças de segurança em Jerusalém Oriental e Cisjordânia. Três israelenses da mesma família foram assassinados na própria casa por um palestino em uma colônia israelense.

A Liga Árabe convocou neste domingo uma reunião urgente de ministros de Relações Exteriores para o dia 26 de julho para tratar do tema. A Jordânia, que tem a custódia dos lugares sagrados de Jerusalém Oriental, denunciou a atuação das autoridades israelenses.

Ex-goleiro da seleção, Waldir Peres, morre aos 66 anos



O ex-goleiro Waldir Peres, titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982 e ídolo do São Paulo entre as décadas de 70 e 80, morreu neste domingo aos 66 anos de idade. Waldir sofreu um infarto fulminante durante uma festa de aniversário na cidade de Mogi Mirim, no interior de São Paulo. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu. Inserido no rol dos goleiros brasileiros mais consagrados, defendeu a seleção em três Copas do Mundo: em 1974 e 1978 foi reserva de Emerson Leão e, em 1982, foi titular absoluto do esquadrão formado por grandes nomes daquele elenco, como Zico, Sócrates e Falcão. No Mundial disputado na Espanha, inclusive, Waldir é marcado por uma falha histórica na vitória de estreia contra a União Soviética por 2 a 1, em um chute de fora da área de Andrey Bal.

Waldir Peres nasceu em Garça, no interior paulista, em 2 de janeiro de 1951. Iniciou sua trajetória profissional na Ponte Preta, onde foi revelado em 1970. Mas foi no São Paulo onde se firmou como referência de outros grandes goleiros que vestiriam a camisa tricolor, como Zetti e Rogério Ceni. De 1973 a 1984, disputou 617 partidas pelo São Paulo conquistando os títulos paulistas de 1975, 1980 e 1981, e o Brasileirão de 1977 – o primeiro da equipe paulista. Nas finais de 1975, diante da Portuguesa, e de 1977, contra o Atlético-MG, deixou sua marca como grande pegador de pênaltis.

As operações nebulosas entre BNDES e JBS

Míriam Leitão afirma que o atual presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, "precisa conversar com a realidade" em vez de só tentar ficar de bem com os funcionários, como faz na apresentação do Livro Verde, em que o banco se defende das críticas. Ela então analisa os casos do grupo JBS e de Eike Batista: "O TCU tem tido dúvidas razoáveis em relação a operações feitas com o JBS. Algumas vão se esclarecendo, outras permanecem. Por exemplo: em 2008, o banco aportou quase R$ 1 bilhão no grupo, através de debêntures, para o grupo comprar a National Beef, nos Estados Unidos. A operação foi proibida pelos órgãos de defesa da concorrência americana. Em vez de exercer a opção de pegar o dinheiro de volta — já que a compra não foi realizada — o banco optou por deixar o dinheiro com o JBS. Fez um aditivo ao contrato, dando tempo até 2010 para que o grupo comprasse o ativo que quisesse no exterior. O TCU e a Polícia Federal acham que isso não faz sentido. E não faz. É injusto falar que o JBS foi financiado para virar um “campeão nacional”. A maioria das operações foi para comprar ativos no exterior, ampliá-los e criar emprego em outros países. Nesse aspecto, o sentido do apoio foi bem diferente do que foi dado a outro controverso empresário, Eike Batista, que bem ou mal investiu no Brasil. E quando diz quanto foi transferido ao JBS é preciso trazer a valor presente. Como sabem os economistas, o valor nominal é enganoso. O BNDES é importante para o Brasil, não é isso que se discute. Mas pode e deve ser questionado, porque é assim que acontece nas democracias."

Empresas canadenses buscam brasileiros para trabalhar no país


O Canadá é um dos países favoritos de brasileiros que procuram morar fora. Entre os aspectos positivos do país de 35 milhões de habitantes estão: o elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), políticas sociais, receptividade e também as oportunidades de emprego. Este pode ser o momento para quem sonha em viver no país norte-americano. Brasileiros profissionais das áreas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e usinagem podem participar de um processo seletivo para trabalhar em empresas canadenses. São 216 vagas abertas, com salários que variam de 77 mil a 95 mil dólares canadenses (R$ 194 mil a R$ 239 mil) por ano, ou R$ 19 mil mensais.

Todo o processo de recrutamento será feito online: depois de cadastrar seu perfil e currículo no portal, será realizada uma curadoria dos currículos e entrevistas através de videoconferência com os selecionados. A fase de entrevistas acontece entre os dias 11 e 19 de setembro. Através do site é possível ver as vagas anunciadas e quais as empresas que estão contratando. Os candidatos devem enviar currículo já em francês. Não há custos para participar do processo seletivo e, caso seja aprovado, a empresa contratante será responsável pelas despesas com visto e hospedagem. Todas as vagas fazem parte do programa de recrutamento da Missão América Latina 2017, do qual participam empresas canadenses para contratar profissionais brasileiros, mexicanos e colombianos do setor de tecnologia.

Os piratas do combustível

A era dos piratas não acabou, segundo o Estadão. "Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova 'caça ao tesouro' agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica. Também chamados de 'ratos d’água', os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus." Resta saber se o aumento do imposto sobre combustível vai aumentar o número de piratas e ataques no Brasil.

O pedido de Doria ao BNDES

O prefeito João Doria (PSDB) pediu ao presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, um empréstimo de R$ 1 bilhão para o programa de reasfaltamento da capital paulista, segundo o Valor. Doria quer usar os recursos para reasfaltar estimados seis milhões de metros quadrados. A prioridade, segundo ele, serão as avenidas de todas as regiões da capital. "E avenidas por causa dos ônibus." Doria frisou que o programa não visa "tapar buracos", mas sim reasfaltar as vias da cidade. A prefeitura estima que São Paulo tem 450 mil buracos nas ruas.

O puxadinho virtual do ministro

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, utiliza, para operar suas redes sociais, funcionários contratados para cuidar da comunicação institucional do Ministério, segundo O Globo. O contrato anual, de R$ 6,5 milhões, não prevê o gerenciamento de páginas pessoais. "Quintella acertou pessoalmente a participação da empresa contratada com verba pública para controlar e produzir conteúdo das suas redes." Mais: "Foi criado um perfil falso, de nome Maria Silva, para administrar o Facebook do ministro. Dessa forma, identidades de funcionários não ficariam expostas." (O Antagonista)

BNDES tem interesse na Corsan

O BNDES já deixou claro que não tem interesse no Badesul e no BRDE, mas aceita discutir a compra da Corsan. O banco fez isto com a Cedae, Rio, porque irá comprá-la e depois revender. A Corsan pode valer muitos bilhões. Mas, a sua entrega, nos termos do acordo que está sendo tratado com o governo federal, apenas serviria para liquidar o déficit fiscal atual. E não teria qualquer impacto sobre o principal da dívida estadual, e tampouco sobre o serviço dessa dívida. Ambos devem girar atualmente em torno de 60 bilhões de reais.

Governos criminosos do PT deram quase um trilhão de reais de bolsa empresário para capitalistas corruptores

O regime criminoso, bandido, do PT, dos governos do poderoso chefão de organização bandida, e da mulher sapiens Dilma Rousseff, concedeu quase um trilhão de reais por meio da bolsa empresário. É fácil se saber porque os capitalistas brasileiros estiveram tão unidos e apoiadores do petismo e do lulismo. Nunca antes se mamou tanto nas tetas do Estado, obtendo dinheiro de graça. Quem pagou por essa farra são os pobres, os brasileiros em geral, porque o "dinheiro público" não é "público", é tirado do bolso do público, que paga por essa avassaladora onda de corrupção comuno-petista. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE/MF) elaborou uma nota técnica que tornou pública, explicando em detalhes como funcionou essa gigantesca obra de bordel de beira de estrada do Foro de São Paulo criado pelo PT. A leitura dessa nota técnica é imprescindível para os brasileiros entenderem porque estão vivendo agora nessa violenta crise econômica. Clique aqui para ler o documento http://encurtador.com.br/bhKWX .