sábado, 16 de setembro de 2017

Cursinho Anglo demite professor que agrediu youtuber Arthur do Val no Santander Cultural


O cursinho pré-vestibular Anglo (http://www.anglors.com.br/), em Porto Alegre, emitiu nota, na noite de sexta-feira, informando que o professor Antonio Carlos foi demitido nessa data. O professor, conhecido como "Cajo", também emitiu uma nota, na qual informou que pediu para sair. O que ele disse em nota manuscrita de próprio punho está na imagem ao lado. "Agi de maneira impensada, contrariando todos os princípios que sempre defendi e propaguei". Ele é professor é mestre de geografia há 40 anos. Apesar de fazer dura autocrítica, o professor não pediu desculpas ao rapaz agredido por ele diante do Santander Cultural, sob aplausos da multidão esquerdopata que o cercou. No vídeo acima pode-se ver que ele acertou três socos seguidos no rosto do youtuber Artur do Val, chutou-o covardemente pelas costas, sendo depois muito cumprimentado, efusivamente, pelos seus companheiros de agressões ao jovem. Ele disse que pediu demissão para preservar "todos os que não tiveram nada a ver com a minha atitude". Essa é a grande comprovação, a maior de todas, do que as escolas estão fazendo com a educação de jovens no Brasil inteiro, incluindo as escolas particulares, que não controlam os conteúdos e opiniões emitidas por seus professores. O caso desse professor do cursinho Anglo, em Porto Alegre, é absolutamente emblemático da atitude intolerante vigente no meio educacional, e também o quanto os educadores estão empenhados em doutrinar estudantes com sua visão destruidora de valores e de princípios legais. O que essa gente não contava, e continua não contando, é com a eficácia das redes sociais, que os desmascara amplamente. 










PT abre processo interno contra o ex-ministro Antonio Palocci


O diretório do PT de Ribeirão Preto se reunirá nesta segunda-feira (18) para abertura de processo contra o ex-ministro "porquinho" petista Antonio Palocci no conselho de ética do partido. O ex-ministro terá prazo para apresentação de defesa caso pretenda manter-se filiado ao partido. A situação de Palocci ainda será objeto de debate, informal, nas quinta e sexta-feiras, durante reunião do diretório nacional do partido. O ex-ministro dos governos Lula e Dilma negocia um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Em depoimento ao juiz Sergio Moro, Palocci disse que o chefe da organização criminosa petista Lula e o empresário Emílio Odebrecht, dono da Odebrecht, firmaram um "pacto de sangue" após a saída do petista da Presidência da República. Disse também que o empresário fez um caixa de R$ 300 milhões para Lula e o PT e entre a propina ao ex-presidente estavam no acordo o sítio de Atibaia, um terreno para o Instituto Lula e a remuneração por palestras. 

Na quarta-feira (13), Lula prestou depoimento ao juiz Sergio Moro e disse que Palocci é "calculista, frio e simulador" e negou que tenha feito qualquer tipo de acerto ilícito com a empreiteira Odebrecht: "Conheço o Palocci bem. Se ele não fosse um ser humano, ele seria um simulador. Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, é calculista, é frio". 

Tanto Lula quanto Palocci depuseram na ação em que o ex-presidente é acusado de se beneficiar de vantagens indevidas pagas pela empreiteira Odebrecht - incluindo a compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula, e cuja negociação teria sido intermediada por Palocci. A revista "Veja" deste final de semana afirmou que na delação premiada de Palocci o ex-ministro afirma que fez entregas de dinheiro vivo ao ex-presidente Lula em pelo menos cinco ocasiões. O dinheiro teria sido entregue pessoalmente por Palocci a Lula, em pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. 

O relato sobre as entregas a Lula está nos anexos do acordo - uma espécie de sumário do que o delator irá contar, caso o acordo seja fechado. Não há prazo para o compromisso ser fechado nem certeza se a informação será mantida na versão final do acordo. As quantias entregues a Lula eram destinadas a despesas pessoais do ex-presidente, segundo o relato do ex-ministro.

Parte do acordo de delação da OAS é enviada para o Supremo Tribunal Federal


Acabou um pedaço da novela da delação premiada da OAS, iniciada há dois anos. O acordo de delação de oito executivos da empresa foi enviado na noite de sexta-feira (15) pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A delação da OAS relata pagamento de suborno e contribuições via caixa dois aos ex-presidentes Lula (PT) e Dilma (PT), aos senadores Aécio Neves e José Serra, ambos do PSDB, e a aliados próximos ao presidente Michel Temer (PMDB). O acordo do principal delator da OAS, Léo Pinheiro, não faz parte desse pacote enviado ao Supremo. Também não foram enviados os documentos de dois acionistas que controlam o grupo, César Mata Pires Filho e Antonio Carlos Mata Pires. Os executivos cujos acordos serão analisados por Fachin cuidavam de pagamento de caixa dois. São considerados personagens menores na trama de corrupção da OAS. 

A delação da empresa é considerada comprometedora para o chefão da organização criminosa petista ex-presidente Lula. Leo Pinheiro disse em depoimento ao juiz Sergio Moro, em um gesto para que seu acordo de delação fosse aceito, que o tríplex de Guarujá (SP) era para o ex-presidente e que os recursos gastos na obra (cerca de R$ 2 milhões) saíram de um centro de custo que contabilizava propinas pagas em contratos com a Petrobras. 

A declaração de Léo Pinheiro supriu uma das principais lacunas da força-tarefa de Curitiba no caso do tríplex: a ligação da obra no apartamento com os recursos desviados da Petrobras. Não havia essa prova na apuração. Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex e recorre da decisão. A defesa do ex-presidente alega que Léo Pinheiro fez a acusação contra Lula, de quem era amigo, para escapar da prisão. 

Há nas delações de Léo Pinheiro e integrantes da cúpula da OAS uma série de acusações contra os tucanos. Léo Pinheiro relata que Aécio Neves formou um cartel para as obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, instalações do governo mineiro que ele construiu. Aécio Neves, é lógico, nega que tenha recebido propina da da OAS. Os executivos contam que pagaram suborno a José Serra e a outros tucanos quando ele era governador de São Paulo em obras do Rodoanel e do Metrô, o que Serra nega enfaticamente, também é lógico. Há também relatos de formação de cartel para obras do Metrô. 

O ministro Fachin vai analisar a legalidade dos acordos, sobretudo a espontaneidade dos delatores, para decidir se irá homologá-los. O acordo da OAS, que deve contar com a assinatura de 20 delatores, é mais enxuto do que o da Odebrecht (77 executivos) e não foi enviado ao Supremo em sua integralidade por falta de tempo da Procuradoria-Geral da República para analisar todos os documentos em razão da confusão em torno da JBS. 

Léo Pinheiro foi preso pela segunda vez em setembro do 2016 e já foi condenado em segunda instância a 26 anos de prisão por pagamento de propina em obras da Petrobras. Na última quinta-feira (14), o juiz Sérgio Moro determinou que essa pena comece a ser cumprida imediatamente, seguindo a decisão do Supremo de que os condenados devem ir para a prisão após a confirmação da sentença. A situação de Léo Pinheiro não muda porque ele já está preso. Outro executivo, Agenor Medeiros, voltará à prisão.