domingo, 24 de setembro de 2017

Juiz Marcelo Bretas proíbe o bandido Sérgio Cabral de exercer cargo público até o fim de sua vida


Se quiser voltar à vida pública, assumir um cargo de diretor ou membro de conselho de administração, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) vai precisar esperar até pelo menos os 80 anos de idade. O juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, impôs a ele 45 anos e 2 meses de condenação. Deste total, a pena do bandido peemedebista se divide em 24 anos pelo crime de corrupção passiva, 13 anos por lavagem de dinheiro e 8 anos e 2 meses por organização criminosa.

"Para os réus condenados pela prática do crime de lavagem de capitais, como efeito secundário da condenação, decreto a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no artigo 9º da Lei 9.613/98, pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada, consoante determina o artigo 7º, II da mesma lei", sentenciou Marcelo Bretas.

Como Sérgio Cabral foi condenado a 13 anos por lavagem de dinheiro, o dobro do tempo fora da função pública alcança os 26 anos. Ele está com 54 anos de idade, ou seja, até os 80 - se até lá voltar às ruas - não poderá buscar cargo eletivo ou nenhuma função na administração.

O juiz da Lava Jato, no Rio de Janeiro, determinou ainda: "Decreto a interdição do exercício de cargo ou função pública pelo prazo de oito anos subsequentes ao cumprimento da pena, consoante determina o art. 2º , § 6º, da Lei 12.850/2013". O bandido peemedebista érgio Cabral está preso desde novembro do ano passado. O ex-governador do Rio de Janeiro está custodiado em um presídio em Benfica, na capital fluminense. 

Neste processo, o Ministério Público Federal apontou corrupção e lavagem de dinheiro usando obras do governo do Estado que receberam recursos federais a partir de 2007. A força-tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro, identificou fraudes sobre as obras de urbanização em Manguinhos (PAC Favelas), construção do Arco Metropolitano e reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014.

O juiz Marcelo Bretas determinou que sejam mantidos presos, além de Sérgio Cabral, os condenados Wilson Carlos (ex-secretário de Governo), Hudson Braga (ex-secretário de Obras) e Carlos Miranda (apontado como operador do esquema). Mesmo também condenados, tiveram as prisões revogadas os réus Luiz Carlos Bezerra, José Orlando Rabelo, Wagner Jordão Garcia, Luiz Paulo Reis e Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves. O réu Pedro Miranda foi absolvido.

Esta é a segunda condenação de Sérgio Cabral na Lava Jato. Em junho, o juiz federal Sérgio Moro condenou a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. O peemedebista foi acusado por recebimento de propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras.

Mansão em Mangaratiba do bandido Sérgio Cabral vai a leilão no dia 3 de outubro


Na casa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e da ex-primeira-dama, a garota do Leblon, Adriana Ancelmo, apelidada por ele de "Riqueza", em Mangaratiba, no litoral sul fluminense, as imagens sacras dividem espaço com obras do artista plástico Romero Britto, o rei da cafonália, presentes em quase todos os cômodos. No corredor que leva às cinco suítes do imóvel — três delas com vista para o mar da praia São Braz —, há um quadro com o rosto de Adriana Ancelmo, pintado pelo pernambucano, que fica em uma extremidade; na outra ponta está a homenagem ao super bandido Sérgio Cabral. É o colorido das obras do artista super-cafona, o preferido de dez entre dez novos ricos brasileiros, que quebra o branco e os tons pastéis que predominam na casa.

O imóvel, ainda repleto de fotografias da família e outros objetos pessoais, vai a leilão no dia 3 de outubro. O lance mínimo é de R$ 8 milhões, valor pelo qual a casa com 462 metros quadrados de área construída foi avaliada pela Justiça. Contando a área externa, com duas piscinas, sauna e churrasqueira, são mil metros quadrados. Se não for arrematado, um segundo certame será realizado em 11 de outubro. Neste caso, o lance mínimo passa a ser de R$ 6,4 milhões — o equivalente a 80% do valor de avaliação.

Os sete bens do super bandido Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, a Garota do Leblon, a serem leiloados, estão avaliados em R$ 12,5 milhões. O dinheiro será usado para ressarcir os cofres públicos. A decisão foi do juiz Marcelo Bretas, que entendeu que os bens poderiam se depreciar e perder valor. Na quarta-feira, ele condenou o ex-governador a 45 anos e 2 meses de prisão — a pena de Adriana é de 18 anos e 3 meses.

Um tour pela mansão revelou o quanto a família é fanática pelo Vasco da Gama e algumas preciosidades na biblioteca do  bandidão Sérgio Cabral. Em uma mesma pilha de livros estão as obras “Antologia da Maldade”, de Gustavo Franco e Fabio Giambiagi, “Estado de Crise”, de Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni, e “Flanando em Paris”, de José Carlos Oliveira. O livro sobre a capital francesa traz à memória as constantes referências do falecido colunista Jorge Bastos Moreno, morto em junho, que sempre ironizava a predileção do ex-governador por Paris.

Na cozinha, com fogão industrial, há três geladeiras. Uma delas é da Cervejaria Itaipava, do mesmo modelo visto em bares, e que remete às investigações da Lava-Jato que ligam a empresa a pagamentos de propina e doações ilegais para a campanha do ex-governador.

Quem arrematar a mansão vai levar a geladeira da Itaipava, outros eletrodomésticos, móveis e eletrônicos que lá estão. E eles não são poucos. Ainda há dois carrinhos de golfe que eram usados para locomoção pelo condomínio Portobello, onde fica o imóvel. É lá, aliás, que muitos investigados na Lava-Jato compraram ou alugaram casas, entre eles o empreiteiro Fernando Cavendish e o empresário Arthur Cesar Menezes Soares Filho, conhecido como “Rei Arthur” — os dois são acusados de pagar propina a Sérgio Cabral para obter contratos com o governo.

O ex-governador já deu festas no imóvel durante o réveillon, com DJ contratado, diversos secretários e mergulho no mar para celebrar o novo ano. Mas, na maior parte do tempo, a mansão serviu mesmo para o refúgio da família durante os finais de semana, quando eles usavam o helicóptero do governo do estado para o deslocamento entre o Rio de Janeiro e Mangaratiba.

Lá, a família Cabral poderia usar a lancha Manhattan Rio, que o Ministério Público Federal apontou ser do ex-governador, apesar de estar em nome de um ex-assessor. A embarcação, com 24 metros de comprimento, foi avaliada em R$ 4 milhões e também será leiloada. Na parte interior, há TV, aparelhagem de vídeo, geladeira e fogão. São dois deques, duas suítes, duas cabines laterais com camas de solteiro, um bar lounge, uma sala de estar, uma sala de jantar e quatro banheiros. No certame, o leiloeiro Renato Guedes vai receber ainda lances para três veículos, um jet ski e uma embarcação de menor porte.

Os lances serão presenciais, na sede da Justiça Federal do Rio, mas podem ser feitos pela internet (www.rioleiloes.com.br), desde que o cadastro tenha sido feito até 24 horas antes do leilão. A regra de pagamento para os bens é a mesma: ao menos 25% do valor arrematado como entrada, e o restante em até 30 parcelas. Quem quiser fazer lances poderá agendar uma visita à mansão de Sérgio Cabral. Entretanto, a empresa responsável pelo certame faz a checagem de dados do interessado, incluindo a renda. 

População de Israel atinge 8,7 milhões de pessoas



Na véspera do novo ano judaico, a população de Israel registrou 8.743.000 pessoas, de acordo com dados divulgados pelo Bureau Central de Estatística (CBS), na segunda-feira antes de Rosh Hashanah. Desde o ano passado, a população de Israel aumentou cerca de 156 mil pessoas. Essa população equivale a pouco mais de dois terços dos habitantes do Rio Grande do Sul. 

De acordo com a CBS, a população judaica é de 6.523.000 habitantes e representa 74,6% da população. A população árabe tem cerca de 1.824.000 pessoas e representa 20,9% da população. Os cristãos não árabes, os membros de outros religiosos e os que se registraram como não tendo religião são 396.000 e representam 4,5%. 

Examinando os locais de residência preferidos dos israelenses, a CBS descobriu que 74,2% dos israelenses vivem nas cidades, 14,9% nos conselhos locais, 10,1% nos conselhos regionais e 0,8% vivem em áreas sem um status municipal oficial. Mas, mesmo sendo o território de Israel relativamente pequeno, a maioria ainda é desabitada. Somente 5,6% de sua área é construída, com 20% da terra usada para agricultura, 2,4% composta de água e 7,3% composta de florestas, bosques e parques nacionais. A terra restante é composta por áreas abertas, terreno rochoso, áreas escavadas e terrenos cobertos de vegetação. 

Os dados mostram ainda que existem cerca de 2.470.200 famílias em Israel, com uma média de 3.1 pessoas por família. Em 2016, 181.405 bebês nasceram em Israel. A CBS descobriu que a taxa geral de fertilidade, 3.11, é a mais alta entre os países da OCDE. 

A população de Israel também aumentou graças à imigração de 25.977 pessoas em 2016, sendo 57% da ex-União Soviética. A CBS também examinou a qualidade de vida em Israel. A receita média por família é de NS 18.671 (US$ 5.000) no mês, antes dos impostos e NS 15.427 (US$ 4.380) após os impostos. A maioria dos israelenses possui suas casas, com 67,6% morando em um apartamento próprio e 39,9% pagando uma hipoteca. Cerca de 2,2 milhões de alunos estudam no sistema educacional de Israel: 517 mil na educação pré-escolar, cerca de um milhão no ensino fundamental e cerca de 713 mil no ensino médio. Em geral, 88% dos israelenses disseram que estavam muito satisfeitos ou satisfeitos com suas vidas. Cerca de 1,1 milhão (21%) se sentem estressados sempre ou frequentemente. Cerca de 340.000 (6%) se sentem solitários com freqüência. Trinta e quatro por cento disseram ter dificuldade em cobrir suas despesas mensais.

Maior torre de energia solar do mundo é construída em deserto de Israel

Com 250 metros de altura, torre da usina heliotérmica de Ashalim produzirá energia limpa para 125 mil casas. Na paisagem das areias do deserto do Negev, no sul de Israel, uma torre de 250 metros de altura – o equivalente a um prédio de 50 andares – se destaca. Trata-se da torre da usina solar de Ashalim, parte do esforço das autoridades israelenses para produzir, até 2020, 10% de sua energia através de fontes renováveis; hoje, este porcentual é de 2,5%. A mais alta do mundo em um projeto de energia solar térmica concentrada (Concentrating Solar Power – CSP), a torre de Ashalim é circundada por 50.600 espelhos controlados por computador (heliostatos), distribuídos por uma área de 3 quilômetros quadrados. Esses espelhos acompanharão a movimentação do sol de modo a refletir luz sobre uma caldeira localizada no alto da torre, durante o maior tempo possível ao longo do dia.

A radiação solar infravermelha capturada pelos espelhos e refletida sobre a caldeira criará um processo térmico de vapor que moverá enormes turbinas, gerando energia elétrica “limpa”. Quando pronta, no primeiro trimestre de 2018, a usina de Ashalim produzirá 121 megawatts de energia solar, suficientes para iluminar 125 mil casas, evitando a emissão anual de 110 mil toneladas de dióxido de carbono. “A eletricidade será gerada a partir do vapor da mesma forma que geraria uma usina de gás ou de carvão, mas a energia não vem de combustíveis fósseis e sim do sol. É uma obra de porte para quem quer investir em energia limpa”, diz o engenheiro uruguaio Jacinto Durán-Sanchez, diretor-geral da usina solar.


Os espelhos serão controlados remotamente até mesmo por telefones celulares dos engenheiros e diretores. Diariamente, a areia do deserto acumulada sobre eles terá de ser retirada. “Os heliostatos vão estar inclinados, levando os raios de sol e o calor até a caldeira para levar a água a um vapor de 600 graus. Cada heliostato tem seu comando individual e remoto. Entre os espelhos há torres de wi-fi para assegurar que estejam conectados 24 horas por dia”, explica o engenheiro argentino Claudio Nutkiewicz, outro latino-americano envolvido no projeto.

No mundo, existem atualmente apenas 10 usinas heliotérmicas com capacidade superior a 121 MW. A maior é a de Ivanpah, no deserto do Mojave (EUA), inaugurada em 2014, com capacidade projetada de 392 MW. Mas ela conta com três torres de 190 metros de altura cada uma (40 andares), que recebem luz de 173.500 heliostatos.


O projeto de Israel é mais humilde no número de espelhos (um terço), mas inova ao contar com apenas uma torre dez andares mais alta – que teria potencial maior na produção energética com custo menor do que o de erguer diversas torres. Novos megaprojetos com torres altíssimas (ao invés de várias mais baixas) estão em andamento. Uma delas, na Austrália, chegará perto da de Ashalim. A Aurora Solar Energy terá uma torre de 227 metros de altura (48 andares). 

A usina solar (ou heliotérmica) de Ashalim tem custo estimado de US$ 570 milhões e, faz parte de um projeto mais amplo, o Megalim, uma joint-venture entre a General Electric (GE), a BrightSource (empresa americana de energia solar que também construiu a usina de Ivanpah) e o fundo israelense Noy (que investe em infraestrutura, com participação do Banco Hapoalim, o maior do país).

No total, o projeto é estimado, em US$ 820 milhões, incluindo mais duas obras complementares: uma para armazenamento de energia solar de noite e outra de uma usina com tecnologia fotovoltaica para produzir ainda mais energia. Juntos, os três projetos solares gerarão cerca de 310 MW – cerca de 2% das necessidades de Israel.

Frota de veículos do Paraná cresce 80% em 10 anos



A frota de veículos do Paraná quase dobrou em dez anos. Em julho de 2007 o Estado contava com 3.846.310 veículos em circulação. No mesmo mês deste ano, o Paraná atingiu o total de 6.949.166 unidades em circulação, um aumento de mais de 80%. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), na semana passada, como parte das comemorações da Semana Nacional do Trânsito, que começou na segunda-feira passada e será encerrada nesta segunda-feira (25). 

“Este número crescente gera maiores congestionamentos, poluição do ar e problemas de saúde pública”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. Em Curitiba, a frota de veículos cresceu 39,48% nos últimos dez anos. De 1.005.066 em julho de 2007 subiu 1.401.866 no mesmo mês de 2017. Ao longo da semana passada, várias ações foram realizadas pelos órgãos públicos para chamar a atenção de motoristas e pedestres no Estado. Uma delas foi entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, quando mais de 100 blitze foram feitas pela Polícia Militar em todo o Estado.

A Polícia Militar abordou cerca de 5 mil pessoas e encaminhou 53 flagradas alcoolizadas em todo o Estado, além de lavrar 254 infrações. O encerramento da Semana do Trânsito será feira com uma exposição na Boca Maldita, em Curitiba. No local, haverá um carro acidentado para chamar atenção da população sobre os acidentes de trânsito no Estado.