sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pesquisa indica que o partido mais corrupto é o PT


O partido mais corrupto do Brasil é o PT, de acordo com 87% dos eleitores. A pesquisa, divulgada por Sonia Racy, foi encomendada pelo Vem Pra Rua ao QualiBest. O segundo partido mais corrupto é o PMDB, com 78%, seguido de perto pelo PSDB, com 74%.

Estudo do FMI diz que, sem corrupção, a renda per capita no Brasil subiria US$ 3.000,00

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que, na América Latina, a renda per capita poderia crescer cerca de 3.000 dólares (9.454 reais) caso a corrupção retrocedesse. Um dos pesquisadores da instituição envolvidos no levantamento, o economista brasileiro Carlos Eduardo Gonçalves, professor licenciado da USP, diz que os ganhos no Brasil estariam nesse patamar. 

A instituição destacou a Lava Jato, no fim de setembro, como um exemplo no combate à corrupção. O documento que cita a operação brasileira é uma das iniciativas da instituição para discutir o assunto – haverá também um seminário sobre o tema. “O FMI, em geral, não cobre esses temas, mas (a corrupção) se tornou algo tão sério, a ponto de impedir o desenvolvimento, que ganhou importância entre a direção do Fundo”, diz Gonçalves. 

Escândalo de corrupção na Airbus poderá chegar ao topo da empresa


A Airbus está envolvida num escândalo de corrupção que ameaça a própria fabricante de aviões da Europa. Há suspeitas de pagamento de subornos um pouco por todo o mundo e até o próprio presidente executivo da empresa terá esqueletos no armário. As ações da Airbus desvalorizaram 3%, retirando 2,2 bilhões de dólares ao valor de mercado da empresa, um movimento que os analistas atribuem às declarações do CEO da empresa europeia. 

Tom Enders, em carta envida aos quase 134 mil funcionários da empresa, alertou para tempos “turbulentos e confusos” devido ao escândalo de fraude e corrupção que está sendo investigado pelas autoridades francesas e britânicas e que poderá chegar ao topo da hierarquia da empresa. De acordo com Enders, as investigações poderão resultar em “penalizações significativas” para o grupo, num montante que é difícil de aferir, mas que alguns analistas já apontaram poder chegar a 1,5 bilhão de euros de multa - além dos danos reputacionais e políticos de uma empresa que é em parte detida pelos Estados alemão (22%) e francês (também 22%). 

Na sexta-feira, 6 de outubro, o site de informação francês Mediapart e a revista alemã “Der Spiegel” noticiaram que Enders estará diretamente implicado na criação de uma reserva de dinheiro, separada dos ativos da Airbus (na altura EADS), destinado ao pagamento de subornos para a assinatura de contratos civis e militares. Os investigadores descobriram o possível pagamento de mais de 100 subornos. “A dimensão do caso ainda não é clara, mas é de certeza vasta”, lê-se no artigo. Determinar tudo o que terá acontecido e o que está nos negócios enlameados será um processo difícil. 

A justiça austríaca investiga o envolvimento do executivo na venda suspeita de 18 aviões de caça Eurofighter, fabricados pela Airbus, à Áustria, em 2003. Em fevereiro, Viena já tinha anunciado que iria processar a Airbus devido a este negócio, no valor de dois bilhões de euros. A Áustria quer ser ressarcida em 1,1 mil milhões de euros por ter sido enganada “de forma deliberada”.

Além da Áustria, França e Reino Unido também investigam “comissões ocultas” pagas pela Airbus na obtenção de contratos de venda de aviões comerciais e também de satélites. Caso a Airbus seja punida por causa deste e de outros escândalos de corrupção que rodeiam a empresa, os europeus sairiam derrotados da guerra comercial que travam há décadas com a norte-americana Boeing. A Airbus seria colocada na lista negra de muitos países, o que significa que deixaria de poder participar nos concursos públicos, o que implica a perda de milhares de milhões de euros de receitas.

Fundo de pensão Petros aprova venda de participação na Eldorado


O conselho da Petros aprovou, na última quarta-feira (11), a venda da fatia de 24,75% que o fundo de pensão tem no FIP Florestal, fundo que dava participação indireta de 8,53% na fabricante de celulose Eldorado, que era de propriedade dos irmãos açougueiros bucaneiros Batista. A Petros vai resgatar em torno de R$ 650 milhões após a conclusão da operação. Esse valor corresponde aos dois aportes feitos no fundo entre 2009 e 2010 – num total de R$ 272,250 milhões – corrigidos pela meta atuarial do período. Na carteira da Petros, o ativo está precificado em R$ 388 milhões, de acordo com a última avaliação contratada pelo administrador do fundo.

Em comunicado, a Petros disse que, antes de decidir vender a participação no FIP, pediu que a Paper Excellence ampliasse o prazo para responder ao exercício do direito de "tag along", que é a possibilidade de um acionista minoritário vender suas ações ao novo controlador de uma empresa no caso de transferência de comando de uma companhia aberta. "Esse trabalho foi importante para balizar a decisão e identificar se as condições contratuais e o valor obtido com a venda estavam em linha com o investimento inicial no ativo, ajustado pela meta atuarial. Todo esse estudo foi submetido ao Comitê de Investimentos e ao Conselho Deliberativo da Petros", afirma o presidente do fundo de pensão, Walter Mendes.

A Petros agora deve concluir as negociações com a Paper Excellence para assinar o contrato de compra e venda das suas cotas no FIP. No dia 4, a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, anunciou que vai vender sua participação na Eldorado para a Paper Excellence. No final de setembro, a holding J&F concluiu a primeira etapa da venda da Eldorado para a Paper Excellence, que pertence à família Widijaja. A Paper Excellence pagou R$ 1,006 bilhão aos irmãos Batista por 13% da Eldorado. O restante do negócio será finalizado em até 12 meses. A Eldorado foi avaliada em R$ 15 bilhões, incluindo uma dívida de R$ 7,4 bilhões.

Fracassso monumental do governo Sartori na negociação do contrato de recuperação fiscal das contas do Rio Grande do Sul


Fracassou rotundamente a tentativa do governo do muito incompetente e inapetente governador José Ivo Sartori (PMDB) de empurrar um plano fajuto para o governo e assim conseguir suspender o pagamento da dívida com a União por três anos. Esse seria o único benefício a ser alcançado por seu plano fajuto. O editor de Videversus avisou que não havia chance de prosperar uma bobagem como a que foi elaborada pela assessoria técnica da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul e por seu secretário, o deputado federal Giovani Feltes. Foi na verdade um tremendo blefe.

Na reunião de quarta-feira, em Brasília, Giovani Feltes constatou que há uma pilha de entraves impedindo a chance de progressão de seu plano capenga. Os entraves dizem respeito ao comprometimento na correlação de pessoal com receita, e também devido ao fato de que o Estado do Rio Grande do Sul sofre da doença crônica do crescimento maior das despesas primárias, especialmente aquelas que envolvem pessoal, em relação à própria inflação. 

A Secretaria do Tesouro Nacional questiona o impacto dos aumentos progressivos concedidos aos servidores da área da Segurança e o crescimento vegetativo da folha, em função das progressões de carreira. O percentual ficou “bem acima da inflação” projetada no arremedo de plano do governo Sartori.  

A lei federal estabelecendo o regime de recuperação fiscal dos Estados é absolutamente clara em seus condicionantes e exigências de contrapartidas. E não há santo que consiga fazer um funcionário público federal aprovar proposta de acordo estadual sem que sejam cumpridas as exigências legais. Resumindo: o governo do muito incompetente e inapetente José Ivo Sartori está fazendo um jogo de "engana trouxa" com seus movimentos fadados ao fracasso.

O açougueiro bucaneiro Joesley Batista disse não saber se o petista Guido Mantega repassava propina a diretores do BNDES



O açougueiro bucaneiro Joesley Batista disse para a Procuradoria Geral da República não saber se Guido Mantega repassava propina aos diretores do BNDES. Mas que manteve a influência no banco, mesmo fora dele. “Nunca consegui entender sobre quem se dava esse poder e se decorria de mero temor reverencial ou de repasse de valores". (O Antagonista)