segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Índice de Custos de Governo de Lula: 518% maior do que o de Temer

Atual presidente é o que exibe a melhor relação custo-resultado. Temer foi, relativamente, quem mais aprovou medidas no Congresso e quem menos pagou por isso

Por Reinaldo Azevedo


Vamos ver se você, leitor, está preparado para estes números.

– o custo de governança da primeira gestão de FHC foi, na média, 133,76% mais alto do que o do governo Michel Temer;
– esse custo foi 286,36% mais elevado no segundo mandato FHC;
– a primeira gestão Lula estoura a boca do balão: custo de governança 488,31% maior do que a média de Temer;
– a segunda jornada do chefão petista vai para o arregaço: governança 518,18% mais elevada;
– enquanto fabricava a crise, no primeiro mandato, o custo médio de gestão de Dilma foi, ora vejam, 472% maior do que o do atual presidente;
– Dilma resolveu ser um tanto mais modesta a partir de 2015, mas tal custo ainda foi 276,62% mais elevado do que o de seu sucessor. E pra quê? Pra nada.

Que números são esses? Vamos ver.

A Folha publicou neste domingo um dos um dos textos mais importantes veiculados pela imprensa brasileira em muitos anos. Seu autor é o cientista político Carlos Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas, doutor pela New School University e professor visitante na Universidade Stanford. Pereira desenvolveu uma medida objetiva para avaliar a eficiência de sucessivos governos brasileiros na sua relação com o Congresso. O nome do indicador: Índice de Custos de Governo (ICG). E, ora vejam, a gestão mais eficiente, desde o primeiro mandato de FHC, é a de Michel Temer; a menos, a de Luiz Inácio Lula da Silva.

Pereira expõe três linhas num só plano cartesiano, a saber:
a- o custo de gerência da coalização que governa — ou custo mensal da governança;
b- o número de propostas legislativas apresentadas pelo Executivo;
c- a quantidade de iniciativas aprovadas pelo Congresso.

Uma nota de esclarecimento: esse custo da gerência é medido com base nos seguintes itens:
1: quantidade de ministérios (e secretarias com status de ministério) que um presidente decide ter em seu governo;
2) total de recursos que aloca entre os ministérios (e secretarias com status de ministério) ocupados pelos membros da coalizão;
3) montante em emendas individuais que os parlamentares fazem ao orçamento anual e que o presidente executa.

Bingo! A gestão Temer é a que obteve a melhor relação, para ser sintético, custo-resultado. Ou por outra: o atual presidente da República, contra toda a expectativa e as condições objetivas, foi quem mais conseguiu aprovar matérias no Congresso a um custo relativamente baixo. E a diferença é brutal.

Os seis governos anteriores, o custo e a divisão
– Em seu primeiro mandato, o custo de gerência da coalizão do governo FHC teve média de 36 pontos. Seu partido, o PSDB, respondeu por 40%; os outros 60% foram para siglas da coalizão.

– No segundo mandato tucano, sobe substancialmente: salta para 59,5 pontos, e os tucanos ficam com 55% do total. As outras siglas aliadas, com 45%. Mas calma! Vocês verão que nada se iguala à primeira gestão petista.

– Em seu primeiro mandato, Lula eleva à estratosfera tal custo: salta para 90,6 pontos. E, ora, ora, 60% dos recursos ficam sob a gerência do PT.

– Achando aquilo pouco, Lula enfiou o pé no acelerador no segundo mandato, e o custo quase salta fora do gráfico: 95,2 pontos. E o PT no controle de 60% dos recursos.

– Na primeira jornada, Dilma baixou o número: 88,1 pontos, mas ainda nos cornos da Lua. Os aliados da coalizão passam a ter um naco maior: 49% dos custos sob seu comando, contra 51% do PT.

– A crise fabricada no primeiro mandato de Dilma estourou para valer, e o custo de gerenciamento caiu para 58 pontos, com o PT voltando a morder o maior naco: 56% da grana, e 44% para seus aliados. Aliás, os números do segundo mandato de Dilma explicam por que ela caiu — além, claro!, do fato objetivo: cometeu crime de responsabilidade. Despenca dramaticamente o número de proposições feitas pelo governo e de matérias aprovadas pelo Congresso. Era a paralisia.

E no governo Temer? O custo de gerenciamento da coalizão despencou: apenas 15,4 pontos, o que explica aqueles percentuais escandalosos do começo do texto.

E que se note: o estudo não avalia a qualidade das proposições, hein?, apenas a quantidade. E é sabido que o governo Temer encaminhou reformas essenciais, que terão impacto no país no longo prazo.

Heterogeneidade e custo
O trabalho também estabelece uma interessante relação entre a heterogeneidade ideológica da coalizão que governa e o custo dessa governança. FHC marcou 31 e 30,5 pontos.

Lula atingiu picos de 54 pontos de heterogeneidade do primeiro governo e 42 no segundo. Resultado: ficou mais caro administrar tanta diversidade. Dilma faz 45,5 pontos e 37,7 pontos, respectivamente. E Temer? Embora seja, dos sete, o governo com um maior número de partidos oficialmente na base — 10 —, isso se deve à fragmentação partidária. A coerência ideológica é a maior dos sete mandatos: apenas 27, 1 pontos de heterogeneidade.

Será que o PMDB realmente manda?
Sim, leitor, você e todo mundo deve ter a impressão de que o PMDB é quem fica com a maior parte desse custo de governança. Será mesmo? O autor opera com uma medida chamada “índice de coalescência”, segundo estabeleceu Octavio Amorim Neto, em 2006, que mede a proporcionalidade entre os gastos com partidos e o peso de cada um na coalizão: quanto mais perto de cem, mais proporcional é a divisão.

Saibam: Temer obtém 80,4 pontos nesse quesito. Ele divide mais. O PMDB fica com 30% do custo de governança; os outros 70% vão partidos da base aliada. Com o PT, o troço é diferente. No primeiro mandato de Lula, o PT detinha 18% das cadeiras da Câmara, mas ocupou 21 (60%) dos 35 ministérios. Com 15% da Casa, o PMDB ficou com duas pastas (6%). Dilma elevou um pouco a proporcionalidade, mais ainda abaixo de FHC. Temer é o que faz a distribuição mais equânime desses custos, segundo o peso dos partidos.

Que efeito isso tem? Ora, um governo que distribui poder e recursos em consonância maior com o perfil do Congresso tem mais chances, é evidente, de ser bem sucedido.

Leiam a íntegra no texto na Folha. Se a imprensa acerta quando chama liberação de verba de “balcão”, então o balcão de Temer é o menor. O PMDB não é a tal máquina que tomou o governo de assalto. Dados os sete governos, é a vez em que a legenda do presidente concentra o menor custo de governança. É falso que a tramoia da holding “JJ&F” — Janot, Joesley e Fachin — tenha paralisado a gestão.

Não estranhem, pois, que o governo tenha sobrevivido a golpismos vários. Temer sabe negociar com o Congresso e, à diferença do que dizem por aí, tem mais método do que improvisação.

Grupo de WhatsApp com Batistas e quase-irmã de Barroso sugere flagrante armado contra Aécio

Participavam da patota Joesley, Wesley, Fernanda Tórtima e Marcelo Miller. É Fernanda, a quase-irmã, quem trata, com todas as letras, da possibilidade do flagrante criminoso

Por Reinaldo Azevedo


Roberto Barroso, do STF, e sua irmã por consideração, Fernanda Tórtima, advogada da JBS. Num grupo de WhatsApp, ela trata com clareza de gravações ilegais para tentar incriminar Aécio. No tribunal, ele tratou o senador como culpado em razão justamente da operação a que ela se refere. Pode isso, Arnaldo?

Certa feita, num diálogo com um jornalista muito influente, na semana em que vieram à tona os episódios envolvendo Aécio Neves e o presidente Temer, afirmei: “O que se tem aí não é operação controlada, mas flagrante armado”. Entusiasta da coisa toda, ele ficou meio zangado. Segundo disse, eu não tinha “elementos para afirmar”. Bem, o elemento principal, de saída, era a escolha do relator no STF, feita por Rodrigo Janot. Sim, refiro-me a Edson Fachin. No dia 19 de maio, escrevi um texto chamado “Temer foi vítima de atos ilegais; democracia rejeita ‘entrapment’”.

Era tão evidente que se estava diante de uma armadilha.

Na Folha desta segunda, leio o seguinte:

Uma troca de mensagens encontrada pela Polícia Federal sugere que procuradores orientaram executivos da JBS a gravar por conta própria –ou seja, sem autorização judicial– o momento da entrega de dinheiro a pessoas que seriam delatadas pelo grupo comandado pelo empresário Joesley Batista.

Os diálogos ocorreram em um grupo de WhatsApp de nome Formosa, provável referência à cidade natal dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em Goiás.

As conversas ocorreram em 4 de abril, data em que os advogados da empresa participaram de uma reunião na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República) com Eduardo Pelella, chefe de gabinete do então procurador-geral, Rodrigo Janot, e Sérgio Bruno, do grupo da Lava Jato.

Na ocasião, os sete executivos da JBS não tinham se tornado oficialmente colaboradores da Justiça. O pré-acordo de colaboração premiada foi assinado em 7 de abril e a homologação saiu em maio.

No dia seguinte à troca de mensagens, em 5 de abril, o executivo Ricardo Saud gravou, por conta própria, a entrega de R$ 500 mil para Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A gravação foi feita na sede da JBS, em São Paulo.

Esse foi o primeiro de um total de quatro pagamentos combinados entre Joesley e Aécio, completando R$ 2 milhões. Os repasses das outras parcelas foram filmados pela Polícia Federal com autorização judicial.

Participavam do grupo de WhatsApp o ex-procurador Marcello Miller, a advogada Fernanda Tórtima, Joesley, Wesley, Saud e Francisco de Assis e Silva, advogado e delator. Os diálogos indicam pressa da PGR para fechar a delação.
(…)
As mais de 200 mensagens, às quais a Folha teve acesso, estavam no celular de Wesley, apreendido em maio.
“Eles acham que podem desconfiar se adiarem [os pagamentos pendentes]. [Procuradores] Acham que vcs podem fazer uma vez sozinhos gravando e deixariam a controlada para a seguinte”, escreveu Tórtima no grupo.

Retomo
A reportagem da Folha evidencia o que afirmei aqui em maio, três dias antes de algum vagabundo vazar uma conversa minha com fonte para tentar me constranger. Reproduzo trecho:

Os absurdos cometidos contra o presidente Michel Temer podem colaborar para que a Lava Jato volte aos eixos à medida que será preciso reconhecer erros grotescos de procedimento, que não podem se repetir. Do contrário, a operação estará, ela mesma, correndo riscos. Está claro, a esta altura, que a turma não tem limites.

Nota: o braço da Lava Jato que atinge o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu o sugestivo nome de “Operação Patmos”. É a ilha grega onde São João recebeu as revelações do Apocalipse. Se alguém ainda duvidava do caráter messiânico da turma…

É um absurdo que tantos advogados silenciem a respeito da barbaridade que se urdiu contra Temer. Aquilo nada tem de “ação controlada”, prevista no Artigo 9º da Lei 12.850. Retardar um flagrante em benefício da prova é diferente de preparar, de forma deliberada, as circunstâncias para o cometimento de um crime.

Precisamos, isto sim, é saber se não estamos diante daquilo que, nos EUA, é chamado de “entrapment”, que é uma cilada legal. Usa-se o aparato de estado para induzir um flagrante. Por lá, é um procedimento ilegal. Por aqui, também. Assim é em todo o mundo democrático. Só as ditaduras consagram tal meio.

Caso se investigasse a investigação, chegar-se-ia ao óbvio.

Segundo a versão da carochinha, espalhada por Joesley Batista com a ajuda do MP e da PF — e na qual a maior parte da imprensa cai por uma série de motivos, que merecerão post exclusivo —, o empresário decidiu ele próprio fazer a gravação. Não teria acertado isso nem com Ministério Público nem com Polícia Federal, que só teriam entrado em cena depois.

Pois é, meus caros. E a doutora Tórtima?
Sei bem o que tudo isso me custou. Entre outras coisas, dois pedidos de demissão. Mas não me arrependo nem um segundo sequer. Eis aí. Estamos em outubro. O leitor deste blog encontrava razões para desconfiar já em 19 de maio, há mais de cinco meses.

A propósito: não está na hora de a OAB indagar se a doutora Fernanda Tórtima não exerceria o seu trabalho de modo pouco ortodoxo? E lá está Marcelo Miller, aquele que escreve textos à beira da autocanonização. A propósito: o que resultou da investigação determinada pela ministra Cármen Lúcia? Não está na hora de Raquel Dodge atuar, pautando-se apenas pela lei.

E mais um convite ao ministro Barroso
E, para encerrar, vamos ver. No dia seguinte àquele em que deu um piti porque não suportou ouvir que o Estado do Rio está quebrado, o ministro Roberto Barroso, do Supremo — queridinho de setores da imprensa; especialmente do setor carioca; vai ver quebradeira pouca é bobagem… —, afirmou ter “quase passado dos limites”.

O advogado de um ex-terrorista, condenado em seu país pelo assassinato de quatro pessoas, condenação esta referendada por cortes internacionais insuspeitas de perseguir esquerdistas, julga que uma reação corporativista (é isso na hipótese benigna….), em que acusa outro membro do tribunal de parceria com a leniência com o crime do colarinho branco, é “quase” (APENAS QUASE!) passar dos limites… Fico aqui a imaginar o que seria, de fato, passar.

Ou nem preciso imaginar. Acho que Barroso passa dos limites quando não se dá por impedido ao votar no caso JBS. Fernanda Tórtima é sua irmã — por consideração ao menos. É filha de um outro casamento da ex-mulher de seu pai. E os dois privaram, por óbvio, da chamada intimidade familiar — esta, sim, real. Acho que Pedro Bial não sabia disso quando o entrevistou, e o doutor, com a ligeireza disfarçada de gravidade, que lhe é bem própria, resolveu fazer digressões sobre suposto impedimento de um desafeto seu.

Ou será que Barroso acha que só há impedimento (se houvesse) quando se concede um habeas corpus, mas não quando se nega, estando a sua quase-irmã no polo oposto daqueles que são vítimas da decisão?

Flagrante armado.

O nome disso é crime.

Ah, sim, quanto ao jornalista influente: eu estava certo, e ele, errado.

Paguei o preço de estar certo. E o que se paga pelo erro?

Nada!

PS: Ah, sim! Imaginem uma parenta, deixem-me ver, do ministro Gilmar Mendes como advogada da JBS, sugerindo, de moto próprio, num grupo que inclui futuros delatores e um membro da PGR, que se arme um flagrante criminoso… Acho que daria “Jornal Nacional”.

Presidente do DEM gaúcho adere à candidatura de Bolsonaro

Onyx Lorenzoni, deputado federal e presidente do DEM no Rio Grande do Sul, saltou para o barco de Jair Bolsonaro. Para ele, Bolsonaro é uma alternativa à alternância de poder entre siglas como PT, PSDB, PMDB e o próprio DEM. “Trabalho com absoluta convicção e com seriedade para ajudar a construir outra proposta. A candidatura do Bolsonaro, que é um democrata, vem da vontade da rua, do apoio popular”, disse Lorenzoni nesta segunda-feira. Em resposta, Pauderney Avelino, vice-líder do DEM na Câmara, afirmou que a posição de Lorenzoni não é a do partido – e que a sigla não apoiará Bolsonaro.

Proteste contra a presença no Brasil da teórica de gênero Judith Butler


Estão previstas para os próximos dias 7 e 9 de novembro, no Sesc Pompeia, em São Paulo, palestras da "filosofa" americana Judith Butler, idealizadora e uma das principais promotoras da ideologia de gênero. Ela vem ao Brasil para participar em um debate no Simpósio Internacional “Os Fins da Democracia”. Vai falar do seu principal livro: "Caminhos Divergentes: Judaicídade e critica ao sionismo". Ela vem defender posições pró-palestina e um boicote em todos os campos contra Israel. Videversus convocar todos a assinar uma petição contra a vinda dessa mulher, para o Sesc cancelar esse evento. A petição já assinada (até agora) por 283.065 pessoas. São necessárias mais 200 mil, porque são necessárias 500 mil adesões mínimas.

.Judith Butler é uma filósofa pós-estruturalista americana, teórica da questão do feminismo, teoria queer, filosofia política e ética. Ela é professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ela obteve seu Ph.D. em filosofia na Yale University em 1984, e sua dissertação foi publicada como "Subjects of Desire: Hegelian Reflections in Twentieth-Century France". Ela é propagandista do boicote a Israel, o que é uma outra faceta moderna do antissemitismo.

Assine a petição contra a presença de Judith Butler no Brasil http://www.citizengo.org/pt-pt/node/108060?tc=fb&tcid=42241418

Os açougueiros bucaneiros Joesley Batista e Ricardo Saud pedem ao Supremo a suspensão de multa do acordo de delação premiada

A defesa dos açougueiros bucaneiros Joesley Batista e Ricardo Saud pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão das cláusulas do acordo de delação premiada que determinaram prazo para apresentarem novas provas e o pagamento de multa pelos crimes confessados. De acordo com os advogados, Batista e Saud não podem apresentar novas provas em 120 dias e fazer o pagamento em função da decretação da prisão preventiva pelo ministro Edson Fachin, relator do caso. Conforme o acordo, o açougueiro bucaneiro Joesley Batista deve pagar R$ 110 milhões e seu executivo bucaneiro Ricardo Saud, o montante de R$ 2 milhões, a partir de novembro. Ao receber o pedido, Fachin pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido.

Em setembro, a prisão por tempo indeterminado dos acusados foi requerida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele aos bucaneiros Joesley e Saud. O procurador concluiu que eles omitiram informações da Procuradoria Geral da República durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada. A defesa sustenta que os acusados jamais cooptaram o ex-procurador Marcello Miller para atuar a favor da J&F e que não omitiram informações da Procuradoria Geral da República. Marcelo Miller é acusado de atuar em favor do grupo JBS durante o período em que trabalhou no Ministério Público Federal.

Governo Temer diminui o valor do salário mínimo para 2018, agora fica em míseros R$ 965,00


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (30) que o novo valor do salário mínimo para 2018, anunciado pelo Ministério do Planejamento, é determinado pela aplicação da lei, e não por escolha política. Meirelles destacou ainda que o montante depende do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do País e da inflação. “O salário-mínimo basicamente está definido por lei. A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário-mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação. Então é meramente uma questão de definir esses itens”, disse, após participar de uma palestra na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou hoje a revisão do Orçamento de 2018 com a previsão de redução de R$ 4,00  no valor do salário mínimo para o próximo ano, que passa de R$ 969,00 para R$ 965,00. O valor, segundo o governo, menor ocorre devido a redução da previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC). “Isso aí não é uma questão de escolha, muito menos de escolha política. É uma questão de cálculo matemático. E eventualmente a inflação cai, isso pode gerar um salário-mínimo um pouquinho menor, mas o fato concreto é que temos todos que seguir a lei”, disse Meirelles.

Por lei, até 2019, o salário mínimo é definido com base no crescimento da economia dos dois anos anteriores somado à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também do ano anterior. Em outubro, o governo já havia divulgado uma previsão para o salário mínimo de 2018. O valor de R$ 979,00 que constava na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) então foi reduzido para R$ 969,00. Hoje, uma nova diminuição na previsão foi anunciada, agora para R$ 965,00.

Arrecadação com leilão do pré-sal pode chegar a R$ 600 bilhões nas próximas décadas

As duas rodadas do pré-sal das bacias de Santos e Campos, realizadas na semana passada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), poderão proporcionar à União, aos Estados e municípios arrecadação em torno de R$ 600 bilhões pelas próximas três décadas, superando em cerca de R$ 200 bilhões os valores inicialmente estimadas pela agência.

A informação foi dada nesta segunda-feira (30) pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ao participar da 13ª International Conference Brazil Energy and Power 2017, no auditório da Fundação Getulio Vargas, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Oddone disse que a agência precisou recalcular os valores inicialmente estimados de arrecadação para o governo porque percentuais relativos ao óleo lucro ofertado pelas petrolíferas na 2ª e 3ª rodadas de blocos no polígono do pré-sal terem superaram muito as projeções iniciais da ANP. “Houve casos em que o ágio oferecido ao governo chegou a mais de 200%. Aí, nós tivemos que recalcular as nossas estimativas inciais". “E elas indicavam que a União, Estados e municípios receberiam ao longo de mais de 30 anos de contrato cerca de R$ 400 bilhões em royalties, participação especiais, tributos e óleo lucro. Mas, com o ágio obtido, tivemos que recalcular o valor, e a nova previsão indica que a arrecadação total ao longo das próximas três décadas posteriores ao início da produção pode chegar a R$ 600 milhões”, afirmou.

Oddone disse que a ANP nunca duvidou do sucesso das duas rodadas, embora alguns tenham duvidado. “Eu nunca tive dúvida sobre o êxito do leilão, mas tinha gente que tinha, porque só olhava para o bônus de assinatura, e aí dizia que a arrecadação tinha sido menor do que a esperada. E a arrecadação total, ao longo dos próximos 30 anos, será avassaladoramente superior as nossas previsões iniciais". 

Oddone adiantou que a ANP deverá divulgar nos próximos dias o volume de óleo existente na cessão onerosa – área envolvida no contrato da União com a Petrobras para a exploração de 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação na área do pré-sal por ocasião da capitalização da companhia, em 2010. Na ocasião, o governo repassou 5 bilhões de barris de petróleo à Petrobras sob o sistema de cessão onerosa, no qual a estatal pagou antecipadamente pela reserva e, após declarar o projeto comercialmente viável, começou a discutir o real valor do reservatório.

A ANP contratou uma empresa certificadora para atestar o tamanho da área que, hoje, sabe-se ser superior ao volume envolvido no acordo do governo com a estatal. Oddone não quis adiantar o volume apurado na área, mas admitiu que uma das possibilidade será a de o governo leiloar o volume excedente aos 5 bilhões de barris. “Vamos divulgar proximamente a estimativa que a ANP tem em relação ao volume total do óleo existente na cessão onerosa e que foi revisada pelo empresa de consultoria que contratamos para avaliar a real quantidade de petróleo existente na área da cessão onerosa”, informou Oddone. “Eu não não vou antecipar volume, mas, quanto ao excedente, se vai ser leiloado, ou não, é uma decisão da União", disse.

Segundo Oddone, o governo agora vai fazer um seminário para discutir a questão do gás não convencional (folhelho – shale gas) com todos os agentes envolvidos: “Tem um potencial significativo, e a estimativa é de haver centenas de trilhões de pés cúbicos de reservas desse gás não convencional no Brasil". “Então, vamos estudar se, e como, nós vamos seguir em frente na exploração desses recursos, mas é outra decisão que tem que ser tomada conscientemente junto à sociedade e que também é uma questão de política energética”, acrescentou.

Animado com a vitória eleitoral na Argentina, Macri anuncia pacote de reformas estruturais

O presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou nesta segunda-feira (30) um pacote de reformas nas áreas econômica, política, trabalhista, previdenciária e da Justiça, que será enviado ao Congresso nos próximos dias. Para o ato, que ocorreu no Centro Cultural Kirchner, no centro de Buenos Aires, Macri convidou ministros, congressistas alinhados ao governo e representantes de oposição, todos os governadores das províncias, líderes de sindicatos, empresários e representantes do poder Judiciário.

Apesar de não entrar em detalhes técnicos sobre cada tema, anunciou que os três eixos básicos do pacote seriam uma reforma tributária e o corte de gastos do Estado, uma reforma trabalhista e do sistema de aposentadorias, que já vem sendo negociada por setores, e, em terceiro lugar, uma série de medidas "para melhorar a qualidade institucional" do país, que incluem mudanças no sistema eleitoral e na relação entre o Executivo e o Judiciário. 

Animado pela vitória nas eleições legislativas do último dia 22, Macri apresentou as principais linhas de seu "plano para a Argentina" num discurso que durou 35 minutos e no qual pediu que "cada um ceda um pouco" para que seja possível "chegar a consensos básicos". 

Sobre a reforma tributária, afirmou que a Argentina tem "impostos altos, com distribuição pouco equitativa e com grande evasão". Pediu aos governadores mais responsabilidade nos gastos e afirmou que o orçamento para o ano que vem prevê uma redução gradual do déficit fiscal. Quanto ao ponto que vem causando mais polêmica, a reforma trabalhista, Macri afirmou que a intenção é "criar mais vagas de trabalho formais" e reduzir a informalidade, que hoje ronda os 30%. Para isso, o governo já vem negociando com empresários e sindicatos maneiras de aumentar as vagas por meio de adequações nos atuais contratos de trabalho. 

O presidente criticou, ainda, a Justiça trabalhista, que chamou de "uma máfia" que teria se transformado "no principal inimigo da criação de trabalho em nosso país". Houve alfinetadas nos líderes sindicais, a quem também havia chamado de "máfia" há poucos meses. Nesta segunda-feira (30), disse que o país precisa de "organizações sindicais fortes e transparentes, mas que realmente tenham a vocação de representar os trabalhadores". 

Apontou para o fato de que existem atualmente 3 mil sindicatos, mas apenas 600 dialogam com o governo durante as negociações paritárias anuais. Com relação às aposentadorias, Macri disse que o atual sistema previdenciário "não é sustentável". O governo pretende mudar o modo como se calculam as aposentadorias, fazendo com que se ajustem à inflação de modo trimestral e com que se eliminem as "aposentadorias de privilégio". 

Sobre a Justiça, fez críticas ao "grande número de empregados" e às "longas licenças" a que têm direito, e que fazem com que o sistema funcione de maneira lenta. Macri obteve nesta segunda-feira uma vitória com a renúncia da procuradora-geral, Alejandra Gils Carbó, funcionária vinculada ao kirchnerismo, a quem já havia pedido abertamente que deixasse o posto. Agora, o novo procurador será escolhido pelo mandatário, mas sujeito à aprovação do Senado.

O centro de Buenos Aires esteve intransitável no final da manhã, pouco antes do início do ato. Diversas organizações sociais e sindicatos promoveram uma passeata pelas principais vias, para protestar contra as reformas trabalhista e do sistema de aposentadorias. Os principais representantes do peronismo não alinhado a Macri e da esquerda não compareceram ao encontro.

Agora lamurioso, Sérgio Cabral pede ao Supremo para não removido para presídio Federal no Mato Grosso do Sul

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, o bandido peemedebista Sérgio Cabral (PMDB), entrou com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para que ele não seja transferido da penitenciária em que está para o presídio federal de Campo Grande (MS). A transferência foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, na semana passada. 

Na unidade de Campo Grande estão detidos alguns integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. De acordo com os advogados, Sérgio Cabral teve participação na transferência desses criminosos: "É dizer, já não só os direitos e garantias processuais do paciente estariam seriamente comprometidos, mas, a partir da malsinada transferência, também a sua integridade física e até a sua vida passariam a correr perigo". 

Eles afirmam que Sérgio Cabral não tentou obstruir qualquer investigação, que sua permanência no Rio de Janeiro favorece o direito à ampla defesa e que ele tem família no Estado. O peemedebista está preso desde novembro de 2016 e responde a 16 processos. 

A defesa já recorreu ao Tribunal Regional Federal e ao Superior Tribunal de Justiça para impedir sua transferência, mas perdeu. A decisão de transferir Cabral foi tomada por Bretas em razão de declarações dadas depoimento à Justiça Federal. Cabral mencionou familiares do magistrado em seu depoimento. O ex-governador prestava depoimento na ação penal em que é acusado de comprar R$ 4,5 milhões na H. Stern para lavar dinheiro de propina. Ele afirmou que seria "burrice" branquear recursos desta forma porque as peças perdem valor assim que saem das lojas e então mencionou a família do juiz. "Vossa Excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto porque sua família mexe com bijuterias. Se não me engano, é a maior empresa de bijuteria do Estado", afirmou. Bretas respondeu: "Eu discordo". "São as informações que me chegaram", retrucou o peemedebista.

O procurador Sérgio Pinel afirmou que o peemedebista teve acesso a "informações indevidas dentro da cadeia". No habeas corpus, a defesa afirma que o comentário não pode ser interpretado como ameaça. "Isso foi tomado pelo referido magistrado inicialmente como uma ameaça e acabou evoluindo para o entendimento de que o paciente estaria recebendo informações privilegiadas na unidade de prisão que o abriga", diz a defesa. "Não se tratava, pois, de informação privilegiada ou de indício de burla às normas penitenciárias por parte do paciente, mas, de um fato divulgado ao público pelo próprio juiz que decidiu pela transferência", segundo os advogados do peemedebista. 

"Em suma: se as declarações feitas pelo beneficiário desta ordem podem ser tidas como ácidas ou polêmicas, não se pode tomá-las como desrespeitosas ou ameaçadoras, como se tem entendido, e muito menos como ensejadoras de uma condição carcerária mais gravosa para o paciente, que precisa continuar no Rio de Janeiro, como dito, para melhor se defender dos 15 processos que por lá tramitam em seu desfavor", informa o documento protocolado pela defesa.

Governo do presidente Michel Temer amplia em R$ 14,5 bilhões receitas previstas em 2018

O governo do presidente Michel Temer espera contar com R$ 14,5 bilhões a mais em receitas em 2018. Além das medidas envolvendo os servidores (adiamento do reajuste de servidores para 2019 e o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14%), o governo prevê restabelecer a cobrança de impostos sobre a folha de pagamentos e também a taxação sobre fundos de investimentos fechados.

Na nova programação orçamentária apresentada nesta segunda-feira (30), o Ministério do Planejamento reduziu a estimativa de receita com concessões em apenas R$ 600 milhões, de R$ 19,5 bilhões para R$ 18,9 bilhões, apesar da retirada do aeroporto de Congonhas da lista de privatizações no ano que vem. 

As medidas geradoras de receita estão sendo computadas no Orçamento após o governo bater o martelo sobre a edição de medidas provisórias com as providências. Até a semana passada, o governo ainda negociava se enviaria as propostas por meio de projeto de lei ou por MP, o que poderia atrasar a vigência das iniciativas. 

"O presidente assinou as medidas provisórias nesta tarde e com isso será enviada mensagem modificativa ao Congresso", afirmou o ministro Dyogo Oliveira. O governo também ampliou os gastos previstos para 2018 em R$ 44,5 bilhões. O rombo orçamentário, estimado em R$ 159 bilhões, só não será maior devido à projeção de receita mais elevada. 

O Ministério do Planejamento elevou em R$ 47,6 bilhões as despesas discricionárias - sem regras de desembolso ou correção - que estavam excessivamente reduzidas na versão original. Em agosto, o Planejamento havia fixado essa estimativa de despesas para R$ 200,220 bilhões - valor inferior ao previsto para este ano (R$ 245,7 bilhões). 

Sem a certeza sobre as receitas obtidas com as medidas provisórias, o Planejamento enviara ao Congresso o Orçamento com a meta de déficit de R$ 129 bilhões, o que está sendo corrigido neste momento. O governo manteve a previsão de crescimento em 2% em 2018, embora projeções do setor privado já indiquem uma taxa mais elevada. O salário mínimo foi corrigido levemente para baixo, de R$ 969 para R$ 965, em razão do decréscimo da inflação.

Time do Barcelona de Guaiaquil está retido na Bolívia, sem poder voar a Porto Alegre

O Barcelona de Guaiaquil ainda não chegou a Porto Alegre e deve atrasar a logística para o segundo jogo da semifinal da Copa Libertadores, diante do Grêmio. Com problemas burocráticos para pousar o avião fretado em solo brasileiro, o clube do Equador está parado na Bolívia desde domingo (29) à noite e já se mobiliza para permanecer mais uma noite em Santa Cruz de La Sierra.

A chegada do Barcelona ao Brasil estava prevista para o início da tarde desta segunda-feira (30), mas atrasou desde a saída do Equador. Ainda no domingo, o clube informou pelo Twitter que iria dormir na Bolívia. A publicação apenas referiu "temas logísticos". Segundo a rádio Huancavilca, de Guaiaquil, o clube não conseguiu a documentação necessária para receber autorização de desembarque no Brasil.

A previsão inicial, após o problema burocrático, era de viagem a partir das 16h (Brasília), mas nada feito. Até o meio da tarde, o clube não tinha novo horário para o embarque. No começo da manhã desta segunda-feira, os dirigentes seguiram atrás dos papéis e o elenco foi mantido em um hotel na cidade boliviana. Sem avançar na burocracia, a diretoria do Barcelona já tratou de ampliar a diária no local e passou a buscar um espaço para fazer treinamento.

"Muitas coisas saíram mal. E vão dizer que minhas palavras são, primeiro, antipáticas. E, depois, que são desculpas. Mas eu falo para que todos saibam, não foi o mais adequado plano de logística", disse Rubens Valenzuela, preparador físico do time equatoriano.

Originalmente, o adversário do Grêmio iria fazer um treino no estádio Beira-Rio no final da tarde desta segunda-feira. Agora, a programação em solo brasileiro deve ficar somente com atividade na Arena, às vésperas da segunda partida da semifinal. Grêmio e Barcelona de Guaiaquil se enfrentam nesta quarta-feira (1º), às 21h45 (Brasília). No jogo de ida, o time tricolor fez 3 a 0 —portanto, pode até perder por 2 a 0 que fica com a vaga na decisão da Libertadores.

Neocoronel Cid Gomes é absolvido por invasão e corridinha em pista de aeroporto de Salvador

O ex-governador do Ceará, o neocoronel Cid Gomes (PDT), foi absolvido na última semana pela Justiça Federal da Bahia em um processo criminal por invasão de pista de aeroporto e atentado contra a segurança de transporte aéreo. O caso aconteceu em 2013 quando Cid, então governador do Ceará, foi à Bahia participar de uma reunião da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) com a presença da mulher sapiens, a então presidente Dilma Rousseff (PT). 

Atrasado para o evento, o neocoronel Cid Gomes não aguardou a autorização da torre de controle para desembarcar. Agindo à revelia do piloto, desceu do avião e atravessou apressado a pista de pousos e decolagens do aeroporto de Salvador. A atitude do ex-governador forçou uma aeronave da Avianca, vinda de Guarulhos, a arremeter e fez um avião da Gol, que vinha de Recife, a abortar o procedimento de pouso. 

Na época, o Ministério Público da Bahia processou o então governador cearense por expor a perigo "embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea". O crime de atentado à segurança do transporte marítimo, fluvial ou aéreo é previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro, com pena de dois a cinco anos de reclusão. 

Na sentença, o juiz Antônio Oswaldo Scarpa, da 17ª Vara Criminal da Justiça Federal da Bahia, afirmou que "não é possível concluir, com a certeza necessária" que os transtornos causados por Cid Gomes foram suficientes para caracterizar "perigo concreto" aos passageiros dos demais vôos. A defesa do neocoronel Cid Gomes alegou ausência de dolo na atitude do então governador e argumentou que ele não tinha "nem a mínima ciência de que sua ação geraria perigo a qualquer aeronave ou passageiro".

Justiça proíbe show de Caetano Veloso em acampamento da organização terrorista MTST em São Bernardo do Campo


A 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, proibiu a realização de show do cantor Caetano Veloso em acampamento da megainvasão da organização terrorista MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) na cidade, que estava programado para começar às 19h30. A decisão da juíza Ida Inês Del Cid foi motivada por uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público estadual, que pediu a interdição do show sob pena de multa de R$ 500 mil. Ida Inês Del Cid alegou que o local "não possui estrutura a suportar show, mormente para artistas da envergadura de Caetano Veloso". "Seu brilhantismo atrairá muitas pessoas para o local, o que certamente colocaria em risco estas mesmas, porque, como ressaltado, não há estrutura para shows, ainda mais, de artista tão querido pelo público, por interpretar canções lindíssimas, com voz inigualável", fundamentou a juíza.

Janot concedeu superpoder inconstitucional para o Ministério Público no CNMP antes de sair da presidência


Uma resolução publicada na reta final da gestão de Rodrigo Janot à frente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) permite a promotores e procuradores realizarem vistorias, inspeções e diligências, e requisitar informações e documentos de autoridades públicas e privadas sem autorização judicial. As normas são contestadas por entidades de representação de magistrados, advogados e policiais federais por conceder “superpoderes” ao MP na investigação criminal.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizaram recentemente ações no Supremo Tribunal Federal, nas quais questionam a constitucionalidade da Resolução 181. A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) vai ingressar com pedido de amicus curiae – como parte interessada nos processos. As queixas já estão sob análise da procuradora-geral Raquel Dodge, tanto na PGR como no conselho.

Editadas no dia 7 de agosto – Janot deixou o comando da PGR e do CNMP em 17 de setembro – para regular o procedimento investigatório criminal (PIC), as regras reacendem críticas à forma como o MP conduz seus trabalhos e lançam mais polêmicas sobre como o órgão foi liderado pelo ex-procurador-geral, que se viu envolto em uma série de controvérsias à frente da Operação Lava Jato e na delação premiada do Grupo J&F. 

Um dos superpoderes, segundo a AMB, está previsto no artigo 7º da resolução. De acordo com o parágrafo 1.º do dispositivo, “nenhuma autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de função pública poderá opor ao Ministério Público”. “O CNMP inseriu uma norma inusitada, para dizer o mínimo”, afirma a entidade, “cuja redação rebuscada e criativa contém comando que permitiria ao MP promover a quebra de qualquer sigilo dos investigados, sem ordem judicial”, escrevem os advogados da AMB, Alberto Pavie Ribeiro, Emiliano Alves Aguiar e Pedro Gordilho.

A resolução, já em seu artigo 1º, prevê também que o PIC é “instaurado e presidido pelo membro do Ministério Público com atribuição criminal” e servirá “como preparação e embasamento para o juízo de propositura, ou não, da respectiva ação penal”. Segundo o advogado criminalista Luís Henrique Machado, a norma “estabelece um sistema de ‘submissão’ investigativa por parte da polícia em relação ao Ministério Público”. Para o criminalista, “a resolução do CNMP transforma a instituição em um ‘Superpoder’ que, hoje em dia, no Brasil, investiga, processa e julga”.

Portugal Telecom e o falido Banco Espírito Santo pagaram propina para o bandido petista mensaleiro José Dirceu

Entre os anos de 2007 e 2014, o bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos 632 mil euros (equivalentes a R$2,4 milhões) de uma empresa do falido Grupo Espírito Santo (GES) e uma sociedade da Portugal Telecom (PT). De acordo com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, do Ministério Público de Portugal, a propina foi paga em troca da ajuda de José Dirceu para as empresas de telecomunicação PT e GES, em negócios com empresas públicas do Brasil. 

Entre esses negócios está a fusão da Portugal Telecom com a Oi, em 2014. O procurador Rosário Teixeira explica que a entrada da PT no capital da Oi, ia ao encontro dos interesses de alguns quadros da administração não executiva da PT, “caso de Henrique Granadeiro, e de alguns accionistas da mesma PT, caso do BES”. Além de que, “envolvia a Andrade Gutierrez (construtora brasileira) envolvida “. no caso Lava Jato, o Banco Espírito Santo e alguns elementos da administração da Portugal Telecom”.


Teixeira cita a participação do bandido petista mensaleiro José Dirceu na fusão das empresas, “E o referido José Dirceu de Oliveira, utilizando os seus conhecimentos junto dos responsáveis políticos brasileiros, dispôs-se a contactar as entidades portuguesas no sentido de, através da promessa de condições favoráveis ao investimento da PT na Oi e da promessa de serem gerados ganhos com o negócio, conseguir uma decisão favorável para tal investimento”. 

De acordo com a conclusão da Operação Marquês, a maior parte do dinheiro teria sido transferida por ordem do banqueiro Ricardo Salgado por intermédio do advogado português João Abrantes Serra. Segundo a investigação, Abrantes conhecia Luiz Silva, irmão do bandido petista mensaleiro José Dirceu e em 2004 virou seu sócio em uma empresa. Após três anos, em 2007, o advogado José Dirceu e Luiz acordaram unir esforços para “através dos estabelecimentos de contatos em Portugal e no Brasil, pressionar entidades políticas e a administração de empresas públicas para a obtenção de decisões favoráveis a interesses empresariais portugueses e brasileiros”.

Foram reconstituídos os círculos financeiros dos pagamentos feitos através da sociedade de Abrantes Serra a José Dirceu. Sendo que o esquema tinha objetivo de estabelecer “pretensos contratos de prestação de serviços”, que de acordo com o Ministério Público serviam de fachada para pagamentos de depois seriam encaminhados para o bandido petista mensaleiro José Dirceu.

O Ministério Público relata que a Espírito Santo Financial, holding do GES, no período de março de 2011 e julho de 2014, pagou pelo menos 30 mil euros mensais, que foram divididos entre José Dirceu e Abrantes. Só José Dirceu recebeu cerca de 585 mil, além de pagamentos de despesas de um cartão de crédito associado a uma conta controlada por Abrantes.

No despacho o Ministério Público concluiu que a sociedade de Abrantes era “mero ponto de passagem” para os pagamentos a Dirceu e sem “efetiva representação e domínio”. Em interrogatório este ano, Abrantes Serra, confessou que os serviços ao GES consistiam sobre tudo em “apresentar pessoas e abrir portas” ao grupo nos países onde o grupo se implantou.

Apesar de todos os fatos apurados, o Ministério Público arquivou acusação contra o bandido petista mensaleiro José Dirceu na Operação Marquês porque no “período de tempo em que alegadamente ocorreram os fatos o crime de tráfico de influência implicava que a entidade pública visada pela influência fosse uma entidade titular de um cargo público no estado português e não num estado estrangeiro”. 

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, colocou um petista na chefia da intervenção no Fundo Postalis


Intriga o mercado o aval do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) a Walter de Carvalho Parente como interventor no Postalis, fundo de pensão dos Correios. Parente é ligado ao ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, do PT. A intervenção ocorreu quando o Postalis estava na iminência de ajuizar ação bilionária na Justiça de Nova York contra o banco BNY Mellon, por má gestão de investimentos do fundo. O BNY Mellon já está sendo processado pelo Postalis no Brasil e em Nova York. Se o fundo vencer a batalha judicial, pode zerar seu déficit. R$250 milhões já foram bloqueados pela Justiça brasileira do banco BNY Mellon. O valor do ressarcimento pleiteado chega R$3,5 bilhões. A intervenção no Postalis foi determinada pela Previc, órgão de controle do governo federal “aparelhado” pelo petista Carlos Gabas. (Claudio Humberto)

Mais de um milhão de pessoas protestaram em Barcelona contra a independência da Catalunha



Cerca de 1 milhão de catalães saíram às ruas de Barcelona neste domingo para se opor à independência da Catalunha, segundo os organizadores da manifestação. A marcha foi convocada pela Sociedade Civil Catalã com o objetivo de rejeitar o que a organização considera um "ataque sem precedentes à história da democracia". Participaram da manifestação lideranças de diversos partidos favoráveis à união da Espanha, incluindo conservadores, liberais e socialistas. O slogan do ato foi "Somos todos Catalunha. Senso comum pela coexistência".

O clima era festivo e manifestantes carregavam bandeiras da Espanha, da Catalunha e da União Européia. Alguns erguiam placas nas quais se lia "Não deixaremos a Espanha ser despedaçada" e "O despertar de uma nação silenciada". 

A vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Sáenz de Santamaría, foi nomeada como interventora no governo da Catalunha, um dia após a declaração de independência feita pelo Parlamento regional. A interina foi indicada pelo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, para administrar em substituição ao governador Carles Puigdemont, deposto do cargo na sexta-feira por liderar o movimento independentista. A intervenção acontecerá nas próximas oito semanas, até a realização de eleições regionais em 21 de dezembro.

Está controlado o devastador incêndio que destruiu boa parte da Chapada dos Veadeiros


Com uma forte chuva no fim da tarde de sábado (28), o incêndio que tomou o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, desde o último dia 17, foi controlado. A informação é do chefe do parque, Fernando Tatagiba. "Choveu praticamente na área toda do parque. Na área que estava queimando, todo o incêndio está controlado. A perspectiva é de caminhar para a extinção do fogo, mas vamos manter o estado de prontidão", disse Tatagibal.

O aguaceiro, embora atrasado em um dia na previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi suficiente para o início da desmontagem do esquema de combate da equipe, composta por brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), bombeiros do Distrito Federal e de Goiás e voluntários de estados como Tocantins e Minas Gerais.

Ao longo de dez dias, o grupo conseguiu controlar o incêndio na parte sul do parque e passou a aglutinar esforços no norte, na região dos Saltos até o Catingueiro, próximo ao município de Cavalcante. Ao sul, estão localizados o Rio das Cobras, o Vale do Rio São Miguel, Pouso Alto e Cara Preta. "A gente começa a planejar a desmobilização, que é gradual e lenta. A gente não desmobiliza tudo de uma vez só. Dos cinco aviões-tanques, devemos inicialmente tirar três", disse Tatagiba.

Ele informou que a equipe sobrevoou o parque na manhã de hoje (29), mas não pôde avaliar com precisão a proporção da área atingida, devido às nuvens que se formaram. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as queimadas por satélite, há, atualmente, 57 focos de risco de fogo, dos quais 43 são considerados de grau médio.

Agências bancárias estão reduzidas a apenas 8% do total das operações dos bancos


O avanço da tecnologia e a radicalização cada vez maior das greves anuais dos bancários têm sido apontados como alguns dos principais fatores para o processo de fechamento de agências no Brasil e no Exterior. Segundo a Pesquisa Febraban 2017, as transações bancárias de 2016, por meio de mobile e internet banking, representaram 57% do total. As operações realizadas em agências somaram apenas 8%. 

O estudo da Federação dos Bancos reforçou a tendência crescente dos clientes por transações bancárias usando mobile e internet banking. Os bancos brasileiros registraram 1,2 bilhão de saques (100 milhões a mais que em 2015) em caixas eletrônicos e agências, no ano passado. O número de agências bancárias no País ainda registrou leve alta, passando de 22,9 mil, em 2015, para 23,4 mil em 2016. A pesquisa da Febraban foi realizada pela Deloitte com a participação de 17 bancos, que representam 93% dos ativos do setor financeiro.

O PT surgiu no cenário político brasileiro em 1979, tendo como uma das suas pernas de sustentação o poderosíssimo, na época, sindicato dos bancários. Era a época de inflação galopante no País, que chegou a 85% ao mês, e do overnight, das enlouquecidas maquinas de remarcação diária de preços nos supermercados. A corporação dos bancários era a maior do País, e com sindicatos incisivos. Não por acaso do meio bancário surgiram os grandes nomes da nomenklatura petista, boa parte deles hoje na cadeia, outros a caminho. Agora o setor bancário tende para a quase eliminação da mão de obra, substituída pelos computadores e pela internet. No curso da história sempre foi assim, com as grandes transformações tecnológicas, as profissões vão desaparecendo.





Justiça americana prende o ex-chefe de campanha de Donald Trump


Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entregou-se nesta segunda-feira às autoridades para cumprir uma ordem de detenção, parte da investigação da suposta ingerência russa nas eleições do ano passado no país. Um sócio de Manafort, Rick Gate, também envolvido com a campanha presidencial do atual chefe da Casa Branca, apresentou-se ao FBI e será indiciado. 

Na sexta-feira passada foi divulgada a aprovação, por parte de um grande júri em Washington, das primeiras acusações dentro da investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller sobre a suposta ingerência russa nas eleições do ano passado nos Estados Unidos e os possíveis contatos entre Moscou e a campanha de Trump. Manafort comparecerá hoje à corte federal de Washington e, entre as acusações a que responderá, está a de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. 

Manfort, veterano republicano em campanhas, uniu-se à equipe de Trump em março de 2016, e rapidamente foi promovido a chefe de campanha do atual presidente. Em agosto, ele foi demitido em meio a denúncias de que teria recebido mais de 12 milhões de dólares em pagamentos não declarados de Viktor F. Yanukovych, ex-presidente da Ucrânia que mantinha relações próximas com o governo russo. 

A investigação de Mueller, que não cita Trump nem a suposta ingerência russa nas acusações contra Manfort e Gate, também cobre as finanças e negócios familiares do chefe da Casa Branca, e procura determinar se o presidente incorreu em obstrução da Justiça quando demitiu em maio o então diretor do FBI, James Comey, que liderava o caso da ingerência russa. 

Também nesta segunda-feira, George Papadopoulos, outro ex-assessor da campanha eleitoral de Trump, declarou-se culpado de mentir sobre as relações com a Rússia ao FBI. “Através de suas falsas declarações e omissões, o acusado Papadopoulos impediu a investigação em curso do FBI sobre a existência de vínculos, ou de coordenação, entre indivíduos associados com a campanha e os esforços do governo russo para interferir nas eleições presidenciais de 2016”, indica a acusação assinada pelo procurador especial, Robert Mueller. 

Papadopoulos admitiu ter ocultado suas conversas com um “professor” anônimo ligado a Moscou que sabia “podres” da democrata Hillary Clinton, rival do magnata republicano na corrida pela Casa Branca. Em resposta aos acontecimentos desta segunda-feira, Trump argumentou que “isso tudo é de anos atrás, antes de Paul Manafort fazer parte da campanha presidencial”. Em mensagem no Twitter, o presidente voltou a atacar Hillary Clinton, a quem chamou de “trapaceira”, e perguntou: “Por que ela e os democratas não são o foco?”. 

Neste domingo, Trump voltou a classificar de “caça às bruxas” a investigação do procurador sobre seus supostos laços com a Rússia. Em mensagens postadas na rede social, o presidente americano pediu que se “faça algo” contra as irregularidades que, segundo ele, foram cometidas por Hillary Clinton. Hoje, Trump ressaltou que “não há conluio”, sobre as acusações de suas relações com a Rússia durante as eleições.

Empresário sueco inventor de submarinos confessa assassinato e esquartejamento do corpo da jornalista Kim Wall


O inventor Peter Madsen admitiu ter esquartejado a jornalista sueca Kim Wall, desaparecida em meados de agosto e cujos restos apareceram no mar Báltico, a bordo de seu submarino, informou nesta segunda-feira a polícia da Dinamarca. Madsen, de 46 anos, também mudou seu depoimento sobre a morte de Wall, que segundo ele tinha sido provocada pela queda acidental da escotilha do submarino, e assegura agora que ela morreu por intoxicação de monóxido de carbono enquanto ele estava na cobertura do navio. 

O desaparecimento de Kim Wall, de 30 anos, foi denunciado por seu namorado na madrugada no dia 11 de agosto, 24 horas depois de ela ter entrado no UC3 Nautilus — um submarino de fabricação caseiro de quase 18 metros de comprimento e 40 toneladas — para fazer uma entrevista com o inventor. Desde o sumiço da jornalista, Madsen mudou inúmeras vezes sua explicação sobre o que teria acontecido. Inicialmente afirmou que a repórter tinha desembarcado horas depois do início da viagem e que o submarino afundou por causa de um erro, mas a polícia logo descobriu que a embarcação foi afundada propositalmente. 


O criador do Nautilus afirmou em seguida que a morte foi um acidente. Madsen disse que segurava uma escotilha de 70 quilos enquanto Kim subia as escadas, mas não conseguiu segurar a peça, que teria caído em cima da repórter. “Kim foi gravemente ferida e estava deitada com um sangramento intenso. Havia muito sangue onde ela havia caído”, afirmou ele. O inventor negou ter mantido relação sexual com a jovem, mas admitiu ter levado outras mulheres para o submarino. E também reconheceu ter frequentado ambientes sadomasoquistas no passado. 

Em seu depoimento à justiça no começo de setembro, Wall confirmou que o naufrágio foi intencional. Ele disse que pensou em se suicidar após a morte de Kim e que jogou o corpo no mar porque decidiu que não seria “decente” que a jovem tivesse o submarino como túmulo. A história, no entanto, não convenceu as autoridades: a polícia da Dinamarca, que localizou de forma separada nos últimos meses partes do corpo de Wall, havia concluído que o tronco da jornalista foi deliberadamente cortado. 

Madsen é uma figura conhecida na Dinamarca pelos seus projetos de submarino e por ser o cofundador da firma Copenhagen Suborbitals, criada em 2008 com o objetivo de lançar algum dia ao espaço naves para um só passageiro. Ele está em prisão preventiva sob as acusações de homicídio e tratamento indecente de cadáver.