sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Botijão de gás acumula reajuste de 54%

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (3) novo reajuste no gás de cozinha para embalagem em botijões de 13 quilos. Desta vez, a alta será de 4,5%, causada, segundo a estatal, pela alta nas cotações internacionais. Foi o quinto aumento consecutivo. Desde que a empresa mudou sua política de preços para o GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), em junho, foram seis aumentos e uma única redução, em 5 de julho. Nesse período, o produto vendido em embalagens de até 13 quilos acumula aumento de 54%. 

Em comunicado distribuído nesta sexta-feira, a Petrobras diz que, se o repasse ao consumidor for integral, o botijão de gás ficará 2%, ou R$ 1,21, mais caro. "O reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério Norte", afirmou a estatal. 

Na quarta-feira (30), a empresa havia anunciado aumento também no preço do GLP para embalagens maiores do que 13 quilos, mais usadas por comércio e indústria. A alta foi de 6,5%. Nesse caso, o reajuste acumulado desde junho é de 29,5%. Desde 2013, a estatal pratica preços diferentes para os dois produtos. 

A política foi iniciada ainda no início do governo do chefão da organização criminosa petista, Lula, com o objetivo de conter a inflação, e oficializada em 2015, em resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). A nova política de preços mantém a diferença: para o cálculo do GLP industrial, a Petrobras inclui o custo de importação, além das cotações internacionais e margem de lucro. A ANP, porém, defende o fim da diferença de preços, alegando que prejudica a atração de investimentos.

Justiça espanhola ordena prisão de Puigdemont e quatro ex-conselheiros da Catalunha que fugiram para a Bélgica

A juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional,  determinou nesta sexta-feira (3) a detenção do ex-presidente do governo regional (Generalitat) da Catalunha, Carles Puigdemont, e dos quatro ex-conselheiros que foram com ele à Bélgica e não participaram ontem da audiência como investigados por rebelião, insurreição e desvio de recursos públicos. A pedido do Ministério Público espanhol, a magistrada emitiu ordens europ[eias de detenção contra Puigdemont e os ex-conselheiros Antoni Comín (Saúde), Clara Ponsatí (Educação), Lluís Puig (Cultura) e Meritxell Serret (Agricultura) e as encaminhou expressamente às autoridades judiciais da Bélgica.

A juíza ditou ordens pelos crimes de rebelião, insurreição, desvio de recursos, prevaricação e desobediência, e determinou a busca e a apreensão nacional e internacional para cada um deles. Além disso, rejeitou o pedido formulado por Puigdemont e os ex-conselheiros de prestarem depoimento por videoconferência. A ordem de detenção chega 24 horas após a prisão do ex-vice-presidente regional Oriol Junqueras e de outros sete ex-conselheiros, acusados dos mesmos crimes, uma decisão que atingiu fortemente os setores independentistas que denunciaram a politização da Justiça.

O governo de Mariano Rajoy, por meio do ministro porta-voz, Íñigo Méndez de Vigo, ressaltou que na Espanha existe a divisão de poderes e situou a resolução judicial dentro de um âmbito "independente e autônomo". Méndez de Vigo falou ao final da reunião do Conselho de Ministros, no qual se estabeleceram as bases das eleições autônomas catalãs do dia 21 de dezembro que, segundo afirmou, "se ajustarão à legalidade".

Puigdemont garantiu, na quinta-feira, que a prisão dos membros do seu gabinete representava "um golpe" contra o pleito, que ocorrerá "em um clima sem precedentes na Europa do século 21". Além disso, disse estar "disposto a ser candidato até mesmo do Exterior". Méndez de Vigo lembrou que enquanto não existir uma condenação firme que inabilite o indivíduo, qualquer um que estiver em posse de seus direitos civis e políticos pode concorrer às eleições.

"Todas as forças políticas na Catalunha disseram que vão participar das eleições e me parece que essa é uma boa notícia, porque são os catalães que têm de julgar o que aconteceu em todos estes anos e o beco sem saída para o qual o governo anterior os levou", acrescentou. O ministro também se referiu às consequências econômicas da crise política na Catalunha e lembrou que, em outubro, o número de desempregados na região aumentou em 14.698 pessoas, 3,6% em relação ao ano anterior.

A capital catalã, Barcelona, voltou a receber nesta sexta-feira manifestações que exigiam a liberdade dos integrantes do governo autônomo destituído, assim como dos líderes das duas principais organizações independentistas, Assembleia Nacional Catalã (ANC) e Òmnium Cultural, Jordi Sánchez e Jordi Cuixat, respectivamente, presos desde 16 de outubro acusados de secessão. Um tribunal da Audiência Nacional decidiu nesta sexta-feira mantê-los na prisão, embora as defesas tenham solicitado suas libertações com o argumento de que não existe mais o risco de reincidência, após a proclamação da independência unilateral da Catalunha e a implementação das medidas extraordinárias adotadas pelo governo espanhol.

Foi libertado nesta sexta-feira, depois de passar uma noite na prisão, o ex-conselheiro do governo catalão destituído Santi Vila (que renunciou antes que o Parlamento regional declarasse unilateralmente a independência), após pagar a fiança de 50 mil euros imposta pela juíza que investiga possíveis crimes dos responsáveis pelo processo de independência. Ao deixar a prisão, Vila pediu para que Rajoy adote medidas para buscar uma solução para o problema catalão que, segundo ele, só pode ser resolvido na política, e não nos tribunais.

Filho de Jango quer voltar de novo à política, agora no partido que homenageia o assassino Che Guevara


João Vicente Goulart, 60 anos, foi lançado pré-candidato por sua legenda, o Partido Pátria Livre (PPL), à sucessão de Michel Temer em 2018. João Vicente é filho do ex-presidente João Goulart, deposto pelos militares em 1964. O PPL tem origem no antigo MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), data em que morreu na selva da Bolívia o porco assassino Che Guevara. O MR8 foi grupo terrorista que se envolveu na luta armada logo após a instalação da ditadura militar. Mas, com o correr do tempo, a partir dos anos 80, transformou no partido revolucionário mais capitalista do mundo ocidental, só interessado em dinheiro. Primeiro o MR8 se abrigou no MDB, depois passou a ser um braço direito do quercismo, em São Paulo, e do simonismo, no Rio Grande do Sul. O presidente atual nacional da legenda é o ex-guerrilheiro Sérgio Rubens. 

A atividade de João Vicente é dedicar-se "à memória do pai". Ele preside o instituto com o nome de Jango, escreveu um livro sobre a vida no exílio do ex-presidente e capta recursos para transformar em filme essa história. Ou seja, vive de memórias. 

Com a experiência de apenas um mandato eleitoral - foi deputado estadual pelo PDT em 1982, no Rio Grande do Sul - João Vicente também associa à imagem do pai sua ainda incipiente plataforma de governo e quer relançar as famosas “reformas de base” de Jango. João Vicente foi um deputado estadual completamente relapso no Rio Grande do Sul. Seu estado normal era bem musical, do gênero "pra lá de Bagdá". Desempenhou um mandato sob os eflúvios etílicos. Hoje ele pretende voltar à política como um autêntico dinossauro, com a defesa de teses características da dinossaurica década de 60. Ou seja, ele vive no passado. O ridículo chega ao ponto de, mais de 50 anos depois, ele ainda falar em controlar a remessa de lucros das empresas estrangeiras instaladas no País. 

“Queremos de volta as reformas de base. Nunca saíram do papel. Como a reforma da lei de remessa de lucros. Olhe esse triste problema das teles. Já entregaram a Embratel, criada no governo Jango. Nos últimos quatro anos essas teles estrangeiras enviaram mais de R$ 38 bilhões de lucro para seus países. E ainda ficaram devendo R$ 20 bilhões de multa para o usuário”, diz João Vicente. “Ao que tudo indica, serei eu a ir para o sacrifício e será uma honra ser candidato a presidente do País. E levar a palavra das reformas de base, de 50 anos atrás. A causa do golpe de 64 não foi impedir o comunismo, mas impedir que o País fizesse as reformas estruturais. Que seria desenvolver um mercado interno forte e um País mais justo e de maior oportunidade", complementa.

João Vicente está sendo lançado candidato a presidente principalmente pela necessidade imposta pela cláusula de barreira. O partido precisa obter 1,5% dos votos em todo País e mais de 1% em nove Estados em votações proporcionais para ter acesso a recursos do fundo partidário e a tempo na TV e no rádio. Atualmente, a sigla não tem um deputado na Câmara. Nessa linha, o filho de Jango está indo para o “sacrifício” por ser o nome mais conhecido da legenda. Imaginem!!!! 

“A dificuldade será imensa. Além da falta de tempo em rádio e TV, você só participará de debate se for convidado. Mas estou disposto a cumprir essa missão. E missão partidária não se discute, se cumpre", comenta ele. João Vicente acredita que pode trabalhar como uma alternativa aos dois líderes na corrida presidencial: Lula e Bolsonaro. Ele aposta em alianças no campo da esquerda, com exceção do PT, e cita PCdoB, PSOL e Rede como possíveis aliados. “Falta, nesse quadro, um nome que possa puxar as reformas de base na linha do nacionalismo de Jango e Brizola (seu tio). Que seja uma opção ao discurso de ódio de Bolsonaro e também à rejeição ao PT".  

Filho da escritora Lya Luft morre enquanto surfava na praia Moçambique, em Florianópolis


Um dos filhos da escritora Lya Luft, André Luft, de 51 anos, morreu nesta quinta-feira em Florianópolis. Em seu perfil no Facebook, a autora de Perdas e Ganhos lamentou a morte. “Perdi hoje meu amado filho André Luft surfando em Floripa como tanto gostava. Sem palavras”, escreveu, afirmando que avisaria seus seguidores sobre as cerimônias fúnebres quando elas fossem marcadas. 

André Luft estava surfando na Praia do Moçambique quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. Uma equipe médica do Arcanjo, helicóptero do Corpo de Bombeiros e do Samu, foi chamada ao local por volta do meio-dia e tentou reanimá-lo por cerca de 40 minutos, sem sucesso. 

O tenente-coronel Diogo Losso afirmou que a mulher de André informou que ele tinha problema cardíaco e que havia passado por um cateterismo recentemente. “A mulher dele estava junto e nos contou que o médico já tinha liberado a prática esportiva. Durante o surfe ele passou mal e outro surfista o tirou da água. Infelizmente não tivemos sucesso na manobra de reanimação”, disse.
 
 

Petrobras reajusta gás de cozinha em 4,5% a partir de domingo


A Petrobras informou nesta sexta-feira que vai aumentar o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para uso residencial, o gás de cozinha – de botijões de até 13 kg – em 4,5%, em média, a partir da zero hora do próximo domingo. De acordo com a estatal, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte. A variação do câmbio também contribuiu, destacou a companhia em nota. 

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, explicou. O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de 13 kg pode ser reajustado, em média, em 2%, ou cerca de R$ 1,21, “isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”, destacou. 

O último reajuste do gás de cozinha ocorreu em 11 de outubro deste ano. Na última quarta-feira, a companhia elevou o preço do GLP industrial em 6,5%.

Justiça argentina prende o ex-vice-presidente Amado Boudou, por corrupção


Amado Boudou, ex-vice-presidente da Argentina, foi preso nesta sexta-feira em Buenos Aires, acusado de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, segundo informam veículos locais. O político é a segunda grande liderança da ex-presidente Cristina Kirchner, de quem foi o número 2 entre 2011 e 2015, presa nos últimos dias. 

A polícia prendeu Boudou e seu sócio José Maria de Nuñez Carmona em Porto Madero, bairro de classe alta da capital argentina, por corrupção. As acusações dizem respeito ao período no qual ele ocupou o cargo de ministro da Economia entre 2009 e 2011, no primeiro mandato de Kirchner. 

Segundo o juiz Ariel Lijo, responsável por emitir o mandato de detenção, Boudou foi detido provisoriamente para não atrapalhar no andamento das investigações. O advogado do acusado, Eduardo Durañona, disse estar “surpreso” com a prisão do ex-vice-presidente, e citou o fato de Boudou ter sua saída do país autorizada pelo Congresso, “pois não havia a possibilidade de criar obstáculos ao caso ou de fugir”. 

O ex-ministro do Planejamento da peronista populista e muito corrupta Cristina Kirchner, Julio De Vido, foi preso no dia 25 de outubro, também acusado de corrupção. A ex-presidente, por sua vez, foi formalmente acusada de lavagem de dinheiro em abril.

Porto Alegre, a capital da alta nomenklatura das corporações estatais, tem a cesta básica mais cara do Brasil

Porto Alegre, a capital da alta nomenklatura corporativa estatal no País, e do marajaismo público, ultrapassa São Paulo e Rio de Janeiro como cidade com a cesta básica mais cara do Brasil, conforme os dados divulgados pelo petista Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) na última quarta-feira. Na capital gaúcha, a cesta básica de outubro custou 446,87 reais, registrando um aumento de 2,33% em relação ao mês de setembro. Para um trabalhador porto-alegrense que recebe um salário mínimo de 937 reais, a cesta básica representa 51,84% da renda.

Para adquirir uma cesta básica, são necessárias 104h55min de trabalho, de acordo com o Dieese. Em Salvador, a capital com a cesta básica mais barata do País, por exemplo, são necessárias 74h44min. Na capital da Bahia, a cesta básica representa 36,93% do salário mínimo. 

O Rio Grande do Sul enfrenta uma grave crise nas finanças estaduais com um déficit estimado em 6,9 bilhões de reais para 2018. Esse déficit, no fim das contas, deverá ultrapassar 10 bilhões de reais. Além disso, o governador muito incompetente e inapetente José Ivo Sartori (PMDB) tem parcelado os salários dos servidores estaduais há meses. Mas nada disso é justificativa para esse preço tão alto da cesta básica. O nome disso é roubalheira.

Ministra desembargadora baiana argumenta com a "escravidão" para dizer que deve ganhar 61 mil reais por mês



A ministra dos Direitos Humanos, desembargadora baiana aposentada, Luislinda Valois, apresentou ao governo Temer um pedido para acumular seu salário com o da Justiça, o que lhe garantiria vencimento bruto de 61.400 reais. Luislinda reclama que devido ao teto constitucional só pode ficar com 33.700 reais do total de rendimentos, o que, para ela, “se assemelha ao trabalho escravo”. Mas que tal, hein? A mulher ganhar 33 mil e acha que isso é salário de escravo. Em que mundo ela pensa que vive?

A ministra contesta, em ação de 207 páginas, a regra do abate-teto, pela qual nenhum servidor pode ganhar mais do que um ministro do Supremo. Por isso, seu salário de ministra é abatido em mais de 27.000 reais, caindo para pouco mais de 3.000 reais. O salário de desembargadora, de 30.471,10 reais é preservado.

A ministra diz que a situação “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”. 

Banco Safra pagará US$ 10 milhões por movimentar dinheiro desviado por Maluf

O Ministério Público de São Paulo anunciou na quarta-feira (1º) o fechamento de um acordo com o Banco Safra para pagamento de US$ 10 milhões por ter movimentado dinheiro desviado pelo ex-prefeito de São Paulo, Paulo Salim Maluf. É o quarto acordo firmado entre a promotoria e instituições financeiras usadas por Maluf para enviar ao Exterior cerca de US$ 400 milhões retirados dos cofres públicos da capital paulista. As indenizações acertadas somam US$ 55 milhões. A maior parte do montante do novo acordo será destinada à prefeitura paulistana, que receberá US$ 9 milhões para construção e reformas de creches. O governo do Estado ficará com US$ 400 mil, que vão cobrir despesas decorrentes do processo. Além disso, US$ 400 mil irão para o Fundo Estadual de Perícias Estaduais e US$ 200 mil para o Fundo Estadual de Direitos Difusos. “Esse acordo resolve uma questão que poderia durar 20 anos, se a gente tivesse que propor uma ação contra o banco”, ressaltou o promotor Silvio Marques após explicar os temos firmados com o Safra. Com o pagamento, o banco, assim como as outras instituições financeiras, está livre de possíveis ações judiciais por ter sido usado para lavar dinheiro.

Ao todo, o Ministério Público estima que Maluf desviou quase US$ 400 milhões de recursos públicos no período em que foi prefeito de São Paulo (1993-1996). Segundo os promotores, a maior parte do dinheiro saiu das obras na Avenida Água Espraiada, atual Roberto Marinho, e do Túnel Ayrton Senna. As duas ações propostas contra o ex-prefeito e atual deputado federal pelo PP pedem que Maluf e sua família paguem US$ 1,7 bilhão, entre ressarcimento e indenizações pelos danos causados. Além das contas da família, o promotor Silvio Marques disse que as contas da empresa Eucatex foram usadas para trazer de volta ao Brasil cerca de US$ 90 milhões. De acordo com o promotor, outra parte do dinheiro ainda teria sido usada,para financiar campanhas eleitorais de Maluf.

No último dia 10, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou, por 4 votos a 1, a condenação de Maluf a sete anos e nove meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. O colegiado entendeu que ele movimentou quantias milionárias em recursos ilícitos localizados em contas nas Ilhas Jersey. Apesar de julgar pela prescrição do crime de corrupção passiva, os ministros votaram pela condenação do deputado por lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Maluf recebeu propina das empreiteiras Mendes Júnior e OAS. As investigações arrastaram-se por mais de 10 anos, desde a instauração do primeiro inquérito contra o ex-prefeito, ainda na primeira instância da Justiça. O Supremo assumiu o caso após a eleição de Maluf como deputado. No caso de ser determinado o cumprimento da pena em regime fechado, Maluf pode perder o mandato de deputado federal sem necessidade do aval de seus pares, bastando ato decisório da Mesa Diretora da Câmara, uma vez que ficaria impossibilitado de comparecer às sessões da Casa.

Timochenko, o chefão terrorista e narcotraficante, será candidato das Farc à presidência da Colômbia


O principal líder do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), agremiação que surgiu no lugar das "desmobilizadas" Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc), organização terrorista e traficante cocaína, o comuno-traficante Rodrigo Londoño Echeverri, mais conhecido como Timochenko, será o candidato à presidência do país nas eleições do ano que vem. 

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º) pelo número dois da ex-guerrilha, conhecido como Iván Márquez, em entrevista coletiva em Bogotá, na qual disse que a partir de hoje o partido entra "totalmente na disputa política de 2018, com candidatos próprios para a Presidência e para o Congresso da República". "Anunciamos que o nosso candidato à Presidência será Rodrigo Londoño Echeverri 'Timochenko', que estará acompanhado de Imelda Daza como vice-presidente", disse Márquez. Ele afirmou que está "em diálogo com o camarada 'Timo' para finalizar os detalhes do seu retorno (de Cuba) para que assuma como presidente do partido e como candidato da Farc".

Imelda, que será a sua companheira de chapa, fez parte do partido de esquerda União Patriótica e se exilou na Suécia durante mais de 20 anos. Desde o ano passado, ela faz parte do movimento político Vozes de Paz, ligado à organização terrorista e narcotraficante Farc e que foi representante da ex-guerrilha no Congresso colombiano. As eleições para renovar o Senado e a Câmara dos Representantes da Colômbia serão realizadas em março de 2018 e o primeiro turno das presidenciais será em maio.

Márquez explicou que o partido também terá candidatos ao Senado e à Câmara que, caso sejam eleitos, deverão se somar às dez cadeiras à que terão direito durante os próximos oito anos pelo acordo de paz. Os candidatos ao Senado serão o próprio Márquez e os integrantes da antiga Farc conhecidos como Pablo Catatumbo, Carlos Antonio Lozada, Victoria Sandino, Sandra Ramírez e Benkos Biohó. Para a Câmara, o partido lançará candidaturas por Bogotá e pelos departamentos de Antioquia, Valle del Cauca, Atlántico e Santander, enquanto nas demais regiões do país a Força Alternativa Revolucionária do Comum apoiará "candidatos de convergência social e democrática comprometidos programaticamente com a implementação dos acordos e com as necessidades sociais populares".

"Acredito que há muito boas chances para o entendimento político com outras forças. Nós vamos concorrer pelos departamentos com maior votação", disse Márquez. Ele afirmou que as Farc terão sua própria representação eleitoral como alternativa aos políticos tradicionais do país. "Damos passagem à luta política legal num contexto no qual as grandes maiorias do país esperam virar definitivamente a página da guerra com os acordos de paz", disse. Nesse sentido, ele pediu "ao Congresso e à toda a institucionalidade do Estado (...) que não mude nem uma vírgula do acordo de paz" assinado em 24 de novembro do ano passado em Bogotá.

Segundo Márquez, com as candidaturas próprias, o partido Farc espera "acabar com a corrupção que empobrece o país", ao mesmo tempo que "exige a reorganização do modelo econômico que permita a recuperação da capacidade produtiva e o atendimento das necessidades mais urgentes da população em matéria de saúde, moradia, segurança, educação e cultura".