domingo, 5 de novembro de 2017

Deputado-presidiário sofre AVC e é internado em Brasília



Preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde junho, o deputado federal Celso Jacob (PMDB-RJ) está internado em um hospital de Brasília após sofrer um pequeno acidente vascular cerebral (AVC), na última segunda-feira. Segundo a assessoria do parlamentar, ele está “bem” e “estável”, porém ainda não há previsão de alta.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de prisão por falsificar documentos e dispensar licitação para construção de uma creche em 2002, quando era prefeito da cidade de Três Rios (RJ), Jacob cumpre pena em regime semiaberto e pode sair durante o dia para trabalhar na Câmara dos Deputados, mas dorme na prisão. Ele nega as acusações.

Na quinta-feira, por meio de nota, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), procurador parlamentar da Câmara, afirmou que o AVC do correligionário foi “resultado das tensões provocadas pela sua absoluta inconformidade em relação à injusta condenação da qual foi vítima”. “Trata-se de um caso que comprova o quanto a Justiça pode ser injusta e que exige imediata reparação”, escreveu Marun.

Geddel quer saber quem denunciou seu 'bunker' onde escondia mais de 50 milhões em dinheiro vivo


O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) quer saber quem telefonou para a Polícia Federal e revelou a existência do "bunker" no qual foi encontrada a fortuna de R$ 51 milhões a ele atribuída. Em petição entregue ao Supremo Tribunal Federal, a defesa do peemedebista requer a identificação do número da linha pela qual foi feita a denúncia anônima, em 14 de julho de 2017, além do policial que atendeu à chamada. A informação anônima deu origem à Operação Tesouro Perdido, em 5 de setembro.

O dinheiro estava em um apartamento em Salvador que, segundo as investigações, havia sido emprestado por um empresário a Geddel e ao irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). A quantia foi a maior já apreendida pela Polícia Federal. O advogado do ex-ministro, Gamil Föppel, visa confirmar as informações sobre a operação para, com isso, anulá-la. Ele argumenta que a busca e apreensão foi decretada tendo por base, unicamente, uma denúncia anônima, o que seria ilegal.

O advogado sustenta que, com base na jurisprudência já firmada pelos tribunais, medidas dessa natureza, que interferem em "direitos fundamentais", como a privacidade e o sigilo, só podem ser autorizadas se houver, além da notícia-crime apócrifa, mais elementos a confirmar as suspeitas. Geddel está preso desde 8 de setembro na Penitenciária da Papuda, em Brasília, em razão da operação da Polícia Federal.

Governo decide não acionar termelétricas mais caras

Apesar da persistência da seca, o governo decidiu manter desligadas as usinas termelétricas mais caras do País, cujo custo está acima do custo marginal de operação (CMO) - sigla que expressa o valor de adicionar cada megawatt (MW) ao sistema. No jargão do setor elétrico, isso significa que o governo não aprovou o despacho fora da ordem de mérito. A informação consta da nota divulgada na quarta-feira, 1, pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

"A segurança do suprimento eletroenergético está garantida em todo o território nacional", reiterou o CMSE, ressaltando que a previsão é de "manutenção do elevado custo associado à geração". O órgão tem realizado reuniões semanais para avaliar as condições de abastecimento de energia no País. A próxima está marcada para o dia 9 de novembro.

Ainda na nota, o CMSE informou que risco de faltar energia no ano que vem é de 2,8% nas regiões Sudeste e Centro/Oeste e de 0,1% no Nordeste. O governo voltou a destacar a adoção de medidas para elevar a segurança do sistema, como importação de energia da Argentina, fornecimento de combustível para térmicas disponíveis e sem contratos, e a flexibilização de restrições de algumas hidrelétricas para preservar água nas cabeceiras das bacias dos rios Grande e Paranaíba.

Para os próximos sete dias, de acordo com a nota, a previsão é de chuvas mais volumosas na maior parte do Sudeste, Centro-Oeste, no centro-sul da Região Norte e no oeste da Região Nordeste. O começo do período úmido, quando as chuvas deverão ser mais intensas e próximas da média histórica, deve ocorrer ao longo deste mês, em um prazo estimado entre 15 e 30 dias.

Em outubro, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em todas as regiões. No Sul, ficaram em 79% da média histórica; no Sudeste/Centro-Oeste, ficaram em 66%; no Norte, em 46%; e no Nordeste, 21%. Com isso, o nível dos reservatórios no fim do mês passado atingiu 47,3% no Sul, 21,2% no Norte, 17,7% no Sudeste/Centro-Oeste e 6% no Nordeste. A previsão para o fim de novembro é que o nível dos reservatórios atinja 48,7% de sua capacidade no Sul, 15,5% no Norte, 14,8% no Sudeste/Centro-Oeste e 3,6% no Nordeste.

No mês passado, 1.196,4 megawatts (MW) de energia foram adicionados ao sistema elétrico, além de 92 quilômetros de linhas de extensão. De janeiro a outubro, a energia adicionada soma 5.917,8 mil MW, além de 1.881 km de linhas de transmissão. O principal destaque foi a entrada em operação comercial da sétima unidade geradora da usina de Belo Monte, que adicionou 611,11 MW ao sistema. A hidrelétrica já atingiu potência de 4.510,9 MW.

Com a continuidade da seca na região Nordeste, as usinas hidrelétricas de Xingó e Sobradinho reduziram a vazão a metros cúbicos por segundo. Para Três Marias, a defluência foi reduzida a 248 metros cúbicos por segundo, "a fim de assegurar o atendimento aos usos múltiplos da água no trecho entre esta usina e o reservatório de Sobradinho". A expectativa é que os reservatórios atinjam 7% em Três Marias e 0,6% em Sobradinho no fim deste mês.

Estados Unidos gastaram 73 bilhões de dólares com inteligência em 2017


Os Estados Unidos destinaram 73 bilhões de dólares a suas atividades de inteligência civil e militar em 2017, no país e no exterior, segundo dados oficiais publicados na quarta-feira. O departamento de Defesa informou que o orçamento para as atividades de inteligência militar durante o ano fiscal concluído em setembro atingiu 18,4 bilhões de dólares. "Não será publicado qualquer outro número ou detalhe, porque estão classificados como segredo de defesa por razões de segurança nacional", destacou o Pentágono. 

Na segunda-feira, a direção de inteligência nacional (DNI) anunciou que seu orçamento para o ano fiscal foi de 54,6 bilhões de dólares. Uma das recomendações da comissão que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001 era a publicação dos orçamentos das agências de Inteligência. Desde 2011, a recomendação é cumprida no prazo de 30 dias após a conclusão do ano fiscal, sob a forma de dois valores globais, que envolvem as atividades civis e militares, sem distinção de distribuição geográfica.

Chavismo defende prisão contra boicote de eleições


O ditador da Venezuela, o comunista bolivariano Nicolás Maduro, advertiu na quarta-feira que os partidos opositores que não participarem das eleições municipais de dezembro poderão ser impedidos de disputar futuras eleições, incluindo a presidencial de 2018. "Solicitamos que o Conselho Nacional Eleitoral proceda com as medidas draconianas que possam implicar na inabilitação dos partidos que promovem a sabotagem das eleições e que se ausentam do processo", declarou Maduro. O ditador cantinflesco informou que as eleições municipais ocorrerão no "próximo dia 10 de dezembro para prefeitos e prefeitas nos 335 municípios da (...) nossa amada Venezuela".

O comunista-bolivariano Nicolas Maduro provocou a oposição declarando que as municipais terão "as mesmas máquinas eleitorais e o mesmo sistema confiável" das votações precedentes. "Abandonam porque sabem que nestas eleições municipais as forças revolucionárias terão uma grande vitória política, eleitoral, e fogem".

O Partido Socialista Unido da Venezuela (chavista) havia solicitado ao poder eleitoral a prisão dos opositores que boicotarem as eleições municipais de dezembro. "Solicitamos ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que preserve o direito dos venezuelanos de votar e adote as medidas estabelecidas na Constituição (...) contra os partidos que impeçam os direitos políticos", declarou em entrevista coletiva o dirigente do partido Jorge Rodríguez. 

Pouco depois, o procurador-geral, Tarek William Saab, anunciou que o Ministério Público prepara uma investigação contra vários cidadãos que têm defendido "ignorar as instituições e banhar o país de sangue". "Ninguém tem o direito de fazer o que quer porque não gosta de certo evento eleitoral, incendiar o país", destacou Saab. Rodríguez recordou que a pena por impedir o exercício dos direitos políticos mediante "violência, ameaça ou tumulto" é de até 30 meses de prisão. O político declarou ainda que está proibida propaganda eleitoral "que desestimule" o voto.

"Partidos como Vontade Popular (de Leopoldo López) e Primeiro Justiça (de Henrique Capriles) estão convocando à violência. Que se adotem ações", pediu Rodríguez ao CNE. O dirigente atacou especialmente o vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, da Vontade Popular. "Incluímos nisto o bonsai de Hitler, conhecido por Freddy Guevara". Vontade Popular, Primeiro Justiça e Ação Democrática, os três principais partidos da Mesa da Unidade Democrática (MUD), rejeitam as eleições municipais por considerar que não há transparência no processo.

A oposição ignora ainda as eleições estaduais de 15 de outubro, na qual os chavistas de Maduro conquistaram 18 dos 23 governos. A MUD, que levou as cinco prefeituras restantes, denunciou irregularidades e violência no processo eleitoral. "Como tomaram uma surra, voltam a apelar à violência e à sedição", declarou Rodríguez.

Leilão de imóveis do ex-doleiro Youssef apreendidos na Lava Jato rendeu R$ 8,9 milhões

Imóveis apreendidos pela Operação Lava Jato e que pertenciam ao ex-doleiro Alberto Youssef foram a leilão encerrado na última segunda-feira (30). Foram vendidos 81 imóveis, o que somou R$ 8,9 milhões. Localizado na cidade de Aparecida (SP), os 73 apartamentos do Hotel San Diego Express Aparecida foram leiloados por R$ 8,4 milhões. Nas oito cotas de apartamentos no Hotel Connect Smart, em Salvador, foram arrecadados R$ 450 mil.

Essa é a segunda vez em que os imóveis foram levados a leilão, após baixa procura em uma primeira oferta. Eles foram arrematados com descontos de até 50% nos preços. Os recursos arrecadados serão depositados em uma conta judicial, conforme determinação do juiz federal Sergio Moro, e devem em seguida ser destinados à Petrobras, principal lesada pelo esquema de corrupção operado por Youssef.

O doleiro, que foi condenado na Lava Jato a mais de 100 anos de prisão em vários processos e atualmente cumpre pena em regime aberto, abriu mão do direito a uma série de bens, incluindo os imóveis agora leiloados, quando assinou seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Defesa de Lula questiona perícia da Polícia Federal nos sistemas da propina da Odebrecht



A defesa do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula protocolou na quarta-feira (1º) petição ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, questionando a forma como a Polícia Federal planeja fazer a perícia nos sistemas da Odebrecht denominados "Drousys" e "MyWebDay", utilizados para o controle da propina paga pela empreiteira. Segundo os advogados de Lula, o juiz "negou acesso a esses sistemas, mas mandou a PF realizar uma perícia".

"Na decisão de Moro, os assistentes técnicos nomeados por Lula poderiam acompanhar toda a perícia. A PF, no entanto, quer rever isso. Os policiais querem apenas que o Ministério Público Federal e os profissionais indicados pela Odebrecht estejam presentes", aponta a defesa.

Os advogados do ex-presidente pedem que "seja revista a forma da realização da perícia" e que seja permitido "que o assistente técnico da defesa possa acompanhar todos os atos e possa ter acesso à íntegra dos sistemas e não apenas aos elementos separados pela acusação e demais órgãos de persecução do Estado".

Programa petista "Mais Médicos" deve ser prorrogado por três anos


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou nesta semana que o Programa Mais Médicos, que tem término previsto para 2019, deverá ser prorrogado por mais três anos. O ministro participou, na capital paulista, do World Hepatitis Summit 2017, encontro que reúne especialistas em saúde pública e organizações não governamentais (ONGs) para debater a eliminação de hepatites virais. “Eu não acredito que tenhamos, até 2019, médicos brasileiros, formados no Brasil, dispostos a estar onde estão os médicos do Mais Médicos. Lugares afastados, lugares de alto risco, com pouca segurança”, disse ele. O programa, criado para suprir a falta de profissionais de saúde em regiões pobres e mais afastadas dos grandes centros, conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios, atendendo 63 milhões de pessoas.

O ministro prevê que o programa será renovado no mesmo sistema usado atualmente, com pagamento de bolsas aos participantes e incentivo à abertura de cursos de medicina e residência medica em saúde da família. “Não me parece que poderemos abrir mão dos conveniados em 2019”, ressaltou o ministro. O ministro não descartou a possibilidade da criação de uma carreira de Estado para médicos formados no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS), mas ponderou que existem grandes obstáculos. “A equação é muito complexa, porque esbarra em princípios constitucionais da isonomia. O limite constitucional do teto do servidor público diz que, nos municípios, o maior salário é do prefeito. Isso não se viabiliza para a contratação de médicos nesses locais”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo ministro é a irredutibilidade de remuneração. “Pela lógica, o médico teria que ganhar muito mais no início da carreira num posto muito afastado e menos quando vier para cidade grande. Mas a Constituição não permite a redução do salário”, exemplificou. “Esses princípios constitucionais dificultam a implantação da carreira médica no Brasil”, disse.

COB demite secretário-geral de Nuzman após renúncia de ex-presidente



Pouco depois da saída de Carlos Arthur Nuzman, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) demitiu um dos principais homens de confiança do ex-presidente. Na terça-feira (31), o secretário-geral e diretor financeiro Sérgio Lobo foi desligado da entidade. O executivo, que estava no COB desde 2002, era um dos braços direitos de Nuzman e tinha a responsabilidade de tomar todas as decisões administrativas no órgão. Além de Lobo, outro homem de confiança de Nuzman dentro do COB era Agberto Guimarães. No entanto, o diretor de esportes segue na confederação, que agora é comandada por Paulo Wanderley.

Lobo não foi o primeiro dirigente a deixar o COB após a saída de Nuzman. Em 9 de outubro, logo após a prisão do ex-presidente ter sido decretada, o general Augusto Heleno, ex-comandante das tropas do Exército brasileiro no Haiti, pediu demissão da entidade. Ele era o responsável por dirigir o Instituto Olímpico e o departamento de Comunicação e Educação Corporativa do COB. General Heleno havia chegado ao cargo por convite de Nuzman.

Municípios paranaenses discutem implantar consórcio para aterros de lixos



O presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, e o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti, se reuniram com prefeitos, secretários e técnicos de municípios da região Oeste do Paraná para mais uma rodada de negociações sobre a gestão dos resíduos sólidos. O encontro aconteceu na terça-feira (31), em Cascavel, e contou com representantes de 45 municípios, entre eles o prefeito de Matelândia e presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), Rineu Menoncin.

A Secretaria do Meio Ambiente apresentou o programa Paraná Resíduos. A Sanepar apresentou o modelo de gestão e o trabalho de transformação do lixo em gás e energia feito pela CS Bioenergia. Em seguida, os participantes decidiram enviar, até o dia 9 de novembro (quinta-feira), por meio da Amop, a lista dos municípios que têm interesse em participar do consórcio intermunicipal.

O Governo do Estado, por meio das secretarias do Meio Ambiente e a do Desenvolvimento Urbano está incentivando a formação de consórcios intermunicipais que tragam soluções sustentáveis e ambientalmente corretas para a destinação dos resíduos. O presidente da Sanepar explica que o governo busca o ordenamento melhor da questão e a eliminação dos lixões e pequenos aterros, centralizando em um único local o tratamento dos resíduos de vários municípios.

“Com isso, a proposta torna-se viável economicamente para os municípios, com a oferta do melhor tratamento dos resíduos e com o aproveitamento da transformação do gás em energia elétrica”, destacou o presidente. A ideia é a de que o primeiro consórcio nesta modelagem seja implantado no Oeste do Paraná.

O secretário do Meio Ambiente, Antonio Carlos Bonetti, disse que o objetivo principal é auxiliar os municípios nas questões de responsabilidade ambiental e que o Oeste foi escolhido para ser o pioneiro na proposta de solução coletiva por ter uma associação forte e atuante. “O consórcio na Amop pode ser protagonista de modelo único e exemplar para outras regiões do Estado e para o país”, apontou o secretário.

Para o presidente da Amop, o consórcio chega como uma excelente alternativa para os municípios que enfrentam grande problema com a destinação final de seus resíduos. Ele acredita que a proposta terá adesão em bloco da maior parte dos municípios do Oeste. “Esperamos que com o consórcio consigamos resolver de vez essa questão, que é tão séria para o meio ambiente”, explicou Rineu Menoncin.

“Com a consolidação do consórcio, queremos entrar em 2018 com a região da Amop sendo a primeira a aderir a essa nova modelagem de gestão adequada de resíduos sólidos”, disse o presidente da Sanepar. Mounir Chaowiche disse que, uma vez assinado o contrato, a Sanepar irá de imediato realizar o tratamento dos resíduos até que a usina de tratamento esteja concluída.

Também participaram do encontro o prefeito de Iguatu, Vlademir Barella, representando a Associação dos Municípios do Paraná (AMP); a presidente da CS Bionenergia, Fabiana Campos; o representante do BRDE, Paulo Ferreira, e Valdair Baggio, assessor do deputado estadual José Carlos Schiavinatto, que é incentivador do consórcio.

Paraná é o estado em que a internet fixa mais avançou no País



A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta semana os dados de acesso à internet fixa no País. Em setembro, o serviço ganhou 113.243 usuários, o que representa um aumento de 0,4% em relação ao mês anterior. No acumulado dos últimos doze meses, o aumento é de 1.575.470 usuários, um crescimento de 5,92%. Entre as empresas, a Claro liderou o crescimento no mês de setembro, com 51.909 assinantes, acréscimo de 0,6%. Outros grupos que também obtiveram crescimento foram a Sercomtel, com 8.811 novos usuários (+4,84%), e a TIM, com 6.839 novos clientes (+1,76%).

Nos últimos 12 meses, houve aumento de usuários de banda larga fixa em todos as unidades da federação. Entre agosto e setembro, os maiores índices foram registrados em São Paulo (+0,53%), no Paraná (+0,72%) e em Minas Gerais (+0,44%). Quando analisado o último ano, estão na frente Rio Grande do Norte (+20,01%); Ceará (+16,42%) e Maranhão (+13,64%).

Em relação às tecnologias, as mais utilizadas nesse período foram xDSL, que tem como base os fios de cobre trançados utilizados por linhas telefônicas digitais comuns, e cabo, que utiliza as redes de transmissão de TV por cabo convencionais.

Presidente Temer demitiu a secretária de Direitos Humanos


O presidente Michel Temer exonerou a Secretária de Cidadania do Ministério de Direitos Humanos, Flávia Piovesan. A demissão foi publicada na edição desta quarta-feira (1º) do "Diário Oficial da União" e assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Flavia Piovesan afirmou que deixou o cargo "a pedido", fato que não consta na publicação do "Diário Oficial da União". 

O presidente ainda não definiu quem substituirá Flavia Piovesan na secretaria. Ele pretende conversar durante o final de semana com especialistas na área de direitos humanos e definir um nome até segunda-feira (6). Em conversas reservadas,o presidente tem defendido que seja escolhido um nome técnico e que a estrutura se mantenha sob o comando de uma mulher. 

O afastamento, previsto há semanas, ocorre para que ela assuma cargo na CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos). A saída acontece também após Flávia Piovesan ter criticado portaria do Ministério do Trabalho que mudava as regras para inspeção do trabalho escravo. Ela chegou a dizer que sentia tensão com a pasta e que enfrentou pressões internas no governo. 

Os comentários causaram irritação na equipe presidencial. Piovesan foi nomeada no ano passado em um esforço do presidente para compensar a ausência de mulheres em cargos de primeiro escalão de sua equipe. Especialista em direitos humanos e direito internacional, ela atuou na Organização das Nações Unidas e chegou a ser cotada para uma vaga no Supremo Tribunal Federal em 2012.

FBI investiga rede de contatos do uzbeque islâmico acusado de atentado em Nova York


Enquanto o nome de Sayfullo Saipov, o homem que atropelou e matou oito pessoas em Manhattan, saía do anonimato para engrossar um rol de terroristas, o FBI anunciou que buscava mais uma pessoa ligada ao primeiro atentado letal em Nova York desde o 11 de Setembro. O segundo procurado, Mukhammadzoir Kadirov, nasceu no Uzbequistão como Saipov, que veio da Ásia Central há sete anos como imigrante legal aos Estados Unidos. 

A polícia, no entanto, não deu detalhes sobre por que decidiu investigar também Kadirov. Na manhã seguinte ao ataque de 31 de outubro, dia em que americanos celebram o Halloween, autoridades deram detalhes dos atos e possíveis motivações de Saipov. Mas a revelação do nome de outro procurado desmontou a tese aventada antes de que ele estivesse agindo sozinho. "Ele fez isso em nome do Estado Islâmico. Ele seguiu à risca as instruções do EI nas redes sociais", disse John Miller, o chefe de inteligência da polícia de Nova York, sobre as estratégias de Saipov. Ele alugou uma caminhonete numa loja de utilidades domésticas em Nova Jersey, Estado vizinho a Nova York, entrou em Manhattan pelo lado oeste da ilha e invadiu uma ciclovia. Nela, dirigiu em alta velocidade por mais de um quilômetro, atropelando e matando oito pessoas no caminho, deixando um rastro de bicicletas esmagadas até bater num ônibus escolar. 

Seis de suas vítimas morreram no local do crime e duas perderam a vida no hospital --são cinco argentinos, uma belga e dois americanos. Entre os 20 feridos, uma mulher teve as pernas amputadas e quatro continuam em estado grave. Três deles tiveram alta, e os que permanecem internados sofreram lesões na coluna e no pescoço. "Entendemos esse ato como um ataque ao nosso espírito e nossos valores, mas ele falhou na tentativa de abalar nosso espírito", disse o prefeito, Bill de Blasio.

Numa entrevista coletiva, autoridades não deram detalhes do que disse Saipov, baleado na barriga por um policial. No primeiro contato com investigadores ao se recuperar de uma cirurgia, ele parecia "orgulhoso e alegre", segundo a rede de TV NBC. 

O FBI vai estudar ainda, por meio de câmeras e leitores de placas de carros, todos os movimentos de Saipov nos dias antes de seu atentado. Embora ele não estivesse sendo investigado por terrorismo, autoridades analisam suas ligações com outros possíveis radicais, entre eles outro imigrante do Uzbequistão em Nova York - o Brooklyn, onde vive a sogra de Saipov, tem um enclave uzbeque. 

Saipov também já havia sido multado no trânsito e foi detido por não comparecer a um tribunal depois de uma infração. Mesmo assim, ele passou pela checagem de segurança do aplicativo Uber, para o qual trabalhava como motorista nos últimos meses. Quando chegou aos EUA, em 2010, Saipov foi primeiro para Ohio, onde trabalhou como caminhoneiro. Lá, ele se casou e depois se mudou para a Flórida. Neste ano, foi viver mais perto da família da mulher, em Paterson, Nova Jersey. Ele tem dois filhos. 

Nos últimos anos, pessoas próximas a Saipov, entre eles um frequentador da mesma mesquita onde ele rezava, passaram a notar suas inclinações para o radicalismo. Um caminhoneiro que chegou a trabalhar com ele disse ao jornal "The New York Times" que Saipov era uma pessoa "cheia de monstros". Na visão da polícia, uma das provas de sua ligação com o EI é o bilhete em árabe jurando lealdade à facção encontrado na caminhonete do ataque. 

Investigadores afirmam que ele aprendeu a língua e lia a propaganda do EI. A milícia, porém, não havia reivindicado o atentado. "O que aconteceu não pode ser desfeito. Mas não há nenhuma grande mensagem no que ele fez", disse Andrew Cuomo, o governador de Nova York, aludindo à coragem dos nova-iorquinos diante de um "covarde depravado".

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usa “trust” no Exterior para administrar herança


O ministro da Fazenda do governo de Michel Temer e pré-candidato à Presidência em 2018, o ex-banqueiro Henrique Meirelles, usou um “trust” para guardar seu dinheiro no Exterior. Ele criou uma fundação, chamada Sabedoria Foundation, nas Bermudas, ilha no oceano Atlântico e paraíso fiscal, para gerir a sua herança. Ou seja, a máxima autoridade monetária brasileira não acredita na moeda nacional e mantém os seus fundos próprios em paraíso fiscal no Exterior. 

As informações foram divulgadas neste domingo (5) e compõem o mais novo grande vazamento de informações jornalísticas chamado de “Paradise Papers”. A fundação foi aberta a partir de uma doação de US$ 10 mil dólares de Meirelles realizada em 23 de dezembro de 2002, ano em que ele se aposentou após fazer carreira em bancos internacionais nos Estados Unidos. Quando Lula se tornou presidente em 2003, Henrique Meirelles foi nomeado presidente do Banco Central, cargo que ocupou até o fim do mandato do petista, em 2010.

O ministro disse que a Sabedoria Foundation não recebeu bens desde que foi criada. Ele afirma que o trust tem um fim “filantrópico”. Meirelles disse, por meio de nota, que o trust foi aberto para que, em caso de morte, parte de seus bens possa ser destinada a entidades beneficentes no setor de educação. Segundo o ministro, o fundo receberá parte de sua herança quando ele morrer.

A lei brasileira é omissa quanto aos “trusts”. Se Meirelles quiser investir na educação brasileira por meio do trust e da fundação, ele terá que pagar imposto duas vezes (uma para remeter o dinheiro para o Exterior, outra para realocá-lo no País). Na nota, o ministro justificou a utilização do “trust”: “Na época em que a fundação foi concebida, o sr. Henrique Meirelles morava fora do Brasil e constituiu a fundação no Exterior porque era mais prático. Os advogados de Meirelles eram americanos e estavam acostumados a trabalhar naquelas jurisdições. Não houve preocupação em evitar tributação. Esta análise fiscal foi feita apenas agora". 

Além de Meirelles, outro ministro de Michel Temer é citado nos vazamentos da “Paradise Papers”. Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é beneficiário de empresa nas Ilhas Cayman, outro paraíso fiscal. Ele também nega irregularidades. 

A investigação, desenvolvida pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), foi feita por 382 jornalistas de quase 100 veículos, que analisaram mais de 13 milhões de documentos de paraísos fiscais e que abrangem um período de 70 anos, de 1950 a 2016. 

Os documentos são de duas empresas, Appleby e Asiaciti Trust, e foram vazados ao jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”, procedentes de 19 países que estão na lista de paraísos fiscais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): Antígua e Barbuda, Aruba, Bahamas, Barbados, Bermuda, Caimán, Ilhas Cook, Dominica, Granada, Labuan, Líbano, Malta, Ilhas Marshall, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente, Samoa, Trinidad e Tobago e Vanuatu.

Trump quer acabar com a loteria de green cards


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou na quarta-feira (1) a intenção de revogar a "loteria de green cards" que permitiu a entrada no país do acusado uzbeque pelo ataque de Manhattan, Nova York. "Não queremos loterias, queremos um sistema baseado em mérito. É uma piada o que temos agora", disse o presidente em discurso. O programa, chamado oficialmente de Loteria de Vistos da Diversidade, começou em 1995 (governo de Bill Clinton) e sorteia anualmente estrangeiros para receberem autorização de residência, o green card. 

Foi assim que o uzbeque Sayfullo Saipov, acusado pelo ataque, ganhou a residência permanente no país em 2010. Para se habilitar, o imigrante precisa ter ensino médio completo e passar por triagem de segurança. O sorteio é feito pelo Departamento de Estado, com um programa de computador. São 55 mil vistos por ano. A medida, aprovada com o apoio de democratas e republicanos, visa ampliar a diversidade da população dos Estados Unidos por meio da regularização de imigrantes de países com baixa taxa de imigração. 

Brasileiros não participam do sorteio desde 2007, quando atingiram a marca de 50 mil imigrantes oficialmente no país. O presidente defendeu o endurecimento das restrições a estrangeiros nas fronteiras e disse avaliar enviar Saipov a Guantánamo. A prisão na base militar americana em Cuba não recebe novos detentos desde que Barack Obama anunciou que a fecharia, em 2009 - o que não ocorreu, embora o número de presos tenha caído de centenas para 41. Eles pairam em um limbo legal sob o status de "combatentes inimigos", que não lhes permite nem receber as proteções a prisioneiros de guerra garantidas pelas Convenções de Genebra nem garantias mínimas previstas pela Justiça dos Estados Unidos.

Hamas passa o controle de fronteiras da Faixa de Gaza para a Autoridade Palestina


O grupo terrorista islâmico Hamas começou a entregar o controle das passagens de fronteira da Faixa de Gaza com Israel e o Egito ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, na quarta-feira (1º), conforme um acordo mediado pelo Cairo para acabar com a divisão interna de uma década entre os palestinos. A medida representou a implantação mais concreta até agora do acordo de reconciliação firmado pelos palestinos em 11 de outubro para tentar amenizar as restrições econômicas impostas a Gaza e permitir negociações mais frutíferas para seu objetivo de criar um Estado independente.

Israel e os Estados Unidos têm reservas quanto ao pacto dos palestinos, dada a recusa do Hamas --que lutou três guerras contra os israelenses desde que assumiu o comando de Gaza das mãos de Abbas em 2007-- a abrir mão de seus foguetes e outras armas. Testemunhas disseram que funcionários da Autoridade Palestina (AP), de Abbas, que tem apoio dos Estados Unidos, foram para as passagens de Erez e Kerem Shalom, na fronteira com Israel, e para a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, e que suas contrapartes do Hamas empacotaram equipamentos e partiram de caminhão. 

Em Rafah, grandes murais de Abbas e do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, decoravam as entradas do salão de passaportes, e bandeiras palestinas e egípcias tremulavam sobre o complexo. Citando preocupações com a segurança, Israel mantém restrições severas à movimentação de pessoas e bens nas passagens que compartilha com a Faixa de Gaza, incluindo uma proibição quase total a exportações do território.

O Egito, que já chegou a acusar o Hamas de incentivar uma insurgência islâmica em sua península do Sinai, que faz fronteira com Gaza, manteve a passagem de Rafah fechada em grande parte. O Hamas negou as alegações e reforçou a segurança ao longo da divisa. Ministros do governo de consenso nacional apoiado por Abbas começaram a se encarregar gradualmente de suas funções em Gaza nas últimas semanas, e ontem (31) assumiram as rendas das passagens de Rafah e Kerem Shalom, disseram autoridades.

O Hamas usava essas rendas - impostos e taxas cobrados de mercadores e passageiros - como parte de seu orçamento para Gaza e para pagar os salários dos 40 mil a 50 mil funcionários que contratou desde 2007. Agora, estes salários serão pagos pela AP, mediante o acordo do Cairo. O Hamas também mantém uma facção armada, que analistas afirmam contar com ao menos 25 mil combatentes bem equipados.