domingo, 12 de novembro de 2017

Estados Unidos aplicam sanções a mais dez bandidos comuno-bolivarianos da Venezuela


O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (9) sanções econômicas contra mais dez membros do regime comuno-bolivariano da Venezuela, em retaliação a irregularidades eleitorais, censura à imprensa e corrupção na distribuição de alimentos. 

Os nomes mais conhecidos da lista são os dos ministros da Agricultura Urbana, Freddy Bernal, e das Comunicações, Ernesto Villegas. Bernal é o responsável pelos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (Clap), mecanismo de distribuição de alimentos a preços subsidiados. O programa é uma das poucas alternativas à população mais pobre da Venezuela para comprar comida sem ágio diante do desabastecimento do país. 

O regime, porém, usa o programa para beneficiar áreas chavistas e punir as regiões opositoras. Já Villegas comanda as emissoras estatais de comunicação e os órgãos que controlam as concessões de rádio e televisão. 

Desde agosto, quando foi instalada a Assembleia Constituinte, veículos contrários ao ditador Nicolás Maduro foram fechados ou processados pela Justiça. Na relação também aparecem duas reitoras chavistas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Socorro Hernández e Sandra Oblitas somam-se a Tania D'Amelio e a presidente do órgão, Tibisay Lucena, que haviam sido punidas pelos Estados Unidos meses atrás. 

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou que "enquanto o governo da Venezuela continuar ignorando o desejo de seu povo, nossa mensagem é clara: os Estados Unidos não vão permanecer de braços cruzados". Por isso, disse Mnuchin, o governo Donald Trump manterá seus "esforços vigorosos para sancionar funcionários do governo da Venezuela que são cúmplices" de Maduro. 

Desde o início das manifestações da oposição à ditadura, em abril, Maduro e mais de 50 membros do regime se tornaram alvo das sanções econômicas individuais. A medida mais efetiva, porém, foi adotada em 25 de agosto, quando Trump proibiu cidadãos e empresas americanas a negociarem novos títulos da dívida da Venezuela e da estatal PDVSA. 

A ultra-esquerdista GloboNews também suspendeu o programa de William Waack


A GloboNews cancelou na quarta-feira (8) o programa "Painel", apresentado por William Waack desde 2000. A atração, exibida aos sábados, recebia convidados para tratar de temas da semana, sobretudo nas esferas econômica, política e internacional. A decisão foi tomada após o vazamento de um vídeo na quarta-feira (8) em que William Waack supostamente afirma, é "coisa de preto", o que poderia ser uma autoreferência irônica sobre si mesmo, já que ele é filho de uma negra com um holandês, e foi criado por outro negro, o jornalista Oliveiros S. Ferreira, recentemente falecido. 

O vídeo com a declaração do jornalista, feita nos bastidores antes de uma entrevista realizada durante a cobertura eleitoral dos Estados Unidos em 2016, circulou em um grupo de WhatsApp de editores de TV antes de chegar à internet. Ou seja, foram jornalistas esquerdopatas vagabundos, comuno-petistas, que deram divulgação à obra. 

A gravação foi levada por um dos integrantes, abrindo um debate interno sobre se as cenas deveriam ser disponibilizadas publicamente, em rede social. A conclusão foi que sim. Mas no dia seguinte à divulgação, o grupo passou por uma debandada, provocada pelo temor de identificação e represália contra o responsável pelo vazamento. 

Ministério Público denuncia dirigentes de clube de futebol do Paraná por estelionato

A falsa promessa de treinamento e suporte na carreira como jogador de futebol feita a inúmeros adolescentes e jovens em troca de pagamento levou o Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª e da 5ª Promotorias de Justiça de Campo Mourão, região Centro Ocidental do Parana, a apresentar denúncia criminal contra um dirigente do Sport Club Campo Mourão, antigo Hawaí Esporte Clube, e outras pessoas. O Ministério Público paranaense sustenta que os denunciados incorreram nos crimes de organização criminosa, estelionato e maus-tratos.

Conforme a denúncia, os requeridos anunciavam que estavam fazendo seleção de adolescentes e jovens interessados em atuar como jogadores profissionais de futebol, prometendo treinamento adequado e profissionalização. Os interessados foram convencidos a pagar valores diversos por “avaliação esportiva” e despesas de manutenção do treino, mas, na prática, não recebiam nada do que era prometido: não havia instalações adequadas para treinos ou alojamento apto dos atletas (as condições de higiene e alimentação eram precárias), nem equipe de profissionais com habilitação técnica para realizar o serviço ou rotina de treinamento condizente com o prometido. Muitos dos adolescentes também foram expostos a condições caracterizadoras de maus-tratos – situação verificada pelo Conselho Tutelar da cidade em diferentes ocasiões.

Como resume o Ministério Público na ação penal, “conforme a prova verificada e o teor dos depoimentos de vários atletas à Promotoria de Justiça, no período supracitado, os denunciados insistiram na manutenção das atividades do clube, atraíram novos atletas, incluindo adolescentes de diferentes partes do Brasil e até do Exterior, cientes da precariedade das instalações e dos serviços correspondentes que impediriam a prestação adequada de serviços de treinamento, admitindo, assim, que os jovens fossem continuadamente ludibriados a inscreverem-se sob promessas de treinamento profissionalizante que na realidade não tinha condições de ser prestado, auferindo-se o proveito econômico correspondente a pagamentos que os jovens e suas famílias faziam, mas sem nenhuma perspectiva real de prestação do serviço correspondente e expondo-os a maus-tratos que foram descritos pelas vítimas".

Supremo suspende novamente julgamento sobre títulos de terras quilombolas


O Supremo Tribunal Federal voltou a julgar na quinta-feira (9) a constitucionalidade do decreto presidencial de 2003 que regulamentou o processo de demarcação e titularizarão de terras remanescentes de quilombos. Embora a Constituição garanta a posse definitiva das propriedades pelos quilombolas, o processo de reconhecimento das terras e o marco temporal de ocupação foram questionados na Corte pelo Democratas (DEM). 

A ação tramita na Corte há 13 anos, mas foi interrompida novamente por pedido de vista do ministro Edson Fachin. A ação foi protocolada em 2004 pelo DEM, que sustentou no STF a inconstitucionalidade do Decreto nº 4.887/2003, norma que regulamentou o procedimento de identificação e demarcação de terras ocupadas por quilombos pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). 

A principal questão questionada pelo partido é o critério de auto-atribuição para identificação das comunidades remanescentes de quilombos. O julgamento foi retomado com o voto do ministro Dias Toffoli. Para Toffoli, a Constituição destinou aos povos remanescentes de quilombos o reconhecimento das terras por eles ocupadas com forma de protegê-los. Seguindo o ministro, o comando constitucional repara “dívida histórica” diante do passado escravocrata do País. “Não há dúvida de que o preceito constitucional motivou-se na necessidade de reparar uma dívida histórica decorrente da injustiça secularmente praticada contra os negros desde o período escravocrata brasileiro”, afirmou Toffoli. 

No entanto, o ministro entendeu que deve ser estabelecido um marco temporal para garantir o direito dos quilombolas. Pelo entendimento, somente devem ser titularizadas as áreas que estavam ocupadas do dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. em diante. “Não é ampliando, numa interpretação extensiva, sem limite temporal futuro, que se vai efetivar esse relevante direito. Pelo contrário, talvez tenha sido essa tentativa de ampliar em demasia o seu alcance que tenha retardado e tornado ainda mais complexa a demarcação e a titulação definitiva dessas terras”, concluiu. Não há data para a retomada do julgamento.

Tribunal de São Paulo mantém condenação da M. Officer por trabalho escravo


A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo manteve a condenação de primeira instância da M5 Indústria e Comércio, proprietária da marca M. Officer, por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão. Com a decisão, tomada na terça-feira (7), a empresa do ramo de roupas terá que pagar R$ 4 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 2 milhões por dumping social (quando se beneficia de custos baixos resultantes da precarização do trabalho para praticar a concorrência desleal). A M. Officer poderá ainda ter cassada sua inscrição no cadastro do ICMS no Estado de São Paulo. 

Pela Lei estadual 14.946, de 2013, é cassada a inscrição no cadastro de ICMS das empresas “que comercializarem produtos em cuja fabricação tenha havido, em qualquer de suas etapas de industrialização, condutas que configurem redução de pessoa à condição análoga à de escravo”. A cassação abrange os sócios, pessoas físicas ou jurídicas, que não poderão mais entrar com pedido de nova inscrição por dez anos. 

O Ministério Público do Trabalho informou que já oficiou o governo do Estado de São Paulo para que seja cassado o registro da M. Officer. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, peças da M. Officer eram produzidas por trabalhadores em jornadas exaustivas, em ambiente degradante, com riscos para a saúde, a segurança e a vida. 

Segundo o Ministério Público do Trabalho, esse tipo de exploração é um “modelo consagrado de produção da ré, como forma de diminuição de custos, através da exploração dos trabalhadores em condições de vulnerabilidade econômica e social”. 

O Ministério Público do Trabalho destacou que, em um dos locais de trabalho, os empregados ganhavam de R$ 3,00 a R$ 6,00 por peça produzida e cumpriam jornadas médias de 14 horas. “Seis bolivianos foram resgatados do local. Eles pouco falavam português e viviam com suas famílias no mesmo local de trabalho, costurando em máquinas próximas a fiação exposta, botijões de gás e pilhas de roupas". 

Para o MPT, o modelo de produção da M5 corresponde ao "sweating system" (sistema do suor), comum na indústria da moda. “Ele se baseia na extensão irregular e subterrânea da planta industrial, com vistas a manter trabalhadores, que são vítimas de tráfico de seres humanos, num mesmo espaço de trabalho e moradia, laborando por quase nada, em jornadas extremas e condições subumanas”, diz o Ministério Público do Trabalho na ação.

Palestra de William Waack foi canceladas após vazamento de seu vídeo



Uma palestra de William Waack na Sicoob Credirocha seria realizada na quinta-feira (9), no Espírito Santo, mas foi cancelada. Segundo a Contrate Palestras, uma das agências que representam Waack, o cancelamento foi realizado a pedido do jornalista e não da empresa. Ele aconteceu um dia após vazamento de vídeo em que o âncora do Jornal da Globo supostamente fez uma piada com suposto cunho racista, no que poderia ter sido apenas uma autoreferência irònica. O vídeo mostra bastidores de uma transmissão em Washington. Waack está irritado com uma buzina, o que o leva a dizer que aquele barulho "é coisa de preto". O registro tem cerca de um ano. A Globo afastou Waack do cargo e pediu esclarecimentos. Também divulgou nota afirmando que o jornalista não se recorda do episódio. A Contrate Palestra diz que continuará representando Waack. Ele também está no catálogo da MotiveAção Palestras, em cuja página está registrado que Waack cobra entre R$ 30 mil e R$ 40 mil por evento. A MotiveAção também decidiu mantê-lo entre seus clientes. Já o perfil do jornalista na DMT Palestras aparecia fora do ar na manhã de quinta-feira. A empresa diz que já não estava representando William Waack antes da divulgação do vídeo.

A inefável Rosemeri Noronha pode ter levado para Portugal o dinheiro que foi "esquecido" no Banco Espírito Santo


Rosemary Noronha, a “Rose”, amiga íntima de Lula, é uma das hipóteses das autoridades portuguesas na tentativa de identificar os donos dos 40 milhões de euros (R$ 153 milhões) abandonados no Banco Espírito Santo, sem que ninguém os reclame. A suspeita é que ao menos parte desse dinheiro é de brasileiros. O banco português, em liquidação, investiu os recursos em outros bancos em contas “jumbo”. Em 2012, o então deputado Anthony Garotinho (RJ) denunciou que “Rose” levou a Portugal 25 milhões de euros. Jamais foi desmentido. Garotinho disse que Rose foi a Lisboa com Lula levando os 25 milhões no avião presidencial. Jamais foi processado por causa da denúncia. O dinheiro levado por Rose, reafirma agora Garotinho, fora depositado em agência do Banco Espírito Santo na cidade do Porto. Para levar todo aquele dinheiro ao Porto, Rose usou uma empresa de transporte de valores, cuja apólice de seguro a cita como responsável.

Cartão corporativo do governo federal é uma licença para gastança gigantesca e sem controle


Até o dia 30 de setembro o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) registrou 2.907.252 despesas com cartões de pagamento do governo federal, os famosos cartões corporativos, que totalizam gastos de R$ 1,2 bilhão (exatos R$ 1.261.476.232,79) desde que foram criados em 2002, no início do regime muito criminoso do PT. O ano de maior despesa foi o último ano do governo do chefão da organização criminosa petista, Lula, quando a gestão petista conseguiu torrar mais de R$80 milhões. 

Apenas este ano, o total gasto com os cartões do governo ultrapassou os R$ 33,4 milhões para bancar despesas do governo Temer. A Presidência da República é responsável pela maior parte dos gastos com cartões. Somente em 2017 foram R$ 8,5 milhões. Cada vez que um funcionário público usa um cartão corporativo do governo isso custa R$ 434,00 em média, ao contribuinte brasileiro.

Empreiteira propineira Odebrecht usou banco de Andorra para pagar R$ 650 milhões em propinas


O pequeno principado europeu de Andorra foi incluído na lama da Lava Jato com a revelação da empreiteira propineira Odebrecht de ter usado o "Banca Privada d'Andorra (BPA)" para pagar cerca de US$ 200 milhões (R$ 660 milhões) a políticos, servidores, empresários e "laranjas" de oito países da América Latina: Brasil, Equador, Peru, Chile Uruguai, Argentina, Panamá e Colômbia. 

A revelação veio à tona após intervenção do governo de Andorra no BPA, em 2015, em meio a investigação sobre lavagem de dinheiro. Depois de denunciado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por acobertar dinheiro de criminosos, o BPA cedeu à pressão internacional e suspendeu o sigilo dos donos de 145 contas.

A Odebrecht transferiu a propina mascarada como pagamentos por serviços e obras, não realizados. A investigação apura os responsáveis pela abertura das contas, apesar das restrições a Pessoas Politicamente Expostas (PEP) e avisos do departamento de compliance do banco. Há centenas de documentos, como passaportes, cartas de apresentação, questionários confidenciais de clientes e relatórios sobre a avaliação de risco, além de atas de empresas offshore utilizadas pela Odebrecht para operar o esquema.

As revelações são como "uma bomba política que revelou pagamento de propina em 12 países da América Latina e cujos estilhaços já impactaram os presidentes Michel Temer, Juan Manuel Santos (Colômbia) e Danilo Medina (República Dominicana). E também os ex-presidentes Lula e Ollanta Humala (Peru), que está preso pelo escândalo".

Conab prevê queda de até 6,2% na safra de grãos 2017-2018


A safra de grãos 2017/2018 deverá registrar redução de 4,4% a 6,2% em relação à safra passada, de acordo com levantamento divulgado hoje (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expectativa é que a produção gire em torno de 223,3 a 227,5 milhões de toneladas. A safra de 2016/2017 registrou 238 milhões de toneladas de grãos, a maior da história do Brasil. Segundo a Conab, a marca foi alcançada graças às boas condições climáticas, cenário que pode não se repetir no período do plantio e da colheita de 2017/2018.  

“A safra passada foi excepcional em termos de produtividade; para esse ano, também temos um prognóstico de uma excelente safra. Tivemos um pequeno atraso no plantio, mas em algumas regiões o clima está até melhor. As probabilidades apresentadas hoje são questões teóricas, temos que ver efetivamente o que vai acontecer, tendo em vista que o clima é uma variável que não se pode controlar”, disse secretário substituto de política agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira.

Ainda de acordo com o Sávio, um fator que poderá ser favorável para que a safra deste ano possa alcançar a produção anterior é o crescimento da área plantada. “Podemos ter um crescimento de até 2% na área plantada. Isso é muito importante. Nos últimos 7 anos a área plantada no Brasil cresceu cerca de 11 a 12 milhões de hectares. Isso representa 1,7 milhão de hectares por ano”, destacou.

Segundo a pequisa, os principais grãos cultivados no Brasil, a soja e o milho, deverão responder por cerca de 89% de toda a produção. A expectativa é que a colheita da soja fique entre 106,4 e 108,6 milhões de toneladas, a do milho pode ficar entre 91,6 e 93,1 milhões de toneladas. A cultura do milho corresponde a uma área de cerca de 637,6 mil hectares. No caso da soja, responsável por quase a metade de toda a produção de grãos no país, a área plantada chega aos 35,3 milhões de hectares.

A Conab ainda estima que culturas como a do algodão, feijão-comum preto, mamona e o amendoim deverão ter crescimento na área plantada e também na produção. A pesquisa da Conab foi feita nos principais centros produtores do Ppaís, entre os dias 23 e 27 de outubro.

Raquel Dodge diz que Gedderl não tem de saber quem fez ligação anônima sobre o bunker do dinheiro


Raquel Dodge defendeu a rejeição de um pedido da defesa de Geddel Vieira Lima no inquérito a que ele responde no Supremo. Geddel queria saber de qual número de telefone partiu a ligação anônima que entregou à Polícia Federal o bunker da propina, onde estavam armazenados R$ 51 milhões em dinheiro vivo. A procuradora-geral da República disse o óbvio: identificar o autor da ligação poderia colocá-lo em “situação de grave risco”, já que a investigação tem como alvo “poderosa organização criminosa formada por pessoas influentes politicamente".

Pernambuco recebe investimentos de 22 indústrias metalmecânicas e eletroeletrônicas

Mais indústrias dos segmentos metalmecânico e eletroeletrônico estão se instalando em Pernambuco. Seis empresas que atuam nesses segmentos foram habilitadas a receber incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe), aprovados pelo Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic). Esses empreendimentos, que serão responsáveis por investimentos totais de R$ 97 milhões, atuam em áreas diversas como siderurgia, fabricação de máquinas, de aparelhos eletrônicos e assessórios para banheiro.

Os projetos aprovados somam-se aos 16 projetos de instalação ou ampliação de plantas industriais metalmecânicas e eletroeletrônicas que foram aprovados pelo Condic no ano passado. Entre elas estão indústrias de baterias automotivas, eletrodomésticos, peças para motos e esquadrias de metal, que totalizam investimentos de R$ 251 milhões. Dessa forma, desde março de 2016, o Estado comemora a atração de 22 projetos industriais desses setores, representando um volume de investimento de R$ 348 milhões. Entre eles estão empresas como Acumuladores Moura, Gerdau Aços Longos, VN Eletrodomésticos e Metalflex Indústria de Produtos de Alumínio.

Eliane Berger, mulher do petista Guido Mantega, faleceu na madrugada deste domingo



Eliane Berger, mulher do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, faleceu na madrugada deste domingo (12). Há seis anos, a psicanalista travava uma luta contra o câncer iniciado no cólon. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein . A mulher do ex-ministro Guido Mantega estava internada há 40 dias e foi informado que na última semana, Elaine estava inconsciente devido à sedação aplicada pelos médicos após a falência de órgãos. Mantega passava as noites ao lado da mulher. Ela deixa um filho de 17 anos, fruto da relação com o ex-ministro.

A cerimônia de sepultamento de Elaine Berger será ainda neste domingo (12), no cemitério israelita do Butantã. Elaine era formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e se dedicava ao atendimento de crianças e adolescentes. Durante sua carreira ministrou aulas no Instituto Sedes Sapientiae, militou no movimento sionista paulistano e trabalhou no governo de Luiza Erundina .

Discreta, Elaine tentou a cura para um câncer, iniciado no cólon, por seis anos. Quando Mantega ainda era ministro da Fazenda no governo do chefão da organização criminosa petista, Lula, ele se desdobrou entre Brasília e São Paulo para acompanhar o tratamento de sua esposa. Eles foram casados por 22 anos. Pelo Twitter, o presidente Michel Temer manifestou o seu pesar pelo falecimento de Elaine. “Meus sentimentos ao ex-ministro Guido Mantega, e família, pelo falecimento de sua esposa Elaine”.

Elaine manifestou-se contra o governo do presidente Michel Temer, e foi contrária a nomeação de Alexandre Moraes para o Supremo Tribunal Federal. Ela também participou de um abaixo assinado contra o juiz Sérgio Moro . 

O mesmo juiz decretou a prisão de seu marido quando ela estava hospitalizada em São Paulo, isso em fevereiro de 2015. Tanto ela quanto o seu marido foram hostilizados neste hospital, por manifestantes que entoavam para que ela fizesse o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Guido Mantega teve a prisão revogada por Sérgio Moro, duas horas após ser decretada. Ele chegou a ser encaminhado para a Polícia Federal e liberado duas horas depois. 

Frasle de Caxias do Sul já registra franca recuperação


Apesar do impacto negativo da oscilação do dólar, a Fras-le fechou o terceiro trimestre com avanço em todos os segmentos de atuação e alcança receita líquida consolidada de R$ 218,9 milhões, incremento de 11,4% na comparação com o intervalo de julho a setembro de 2016. Foi a melhor performance em relação aos trimestres anteriores, confirmando que a retomada na economia sustenta-se em números (e negócios). No acumulado dos primeiros nove meses de 2017, o lucro líquido consolidado somou R$ 53,7 milhões, com margem líquida de 8,8%. A Fras-le não depende apenas do mercado nacional – que ainda está recuperando-se da crise –, pois 50% das receitas advêm de fora do país. Mesmo assim, o Brasil é importante para a empresa, onde é líder de mercado e direciona quase 90% das vendas a um segmento que cresce mesmo (ou ainda mais) na crise: o de reposição.

Após quase três anos no vermelho, economia de Caxias do Sul volta a respirar


Os últimos três anos foram os mais difíceis da história da economia caxiense. Depois da crise que atingiu em cheio a principal matriz econômica da cidade, o setor metalmecânico, Caxias do Sul sai do buraco, mas ainda cambaleando. Foram 39 meses de queda vertiginosa. O fundo do poço foi alcançado em janeiro de 2016. O índice negativo ultrapassou a casa dos 18% no acumulado dos 12 meses. De lá pra cá, começou o lento caminho de volta. Em setembro, finalmente, alcançou a borda e voltou a respirar: alta de 1,1%. A previsão dos economistas, porém, é de uma recuperação frágil e vulnerável. Isso significa que ela pode voltar ao vermelho.

O poder de compra do caxiense caiu e a inadimplência subiu. Em 2014, o PIB da cidade era R$ 22,3 bilhões — per capita de R$ 47.587,00. A previsão para 2017 é de R$ 26 bilhões — ou R$ 53.788,00 per capita , considerando a estimativa populacional de 2016, de 483.377. Alta de 13%. A inflação do período passa dos 26%. Em setembro, 77,5 mil caxienses estavam endividados. 

O setor metalmecânico, que só tinha sentido na pele a passageira crise mundial de 2009, viu mais de 500 empresas fecharem as portas e um exército de trabalhadores ser demitido. Em 2015, o setor desligou, em média, 2 mil trabalhadores por mês. De 2013 a 2017, foram fechados 21 mil postos de trabalho. Os empresários da área viram o faturamento despencar pela metade. Em 2013, chegou a R$ 24 bilhões. Em 2017, a previsão (otimista) é de chegar a R$ R$ 10 bilhões. Comércio e serviços foram os últimos a sentir a crise. E estão sendo os últimos a sentir a retomada. Em setembro, o comércio fechou em 3% e os serviços - 1.

Em 2013, mais de 183 mil pessoas atuavam no mercado caxiense com carteira assinada. Hoje, o número é de 159,5 mil. São 23,6 mil postos a menos. Nestes dados não estão incluídos os profissionais que estão se formando e entrando no mercado. O Centro de Integração Empresa Escola (Ciee) de Caxias informa que conta com mais de 24 mil cadastros de pessoas procurando o primeiro emprego. 

Os empresários estão voltando a andar com suas próprias pernas, diz a doutora em economia Maria Carolina Gullo. Ou seja, perceberam que o modelo esgotou e que não dá mais para depender somente das medidas de incentivo anunciadas pelo governo federal. "Estão agindo por conta própria", afirma ela. Para o economista Astor Milton Schmitt, a crise serviu para dar um sopro nas brasas que estavam apagadas: "Nossas deficiências ficaram evidentes".

Os empresários também foram obrigados a sair da zona de conforto e a quebrar paradigmas. Já é possível perceber um movimento no meio empresarial de busca de novos nichos de mercado e tecnologias atualizadas. Também há empresas, mesmo em número ainda reduzido, que estão diversificando sua produção. "Se a vocação de Caxias é a indústria, temos de buscar opções dentro deste setor e fornecer para outras áreas. Se o nosso entrave é a logística, precisamos vislumbrar alternativas para ganhar de outra forma. Não dá mais para ficar esperando por milagres. Está na hora de agir", alerta Maria Carolina. 

Começar o processo de reindustrialização é uma das saídas. Com o atual valor do dólar (R$ 3,24), não está mais valendo a pena produzir na China e somente embalar o produto no Brasil. É uma esperança de que a produção interna retome e de que a capacidade ociosa de 28% seja reduzida.  A economista acredita neste movimento: "O caminho é longo e árduo. Mas é preciso começar". 

Ficou claro que a cidade não pode depender somente de um setor para crescer e desenvolver. Atualmente, 80% da indústria ainda são representados pelo automotivo pesado, que depende de renovações de frotas e linhas de financiamento federais. Nos últimos 12 meses, este segmento ainda acumula queda de 6%. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Reomar Slaviero, são poucos clientes e, se eles param de comprar, a produção também para. "Depender de poucas empresas é um perigo. O risco é muito alto", declara.

No final de 2010 e início de 2011, o setor metalmecânico deu um salto e cresceu 30,8%. Em janeiro de 2016, a queda chegou a 23,9%: "Crescemos muito. Por causa disso, o tombo do setor foi maior e mais sentido". A prova está na queda do setor em setembro, que recuou 3%. A esperança está nas exportações. Em setembro, elas recuaram 13% em relação a agosto. Mas, no acumulado dos últimos 12 meses, cresceram 0,8%.


O comércio e serviços representam 51% do PIB de Caxias do Sul. Foram os últimos a sentir a maior crise enfrentada por Caxias e ainda estão sentindo os reflexos. Em setembro, o comércio fechou em queda de 7,1% em relação a agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, está 3% no azul. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias (CDL), Ivonei Pioner, a crise está deixando um aprendizado: "Aprendemos que o comércio é muito mais que vender. É preciso ter gestão e mecanismos de controle". Quem não criou pontes, informa, não conseguiu se movimentar e não sobreviveu à crise. O perfil do consumidor também mudou. As necessidades são outras.

Caxias do Sul tem 65 mil empresas

Caxias do Sul tem mais de 65 mil empresas, a maioria de pequeno porte. Desde 2012, o crescimento foi de 26%. Ou seja, foram abertos 13,4 mil novos negócios em cinco anos. O boom aconteceu a partir de 2015, quando os números do desemprego ultrapassaram a casa dos 20 mil. Em um ano, surgiram mais de 6,5 mil empreendimentos. No Brasil, o governo suspendeu o registro de 1,4 milhão de microempreendedores individuais (MEIs), por falta de pagamento das taxas mensais ou da entrega da declaração anual de atividades. 


Ex-assessor diz que contava dinheiro vivo na casa da mãe de Geddel

Em depoimento à Polícia Federal, no dia 19 de outubro, o ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro, disse que contava dinheiro a pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na casa da mãe dos irmãos peemedebistas. A Polícia Federal encontrou fragmentos de digitais de Ribeiro no "bunker" de Geddel descoberto em Salvador (BA), com um total de R$ 51 milhões em notas de reais e dólares. 

"Que em outras ocasiões, as quais passaram a ter maior frequência a partir de 2010, o declarante recebeu do senhor Geddel dinheiro na residência da mãe deste, para que o contasse", consta no termo de depoimento que foi juntado no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. "Que o dinheiro era apresentado, em regra, em envelopes pardos e as somas giravam em tomo de R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00; que a contagem era feita, em regra, em sala reservada que funcionava como gabinete". 

Ele disse à Polícia Federal que não sabia o origem do dinheiro ou o destino que era dado na sequência. Os valores, segundo seu depoimento, vinham "solto ou mesmo novo com fitas". O ex-assessor, que foi exonerado depois de ter sua prisão domiciliar decretada, disse ainda que trabalhava nas residências dos políticos e era incumbido em algumas oportunidades de também contar dinheiro do posto de combustível de propriedade da família. Ribeiro afirmou que os valores contabilizados variavam entre R$ 10 mil e R$ 15 mil e eram depositados em conta vinculada ao próprio empreendimento, no banco Bradesco. Além de ter sido assessor de Lúcio, seu último trabalho, ele prestava serviços à família desde os seus 21 anos, quando começou com Afrísio Vieira Lima.

Poupança inverte tendência e apresenta movimento de retirada líquida de R$ 2 bilhões em outubro

Após cinco meses seguidos nos quais os depósitos na poupança superaram os saques, a tendência se inverteu em outubro, segundo o Banco Central. De acordo como o relatório de poupança divulgado nesta semana, na captação líquida, os saques superaram os depósitos em R$ 2,006 bilhões. Neste ano, de janeiro a abril, os saques superaram os depósitos. A retirada registrada em outubro foi a terceira maior do ano, sendo superada apenas pelas retiradas líquidas em janeiro (R$ 10,735 bilhões) e em março (R$ 4,996 bilhões). De maio a setembro, a poupança registrou mais depósitos. 

Agora, volta a fechar o mês no vermelho. Nos 12 meses terminados em outubro, a poupança rendeu 7,32%, valor acima do IPCA-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, que acumula 2,71% no mesmo período. Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego. 

Em 2015, R$ 53,5 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. Nos meses anteriores a outubro, a poupança tinha voltado a atrair recursos mesmo com a queda de juros. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação, que chegou a cair nos últimos meses antes de se estabilizar recentemente.

Energia e gás levam inflação ao maior nível em 14 meses


Puxada por aumentos na conta de luz e no botijão de gás, a inflação acelerou de 0,16% em setembro para para 0,42%, em outubro, maior índice desde agosto de 2016. Em 12 meses, a taxa também subiu, de 2,54% para 2,70%, ainda abaixo do piso (3%) e do centro (4,5%) da meta do governo.

A expectativa é que o indicador de novembro siga pressionado por eletricidade e combustíveis, diante da mudança no valor da bandeira tarifária cobrada na conta de luz e de recentes altas na gasolina e no gás de botijão. Segundo o IBGE, o grupo Habitação, em que se enquadram energia e gás de botijão, foi responsável por metade da alta do IPCA em outubro. A inflação desse grupo foi de 1,33% no mês, ante queda de 0,12% em setembro.

A energia subiu 3,21% no mês, diante da adoção da bandeira vermelha patamar 2, que acrescentou à conta de luz R$ 3,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para pagar o uso de usinas térmicas. Já o gás de botijão teve alta de 4,49%, resultado de reajuste de 12,9% promovido pela Petrobras nas refinarias, para acompanhar as cotações internacionais do produto. No ano, a energia elétrica acumula alta de 9,27%, e o gás, de 12,98%.

A tendência de alta deve se manter, já que a bandeira vermelha patamar 2 foi elevada para R$ 5 por 100 kWh e a Petrobras anunciou novo reajuste no preço do gás, de 4,5%. O segundo grupo com maior impacto foi o de Transportes, com alta de 0,49% e contribuição de 0,09 ponto percentual, puxado pela alta das passagens aéreas.

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de Residência (-0,39%) tiveram impacto negativo no mês. No primeiro caso, foi o sexto mês consecutivo de queda, o que só havia ocorrido em 1997. No acumulado do ano, esse grupo tem queda de 2,02%, a maior desde 1994, mas o ritmo de redução já é menor do que em meses anteriores, devido ao fim da safra.

Agência de risco Fitch ainda mantém o Brasil como mau pagador

A novela da reforma da Previdência nesta semana afetou negativamente a percepção da agência de classificação de risco Fitch em relação ao Brasil. A Fitch decidiu manter o País, na sexta-feira (10), no grupo com grau especulativo - ou seja, com capacidade questionável de honrar suas dívidas. A Fitch confirmou a nota de crédito do País em "BB", dois níveis abaixo do grau de investimento, espécie de selo de bom pagador. A perspectiva permaneceu negativa. 

Isso significa que, se a agência considerar que as condições do País pioraram, o rating pode ser rebaixado. A decisão ocorreu no final de uma semana tumultuada para a reforma da Previdência. Na segunda-feira (6), o presidente Michel Temer disse publicamente que ela poderia não ser votada, o que sinalizou que havia desistido dela. A reação negativa do mercado - no dia seguinte, a Bolsa caiu ao menor patamar em dois meses - fez com que o governo se apressasse para reiterar os esforços pela aprovação das medidas. 

No comunicado em que explicou por que decidiu manter a nota de crédito do País, a Fitch expressou preocupações com as contas públicas brasileiras. Segundo a agência, a perspectiva negativa reflete incertezas sobre a solidez e sustentabilidade da recuperação econômica. Espelha também a perspectiva para estabilização da dívida no médio prazo devido ao elevado deficit fiscal e dúvidas sobre a capacidade do governo de aprovar a proposta que muda as regras de aposentadoria. 

"Um ambiente político desafiador continua a impedir o avanço da reforma da Previdência, que é importante para a viabilidade e credibilidade do teto de gastos no médio prazo", diz a Fitch. Para a Fitch, a última denúncia de corrupção envolvendo Temer parece ter diminuído o capital político dele e o apoio no Congresso, dificultando a aprovação da reforma da Previdência. Na votação que enterrou a segunda denúncia por corrupção passiva e obstrução da Justiça e organização criminosa, o presidente recebeu 12 votos a menos na Câmara. 

Segundo a agência, um dos fatores que pode levar a um rebaixamento é um retrocesso na atual agenda reformista do governo. Se isso acontecesse, diz a Fitch, poderia diminuir a confiança dos investidores na trajetória das contas públicas no médio prazo. Outro fator de risco apontado pela agência é o fracasso na contenção do ritmo de crescimento do endividamento do governo, assim como a diminuição das reservas internacionais e a piora na composição da dívida pública. 

Já a melhora da perspectiva, diz a agência, depende de avanço na reforma e na implementação de políticas que apoiem as perspectivas de confiança, investimento e crescimento do País. A agência também cita como ponto que favoreceria uma evolução da perspectiva de consolidação fiscal que melhore a confiança na capacidade de o governo alcançar a estabilização da dívida pública no médio prazo. 

No comunicado, a Fitch indica que as eleições de 2018 poderiam prejudicar o andamento da reforma e pesar sobre a recuperação econômica do Brasil. Por outro lado, elogia a diversidade econômica e indicadores que o Brasil sustenta, como uma renda per capita maior que a mediana de países que também têm rating "BB". "A capacidade do país de absorver choques é sustentada por sua taxa de câmbio flexível, pela robusta posição de reservas internacionais, uma forte posição de credor e por um mercado doméstico de dívida pública profundo e desenvolvido", diz a Fitch. 

Estatal de eletricidade do regime comuno-bolivariano dá calote, é o início do default da Venezuela



A companhia estatal venezuelana Eletricidad de Caracas entrou em default ao não pagar juros de títulos da dívida no valor de US$ 650 milhões que vencem em 2018, afirmou a agência fiduciária na sexta-feira (10). O título Elecar, originalmente emitido pela Eletricidad de Caracas, que passou a ser conhecida como Corpoelec após a nacionalização em 2007, deveria ter pago um cupom de US$ 28 milhões em 10 de outubro. Um "período de graça" foi concedido e venceu no último dia 9 de novembro, afirmaram os portadores dos títulos. 

O default coincide com o anúncio do ditador comuno-bolivariano Nicolás Maduro de que seu governo irá reestruturar todos os pagamentos de dívidas futuros, deixando investidores inquietos sobre o destino dos cerca de US$ 60 bilhões em títulos emitidos pela estatal venezuelana de petróleo, PDVSA. 

Planos para reestruturar esses títulos devem ser discutidos em um encontro com credores marcado por Maduro em Caracas na segunda-feira, embora vários tenham dito que não irão. Alguns investidores podem interpretar o fracasso no pagamento do Elecar como um sinal de que Maduro possa estar preparando um amplo default. No entanto, um default da Elecar, relativamente pequeno, não desencadeia automaticamente um default nos outros títulos. 

Ao contrário do Elecar, os títulos da PDVSA e da Venezuela carregam cláusulas que significam que um default em um título coloca um número de outros títulos também em default. Dois portadores de títulos Elecar disseram que processos resultando do default teriam de ser abertos contra a Corpoelec, e não contra o governo da Venezuela. Separadamente, a Venezuela vai assinar um acordo de reestruturação da dívida com a Rússia na próxima semana.

Temer chama mais um marqueteiro baiano, Nizan Guanaes, para almoçar e conversar, vai começar tudo de novo



O presidente Michel Temer convidou na sexta-feira (10) o marqueteiro baiano Nizan Guanaes para conversar sobre comunicação de governo. Ele estava com amigos e empresários como Delfim Netto e Antonio Mariz Filho no restaurante Chef Rouge, na rua Bela Cintra e, por sugestão de Delfim, chamou o publicitário. Nizan já tinha conversado com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, dando algumas sugestões sobre como o governo poderia propagandear aspectos positivos da economia. Uma das frases sugeridas pelo publicitário para uma campanha publicitária internacional é "O Brasil Voltou". 

Embora não trabalhe para governos nem se engaje mais em campanhas eleitorais, o marqueteiro Nizan Guanaes costuma ser chamado por governantes para ser ouvido sobre a área. Na era Dilma, por exemplo, ele criou o slogan "Copa das Copas" para que o Brasil divulgasse o Mundial, em 2014. A área de comunicação é considerada uma das áreas críticas e pouco eficientes do governo. Aliados aconselham Temer a dedicar mais atenção a ela para melhorar a aprovação do governo ou ao menos tornar as reformas propostas por ele palatáveis.

Esses políticos boçais acham que resolvem seus problemas com o auxílio de marqueteiros e suas técnicas enganadoras. Nizan Guanaes era o estrategista de comunicação do grupo propineiro Odebrecht. Vai começar toda a novela de novo, já pode ser antevista a praga da marquetagem dando errada outra vez. Mas, político é como viciado em cocaína, não consegue abandonar o vício.

Empreiteira propineira Galvão Engenharia está vendendo o seu jatinho



Em recuperação judicial e com os bens arrestados, a empreiteira propineira Galvão Engenharia está discretamente vendendo um Citation Sovereign, avaliado em 10 milhões de dólares. A aeronave prefixo PR-FOR, está no hangar da TAM em Jundiaí, realizando revisão para venda, procedimento comum do mercado e teve, recentemente, sua titularidade transferida para outra empresa, a Gisa Investimentos.

Iraque descobre valas comuns com centenas de pessoas executadas pelo terror do Estado Islâmico


O novo governador da província de Kirkuk, no norte do Iraque, Rakan Said, anunciou neste sábado a descoberta de várias valas comuns com mais de 400 corpos no distrito de Al Hauiya, que foi libertado do controle dos terroristas do Estado Islâmico (EI) em outubro. As valas foram encontradas na antiga base militar americana de Al Bakara, que foi usada pelos jihadistas para suas execuções. Entre os executados, há pessoas vestidas com macacões de cor laranja, com os quais os terroristas costumavam vestir os condenados à morte, e outras com roupas civis. Said informou que as valas revelam a “barbárie” do Estado Islâmico e pediu ao governo iraquiano e à Comissão de Direitos Humanos que se dirijam ao local onde os corpos foram encontrados para realizar uma análise e identificar as vítimas. 

Até o momento, as valas não foram cavadas e os corpos também não foram removidos, segundo o governador, que detalhou que as autoridades locais aguardam a chegada de um comitê formado pelos Ministérios da Saúde e do Interior. Os corpos estão distribuídos em cinco covas grandes. A descoberta ocorreu graças a um pastor da região que conduziu as autoridades até o local. 

Segundo o relato do religioso, os terroristas assassinavam os detidos com disparos, decapitações e ateando fogo. Al Hauiya foi reconquistada no início de outubro após três semanas de campanha militar. Em 28 outubro, as forças iraquianas encontraram outra vala comum com pelo menos 50 corpos na cidade. Durante a ofensiva contra o Estados Islâmico, as autoridades iraquianas encontraram muitas valas comuns em diversas cidades, entre elas uma com cerca de 500 corpos na prisão de Badush, situada 25 quilômetros a oeste da cidade de Mossul, no dia 11 de março.