segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Balança tem superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de novembro

A balança comercial registrou superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de novembro. As exportações ficaram em US$ 3,705 bilhões e importações em US$ 3,004 bilhões. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em novembro, as exportações somam US$ 9,952 bilhões e as importações, US$ 7,435 bilhões. O saldo positivo é de US$ 2,517 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 193,418 bilhões e as importações, US$ 132,439 bilhões, com saldo positivo de US$ 60,980 bilhões.

De acordo com o ministério, a média das exportações da terceira semana ficou 3,8% acima da média até a segunda semana, em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (5,9%), com destaque para açúcar em bruto, ferroligas, alumínio em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, catodos de cobre; e de produtos básicos (6%), por conta de petróleo em bruto, farelo de soja, minério de ferro, café em grãos, carnes de frango e bovina. 

Já as vendas de produtos manufaturados registraram queda de -0,9%, em razão, principalmente, de aviões, automóveis de passageiros, suco de laranja não congelado, veículos de carga, etanol e polímeros plásticos. Por sua vez as importações apontaram crescimento de 18,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana sobre média até a segunda semana), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com adubos e fertilizantes, farmacêuticos, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, combustíveis e lubrificantes.

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de novembro de 2017 com a de novembro de 2016, houve crescimento de 11,6%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (38,1%), por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos, minério de ferro, carne bovina e de frango, farelo de soja; e semimanufaturados (14,9%), por conta de celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ferroligas, ouro em formas semimanufaturadas e alumínio em bruto. Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-8,4%), por conta de açúcar refinado, tubos flexíveis de ferro e aço, gasolina, obras de mármore e granito, medicamentos para medicina humana e veterinária. 

Relativamente a outubro de 2017, houve crescimento de 0,6%, em virtude do aumento nas vendas de produtos manufaturados (8,5%), enquanto decresceram as vendas de produtos básicos (-5,1%) e de semimanufaturados (-0,3%). 

Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro de 2017 ficou 17,9% acima da média de novembro de 2016. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (49,2%), equipamentos eletroeletrônicos (27,8%), veículos automóveis e partes (20,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (19,9%), plásticos e obras (18,3%). Ante outubro de 2017, houve crescimento de 3,8%, pelo aumento em farmacêuticos (35,1%), plásticos e obras (14,6%), adubos e fertilizantes (11,9%), equipamentos mecânicos (10,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (9,5%).

Toffoli suspende convocação de ex-chefe de gabinete de Janot para depor na CPI da JBS

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a convocação do procurador Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, na CPI da JBS. Ele determinou que a CPI preste esclarecimentos em dez dias. "(...) Pelo exposto, concedo a medida liminar pleiteada, para suspender qualquer ato tendente à convocação do membro do parquet, o Procurador Regional da República Eduardo Botão Pelella, perante a Comissão Mista de Inquérito instituída pelo requerimento nº 01, de 2017. Notifique-se a autoridade coatora para que, no prazo de 10 dias, preste as informações", escreveu o ministro na decisão desta segunda-feira (20). Toffoli atendeu pedido feito pela Procuradoria-Geral da República na semana passada. Pelella foi convocado para depor na próxima quarta-feira (22).

ESPN diz que Grêmio usou um drone para espionar treinos do Lanus em Buenos Aires


O Grêmio usou um drone para espionar treinos de seus rivais durante a temporada, de acordo com a ESPN Brasil. A emissora afirma que a pessoa é contratada pelo clube. Reportagem exibida nesta segunda-feira (20) conseguiu flagrar o espião no momento em que ele instalava o drone próximo ao CT do Lanús, na Argentina, na última sexta-feira (17). O clube do distrito de Buenos Aires é o rival do time gaúcho na decisão do torneio sul-americano. O nome da pessoa não foi revelado. De acordo com a reportagem, o profissional estava há mais de uma semana na Argentina e teve hotel, carro e passagens aéreas pagas pelo clube e já havia filmado outras atividades fechadas. Ele costuma controlar as filmagens dos treinos de dentro do carro. Assim que foi flagrado, o espião foi levado para prestar esclarecimentos na delegacia de polícia de Lanús e lá ficou por duas horas. Após prestar depoimento, ele foi liberado. O suposto funcionário do clube gaúcho disse à ESPN Brasil que não trabalha para o Grêmio e que usa o drone apenas para fazer fotos. A reportagem afirma que tudo era de conhecimento da comissão técnica e também dos jogadores que assistiam às imagens feitas pelo espião antes dos confrontos. Além de chegar à final da Libertadores, o Grêmio é o atual segundo colocado do Campeonato Brasileiro e foi semifinalista da Copa do Brasil.

Advogados da "Riqueza", a Garota do Leblon, Adriana Ancelmo, dizem que ela mantém a fé na absolvição.


A defesa da ex-primeira dama do Rio de Janeiro, a "Riqueza" de Sérgio Cabral, a "Garota do Leblon, Adriana Ancelmo, entregou recurso ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região em que apela contra a pena de 18 anos de cadeia por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. No documento de 13 páginas, os advogados afirmam que a ex-primeira-dama “mantém a fé, com muita dificuldade, diante do quadro de publicidade opressiva que assolou sua família, sobremodo os seus filhos – em um julgamento do apelo acusatório “à luz da prova e do direito”. Ela deveria ter pensado nos filhos antes de fazer tudo o que fez junto com seu marido ladrão. Adriana Ancelmo foi condenada pelo juiz Marcelo Bretas, que cuida da primeira instância da Lava-Jato no Rio de Janeiro, em setembro. Segundo a sentença, ela ocultou e movimentou cerca de R$ 6,5 milhões em jóias nas joalherias Antonio Bernardo e H.Stern. Outros R$ 1,5 milhões foram gastos em suas despesas pessoais. 

Policia Federal prende estagiário de Direito que vazava informações sobre processos sigilosos para traficantes


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta segunda-feira, Gabriel Barioni de Alcântara e Silva, ex-estagiário da Justiça Federal em Londrina (PR), acusado de vazar informações sigilosas para uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas. Barioni, que pediu demissão do estágio no dia 23 de setembro, também é alvo de um mandado de busca e apreensão e outro de violação do sigilo telemático de e-mail, todos determinados pelo juiz federal Nivaldo Brunoni, da 23ª Vara Federal de Curitiba. 

Segundo o despacho do magistrado, em dias anteriores ao pedido de demissão do estagiário, sua senha ao e-proc, o sistema digital de processos da Justiça, foi utilizada em Assunção, no Paraguai, em Catanduvas (PR) e Ponta Porã (MS), para consultar as investigações envolvendo a organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha. Ainda não está claro se Gabriel emprestou o seu acesso para pessoas ligadas a Rocha ou se ele mesmo o utilizou, como associado à quadrilha. 

O juiz Nivaldo Brunoni anota, em sua decisão, uma informação obtida pela Polícia Federal de que o ex-estagiário da Justiça seria namorado de uma filha do traficante. “No caso, há fortes elementos indicando quebra de sigilo funcional em benefício de organização criminosa voltada ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro, havendo evidências, inclusive, de que Gabriel integre referido grupo”, escreveu o magistrado ao justificar a prisão do jovem 

Inicialmente, a prisão do estudante de Direito é temporária, isto é, com o prazo pré-estabelecido de cinco dias. Ao final desse período, caberá ao magistrado, a partir das provas coletadas pela PF, decidir se o jovem terá a detenção convertida em preventiva, sem prazo para acabar, ou se será solto. Outros dois envolvidos com a quadrilha, que estariam hospedados no hotel onde a senha de Gabriel foi utilizada em um dos acessos, também são alvos de mandados de busca e apreensão.

Brasil criou 76.599 empregos com carteira assinada em outubro


O Brasil abriu 76.599 empregos com carteira assinada em outubro, uma alta de 0,20% em relação a setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho. Esse número é reflexo da diferença entre de 1.187.819 admissões e de 1.111.220 desligamentos registrados no mês passado. No ano, foram abertas 302.189 vagas formais, uma expansão de 0,79% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, entretanto, o saldo permanece negativo. Foram eliminados 294.305 postos de trabalho, uma retração de -0,76% no contingente de empregados com carteira assinada de outubro de 2016.

De acordo com o Caged, três dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego: comércio (+37.321 postos), indústria de transformação (+33.200 vínculos empregatícios) e serviços (+15.915 empregos). Houve redução de mão de obra formal em outros cinco setores: construção civil (-4.764 postos de trabalho), agropecuária (-3.551 vínculos empregatícios), serviços Industriais de utilidade pública (-729 empregos), extrativa mineral (-532 postos formais) e administração pública (-261 vínculos). 

Na indústria de transformação, as contratações foram puxadas pelos segmentos de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (20.565 empregos); têxtil (2.235 postos formais) e produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (2.080 vínculos empregatícios). Por região, quatro regiões registraram aumento do nível de emprego em outubro: Nordeste (37.801 postos), Sul (21.444 postos), Sudeste (13.552 postos) e Norte (4.210 postos). A região Centro-Oeste foi a única a apresentar saldo negativo, da ordem de -408 postos formais, equivalente à retração de -0,01% sobre o mês anterior.

Justiça paulista derruba liminar e permite a privatização do Autódromo de Interlagos

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo cassou nesta semana o mandado de segurança que tinha sido concedido no dia 10 para barrar a privatização do autódromo de Interlagos. O vereador Mário Covas Neto (PSDB) havia feito pedido para interromper o processo, sob o argumento de que a aprovação do projeto não tinha seguido os trâmites obrigatórios na Câmara Municipal. Segundo Covas Neto, o projeto avançou a toque de caixa na casa, atropelando avaliações que deveriam ter sido feitas. A Justiça concedeu liminar, mas, na terça, indeferiu o pedido. 

Covas aspirava ao cargo de presidente da Câmara, mas no final de 2016 perdeu para Milton Leite (DEM), que teve apoio de Doria. A despeito de compor a base aliada, tem entrado em colisão com a prefeitura. Em agosto, ele entrou com mandado de segurança para pedir a anulação da primeira votação do pacote de desestatizações da prefeitura. 

O pedido foi negado em primeira instância, mas o vereador recorreu e o processo ainda tramita na Justiça. O presidente da Câmara disse ter segurança quanto a legalidade da aprovação do projeto de lei de Interlagos. "A Câmara Municipal de São Paulo informa que a Presidência da Casa está absolutamente tranquila quanto à legalidade na aprovação, em primeiro turno, do PL (projeto de lei) 705/17, na última quarta-feira (8). Há anos, diferentes presidentes do Legislativo paulistano entendem que PLs podem ser aprovados com aval do congresso de comissões. Desde 2015, inclusive, o precedente regimental número 1 deixou mais evidente ainda essa prerrogativa. O autor do atual pedido de liminar já tentou barrar outro projeto do governo do PSDB e não teve êxito na Justiça." 

O congresso de comissões é a reunião conjunta de todas as comissões permanentes da Câmara,e pode ser convocado em caso de urgência. Covas Neto defende que a CCJ não pode fazer parte desse congresso, já que seu papel é fazer análise prévia da constitucionalidade dos projetos. Além disso, ele argumenta que os presidentes das comissões precisam concordar com a convocação dos congressos de comissões, o que ele não fez. 

O projeto de lei prevê a alienação da área de quase 1 milhão de metros quadrados e estabelece que o autódromo de Interlagos terá que ser preservado. No caso do kartódromo, não há a mesma restrição. Na prática, a aprovação abrangeria apenas a liberação da privatização do autódromo de Interlagos. As intervenções mais significativas na região dependeriam da aprovação de um projeto de lei que institui a Operação Urbana Jurubatuba, liberando, por exemplo, a construção de grandes torres no bairro, com até oito vezes a área do lote. 

As concessões e privatizações estão na linha de frente do plano político de Doria. Na Câmara, o prefeito já conseguiu as aprovações da concessão do Pacaembu e de parques, Bilhete Único, terminais de ônibus e Mercadão. Em seu pacote de privatizações ainda estão o complexo do Anhembi (cuja concessão já foi aprovada em primeira votação), cemitérios, mobiliário urbano e imóveis. 

A gestão tucana planeja passar a operação da maior parte desses equipamentos públicos para a iniciativa privada a partir dos primeiros meses de 2018. O autódromo de Interlagos foi construído em 1938 pela empresa Aesa, mas a inauguração ocorreu apenas em 12 de maio de 1940. A pista original tinha 7.960 metros, hoje são 4.309 metros. O nome Interlagos é uma referência à região suíça de Interlaken, que significa "entre lagos", pois fica entre as represas Billings e Guarapiranga. 

Em 1985, o autódromo foi rebatizado para José Carlos Pace, em homenagem póstuma ao piloto. A prefeitura comprou o complexo em 1950 por 23 cruzeiros o metros quadrado, valor bem abaixo do valor real avaliado à época (300 cruzeiros o metro quadrado). Segundo a SPTuris (empresa municipal que administra o autódromo), a realização do Grande Prêmio de Fórmula 1 na cidade injeta atualmente cerca de R$ 260 milhões na economia local.

Procuradoria Geral da República apresenta alegações finais contra a petista Gleisi Hoffmann


A Procuradoria-Geral da República apresentará nesta semana as alegações finais contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Segundo a força-tarefa da Procuradoria Geral da República, Gleisi Hoffmann e o marido, o ex-ministro de Planejamento, o também petista Paulo Bernardo, receberam R$ 1 milhão em esquemas de corrupção na Petrobras. Os procuradores dizem que o dinheiro foi pago pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. O montante teria sido usado pela campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. 

Estados Unidos aprovam primeira pílula digital rastreável


A FDA, agência americana que regula medicamentos, aprovou esta semana a primeira pílula digital rastreável. Um sensor acoplado ao medicamento aripiprazol, um antipsicótico já usado para o tratamento de distúrbios mentais, como esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar, envia informações a um adesivo acoplado ao corpo. Este, por sua vez, manda os dados para um aplicativo no celular. O sensor, que tem o tamanho de um grão de areia, é feito de um material absorvido pelo corpo e é ativado quando entra em contato com fluido estomacal. Como isso pode levar de 30 minutos a duas horas para acontecer, e a ingestão então ser detectada, a bula do medicamento diz que ele não deve ser usado para rastrear a ingestão em tempo real ou durante uma emergência.

Além de quando e se o medicamento foi tomado, o sensor também informa dados de atividade fisiológica da pílula, que podem ser úteis para um melhor entendimento do tratamento. Com consentimento do pacientes, médicos e familiares podem ter acesso aos dados. Essa permissão pode ser modificada pelo paciente a qualquer momento. O Abilify MyCite foi desenvolvido por duas empresas: a Otsuka Pharmaceuticals e a Proteus Digital Health. As fabricantes alegam que a nova tecnologia pode ser útil para manter a adesão ao tratamento de pacientes com distúrbios mentais, que podem ter dificuldades para manter a terapia durante um longo período de tempo. 

Entre janeiro e setembro, produção de energia eólica cresceu 28%


Dados consolidados apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Brasil, entre janeiro e setembro de 2017, foi 28% superior à geração no mesmo período do ano passado. A produção das usinas chegou a 4.327 MW médios frente aos 3.383,5 MW médios entregues em 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2017. Quando a análise verifica a geração hidráulica, a representatividade da fonte chega a 72,3% do total. Já as usinas térmicas, que utilizam diversos combustíveis, responderam por 20,7% de toda e energia produzida no período. Os números são do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Vinho surgiu há 8.000 anos no Cáucaso


As origens do vinho remontam a mais de 8.000 anos, revelaram resíduos encontrados em cerâmicas neolíticas que foram desenterradas por arqueólogos na Geórgia, no sul do Cáucaso. A descoberta, publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que a invenção da bebida ocorreu quase 1.000 anos antes do que se acreditava.  Os indícios químicos mais antigos da produção de vinho até então datavam de 5.400 a 5.000 anos antes da era cristã (7.000 anos atrás), nas montanhas de Zagros, no Irã. Agora, cientistas sabem que a atividade é ainda mais antiga. “Nosso estudo sugere que a viticultura foi o principal elemento do modo de vida neolítico, que viu nascer a agricultura e se estendeu pelo Cáucaso” e além, para o sul, no Iraque, Síria e Turquia, afirmou o arqueólogo Stephen Batiuk, do Centro de Arqueologia da Universidade de Toronto, no Canadá. 

As escavações se concentraram em Gadachrili Gora e Shulaveris Gora, sítios arqueológicos ricos em cerâmicas do início do Neolítico, entre 8.100 e 6.600 anos atrás e ficam situados a 50 quilômetros de Tbilisi, capital da Geórgia. A análise dos resíduos encontrados em oito jarros com milênios de antiguidade revelou a presença de ácido tartárico, a assinatura química das uvas e do vinho. Também foram detectados outros três ácidos – málico, succínico e cítrico – relacionados com a viticultura. “Isto sugere que a Geórgia provavelmente era o centro da domesticação das videiras e da viticultura”, resume Patrice This, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola (Inra) da França. 

“Acreditamos estar na presença dos vestígios da mais antiga domesticação de videiras silvestres na Eurásia com o único propósito de produzir vinho”, completou Batiuk. “A versão domesticada de uvas para a produção de vinho de mesa atualmente tem mais de 10.000 variedades no mundo todo”, 500 delas só na Geórgia, acrescentou. 

Segundo os cientistas, isso sugere que as uvas foram objeto de cruzamentos para criar diferentes cepas há muito tempo nessa região da Eurásia. A combinação de dados arqueológicos, químicos, botânicos, climáticos e de datação mostra que a variedade de videira Vitis vinifera era abundante nos dois sítios de escavação na Geórgia. A maioria das uvas clássicas pertence a essa espécie, como cabernet sauvignon, chardonnay, syrah, merlot, garnacha, mourvèdre e riesling. 

Os pesquisadores explicaram que, nessas sociedades antigas, beber e oferecer vinho fazia parte de quase todos os aspectos da vida. “O vinho era usado como um remédio, uma substância que altera o espírito e inclusive como uma mercadoria de grande valor, tornando-se um componente essencial dos cultos religiosos, da farmacopeia, da cozinha, da economia e da vida social em todo o Oriente Médio”, afirmou Batiuk.

MRV Engenharia investe R$ 800 milhões em energia solar

A MRV Engenharia, maior construtora da América Latina e terceira maior do mundo, investirá R$ 800 milhões no maior projeto de energia solar fotovoltaica de uma empresa privada brasileira. A companhia tem a expectativa de, em até cinco anos, entregar 220 mil unidades com sistemas de energia solar, o que representará 100% de seus lançamentos e contribuirá para reduzir a emissão de 26 mil toneladas de CO2.

Empenhada em contribuir com o desenvolvimento sustentável do Brasil, a MRV Engenharia tem como um dos seus fornecedores de soluções em energia renovável a Alsol Energias Renováveis. Até o final de segundo trimestre de 2017, a construtora lançou 8.334 unidades com energia solar, o que representa quase a metade do total de lançamentos no período. Até o final do ano a MRV deverá lançar o total de 23.918 mil imóveis em 67 condomínios com infraestrutura capaz de gerar energia solar para os apartamentos e ou para as áreas comuns dos empreendimentos.

Nos próximos meses, a MRV e a Alsol começam a instalar módulos fotovoltaicos nos telhados de um empreendimento em Belo Horizonte (MG), com 440 apartamentos. "Queremos oferecer para nossos clientes apartamentos com o benefício da redução da conta de energia, além de oferecer empreendimentos cada vez mais sustentáveis" afirma Luis Henrique Capanema, gestor executivo de suprimentos da MRV Engenharia.

BNDES financia com R$ 70 milhões construção de fábrica e centro de distribuição da Piraquê

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 70 milhões, pelo programa BNDES Giro, para a indústria de produtos alimentícios Piraquê S/A. O investimento será usado na construção de uma unidade que funcionará como fábrica de biscoitos e centro de distribuição, em Queimados (RJ). O objetivo da Piraquê é aperfeiçoar seus processos de produção, operação, comercialização e logística, visando ao crescimento para além do mercado de biscoitos e massas da região Sudeste.

Além do Rio de Janeiro e de São Paulo, a companhia também já tem atuação consolidada no Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Paraná. Com portfólio de 150 produtos, os biscoitos são responsáveis por 80% das receitas. As produções de batatas fritas e refrescos são terceirizadas. Outros players atuando no mesmo segmento da Piraquê são Nestlé, Bauducco, Mabel, Marilan, Parati e Mondelez.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o mercado nacional (com 1,3 milhão de toneladas vendidas) é o quarto maior do mundo. Em 2016, ficou atrás da Itália (2,1 milhões de toneladas vendidas), Estados Unidos (2,3 milhões de toneladas) e China (2,4 milhões). Também em 2016, o comércio de massas no Brasil alcançou a sexta posição nas vendas (1,02 milhão de toneladas), atrás da Rússia (1,2 milhão), Estados Unidos (1,4 milhão), Itália (1,5 milhão), Indonésia (1,6 milhão) e China (7,2 milhões).

Toyota investe R$ 1.6 bilhão em unidades fabris do Estado de São Paulo

A Toyota do Brasil realizou cerimônia em sua planta de Porto Feliz em setembro que marcou o anúncio de dois grandes investimentos da empresa no País: R$ 600 milhões para a ampliação da unidade de motores de Porto Feliz, já anunciados no fim do ano passado, e R$ 1 bilhão para a fábrica de Sorocaba, onde atualmente são produzidas as versões hatchback e sedã do compacto Etios. Os valores se referem à preparação da planta de Sorocaba para início da produção do mais novo carro da Toyota para o mercado brasileiro, o Yaris, com início de vendas no segundo semestre de 2018 e à ampliação do complexo de Porto Feliz para a fabricação de propulsores para automóveis da marca produzidos no País a partir do segundo semestre de 2019.

Por meio desses dois investimentos, mais uma vez a Toyota reforça seu compromisso de contribuir com a sociedade brasileira e sua economia: “Projetos estimulantes como este só podem acontecer quando todos trabalham juntos, dividindo o mesmo sonho. É por isso que eu gostaria de agradecer ao governo, sindicatos, aos nossos colaboradores, fornecedores, concessionários e, finalmente, aos nossos clientes. A confiança depositada em nós, sua parceria e comprometimento contribuíram para que este investimento do novo Yaris se tornasse realidade. Juntos, estamos crescendo de forma sustentável, aumentando nosso portfólio, visando a um futuro brilhante do Brasil”, afirma Steve St.Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe e Chairman da Toyota do Brasil e Argentina.

Zen pretende aplicar R$ 36 milhões até 2020 para aprimorar processos e conectividade em parque fabril

A Zen está se preparando para ingressar no mundo da Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial, onde tudo funciona de forma conectada e integrada. Para isso, a fabricante de autopeças catarinense investiu, nos últimos quatro anos, cerca de R$ 40 milhões para a renovação do seu parque de máquinas. A idéia é aplicar R$ 36 milhões nos próximos três anos para aprimorar os seus processos de manufatura com a compra de novos equipamentos e na interligação e comunicação dessas tecnologias.

“Desde 2013, a Zen passa por uma verdadeira transformação para encarar essa nova realidade. Na primeira etapa, que foi até 2015, nos organizamos para reduzir as instabilidades do processo produtivo. Do ano passado até agora, estamos promovendo uma verdadeira mudança no lay out da fábrica”, explica o diretor industrial, Eduardo Bertolini. “Tudo irá funcionar de acordo com o fluxo de materiais e fabricação das peças. A sequência seguirá uma lógica que permitirá que a produção seja mais rápida e eficiente. Nosso plano diretor prevê que a reorganização da unidade esteja concluída até 2020”, completa.


Hoje, a empresa conta com dez robôs que podem trabalhar conectados, já preparados para serem integrados e se comunicarem. Também foram feitos investimentos em sistemas automáticos de montagem com dispositivos autônomos de identificação de falhas, que se comunicam com o cérebro da máquina, garantindo informações e estatísticas do processo. Estas tecnologias foram implantadas nos processos de conformação, usinagem e retífica e nas linhas de montagem de impulsores de partida e polias para o mercado original.

Nestes dois últimos setores, os equipamentos são capazes de identificar as dimensões da peça e checar se houve falta ou troca de componentes. Caso tenha ocorrido uma falha, esse item é segregado para que não chegue ao cliente. “Todos os dados são armazenados num banco que nos permite rastrear todo o processo e agir preventivamente para evitar desvios de produção”, afirma o executivo.

De acordo com Bertolini, a modernização da fábrica, aliada ao Sistema Lean, já está trazendo resultados positivos: a produtividade aumentou em 45% nos últimos quatro anos e o índice de satisfação do cliente, que era de 77% em 2013, saltou para os atuais 94%. Além disso, nesse mesmo período os problemas com a não qualidade caíram de 5% para 0,9% e o On Time In Full (indicador que monitora a performance de entrega dos produtos) é de 100% no mercado original. “Isso quer dizer que entregamos os pedidos no tempo certo e na quantidade correta”, explica o diretor industrial.

Ao mesmo tempo em que investe na modernização das máquinas, a ZEN dá atenção especial ao treinamento e capacitação profissional de seus colaboradores para prepará-los a atender às novas exigências do mercado e atuarem dentro do conceito de manufatura avançada. Recentemente, um grupo de profissionais de diversas áreas, como Engenharia, Logística e Manutenção, passou por um treinamento sobre Manufatura 4.0 – o segundo curso já está em fase de planejamento.

Além disso, há dois anos a empresa criou um laboratório eletrônico onde as equipes de Tecnologia da Informação e Manutenção desenvolvem um sistema de software interligado a sensores para que as máquinas se comuniquem informando, por exemplo, o ritmo ou uma parada de produção. “Ainda este ano, pretendemos lançar um projeto piloto para testar o funcionamento dessa ferramenta, que irá garantir que os equipamentos emitam informações em tempo real, propiciando melhores tomadas de decisões”, diz Bertolini.

Investigação sobre irmã e primo e de Aécio volta ao Supremo


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal derrubou nesta terça-feira a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que havia determinado o envio da investigação contra Andrea Neves e Frederico Pacheco de Medeiros, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Sousa Lima, à primeira instância da Justiça Federal de São Paulo. Com a decisão, tomada por 4 votos a 1, as apurações sobre Andrea, Pacheco e Sousa Lima voltam ao Supremo.

Durante o julgamento, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber aceitaram recurso do Ministério Público Federal e votaram conta o entendimento de Marco Aurélio. De acordo com os ministros, o caso deve julgado pela Corte por haver conexão entre os crimes investigados.
A irmã e o primo do senador tucano e o ex-assessor de Perrella foram presos na Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio a partir das delações premiadas de executivos do Grupo J&F. Frederico Pacheco de Medeiros foi filmado pela Polícia Federal recebendo do ex-diretor de relações institucionais da JBS, o delator executivo açougueiro bucaneiro Ricardo Saud, quatro parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo, em São Paulo. O montante total, de 2 milhões de reais, foi pedido por Aécio Neves ao empresário açougueiro bucaneiro Joesley Batista para custear sua defesa na Operação Lava Jato.

Com base nas investigações da Patmos, Andrea, Pacheco e Aécio Neves foram denunciados pelo crime de corrupção passiva pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em junho, a Primeira Turma do STF determinou que os investigados passassem a cumprir prisão domiciliar.