quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Petrobras anuncia novo violento aumento no preço da gasolina, 7% em apenas dois dias



A Petrobras anunciou uma alta de 1,9% nos preços da gasolina em suas refinarias valendo a partir desta sexta-feira, após alta de 5,1% nas cotações autorizada na véspera que entrou em vigor nesta quinta-feira. O preço cobrado nas refinarias é aquele pago pelas distribuidoras, e os postos de combustível têm liberdade para decidir se repassam o reajuste aos consumidores. No entanto, o preço médio da gasolina nos postos atingiu recorde no ano na última semana, atingindo 3,966 reais por litro, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi a quarta alta semanal consecutiva, e o levantamento considerou os preços praticados em 3.160 estabelecimentos no País. Como é que a inflação não vai disparar no País com elevações tão brutais assim dos combustíveis? A cada vez que aumentam os preços de gasolina e óleo diesel disparam, imediatamente, os preços dos alimentos, em primeirissimo lugar. Não escapa um sequer. E os pobres, que nem têm carro, são os quais mais pagam por isso. 

As altas nas refinarias, que somam cerca de 7% em dois dias, vêm em meio a uma nova política de preços da estatal que prevê mudanças até diárias das cotações, em um momento em que a companhia tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional e ao mesmo tempo se esforça para evitar perda de participação no mercado doméstico de combustíveis.

Desde julho, os reajustes para a gasolina elevaram o preço às distribuidoras em 25,9%, segundo os dados divulgados pela companhia. Já os preços do diesel serão reduzidos em 0,3% nas refinarias da Petrobras a partir da sexta-feira. Na véspera a companhia havia anunciado um aumento de 0,2% do diesel válido a partir desta quinta-feira. O reajuste do combustível nas refinarias também é de 25,9% desde julho, e o preço médio era de 3,411 reais por litro – recorde no ano e quarta alta consecutiva, segundo a ANP.

Esposa de marinheiro argentino admite, "estão todos mortos, não vão voltar"; submarino continua desaparecido



A esposa de um dos 44 tripulantes a bordo do submarino argentino San Juan desaparecido há oito dias disse nesta quinta-feira, após ser informada sobre uma explosão perto do local de último contato com a embarcação, que embora aguarde notícias com “esperança”, sabe que os tripulantes “não vão voltar nunca mais”. "Não resta um santo para o qual rezar e nem ninguém para pedir. Não sei se há um destino marcado para cada um. Há gente que não acredita nisso. Eles não voltaram e não vão voltar nunca mais”, afirmou Jessica Gopar, esposa do tripulante Fernando Gabriel Santilli.

Da mesma forma que as famílias de outros tripulantes, Jessica estava na Base Naval de Mar del Plata nesta quinta-feira, onde no domingo o submarino deveria ter chegado após realizar uma longa viagem pelo Atlântico. A Marinha comunicou hoje que registrou um “evento anormal singular curto, violento e não nuclear consistente como uma explosão” na zona na qual o submarino argentino desapareceu. As buscas irão continuar nos próximos dias, contando com o auxílio de 13 países.

As autoridades militares pediram “prudência” aos jornalistas e familiares na hora de opinar sobre o destino dos tripulantes até que se tenha certeza ou novos indícios sobre o que aconteceu com o submarino. Jessica, que tem um filho de 1 ano, criticou as autoridades da Marinha pela “falta de informação”. A mulher, contudo, se mostrou agradecida a todos os países que estão colaborando na busca ao submarino. “Neste momento esquecemos que a Inglaterra teve um conflito com a Argentina pelas Malvinas. Vieram de todos os lados e agradeço de coração“, ressaltou. 


O submarino ARA San Juan partiu na segunda-feira 13 de novembro do porto de Ushuaia em direção à sua base, em Mar del Plata, na província de Buenos Aires. A viagem, com 44 submarinistas profissionais da Marinha, tinha como finalidade participar de um treinamento integrado com a frota de mar e as aeronaves da aviação naval. Apesar de ter vasta experiência em navios e outros submarinos, esta era a primeira vez de Santilli no ARA San Juan. “Acabo de perder meu marido e necessito conter meu filho”, concluiu Jessica, que acredita que “todas as mulheres e filhos que ficaram sem seus companheiros e pais” devem se unir para fazer “justiça”.

Processo contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o empreiteiro propineiro Fernando Cavendish já pode ter sentença



A ação penal decorrente da Operação Saqueador, contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o empreiteiro propineiro Fernando Cavendish  (dono da Delta) e o doleiro Adir Assad, por desvios de R$ 370 milhões dos cofres públicos, se aproxima do fim. O juiz Marcelo Bretas, que cuida da primeira instância da Lava-Jato no Rio de Janeiro, vai receber as alegações finais ainda nesta semana. Depois disso ele estará apto a aplicar a sentença. 

O apartamento nababesco do empresário Geordes Sadala em Miami, agora ele só se hospeda em Benfica



Entre os bens adquiridos pelo empresário Georges Sadala, preso nesta quinta-feira (23), na Operação C’est fini, está um mega apartamento em Miami. “Documentos anexados em outro e-mail demonstram que a offshore Blue Sky Eagle, de Georges Sadala, é proprietária da unidade nº 3201 do condomínio Jade Ocean”, conta o Ministério Público Federal. Um imóvel neste condomínio chega a custar 8 milhões de dólares. “… a análise da evolução patrimonial de Georges Sadala evidencia que, justamente durante o mandato do ex-governador Sérgio Cabral, o investigado teve um vertiginoso aumento dos bens e direitos declarados, saltando de R$ 1,4 milhões, em 2007, para R$ 35,6 milhões em 2016”, afirmam os procuradores. 

Mulher de preso corrupto pode ter viajado com Adriana Ancelmo, a "Riqueza", para Amsterdã



Preso na Operação C’est fini, novo desdobramento da Lava-Jato no Rio, o engenheiro Maciste Granha de Mello Filho é casado com Simone Mello, melhor amiga de Adriana Ancelmo. Elas são tão amigas que Mello Filho programou uma viagem à Amsterdam no ano passado e compartilhou o pacote de férias com a ex-primeira dama. Essa gente vivia em um desbunde só!!!

O empresário Georges Sadala, preso nesta terça-feira, "decretou luto" em confraria ao ver o ladrão Sérgio Cabral preso



O empresário Georges Sadala decretou luto no Rio de de Janeiro ao ver seu amigão Sérgio Cabral preso. A mensagem foi enviada no dia 17 de novembro de 2016, quando o ex-governador foi preso preventivamente pela Lava-Jato. Segundo o Ministério Público, a mensagem evidencia os laços estreitos entre os dois. 


“O diálogo de Georges Sadala com amigos se referia à organização de evento de confraternização, chamado de “confraria”, que estava agendado para o dia 17/11/2016. Ocorre que essa foi justamente a data de deflagração da Operação Calicute, com a prisão de Sérgio Cabral e vários outros integrantes da organização criminosa. Assim, às 9:26h da manhã, Georges Sadala mandou a mensagem para os amigos, afirmando que o “Rio está de Luto” e cancelando o evento, por considerar “inoportuno confraternizarmos num clima desse”, escreveu o Ministério Público Federal.

TRF 2 determina a volta de Adriana Ancelmo para a cadeia, a Riqueza vai se encontrar com Sergio Cabral em Benfica

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou hoje (23), por maioria, que a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, a "Riqueza" do ladrão peemedebista Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, também conhecida como "Garota do Leblon", seja transferida para o regime fechado. Atualmente ela cumpre medida cautelar de recolhimento domiciliar em seu apartamento no Leblon, por ter filhos menores de idade. A ex-primeira-dama deverá ser levada para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde está preso seu marido, o ladrão peemedebista ex-governador Sérgio Cabral, e outros políticos do Rio de Janeiro, entre eles os também ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.


O relator do processo no TRF2, desembargador Marcelo Granado, considerou que Adriana não pensou no bem-estar dos filhos ao incorrer em atitudes criminosas e pediu a decretação de prisão preventiva dela. “Foi a própria mãe que por último pensou no bem-estar físico e psicológico dos filhos”, destacou Granado, ao concluir a leitura de seu voto, que durou uma hora e quarenta minutos. O desembargador Abel Gomes acompanhou o voto do relator e destacou que o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar como medidas alternativas à prisão estão se generalizando no País.

O desembargador Paulo Espírito Santo também votou pela prisão de Adriana Ancelmo em regime fechado e ressaltou que a ex-primeira-dama já recebeu condenação, em primeira instância, a 18 anos de prisão. A desembargadora Simone Schreiber divergiu do relator argumentando que a ré ainda não havia sido condenada em segundo grau, não vislumbrando requisitos para a prisão preventiva, e destacando que ela tem filhos pequenos. 

O presidente da 1ª Seção do TRF2, desembargador Ivan Athié, também divergiu do relator e destacou a falta de uma mãe na vida dos filhos. “A mãe presa, o pai preso, é muito complicado. A legislação busca proteger as crianças”, disse. 

O advogado Renato de Moraes, que defende Adriana Ancelmo, disse que irá recorrer da decisão do TRF2 no Superior Tribunal de Justiça: “Por norma legal, por ter um filho menor de 12 anos de idade, ela tem direito ao recolhimento domiciliar para cuidar dos filhos”.

Empresário Georges Sadala, acusado de corrupção junto com Sérgio Cabral, alugou casa em Portugal, mas não achou escola para filhos



Georges Sadala e a mulher, Ana Paula
A mulher do empresário Georges Sadala, preso nesta quinta-feira (23), Ana Paula, relatou a amigas que desistiu de se mudar para Portugal por não encontrar vagas em escolas para os filhos. Ana Paula também disse que foi “dificílimo achar um imóvel bem decorado”. Georges Sadala é acusado de grossas corrupções nos governo do ladrão peemedebista Sérgio Cabral. Segundo a "nova rica" Ana Paula, o casal havia decidido se mudar para a Europa porque “o Rio está perigoso”. A primeira escolha, Miami, foi descartada porque Sadala não fala inglês. O casal alugou uma casa no município de Cascais, onde os amigos moram. Foram analisadas três escolas, mas nenhuma possuía vagas para as crianças. Ana Paula também queixou-se dos imóveis disponíveis: “Não há apartamento bem decorado”. Os dois, então, tentaram contrato de aluguel de um ano. O proprietário topou esperar o problema da escola ser resolvido para fechar negócio, que acabou desfeito em setembro. Como é dura a vida de novo rico!!!!

Toffoli suspende julgamento sobre restrição do foro privilegiado



O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista no julgamento no plenário do STF que analisa restrição ao foro privilegiado de deputados e senadores. O pedido de vista significa que ele precisa de mais tempo para construir seu entendimento e a decisão fica suspensa. Até agora, seis ministros seguiram o voto do relator, Luís Roberto Barroso, favorável à restrição do foro privilegiado dos parlamentares a crimes cometidos durante o exercício do mandato e em função dele.

Frota de carros de Georges Sadala, preso hoje, supera os R$ 2 milhões, é o caso títpico de "nouveau riche"



O Ministério Publico Federal enumerou a incrível frota de carros de luxo do empresário Georges Sadala, preso nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, na Operação C'est Fini. São sete, incluindo uma BMW, um Range Rover e dois veículos da marca Azera. No total, a frota supera os R$ 2 milhões. É um caso típico de nouveau riche.

Propinas eram pagas dentro do Palácio Guanabara na era corrupta de Sérgio Cabral


A Operação C'est Fini, uma ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, constatou que o chefe da Casa Civil do governo muito corrupto e criminoso do peemedebista Sérgio Cabral Filho, Régis Fichtner, recebia propinas referentes a obras públicas até mesmo no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Deflagrada por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, a operação de hoje (23), que envolveu cerca de 85 agentes da Polícia Federal, cumpriu cinco mandados de segurança, inclusive o que resultou na prisão preventiva do próprio Fichtner; uma condução coercitiva, a do ex-dono da Delta Construções S.A., o empreiteiro propineiro Fernando Cavendish; 14 mandados de busca e apreensão; e uma intimação para depor, do empresário muito corrupto Alexandre Accioly (amigão do peito do senador Aécio Neves e do global Luciano Huck).


Homem forte do peemedebista Sérgio Cabral, Fichtner é acusado de receber cerca de R$ 1,5 milhão neste esquema de propinas, referentes a obras como a construção do Arco Metropolitano (que interliga rodovias que chegam à cidade do Rio de Janeiro) e a urbanização de grandes comunidades no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Favelas. Este esquema chegou a desviar R$ 21 milhões dos cofres públicos. 

Com a deflagração da C'est Fini, o Ministério Público Federal acredita ter fechado definitivamente o cerco aos integrantes daquela que ficou conhecida como “farra dos guardanapos” , evento em Paris que foi considerado uma comemoração antecipada da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e que tinha o então governador Sérgio Cabral como protagonista de uma foto, com outros colegas, todos de guardanapo na cabeça. O jantar foi no muito requintado, sofisticado e caríssimo restaurante do Hotel Ritz, em Paris. Na saída do jantar, as esposas de suas excelências corruptas também se divertiram mostrando as solas de seus sapatos de periguetes, da marca Louboutin


Além de Fichtner, foram expedidos mandados de prisão contra o ex-presidente da Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (Funderj, vinculada ao DER-RJ), Henrique Alberto Santos Ribeiro; de Lineu Castilho Martins, apontado como operador de Ribeiro; dos empresários Maciste Granha de Mello Filho e George Sadala; e do próprio Régis Fichtner. Estes dois últimos constam da famosa foto do evento em Paris.


Fichtner aparece nas anotações feitas pelo operador do esquema Luiz Carlos Bezerra, que foram apreendidas durante a Operação Calicute. A ação resultou na prisão de Sérgio Cabral em novembro do ano passado. Bezerra é réu confesso e já foi condenado pela Justiça, mas está solto por colaborar com as investigações. Bezerra tem detalhado para o Ministério Público e os agentes federais os significados dos registros de uma planilha apreendida em sua casa na Operação Calicute, que contém os números da contabilidade paralela. Nelas, Fichtner aparece com os codinomes "Régis", "Alemão" e "Gaúcho".

O procurador federal Eduardo El Hage ressaltou o fato de que a Operação C'est Fini tem como intuito “avançar no desbaratamento dos demais agentes que solicitaram e administraram o recebimento de vantagens indevidas pagas por empresas que celebraram contratos com o estado, assim como de seus respectivos operadores financeiros”.

Lineu Castilho era identificado, nas anotações de Bezerra, como “Boris”, também conhecido como “Russo” e “Kalash”. Ele teria aportado cerca de R$ 17 milhões para a organização criminosa, atuando sempre como braço-direito e operador financeiro do ex-presidente da Funderj, entre 2008 e 2014.

Georges Sadala, que é vizinho de Sérgio Cabral no condomínio Portobello, em Mangaratiba (RJ), é conhecido pelos pelos codinomes “G”, “Salada” e “Saladino”. Ele é apontado como o corruptor da iniciativa privada na área de prestação de serviços especializados relacionados ao programa Rio Poupa Tempo. Sadala teve evolução patrimonial exponencial desde o início do governo do corrupto peemedebista Sérgio Cabral. Em troca de facilidades na contratação de suas empresas junto ao Estado do Rio de Janeiro, ele garantiu o pagamento de propina, com o aporte de, ao menos, R$ 1,3 milhão em favor da organização criminosa.

A Receita Federal também participou da ação antes de sua deflagração e constatou indícios de distribuição fictícia de lucros e dividendos por pelo menos uma empresa ligada a um dos investigados, para embasar o aumento patrimonial. Também foram verificadas inconsistências em relação ao efetivo funcionamento de empresas de investigados.

O aumento patrimonial dos investigados também foi notado pela Receita, em especial de três deles: Régis Fichtner, Georges Sadala e Maciste Granha de Mello Filho. De acordo com a investigação, o empresário Georges Sadala, por exemplo, tinha um patrimônio de R$ 1,4 milhão em bens em 2007, valor que subiu para R$ 35,6 milhões em 2016.

O grupo de procuradores ressaltou que vários dos contratos que envolvem os desvios investigados ainda estão ativos e vêm sendo pagos. “O estado do Rio de Janeiro vive, em decorrência deste sistema corrupto que se instalou na administração pública, uma situação de caos em suas contas. A organização ainda está ativa e ainda há um volume significativo de recursos sendo desviados. As investigações continuarão, de forma a garantir a ordem pública e estancar este processo de lavagem de dinheiro público que ainda está em curso”, disse Eduardo El Hage.

Odebrecht diz que deu US$ 3 milhões à ex-prefeita socialista de Lima, no Peru


A construtora propineira brasileira Odebrecht entregou 3 milhões de dólares à então prefeita de Lima, em 2013, para uma campanha contra a sua destituição, segundo o depoimento de um representante da empresa divulgado nesta quinta-feira (23) pela imprensa peruana. A socialista Susana Villarán ficou a ponto de ser destituída por opositores em 2013. De acordo com o depoimento à Justiça, o ex-representante da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, disse que a empresa lhe deu "apoio" a pedido dela. A demanda, contudo, foi feita antes pelo gerente do município (funcionário que gere a administração, um braço direito do prefeito), José Miguel Castro.

"Tomamos a decisão de apoiá-la nesse processo. Nós já tínhamos um contrato assinado com a Prefeitura de Lima de uma concessão urbana de 177 quilômetros, que eram justamente a entrada e a saída de Lima, e tínhamos uma preocupação que, com a saída (de Villarán) acontecesse alguma dificuldade em nosso contrato", disse Barata ao Ministério Público brasileiro, segundo o portal IDL Reporteros. O depoimento foi colhido no fim do ano passado, mas só foi divulgado recentemente. Ele admitiu que também foi chamado por Villarán.

"Em seguida, recebemos uma ligação da própria prefeita pedindo essa contribuição. Ela afirmou a necessidade e a importância da continuidade", contou Barata, que hoje vive no Brasil. Finalmente, consideraram que era uma pessoa com projeção política, inclusive para a presidência da República. A Odebrecht admitiu que pagou propinas no Peru a políticos e autoridades em troca de contratos. Contudo, Barata garantiu que o aporte para Villarán não estava condicionado a obras, porque já tinham ganhado uma concessão das estradas de entrada e saída de Lima, capital do Peru. .

"Não recebemos nenhum dinheiro da Odebrecht para a campanha, e tampouco teria driblado as normas e a transparência de minha ação por essas concessões. Eu nunca conversei com Barata em uma relação interpessoal. Que ele diga como entregou, a quem, ou quando, eu sou a primeira que quer que saibam bem essas coisas", disse a socialista Susana Villarán à IDL.

"A declaração de Barata feita às autoridades brasileiras é falsa", afirmou o ex-gerente Castro. Nas redes sociais, Susana Villarán reconheceu que, para a campanha contra a destituição, contratou por 436 mil dólares a empresa FX, do brasileiro Valdemir Garreta, que tinha na equipe o publicitário Luis Favre. Mas Garreta garantiu que recebeu os 3 milhões para assessorar Villarán, segundo seu depoimento, publicado nesta quarta-feira no jornal El Comercio. O publicitário detalhou que 2 milhões pertenciam à Odebrecht e 1 milhão à também brasileira OAS, outra empresa envolvida no escândalo da Lava Jato.

Barata destacou a coincidência de que ambos publicitários também foram assessores da campanha de 2011 do ex-presidente Ollanta Humala, hoje em prisão preventiva por supostamente ter recebido 3 milhões de dólares da Odebrecht.

Luis Favre é o codinome do comunista trotskista argentina Felipe Belisário Wermus, ex-dirigente da 4ª Internacional Comunista, que supervisionava as células latino-americanas. Ele foi secretário geral internacional do PT. Também foi casado com a socialite petista Marta Suplicy. Sempre se soube das ligações desse comunista trotskista com grandes empreiteiras propineiras brasileiras. Falta tornar clara a relação dele com a empresa lixeira Solvi, dona da empresa Relima, que tem a concessão para limpeza e coleta de lixo de Lima, do empresário "petroleiro" Carlos Leal Villa, que está envolvido na Operação Lava Jato. No Peru, a Relima foi investigada no retumbante Caso Comunicore, uma grossa roubalheira de recursos da prefeitura de Lima.

Leia a íntegra da matéria publicada pelo site IDL-Reporter0s do Peru no link a seguir: https://idl-reporteros.pe/caso-villaran-lo-que-delato-jorge-barata/

Petros decide processar ex-dirigentes pelos prejuízos com investimentos

A Petros, fundo de previdência dos funcionários da Petrobras, planeja em breve responsabilizar judicialmente ex-dirigentes da fundação por perdas em investimentos. A informação foi dada nesta quinta-feira, 23, pelo presidente da fundação, Walter Mendes, que participa de um seminário sobre controle internos promovido pela Previ. "Identificamos muitos problemas e muita coisa já foi enviada (para o Ministério Público, Previc e CVM)", revelou. Segundo ele, a Petros vem fazendo várias investigações internas e contratou escritórios de advocacia para cuidar desses processos jurídicos. Além disso, a fundação tem preparado um conjunto de medidas para ter uma melhor governança em suas atividades. Entre elas, a indicação de 100% de seus conselheiros independentes para conselhos de empresas onde a Petros tem participação até 2018. Essas medidas fazem parte de um programa de integridade lançado nesta quinta-feira pela Petros. "Você não tem uma bala de prata, mas todos esse conjunto de medidas visa blindar a instituição", diz. A Petros pretende ainda aderir ao código de autorregulação de governança corporativa da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

Robinho é condenado a 9 anos de prisão por violência sexual


A nona seção do Tribunal de Milão condenou o atacante Robinho, do Atlético-MG, a nove anos de prisão por “violência sexual em grupo” contra uma jovem albanesa de 22 anos. O crime ocorreu em uma boate da cidade italiana, em 22 janeiro de 2013. Na época, Robinho atuava pelo Milan. Como a sentença foi dada em primeira instância, ainda cabe recurso. Além de Robinho, mais cinco pessoas são acusadas de participação no suposto abuso. Uma delas, identificada como Ricardo Falco, amigo do atacante, também foi condenada a nove anos de cadeia. Os outros quatro réus não foram rastreados pela Justiça, que suspendeu o processo contra eles. 

O procurador do caso, Stefano Ammendola, havia pedido uma pena de 10 anos de prisão para o jogador do Atlético-MG. Os condenados também deverão ressarcir a jovem em 60.000 euros (230.000 reais). De acordo com o depoimento da vítima, ela já conhecia Robinho e alguns de seus amigos e estava com o grupo e duas amigas no Sio Cafe, em Milão, para uma festa de aniversário. Em determinado momento, segundo a albanesa, suas amigas foram embora e Robinho levou a esposa para casa. Os réus então teriam oferecido bebida à vítima até “deixá-la inconsciente e incapaz de se opor”. Na reconstrução elaborada pela Procuradoria, o grupo levou a jovem para o guarda-volumes da boate e, se aproveitando de seu estado, manteve “múltiplas e consecutivas relações sexuais com ela”. 

Durante o julgamento, a defesa afirmou que não há nenhuma prova de que a albanesa não tenha consentido com a relação nem de que ela tenha ingerido bebidas alcoólicas a ponto de ficar em “condições de inferioridade física e psíquica”. Esta é a segunda acusação de estupro enfrentada pelo jogador com passagem pela seleção brasileira. Investigado em 2009, na Inglaterra, depois que uma mulher disse ter sido violentada por ele numa casa noturna da cidade de Leeds, o jogador, que na época defendia o Manchester City, foi inocentado naquela ocasião. Em 2014, Robinho chegou a divulgar um vídeo no canal do Santos chamando a acusação de “triste e mentirosa” e ameaçou processar a imprensa italiana por publicar informações “mentirosas”. Na ocasião, o jogador disse que nem sequer conhecia a garota que realizou a denúncia. 

PMDB decide expulsar senadora Kátia Abreu por críticas a Temer


Acatando a recomendação da Comissão de Ética do PMDB, o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), decidiu expulsar da legenda a também senadora Kátia Abreu (TO). A ex-ministra da Agricultura no governo de Dilma Rousseff (PT) foi punida por suas críticas recorrentes à legenda e ao governo do presidente Michel Temer (PMDB). Em nota publicada no site oficial da legenda, Romero Jucá afirma que a decisão representa uma “nova fase de posicionamento do partido”. A decisão da Comissão de Ética foi unânime. A senadora estava afastada da cúpula do partido desde que se intensificaram as articulações pelo impeachment de Dilma, processo ao qual Kátia se opôs ostensivamente. Ministra entre 2015 e 2016, ela votou no Senado contra a cassação da petista. 

Além dela, ao menos outros três senadores peemedebistas – Roberto Requião (PR), Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL) – também têm posturas contrárias às propostas mais polêmicas do governo Temer, como as reformas trabalhista e da Previdência. Em agosto, por meio do seu perfil no Twitter, Kátia Abreu ironizou a motivação de Romero Jucá em expulsar ela e Requião: “Vai pedir a nossa expulsão por falar a verdade? Ou por que não consegue explicar as malas de dinheiro? Está é a política brasileira. Estão cegos".  

A senadora, ex-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), pretende ser candidata ao governo do Tocantins em 2018. Pesquisa Ibope mostra que ela tem boas condições de enfrentar o atual governador, seu agora ex-correligionário Marcelo Miranda (PMDB). Ao menos cinco partidos já teriam se oferecido para abrigar Kátia Abreu. A principal possibilidade seria o PSD, legenda que ela fundou em 2011 ao lado do ex-prefeito Gilberto Kassab e que já tem em suas fileiras o seu filho, o deputado federal Irajá Abreu (TO).

Nações árabes listam grupos islâmicos do Catar como terroristas


Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein incluíram duas organizações e onze indivíduos do Catar em sua lista de terrorismo. As quatro nações também acusaram Doha de patrocinar e incentivar as atividades destes grupos. Em uma declaração conjunta, os países árabes anunciaram a inclusão das organizações Conselho Islâmico Internacional e União Mundial de Estudiosos Muçulmanos em sua lista de terrorismo. Segundo o comunicado, as entidades espalham um “discurso de ódio disfarçado com o manto do islamismo”.  Os onze indivíduos incluídos na lista também foram acusados de organizar atos de terrorismo “financiados diretamente pelo Catar”. Segundo as nações árabes, os terroristas usam passaportes cataris e se passam por funcionários de organizações de caridade do Catar para facilitar suas ações. 

A Arábia Saudita e seus aliados já haviam acusado o Catar de apoiar organizações terroristas, impondo vários bloqueios e cortando relações com o país. Além de paralisar o comércio, o bloqueio também impede vôos diretos e a chegada de veículos e navios cataris no território das demais nações. Os países árabes também elaboraram uma lista com suas exigências para acabar com a crise diplomática na região. Entre as reivindicações dos vizinhos, estão o fechamento da emissora de TV catari Al Jazeera, o fim de uma base militar turca e a redução nas relações com o Irã. Os Estados Unidos chegaram a pedir um alívio ao bloqueio, que estaria dificultando as operações da base militar americana naquele país. Segundo o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, o bloqueio prejudica o combate ao grupo extremista Estado Islâmico, feito a partir dessa base militar.

Secretaria do Tesouro Nacional rejeita a lorota político-eleitoral do governador Sartori na recuperação fiscal do Rio Grande do Sul

A Secretaria do Tesouro Nacional rejeitou o pedido do Rio Grande do Sul para ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), pelo qual Estados em crise podem suspender por três anos o pagamento de dívidas com a União e obter aval para empréstimos em troca de medidas de ajuste das contas públicas. Ao avaliar o pleito gaúcho, os técnicos entenderam que o governo estadual não atendeu a todos os requisitos exigidos para ingresso no regime. Para pode aderir, os Estados precisam comprovar que estão em situação de desequilíbrio, entregar uma série de documentos e apresentar um plano de ajuste fiscal. No entanto, no parecer sobre o cumprimento dos pré-requisitos para adesão, a Secretaria do Tesouro Nacional entendeu que nem todos foram obedecidos. A análise da viabilidade financeira do plano de ajuste fiscal nem chegou a ser realizada no parecer dos técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional. 

Segundo os técnicos da área econômica, o Rio Grande do Sul não atingiu, por exemplo, o critério pelo qual despesas liquidas com pessoal, juros e amortizações precisam ser equivalentes a, no mínimo, 70% da Receita Corrente Líquida (RCL) no exercício financeiro de 2016. De acordo com o parecer do Tesouro, essa relação está em 57,98% no Estado. Além disso, de acordo com a equipe econômica, o governo gaúcho não apresentou a lista de passivos que serão quitados ordenados por prioridade de pagamento. Também teriam ficado faltando alguns documentos para análise do pedido.

O parecer do Tesouro afirma que visto que o Rio Grande do Sul não atende a todos os requisitos de habilitação e documentação e que não atende em sua integralidade às exigências previstas em lei, “opina-se pelo não andamento do pleito do estado de assinatura de pré-acordo de adesão ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal)”. 

Videversus afirmou várias vezes, em textos publicados, que o plano apresentado pelo muito incompetente e inapetente governador peemedebista José Ivo Sartori não passava de uma lorota sem consistência, enviada a Brasília para tentar obter resultados político-eleitorais duvidosos. Qualquer criança ainda do primeiro grau, ao ler apenas dois documentos públicos, a) a íntegra da Lei de Recuperação Fiscal dos Estados aprovada este ano pelo Congresso Nacional e b) a íntegra da proposta apresentada pelo governo gaúcho, disponível no site do Tesouro Nacional, verificará com ampla segurança que o tal plano não tinha a menor chance de sucesso, porque é uma peneira de tão furado. É realmente vergonhoso que os técnicos da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul tenham preparado para a assinatura do governador um documento tão pífio, tão descuidado, um verdadeiro "passa cachorro". E é absolutamente lastimável que um governador haja assinado essa porcaria, sem ter entendido o seu significado, atestando com isso a sua completa incompetência. A questão do gigantesco buraco fiscal do Rio Grande do Sul está sendo tratada pelo governo com absoluta inconsistência, incompetência, falsidade, é um horror. 

A seguir os links com os documentos para que o leitor possa comprovar as afirmações de Videversus.
a - plano apresentado pelo muito incompetente governador José Ivo Sartori https://drive.google.com/file/d/1_ItWEZx8k04WVHyZwWIKwdgRTrIaR0DC/view?usp=sharing


Obs: se você não tiver tempo para ler agora, baixe os dois documentos e os leia no fim de semana. Esses documentos, sozinhos, já contêm os elementos para qualquer pessoa compreender a tão falada dívida estadual e o tamanho do buraco das contas públicos do Estado do Rio Grande do Sul. 

Brasil tem 55 mil autoridades com foro privilegiado


Estudo do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado aponta 55.000 autoridades no Brasil protegidas por foro privilegiado. Ou seja, pessoas que só podem responder a processos em instâncias superiores da Justiça. No âmbito federal, são 38.431 autoridades com algum foro: senadores, deputados, magistrados e procuradores. Nos Estados, outros 16 mil também têm o privilégio. O estudo do Senado destaca: integrantes do Judiciário e do Ministério Público representam 79,2% dos foros previstos na Constituição. São 1.653 os políticos citados como grandes beneficiados por foro privilegiado. É o total de senadores, deputados federais e estaduais. No âmbito estadual, são 16.559 autoridades com foro privilegiado determinado por legislação local, para além da Constituição Federal. Apenas a Bahia, Rio de Janeiro e Piauí respondem por cerca de dois terços (10.847) de todas autoridades com foro privilegiado estadual.

Maranhão terá quinto campo de gás natural até o fim do ano


A empresa de energia Eneva prepara-se para iniciar a operação de seu quinto campo de gás natural no Maranhão, hoje o segundo maior produtor de gás em terra no País. O campo de Gavião Azul, no município de Capinzal do Norte, a cerca de 300 quilômetros de São Luís, começa a produzir no próximo dia 30, diz a empresa, e vai fornecer combustível para o Complexo Termelétrico Parnaíba, na vizinha Santo Antônio dos Lopes. O projeto, idealizado inicialmente por Eike Batista, é hoje o maior polo de geração térmica a gás do País, com potência de 1,4 mil megawatts (MW). Integra a produção de gás natural e a geração de energia em um mesmo empreendimento.

É resultado de um investimento de R$ 9 bilhões, dois terços deles nas térmicas e o resto na exploração e produção de gás natural. Hoje controlada pela Cambuhy Investimentos e pelo banco BTG Pactual, a empresa produz 8,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural em quatro campos na região, todo o volume direcionado à operação das usinas. O complexo da Eneva, que começou a produzir em 2013, vem operando a capacidade máxima, diante da necessidade de poupar água nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras. O gás do campo de Gavião Azul também será destinado às térmicas, para substituir produção de campos mais antigos, que hoje estão em declínio.

A Eneva tem pronto um projeto para ampliar em 360 megawatts sua capacidade de geração de energia, com o uso de gases gerado por duas turbinas instaladas no complexo. A expansão está prevista em Termo de Ajuste de Conduta assinado em 2014 com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) por atrasos no início de operação de algumas unidades, mas depende de um leilão para venda de sua energia no mercado. A empresa defende que a energia está hoje sendo desperdiçada nas chaminés das térmicas e que chegaria ao mercado a preço competitivo. 

Usina de Itaipu comemora 2,5 bilhões de megawatts gerados em 33 anos


A usina de Itaipu comemora nesta quarta-feira (22) os 2,5 bilhões de megawatts-hora (MWh) de energia acumulada desde que a hidrelétrica entrou em operação, em maio de 1984. Com isso, a binacional reafirma sua posição como a maior geradora de eletricidade do planeta. A marca dos 2,5 bilhões foi atingida pela usina na terça-feira (21). Com esta produção acumulada, seria possível iluminar o Brasil por 5 anos e 3 meses; o Paraguai por 176 anos; a Argentina por 19 anos; o Reino Unido por 7 anos e 2 meses; a região Sul do Brasil por 29,5 anos; e o Estado de São Paulo por 18 anos. Se fosse possível armazenar toda essa energia, ela seria suficiente para abastecer o mundo por 41 dias; a Europa por 9 meses e 6 dias; a Alemanha por 4 anos e 4 meses; a França por 5 anos e 1 mês; os Estados Unidos por 7 meses e 8 dias; e a China por 5 meses e 25 dias.

Para gerar a mesma quantidade de energia com fonte térmica a óleo, seriam necessários 5 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a 51 dias da produção petrolífera mundial (com base nos dados do ano passado) e que levariam à emissão de 1,7 bilhão de toneladas CO2. Em 2016, Itaipu fechou o ano com o recorde mundial de 103 milhões de MWh e abasteceu 17% do consumo do Brasil e 76% do Paraguai. A hidrelétrica confere uma importante contribuição para a participação de fontes renováveis na matriz energética de ambos os países (no Brasil, as renováveis representam mais de 66% da geração elétrica e, no Paraguai, equivale a praticamente 100%).

Também nesta quarta-feira (22), Itaipu inaugurou um Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES). O Centro funcionará próximo ao galpão 5, onde Itaipu já vinha desenvolvia o Programa Veículo Elétrico.

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,4 bilhões de MWh. Em 2016, a usina retomou a liderança mundial em geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh gerados.

Prorrogada Medida Provisória que facilita renegociação de dívidas com a União

A Medida Provisória (MP) 801/2017, que elimina alguns dos requisitos feitos a Estados e municípios interessados em renegociar ou refinanciar suas dívidas com a União, teve sua vigência prorrogada por 60 dias. A extensão do prazo de validade da MP foi publicada na segunda-feira (20) no Diário Oficial da União. 

Editada em 20 de setembro, a MP 801 facilita a adesão de alguns entes federativos que, apesar de predispostos a aderir ao programa de renegociação de dívidas, não poderiam se habilitar por causa de pendências na documentação necessária. O texto acaba, por exemplo, com a exigência de apresentação, por Estados e municípios, de certidão de regularidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também foram dispensadas certidões para comprovar a inexistência de débitos tributários com a Secretaria da Receita Federal ou de cobranças lançadas na Dívida Ativa da União, quando as dívidas já estão judicializadas.

A medida provisória também altera a Lei Complementar 148/2014, que autorizou a União a adotar novas condições nos contratos de refinanciamento de dívidas dos Estados e municípios. Essa lei, entre outros pontos, flexibilizou os critérios de indexação das dívidas de estados e municípios com a União. Para se tornar lei, a MP precisa passar por análise da comissão mista encarregada de analisar a matéria e depois pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Atualmente, o texto aguarda parecer do relator na comissão, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE). Até agora, foram recebidas e aguardam análise 10 emendas.

Ministro destacou assessor para fazer proposta em licitação, diz marqueteiro Renato Pereira

O marqueteiro Renato Pereira disse em delação premiada que o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), destacou um assessor para ajudar a sua empresa, a Prole Propaganda, a montar a proposta apresentada na licitação de publicidade aberta pela pasta em 2016. No depoimento em que detalha a suposta fraude, gravado em vídeo, Pereira diz que um "membro do Ministério do Esporte", indicado pelo peemedebista, viajou algumas vezes ao Rio de Janeiro, sede da agência, analisou a documentação que a Prole entregaria na concorrência e fez "correções".

Renato Pereira contou à Procuradoria-Geral da República que Picciani direcionou a licitação de publicidade da pasta para a Prole. O acerto, segundo ele, ocorreu no gabinete do ministro em Brasília. A agência, de fato, foi classificada como uma das duas vencedoras, aptas a dividir a conta de R$ 55 milhões, mas desistiu de assinar o contrato dias após a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), pela Lava Jato. Oficialmente, alegou problemas financeiros.

Renato Pereira foi o principal marqueteiro do peemedebista e confessou ter participado de esquemas de corrupção que o envolvem. No depoimento, o delator afirmou que, no suposto encontro em Brasília, Picciani foi "muito receptivo" a dirigir a licitação para a Prole e indicou que também favoreceria a Nacional Propaganda, que ficou em primeiro lugar na disputa.

A agência pertence a Paulo de Tarso Lobão Morais, que foi marqueteiro de campanhas do deputado estadual fluminense licenciado Jorge Picciani (PMDB), pai do ministro. "A agência Nacional vai entrar, mas ela não tem nenhuma tradição de produção de conteúdo", teria dito o ministro. Conforme o relato de Pereira, após a conversa Picciani teria chamado um de seus assessores e avisado: "Tô combinando com o Renato que a Prole seja uma das agências que vença a licitação. Depois você cuida dos detalhes com ele".

O delator disse não saber quem foi o funcionário supostamente indicado por Picciani. Ele explicou que outras pessoas de sua agência trataram com ele depois daquele primeiro contato. O marqueteiro explicou que não houve cobrança de propina por parte do ministro e de seu assessor. Com a desistência da Prole, foi declarada vencedora, além da Nacional Propaganda, a Calia Y2, terceira classificada. A agência pertence a Gustavo Mouco, irmão de Elsinho Mouco, marqueteiro do presidente Michel Temer.

Pereira também deu detalhes de episódio no qual Picciani, em 2015, teria cobrado uma comissão para favorecer a Prole numa concorrência de publicidade do Ministério da Saúde. Na época, ele era líder do PMDB na Câmara e a bancada do partido havia indicado o deputado Marcelo Castro (PI) para o comando da pasta. O marqueteiro relatou que Picciani, inicialmente, pediu 4,5% do faturamento com o contrato. Esse percentual seria uma referência de circunstância anterior, quando agências teriam feito um pregão para definir propinas na pasta. "No final do ano de 2014, o Ministério de Saúde tinha de gastar uma verba que já estava disponibilizada. Houve uma disputa entre as agências para conseguir esses recursos, o máximo possível. Como é que a distribuição foi feita? Foi um leilão, quem dava mais para agentes públicos do ministério", contou Pereira, sem precisar quais servidores teriam sido subornados.

Ele disse ter explicado a Picciani ser inviável pagar comissão tão alta, ao que o então deputado teria concordado em baixá-la para 3%. Os planos de direcionar a licitação para a Prole não prosperaram, segundo ele, porque a o PMDB do Rio de Janeiro perdeu influência sobre a Saúde com o avanço do processo do impeachment.

Ditador comunista Robert Mugabe renuncia à presidência do Zimbábue


O ditador comunista do Zimbábue, Robert Mugabe, renunciou ao seu cargo na terça-feira. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Parlamento local, Jacob Mudenda. Em uma carta endereçada aos parlamentares, o agora ex-presidente afirmou que sua decisão foi totalmente voluntária. Mugabe também disse que decidiu renunciar para garantir uma transferência de poder sem grandes impactos na política e segurança do país. O anúncio acontece no momento em que os legisladores do país debatiam um pedido de impeachment contra o ditador de 93 anos. Mugabe governava o Zimbábue desde 1980. 

O presidente havia se recusado a deixar a presidência na semana passada, durante uma série de negociações com as Forças Armadas, que tomaram o poder durante uma intervenção. No último domingo, o próprio partido de Mugabe, a União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica (Zanu-PF, na sigla em inglês), deu um ultimato exigindo a renúncia do ditador até o meio dia de segunda-feira. 

Na terça-feira, o ex-vice-presidente Emmerson Mnangagwa também pediu que o ditador aceitasse “a vontade do povo” e deixasse a presidência. Ele foi um dos principais pivôs da crise política. Mugabe demitiu Mnangagwa para abrir caminho na presidência a sua esposa, Grace, que é impopular entre muitos zimbabuanos. Mnangagwa afirmou ter sido ameaçado de morte após a demissão e por isso deixou o país. A ação levou o exército a tomar o poder e a colocar Mugabe em prisão domiciliar. 

O ex-vice-presidente é conhecido como “crocodilo” devido aos tempos em que lutou pela libertação do Zimbábue. Ele foi durante décadas o braço direito de Mugabe e é acusado de participar da repressão de zimbabuanos que desafiavam o líder. É apontado com muitos como um dos principais candidatos à substituição do ditador. Após o anúncio, multidões tomaram as ruas da capital do país, Harare, celebrando a renúncia do ditador. 

Banco Mundial diz que Brasil gasta mal e sugere cortes


Um país que gasta muito e mal e que precisará fazer escolhas duras para ajustar suas contas, sob pena de mergulhar novamente na espiral da inflação e do baixo crescimento. Esse é o retrato que emerge de estudo elaborado pelo Banco Mundial, intitulado “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”. Entre as conclusões do levantamento está a de que a reforma da Previdência terá alto impacto, de que há programas sociais que beneficiam os mais ricos e que o gasto com funcionários públicos é alto. 

O documento sugere um conjunto de medidas que poderiam aliviar a pressão sobre o caixa federal no equivalente a 7,07% do PIB até 2026, sem prejudicar os mais pobres e sem trazer perdas para a produtividade da economia. Algumas delas, porém, exigem contrariar grupos com forte influência no governo e no Congresso Nacional, como os servidores públicos, que ganham os salários mais altos. “Não queremos ser intrusivos”, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Antonio Nucifora: “O papel do relatório é estimular o debate". 

Para não romper o limite do teto de gastos do governo federal, será necessário reduzi-los na proporção de 0,6% do PIB a cada ano, o equivalente a 9,834 bilhões de reais, a valores registrados no segundo trimestre deste ano pelo IBGE. As sugestões envolvem também um enxugamento de 1,29% do PIB nos gastos de estados e municípios, elevando o potencial de economia a 8,36% do PIB. 

O estudo foi encomendado pelo próprio governo, que tenta interromper o processo de crescimento acelerado das despesas e garantir o cumprimento do recém-criado teto de gastos em meio ao delicado quadro político do país às vésperas das eleições de 2018. O banco é taxativo no seu diagnóstico: os programas governamentais beneficiam os ricos mais do que os pobres. E apesar do alto volume de gastos públicos, a política fiscal tem tido pouco sucesso na redução da desigualdade e da pobreza. 
Previdência 

A medida com mais impacto é a reforma da Previdência, que poderia levar a uma economia de gastos correspondente a 1,8% do PIB. “A Previdência é o motor do desequilíbrio fiscal”, resumiu o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser. 

Mantida a situação atual, aponta o estudo, daqui a treze anos os pagamentos com aposentadorias e pensões estarão ocupando todo o limite do teto de gastos do governo federal. Não vai sobrar dinheiro para salários, manutenção de escolas e hospitais e muito menos para investimentos. Em 2080, o rombo da Previdência corresponderá a 150% do PIB brasileiro. 

Além disso, o banco diz que o sistema previdenciário atual é injusto, pois 35% dos subsídios previdenciários beneficiam os 20% mais ricos, enquanto 18% beneficiam os 40% da camada mais pobre da população. 

O Banco Mundial defende a proposta do governo negociada com o Congresso em maio deste ano e que já foi desidratada para conseguir o apoio da base governista. Mas alerta que, mesmo se a proposta integral fosse aprovada, o problema não estaria resolvido. Seria preciso avançar e atacar, por exemplo, os privilégios da Previdência para os servidores, que custam caro e atendem à parcela mais rica da população. 

“O conceito de direitos adquiridos deve ser revisto”, defende o relatório. Ele sugere também que o governo se articule com o Judiciário para evitar que os efeitos de uma reforma não sejam depois diluídos por decisões contrárias. 
Servidores 

De todos os países pesquisados pela instituição, o Brasil é onde os servidores públicos federais têm maior vantagem salarial em relação a pessoas que desempenham funções semelhantes na iniciativa privada: 67% a mais, ante uma média de 17% no mundo. A sugestão é reduzir esse prêmio pela metade, o que traria uma economia de 0,9% do PIB. 

Depois da Previdência, a segunda maior economia calculada pelo Banco Mundial viria do ataque a outra “vaca sagrada” dos programas federais: o Simples Nacional, regime tributário diferenciado e simplificado. Segundo o relatório, não foram identificados impactos positivos do programa no mercado de trabalho ou no desempenho das empresas. Além disso, o programa inibe o crescimento das empresas e ajuda a manter vivos empreendimentos que não são eficientes. Finalmente, pelo diagnóstico traçado pela instituição, o Simples beneficia pessoas físicas de alta renda que recolhem impostos como se fossem empresas. 
Estado 

Segundo Raiser, o Estado brasileiro é mais ou menos do tamanho de um estado europeu médio. Mas, no Velho Continente, os gastos governamentais com programas sociais ajudam a reduzir a desigualdade. Isso não ocorre no Brasil. “A realidade é que os pobres se beneficiam muito menos dos gastos públicos”, disse. Ele acrescenta que, por atender principalmente às pessoas de renda média e alta, esses programas são passíveis de ajuste. 

Pelas projeções do relatório, o Brasil vai precisar de ajuste fiscal de 5% do PIB no resultado primário. Para chegar lá, o governo terá que fazer um corte cumulativo de quase 25% nas despesas primárias federais em proporção do PIB, o que reduziria o orçamento federal aos níveis do início dos anos 2000. 

Se o Brasil não conseguir reverter a tendência, os resultados serão a perda de confiança dos investidores (nacionais e internacionais), a desvalorização da taxa de câmbio e o aumento da inflação, o que levaria o país de volta aos tempos críticos dos anos 1980 e início dos anos 1990. 

Segundo o Banco Mundial, as reformas terão que abranger mais de um mandato presidencial e exigirão um diálogo extenso, incluindo estados, municípios, movimentos sociais, sindicatos, associações empresariais e muitos outros grupos. 
Compras públicas 

O governo brasileiro poderia economizar entre 24 bilhões de reais e 35 bilhões de reais nas compras públicas apenas com mudanças de procedimentos que hoje resultam em preços mais elevados e geram desperdício, segundo o relatório. 

Ao analisarem compras de 155 bilhões de reais realizadas pelos diversos órgãos do governo federal entre 2012 e 2014, os técnicos constataram, por exemplo, que há uma concentração de 80% da compra de automóveis no último trimestre do ano. “No caso de veículos, por exemplo, o fim do ano coincide com o lançamento de novos modelos que são mais caros”, diz o estudo. Uma causa provável é a liberação de recursos no fim do ano. 

Além de comprar no período menos favorável do ano, os órgãos da administração pública adquirem poucas unidades de forma isolada. A prática mais recomendável, no caso, seria fazer uma compra grande, para aumentar o poder de barganha e obter descontos. 

Em vez disso, os preços dos automóveis sedan para cinco pessoas variaram de 55.000 reais a 120.000 reais. Um mesmo fornecedor chegou a cobrar 40% a mais pelo mesmo produto, dependendo do órgão comprador. 
Informática 

Também no caso dos equipamentos de informática, os técnicos acreditam que há espaço para uma forte economia se as compras forem concentradas. Principalmente porque a quantidade de fornecedores é grande e a competição tende a levar os preços para baixo. 

Outra sugestão é que seja adotada a computação em nuvem (“cloud computing“) para os sistemas menos sensíveis da administração. Isso traria economia com infraestrutura, licenciamento de programas e mão de obra. Não seria desejável, porém, que essa solução fosse adotada para toda a administração pública. 

O relatório propõe que a compra de automóveis, bens de informática e outros materiais menos complexos seja padronizada e a compra, realizada de uma só vez, de forma centralizada. Aquisições adicionais poderiam ser feitas depois, se devidamente justificadas. 

O estudo ressalta que as mudanças independem de alterações na lei. A economia dependeria de planejamento e estratégia de compra.

Cuba hostiliza o Brasil depois de ter roubado fortunas do BNDES e pelo Mais Médicos


Após “mamar” bilhões do Brasil, a ditadura de Cuba agora hostiliza o governo brasileiro. Retirou sua embaixadora e faz a grosseria de nem sequer responder aos pedidos de agrément para embaixador brasileiro em Havana. Somente em duas jogadas, nos governos do PT, em dois anos, Cuba embolsou R$7,2 bilhões do Brasil: R$2,7 bi para o porto de Mariel, construído pela Odebrecht, e R$4,5 bilhões do “Mais Médicos”. A derrocada petista e a punição aos corruptos fez secar a fonte de dinheiro fácil, daí a hostilidade de Cuba contra o governo brasileiro. José Sarney (PMDB) refez as relações com Cuba, que sempre teve do Brasil apenas gentilezas. Só nos governos do PT, quase R$10 bilhões. Último embaixador brasileiro, Cesário Melantonio deixou Havana em 13 de abril. A embaixadora cubana foi retirada de Brasília há um ano. Cuba já recusou três indicações de embaixadores em Havana. A indicação mais recentemente ignorada foi a do diplomata Fred Meyer. (CH)

Funcionalismo no Brasil custa mais caro que em país rico


O Brasil gasta mais com funcionalismo do que Estados Unidos, Portugal e França. O Banco Mundial mostra que os gastos do País com servidores de todas as esferas de governo alcançaram 13,1% do PIB em 2015 (dado mais recente disponível). Há dez anos, eram 11,6%, o que colocava o Brasil atrás dos europeus. Outros países desenvolvidos, como Austrália e Estados Unidos, gastam consideravelmente menos - a massa salarial equivale a cerca de 9% do PIB. Mas o gasto superior do Brasil não se deve a um inchaço ou excedente de funcionários a serviço da população, segundo o Banco Mundial. Mas sim à remuneração acima da média dos servidores, principalmente os funcionários do serviço público federal. 

Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), reunidos pelo banco, no Brasil 5,6% da população empregada está no setor público. Nos países da OCDE, entre os quais os mais ricos do mundo, este percentual é de quase 10%. "Isso indica que o motivo de a massa salarial do setor público brasileiro ser tão alta é o elevado custo dos servidores públicos (altos salários), em vez do excessivo número de servidores", afirma relatório.

A desigualdade salarial em favor dos funcionários públicos também é elevada quando comparada às remunerações no Brasil. Segundo levantamento do Banco Mundial com base nos dados do IBGE, o setor público paga em média salários 70% mais altos do que os pagos pela iniciativa privada formal -R$ 44 mil, ante R$ 26 mil por ano - e quase três vezes mais do que recebem os trabalhadores informais (R$ 16 mil anuais). "O governo federal paga salários ainda mais altos. Com base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que o dobro pago pelo setor privado (R$ 55 mil por ano), e os servidores federais civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$ 130 mil por ano)", diz o relatório.

Delator afirma que Pezão recebeu R$ 4,8 milhões de propina

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), teria recebido R$ 4,8 milhões de um dos operadores do esquema de propina do ex-governador peemedebista e grande ladrão Sérgio Cabral. A informação consta da deleção premiada de um funcionário do doleiro Álvaro José Novis. Segundo o delator Edimar Moreira Dantas, o governador era identificado como "Pé Grande" nas planilhas entregues aos procuradores.

De acordo com Edimar Moreira Dantas, ele gerenciava uma conta criada exclusivamente para o pagamento de propinas. Na delação, o funcionário do doleiro informou que o dinheiro era enviado pela Fetranspor, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro. O governador disse que não conhece e nunca esteve com Dantas e garantiu que jamais tratou de pagamento ou recebimento de recursos ilícitos.

Ao Ministério Público, o funcionário de Novis afirmou que o dinheiro era entregue a um intermediário identificado como Luís. Para os procuradores, o intermediário seria Luís Carlos Vidal Barroso, assessor do governador ainda contratado do governo do Estado.

Nas planilhas do doleiro aparecem cinco pagamentos a Pé Grande, num total de R$ 4,8 milhões. Os pagamentos foram feitos de 22 de julho de 2014 a 8 de maio de 2015. Nessas datas, Pezão já tinha assumido o cargo de governador do Rio de Janeiro. Em maio, relatório da Polícia Federal apontou que o governador Pezão recebeu R$ 490 mil do esquema de propina montado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Os indícios descritos pela Polícia Federal constam de bilhetes apreendidos na casa de Luiz Carlos Bezerra, ex-assessor de Sérgio Cabral apontado como um dos operadores financeiro do grupo. Os nomes "Pezão", "Big Foot", "Pé" e "Pezone" estão relacionados a pagamentos feitos entre fevereiro de 2013 e março de 2014. Nesta época, pezão era vice-governador de Sérgio Cabral. Em fevereiro deste ano, o juiz Marcelo Bretas já havia enviado indícios contra Pezão ao Superior Tribunal de Justiça decorrentes de bilhetes de Bezerra. À época, a soma indicava R$ 190 mil.