sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Petróleo do campo de Libra começa a ser vendido em janeiro de 2018


A comercialização do primeiro óleo produzido no campo de Libra, considerado a maior reserva de petróleo do País, deverá se iniciar no início de janeiro de 2018, quando ocorrerá o primeiro embarque, segundo Fernando Borges, gerente-executivo do projeto. 

Após cerca de um ano de atraso, a produção de Libra foi iniciada no domingo e, portanto, ainda é restrita, com aproximadamente 17,5 mil barris de petróleo por dia. O volume está em alta, e deverá chegar a 40 mil em um prazo de 50 a 60 dias - os embarques poderão ocorrer quando o campo chegar a um nível de produção de cerca de 600 mil barris por dia, diz ele. 

O projeto está em fase de teste, que deve durar cerca de um ano e tem como meta avaliar o comportamento do reservatório. "A receita a ser obtida com a comercialização nessa etapa não é desprezível, e já vem para recuperar parte dos custos passados, mas o maior valor do projeto são as informações sobre o comportamento da jazida, que vão nos dar subsídios para maximizar o fator de recuperação do óleo", disse. 

A capacidade total de produção de Libra, considerada a maior reserva de petróleo do País, ainda não foi definida, afirma Borges. A estimativa inicialmente divulgada pela ANP era de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo. Por enquanto, a única confirmação é a capacidade de produção de 3,3 bilhões de barris de petróleo no campo de Mero - como foi chamada o primeiro campo da área de Libra, na Bacia de Santos. 

O dado foi apresentado pela empresa na quinta-feira (30) à ANP. A região fica na parte noroeste do bloco de Libra, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e tem cerca de 320 km² - cerca de 21% da área total de Libra. A expectativa é que o custo de equilíbrio (para que os investidores não tenham nem lucro nem prejuízo) do campo seria de US$ 35,00 por barril, segundo Borges. 

O bloco foi arrematado em 2013 por um consórcio liderado pela Petrobras (com participação de 40%), em parceria com a Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%). A área foi a primeira a ser licitada sob o regime de partilha de partilha de produção, o que significa que parte do petróleo extraído ficará com a União. "Vamos continuar os trabalhos exploratórios. Essa área é cerca de um quarto do tamanho original e é onde concentramos os esforços nos últimos quatro anos, com a perfuração de oito poços. No restante da área perfuramos três poços e encontramos uma geologia um pouco diferente. É muita informação para ser processada", disse.

Apreensões feitas no Brasil são discutidas no julgamento do cartola José Maria Marin em Nova York

O depoimento do procurador-chefe do Estado do Rio de Janeiro, José Schettino, a mais nova testemunha a depor no julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, antecipa uma semana mais que promete ser quente para a defesa de José Maria Marin, o ex-presidente da CBF que está sendo julgado na Corte Federal do Brooklyn, em Nova York. 

Schettino deu detalhes de uma ação policial ocorrida há dois anos, quando conduziu uma operação de busca e apreensão ao lado do ex-procurador Marcelo Miller na sede da Klefer, empresa de marketing esportivo no Rio de Janeiro. O depoente, no entanto, não deu detalhes do que foi apreendido nos escritórios da firma que pertence ao ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite. Esses dados poderão vir à tona na semana que vem, quando a próxima testemunha estiver na corte, e pode dar detalhes sobre o envolvimento de brasileiros no escândalo de corrupção da Fifa. 

Seu nome, como vem ocorrendo ao longo de todo o julgamento, não foi revelado, mas advogados da defesa de Marin e dos outros dois réus do caso pareciam agitados tentando evitar que promotores americanos usassem como prova criminal a gravação de uma conversa entre Leite e um dos envolvidos no caso, identificado pelos advogados só como um "co-conspirador". 

Sem fazer grandes revelações, Schettino contou que agiu a pedido da Justiça americana em 27 de maio de 2015, quando a polícia prendeu sete dirigentes do futebol mundial em Zurique, entre eles José Maria Marin, detonando a investigação de corrupção na Fifa. Na sede da Klefer, foram apreendidos anotações e documentos, entre eles contratos de transmissão da Copa do Brasil firmados entre a CBF e a empresa e bilhetes com vários números que pareciam valores em dinheiro. 

Schettino disse que Kleber Leite estava na empresa no momento da operação policial e que o cofre, onde boa parte desses papéis foi encontrada, era grande o suficiente para abrigar "duas ou três pessoas". "Participei de um acordo de cooperação jurídica, em que um país pede e o outro auxilia", disse Schettino na saída do tribunal no Brooklyn: "Fizemos uma busca e apreensão na Klefer." Questionado pelos promotores americanos, Schettino só reconheceu os documentos e disse que pareciam ser os mesmos apreendidos há dois anos, mas não deu detalhes do conteúdo dos papéis. 

Os advogados de José Maria Marin depois interrogaram a testemunha, querendo saber se ele teria como garantir que os papéis mostrados pelos promotores americanos aos jurados eram de fato os mesmos apreendidos. Ele explicou como provas de um crime são guardadas pela Polícia Federal no Brasil antes de passar pelo processo de transferência do material para as autoridades americanas, mas não chegou a garantir que as pastas azuis em questão eram as mesmas que saíram do Rio de Janeiro.

Tribunal de Justiça gaúcho dá um golpe fatal, réus da assassina Boate Kiss não irão mais a juri popular



O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu nesta sexta-feira que os quatro réus do principal processo derivado do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS) em 2013, não serão julgados por um júri popular. Os oito desembargadores do 1º Grupo Criminal se dividiram e o caso acabou em um empate por quatro a quatro, o que beneficia o pedido dos réus. 

A decisão afeta os empresários Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, donos da boate Kiss, e os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentavam no dia do incêndio, que matou 242 pessoas e deixou outras 636 feridas. O 1º Grupo Criminal reverteu a decisão de uma das suas câmaras, que, em março, havia negado o mesmo pedido e determinado o início do júri popular. 

O Ministério Público ainda pode recorrer da sentença ao Superior Tribunal de Justiça, última instância para casos criminais. Se os ministros do STJ confirmarem a deliberação desta sexta-feira, o caso será julgado por um juiz criminal de Santa Maria, sem a participação de jurados. Segundo a denúncia do Ministério Público contra os réus, durante o show a banda Gurizada Fandangueira utilizou indevidamente fogos de artifício, que atingiram o teto e as paredes da casa noturna, revestida com espuma altamente inflamável. 

Os 242 jovens mortos no incêndio criminoso da Boate Kiss deverão ficar sem a devida justiça, No Brasil é assim, tudo se resume em firulas e trololós jurídicos. 

A importante economista Elena Landau também cai fora do PSDB

O PSDB se tornou tão agonizante quanto o PMDB, virou zumbi na política brasileira. Todas as cabeças pensantes que já fizeram o sucesso de governos do PSDB estão caindo fora do partido, profundamente desgostosos com o rumo atual, com a inércia diante da corrupção apontada do senador Aécio Neves e com as faltas de definições claras da legenda. Desta vez, hoje, depois de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e um dos pais do Plano Real, agora foi a vez da despedida final de outra tucana histórica e muito fundamental na execução de políticas públicas do partido, a economista Elena Landau. Ela não aguentou mais e largou do partido depois de 25 anos de filiação. 

Controle da Ferramentas Gerais sai do Rio Grande do Sul


A rede gaúcha Ferramentas Gerais, do mesmo grupo que é conhecido como SLC, vendeu tudo para a paranaense OVD, que já controla a Vonder em Novo Hamburgo. A Ferramentas Gerais foi fundada por membros da família Hertz, irmãos da mãe do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, o homem que faliu o Rio Grande do Sul. A família tinha passado o controle para o grupo Schneider Logemann, de Horizontina. E agora o controle da empresa sai finalmente do Estado.

Ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa é preso suspeito de integrar esquema de desvio de dinheiro público e fraude


Duciomar Costa (PTB), ex-senador e ex-prefeito de Belém, foi preso nesta sexta-feira (1), na Operação Forte do Castelo, da Polícia Federal. Foram cumpridos 5 mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão e 4 de condução coercitiva. A prisão de Duciomar é de caráter temporário. Ele chegou à Polícia Federal em uma cadeira de rodas motorizada. 

Além de Duciomar, foram presos preventivamente Elaine Baia Pereira e a irmã Elza Baia Pereira, sócias das empresas SBC Sistema Brasileiro de Construção e Metrópole Construção e Serviços de Limpeza; e Délcio Donato Pantoja Oliveira, dono da empresa ST Sistemas e Transportes. Foram conduzidos coercitivamente para depoimento Márcio Barros Rocha, ex-assessor, candidato a suplente ao Senado no lugar de Duciomar, e dono de agência de publicidade; Jean de Jesus Nunes, ex-assessor de Duciomar e sócio da BA Meio Ambiente; Yuseff Leitão Siqueira, dono da empresa I9 Mais; Edson Marinho Filho, gerente da empresa Andrade Gutierrez suspeito de envolvimento em fraudes de licitação nas obras Portal da Amazônia e BRT-Belém.

O grupo está sendo investigado por fraudes em licitações, além dos crimes de apropriação de recursos públicos, corrupção e associação criminosa. O Ministério Público Federal aponta Duciomar como líder da quadrilha. De acordo com a Polícia Federal, durante a gestão municipal de 2005 a 2012, as pessoas ligadas ao ex-prefeito nunca demonstraram capacidade financeira, mas se tornaram titulares de empresas e passaram a receber volume significativo de recursos públicos, em contratos diretos com a Prefeitura de Belém ou em subcontratações.

O prejuízo já identificado pelas autoridades é de pelo menos R$ 400 milhões, incluindo recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), convênios celebrados com o Ministério do Esporte e repasses do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).


Segundo as investigações, o esquema de fraude envolveu a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e Coordenadoria de Comunicação Social (Comus). As empresas BA Meio Ambiente, I9 Mais, Andrade e Gutierrez, SBC Sistema Brasileiro de Construção (Varanda), Metrópole Construção de Serviço de Limpeza, ST Engenharia e Prestibel. Tais Empresas do grupo ligado ao ex-prefeito Duciomar Costa eram contratadas por meio de licitações fraudadas. Provas coletadas pela Polícia Federal apontam também indícios de enriquecimento ilícito de vários membros da organização.

Segundo o Ministério Público Federal, "os donos das empresas terceirizadas eram subordinados ao ex-prefeito, a então namorada dele e até a cunhada. Por meio dessas empresas, os recursos eram distribuídos ao grupo criminoso do qual Duciomar Costa era líder".

Duciomar Costa foi impedido de concorrer nas eleições de 2014 e 2016 por ter sido condenado por abuso de poder político nas eleições de 2008. Ele está inelegível pelos próximos oito anos com base na lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado pela Justiça Federal em outro processo aberto a partir da ação do Ministério Público Federal. O ex-prefeito responde a 15 processos na Justiça Federal e 14 na Justiça Estadual, a maioria por improbidade administrativa.

A BA Ambiental é a empresa que coleta o lixo em Porto Alegre. No ano passado foi pega em flagrante quando se constatou que fraudava sistematicamente o peso do lixo recolhido, com a adição de blocos de concreto (caliça) no fundo da caçamba coletora do lixo. Até hoje o inquérito aberto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul não resultou em absolutamente nada.

Economistas sobem previsão do PIB após resultado do terceiro trimestre



Economistas de mercado revisaram para cima as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano após a divulgação do dado referente ao terceiro trimestre. O IBGE revelou nesta sexta-feira que a economia cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, resultado considerado estável pela instituição.

Em relatório, os analistas do banco BTG Pactual disseram que subiram suas estimativas de alta de 0,6% para 1%, por causa do aumento na demanda e no investimento. “Enquanto o resultado geral do terceiro trimestre veio sem brilho, os detalhes foram, na verdade, muito benignos, reforçando o cenário de uma recuperação gradual (mas consistente) da economia”, diz trecho do documento.

Os economistas do Banco Itaú mantiveram a previsão de 0,8%, mas colocaram “um viés de alta” na estimativa por conta do resultado de hoje. “Os resultados mostram um forte avanço da demanda doméstica. O consumo das famílias avançou 1,2%, se mantendo firme mesmo após o fim do saque das contas inativas do FGTS. A formação bruta de capital fixo subiu 1,6%, interrompendo a sequencia de 15 trimestres em queda”, diz documento assinado pelo analista Artur Manoel Passos.

Para o analista do Ibre/Fundação Getulio Vargas, Julio Mereb, apesar da queda do resultado geral ter diminuído nos últimos trimestres – foi de 1,2% no primeiro e de 0,7% no segundo – a leitura é de que a recuperação está se difundindo. A instituição subiu as estimativas de 0,9% para 1%. 

O economista da consultoria Tendências, Bruno Levy, atribui o resultado fraco no total do PIB a uma desaceleração do setor agropecuário. Os economistas da instituição estudavam elevar a projeção para 2017 de 0,7% para algo em torno de 1%.

A mediana das previsões do mercado para o crescimento da economia neste ano é de 0,73%, segundo o último Boletim Focus de segunda-feira. O documento reúne a opinião de cerca de cem analistas do mercado, e a próxima edição – que reuniu previsões feitas até as 17 horas desta sexta-feira – será divulgada na manhã da próxima segunda-feira.

Marina Silva, a "santinha da floresta", anuncia neste sábado se vai concorrer à Presidência em 2018


A ex-senadora e comunista ambientalista Marina Silva (Rede), conhecida como "santinha da floresta", anunciará neste sábado se concorrerá ou não às eleições presidenciais de 2018. O pronunciamento de Marina Silva será feito às 14 horas, durante reunião dos diretórios estaduais da Rede Sustentabilidade, no salão de eventos de um hotel na Asa Norte, em Brasília. 

Em São Paulo, na última segunda-feira, Marina Silva declarou que estava prestes a anunciar sua decisão. “Estou fechando o meu círculo de reflexão e em breve estarei colocando qual será a forma da minha participação nas eleições de 2018”, disse Marina Silva. A ex-senadora vem sofrendo críticas, inclusive de aliados, por estar demorando muito para anunciar a candidatura. 

Terceira colocada nas duas últimas eleições ao Palácio do Planalto, em 2010 e 2014, a "santinha da floresta" Marina Silva também afirmou que vê um cenário mais difícil em 2018, já que a nova legislação eleitoral restringe o tempo de TV para partidos nanicos, como é o caso da Rede. Marina Silva calcula que só terá 12 segundos de propaganda televisiva, enquanto nos pleitos passados contou com cerca de 2 e 1 minuto, respectivamente. 

Sobre os dois candidatos que lideram as pesquisas eleitorais, o chefão da organização criminosa petista Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), a ex-senadora disse que “um se tornou cabo eleitoral do outro”. “Um se tornou o cabo eleitoral do outro. Um não sobrevive sem o outro. Eu apoio a quebra da polarização, e Lula e Bolsonaro são os dois extremos, de esquerda e direita”, diz a grande pensadora da floresta Marina Silva. 

Grão Mestre gaúcho será julgado neste sábado no tribunal maçônico nacional por assédio sexual e outros crimes


Um terremoto sacode o mundo maçônico brasileiro. Neste sábado, a partir das 14 horas, será julgado no Tribunal Maçônico nacional, em Brasília, o caso do Grão Mestre do Oriente do Rio Grande do Sul, que está suspenso de suas funções. A sua suspensão foi determinada liminarmente por decisão desse mesmo tribunal brasiliense, em uma pesada resolução que pode ser lida na imagem abaixo.



Resumindo: o Grão Mestre do Oriente do Brasil, Seção Rio Grande do Sul, Jorge Pedron de Las Llanas, é acusado de assédio sexual sobre a mãe de um venerável de loja da cidade de Rio Grande, de assédio moral e de outros crimes capitulados pelo artigo Art. 216 A do Código Penal brasileiro:

Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função." 
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. 
§ 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. 

Os fatos que deram origem a este tremendo imbroglio começaram a acontecer no dia 29 de junho deste ano. Nessa data foi comemorado o aniversário da loja General Antonio de Souza Neto, em Rio Grande, cidade portuária gaúcha, e realizada a posse de Micael Brum Avila Basilio no cargo de Venerável Mestre.
Após a solenidade cerimonial da Maçonaria, todos os membros da loja e seus familiares partiram para um jantar de confraternização na Churrascaria Rio's, localizada na Rua Val Porto, nº 393. Durante esse jantar, conforme testemunhos, o Grão Mestre Jorge Pedron De Las Llanas teria tomado duas garrafas de vinho. Ao final da cerimônia, a mãe do venerável mestre recém empossado dirigiu-se ao balcão das sobremesas. Foi no seu encalço o Grão Mestre Jorge Pedron De Las Llanas. Então ele teria realizado o assédio, com propostas indecorosas para a senhora, inclusive a tocando. A cena foi vista pelos presentes e causou grande constrangimento. O venerável recém empossado foi tirar satisfações do Grão Mestre Jorge Pedron De Las Llanas e teria sido destratado e ameaçado pela força do cargo. 

Isso resultou em uma denúncia do venerável junto ao Tribunal Maçônico do Rio Grande do Sul. Como se tratava do Grão Mestre, subiu o assunto para Brasília, de onde baixou a resolução com seu afastamento do cargo. Passaram então a se suceder ameaças de todos os tipos, conforme os denunciantes. Aí a vítima do assédio sexual procurou a Polícia Civil e fez registro de boletim de ocorrência, com a narrativa dos fatos e declaração de que pretendia oferecer denúncia judicial. Os fatos estão narrados no boletim de ocorrência, conforme se verifica nas imagens abaixo: 





Depois da denúncia apresentada pela vítima Maria Madalena Brum Avila e seu filho, assim como do depoimento do marido da vítima, essas pessoas relatam que passaram a receber ameaças de todo gênero, por e-mail, telefonemas, inclusive com o uso de informações sigilosas de sistemas da segurança pública, O próprio Grão Mestre gravou e enviou uma mensagem para companheiros maçons procurando justificar os acontecimentos. De fato, o que ele fez nessa mensagem foi atacar a honorabilidade das pessoas que o denunciaram, conforme se verifica na gravação abaixo:


Mas, conforme uma série de certidões judiciais obtidas por Videversus, não há qualquer registro de qualquer espécie contra qualquer uma das vítimas, pessoas às quais o Grão Mestre da Maçonaria gaúcha ataca. Videversus procurou o Grande Oriente do Brasil, seção Rio Grande do Sul, no início da tarde desta segunda-feira, e o editor, jornalista Vitor Vieira, falou com o Grão Mestre Adjunto, José Fernando, que está no exercício do caso. Foi pedido e-mail do Grão Mestre afastado, Jorge Pedron de Las Llanas, para que ele dê sua posição a respeito dos fatos. O Grão Mestre Adjunto ficou de consultar seu companheiro de diretoria, mas até a publicação desta matéria Videversus não recebeu contato de retorno. Videversus fica à disposição para registrar a posição do Grão Mestre Jorge Pedron de Las Llanas.

A POSIÇÃO DO GRÃ MESTRE JORGE PEDRON DE LAS LLANAS, AFASTADO DO CARGO

O Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, Seção do Rio Grande do Sul, Jorge Pedron de Las Llanas, afastado do cargo por resolução do Grão Mestre Geral do Brasil, entrou em contato com o editor de Videversus no final da tarde desta sexta-feira e disse:

"O caso é muito longo, eu não posso entrar em detalhes. Primeiro, nada do que foi denunciado por esta senhora é verdadeiro. Há testemunhas presenciais que negam o que diz esta senhora, é tudo calúnia, infâmia. Vou provar a minha inocência. Não é verdade que esteja sendo julgado neste sábado no tribunal maçônico. Nem foi acolhida a denúncia contra mim. E acredito que nem será acolhida".

E acrescentou também:

"Este ato estapafúrdio de suspensão dos meus direitos foi unilateral e sem qualquer possibilidade de defesa. Eu vou demonstrar a minha inocência. Haverá desdobramentos dessa situação e eu vou lhe dar notícias".








Eduardo Cunha não quer nem ouvir falar em Toffoli



Eduardo Cunha custa a acusar os golpes que sofre. E são muitos. O último não teve jeito. O ex-todo-poderoso está arriado desde quando a segunda turma do Supremo negou-lhe um habeas corpus por 2 a 1. Apenas Gilmar Mendes não decepcionou o réu famoso. E por incrível que pareça, Eduardo Cunha nutria esperanças de deixar a cadeia e até agora não se conforma com o voto de Dias Toffoli, favorável á manutenção da prisão.

PSTU diz que expulsará filiado que tentar bolsa de "fundo da burguesia"

Avesso ao capitalismo (que "conduz a humanidade à destruição", segundo seu site), o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) reagiu à informação de que pelo menos um filiado à sigla se inscreveu para concorrer à bolsa do RenovaBR, grupo privado que quer financiar a formação de potenciais candidatos para as eleições de 2018.

A legenda marxista afirmou nesta quinta-feira (30) que vai expulsar qualquer membro que tenha entrado no processo seletivo, "por romper frontalmente com o programa do partido". O RenovaBR recebeu 4.000 inscrições de lideranças interessadas nas bolsas, que devem ir de R$ 5.000,00 a R$ 12 mil, e entre os interessados há filiados de quase todos os 35 partidos brasileiros (só PCB e PCO não têm representantes). O PSTU, no entanto, não gostou da possibilidade de ter alguém de seus quadros atrelado a "milionários membros da burguesia", já que o fundo criado pelo empresário Eduardo Mufarej, do fundo de investimento Tarpon, deve ter entre seus principais apoiadores outros empresários e agentes do mercado.

O apresentador Luciano Huck é, até agora, um dos principais divulgadores da iniciativa e deve também fazer contribuições. O RenovaBR mantém em sigilo, por ora, o nome dos inscritos e a quantidade de filiados a cada partido que estão na seleção. A lista dos cerca de 150 escolhidos para participarem da capacitação deve sair em janeiro.

A nota publicada pela direção nacional do PSTU diz que o partido "não apenas não participa, como repudia esses cursos de 'formação de políticos' dos detentores do capital, sejam banqueiros, grandes empresários, ruralistas, grandes comerciantes, que vivem da exploração da classe trabalhadora e da pobreza e miséria da maioria do nosso povo".

Defensora da expropriação (estatização sem indenização) dos meios de produção, a sigla - que em campanhas adota o slogan "Contra burguês, vote 16"- sugere fazer o mesmo com o fundo proposto por Mufarej, que deveria ser "colocado sob controle dos trabalhadores". O empresário diz que até agora só ele mesmo destinou dinheiro à organização. As doações passarão a ser recebidas quando estiver pronto o registro oficial da associação, previsto para janeiro.

Cada candidato apadrinhado pelo grupo poderá custar até R$ 72 mil ao longo dos seis meses de bolsa. O plano é que, com ela, os potenciais candidatos possam se manter durante o período de formação sem precisar, necessariamente, de um emprego.

O RenovaBR se declara suprapartidário e diz que buscará diversidade ideológica na seleção final, que será feita com a ajuda de consultores e pessoas com experiência em gestão pública. O PSTU afirma na nota que, por princípio, nunca aceitou e não aceita receber dinheiro de empresários nas suas campanhas. "Porque sabemos que quem paga a banda escolhe a música." Por isso, "jamais participaria de cursos da classe dominante para ser gerente desse sistema capitalista contra a maioria do povo".

O grupo que concederá as bolsas e o treinamento afirma que não vai atuar durante a campanha eleitoral. Seu trabalho, diz, se limitará ao período de janeiro a junho, quando os participantes vão se preparar para enfrentar as urnas, se quiserem.

O movimento quer priorizar a eleição de novas lideranças para o Congresso Nacional. O PSTU inicia agora um rastreamento para descobrir quem, na visão da direção nacional, está traindo os princípios da legenda socialista ao buscar o apoio. Segundo o comunicado, o partido pedirá ao RenovaBR o nome do inscrito (ou dos inscritos). 

Ministro Tofolli nega os pedidos de liberdade dos peemedebistas Jorge Picciani e Paulo Melo



O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, negou os pedidos de liberdade feitos pelo presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, e o deputado estadual Paulo Melo, ambos do PMDB. Picciani e Melo foram presos na Operação Cadeia Velha, há duas semanas, sob a acusação de participarem de um esquema de propinas no setor de transporte público e de empreiteiras. Em sua decisão, assinada nesta quarta-feira, Toffoli alegou que os deputados queriam trazer ao conhecimento do STF “questões não analisadas definitivamente” no Superior Tribunal de Justiça, onde o ministro Felix Fischer negou, liminarmente, a soltura dos políticos. O mérito dos pedidos de liberdade ainda não foi analisado pela Quinta Turma do STJ.

“Consoante se lê na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘não pode esta Suprema Corte, em exame per saltum, apreciar questão não analisada, em definitivo, pelo Superior Tribunal de Justiça'”, destacou o ministro do Supremo. “Ressalte-se, ademais, que o deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, justificada apenas quando a decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante, demonstrada de plano, o que não é o caso”, prosseguiu. 

Dias Toffoli enfatizou na decisão que as “circunstâncias do caso reclamam especial cautela quanto à sua análise”, levando em consideração o julgamento previsto para o próximo dia 6, no plenário do STF, de uma ação ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra resolução da Alerj que revogou a primeira prisão dos deputados. A PGR questiona, entre outros pontos, a fundamentação da decisão do Legislativo fluminense, que mencionou o julgamento do STF no mês passado que permitiu ao Congresso Nacional a palavra final sobre a aplicação de medidas cautelares a deputados ou senadores que interfiram no exercício do mandato. A ação é de relatoria do ministro Edson Fachin.

Atriz Ana Maria Nascimento e Silva morre aos 60 anos


A atriz Ana Maria Nascimento e Silva morreu nesta quinta-feira (30), aos 60 anos. Filha de Harry Anastassiadi, ex-executivo da Fox Film, Ana Maria Nascimento e Silva estreou no cinema no drama "Marcados Para Viver" (1976). Ela também participou de longas como "O Bem Dotado - O Homem de Itu" (1978) e "A Mulher Sensual" (1981). Viúva do cineasta Paulo Cezar Saraceni (1933-2012), a atriz atuou em filmes do diretor como "Ao Sul do Meu Corpo" (1982) e "O Viajante" (1998). Ana Maria Nascimento e Silva também estava no elenco de "O Gerente" (2011), baseado em conto de Carlos Drummond de Andrade e último trabalho de Saraceni. Além do cinema, a atriz também atuou em novelas, como "O Salvador da Pátria", "Gente Fina" e "Zazá", da Globo, e "Jamais te Esquecerei", do SBT.

Planilha aponta ex-diretor da Globo e cartola Marco Polo Del Nero como recebedores de propina


O ex-executivo da TV Globo vinha sendo citado no escândalo de corrupção da Fifa como um agente-chave no esquema de distribuição de propina a cartolas aparece como o destinatário de US$ 1 milhão na contabilidade secreta da Torneos y Competencias, recém-revelada no julgamento em Nova York. Nos documentos da empresa argentina que estava no centro da distribuição do dinheiro ilícito, "MCP" é Marcelo Campos Pinto, que antes negociava a compra de direitos de transmissão esportiva para o grupo de TV brasileiro. 

José Eladio Rodríguez, a testemunha da acusação que era responsável pela execução das transferências da Torneos, não entrou em detalhes sobre essa remessa, não deixando claro o motivo dele ter realizado esse pagamento. O nome Globo aparece uma série de vezes nessas mesmas planilhas como crédito e não débito, mostrando quanto a emissora pagou ao longo dos anos pelos direitos de transmissão de campeonatos como a Copa Libertadores e a Copa América. 

Esses pagamentos totalizam pelo menos US$ 12,8 milhões, mas também não está claro se os valores marcados como Globo eram propina ou se entravam de forma legítima no fundo paralelo que depois era usado para irrigar a rede de propina dos cartolas. 

Outra sigla também marcou as discussões de mais um dia de julgamento. Enquanto "MCP" indica o executivo da Globo, "MP" era Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, que vem sendo citado pela testemunha como um dos que receberam propina. Rodriguez disse, num primeiro momento, que as duas siglas se referiam a Del Nero, mas depois, quando questionado pelos promotores americanos, disse que "MCP" era uma alusão a Campos Pinto. 

Toda a discussão em torno das iniciais "MP" foi levantada pela defesa de José Maria Marin, o ex-presidente da CBF que está sendo julgado agora pela Justiça americana. James Mitchell, advogado do réu brasileiro, apontou uma série de vezes que as remessas nas planilhas de propina destinadas a seu cliente eram identificadas como "brasilero", termo no singular, dando a entender que as transferências iam só para Del Nero, e não para Marin. Mas a testemunha voltou a dizer que, quando anotava "MP", fazia uma referência aos dois brasileiros, Del Nero e Marin. Nas palavras dele, eles "eram um só, viviam juntos, sempre os via juntos". 

Essa confusão também aparece nos e-mails de Rodriguez. Numa série de mensagens que mandou como lembrete para seu próprio endereço eletrônico, o ex-executivo da Torneos listava pagamentos a serem divididos entre Marin e Del Nero, entre esses uma transferência de US$ 3 milhões de junho de 2013. No mesmo dia, no entanto, a testemunha volta a mencionar a remessa, mas usando para ela as iniciais "MP". 

Mitchell, o advogado de Marin, também voltou a questionar Rodriguez sobre a destruição de arquivos nas sedes da Torneos y Competencias em Buenos Aires e Montevidéu, algo que a defesa do brasileiro já havia levantado no depoimento de Alejandro Burzaco, ex-dono da firma. 

Uma estratégia da defesa de Marin é jogar dúvida sobre o acordo de delação premiada fechado pela testemunha com autoridades americanas, lembrando que, dos US$ 5 milhões que Rodriguez acumulou em seus anos como executivo da Torneos, só US$ 675 mil foram entregues aos Estados Unidos. 

Rodriguez contou então que soube da prisão dos cartolas em maio de 2015 em Zurique, episódio que detonou a investigação da Justiça americana, por um telefonema de Burzaco e que o ex-chefe havia dado ordens para executar o plano elaborado de antemão, que era destruir tudo caso houvesse investigação. Ele então deu detalhes da operação, que envolveu dez funcionários da empresa, e contou ter visto sacos cheios de documentos triturados no escritório em Buenos Aires. 

Banco Central renova quase US$ 10 bilhões de vendas de dólares no mercado futuro

Com o dólar em alta pelo segundo dia seguido, o Banco Central anunciou a renovação de US$ 9,6 bilhões em contratos de swap cambial, operações que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Em comunicado enviado no início da noite desta quinta-feira (30), a autoridade monetária anunciou que rolará os contratos que venceriam em 2 de janeiro. 

Essa foi a primeira vez desde setembro que o Banco Central rolou os contratos de swap cambial. Os US$ 9,6 bilhões equivalem a 40% dos US$ 23,8 bilhões do estoque de contratos de swap. Nesta quinta-feira (30), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 3,272, com alta de 0,16%. Por meio do swap cambial, o Banco Central vende contratos em reais atrelados à variação do dólar e dos juros. Se o dólar subir mais que os juros no mercado futuro, o Banco Central tem prejuízo, e os compradores lucram. A operação ajuda a segurar a alta do dólar à medida que os investidores deixam de comprar dólares diretamente no mercado financeiro para adquirirem contratos de swap. 

No leilão de rolagem desta sexta-feira (1º), o Banco Central ofertará 14 mil contratos de swap cambial com vencimento em março, maio ou outubro de 2018. Isso equivale a US$ 700 milhões diários dos US$ 9,6 bilhões previstos para serem renovados.