sábado, 9 de dezembro de 2017

Morreu a filósofa e analista francesa Judith Miller, filha do psicanalista Jacques Lacan

A filósofa francesa Judith Miller, filha do psicanalista Jacques Lacan e da atriz Sylvia Bataille, morreu na última quarta (6), em Paris. Ela tinha 76 anos e sofria de uma doença degenerativa. Judith Miller era uma filósofa influente e integrou ainda jovem o círculo intelectual do pai. Ela era casada desde 1966 com o psicanalista Jacques-Alain Miller, nomeado pelo próprio Lacan seu herdeiro moral e responsável por sua obra. Judith Miller participou ativamente do "Cahiers pour l'Analyse", periódico mantido por jovens filósofos da École Normale Supérieure de Paris e que dava um novo respiro ao pensamento de Lacan. Ela era extremamente fiel ao ensinamento do pai, mas também se ocupou ativamente dos estudos freudianos, tendo papel importante na ECF (Escola da Causa Freudiana), fundada em 1981 por seu marido. Em 1991, ela lançou um álbum de fotos do pai ("Visages de Mon Père"), que reunia a intimidade e o trabalho de Lacan. Ele tinha uma grande adoração por Judith, sua última filha, e admirava sua virtuosidade intelectual. "Judith era uma mulher admirável e muito forte, apesar da aparência frágil. Sempre corajosa, dedicou-se integralmente à difusão da obra de Lacan, seu pai, tanto no plano amplo quanto nos detalhes que fazem a diferença. Nossos encontros foram sempre ricos em ideias e afeição", disse em nota Ana Cristina Zahar, diretora editorial da Zahar, que edita os livros de Lacan no Brasil.

Lula diz que o juiz Sérgio Moro "é do mal"; o grande patife quer politizar seus processos para escapar das condenações e cadeia


O grande patife, chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula disse, neste sábado (9), que o juiz Sergio Moro "é do mal". O petista fez essa afirmação durante reunião com artistas e intelectuais em um hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro. Cerca de cem pessoas participaram do encontro, Entre eles, o cineasta Luiz Carlos Barreto, a atriz Cristina Pereira, o ator Tonico Pereira, a filósofa Marcia Tiburi, além dos ex-ministros Franklin Martins, Celso Amorim, Luiz Dulci e José Gomes Temporão.

No encontro, Lula disse que chegou a acreditar que, pelo refinamento intelectual que o cargo exige, os agentes da Lava Jato não dariam prosseguimento ao processo contra ele. Também disse que esperava que, ao receber a denúncia contra ele, Sérgio Moro recomendasse que os procuradores fossem estudar, ou que, aberto o processo, fosse absolvido. "Mas, não. O cara é do mal", afirmou.

O grande chefão da organização criminosa petista foi condenado em julho pelo juiz a 9 anos e 6 meses de prisão, no caso do tríplex do Guarujá (SP). Ele recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que deverá dar sua sentença dentro de dois meses. . 

Na reunião deste sábado, Lula justificou a necessidade de alianças para garantir governabilidade. Ele disse que, mesmo que se eleja sozinho, um político terá que "fazer as contas"para governar. Afirmou ainda que o ideal para um governante é que seu partido eleja 513 deputados e 81 senadores. Depois brincou, afirmando que, se isso acontecesse no PT, no dia seguinte o partido teria 40 tendências.

"Se for necessário eu ser de esquerda, sou mais que muita gente. Mas não sou burro. Não sou "principista", afirmou Lula, dizendo ainda que "política não se aprende na universidade". Essa foi uma resposta ao ex-prefeito Fernando Haddad que, pouco antes da fala de Lula, disse esperar que o ex-presidente dê um "passinho para esquerda nas próximas eleições".

Em sua intervenção, Haddad arrancou gargalhadas ao descrever a cara de espanto do ex-presidente americano ao ouvir do intérprete o que Lula acabara de dizer: que ainda não haviam encontrado o "ponto G" da relação Brasil e Estados Unidos. Ao defender seu espírito conciliador, Lula se definiu como um "ponto G" na política. Pouco antes de encerrar seu discurso, ele disse que encontrará o "ponto G" da vontade do povo brasileiro.

Aos intelectuais, disse ser necessário que se fale a linguagem do povo na disputa. Afirmou, por exemplo, que, em uma favela, não precisa falar apenas em armamento como solução para segurança. Mas também em emprego e educação, além de formação policial: "O policial mais bem formado não vai sair atirando no primeiro negrinho que ele vê". 

Lula defendeu o aquecimento do mercado interno como saída econômica. "Mais uma vez os pobres vão salvar o País", afirmou. Ele disse, porém, que nada disso será possível sem que ganhem as eleições: "A gente só vai mudar se a gente ganhar".

Trump é um genial analista internacional, com rarissimo faro para interpretar o mundo e a oportunidade para agir



Os maiores protestos contra a declaração de reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, de parte dos Estados Unidos, estão localizado mais em grandes cidades do mundo ocidental, na Europa, do que no próprio mundo árabe. Isso prova que o mundo ocidental já está tomado pelo proselitismo islâmico. Já no mundo árabe não passa de um protesto formal a suposta rejeição de nações e autoridades árabes. Ocorre que o mundo islâmico está dividido. Os árabes, propriamente ditos, estão contra os persas, os xiitas iranianos. Arabia Saudita, Jordânia, Egito, principalmente, sabem que o grande inimigo, o grande perigo, se origina no Irã, Israel também é contra o Irã. Portanto, estão todos contra o Irã, declaradamente ou não. O mundo árabe não pode se colocar contra Israel por isso. E não interessa ao mundo árabe dar suporte a organizações terroristas como Hamas (localizado na Faixa de Gaza) e Hezbollah (situado no Sul do Líbano, fazendo fronteira com Israel). Então, os árabes que se autodenominam de "palestinos", algo que nunca existiu, estão sozinhos nessa parada. Só contam, mesmo, com a imbecilidade de europeus que tiveram suas mentes abduzidas pelo islamismo, devido a pragas como o multiculturalismo, e ainda não se deram conta disso. O fator que mais deve ter impulsionado o presidente americano Donald Trump a tomar a sua decisão sobre o reconhecimento de Jerusalém pode ter sido o muito imbecil lançamento de um míssil partindo do Iêmen, um país da época da pedra lascada, contra a capital saudita, Riad. Qualquer nenê de seis meses sabe que essa porcaria era iraniana, e que o lançamento provocativo foi feito por xiitas iranianos. Nas guerras, já sempre um gesto desmedido, fora de lugar, que dá o start para as grandes cartadas.

General Mourão diz que Temer faz 'balcão de negócios' para governar


O general do Exército Antonio Hamilton Mourão, que em setembro sugeriu que pode haver intervenção militar no Brasil se o Judiciário não conseguir resolver "o problema político", voltou a falar na quinta-feira (7) sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no País. O militar comentou a situação brasileira para uma plateia no Clube do Exército, em Brasília, a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais). 

Sua palestra, com o tema "Uma visão daquilo que me cerca", reuniu críticas aos governos Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT) e também a Michel Temer (do PMDB). "Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa 'Sarneyzação'. Nosso atual presidente (Michel Temer) vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato", afirmou ele. 

Sobre a possibilidade de intervenção, Mourão repetiu o raciocínio que gerou repercussão há três meses, dizendo que a instituição poderia ter o papel de "elemento moderador e pacificador", agindo "dentro da legalidade". Segundo ele, o Exército tem como missão defender a pátria e possui a democracia e a paz social como valores supremos. "Se o caos for ser instalado no País... E o que a gente chama de caos? Não houver mais um ordenamento correto, as forças institucionais não se entenderem, terá que haver um elemento moderador e pacificador nesse momento [...]. Mantendo a estabilidade do País e não mergulhando o País na anarquia, agindo dentro da legalidade, ou seja, dentro dos preceitos constitucionais, e usando a legitimidade que nos é dada pela população brasileira", disse. 

As Forças Armadas, de acordo com ele, estão atentas "para cumprir a missão" que cabe a elas. "Mas por enquanto nós consideramos que as instituições têm que buscar fazer a sua parte." O Exército disse que "as declarações emitidas estão sendo objeto de análise pelo Comando da Força". Em setembro, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que o subordinado não receberia punição pelas afirmações da época. Hoje secretário de economia e finanças da Força, em 2015 Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, e transferido para Brasília após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. 

Ao abrir sua fala na quinta-feira, o militar disse que faria uma análise de conjuntura e que apresentaria ali sua opinião dos fatos. Ele discorreu sobre a crise política, econômica e de valores (que ele chamou de crise "psicossocial") no Brasil, fazendo comparações com outros momentos históricos e países. Numa referência às descobertas da Operação Lava Jato, disse que ter "as grandes empreiteiras praticamente se assenhorando do Estado" foi um exemplo de quando corporações desafiam os Estados nacionais. 

Para Mourão, catástrofes ambientais e climáticas "passaram a nos assolar também". "Aqui havia aquele velho ditado: não teríamos enchentes nem furacões. Teríamos apenas um povinho meio complicado. Agora temos enchentes, furacões, e o povinho continua aí." Ele também atacou a política econômica dos anos do governo do PT, citando iniciativas como a ampliação do crédito e o programa de desonerações. Segundo ele, Lula, no segundo mandato, "sobrevivente ao mensalão, ele achou que podia tudo". "E as comportas foram abertas do lado da incompetência, da má gestão e da corrupção." 

A polícia, afirmou, "vive o pior dos mundos". "Porque, se ela atua em força contra o bandido, ela é estigmatizada pela imprensa. E, se ela cruza os braços, ela é omissa". Em outro momento, com tom de voz indicando ironia, o general afirmou: "A nossa infraestrutura logística, a maior parte dela, foi montada durante o período da cruel ditadura militar, aquela insana ditadura, né? De lá para cá praticamente nada foi feito". 

Mourão foi aplaudido sem parar durante um minuto, após falar por cerca de 45. Depois, ao longo de aproximadamente 50 minutos, ele respondeu a perguntas da plateia. Diante de pedidos para se candidatar, ele respondeu: "Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida". O militar disse que seu domicílio eleitoral é em Brasília e que passará para a reserva em 31 de março do ano que vem. Depois disso, deverá morar no Rio de Janeiro. 

Militares da ativa são impedidos de participar de atividades político-partidárias. Para Mourão, a obrigação de se licenciar para concorrer a cargo eletivo é "saudável". Ele disse ter fé de que a Justiça irá brecar a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 - o petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro no caso do tríplex de Guarujá (SP) e pode ter a candidatura inviabilizada se a segunda instância confirmar a decisão. 

Questionado sobre o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que é militar da reserva do Exército, Mourão afirmou que o deputado federal "é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido nessas falcatruas e confusões". "Ele terá que se cercar de uma equipe competente. [...] Obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro." 

Ao fim do evento, o palestrante foi tietado por pessoas da plateia - muitas delas militares e familiares- e posou para fotos. Uma das presentes, que destacou o general ao microfone no início de sua fala, era Joseita Ustra. Viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (um dos símbolos da repressão durante o regime militar), ela foi descrita pelo palestrante como "uma lutadora, uma grande mulher".

Dono de fazenda onde helicóptero pousou com cocaína é preso por tráfico


O ano era 2013 e um helicóptero do ex-deputado mineiro Gustavo Perrella pousava em uma fazenda no Espírito Santo com cerca de 450 quilos de cocaína. À época, o caso ganhou repercussão pela proximidade do senador Aécio Neves (PSDB) com os Perrella. A Polícia Federal descartou a participação do deputado no esquema e o Ministério Público denunciou outros cinco envolvidos, que respondem ao processo em liberdade. 

Já se passaram quase quatro anos desde então e o processo ainda está em andamento. Entre os denunciados, estava Elio Rodrigues, dono da fazenda. Ainda que responda em liberdade naquele processo, Elio acabou sendo preso nesta quarta-feira (6) em outra operação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas. 

Desta vez, a Polícia Federal apreendeu em Vila Velha (ES) cerca de 253 kg de cocaína em um contêiner com carga de milho que seria enviado para a Europa. A droga valeria mais de US$ 17 milhões. Elio foi um dos sete presos em flagrante encaminhados para o Sistema Penitenciário Estadual. 

Agora, a Polícia Federal tem um prazo de 30 dias para concluir a investigação e enviar o relatório ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão às Drogas, Leonardo Damasceno, a Polícia Federal testemunhou um encontro entre Elio e um investigado e tiveram "a certeza de que estava para acontecer alguma coisa". O delegado afirma que, como o porto de Santos (SP) é o maior e com mais rigidez na saída, criminosos estão migrando para portos menores, como os do Espírito Santo, para escoar as drogas.

Araçatuba reativa o seu aterro sanitário municipal


A Prefeitura de Araçatuba renovou a licença de operação para o aterro sanitário municipal. De acordo com o Executivo, o documento foi publicado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na sexta-feira (1º). A licença anterior foi concedida pela companhia no início de agosto e o prazo terminou no começo deste mês. 

Com a renovação, o prazo para o uso do local vai até 13 de janeiro. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente informou que, no último dia 29, a Prefeitura solicitou a renovação da licença, dizendo que havia volume útil disponível, cujo preenchimento se faz necessário para a finalização da reconformação dos taludes, sendo, para tanto, apresentado memorial de cálculo, elaborado por engenheiro, acompanhado de outros documentos, com volume disponível equivalente a 42 dias de operação. 

Na mesma data, um agente credenciado da Cetesb inspecionou o local e constatou o recebimento de resíduos sólidos domiciliares na face oeste do aterro com a realização da reconformação dos taludes. “Após a solicitação de detalhamentos dos cálculos e das plantas apresentadas, foi emitida a licença de operação renovação, com validade até 13 de janeiro, para que as melhorias de estabilidade do maciço sejam integralmente implantadas”, explicou o órgão. 

A companhia acrescentou que a área atualmente em uso continuará a ser monitorada após a finalização de recebimento dos resíduos e encerramento do local, com avaliação geotécnica da estabilidade e monitoramento da qualidade da água subterrânea, de acordo com as exigências elaboradas pelo órgão estadual.

A licença de operação do aterrou venceu em 31 de julho e a coleta de lixo foi suspensa, temporariamente, em 1º de agosto, já que o município não tinha onde despejar os resíduos coletados pelos caminhões. O serviço foi retomado após a Cetesb conceder a renovação da licença no mesmo dia. 

Com isso, a Prefeitura se comprometeu em fazer a reconformação dos taludes do aterro, melhorando e assegurando a estabilidade para evitar erosões. Na época, o Executivo informou que a readequação criaria um espaço para receber mais 22,5 mil metros cúbicos de resíduos, aproximadamente, sendo que a média diária de material coletado é de 180 toneladas.

Mesmo não tendo as licenças necessárias, a Prefeitura preparou o terreno para a ampliação do aterro e assinou contrato no valor de R$ 790,8 mil com a Monte Azul Ambiental para o fornecimento de material, instalação e ensaios. Após advertência aplicada pela Cetesb, o andamento da obra foi suspenso. A liberação por parte do órgão ambiental dependia de parecer da Aeronáutica, porque a legislação vigente proíbe a instalação de aterro sanitário em área com distância inferior a 20 quilômetros de aeródromos e aeroportos. No caso de Araçatuba, o aeroporto Dario Guarita fica a seis quilômetros do aterro.

A autorização da Aeronáutica foi concedida ao município em outubro. No mesmo mês, Lima enviou à Cetesb os itens que o órgão pediu para serem complementados após a emissão de licença prévia para a ampliação do aterro. As informações prestadas foram técnicas, como explicações sobre drenagem de água do local após as chuvas, por exemplo. 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Turismo, Petrônio Pereira Lima, destacou que a expectativa é que a ampliação seja concluída nas próximas semanas. Lima acrescentou que todos os procedimentos realizados na área ampliada do aterro são registradas e documentadas para auxiliar na liberação por parte da companhia.

Sócios querem que a Infraero saia do conselho do aeroporto de Confins



Os sócios privados do aeroporto internacional de Confins (MG) estudam medidas legais para tirar do conselho de administração da concessionária membros ligados à estatal Infraero, sócia do empreendimento com 49%. Para CCR e Aeroporto de Zurich — parceiras privadas que são donas dos 51% restantes —, a Infraero passou a ter conflito de interesse desde outubro, quando o governo federal liberou o aeroporto da Pampulha, pertencente à estatal, para voltar a operar grandes jatos comerciais. Em 2005, Pampulha havia transferido os vôos de longa distância para Confins, ficando apenas com aviação executiva e regional no Estado.

Sua reabertura para os grandes jatos agora representa uma concorrência para a concessionária BH Airport, ou seja, dona de 100% de Pampulha, a Infraero teria agora conflito de interesse, segundo os sócios privados, para acompanhar as reuniões do conselho de Confins. Será pedido que Eduardo Stukert, diretor jurídico da Infraero, se retire do conselho da concessionária.

O aeroporto, que fica a 38 km de Belo Horizonte, foi concedido em 2014, sob o modelo de privatização usado pelo governo da petista muito incompetente Dilma Rousseff, que determinava em 49% a participação da estatal, com cadeiras no conselho.

A animosidade entre os sócios privados e a estatal cresce desde o ano passado, quando a Infraero passou a insistir em seu plano de reabrir a Pampulha para os vôos comerciais, um desejo antigo do ex-deputado Valdemar Costa Neto, ex-presidente do PR condenado no Mensalão do PT, que tem forte influência na Infraero. Neste ano, a pressão de Costa Neto foi atendida às vésperas da denúncia da Procuradoria-Geral da República na Câmara contra o presidente Michel Temer.

O efeito da reabertura da Pampulha, porém, começou na semana passada, quando o BNDES entrou em contato com a BH Airport informando que não vai liberar neste mês o financiamento de longo prazo de R$ 500 milhões. A instituição argumenta que precisa avaliar eventuais impactos da retomada das operações no aeroporto da Pampulha sobre o caixa de Confins. O recurso seria usado para pagar um outro financiamento, o chamado empréstimo-ponte, de R$ 420 milhões, que vence em janeiro, o que coloca a concessionária em uma situação difícil para evitar um calote.

O BNDES afirma que vai propor uma renovação do vencimento do empréstimo-ponte de Confins. Os sócios privados não se manifestam. A Infraero diz que não foi informada. Nesta sexta-feira (8) os sócios privados e a Infraero já se reuniram. Na segunda-feira (11) será convocada uma assembleia extraordinária para tratar do assunto.

Empréstimo do governo do Rio de Janeiro para pagar salários será assinado na segunda-feira

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta sexta-feira (8) que a assinatura do empréstimo de R$ 2,9 bilhões com o banco BNP Paribas, que será utilizado para quitar os salários em atraso dos servidores do Estado, deverá ser assinado até segunda-feira (11). O empréstimo faz parte do plano de recuperação fiscal firmado pelo Estado com o governo federal. Segundo Pezão, após mais de um ano de negociações para fechar o plano de recuperação, “sacramentou” com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o acerto que faltava para a assinatura do empréstimo.

Em troca dos R$ 2,9 bilhões, o governo do Rio de Janeiro ofereceu como garantia ao banco até 50% das ações da Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae), que será privatizada. O custo do empréstimo será pago pelo governo do estado depois de três anos. “Para a gente colocar a vida do servidor do Estado em dia, botar este Estado caminhando, andando. Tenho certeza de que nesta próxima semana a gente vai dar esta virada no Estado. E a virada se faz não só com os resultados que estamos tendo em todo o Brasil, importantíssimos, com inflação saindo hoje abaixo de 3%, com o PIB chegando já perto de 1% de crescimento, com a menor taxa de juros na história desse País, com diversos avanços econômicos. Mas a gente tem que voltar os olhos para os empregos”, disse ele.

Durante a cerimônia de entrega da Rodovia do Contorno, que levou 22 anos para ser concluída, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira "Angora" Franco, destacou que a retomada de obras do programa vai permitir a criação de novos empregos. Moreira, que é coordenador-geral do Programa "Agora, é Avançar", avaliou que, embora os níveis de desemprego estejam em queda, o patamar dos que estão fora do mercado de trabalho ainda é elevado e impõe desafios “enormes a serem vencidos”.

“Essas obras significam no Estado do Rio de Janeiro investimentos de mais de R$ 10,5 bilhões, gerando o que é mais importante para nós, de imediato: empregos. A oportunidade das pessoas que tinham seus empregos nessas obras e que elas, paralisadas, perderam os seus empregos. Mais do que isso, vamos poder gerar melhoria da qualidade de vida da população. Então, vamos cumprir com objetivos muito importantes e fundamentais, a geração do emprego e da renda e a melhoria da qualidade de vida da população”, disse.

Para ele, o ambiente econômico mais favorável que o País está atravessando, que devem refletir no crescimento da arrecadação, dará condições ao governo federal para realizar investimentos. Moreira "Angora" Franco também criticou os problemas que surgem e atrasam o andamento de obras em razão da ação dos órgãos de fiscalização. “É como se eles se colocassem acima dos interesses da população. Eles fazem o calendário que querem, eles dão as licenças quando entendem que está na hora que tem que ser dada. Não importa se a obra está paralisada, se a população é prejudicada e se essas dificuldades todas fazem com que o país perca dinheiro”, apontou.

Juíza do Pará manda bloquear os bens de empresas do Grupo Solvi, do megalixeiro Carlos Leal Villa




A juíza Tarcila Maria Souza de Campos, da comarca de Marituba, no Pará,determinou o bloqueio de R$ 54,5 milhões das empresas Guamá Tratamento de Resíduos, Solvi Participações e Revita Engenharia. Todas fazem parte do mesmo grupo, o Solvi, cujo proprietário é o megalixeiro paulista Carlos Leal Villa. Ele teve a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público do Pará, mas foi de momento negada pela juíza. Mas o restante da diretoria do grupo lixeiro está toda presa. 

O bloqueio visa garantir o tratamento de chorume (líquido proveniente da matéria orgânica em decomposição) do aterro sanitário de Marituba, uma verdadeira lixeira no meio da floresta amazônica. De acordo com o Ministério Público Estadual do Pará, as empresas terão 20 dias para apresentar a medida emergencial de tratamento do chorume.

Na última quarta-feira (6), o Ministério Público do Pará e a Polícia Civil iniciaram a Operação Gramacho, que apura irregularidades no funcionamento do Aterro Sanitário de Marituba, na região metropolitana de Belém. A operação resultou na prisão de três diretores da empresa Guamá Tratamento de Resíduos, que opera o aterro. As prisões ocorreram em São Paulo e na Bahia. Os acusados já estão presos na capital paraense. Quatro processos criminais continuam em andamento. Os diretores da empresa Guamá são investigados por crimes ambientais.

Em janeiro, na ausência de mais lagoas para armazenamento de chorume, a Guamá despejou o líquido bruto no solo sem impermeabilização. O poluente atingiu o Igarapé Pau Grande, no Refúgio da Vida Silvestre, unidade de conservação de proteção integral. Com o início do período de chuvas, o chorume pode voltar a escorrer para o igarapé, que é do dos afluentes do Rio Guamá.


A comuno-petista Sandra Starling foi levada à força para depor sobre roubalheiras na Universidade Federal de Minas Gerais



Heloísa Starling, conduzida à força para depor nas investigações sobre desvio de dinheiro público na Ufmg, foi uma das vozes mais ferozes contra os militares na Comissão Nacional da Verdade. Na ocasião, ela disse: "A nossa democracia só vai se completar o dia que o poder militar obedecer o poder civil". A Operação deflagrada quarta-feira pela Polícia Federal e batizada de “Esperança Equilibrista” investiga o desvio de R$ 4 milhões dos R$ 19 milhões destinados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) à obra do Memorial da Anistia Política, em Belo Horizonte. As intervenções tiveram início em 2009 e até hoje não foram concluídas. Os recursos são provenientes do Ministério da Justiça. 

Durante a operação foram cumpridos oito mandados de condução coercitiva e 11 de busca e apreensão. O reitor e a vice-reitora da UFMG, Jaime Ramirez e Sandra Goulart, foram levados à sede da Polícia Federal, no bairro Gutierrez, para prestar esclarecimentos sobre o caso. Além deles, também foram conduzidos coercitivamente para depor na Polícia Federal os professores Alfredo Gontijo, atual presidente da Fundep, as ex-vice-reitoras da UFMG, Rocksane de Carvalho e Heloísa Starling, a ex-secretária de Cultura do Estado, Eleonora Santa Rosa, e as ex-funcionárias da Fundep, Sandra Regina de Lima e Silvana Coser.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária do ex-diretor do Departamento de Logística de Suprimentos e de Serviços Operacionais (DLO) da universidade, Antônio de Assis. O pedido, porém, foi indeferido pela juíza federal substituta Raquel Vasconcelos, da 9ª Vara Criminal. Para a polícia, o episódio apurado pode envolver os crimes de peculato, desvio de recursos públicos e formação de quadrilha. A operação mobilizou 84 policiais federais, 15 auditores da Controladoria Geral da União e dois do Tribunal de Contas da União.