sábado, 30 de dezembro de 2017

Moody's eleva nota de crédito da Gol


Segundo a agência de risco Moody's, a melhora da nota da empresa aérea Gol pode ser atribuída a avanços da performance operacional da companhia e a sua flexibilidade financeira. A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota de crédito da companhia Gol Linhas Aéreas Inteligentes na semana passada, passando de Caa3 para B2. A perspectiva foi revisada para estável. Segundo a Moody's, a melhora da nota pode ser atribuída a avanços da performance operacional da companhia e a sua flexibilidade financeira que culminou na emissão bem sucedida de US$ 500 milhões em bônus com vencimento em 2025.

Tesouro Nacional diz que só 16% dos tributos atrasados e em dívida ativa são recuperáveis

Um dos principais fatores que poderiam ajudar a reequilibrar as contas públicas esbarra em dificuldades para reforçar o caixa do governo. Segundo documento divulgado nos últimos dias pelo Tesouro Nacional, somente 16% dos créditos tributários (tributos em atraso) e dos tributos inscritos na dívida ativa tinham condições de serem recuperados no fim de 2016. Mesmo assim, a obtenção do dinheiro só seria possível ao longo de vários anos. Os dados constam do relatório "Uma Análise dos Ativos e Passivos da União", divulgado pelo Tesouro. O levantamento, que compara os bens e os direitos (ativos) com as obrigações (passivos) do governo federal será divulgado, a partir de 2018, até 30 de abril de cada ano. 

De acordo com o relatório, no fim de 2016, os contribuintes deviam R$ 3,4 trilhões em créditos tributários (tributos não pagos em fase de cobrança administrativa na Receita) e em tributos inscritos na dívida ativa (quando o débito passa a ser cobrado na Justiça). Desse total, o Tesouro considerou R$ 538 bilhões (16%) passíveis de serem recuperados em um processo de cobrança que leva alguns anos nas esferas administrativa e judicial.

Apesar do baixo potencial de recursos recuperáveis, o percentual subiu em relação a 2015. Há dois anos, o governo tinha condições de reaver R$ 383 bilhões, o que representava apenas 12% do estoque de R$ 3,018 trilhões de créditos tributários e de dívida ativa tributária naquele ano.

Segundo o Tesouro Nacional, a possibilidade de o contribuinte contestar continuamente as cobranças e os próprios parcelamentos especiais, como o Refis, dificultam a recuperação do dinheiro. “Isso ocorre devido ao fato de que, quando um crédito tributário é lançado, o contribuinte dispõe de amplo direito de defesa administrativa e judicial, amparado pela legislação, além da possibilidade de aderir a programas de parcelamentos de longo prazo, impactando a expectativa de recuperação desses créditos”, informa o documento.

“Ressalta-se que a perspectiva de recebimento dos saldos dos créditos tributários recuperáveis, aqui informados, é de longo prazo. Isso porque tais créditos estão submetidos ao andamento dos processos administrativos e judiciais que analisam a sua pertinência, ou ao prazo dos parcelamentos dos débitos, caso aderidos pelos contribuintes”, acrescentou o relatório do Tesouro.

Outro ponto analisado no relatório foi a diminuição da margem de suficiência para o governo cumprir a regra de ouro, que impede que o aumento da dívida pública supere as despesas de capital (entre as quais estão investimentos, como obras públicas). Determinada pela Constituição, essa regra tem como objetivo vedar o uso dos títulos públicos para financiar despesas correntes, como o custeio (manutenção da máquina pública).

Para este ano, a União terá uma folga de R$ 22,8 bilhões, graças à devolução de R$ 50 bilhões de títulos do Tesouro que estavam em poder do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mesmo com a transferência desses R$ 22,8 bilhões para o limite de 2018, o Tesouro projeta insuficiência de R$ 184 bilhões para o próximo ano. Para cobrir a diferença, o órgão negocia a devolução de mais R$ 130 bilhões do BNDES aos cofres da União no ano que vem.

Petrobras mantém aportes de US$ 74 bilhões em novo plano de negócios

A Petrobras divulgou na quinta-feira (21) seu plano de negócios para o período entre 2018 e 2022, que prevê investimentos de US$ 74,5 bilhões, praticamente o mesmo nível do plano anterior, que previa aportes de US$ 74,1 bilhões. A empresa permanecerá focada em reduzir o endividamento e colocar em produção reservas já descobertas, sem grandes alterações em relação à estratégia para o período entre 2017 e 2021. No documento, reforça a política de "preços de mercado" para os combustíveis, mas diz que a política de preços será "ativa" com o objetivo de recuperar o terreno perdido para importações de empresas privadas nos últimos anos.

A companhia manteve a meta de vender US$ 21 bilhões em ativos até 2018, apesar de ter fechado apenas US$ 4,5 bilhões em negociações até agora, e diz que não dependerá de captações líquidas para concluir os investimentos projetados no período.

Do total de investimentos, US$ 60,3 bilhões serão destinados à área de Exploração e Produção -77% desse volume voltado ao desenvolvimento de reservas já descobertas. A meta é atingir, em 2022, a produção de 3,5 milhões de barris de óleo e gás, crescimento de cerca de 30% com relação à produção atual. Deste total, 3,4 milhões de barris de óleo equivalente serão produzidos no Brasil. Ao todo, 19 novas plataformas serão colocadas em operação até 2022. Apenas em 2018, serão oito, seis delas no pré-sal.

Em apresentação divulgada em seu site, a companhia destaca ainda o retorno da atividade exploratória, que representa a busca por novas reservas, com uma média de 29 poços exploratórios por ano entre 2018 e 2022, quase o dobro dos 15 verificados no biênio 2016 e 2017.

A área de Refino e Gás receberá US$ 13,1 bilhões, com destaque para logística de gás e qualidade de combustíveis. O único projeto de ampliação de refino previsto é a segunda fase da Refinaria de Pernambuco, que depende ainda da busca por parceiros dispostos a ajudar no investimento.

A empresa projeta gerar US$ 141,5 bilhões entre 2018 e 2022. Somando o volume de venda de ativos, terá uma geração total de US$ 162,5 bilhões, que seria suficiente, segundo comunicado distribuído nesta segunda, para cumprir com todas as obrigações e investimentos no período.

A empresa mantém a meta de chegar ao fim de 2018 com uma relação entre dívida e geração de caixa de 2,5 vezes, contra os 3,4 vezes do terceiro trimestre de 2017. No quarto trimestre de 2018, diz o plano, a dívida líquida da empresa será de US$ 77 bilhões, contra US$ 88 bilhões em setembro deste ano.

O plano considera que o preço do petróleo ficará em US$ 53,00 por barril e 2018 e subirá gradualmente até atingir US$ 73,00 por barril em 2022. O câmbio também terá trajetória ascendente, passando de R$ 3,44 por dólar em 2018 a R$ 3,80 por dólar em 2022.

Embraer entregou 137 aviões até o fim de setembro


Neste ano, até setembro, a Embraer entregou 137 aeronaves, sendo 78 comerciais e 59 executivas. A companhia tem valor de mercado de US$ 3,7 bilhões, e possivelmente será comprada pela Boeing, segundo o "Wall Street Journal". Em outubro, a fabricante anunciou que iria redesenhar a cabine e o sistema de entretenimento do Phenom 300, de oito lugares, que é o jatinho mais popular da Embraer. Nos últimos quatro anos, o Phenom 300, fabricado pela empresa, tem sido o jato de maior vendagem no mundo em termos de unidades entregues, de acordo com o analista do setor Richard Aboulafia.

A Embraer teve uma receita liquida de R$ 21,436 bilhões em 2016. No terceiro trimestre deste ano, registrou lucro líquido de R$ 351 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 111,4 milhões do mesmo período do ano passado. À época do balanço, a empresa destacou a perspectiva desafiadora para 2018, pelo quanto a Embraer dependeria da sua nova linha de jatos de 70 a 130 passageiros, com a qual irá competir, com o modelo maior, com as aeronaves CSeries, da joint venture entre a Airbus e a Bombardier. "A Embraer espera que 2018 seja um ano de transição, com a entrada em operação do primeiro modelo E2, o E190-E2, aliada a um mercado ainda estável nos segmentos de aviação executiva e de defesa e segurança", disse a empresa.