domingo, 21 de janeiro de 2018

Três pessoas morrem em São Paulo por reação à vacina da febre amarela


Três pessoas morreram no Estado de São Paulo por reação à vacina da febre amarela, segundo balanço divulgado no fim da tarde desta sexta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo o governo, as vítimas, todas adultas e com menos de 60 anos, não tinham registro de doenças prévias, e as mortes por reação vacinal foram confirmadas após "análises caso a caso". Um morreu em Perus, na zona norte da capital, outro em Franco da Rocha (Grande SP) - ambos vacinados em outubro - e um terceiro morreu em Matão (a 305 km da capital), em fevereiro de 2017.


Outras seis mortes são investigadas pelo governo do Estado por suspeita de relação com a vacina. Em todo o Estado, 81 pessoas foram infectadas e 36 morreram, segundo balanço divulgado nesta sexta (19). Há uma semana, eram 21 os óbitos em decorrência da doença. Só a cidade de Mairiporã, na região metropolitana, concentra 41 casos, seguida por Atibaia (9) e Amparo (3). Nesta sexta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde da capital divulgou que investiga outras três mortes - até a quinta-feira (18), não havia casos confirmados da doença contraídos na cidade. 

A vacina contra a febre amarela é considerada segura. É feita com o vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. Mas pessoas recém-vacinadas podem apresentar reações adversas. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados nos primeiros dias após a vacinação e podem durar entre 5 e 10 dias. Reações adversas mais graves que poderiam levar a mortes, no entanto, são raras. 

A doença viscerotrópica aguda, causa da morte das três vítimas confirmadas até agora, é uma síndrome hemorrágica com sintomas semelhantes à febre amarela e sua incidência é de um caso a cada 400 mil doses aplicadas, segundo estimativa da Fiocruz (a doença pode ocorrer até 10 dias após a vacinação). Segundo a secretaria de Saúde, o quadro pode evoluir para insuficiência renal, hepática e cardíaca, problemas de coagulação, hepatite fulminante e morte. 

Só na capital, 1,9 milhão de pessoas foram vacinadas desde setembro. Ainda de acordo com a Fiocruz, doenças neurológicas como meningoencefalite (inflamação que envolve o cérebro) ou a síndrome de Guillain-Barré podem ocorrer em um caso a cada 100 mil doses de vacina dadas. Na avaliação do médico infectologista Artur Timerman, as mortes, se de fato tiverem sido causadas por reação à vacina, não são motivo para que as pessoas deixem de se vacinar. "De forma alguma se contraindica a manutenção da vacinação de pessoas na cidade de São Paulo", afirma: "O risco da doença é muito maior do que os riscos da vacina". 

Para o infectologista e professor da USP Esper Kallas, o número de mortes está dentro do esperado, em vista do grande número de pessoas vacinadas na capital paulista. "Não consigo ver uma situação diferente do que está acontecendo", diz. "Todas as vezes que você vacina milhões de pessoas, isso pode acontecer. Por isso, há um cálculo de custo benefício da vacinação". "A triagem deveria ser um negócio mais criterioso? Deveria. Mas tem gente que omite informações, não fala o que está tomando", afirma.

Preço do GLP industrial da Petrobras caiu 6,3% neste sábado para as distribuidoras


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (19), para entrada em vigor neste sábado (20), a redução em 6,3% dos preços de comercialização para distribuidoras do gás liquefeito de petróleo (GLP) destinado a uso industrial e comercial. Segundo a empresa, a alteração é necessária devido à queda das cotações internacionais do produto, cuja demanda ao longo do inverno europeu tem sido menor que a esperada pelo mercado. A Petrobras esclareceu que o reajuste não se aplica aos preços de GLP destinado ao uso residencial, conhecido como gás de cozinha, comercializado pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilogramas (kg).

sábado, 20 de janeiro de 2018

Especialista diz que sociedade precisa estar preparada para viver com menos água, é um terrorismo ambiental, porque a humanidade terá cada vez mais água potável


O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, disse nesta sexta-feira (19) que a sociedade precisa estar preparada para viver com menos água e que isso implica, do ponto de vista tecnológico, na aposta em técnicas de reúso da água. Durante palestra na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o biólogo falou sobre os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília de 18 a 23 de março. É uma afirmação terrorista ambiental, como é do gosto dessa gente que trabalha no setor de águas e saneamento básico. Com as tecnologias existentes hoje em dia já é possível produzir água potável em grandes quantidades a partir da água do mar. Além disso, a água pode ser conduzida por aquedutos (canos de borracha de alta resistência) de longa distância (por exemplo, de Foz de Iguaçu para São Paulo e até mesmo o Nordeste). 

“Precisamos rever nossos conceitos com relação ao uso da água e com relação à maneira como estamos tratando os recursos naturais que garantem a permanência da água nos ecossistemas. É um processo educacional que já vem sendo feito e acredito que esses momentos de dificuldade que estamos vivendo estimulam ainda mais nosso empenho no sentido de mudar essa cultura e tornar a população mais bem-educada”, disse Salles ao se referir à crise hídrica em parte do País. Além da necessidade de se avançar em técnicas de reúso, Salles também defendeu a busca por outras fontes de abastecimento, como a dessalinização da água do mar em cidades litorâneas e, particularmente, no Nordeste brasileiro. “A água está presente em todas as atividades humanas, inclusive nas atividades econômicas. E o fórum vai tratar um pouco de cada coisa. Não é um evento científico nem organizado exclusivamente pra governo ou sociedade civil. É uma plataforma que vai abordar todos esses assuntos numa perspectiva diversificada, para atender a todos os públicos”.

O especialista lembrou que o Brasil sempre chamou a atenção do mundo em razão do volume de água doce acumulada. Para ele, o País tem também uma legislação avançada e instituições com bom desempenho no setor. “Já temos um protagonismo. Com a realização do fórum em Brasília, neste momento em que a crise é tida como mundial, temos uma oportunidade muito grande de reafirmar os nossos compromissos, valores e ideias, compartilhar aquilo que temos de boas práticas e aprender as soluções já testadas e aprovadas em outros países”. 

Essa é a primeira vez que o Fórum Mundial da Água será realizado no Hemisfério Sul. O tema da oitava edição, "Compartilhando Água", será debatido por representantes de governos, da sociedade civil, de empresas públicas e privadas e de organizações não governamentais de diversos países. A organização espera receber mais de 60 chefes de Estado em Brasília, além de especialistas internacionais. Na programação, estão previstos mais de 200 debates e atividades educativas, informativas e culturais. Na edição de Brasília, o evento vai contar com um espaço gratuito, chamado Vila Cidadã, uma espécie de arena de debates, palestras, exposições, cinema, artesanato, bate-papos e espaço gourmet. A estrutura ficará montada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo de Brasília, representado pela Adasa, e pelo Ministério do Meio Ambiente, representado pela Agência Nacional das Águas (ANA). Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. O evento ocorre a cada três anos e já passou por Daegu, na Coréia do Sul (2015); Marselha, na França (2012); Istambul, na Turquia (2009); Cidade do México, no México (2006); Quioto, no Japão (2003); Haia, na Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).

Gaúchos são os maiores fraudadores do INSS no Brasil inteiro


O Rio Grande do Sul é o Estado que mais frauda o INSS, acumulando 27,5% das irregularidades em benefícios pagos em duplicidade pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dados foram divulgados esta semana e são escandalosos. Em auditoria, a Controladoria-Geral da União encontrou 31.055 auxílios acumulados de forma indevida no Brasil – 8.534 concentram-se no Estado. Se confirmadas as duplicidades, os pagamentos serão suspensos, e o instituto cobrará dos beneficiários os valores pagos inadequadamente. Já o órgão de controle estuda encaminhar um pente-fino detalhado sobre as agências gaúchas para identificar a origem das falhas. Entre os gaúchos, a maioria das irregularidades refere-se ao acúmulo de duas pensões. Foram 5.477 casos, resultando no pagamento indevido de mais de R$ 6 milhões mensais. Em seguida, está a sobreposição de aposentadoria com auxílio-acidente, com 1.974 episódios e prejuízo de R$ 1,2 milhão por mês.

Aneel libera turbina da Usina Hidrelétrica São Manoel para operação comercial


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta sexta-feira (19) para operação comercial a unidade geradora UG2, de 175 MW, da Usina Hidrelétrica (UHE) São Manoel. No início de dezembro, a agência conectou a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e liberou para testes a turbina do empreendimento construído no Rio Teles Pires e localizado nos municípios de Jacareacanga, no Pará, e Paranaíta, em Mato Grosso. A UHE São Manoel começou a ser construída em setembro de 2014 e, até o terceiro trimestre de 2017, recebeu investimentos de R$ 3,3 bilhões. No total, serão quatro unidades geradoras com 175 megawatts (MW) de capacidade instalada cada, totalizando 700 MW de potência. 

STJ rejeita novo pedido de transferência de Eduardo Cunha para presídio em Brasília

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, decidiu nesta sexta-feira (19) negar a transferência do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato, para o sistema prisional de Brasília. O ladrão peemedebista Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sem direito de recorrer em liberdade. Atualmente, ele está preso no Complexo Médico-Penal (CMP), na região metropolitana de Curitiba. 

Na decisão, a ministra entendeu que a questão deve ser decidida no mérito e que o mesmo pedido já foi rejeitado pela Justiça Federal em Brasília e pelo juiz Sérgio Moro, relator da Lava Jato em Curitiba. Os advogados de Eduardo Cunha alegaram que a esposa do ex-parlamentar mora em Brasília, o escritório de sua defesa fica na capital federal e que os deslocamentos para depoimentos em várias investigações geram custos ao governo.

No entanto, na decisão, Moro disse que não é conveniente para o processo penal a transferência de Eduardo Cunha para Brasília ou para o Rio de Janeiro, locais onde o ex-parlamentar teria influência política. “Sua influência política em Curitiba é certamente menor do que em Brasília ou no Rio de Janeiro. Mantê-lo distante de seus antigos parceiros criminosos prevenirá ou dificultará a prática de novos crimes e, dessa forma, contribuirá para a apropriada execução da pena e ressocialização progressiva do condenado”, decidiu.

STF extradita brasileira para os Estados Unidos, brasileiros com dupla nacionalidade podem perder cidadania agora


A decisão sobre a perda da nacionalidade de Cláudia Cristina Sobral Hoerig, nascida no Rio de Janeiro, pode afetar brasileiros que optaram por solicitar naturalização em outro país. Ao discutir o caso que levou à extradição de Cláudia, o Supremo Tribunal Federal entendeu que, ao solicitar a naturalização norte-americana já tendo o "green card" (licença permanente que permite a estrangeiros viver e trabalhar nos Estados Unidos), “ela, por livre e espontânea vontade, adquiriu a nacionalidade americana, o que importa na automática renúncia à nacionalidade brasileira, que deve ser decretada, de ofício, pelo Ministro da Justiça”, conforme afirmou o relator do caso, ministro Luiz Roberto Barroso.

Esse entendimento saiu vitorioso por 3 votos a 2 na 1ª Turma do STF. A decisão foi baseada na Constituição Federal, que estabelece que “será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; ou de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis”. Não era esse, contudo, o entendimento que vinha sendo adotado no Brasil.

No site Portal Consular do Ministério de Relações Exteriores, é informado que “a nacionalidade brasileira não exclui a possibilidade de possuir, simultaneamente, outra nacionalidade” e que “a perda de nacionalidade brasileira somente ocorrerá no caso de vontade formalmente manifestada pelo indivíduo”. Sobre a perda da nacionalidade, consta que “somente será instaurado processo de perda de nacionalidade quando o cidadão manifestar expressamente, por escrito, sua vontade de perder a nacionalidade brasileira”. Em caso contrário, não ocorrerá processo de perda de nacionalidade, de acordo com o texto. 

Diretor adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça (MJ), Tácio Muzzi reconhece que a decisão do Supremo pode ser estendida para outras situações, pois “a partir do momento em que houve aquisição de outra nacionalidade de forma incompatível com a nacionalidade nos temos da Constituição, pode ter o efeito de não ser mais brasileiro”. Muzzi destaca, entretanto, que se trata de uma medida bastante rara e “que deve ser analisada caso a caso, pois a perda tem que ser decretada pelo Ministério da Justiça”. De acordo com dados de 2015 do Departamento de Imigração dos Estados Unidos, 10 mil brasileiros adquirem voluntariamente a nacionalidade norte-americana, a cada ano.

Muzzi acrescenta que pesava contra a brasileira extraditada para os Estados Unidos a suspeita de ter assassinado o marido, o norte-americano Karl Hoerig, major da Força Aérea norte-americana e veterano das guerras do Afeganistão e do Iraque. Contra Hoerig, entretanto, pesam denúncias de violência apresentadas pela brasileira nata, que não assumiu a autoria do crime à Justiça brasileira. Nos Estados Unidos, desde o assassinato e o imediato retorno de Cláudia ao Brasil, em 2005, há campanhas em defesa da extradição dela, o que acabou ocorrendo na última quarta-feira (17). 

Comprovando a complexidade e particularidade desse tipo de situação, Muzzi aponta que o caso de Cláudia foi analisado pela Justiça brasileira ao longo de mais de dez anos. Corroborando o entendimento do Supremo, cita que, ao conseguir a naturalização norte-americana, “ela fez um juramente bem incisivo, no sentido de abdicar de qualquer outra nacionalidade”. 

Nos Estados Unidos, para adquirir a naturalização, o solicitante tem que fazer um juramento em que diz: "Eu absolutamente e inteiramente renuncio e recuso qualquer lealdade e fidelidade a qualquer principado, potestado, Estado ou soberania estrangeiros a quem ou ao qual eu tenha anteriormente sido um cidadão ou sujeito de direito”. A aplicação dessa regra não é consensual. No Supremo, o ministro Marco Aurélio Mello argumentou que o que tem peso de lei no Brasil é a Constituição, não a lei norte-americana. “A perda da nacionalidade brasileira nata não fica submetida ao fato de uma lei estrangeira deixar de reconhecer essa mesma nacionalidade”, afirmou, segundo consta nos autos do processo.

Questionado sobre possível pressão exercida pelos Estados Unidos a favor da extradição da brasileira, o que só ocorreria, de acordo com a legislação nacional, se ela perdesse a nacionalidade, o representante do Ministério da Justiça disse que “são dois Estados democráticos e, no ambiente brasileiro, além de apreciação do Ministério da Justiça, houve apreciação da Suprema Corte”.


Maior lixão da América Latina, inacreditavelmente em Brasília, encerra atividades neste sábado, o Lixão da Estrutural


Considerado o maior lixão a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural, em Brasília, foi desativado neste sábado, após quase 60 anos em funcionamento. Com aproximadamente 200 hectares, a área fica próxima ao Parque Nacional de Brasília e a cerca de 20 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. O local integra a lista dos 50 maiores depósitos de lixo a céu aberto do mundo. “Não podíamos conviver com uma ferida aberta em plena capital do País, como o lixão da Estrutural, onde seres humanos buscavam sustento de forma indigna, colocando a vida em risco; isso será parte do passado desta cidade a partir de agora,” disse nesta sexta-feira (19) o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, no Aterro Sanitário de Brasília que, a partir deste sábado (20), já passou a receber cerca de 2,7 mil toneladas diárias de lixo que eram destinadas ao lixão da Vila Estrutural.


O encerramento das atividades do lixão estava previsto para o segundo semestre de 2017, mas foi adiado após acordo com os catadores de material reciclável. O valor pago às cooperativas por tonelada de resíduos separada nos galpões de triagem, vai passar dos atuais R$ 92,00 para até R$ 350,00. Além do que receberão pela venda do material reciclável, como forma de compensar os catadores pela redução da demanda de resíduos, os profissionais cadastrados das cooperativas que trabalharem nesses galpões terão direito a uma ajuda financeira temporária de R$ 360,75. “Essas medidas somam uma média de R$ 1,2 mil por mês para os catadores que trabalharem entre quatro e seis horas por dia”, disse o governador. A inclusão dos catadores também abrange a contratação de cooperativas para prestar serviços de coleta seletiva. Atualmente, das 30 regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal, 17 são atendidas por coleta seletiva. De acordo com Rollemberg, a coleta deverá ser ampliada para todas as RAs até o final do ano. Esse modelo é adotado desde maio de 2015, quando quatro grupos de catadores assumiram o trabalho em quatro RAs. Na terça-feira (16), mais sete cooperativas assinaram contratos para prestar serviços de coleta seletiva em dez regiões do Distrito Federal. Após a desativação, o lixão da Estrutural passará a receber apenas resíduos da construção civil. Brasília continua dando mau exemplo. Lixo é energia. Se o governo do Distrito Federal instalasse no local uma usina para queima do lixo e geração de energia, estaria produzindo energia, ganhando muito dinheiro com a venda da energia elétrica, recolhendo impostos dessa venda, e promovendo um dos maiores planos mundiais de recuperação ambiental. Mas, como sempre, no Brasil, a escolha é pelo modelo mais barato, mais sujo, mais porco, e mais corruptor, Aterros sanitários são empreendimentos de baixíssima aplicação de tecnologia, baratos, e fonte de grande corrupção na política, porque um dono de aterro controla licitações de lixo promovidas pelas prefeituras e indica quem deverá ganhar. Só os Ministérios Públicos, estaduais, distrital e federal é que fazem de conta não saber disso. O Brasil, país carente em energia elétrica, onde é um produto caríssimo, despreza a maior fonte de energia segura existente no território nacional, a única capaz de gerar energia todos os dias, com absoluta segurança. 



Bolsa voltou a bater recorde


Em um dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a bater recorde, e a moeda norte-americana fechou no menor valor em três meses nesta sexta-feira. O Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta sexta-feira (19) com alta de 0,32%, alcançando os 81.219 pontos. Na quarta-feira (17), o indicador tinha fechado acima dos 80 mil pontos pela primeira vez na história. Com a valorização desta sexta-feira, o Ibovespa acumulou alta de 2,36% na semana. Essa foi a quinta semana seguida em que o índice subiu. O dia também foi de otimismo no mercado de câmbio. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (19) vendido a R$ 3,201, com queda de R$ 0,008 (-0,26%). A cotação está no menor valor desde 20 de outubro (R$ 3,19). A divisa fechou a quarta semana seguida em baixa e acumula queda de 3,41% em 2018.

Doria vai multar MBL por colar cartazes em São Paulo com crítica a sua gestão


O prefeito João Doria (PSDB) afirmou que vai multar o MBL (Movimento Brasil Livre) por colar cartazes na região da avenida Paulista, no centro de São Paulo. Aliado do tucano, o movimento colou cartazes com críticas a Doria, relacionado ao plano dele para regular os aplicativos de veículos. No início da gestão, o tucano se posicionou contra pichadores e vandalismo na cidade. Colar cartazes é proibido na cidade de São Paulo. Ele afirmou: "Vamos multar os responsáveis pela colocação dos cartazes e que as equipes de limpeza já estão retirando os adesivos afixados na região". A peça de protesto faz uma brincadeira com o slogan de Doria, "João Trabalhador", ao chamá-lo de "João Desempregador". 

Os militantes do grupo afirmam, em vídeo postado na internet, que Doria "traiu seus eleitores". "Para quem diz que a gente não critica o PSDB, a gente está batendo hoje no João Doria por causa da canalhice que ele fez", disse um dos integrantes do grupo no vídeo. Os integrantes do MBL comparam Doria ao ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, partido que sofre mais críticas do grupo.

Membro do MBL, o prefeito regional de Pinheiros (zona oeste), Paulo Mathias, foi às redes sociais criticar o MBL. "Todos vocês sabem que sou membro do MBL e defendo grande parte de tudo que reivindicam na política brasileira mas, nesse episódio dos aplicativos, na minha opinião, erraram. A resolução 16 também não é do meu agrado mas, nem por isso, vou sair por aí sujando a cidade, seja em patrimônio público ou privado", afirmou. Segundo ele, tratam-se das "mesmas estratégias da esquerda que sempre condenamos. Sempre fui contra isso e não poderia deixar de expressar minha opinião, independente de qualquer coisa". 

O MBL atuou como tropa de choque de Doria nas redes sociais e tem cargos na gestão tucana. No entanto, não é a primeira vez que faz críticas a Doria – em outra ocasião, protestou contra a decisão de cobrar imposto da Netflix. 

Governo paranaense está reformando 80% de suas 2.100 escolas


O governo do Paraná liberou recursos para melhorias em aproximadamente 80% dos colégios da rede pública de ensino. Das 2,1 mil escolas, 1,6 mil estão passando por reformas e vão começar o ano letivo com nova pintura, salas de aula reformadas, laboratórios, banheiros, rede elétrica e outras instalações restauradas. Coordenadas pelo Instituto Fundepar e com supervisão da Casa Civil, as obras estão sendo feitas através dos programas Escola 1.000, Renova Escola, Mãos Amigas e Reparo Rápido. O pacote é um dos maiores já lançados pelo governo para atender a infraestrutura da rede de ensino do Paraná e também das Apaes.

“Educação é a nossa prioridade”, afirma o governador Beto Richa. Ele destaca o programa Escola 1.000. “Esse programa representa um grande avanço na democratização da gestão das escolas, pois envolveu toda a comunidade escolar em audiências públicas para decidir onde aplicar os recursos. Foi uma decisão muito democrática e transparente de toda a comunidade escolar”, disse. Durante esta semana, o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni percorreu onze municípios do Interior para discutir com diretores escolares as principais demandas e autorizar obras em mais 25 colégios dos núcleos de educação das regiões Norte, Sudoeste e Oeste.

As reuniões do secretário com diretores, professores e comunidade escolar do interior e da capital começaram no ano passado e o objetivo é diminuir burocracias e acelerar a execução dos programas. “Os recursos foram disponibilizados pelo governador, que também exigiu celeridade. E a pressa é porque queremos começar o ano letivo com quase todas as nossas escolas reformadas. São muitas obras acontecendo ao mesmo tempo e isso exige um enorme esforço. Nosso objetivo final é oferecer uma infraestrutura adequada para professores e estudantes”, explica Rossoni.

Para Marlon Douglas Pires, que há 20 anos atua na educação pública do Paraná e há quatro coordena o Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, o pacote lançado pelo governo vai entrar para a história. “Nunca tínhamos visto um programa tão grande e tão completo na educação do Paraná. É um marco e vai transformar a realidade educacional do nosso estado”, defende Pires. Ele também destaca que os atuais programas permitem que diretores, professores e a comunidade definam quais são as prioridades de cada instituição de ensino. “Da forma como os programas são conduzidos atualmente há maior participação da comunidade. Hoje, quem faz isso são as pessoas que convivem com a escola e sabem onde o dinheiro será melhor empregado”, explica. 

Na última quinta-feira (18), o chefe da Casa Civil se reuniu com diretores escolares de Palmas, Clevelândia e Laranjeiras do Sul. Na sexta-feira (19), esteve em Irati, Prudentópolis e Guarapuava, onde vinte e seis das 59 escolas administradas pela regional estão sendo revitalizadas. E outras doze serão autorizadas por Rossoni a executar serviços de reforma.

Polícia gaúcha já prendeu os dois "midnights cowboys" que mataram jornalista homossexual em programa mortal


Na foto acima, Lucas é o que fica do lado esquerdo. Ele tem 21 anos, é um "midnight cowboy", sujeito que faz programas sexuais com homossexuais. Ele foi abordado por soldados de patrulha do Exército que atuam na segurança do Colégio Militar, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. O Colégio Militar fica na rua José Bonifácio, na margem do Parque da Redenção, o maior da capital gaúcha. A região é a preferida por homossexuais à caça de parceiros que cobram para fazer sexo. O outro da foto é Luís Eduardo (à direita), de 19 anos. 

A dupla está presa desde o final da noite desta sexta-feira. Lucas Eduardo da Silva Vaz, de 21 anos, suspeito de participação na morte do jornalista Carol Majewski. Lucas e seu amigo, preso antes, foram arrebanhados pelo jornalista, de 52 anos, para fazer sexo com ele. Carol Majewski os levou para seu apartamento na rua Riachuelo. Cada um dos "midnight cowboys" (referência ao filme de John Schlesinger, de 1969, em que o ator Jon Voight faz o papel de um cowboy texano que se transforma em garoto de programas nas ruas de Nova York; o filme tem também a atuação de Dustin Hoffmann) da José Bonifácio iria ganhar R$ 80,00 pelo programa, mas os marginais resolveram assaltar e matar o jornalista homossexual. O caso foi rapidamente deslindado pelo delegado Fernando Soares, da 1ª Delegacia da Polícia Civil. O tipo de comportamento que levou ao desenlace fatal para o jornalista Carol Majewski é muito mais comum do que se imagina. Ali já foram flagrados pela Brigada Militar ou pela Polícia Civil personagens muito conhecidos da opinião pública gaúcha, em casos que foram abafados rapidamente, com boletins de ocorrência sendo apagados, não sem que antes tenham sido copiados, os quais circularam depois intensamente em rodas de pessoas conhecidas. A Rua José Bonifácio é conhecida como um ponto maldito em Porto Alegre. Desta vez ela originou uma tragédia. Carol Majewski foi assessor de imprensa da OAB gaúcha.

Ministro Marco Aurélio Mello ameaça seu colega Toffoli sobre julgamento do foro privilegiado


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 30 dias, a partir da volta do recesso do Judiciário, para que seu colega Dias Toffoli devolva ao plenário o processo sobre a prerrogativa de foro especial, para término do julgamento da questão. Marco Aurélio Mello avisou que, depois disso, vai começar a enviar à primeira instância inquéritos de parlamentares que não devem permanecer na Corte. “Se o pedido de vista virar ‘perdido de vista’, vou implementar o meu entendimento”, disse Marco Aurélio Mello.

STJ suspende liminar que impedia posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho


O vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins, suspendeu a liminar que impedia a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A decisão foi favorável a um recurso protocolado na quinta-feira pela Advocacia Geral da União. “O assunto foi tratado em reunião realizada neste sábado no Palácio da Alvorada entre o presidente Michel Temer, os ministros Torquato Jardim (Justiça) e Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União) e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. 

Compositor mineiro de músicas de Ney Matogrosso e Milton Nascimento morre de febre amarela em Minas Gerais


Após uma semana internado em Belo Horizonte, com amigos e familiares na torcida e em campanha para doação de sangue, morreu na quinta-feira (18) o músico Flávio Henrique Alves de Oliveira, de 49 anos, por complicações da febre amarela. Ele assumiu a presidência da EMC (Empresa Mineira de Comunicação), responsável pela rádio Inconfidência e pela TV Rede Minas, em 2016. Compositor, Flávio Henrique era produtor musical muito atuante, com oito CDs autorais e um DVD. Seu último trabalho foi o CD "Zelig", lançado em 2012. Ele gravou 180 músicas e fez parcerias com grandes nomes, incluindo todos os integrantes do Clube da Esquina, como ele mesmo gostava de destacar. 

Ele é a segunda vítima na capital mineira neste ano. Em Minas Gerais, já são 23 casos confirmados e 16 mortes nesses primeiros dias de 2018. "Ele foi uma figura muito importante que topou esse desafio de assumir uma empresa pública em plena crise, com uma situação complicada de investimentos. Vai ficar um vazio enorme, não sei como vamos tocar esse barco ainda", lamentou o diretor artístico da rádio Inconfidência e amigo, Elias Santos. A Secretaria de Estado da Cultura de Minas publicou nota de falecimento afirmando que a dedicação do músico foi fundamental durante a transferência da Rádio e da Rede Minas para as novas instalações das emissoras, bem como na implantação e integração da EMC. "Flávio Henrique foi, como gestor público, o que sempre foi como artista. Uma pessoa leal e digna que pôs o seu talento a serviço da cultura de Minas Gerais e do Brasil. Todos nós sentimos profundamente a sua partida", palavras do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo. 

O músico deu entrada no Hospital Mater Dei, na capital mineira, no último dia 11, onde foi atestado o diagnóstico de febre amarela. O paciente estava no Centro de Terapia Intensiva em estado grave. Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Flávio Henrique foi contaminado em Brumadinho, município da região metropolitana de Belo Horizonte, onde estão sendo investigadas mais quatro suspeitas de infecção por febre amarela. Amigos contaram que ele teria comprado um imóvel recentemente em Casa Branca, distrito da cidade, onde já havia ocorrido uma morte pela doença neste ano. Flávio não tinha se vacinado. 

"Quando a gente pensa que estamos vivendo de novo um pânico por conta de uma doença, de um mosquito, aparentemente inofensivo... de repente a gente se vê diante de um caso com nosso irmão, amigo, tem que disseminar essa notícia mesmo", disse o instrumentista Kadu Vianna, do Quarteto Cobra Coral, do qual Flávio Henrique fazia parte e estavam juntos nesse trabalho desde 2011. O grupo seguia para o terceiro disco. No Quarteto, Flávio fazia voz, violão e piano. 

O sepultamento de Flávio Henrique ocorreu às 9 horas desta sexta-feira 19), no Cemitério Parque da Colina, no Bairro Nova Cintra, zona oeste de Belo Horizonte. Flávio Henrique deixa mulher e uma filha de 13 anos. Pelo Facebook, o cantor Lô Borges publicou uma mensagem: "Quanta tristeza. Vá em paz, Flávio Henrique. Nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos queridos". 

Presidente da EMC desde 2016, transitava por várias gerações de músicos, destacou Elias Santos. "Ele conseguia dialogar com todas as idades e estilos musicais, trouxe o forró e o hip hop para a rádio Inconfidência, que só tocava MPB". Flávio Henrique tinha discos infantis, instrumentais e participou do concursos de marchinhas que revitalizou o carnaval de Belo Horizonte em 2012. "O artista tem essa possibilidade, ele se vai mas a música fica", lembrou o amigo Elias Santos. 

Flávio Henrique estreou na carreira de cantor e compositor em 1995 com o CD "Flávio Henrique". Dois anos depois, lançou "Flávio Henrique e Marina Machado", no qual interpretou composições de sua autoria, entre elas, "Voz da criação", "Um desencontro a mais" e "Último samba". Paulo César Pinheiro foi seu parceiro em "Choro livre" e "Não tive mais o que te dar". Ainda nesse disco foi gravada a música "Lua no dia" com a participação especial de Lô Borges. Ainda na década de 1990, Flávio Henrique também teve música gravada por Ney Matogrosso. Em 2002, participou do Projeto Conexão Telemig Celular de Música, no qual teve como convidados Ed Motta e Chico Amaral. Neste mesmo ano, lançou o CD "Livramento", gravado com Chico Amaral e contou com a participação especial de Milton Nascimento, Ed Motta e Marina Machado. Em 2003, ao lado de Maria Bethânia e Milton Nascimento participou do disco "Thelmo Lins canta Drummond", no qual interpretou a faixa "Mulher nua andando pela casa", poema musicado por Thelmo Lins. 

Flávio Henrique era produtor musical muito atuante, com oito CDs autorais e um DVD. Seu último trabalho foi o CD "Zelig", lançado em 2012. Ele gravou 180 músicas e fez parcerias com grandes nomes, incluindo todos os integrantes do Clube da Esquina, como ele mesmo gostava de destacar.

No primeiro período de monitoramento da febre amarela (julho/2016 a junho/2017), foram registrados 475 casos confirmados em Minas Gerais, sendo que 162 morreram. Desde o início do 2º período, desde julho do ano passado, já foram confirmados 23 casos e 16 mortes agora. Outros 46 pacientes continuam em investigação. Do total de confirmados neste último levantamento, 21 são do sexo masculino. A média de idade é de 45 anos (31 - 69 anos). A letalidade pela doença no Estado está em aproximadamente 68,2%. Todos os confirmados não tinham sido vacinados. 

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais gira em torno de 82%. Ainda há uma estimativa de 3,5 milhões não vacinados, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais atingida pela epidemia silvestre no ano passado. Belo Horizonte alcançou uma cobertura vacinal de 86%, considerando que é necessário apenas uma dose para imunização. Neste sábado (20), os Centros de Saúde estarão abertos para vacinação, das 8 às 17 horas.

O comuno-petista Lindberg Farias ameaça: "Não é hora de uma esquerda frouxa"


O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ) postou um vídeo em sua página no Facebook endossando na quarta-feira (17) as declarações de guerra da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann (PR), segundo quem para decretar a prisão do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula vai ter que "matar gente". Embora a própria Gleisi tenha afirmado que aquela foi uma "força de expressão" e prometido ir "em paz" à cidade de Porto Alegre, Lindbergh criticou os correligionários que tentaram minimizar o impacto das declarações da senadora. "Vi gente de esquerda dizendo que não era bem isso. O que esse pessoal quer? Será que não entenderam o que está acontecendo no País? Será que acham que estamos vivendo um período de normalidade democrática? Não", atacou Lindberg. 

No vídeo, o parlamentar afirma que defende "uma nova esquerda, pronta para o enfrentamento e lutas de rua e não uma esquerda frouxa". Para Lindbergh, o processo de condenação de Lula "não tem provas e está desmoralizado". Ele cita como argumento o fato de uma juíza de Brasília ter autorizado a penhora do tríplex para saldar dívidas de delatores da OAS, o que para o petista é uma prova de que o imóvel pertence à construtora. 

O senador diz que não possível recorrer pelas vias institucionais, pois a Justiça "já mostrou que tem um lado" e o Congresso Nacional "defende os interesses do empresariado contra o povo trabalhador". A solução, afirma, é que a esquerda "tenha coragem de enfrentar, que vá para as ruas, que aposte nas lutas sociais". "Esse é o recado que temos que dar. Não vamos aceitar que eles consigam implementar a segunda etapa do golpe. A primeira foi afastar a Dilma. Agora, impedir Lula de ser candidato. Temos que falar grosso e olhar para as elites desse País". 

O vídeo do comuno-petista Lindberg (ele foi militante e dirigente do PCdoB) foi postado uma hora depois de Gleisi arrefecer o tom de suas declarações. Em entrevista à radio Trianon, ela disse que o partido insistirá na via institucional. "Somos da paz e vamos em paz a Porto Alegre", afirmou Gleisi. A senadora disse ter usado a expressão como uma demonstração do quanto Lula é amado. Ela contou que, em sua caravana pelo Nordeste, Lula era abordado por eleitores que prometiam morrer por ele. "Eles diziam 'conte comigo. Se precisar, estarei lá. Morro pelo senhor'", relatou Gleisi. 

Também na noite de quarta-feira (17), Valter Pomar, dirigente da corrente Articulação de Esquerda, afirmou em um artigo que as elites detêm o monopólio da violência no País. Pomar escreveu também que "os setores populares não podem nem mesmo levantar a voz". "Sendo assim, não admira que tanta gente - inclusive petistas - tenha achado necessário 'lembrar' a senadora Gleisi disso tudo. Afinal, não se deve esquecer qual é nosso lugar na ordem das coisas: nada de reclamar, nada de protestar, nada de reagir, apanhar calado, morrer em silêncio e ser enterrado sem pompa nem circunstância. Não se pode nem mesmo dizer que, se querem pegar Lula, primeiro vão ter que passar sobre os nossos cadáveres".

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Emirates encomenda 36 aeronaves A380 e dá sobrevida ao maior avião comercial do mundo, da Airbus


Após ter sua continuidade colocada em dúvida pela própria Airbus nesta semana, o A380 - maior avião comercial do mundo - ganhou uma sobrevida. A companhia aérea Emirates, principal operadora da aeronave, assinou nesta quinta-feira (18) um memorando de entendimento com a Airbus para a encomenda de 36 modelos - 20 estão garantidos, com a opção de mais 16. As entregas estão previstas para começar em 2020, a um preço de US$ 16 bilhões. A notícia representa um alívio para a fabricante do consórcio europeu que, na última segunda-feira (15), anunciou seu balanço de 2017, no qual bateu o recorde de pedidos (1.109), ante 912 de sua principal rival, a Boeing. A fabricante americana, porém, entregou mais aeronaves no ano passado: 763 contra 718 da Airbus. 

Durante a apresentação dos números, o diretor comercial da Airbus havia mencionado a preocupação em torno do A380: "Honestamente, se não chegarmos a um acordo com a Emirates, não teremos outro remédio a não ser parar o programa". A Emirates já opera 101 aeronaves A380, quase metade dos 222 Super Jumbo que hoje voam em 13 companhias aéreas. Ao ser lançado, em 2007, o A380, com capacidade para 575 passageiros em quatro classes e uma envergadura de 79,7 metros, tirou do Boeing 747 o posto de maior avião comercial do mundo. O primeiro sinal amarelo para o maior modelo da Airbus veio em novembro passado, durante a Dubai Air Show, quando a Emirates assinara com a Boeing um pedido de 46 aviões 787-10 Dreamliner, ao custo total de US$ 15,1 bilhões. Versão mais longa do Dreamliner, o 787-10 poderá levar até 330 passageiros no esquema de três classes. O modelo está na fase final de certificação e deve estrear este ano na Singapore Airlines. 

Dez anos antes, na mesma Dubai Air Show, a companhia dos Emirados Árabes Unidos havia encomendado 70 Airbus A350 -principal rival do 787-, mas mudou de idéia e cancelou o pedido dos aviões europeus em 2014. Desenvolvido no início dos anos 2000, o A380 foi concebido pela Airbus como o futuro da aviação de longa distância, considerando que apenas aeronaves maiores conectariam os cerca de 15 hubs (centro de conexões) globais daquele momento, localizados na América do Norte, Europa e Ásia - na época, Seul, Tóquio, Kuala Lumpur e Bancoc. O Boeing 747, que leva até 410 passageiros, era um sucesso e imperava nas rotas intercontinentais mais longas, e a Airbus não tinha um avião igual em seu portfólio. 

O crescimento vertiginoso do mercado de aviação na China e na Índia desmontou a tese dos 15 hubs globais. O encolhimento do mercado global após os ataques terroristas do 11 de Setembro colocou em xeque a existência de jatos com quatro motores, caso do 747 e do A380, que consomem mais combustível. A grande competição entre hubs na China - Pequim, Xangai, Guangzhou- e na Índia -Nova Déli, Mumbai, Bangalore - fragmentou o mercado. Opções menores e mais eficientes de ambos os lados - o A350 da Airbus e os 777X e 787 da Boeing - provaram-se mais adequadas ao mercado dos últimos anos. O A380, por acomodar tantos passageiros, oferece um ótimo custo/passageiro. Mas é exatamente seu tamanho que dificulta uma operação rentável durante todos os meses do ano. Se até no inverno do hemisfério Norte - período menos rentável comparado com o verão - é fácil preencher um vôo entre Londres-Los Angeles, o mesmo não pode ser dito da rota Nova York-Munique, por exemplo.

Quadro perdido de Rembrandt é encontrado por acaso em porão


Três irmãos de Nova Jersey, nos Estados Unidos, descobriram que guardavam em seu porão o quadro de um dos maiores nomes da história da arte européia. A tela "O Paciente Inconsciente (Uma Alegoria do Sentido do Olfato)" (1624), do pintor holandês Rembrandt, chegou aos irmãos por meio de uma herança que receberam de sua mãe em 2010. Uma das teorias é que a obra tenha chegado à família por volta dos anos 1920, quando seu avô adquirira a peça sem saber de sua autoria. Em 2015, os irmãos decidiram leiloar alguns dos objetos herdados, incluindo o quadro, inicialmente estimado em US$ 800,00 que estava embaixo de uma mesa de pingue-pongue. Os lances, no entanto, já ultrapassavam US$ 1 milhão quando um dos possíveis compradores revelou que se tratava de uma tela original de Rembrandt. A disputa se encerrou em 2016, quando a obra foi vendida por US$ 4 milhões. Ela vale dezenas de vezes mais do que isso, sem qualquer sombra de dúvida. 

Promotoria acusa desembargadora de Mato Grosso do Sul de forçar soltura do filho preso por trafico de armas e drogas


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul moveu ação de improbidade administrativa contra a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, integrante do Tribunal de Justiça e presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul. Tânia é acusada de pressionar a direção do presídio de Três Lagoas a libertar seu filho, Breno Borges, em julho de 2017, antes mesmo da chegada do alvará de soltura. Breno havia sido preso em abril, em Água Clara, a 200 km de Campo Grande, com 129 quilos de maconha e farta munição, incluindo 199 projéteis 7.62.

Collor de Melo anuncia candidatura presidencial pelo PTC


O senador Fernando Collor de Melo anunciou hoje que será candidato a presidente da República pelo PTC. Em 1989, Collor de Melo concorreu à Presidência da República pelo antigo PRN, um partido de aluguel de sigla, e derrotou o chefão da organização criminosa petista, Lula. Dois anos depois, foi derrubado por suspeita de corrupção. Renunciou duas horas antes de ter aprovada a sua cassação por crime de responsabilidade no Senado Federal. A cassação continuou valendo, apesar da renúncia. O mandato atual de senador de Collor de Melo se estenderá até 2022, razão pela qual ele concorre agora à Presidência da República. É caso único na história política do Brasil. O que só serve para comprovar que o sistema político brasileiro é recorrente. Péssimo sinal. 

Quebrou o pau na Maçonaria gaúcha, grupo opositor invade a sede para depor o Grão Mestre na marra, ele está refém na sede há quatro dias


A Maçonaria do Rio Grande do Sul está em pé de guerra. A eleição para o Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS - foi contestada na Justiça estadual. Mas, os opositores não esperaram por uma decisão judicial e invadiram a sede da entidade na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. O Grão Mestre Tadeu Pedro Drago resiste dentro do prédio há quatro dias, onde é mantido como refém, porque não pode entrar em contato com ninguém, nem com o advogado do Grande Oriente do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, "irmãos" se enfrentam na porta de entrada, com trocas de pontapés, socos, chutes e muita gritaria em um espetáculo nunca antes imaginado. Veja os vídeos de cenas do enfrentamento na Maçonaria. 


 

Leia a íntegra da carta aos maçons gaúchos escrita pelo Grão Mestre que está sendo mantido refém da oposição dentro da sede do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, na sede da entidade, na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. Até a Brigada Militar já foi chamada para intervir no conflito.





quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Internacional chega a acordo e rescinde contrato com Anderson, o UnderShow, o maior blefe da história do futebol gaúcho


O Internacional comunicou nesta quinta-feira (18) que chegou a um acordo com o meia Anderson, conhecido também como UnderShow, e acertou a rescisão contratual com o atleta. No clube gaúcho desde 2015, Anderson passou a última temporada emprestado ao Coritiba. Fora dos planos do Inter, o jogador fez a pré-temporada treinando separado dos jogadores da equipe principal, realizando trabalho no chamado 'Inter B' à espera de ofertas. Estas não vieram, o que levou ao acerto entre as duas partes. "Depois de algumas reuniões e conversas, chegamos a um acordo e, hoje, me despeço do Sport Club Internacional", diz comunicado compartilhado pelo jogador. "Queria deixar o meu mais profundo agradecimento a todos. À direção, que conduziu todas as questões de forma muito profissional, aos advogados do clube, que sempre me deram tranquilidade em todas as conversas, ao staff do Inter (pessoal da segurança, porteiros, roupeiros, massagistas e fisiologistas), às comissões técnicas, com quem tive o prazer de trabalhar, aos meninos do time B, que me deram a oportunidade de treinar no início deste ano, e aos meus colegas de elenco, com quem sempre tive uma relação de respeito e de muita amizade", agradeceu.

No texto, Anderson afirmou que o Internacional é um clube especial que o motivou a voltar ao Brasil após 10 anos no futebol europeu. "Deixei de lado tantas outras propostas para poder atuar nessa equipe. Sempre me dediquei ao extremo em treinos e jogos. Conquistei um título Gaúcho, que foi muito importante para a minha trajetória e que levarei com carinho para toda a minha vida. Fiz o máximo pelo Inter", afirmou. Agora livre no mercado, o atleta disse que irá buscar novos desafios no mercado. Anderson era o maior salário do Internacional e chegou a se aproximar de uma transação para o Cruz Azul, do México, mas esta não foi para a frente. O futebol dele foi um tremendo blefe, o maior da história do futebol gaúcho.

Michel Temer diz à Polícia Federal que não autorizou Rocha Loures a usar seu nome para receber dinheiro

O presidente Michel Temer negou à Polícia Federal ter participado de qualquer irregularidade na edição de um decreto que beneficiou empresas do setor portuário e disse que não autorizou seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures a usar seu nome para receber dinheiro ou negociar com empresários. Temer entregou nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal suas respostas às 50 perguntas feitas pela Polícia Federal sobre supostas ilegalidades na edição de um decreto –em maio do ano passado – que ampliou o período dos contratos de concessão na área de portos.

O presidente disse que não acompanhou a tramitação do decreto, não teve nenhuma influência sobre o processo e não determinou que Rocha Loures o fizesse. No entanto, afirmou não ter conhecimento sobre a possibilidade de outra pessoa ter pedido a seu ex-assessor que acompanhasse o caso. "Nunca solicitei que o sr. Rodrigo Rocha Loures recebesse recursos de campanha ou de qualquer outra origem em meu nome", afirmou Temer em uma das respostas.

"Não solicitei que o sr. Rodrigo Rocha Loures acompanhasse o referido decreto e não lhe dei nenhuma orientação a respeito", completou. Temer é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao pedir a abertura de um inquérito contra o presidente.

A investigação, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, teve como base documentos apreendidos na Operação Patmos e interceptações telefônicas de Loures. Em uma das ligações, Temer foi gravado dando informações ao ex-assessor sobre o decreto dos portos. Após a conversa, Loures repassou as informações a um interessado da edição da nova lei: Ricardo Conrado Mesquita, diretor do Grupo Rodrimar, a quem Temer disse não conhecer. Na ligação, o executivo festejou a notícia e disse que o deputado afastado seria "o pai da criança".

Em suas respostas à Polícia Federal nesta quinta-feira, o presidente admitiu ter relação com Antonio Celso Grecco, presidente da Rodrimar, empresa que teria sido beneficiada pelo decreto de maio de 2017, mas negou que tenha recebido pedidos dele. Ainda de acordo com o presidente, "empresas do Grupo Rodrimar não foram beneficiadas com a edição do decreto".

Em outro telefonema à época, Loures conversou com Gustavo do Vale Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, e pediu para que fosse acrescentada ao decreto uma norma para beneficiar empresas que obtiveram concessão para atuar em portos antes de 1993 –caso da Rodrimar em uma das áreas que a empresa explora em Santos. Rodrigo Rocha Loures foi flagrado no ano passado correndo com uma mala de dinheiro entregue por um executivo da propineira JBS, episódio que provocou a mais grave crise política do atual governo. O presidente, porém, disse à Polícia Federal que nunca solicitou que seu ex-assessor recebesse recursos de executivos do Grupo JBS em seu nome. "Nenhuma razão haveria para tanto", afirmou. Temer criticou ainda o que chamou de "impertinência" de algumas questões feitas pela Polícia Federal, como as que abordavam sua relação com seu ex-assessor José Yunes.

Ao dizer que nunca autorizou que Loures fizesse tratativas em seu nome com empresários, o presidente ainda afirmou que a pergunta coloca em dúvida sua "honorabilidade e dignidade pessoal".  Temer afirmou que manteve relação estritamente institucional com o setor de portos enquanto foi vice-presidente, durante o governo Dilma Rousseff, e também desde que está à frente do Palácio do Planalto. "Não tenho e jamais tive nenhuma relação com o setor portuário diversa das que tive como parlamentar, vice-presidente e presidente da República com os setores empresariais", disse. "Recebia e dialogava com representantes dos inúmeros segmentos sociais e empresariais do País, inclusive do setor portuário".

A Rodrimar já foi citada em inquérito sobre Temer no Supremo. O presidente foi investigado sob suspeita de participar de um esquema de cobrança de propina de concessionárias do porto de Santos. Uma planilha entregue à Polícia Federal atribuía o pagamento de R$ 1,28 milhão em propinas, sendo metade para uma pessoa identificada como "MT". A polícia entendeu que as iniciais se referiam a Michel Temer, então deputado federal, que já detinha foro privilegiado. A investigação foi remetida ao Supremo. Em maio de 2011, o ministro Marco Aurélio Mello determinou que o então vice-presidente fosse excluído do inquérito. Ele atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República, que disse não ter encontrado provas suficientes contra o hoje presidente.

Conab estima produção de café em 2018 entre 21% e 30% superior ao ano passado


O Brasil deve produzir, em 2018, safra de café estimada entre 54,44 milhões e 58,51 milhões de sacas de 60kg. A estimativa representa aumento de 21,1% a 30,1% na comparação com a produção de 2017, que atingiu 44,97 milhões de sacas. Os dados constam do primeiro Levantamento sobre Safra Brasileira de Café da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). As informações são da Agência Brasil. O café arábica tem a produção estimada entre 41,74 milhões e 44,55 milhões de sacas, com crescimento médio de 26%. Já o café Conilon, tem produção estimada entre 12,7 milhões e 13,96 milhões de sacas, com crescimento médio de 24,3%. Esse aumento é por conta do ciclo de alta bienalidade. De acordo com a Conab, a alta bienalidade acontece principalmente em lavouras da espécie arábica, com condições climáticas favoráveis e implemento de novas tecnologias. 

A área plantada do café arábica soma 1,78 milhão de hectares, o que corresponde a 81% da área existente com lavouras de café. Para a nova safra, estima-se crescimento de 0,2%, que equivale à incorporação de 3,75 mil hectares. Para a produção do café conilon, estima-se redução na área de plantio da ordem de 2,1% ou cerca de 417,93 mil hectares. Desse total, 378,62 mil hectares estão em produção e 39,31 mil hectares em formação. Minas Gerais concentra a maior área de produção da espécie, com 1,23 milhão de hectares, correspondendo a 68,8% da área ocupada com café arábica. A área plantada de café arábica tem se mantido estável nos últimos dez anos e gira em torno de 1,78 milhão de hectares. A Conab estima que a safra 2018 fique entre 28,41 sacas a 30,54 sacas por hectare, equivalendo a um acréscimo de 17,7% a 26,5%, em relação à safra passada. O acréscimo deve ocorrer em quase todas as principais regiões produtoras.

Após desabar, bitcoin reage e volta a ser negociado acima de US$ 10 mil

Após desabar 14% na quarta-feira (17) e ser negociado na mínima de US$ 9.185,00, o bitcoin se recuperava nesta noite e voltava ao patamar de US$ 10 mil. Às 19h05, o bitcoin subia 1,07%, para US$ 10.834. No horário, o ripple avançava 15%, e o ether tinha alta de 4,5%. A queda registrada mais cedo ocorreu por preocupação dos investidores com notícias envolvendo a regulação das criptomoedas. Coreia do Sul e a China estudam proibir transações com as moedas virtuais, aumentando os temores de que esse mercado comece a ser regulado. Além de Coreia do Sul e China, o Japão também sinaliza que vai começar a regular as criptomoedas, enquanto França e Estados Unidos investigam as moedas virtuais. Isso levanta temores de que a coordenação global em torno da regulação desse mercado deve ganhar força. A expectativa é que, na reunião do G20 na Argentina, em março, o tema seja discutido por autoridades. Na terça-feira, o bitcoin desabou 23%, a maior queda diária em quatro anos. Analistas especulam que a criptomoeda esteja passando por um processo de realização de lucros, após as fortes altas registradas em 2017 –acumulou ganho de 1.400% no ano passado. Não é a primeira vez que o bitcoin passa por uma turbulência do tipo. Em 2011, em um período de cinco meses, a moeda virtual perdeu 93% de seu valor.

Febraban estuda ações para reduzir juros do cheque especial

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) avalia medidas para reduzir os juros do cheque especial. Em nota publicada na quarta-feira (17), a entidade informou que estuda ações para melhorar o ambiente de crédito no País e reduzir o spread bancário, diferença entre os juros que o banco paga para captar dinheiro de investidores e as taxas cobradas dos tomadores de empréstimos e financiamentos. Em dezembro, segundo os dados mais recentes da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), os juros do cheque especial estavam em 295,48% ao ano. Dessa forma, alguém que contrai R$ 1 mil nessa modalidade deve R$ 3.295,48 ao fim de 12 meses, se não quitar a operação. O cheque especial está somente atrás do cartão de crédito, que encerrou 2017 com taxa de 321,63% ao ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o Banco Central estuda medidas para a redução das taxas.

Polícia apreende 19 fuzis na Via Dutra

Policiais rodoviários federais, em ação conjunta com agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil, apreenderam 19 fuzis automáticos, de alta precisão, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no sul fluminense, no início da tarde desta quinta-feira (18). As armas estavam dentro de um carro cujo motorista usava uma farda do Exército. O homem foi preso em flagrante. No carro havia também pistolas e drogas, em quantidade ainda não contabilizada. 

Aviões turbo-hélice da Azul são um perigo


Não é caso isolado a pane que provocou pouso forçado do bimotor ATR 72-600 da empresa aérea Azul em Vitória da Conquista (BA), segunda (15). Não é caso isolado nem mesmo naquele aeroporto, que já registrou vários pousos forçados desse avião de fabricação franco-italiana. É o mesmo que chocou o mundo em fevereiro de 2015, ao cair em um rio na zona urbana de Taiwan matando mais de 40 pessoas. Panes em ATR da Azul ocorreram em Uberlândia, São José do Rio Preto, Juiz de Fora, Salvador, Belo Horizonte, Vitória da Conquista etc. A Azul garante que “não tem fundamento” a preocupação, mas já anunciou a venda de dez dos seus trinta ATRs, e a devolução de três. O ATR 72-600 é muito usado por ser o mais barato (US$ 25 milhões), um quarto do valor do Airbus A320, e pelo baixo custo de manutenção. 

Um avião da companhia aérea Azul precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, em Vitória da Conquista (BA), na noite de segunda-feira (15). O piloto informou que houve uma pane no equipamento eletrônico da aeronave, que será submetida à inspeção. O Corpo de Bombeiros recebeu a informação de que um avião se aproximava do aeroporto com presença de fumaça. A equipe se preparou próximo à pista, mas a aeronave que vinha de Belo Horizonte (MG) não teve problemas para pousar. Os passageiros desembarcaram normalmente.

A aeronave envolvida no caso é do modelo ATR 72-600, como motores turbo-hélice e capacidade para transportar 70 passageiros. A Azul possui cerca de 30 aviões deste modelo em sua frota, que já se envolveram em outros ocorridos semelhantes. 


Outro incidente conhecido com o modelo ATR é o da TransAsia, que aconteceu em fevereiro de 2015. Por causa de uma falha nos dois motores, a aeronave caiu em um rio de Taipei, em Taiwan, deixando pelo menos 35 mortos: 15 pessoas sobreviveram ao acidente.  O pouso de emergência em Vitória da Conquista este ano não foi o primeiro caso registrado com o modelo de aeronave. Em janeiro do ano passado, o piloto de um vôo da Azul que fazia o trajeto Salvador (BA) e Aracaju (SE) solicitou um pouso de emergência, que ocorreu sem problemas.

Em dezembro de 2016, uma das aeronaves nem chegou a decolar. Um vôo que iria de Campinas (SP) a Uberlândia (MG) precisou ser cancelado depois que um dos motores do avião apresentou um problema. O vôoo saiu quase três horas depois, após a substituição da aeronave. No mesmo mês, um avião da companhia aérea precisou retornar ao aeroporto de Montes Claros (MG) depois de sofrer uma pane elétrica. A aeronave, que seguia para a cidade mineira de Belo Horizonte, pousou em segurança.O ATR, produzido pela empresa ítalo-francesa Avions de Transport Régional, fez seu primeiro vôo em 1988. O modelo vendeu cerca de 1,5 mil unidades e opera em aproximadamente 90 países.

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foi registrado apenas um acidente em 2011 com o modelo da aeronave em dez anos, causado por dano no trem de pouso, mas sem fatalidades. Em nota, o Cenipa informou que "o modelo de aeronave ATR 72 foi avaliado por diversos processos de certificação e opera regularmente em diversas regiões do mundo."  O Painel Sipaer aponta que, entre 2008 e 2017, foram registrados com o modelo ATR 72 nove incidentes caracterizados como graves. Entre os motivos estão fogo em vôo e perda de componente em vôo. No que o painel lista apenas como 'incidente', são 132 ocorrências: 24 de falhas de sistema, 22 de falha de motor em voo, 11 de danos em trem de pouso, entre outros incidentes. (CH)

Cientistas descobrem a doença que dizimou os astecas



Em 1545, os astecas do México foram atingidos por uma tragédia quando a população começou a adoecer com febres e dores de cabeça e sangramentos nos olhos, boca e nariz. Geralmente, os doentes morriam em três ou quatro dias após o contágio. Em cinco anos, 15 milhões de pessoas, cerca de 80% da população, foram dizimadas numa epidemia que os locais chamaram de "cocoliztli". A palavra significa "peste" na língua asteca nahuatl. A causa do flagelo, porém, ficou desconhecida por cinco séculos. 

O mistério agora é resolvido por cientistas do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana (Alemanha), da Universidade de Harvard (EUA) e do Instituto Nacional de Antropologia e História do México. Em estudo publicado na segunda-feira (15) na revista "Nature Ecology & Evolution", os pesquisadores apontaram como provável causa a febre entérica, gerada por uma variedade da bactéria salmonela, trazida pelos europeus. "A 'cocoliztli' de 1545-50 foi uma das muitas epidemias que atingiu o México após a chegada dos europeus, mas foi especificamente a segunda das três epidemias mais devastadoras e que levou ao maior número de mortes de seres humanos", explica Ashild Vagene, do Instituto Max Planck e da Universidade de Tübingen, também na Alemanha.

A pesquisadora, coautora do estudo, diz que cientistas puderam fornecer as provas diretas da causa da epidemia – debatida por mais de um século – usando DNA antigo. "Pela introdução de uma nova ferramenta de análise metagenômica chamada Malt, aplicada aqui para buscar traços de DNA patogênico antigo, fomos capazes de identificar a bactéria Salmonella enterica em indivíduos enterrados em um cemitério em Teposcolula-Yucundaa, Oaxaca, no sul do México", diz a introdução à pesquisa: "Com base em evidências históricas e arqueológicas, esse cemitério é o único que tem ligação com a epidemia de 1545-1550, que afetou amplas áreas do México". 

Com o novo programa de processamento de dados, a equipe analisou DNA de 29 esqueletos enterrados no local. Dez deles apresentaram traços da variedade Paratyphi C da bactéria, que causa febre entérica, da qual a febre tifóide é um exemplo. O subtipo mexicano raramente causa infecções em humanos hoje em dia. Porém, atualmente, a febre entérica também é considerada uma ameaça grave para a saúde no mundo todo. Estima-se que tenha feito adoecer 27 milhões de pessoas em todo o planeta apenas no ano 2000. A variedade tifóide provoca febres elevadas, desidratação e complicações gastrointestinais.

Kirsten Bos, investigadora do Instituto Max Planck, destaca que a descoberta é um "avanço essencial" porque apresenta um novo método para o estudo das enfermidades do passado. Os pesquisadores afirmaram que, até agora, era difícil determinar as causas de doenças a posteriori na maioria dos casos de epidemias históricas estudadas. "Em alguns casos, por exemplo, os sintomas causados por infecções de distintas bactérias ou vírus podem ser muito parecidos, ou os sintomas apresentados por certas doenças podem ter mudado nos últimos 500 anos", explicam.

O time de pesquisadores lembrou que diversas variedades da salmonela são propagadas por água ou comida contaminadas, e podem ter viajado ao México com animais domésticos levados pelos espanhóis. Sabe-se que a Salmonella enterica existia na Europa na Idade Média. Alexander Herbig, também da Universidade de Tübingen, explica que foram conduzidos testes com todos os materiais patogênicos bacterianos e com vírus de DNA conhecidos hoje em dia. A Salmonella enterica foi o único germe detectado, mas é possível que haja causadores de doenças ainda desconhecidos ou que não puderam ser detectados com o método utilizado, que possam ter contribuído para dizimar os astecas.

A epidemia "cocoliztli" é considerada uma das mais letais da história humana, aproximando-se da peste bubônica ("peste negra"), que matou 25 milhões de pessoas na Europa ocidental, cerca de metade da população regional, no século 14. Colonizadores europeus espalharam doenças quando se aventuraram no Novo Mundo, levando germes com os quais as populações locais nunca tinham tido contato, e contra os quais, portanto, não tinham imunidade. O flagelo "cocoliztli" atingiu o que hoje são México e áreas da Guatemala duas décadas depois de uma epidemia de varíola ter matado entre 5 e 8 milhões de pessoas, logo após a chegada dos espanhóis. Uma segunda epidemia "cocoliztli" matou metade da população restante entre 1576 e 1578.

Petrobras passa a alterar preço do gás de cozinha a cada três meses


A Petrobras anunciou que passará a reajustar o valor do gás de cozinha a cada três meses, em vez de todo mês, alterando a política de preços que vigorou entre junho e dezembro do ano passado. De acordo com a Petrobras, a mudança visa "suavizar os repasses da volatilidade dos preços ocorridos no mercado internacional para o preço doméstico". 

Pedro Parente, presidente da companhia, disse que a decisão é "puramente empresarial". Segundo a política em vigor até então, a estatal reajustava os valores de acordo com as cotações do butano e do propano (gases usados para fazer o gás de cozinha) no leste europeu, além de uma margem de lucro para a estatal. Isso provocou uma explosão no preço do produto, que subiu, no ano passado, 67,8% nas refinarias para envase em botijões de 13 quilos, usado em residências. 

O gás para botijões chegou a ficar congelado por 13 anos, como estratégia dos governos petistas para segurar a inflação. Para o consumidor final, o gás ficou 16% mais caro em 2017, segundo o IBGE, e foi um dos vilões do orçamento dos brasileiros no ano passado. Quem mais sentiu o impacto foram os moradores de Recife, onde o aumento foi de 33,52%, enquanto em Curitiba a variação foi de 5,28%. Aumento maior do que esse, só em 2002 (34%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo). Naquele ano, assim com em 2017, a Petrobras inaugurou uma política de acompanhamento mais próximo das cotações internacionais dos combustíveis. 

A partir desta sexta-feira (19), o preço do GLP será reduzido em 5% nas refinarias, com base em novos critérios definidos pela Petrobras. A estatal estima que o preço médio de GLP residencial sem tributos comercializado nas refinarias será equivalente a R$ 23,16 por botijão. "A Petrobras acredita que estes novos critérios permitirão manter o valor do GLP referenciado no mercado internacional, mas diluirão os efeitos de aumentos de preços tipicamente concentrados no fim de cada ano, dada a sazonalidade do produto. A referência continuará a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu, acrescido de margem de 5%", afirmou. 

Agora, os reajustes serão feitos todo dia 5 do início de cada trimestre —o próximo, portanto, deverá ocorrer em 5 de abril. Além disso, o período de apuração das cotações e do câmbio que definirão o ajuste será a média dos doze meses anteriores ao período de vigência e não a variação mensal, como era feito anteriormente. Outra mudança é a necessidade de autorização do Grupo Executivo de Mercado e Preços (formado pelo presidente da Petrobras e por diretores) para reajustes acima de 10%. O grupo também pode decidir não aplicar um reajuste integralmente, caso ele seja muito elevado, e alterar a data do aumento (ou queda) do preço. Se o reajuste não for passado integralmente, as diferenças acumuladas em um ano serão ajustadas pela Selic (a taxa básica de juros) e compensadas por meio de uma parcela fixa acrescida ou deduzida aos preços praticados no ano seguinte.

O forte aumento do gás em 2017, ano em que o desemprego esteve acima dos 12% (até novembro; os dados de dezembro ainda não foram divulgados), levou famílias a usarem fogões a lenha improvisados, no lugar de fogões convencionais, para cozinhar. Famílias também passaram a substituir o gás por etanol, chegando a provocar aumento de pacientes com queimaduras graves na maior emergência do Nordeste.  O Sergás (sindicato dos revendedores de gás de São Paulo) afirma que a alta nos preços em 2017 provocou ainda uma disparada no número de revendas clandestinas, sem ponto fixo, comercializando o produto em carros e motos por preço menor que o cobrado em estabelecimentos regulares.

Bitcoin já perdeu mais de 23% do seu valor, a maior queda em quatro anos



O bitcoin perdeu quase um quarto de seu valor –um forte contrast e com a euforia de dezembro de 2017, quando a moeda bateu o recorde de US$ 18,67 mil (R$ 60,3 mil) e encerrou o ano com uma valorização de 1.400%. Foi a maior queda desde dezembro de 2013, em meio a rumores de proibição na Ásia, onde ocorrem 75% das transações com a moeda. O governo sul-coreano afirmou, na segunda-feira (15), que estuda banir a negociação com criptomoedas. Além disso, uma autoridade do banco central da China defendeu que a negociação de moedas virtuais fosse proibida.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe do home broker Modalmais, há um forte componente de realização de lucros neste momento: "Subiu demais. A questão é que é um negócio que não é controlado pelos bancos centrais. Serve para um mercado de anonimato que permite tráfico de armas e de drogas, e serve menos para se comprar alguma coisa". Rudá Pellini, sócio da plataforma de investimento Wise&Trust, empresa que usa algoritmo para comprar na baixa e vender na alta em situações como essa, vê os investidores embolsando lucros. "As correções são duras. Por isso, a galera não pode hipotecar a casa ou vender carro para comprar criptomoedas, achando que vai ficar rico da noite para o dia", diz: "Não é um esporte para amadores, é um negócio de risco com alta volatilidade".

Os rumores constantes também são aproveitados por alguns investidores para manipular preços, segundo especialistas. A manobra é estimular a venda para abaixar o valor da criptomoeda, diz Rocelo Lopes, fundador da corretora CoinBR. "Você faz todo um movimento para comprar quando o preço abaixa. Se fosse num mercado regulamentado, daria cadeia. No mercado de criptomoedas, é tranquilo. Se você tem informações privilegiadas, melhor ainda", diz. 

O bitcoin não foi o único impactado na terça-feira. O ripple, cuja tecnologia já foi testada por bancos como Santander e UBS, recuou 40%. O ether caiu 27%. Essas opções, conhecidas como altcoins, foram escolhidas por investidores que consideraram o bitcoin sobrevalorizado. "Agora, muitos estão vendendo as altcoins pra comprar bitcoins na baixa", diz Pellini, da Wisea Trust. Outro motivo da queda foi a falta de estrutura de casas que operam com as moedas. "Algumas não conseguiram atender à demanda, fecharam e retiveram parte do fluxo comprador", diz Guilherme Rebane, da corretora Foxbit.

Máquina de engenharia social da Rede Globo, BBB deste ano inclui refugiado síria e uma petista do Acre, intenções óbvias da Platinada

Natural de Aleppo, capital da Síria, Kaysar chegou ao Brasil em busca de uma nova vida após perder familiares na guerra. Ele ainda sonha em reencontrar os pais e a irmã, que permaneceram no país. Enquanto isso não acontece, tenta ganhar a vida como garçom em Curitiba, e agora, na casa do "BBB". "Não sei de onde tirei essa idéia, o destino me colocou no melhor lugar do mundo. O que o Brasil fez comigo mudou minha vida inteira", agradece o rapaz de 28 anos, que tem tudo para ser um dos galãs do reality. Em Curitiba, foi recebido por Nacib, dono de uma loja de antiguidades e parente de sua avó. Kaysar mora nos fundos da loja de seu Nacib, a quem é muito grato. Uma das paixões do sírio é por aves. Ele diz que se identifica com os pássaros pois se sente livre como eles. Se ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão, Kaysar já tem com o que gastar: ele sonha em reencontrar a família. "Eles estão lá, debaixo das bombas, debaixo da guerra. Eu evito falar sobre esse assunto. Perdi muitos amigos, perdi uma namorada, meu tio, minha avó... Perdi muita coisa. Eu saí em 2011 e disse que ia voltar, mas não consegui. Dei a minha palavra e não cumpri. Mas não fui eu que não quis, foi o destino", disse o jovem. "Acho que se até agora eles estão vivos, é porque tem alguma coisa. É para a gente se encontrar. Deus, Universo e as energias estão preparando uma coisa muito forte para nós", sonha o rapaz. Então tá...... a Rede Globo coloca no BBB um árabe islâmico. E arremata colocando também uma petista de carteirinha. É Gleiciane Damasceno, "militante dos direitos humanos" e integrante da Juventude do PT no Acre. O BBB é uma das áreas de experiências da engenharia social praticada pela Rede Globo. Neste ano de eleições no Brasil, as manipulações do pensamento do povo brasileiro correrão soltas em escala nunca antes vista neste País. 

Ministério Público Federal cobra na Justiça 9,3 bilhões do banco BNY Mellon por roubalheira no fundo Postalis


O procurador Luiz Costa, do Ministério Público Federal em São Paulo, propôs ação civil pública para que o BNY Mellon pague ao fundo de previdência Postalis, dos funcionários dos Correios, um total de R$ 9,3 bilhões de indenização. Desse total, R$ 6,2 bilhões seriam referentes ao valor estimado dos investimentos feitos com recursos do fundo de pensão dos Correios. O restante é indenização por dano moral e restituição das taxas de administração. Tudo isso é por conta da roubalheira do Fundo Postalis comandada por esse banco americano.

Ditadura comuno-bolivariana leva Venezuela à produção minima de petróleo em 28 anos


A produção de petróleo da Venezuela caiu cerca de 13% no ano passado, segundo dados divulgados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quinta-feira (18), atingindo uma mínima anual em 28 anos que sugere um aprofundamento na crise econômica do país e maiores riscos de um calote nas dívidas. A ditadura comuno-bolivariana produziu 2,072 milhões de barris por dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd no ano anterior, uma queda de quase 300 mil bpd. Foi a maior retração entre os 13 países da Opep que se comprometeram com cortes de produção recentemente prorrogados para até o final de 2018. 

Ao contrário dos cortes voluntários de produtores como a Arábia Saudita e a Rússia que buscavam elevar os preços, a Venezuela não tem conseguido evitar a queda de sua produção por seis anos consecutivos. Uma destrutiva mistura de investimentos insuficientes, atrasos em pagamentos a fornecedores, sanções dos Estados Unidos e fuga de profissionais qualificados do país tem prejudicado a indústria de petróleo venezuelana. A queda na produção também atingiu as exportações de petróleo -principal fonte de moeda estrangeira do país para pagamento de dívidas - e o refino, criando situações de escassez ocasional do combustível no país e em alguns de seus principais aliados, como Cuba. 

A derrocada venezuelana é notável para um país da Opep que abriga as maiores reservas mundiais de petróleo. A retração da produção petrolífera também tem contribuído para piorar a recessão e a hiperinflação que tem resultado em milhões de pessoas que já não conseguem fazer três refeições por dia. Ou seja, os venezuelanos estão passando fome, igual aos cubanos. 

Julgamento do chefão da organização criminosa petista, Lula, terá transmissão ao vivo por canal do TRF 4 no You Tube


A sessão de julgamento do recurso do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, marcada para o próximo dia 24, em Porto Alegre, será transmitida ao vivo em vídeo através do You Tube. A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4) na manhã desta quinta-feira, em uma reunião realizada na Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Lula recorre da condenação do juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá, originado de propina da OAS. De acordo com o TRF4, todas as sessões de julgamento do tribunal são transmitidas pelo portal e pelo canal no You Tube desde 2012, exceto as sessões de processos em segredo de justiça. 

De acordo com o TRF4, responsável pelas imagens em vídeo, a transmissão pelo You Tube será através de um link aberto ao público, sem restrição de acesso. A sessão iniciará às 8h30 e deve durar, ao menos, até as 15h. A sede do TRF4 estará isolada por cordões policiais, porém, o perímetro exato do bloqueio não foi divulgado pelas autoridades. A rua em frente ao TRF4 poderá ser acessada apenas por jornalistas credenciados. Os grupos comuno-petistas, que pretendem tocar fogo em Porto Alegre, negociam com a Secretaria de Segurança Pública um novo local para a realização de um acampamento desde que o local anterior, no Parque Harmonia, em frente ao tribunal, foi proibido. Os comuno-petistas já estão em Porto Alegre, espalhados por todos os cantos da cidade. Alguns já ostentam bottons com a imagem do chefe da organização criminosa petista e procuram restaurantes caros e sofisticados. 

A bucaneira propineira JBS vende operação de confinamento de gado nos Estados Unidos por US$ 200 milhões


A empresa açougueira e propineira JBS fechou um acordo de venda de todas as suas operações de confinamento de gado da Five Rivers Cattle Feeding nos Estados Unidos para afiliadas da Pinnacle Asset Management LP por cerca de 200 milhões de dólares (642,3 milhões de reais), dando continuidade ao processo de desinvestimento. Em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira, a propineira JBS disse que o comprador firmará um contrato de longo prazo para fornecimento de gados às unidades de abate do grupo nos Estados Unidos.


A bucaneira propineira JBS disse que utilizará parcela dos recursos a serem recebidos com a venda para efetuar amortizações extraordinárias de dívidas sujeitas ao acordo fechado com um grupo de credores em julho do ano passado para estabilizar 20,5 bilhões de reais em dívidas por um período de 12 meses A empresa propineira, desde que foi revelado seu envolvimento em um esquema de corrupção no ano passado, está se desfazendo de ativos para reduzir a sua alavancagem, entre eles as operações de confinamento da Five Rivers no Canadá, a Vigor Alimentos e as operações de carne bovina da Argentina, Paraguai e Uruguai.

“A JBS sai fortalecida desse processo de desinvestimento e de reforço de liquidez. Conseguimos vender os ativos pelos valores que esperávamos e a geração de caixa dos negócios da companhia foi muito forte”, afirmou o presidente da empresa, José Batista Sobrinho, em fato relevante. A propineira JBS ressaltou que a conclusão da venda das operações de confinamento dos Estados Unidos depende de aprovação pelo órgão de defesa da concorrência norte-americano e da obtenção de financiamento pelo comprador, além das aprovações societárias.


As fazendas do grupo Five_Rivers_Cattle_Feeding, fundado em 1920, estendem-se por quase todo o meio oeste americano, estando localizadas nos Estados de Idaho, Colorado, Kansas, Oklahoma, Texas e Arizona (nas fotos).