quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Festival de merda nas águas de Canasvieras, Ingleses e Jurerê em Florianópolis


A Fatma (fundação de meio ambiente do governo catarinense) vai divulgar nesta sexta-feira um relatório preocupante de balneabilidade nas praias de Santa Catarina que é uma verdadeira bomba, justamente no início da curta alta temporada de verão no Estado. O levantamento, feito no último dia 2, terça-feira, aponta que todos os pontos monitorados em Canasvieiras e Jurerê, além da maior parte dos Ingleses, no Norte da Ilha, em Florianópolis, estão impróprios para banho. Quer dizer, a merda tomou conta de todas as praias localizadas na cabeça da Ilha de Santa Catarina, justamente as mais importantes e conhecidas de Florianópolis

Em Canasvieiras são oito pontos, todos estão impróprios para banho. Em Jurerê, entre o trecho da Tradicional (quatro locais) e o Internacional (dois locais), são seis pontos, todos impróprios. Nos Ingleses, cinco impróprios e sói um ponto próprio para banho. No Santinho o único ponto está próprio. O único ponto próprio para banho em Ingleses é em frente à Rua Morro das Feiticeiras, no canto esquerdo da praia.

Na belissima praia da Daniela, na entrada da baía norte (virada para a baía norte) o único ponto de monitoramento aponta o local como próprio para banho. A Praia do Forte também. Na Cachoeira do Bom Jesus os dois pontos estão próprios para banho. Na Ponta das Canas, um dos pontos está próprio e três impróprios.

Estão liberados no sistema da Fatma apenas os dados de Balneário Camboriú e Norte da Ilha e Região Continental de Florianópolis. Durante a tarde serão liberados para consulta os resultados do Leste e Sul da Ilha e da região de Bombinhas. Na Praia Central de Balneário Camboriú, contando as barras Sul e Norte, são sete pontos impróprios e três próprios (todos nas proximidades da Barra Sul).

Quem estviver em dúvida, consulte o mapa da Fatma. Todos os pontos com bandeiras vermelhas significam praias esmerdeadas, doenças ambulantes a granel: http://www.fatma.sc.gov.br/laboratorio/mapa.php

Estados Unidos suspendem ajuda para segurança no Paquistão após ameaça de Trump

Em um sinal de frustração com as políticas antiterrorismo do país, os Estados Unidos resolveram suspender a ajuda financeira para esforços de segurança do Paquistão, nesta quinta-feira (4). Segundo um memorando interno, as transferências foram "congeladas" e não há intenção de retomá-las nesse momento. O Departamento de Estado americano não deu estimativas sobre o valor que será bloqueado, mas informou que a soma é "significativa". É a segunda represália anunciada contra o Paquistão nesta semana: antes, os Estados Unidos já haviam anunciado a retenção de outros US$ 255 milhões em ajuda pela embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, que afirmou que o país faz um "jogo duplo". 

A porta-voz da diplomacia americana, Heather Nauert, disse que a retenção inclui o montante anunciado por Haley, mas não divulgou qual será a quantia total. As relações dos Estados Unidos com o Paquistão estão abaladas: no último ano, o presidente Donald Trump criticou a falta de empenho do país em combater redes terroristas que atuam no seu território. Não esquecendo, o terrorista Osama Bin Laden vivia tranquilamente no Paquistão. "Não podemos mais nos calar sobre os locais seguros que o Paquistão garante para as organizações terroristas, os talebans e outros grupos que representam uma ameaça", declarou Trump, em agosto. 

Três dias atrás, pelas redes sociais, Donald Trump chegou a afirmar que o Paquistão fez os presidentes americanos "de tolos" e retribuiu apenas com "mentiras e enganações" a ajuda humanitária e financeira de US$ 33 bilhões que o país concedeu nos últimos 15 anos. "Eles dão abrigo aos terroristas que caçamos no Afeganistão, e nos ajudam pouco. Não mais!", escreveu. Os comentários geraram protestos em Islamabad, e fizeram com que o governo paquistanês convocasse o embaixador americano no país, David Hale, para prestar esclarecimentos. O novo anúncio desta quinta-feira (4) tende a acirrar as relações entre os dois países.

Acionistas minoritários querem na Justiça o mesmo acordo que a estatal fechou nos Estados Unidos para indenizar devido às perdas pela corrupção


Uma associação de acionistas minoritários ingressou na Justiça para que a Petrobras feche no Brasil um acordo similar ao feito nos Estados Unidos nesta semana. A medida busca fazer com que a empresa pague os investidores brasileiros por perdas decorrentes de casos de corrupção investigados pela Operação Lava-Jato. A ação civil pública contra a Petrobras foi aberta em novembro, na Justiça de São Paulo, pela Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin). Segundo o vice-presidente da instituição, Aurélio Valporto, mesmo que a companhia alegue que foi vítima de corrupção, ela tem responsabilidade por apresentar informações incorretas aos acionistas. “Quem foi pedir dinheiro aos acionistas, com um balanço fraudulento, não foi o Lula, a Dilma ou o Mantega. Foi a Petrobras”, disse ele.

O objetivo da ação pública é conseguir reparação a todos os acionistas, não apenas os associados da Aidmin, afirma Valporto. A associação abriu o processo após perceber que haveria chance de o acordo nos Estados Unidos prosperar. Na quarta-feira, a petrolífera divulgou que fechou um acordo com acionistas americanos para encerramento de uma ação coletiva (class action) para compensar perdas de investidores por causa da divulgação de informações incorretas, ocasionadas por corrupção. O acerto prevê pagamentos no total de 2,95 bilhões de dólares (9,5 bilhões de reais). A agência de classificação de risco Moody’s considerou a medida positiva para a avaliação de crédito da empresa.

Valporto considera que mesmo que a Petrobras não tenha formalmente admitido culpa do caso nos Estados Unidos, ela não faria pagamentos se não se considerasse responsável. A Admin espera que o desfecho lá fora pressione a Justiça daqui a se posicionar sobre o assunto em breve. “Se não for feito um acordo aqui, o recado é que só se fez acordo lá porque lá a Justiça funciona”, disse.

Polícia Federal prende ex-primeira dama do Amazonas que escondia objetos para impedir investigação


A ex-primeira dama do Amazonas, Edilene Oliveira, esposa do ex-governador José Melo, escondeu objetos alvos da Polícia Federal durante as investigações da Operação Maus Caminhos, que apura um esquema de propina e desvios milionários nas verbas da Saúde do Amazonas. A informação consta em um relatório assinado pelo delegado federal Caio César Cordeiro e direcionado ao delegado federal Alexandre Teixeira.

Presa preventivamente na manhã de hoje na Superintendência da Polícia Federal, em Manaus – juntamente com o marido José Melo, Edilene ordenou o arrombamento de boxes alugados por ela e pelo ex-governador na sede da empresa Paraguardar, na avenida Torquato Tapajós, na capital amazonense. Segundo a Polícia Federal, a ex-primeira dama foi à sede da empresa no dia 23 de dezembro, um dia antes da Polícia Federal, com o propósito de levar e esconder objetos suspeitos.

“Ao iniciar as buscas, pela manhã, formos informados pelo representante da empresa (Paraguardar), bem como, por funcionários da empresa, que a senhora Edilene Gomes de Oliveira, esposa do investigado José Melo de Oliveira, esteve no local, no dia anterior, 23/12/17, por volta das 12:00h, acompanhada de dois parentes, permanecendo por cerca de duas horas, ocasião em que solicitou abertura dos boxes 1106 e 1108, ora objetos de busca (da Polícia Federal)”.

Conforme documento da Polícia Federal, a ex-primeira dama se mostrou “bastante abalada e chorosa” na sede da empresa Paraguardar pedindo acesso aos boxes dela e do esposo mesmo sem apresentar as chaves para abrir os depósitos. “Os boxes tiveram de ser arrombados pelo funcionário da própria empresa, pois a senhora Edilene informou que as chaves haviam sido levadas pela Polícia Federal no dia da Operação Estado de Emergência”.

Ainda segundo a Polícia Federal, Edilene Oliveira retirou algumas caixas semelhantes às caixas de cera encontradas pelas equipes de investigação em outro boxe no local. Para conseguir levar as caixas, a ex-primeira dama contou com a ajuda de um parente dela, um homem que não teve a identidade confirmada e que carregou uma caixa no ombro. Toda a ação deles foi registrada pelas câmeras de segurança da empresa Paraguardar.

Edilene Oliveira foi levada à sede da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (4) após ter a prisão preventiva decretada pela juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. Segundo a juíza, tanto Edilene quanto José Melo estavam ameaçando testemunhas da Operação Custo Político, a segunda fase da Maus Caminhos, e escondendo documentos suspeitos.

José Melo, que já estava preso na sede da Polícia Federal desde domingo (31), teve a prisão temporária convertida em preventiva também em decisão da juíza federal Jaiza Fraxe. O governador cassado por compra de votos foi preso pela primeira vez durante a terceira fase da Maus Caminhos, a Estado de Emergência, deflagrada em 21 de dezembro com objetivo de investigar crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de capitais e organização criminosa envolvendo o ex-governador. 

No último 13 de dezembro, foram presos ex-secretário do governo Melo, durante a segunda fase da Maus Caminhos, nomeada de “Custo Político”: dois ex-secretários de Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias, o ex-secretário de Administração e Gestão, Evandro Melo – irmão de José Melo, o ex-secretário de Fazenda, Afonso Lobo, e o ex-secretário de Casa Civil, Raul Zaidan, entre outros. Também foi preso, novamente, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, principal alvo da primeira fase da Maus Caminhos.

A operação Maus Caminhos foi deflagrada pela primeira vez em setembro de 2016 com foco em desmantelar uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas através de contratos com empresas terceirizadas, sendo a principal operadora do esquema o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade de Mouhamad Moustafa e que inspirou o nome da operação. Na época, a Polícia Federal afirmou que mais de R$ 110 milhões foram desviados.

Ex-governador ladrão peemedebista Sérgio Cabral é denunciado no 20º processo na Operação Lava Jato


O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro apresentou mais uma denúncia envolvendo o ex-governador ladrão peemedebista Sérgio Cabral por corrupção passiva. Esta é a 20ª denúncia contra Sérgio Cabral: uma foi apresentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e as outras 19 pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, como desdobramentos da operação de Curitiba. 

O ex-governador ladrão peemedebista (um pleonasmo) já tem quatro condenações pela Justiça Federal. Também foram alvo da denúncia o ex-secretário de Obras, Hudson Braga, Wagner Jordão Garcia (apontado como operador financeiro do esquema criminoso), Alex Sardinha da Veiga (ex-coordenador de licitações da empresa Oriente Construção Civil) e Geraldo André de Miranda Santos (diretor e atual administrador da Oriente). 

Os procuradores afirmam que esta nova denúncia apresentada em decorrência das operações Saqueador e Calicute abrange esquema criminoso de corrupção em torno dos contratos celebrados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro com a construtora Oriente. 

Segundo a denúncia, ao menos entre 2010 e 2014, o ladrão peemedebista Sérgio Cabral, por meio de Braga e Garcia, solicitou e recebeu propina de Alex Sardinha e Geraldo André. Em geral, o valor cobrado era de 1% dos contratos celebrados. “Com efeito, o pagamento de propina em relação às obras públicas executadas pelo governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral e Hudson Braga era prática generalizada, que certamente gerou o pagamento de dezenas de milhões de reais em propina”, afirmam os procuradores na denúncia. 

Em 21 de dezembro, o ladrão peemedebista Sérgio Cabral foi denunciado outras duas vezes junto com o ex-chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, e o empresário Georges Sadala. Também foram alvo das duas denúncias Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carlos, que, segundo o Ministério Público Federal, eram os operadores da organização.

Presidência determina análise do pedido de Marchezan Jr. para envio de tropas federais a Porto Alegre

A Presidência da República pediu nesta quinta-feira (4) aos ministérios da Defesa e da Justiça que avaliem o ofício recebido do prefeito de Porto Alegre (RS), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), pelo qual ele solicitou o envio de tropas da Força Nacional e do Exército para o dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região deverá julgar a apelação do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. Segundo a Presidência, caberá aos dois órgãos avaliar a legalidade e a possibilidade de atendimento ao pedido. Depois de uma resposta dos dois ministérios, o tema deverá ser discutido entre ministros e o presidente Michel Temer. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que "pessoalmente" não vê a "possibilidade de emprego das Forças Armadas nesse caso". "Se consultado, reafirmarei a desnecessidade", disse o ministro. Jungmann informou que, até as 15h40, o pedido ainda não havia chegado ao ministério, e ponderou que normalmente pedidos de operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) partem dos governadores de Estado, não de prefeitos, por força da Constituição. 

No Ministério da Justiça, a assessoria informou que já existem 200 homens da Força Nacional em atividade no Rio Grande do Sul desde agosto de 2016. Segundo a assessoria, caberia ao governo do Estado manejar esse contingente, caso necessário, para outras atribuições. Mas um eventual pedido de ampliação do número de soldados também poderia ser levantado pelo governador.

No final de 2017, a permanência da tropa no Rio Grande do Sul foi prorrogada por decisão do ministro e a pedido do governador Sartori. A tropa foi requisitada após uma onda de violência ter assolado Porto Alegre. Em poucos dias do segundo semestre de 2016, uma médica foi assassinada, um homem foi morto a tiros dentro de um hospital e uma mulher que esperava o filho sair da escola foi morta por assaltantes. Em agosto passado, quando se completou um ano da presença da Força Nacional no Estado, o governo divulgou que o índice de homicídios teve uma queda de "9% a 10%". 

Na carta enviada a Temer nesta quarta-feira (3), Marchezan Júnior afirmou que há "ameaça de ocupação de espaços públicos municipais pelos diversos movimentos sociais que manifestaram-se publicamente nesse sentido" e que teria ocorrido "menção à desobediência civil e luta propugnadas nas redes sociais por alguns políticos, inclusive senadores da República". Ele solicitou tropas da Força Nacional e do Exército "para auxiliar na segurança da população e proteção dos próprios prédios públicos municipais, em razão do iminente perigo à ordem pública e à integridade dos cidadãos porto-alegrenses".

Ex-presidente do Comitê Organizador da Copa da Rússia é expulso do órgão


Uma semana após deixar a presidência do COL (Comitê Organizador Local ) da Copa do Mundo da Rússia, Vitali Mutko foi expulso do órgão, no qual ainda integrava o Conselho de Supervisão. A expulsão veio em decreto assinado nesta quinta-feira (4) pelo primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev. Mutko havia renunciado à chefia do COL e da Federação Russa de Futebol para batalhar na CAS (Corte Arbitral do Esporte) contra o seu banimento pela vida imposto pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). 

Mutko era o ministro do Esporte na época dos Jogos Olímpicos de Sochi-2014, quando, segundo o comitê internacional, a Rússia praticou irregularidades no seu sistema de controle de doping. No momento, ele segue com suas funções como vice-primeiro-ministro. O documento assinado por Medvedev também oficializou o que já era sabido, que Alexei Sorokin será o responsável por presidir o COL a partir de agora.