domingo, 7 de janeiro de 2018

Bugatti Chiron vai a leilão com valor estimado em R$ 14 milhões



Foram apenas 500 unidades produzidas com potência de 1.500 cv, o Bugatti Chiron virou sonho de consumo. Mas quem não conseguiu comprar uma unidade ainda tem uma chance. Um Chiron irá a leilão em Paris em fevereiro pela quantia estimada entre 3,2 milhões e 3,6 milhões de euros - equivalente em nossa moeda entre R$ 12 milhões e R$ 14 milhões. Este precinho é um pouco alto não apenas pela supermáquina, mas também pela exclusividade. O Chiron 2017 que será leiloado pela RM Sotheby’s é uma das 20 primeiras unidades a serem entregues em todo o mundo, com menos de 1.000 km rodados marcando no hodômetro. 

Quando foi apresentado em 2016, a Bugatti o descrevia como “o superesportivo mais potente, mais rápido, mais luxuoso e mais exclusivo de produção do mundo”. Seu motor 8.0 W16 com quatro turbos entrega o torque máximo de 163 kgfm, com velocidade máxima limitada a 420 km/h - para uso nas estradas. E a aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2,5 segundos, segundo a fabricante. O Chiron saiu da fábrica de Molsheim, na França, com preço inicial de 2,4 milhões de euros na época, cerca de R$ 9 milhões. O modelo que será leiloado traz pintura azul em dois tons, interior com revestimento de couro marrom e opcionais como o volante de fibra de carbono e as pinças de freio também em azul. Ele foi entregue ao primeiro dono em abril de 2017. 

PDT é mesmo o partido campeão em governismo no País, está em todas as boquinhas

No Ceará e na Bahia, são aliados do governo do PT. No Pará, apóiam o PSDB. Também firmaram alianças com governadores do PSB, do MDB, do PP e do PCdoB. O PDT, legenda que na esfera federal faz oposição ao presidente Michel Temer (MDB) e lançou o nome de Ciro Gomes como candidato ao Planalto em 2018, tem filiados ocupando 22 secretarias estaduais em 13 unidades da federação. É o partido que mais cargos de primeiro escalão ocupa em governos de outros partidos. Depois do PDT, completam o topo do ranking de cargos em primeiro escalão em governos aliados MDB, PSB, PSDB e PSD, nesta ordem.

Os dados apontam para uma capacidade camaleônica dos partidos em apoiar governos de diferentes linhas ideológicas. Peemedebistas (hoje emedebistas) são parceiros do PT no Piauí e em Minas Gerais, a despeito da firme oposição no plano nacional desde a eclosão do impeachment da mulher sapiens estocadora de vento e ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A recíproca acontece em Sergipe, onde petistas são aliados do governador Jackson Barreto (MDB). 

O PDT firmou a maioria de suas alianças com governos de esquerda, mas também tem parcerias com o PSDB no Pará e no Paraná e cargo no primeiro escalão do governo do MDB no Rio de Janeiro.  Na verdade, PSDB e PMDB são também partidos que aderem aos princípios esquerdistas, são neokeynesianos, são corporativistas estatais, são estatizantes, são defensores de gastos sociais irresponsáveis e criminosos gerando endividamentos completamente doidivanas. Tratam o Estado como se fosse coisa sua. "Cada Estado tem sua característica particular. Em muitos casos, a nomeação é mais da relação pessoal do filiado com o governador do que uma aliança institucional entre partidos", afirma o presidente nacional do PDT, o dono de banca de jornais e coletor de jogo de bicho Carlos Lupi. 

Os secretários estaduais pedetistas Thiago Pampolha (da pasta de Esporte do Rio de Janeiro) e Edgar Bueno (de Assuntos Estratégicos do Paraná) licenciaram-se da sigla para assumir ou permanecer no cargo. Por outro lado, o partido trouxe para seus quadros, nos últimos meses, secretários estaduais que não tinham filiação partidária no Acre, no Espírito Santo e em Alagoas. Neste último, o PDT está em um típico caso de "um pé em cada canoa" - aderiu ao governo Renan Filho (MDB) e ocupa cargos na gestão do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), provável adversário do governador em 2018.

A presença dos partidos no primeiro escalão também reflete a força da legenda na negociação por cargos. Em muitos casos, o espaço conquistado nos governos aliados é maior do que o tamanho com que o partido saiu nas urnas. É o caso do PCdoB, que, com uma bancada de 12 deputados federais, ocupa dez secretarias em seis governos aliados. Além da parceria com os governos petistas, o PCdoB também compõe com governadores como Renan Filho (MDB), de Alagoas, Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, e Robinson Faria (PSD), no Rio Grande do Norte.

O maior parte das pastas ocupadas pelo partido, contudo, tem baixo orçamento. "A gente procura colaborar com os governos em áreas que temos afinidade, como esporte, cultura e direitos humanos", afirma o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA). Na Bahia, o partido tem a pasta do Trabalho e Esporte, além da secretaria de Políticas para Mulheres. Outro exemplo é o PPS, que tem uma bancada de apenas nove deputados federais, mas teve força para emplacar cargos de primeiro escalão em oito governos -mais do que o DEM, que tem 30 deputados federais.

Outras siglas com maior bancada na Câmara, como PR, PRB e PSC, têm menos força nos Estados e baixa presença em secretarias. Em três casos, o principal partido aliado possui mais secretarias do que o do próprio governador, tornando-se uma espécie de "sócio majoritário" da gestão de outra legenda. No Ceará, por exemplo, comandado pelo governador petista Camilo Santana, o PDT ocupa quatro secretarias, incluindo algumas estratégicas como Fazenda e Infraestrutura. O PT, por sua vez, ocupa três pastas.

O protagonismo pedetista é resultado das costuras para a eleição de 2014, quando os ex-governadores Cid e Ciro Gomes apadrinharam a candidatura de Santana. O mesmo acontece em Santa Catarina, onde o MDB ocupa cinco secretarias, enquanto o PSD do governador Raimundo Colombo ocupa quatro. No Espírito Santo, o PSDB tem mais secretarias que o MDB, partido do governador Paulo Hartung. Há ainda casos de secretários filiados a partidos adversários de seus respectivos governadores.

No Ceará, o tucano Maia Júnior assumiu a secretaria de Planejamento do governo petista de Camilo Santana e tem implementado medidas de contenção de despesas e equilíbrio fiscal, bandeiras históricas do PSDB. Ainda há um emedebista como secretário no governo Tião Viana (PT) no Acre e um filiado ao PCdoB no primeiro escalão da gestão de Pedro Taques (PSDB-MT).

Celas modulares começam a ser implantadas em Curitiba para receber presos


A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná começou a implantar, na quarta-feira (3), as celas modulares em delegacias de carceragens da Grande Curitiba. Os trabalhos começaram pelo 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba, onde as seis primeiras celas modulares foram colocadas. As celas modulares, equipadas com camas e banheiro, serão instaladas em seis cidades — Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Maringá, Londrina e Cornélio Procópio.

As celas modulares são uma alternativa para reduzir a lotação das cadeias e também das fugas em massa. Só no final do ano passado cerca de 107 presos fugiram das cadeias, e apenas 30 foram recapturados. A intenção é que com as celas modulares, do tipo “shelters”, 612 novas vagas sejam abertas para atender as cadeias e equilibrar o sistema. 

Produção industrial cresce 0,2% em novembro, aponta IBGE

A produção industrial teve alta de 0,2% em novembro em relação a outubro, divulgou o IBGE na sexta-feira (5). É a terceira alta consecutiva do indicador. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 4,7%, menor do que a variação observada em outubro (5,6%), mas a sétima alta consecutiva no indicador. No acumulado em 12 meses encerrado em novembro, a alta foi de 2,2% —o melhor resultado desde setembro de 2013 (2,3%). 

A indústria foi um dos primeiros setores a sentir a crise que atingiu a economia brasileira mais fortemente a partir de 2014. Neste ano, a indústria iniciou um movimento de recuperação, ainda que lenta e gradual, da sua produção. Quando considerada a variação mês após mês, a produção da indústria teve comportamento errático no primeiro semestre, com altas intercaladas por quedas. Mas desde setembro que a produção registra altas consecutivas. Em outubro passado, o indicador havia variado também 0,2%. Em setembro, a alta havia sido de 0,3%, na comparação com o mês imediatamente anterior. Apesar da melhora nos últimos três meses, o patamar de produção em novembro está 16,7% menor da produção brasileira, verificado em junho de 2013. A alta de novembro esteve um pouco menos disseminada que no mês anterior —12 dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE registraram crescimento na produção. 

No mês anterior haviam sido 15 setores com variação positiva. Os destaques estiveram nos segmentos de produtos farmacêuticos (alta de 6,5%), metalurgia (2,2%), alimentos (0,7%) e papel e celulose (2,3%). 

Na ponta oposta, das maiores perdas no mês, os destaques negativos foram as bebidas (-5,7%), roupas (-5,8%), máquinas e equipamentos (-1,4%) e veículos, reboques e carrocerias (-0,7%). Entre as chamadas grandes categorias econômicas, houve melhora em duas das quatro investigadas pelo IBGE, com destaque para bens de consumo duráveis, que tiveram alta de 2,5%. Bens intermediários tiveram alta de 1,4% em novembro. Os chamados bens de capital, que são as máquinas voltadas ao setor produtivo, não registraram variação em novembro, após alta de 1,1% em setembro. 

O indicador é importante termômetro do investimento da indústria e estava baseado principalmente no aumento das vendas de caminhões, tratores e carrocerias. Segundo o gerente da pesquisa de Indústria do IBGE, André Macedo, a alta dos bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, esteve relacionada ao aumento de produção pelas empresas com vistas às vendas de final de ano. A base de comparação depreciada, já que a indústria amarga perdas desde o final de 2014, também contribuiu para a melhora das estatísticas de produção, explicou Macedo.

Bancos já têm mandatos para R$ 15 bilhões em emissões de ações em 2018

Os bancos de investimento já têm mandato para cerca de R$ 15 bilhões em emissões de ações para os primeiros quatro meses de 2018, apesar da volatilidade que será gerada com a eleição presidencial. A expectativa é de mais expansão do fluxo de entrada de capital estrangeiro ao Brasil, o que poderá levar a um aumento dos volumes de ofertas de ações na bolsa brasileira, caso nenhuma surpresa política ao longo do processo eleitoral atravanque as emissões. As ofertas previstas seguem na esteira do bom ano de 2017, quando as emissões de ações superaram os R$ 40 bilhões, o melhor desde 2009, desconsiderando a mega capitalização da Petrobras em 2010. Já com pedido de registro de ofertas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão: a Blau Farmacêutica, dona da Preserv, prevista para fevereiro, e o Grupo SBF, dona da varejista Centauro, com seu IPO programado para o mesmo mês. Ainda para o início de 2018 é esperada a oferta da Neoenergia, que cancelou sua estréia programada para dezembro passado. É aguardada também a oferta subsequente (follow on) do Banrisul. Estava na fila para abertura de capital a Algar Telecom, mas esta suspendeu os planos depois de ter uma fatia vendida ao fundo soberano de Cingapura, o GIC.

Para o diretor gerente do Bradesco BBI, Leandro Miranda, algumas notícias podem ainda impulsionar o mercado de ações no ano que vem. "A aprovação da reforma da Previdência não está na conta dos investidores e se ela sair em fevereiro haverá uma nova reprecificação para cima para Brasil e teremos um segundo trimestre muito forte, o que aumentará o volume de ofertas", destaca o executivo. Apesar da tendência clara do primeiro semestre ser mais forte do que o segundo, visto que as empresas preferem evitar a volatilidade trazida pelas eleições, uma definição das urnas com uma chapa alinhada à atual política econômica poderá manter a janela aberta para emissões.

O executivo afirma que o fluxo de capital estrangeiro ainda não veio, de fato ao Brasil e que essa entrada alterará o patamar da bolsa brasileira, hoje ao redor dos 79 mil pontos. Miranda destaca que o fluxo positivo em 2017 veio, em sua maior parte, de fundos passivos e que a participação do Brasil ainda está baixa em relação à vista no passado, mesmo só levando em consideração a alocação dos fundos direcionados a países emergentes e os da América Latina.

De qualquer forma, o chefe do banco de investimento do Bank of America Merrill Lynch (Bofa), Hans Lin, afirma que a orientação por conta da volatilidade esperada pelas eleições é de que as empresas já preparadas acelerem o passo para precificarem suas ofertas no primeiro semestre do ano, dada a falta de visibilidade para os meses seguintes. O executivo aponta que nas últimas ofertas, que se desenrolaram no último mês do ano passado, a presença do investidor estrangeiro foi majoritária, revertendo um cenário observado no início de 2017. "Esse fato pode mudar com uma alteração mais rápida das taxas de juros americanas, o que pode mudar o apetite dos investidores", alerta Lin. Para este ano, a estimativa do banco americano é de que as ofertas de ações alcancem R$ 35 bilhões.

Fabio Nazari, sócio do BTG Pactual, aponta que a chegada do investidor estrangeiro poderá ser forte, a depender do cenário político, pois os fundos globais nem começaram a entrar no País. "O Brasil está competindo por recursos com outros mercados emergentes e um desdobramento político poderá fazer com que o Brasil ganhe market share nessa disputa", salienta o executivo. Para o diretor do banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenlees, nem mesmo um eventual rebaixamento do rating brasileiro pelas agências de classificação de riscos deve alterar o apetite dos investidores, visto que já é um movimento esperado pelo mercado. "Esse fator já está hoje no preço", comenta.

O histórico das aberturas de capital de 2017 também trará uma contribuição positiva. "Outro ponto importante que ajuda é o desempenho das ações, na média, dos IPOs lançados neste ano, que tiveram bom retorno, o que ajuda a posicionar outras empresas. Terminamos 2017 muito bem. Estamos entrando em 2018 conservadoramente otimistas, já existe um pipeline", afirma o executivo do Itaú BBA. Já o responsável pelo banco de investimento do Morgan Stanley no Brasil, Alessandro Zema, diz que os bancos entram em 2018 com muito trabalho, com ofertas já encaminhadas e com outras empresas preparadas para pedirem registro no órgão regulador. "Os bancos trabalharam muito até o fim de ano. Vamos ter muita atividade no início do ano, a dúvida que temos neste momento é como serão as janelas no segundo semestre", comenta.

Miranda, do BBI, diz que no momento estão sendo trabalhadas 13 operações, com seus prospectos em fase de montagem. "Não vemos preponderância de nenhum setor. O investidor não está comprando um único segmento, mas a recuperação da economia brasileira", diz. Outro fator que traz um olhar ainda de otimismo para o próximo ano, a despeito dos desafios, segundo Nazari, do BTG, será uma melhor avaliação das empresas, que irão apresentar desempenho mais positivo em 2018 e estarão mais desalavancadas. "Os fundamentos microeconômicos melhorarão os múltiplos e isso dará mais fôlego. Começamos a ver melhora nos balanços no terceiro trimestre, já tivemos balanços bons e vamos continuar a ver essa retomada da perfomance das companhias", afirma o executivo.

Primeiro ministro de Israel volta a cobrar o fechamento da agência da ONU para apoio ao terrorismo palestino


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, voltou a cobrar neste domingo (7) o fechamento da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), que ele acusa de ser anti-Israel, segundo uma declaração de seu gabinete. Na verdade, essa é uma agência da ONU para financiamento do terrorismo palestino. Tem sido sempre assim, além de fomentar a cultura da antissemitismo e da violência contra Israel e os judeus no meio do povo árabe. "A própria existência da UNRWA perpetua o problema dos refugiados palestinos e a história do suposto direito de retorno, cujo verdadeiro objetivo é a destruição do Estado de Israel", disse ele durante reunião do Conselho de ministros. 

"É por isso que a UNRWA deve ser desmantelada e suas atividades fundidas às da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)", acrescentou Netanyahu, que fez declarações semelhantes em junho passado durante a visita a Israel da representante dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley. Os palestinos são os únicos a ter sua própria agência de ajuda, enquanto os outros milhões de refugiados em todo o mundo dependem do ACNUR, acrescentou o primeiro-ministro.

Em um comunicado, o porta-voz da UNRWA, Chris Gunness, recordou neste domingo que o mandato da agência provém da Assembleia Geral das Nações Unidas, e que a tarefa que lhe confia consiste em "continuar proporcionando seus serviços até que se encontre uma solução justa e perene para os refugiados palestinos". "O que perpetua a crise dos refugiados é o fracasso das partes (em conflito) a acabar com esta situação", acrescentou. "Isso precisa ser resolvido no contexto de negociações de paz, baseadas nas resoluções da ONU e no direito internacional, e requer um compromisso ativo da comunidade internacional", afirmou. Esse organismo da ONU é um lixo antissemita. 

Acionista da Eletrobras vai escolher entre venda ou fechamento dessa estatal corrupta


Os acionistas da Eletrobras vão decidir no dia 8 de fevereiro se a empresa deve assumir dívidas de 11,240 bilhões de reais para viabilizar a venda de suas distribuidoras de energia, além de direitos e obrigações no valor de 8,477 bilhões de reais, ou fechar as empresas. O edital de convocação da assembléia geral extraordinária, publicado na sexta-feira pela companhia, envolve as distribuidoras que atuam nos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia Roraima, Alagoas e Piauí. A proposta da empresa, que será submetida aos acionistas, prevê duas alternativas para cada uma das concessionárias: venda ou liquidação. A primeira proposta que deve ser discutida é composta por um pacote de venda de ações da distribuidora, associada a contratos de 30 anos de concessão, pelo valor simbólico de 50 mil reais cada uma. 

Nesse cenário, a holding Eletrobras deve assumir uma parte das dívidas de cada uma das empresas, além de direitos e obrigações das distribuidoras com fundos setoriais como Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No conjunto das seis distribuidoras da Eletrobras, as dívidas somam 11,240 bilhões de reais, e os direitos e obrigações, 8,477 bilhões de reais. 

Entre esses direitos e obrigações, estão processos que envolvem discussões no âmbito da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e na Justiça, e podem, ao fim de cada processo, se tornar créditos ou débitos. Em alguns casos, são valores que foram reconhecidos como créditos para as distribuidoras por meio da publicação da Medida Provisória 814, publicada na semana passada. A MP prevê o pagamento de 3,5 bilhões de reais de algumas dívidas dessas empresas pela União, além do reconhecimento de créditos de 587 milhões de reais para a Ceron e 300 milhões de reais para a Eletroacre.  Ainda na primeira alternativa, a Eletrobras propõe ao Conselho de Administração que exerça a opção de elevar sua participação nas distribuidoras em até 30%, após a venda de cada empresa. Essa fatia resultaria da conversão, em ações, de dívidas detidas pelas concessionárias junto à holding. 

O segundo cenário proposto pela companhia, caso a venda das distribuidoras não se concretize, é a dissolução e a liquidação. Nesse cenário, o governo venderia apenas a concessão (dona dos ativos e direito de exploração do serviço), e a empresa (responsável por trabalhadores e dívidas) seria extinta pela Eletrobras. Dentro do governo, a liquidação é vista como a pior opção, pois isso pode elevar as dívidas da holding e, eventualmente, exigir uma capitalização bilionária da União na companhia. Sem recursos para uma operação de socorro previstos no Orçamento, a companhia pode até mesmo quebrar. 

Na proposta da Eletrobras para as distribuidoras, o pior cenário é o da Amazonas Energia. Dos 11,240 bilhões de reais que a Eletrobras teria que assumir em dívidas, 8,911 bilhões de reais são da distribuidora amazonense. Como condição para venda da Amazonas Energia, a Eletrobras exige a separação das atividades de geração e transmissão da companhia (que ficariam com a holding) das de distribuição (que seriam vendidas).

Barcelona compra o brasileiro Coutinho do Liverpool, por R$ 620 milhões

O Liverpool acertou a venda de Philippe Coutinho para o Barcelona por 160 milhões de euros (R$ 620 milhões). O meia já viajou para a Espanha ainda neste sábado (6) para finalizar os detalhes da transação, que envolve o pagamento de 120 milhões de euros à vista e outros 40 milhões conforme variáveis estipuladas em contrato. Pelo novo clube, Coutinho assinará vínculo de cinco anos, mas não poderá jogar a Liga dos Campeões nesta temporada - ele já disputou a competição pelo Liverpool. Até a Copa do Mundo, portanto, o jogador será utilizado somente no Campeonato Espanhol, que o Barçelona lidera, e na Copa do Rei, na qual a equipe está nas oitavas de final. Coutinho abriu mão de 10 milhões de euros para ir para o Barcelona. O valor corresponde a uma bonificação que seria paga a ele pelos ingleses. O iraniano Kia Joorabchian e o brasileiro Giuliano Bertolucci, representantes do clube espanhol nas tratativas, negociaram no sábado (6) com a diretoria do Liverpool na Inglaterra. Após aceitar a saída do atleta, o Liverpool retirou as camisas do jogador de suas lojas oficiais na Inglaterra. O brasileiro vestia a camisa 10 na equipe de Merseyside. O seu número no Barcelona ainda não foi confirmado. Assim que o Barça fizer o anúncio oficial, vai encerrar uma das maiores novelas do futebol europeu dos últimos meses e garantirá a terceira maior transação da história, atrás somente de Neymar, que custou 222 milhões de euros ao PSG, e Mbappé, que está por empréstimo no mesmo clube e será adquirido em julho por 180 milhões de euros. 

O Liverpool resistia em abrir negociação pelo jogador e o técnico Jürgen Klopp se recusava a comentar a possível saída de seu principal destaque, mas a insistência dos catalães e o desejo do atleta de sair acabaram sendo fatores decisivos. No início da temporada europeia, no meio do ano passado, Coutinho chegou a ficar de fora dos primeiros jogos do Liverpool enquanto o Barcelona investia para tentar contratá-lo. O cenário se repetiu recentemente, com o jogador desfalcando o time inglês nos dois últimos jogos. Nas duas ocasiões, o clube alegou problemas físicos para justificar as ausências do camisa 10. Em janeiro do ano passado, Coutinho havia renovado seu contrato com o Liverpool até 2022 e recebido aumento salarial. A equipe, agora sem seu principal armador, ocupa atualmente a quarta colocação do Campeonato Inglês e está nas oitavas de final da Liga dos Campeões, em que vai enfrentar o Porto.

Puxada por exportações, produção de veículos cresce 25,2% em 2017


Puxada pela alta nas exportações, a produção de veículos no Brasil cresceu 25,2% em 2017 em comparação com o ano anterior. Ao todo, foram produzidos 2,7 milhões de carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. Os números foram divulgados na sexta-feira (5) pela Anfavea, associação que representa as fabricantes de automóveis instaladas no País. A entidade acredita que o PIB crescerá 3% em 2018 e calcula que a produção só voltará aos níveis de 2012 e 2013 em cinco anos, entre 2022 e 2023. 

Na quinta-feira (4), a Fenabrave, associação que representa as distribuidoras de veículos, fez previsões sobre o retorno das vendas ao nível de 2012, quando 3,8 milhões de unidades foram licenciadas. Segundo a entidade,o resultado só deverá ser repetido em 2024 ou 2025. As exportações subiram 46,5% no ano passado, com 762 mil unidades enviadas ao Exterior, novo recorde do setor. "Novembro foi o melhor mês da história das exportações, com 73,1 mil unidades. Em 2005, havíamos exportado 725 mil veículos", diz Antonio Megale, presidente da Anfavea. 

Em valores, o envio de veículos ao Exterior representou US$ 15,9 bilhões em 2017, com alta de 48,6% sobre 2016. O acordo de comércio mais recente foi feito com a Colômbia, com a primeira leva sendo enviada em dezembro. O acordo é por cotas, limitadas a 25 mil unidades por ano. 

O número de empregados nas montadoras cresceu 4,6% no ano passado, que fechou com 126,7 mil funcionários contratados. A alta na produção fez empregados que estavam fora das linhas de produção voltarem às fábricas. "Em março de 2016 tínhamos 39 mil pessoas afastadas em sistemas de proteção ao emprego. No fim do ano, eram 1.285", afirma o presidente da Anfavea. 

As vendas internas cresceram 9,2% em 2017, com 2,24 milhões de unidades emplacadas. Os estoques estão em 219,1 mil carros, suficientes para 31 dias de vendas. "O mercado foi um pouco melhor do que prevíamos, esperávamos 2,2 milhões de emplacamentos", diz Megale. Para 2018, a associação das montadoras prevê alta de 13,2% na produção e de 11,7% nas vendas internas. 

As exportações devem crescer 5% pela estimativa da Anfavea, com 800 mil unidades enviadas ao Exterior. Em meio a números positivos, continua o impasse sobre a nova regulamentação do setor automotivo, o programa Rota 2030. "Com o fim do Inovar-Auto, esperávamos que o novo programa fosse anunciado em dezembro. Mas fomos informados pelo presidente Michel Temer que a definição deverá ocorrer no fim de fevereiro", afirma o presidente da Anfavea. Segundo o executivo, as novas metas de eficiência energética irão abranger o período de 2018 a 2022.

Presença de Trump inspira frenesi de segurança em jogo de futebol americano universitário em Atlanta


A partida entre Alabama Crimson Tide e Georgia Bulldogs na noite da próxima segunda-feira (8), na cidade de Atlanta, ganhou um status particular de exposição nos Estados Unidos devido à provável presença do presidente Donald Trump. Todo o aparato de segurança para o evento do futebol americano universitário tem enfrentado um processo de adaptação nos últimos dias. Segundo a imprensa americana, a polícia de Atlanta vem trabalhando em cooperação com o serviço secreto dos Estados Unidos para esboçar a estratégia de segurança para a aparição especial do presidente. 

Na última quinta-feira (4), autoridades de Atlanta organizaram uma coletiva de imprensa para tratar do caso, em que a chefe de polícia Erika Shields manifestou que os torcedores evitassem levar armas ao estádio. "Por favor, por consideração e por senso comum, nós não podemos ter pessoas trazendo armas para a partida e deixando-as em seus carros", manifestou Shields. Por sua vez, a prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, declarou que o serviço secreto vem se preparando para esta aparição de Trump "há meses". 

A autoridade local ainda deixou um recado aos torcedores que comparecerão ao evento: "aproveitem a partida, aproveitem a cidade, deixe que cuidemos dos detalhes". A Casa Branca ainda não confirmou oficialmente a presença do presidente na partida decisiva do futebol americano universitário. No entanto, consultada pela CNN durante a semana, a secretária de imprensa Sarah Sanders afirmou que Alabama e Georgia "são dois grandes times, de dois grandes estados, ambos no coração do país de Trump". Desde que assumiu a Casa Branca, o 45º presidente dos Estados Unidos tem tido aparições limitadas em eventos esportivos. Antes do jogo da próxima segunda, Trump prestigiou apenas eventos de golfe, uma de suas modalidades preferidas. Em 2017, o mandatário esteve no Aberto dos EUA feminino e na Presidents Cup.

Varejo brasileiro estima perdas de mais de R$ 11 bilhões com feriados de 2018


Estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam que o comércio varejista brasileiro deve perder R$ 11,3 bilhões em 2018 em decorrência dos feriados nacionais e pontes. Esse montante é 15% superior ao dado projetado em 2017. Esse aumento é motivado exclusivamente pela projeção de crescimento nas vendas do comércio para o próximo ano, uma vez que o número de feriados e pontes em 2018 será o mesmo que em 2017.

As perdas das lojas de vestuário, tecidos e calçados devem atingir R$ 1,3 bilhão, crescimento de 25% em relação a 2017, a maior taxa de crescimento entre as cinco atividades avaliadas. Em termos de faturamento, o destaque é o segmento de outras atividades, que perderá em torno de R$ 4,6 bilhões, 13% a mais que em 2017. É importante ressaltar que nesse grupo, é preponderante o comércio de combustíveis, além de joias e relógios, artigos de papelaria, dentre outros.

Já os setores ligados aos bens essenciais devem participar com 38% do total da perda no próximo ano. Segundo as estimativas da Federação, o segmento de supermercados deve deixar de faturar pouco mais de R$ 2,7 bilhões, 7% acima do calculado para 2017, enquanto as farmácias e perfumarias tendem a registrar perda de R$ 1,6 bilhão, 18% superior a 2017.

Nos cálculos, a FecomercioSP desconsiderou os feriados estaduais e municipais, que também prejudicam, em média, a atividade comercial. Além disso, foram excluídos os setores que comercializam bens duráveis, como veículos, eletrodomésticos e materiais de construção, pois são consumos planejados, de modo que, independentemente de feriados ou pontes, a compra será realizada.

Assim, o estudo se limitou aos feriados nacionais e aos setores passíveis de sofrerem uma redução no ritmo de vendas, em que a compra por impulso é relevante, uma vez que os produtos, em grande parte, têm valor unitário mais baixo, como os que compõem o setor de roupas e calçados e perfumaria e cosméticos. Os impactos da Copa do Mundo, que será realizada entre os meses de junho e julho em que o Brasil jogará em dias de semana, também não foram considerados.

Na análise da Entidade, não há espaço para a discussão de revisão de pontes e feriados, porque outros segmentos econômicos importantes se beneficiam desse período, principalmente aqueles ligados ao turismo, como transporte, hospedagem, passeios e cultura. Vale ressaltar também que o calendário com essas datas específicas já está estabelecido e consolidado, e cabe a cada empresa definir sua estratégia para esses períodos.

Outro ponto importante é que até novembro havia grande dificuldade das pequenas e médias empresas (cerca de 80% do total) em abrir aos feriados. Muitas delas optavam por não funcionar por causa dos custos trabalhista e do fato de o funcionamento não cobrir o faturamento daquele dia. A FecomercioSP entende que a nova legislação facilitará essa decisão e haverá a negociação entre empregado e empregador sobre a possível abertura e também caso seja um feriado importante para uma determinada atividade em poder utilizar do novo modelo de contrato intermitente.

Cronista e romancista Carlos Heitor Cony morre aos 91 anos no Rio de Janeiro

O romancista, escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morreu por volta das 23h de sexta-feira (5) aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano e morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos. Nascido em 14 de março de 1926, em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, Cony fora considerado "mudo" pela família até os quatro anos de idade. Só emitira o primeiro som ao levar um susto na praia de Icaraí (Niterói) ante o surgimento de um hidroavião vermelho vindo do mar em direção à areia. Em 1941, quando já estava com 15 anos, uma cirurgia poria fim ao problema. A clausura foram os anos passados no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido, de 1938 a 1945, período em que estudou os clássicos gregos e romanos, praticou diversas línguas, conheceu música lírica e, principalmente, trocou muitas idéias, em especial consigo mesmo. Do seminário, onde ingressara por vontade própria e de onde saiu aos 19 anos e meses antes de obter a tonsura, Cony herdou grande capacidade de concentração e o hábito de sempre se ocupar com alguma coisa, o tempo inteiro, além do gosto pela liturgia. Mas conheceu, também, o valor da dúvida, a experiência dolorida da ruptura e o alto custo a pagar pela livre expressão de pensamento e opinião. 

Em "Informação ao Crucificado" (ficção com tonalidade autobiográfica em forma de diário publicada em 1961), o jovem seminarista João Falcão relata o tenso e decisivo diálogo no qual, acuado, respondendo a uma pergunta do Senhor Arcebispo ("por que você quis ser padre?"), explicava: "Porque achei bonito ser padre. Bonito e difícil". Pouco a ver com "levar almas a Deus" ou com apego religioso, portanto. Réplica do Arcebispo: "...ou você muda radicalmente sua maneira de pensar, ou faça-me o extraordinário favor de abandonar o quanto antes o Seminário". Ao longo dessa experiência, solidificou-se uma personalidade marcada pelo ceticismo, alérgica a grupos – fossem ou culturais–, assumidamente individualista e, por isso mesmo, também errática, imprevisível. 

Em maio de 2000, no discurso de posse da cadeira número 3 da Academia Brasileira de Letras, Cony definiu-se, citando Eça de Queiroz, como um "anarquista entristecido, humilde e inofensivo". "Não tenho disciplina suficiente para ser de esquerda, não tenho firmeza suficiente para ser de direita e não tenho a imobilidade oportunista do centro". Em 1946, aos 20 anos, como quem busca um novo eixo, o ex-seminarista ingressa na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Abandona a instituição, porém, no ano seguinte. 

De 1948 a 1950, frequenta o Curso de Preparação de Oficiais de Reserva (CPOR). Nesse intervalo, casa-se em 1949. Nascem as filhas Regina Celi (1951) e Maria Verônica (1954). Ao longo da vida, Cony teve mais três casamentos formais e duas uniões informais –além de um filho, André Heitor, nascido em 1973. Filho de Julieta de Moraes e do modesto jornalista Ernesto Cony Filho –morto em 1985 aos 91 anos e celebrizado em 1995 como protagonista de "Quase Memória"–, Cony ingressa oficialmente no jornalismo aos 26 anos, em 1952, como redator na Rádio Jornal do Brasil. Antes tivera passagens como "setorista" da Gazeta de Notícias na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em substituição ao pai. Foi também no lugar do pai –vítima de uma isquemia cerebral – que Cony passou a ser credenciado pelo "Jornal do Brasil", em 1955, na Sala de Imprensa da Prefeitura da cidade. 

O primeiro romance ("O Ventre") é escrito nesse ano. Em 1956, o autor o inscreve sob pseudônimo para o Prêmio Manuel Antonio de Almeida, concurso da Prefeitura. A comissão julgadora considera o livro "muito bom", mas nega-lhe o prêmio por achá-lo forte demais para um certame oficial. Em apenas nove dias, para cumprir o prazo de inscrição, o autor produz seu segundo romance, "A Verdade de Cada Dia", e com ele vence o concurso, em 1957. 

Com "Tijolo de Segurança", recebe o mesmo prêmio, em 1958. Os três romances viriam a ser publicados respectivamente em 1958, 1959 e 1960 pela Civilização Brasileira, dirigida por Ênio Silveira, que "adota" Cony como autor de ponta da prestigiosa editora. Seguem-se "Informação ao Crucificado" (1961), "Matéria de Memória" (1962) e "Antes, o Verão" (1964). 

Nessa inusitada avalanche de romances, a crítica observou a composição de um retrato impiedoso da classe média carioca, em compasso existencialista com elevada dose de autocomiseração, assim como a expressão do vazio individual, da incomunicabilidade e da ausência de perspectivas coletivas –tudo isso, na perfeita contramão da euforia da era Juscelino Kubitscheck. 

Voluntária ou involuntariamente, Cony já assumia, em todas essas obras, a postura muito própria de enfrentamento que marcaria toda a sua trajetória pessoal e profissional. Ao comentar "A Verdade de Cada Dia" em 1961, o crítico Paulo Rónai classificava os romances de Cony como "chocantes e pungentes", com um "lugar definitivo na história da ficção brasileira". Na "História Concisa da Literatura Brasileira", Alfredo Bosi via a obra do autor como uma "experiência cortante de neo-realismo psicológico". 

O projeto inicial do ficcionista era compor um conjunto de dez romances, uma série sobre a "condição humana". Auto-ilusão, sem dúvida, pois Cony, desde o início, sempre foi, acima de tudo, uma máquina humana de escrever; vulcânica, acelerada, infatigável, fora de controle do próprio dono. Não só produziu bem mais do que dez romances (foram 16 no total), como enveredaria incansavelmente pela crônica e outros vários gêneros: romance-reportagem, biografias, ficção infanto-juvenil, adaptações de clássicos nacionais e estrangeiros. 

No total, sua produção reúne 65 publicações, sem falar naquelas realizadas em parceria ou a participação em coletâneas. Escrevia de modo compulsivo, como extensão, no papel, de sua fisiologia. Muitas vezes se classificou como um autor "sem estilo" –embora, segundo diferentes críticos, isso esteja longe da realidade. Sempre auto-irônico, disse numa entrevista: "Acho que já poluí demais o mercado editorial. O Ibama deveria tomar uma providência contra mim". 

Foi como cronista –cuja estreia se deu em 1962 no "Correio da Manhã" (onde fora contratado em 1960 como copidesque e depois editorialista) – que Cony surgiu para uma faixa mais ampla de leitores. A coluna, em revezamento com o escritor Otávio de Faria (1908-1980), chamava-se "Da arte de falar mal". Quando de sua reunião em livro, em 1963, o crítico Fausto Cunha destacou o domínio da língua e a temática individual, elogiando-lhe, entre outros aspectos, a "audácia da afirmação", uma qualidade, segundo ele, ausente em "nossos cronistas". 

A explosão pública de Cony, porém, ocorreria no ano seguinte, logo após a implantação da ditadura militar, em 1964. Avesso a grupos, sem laços partidários nem compromissos programáticos, o cronista pôde se dar o luxo de, a partir de abril daquele ano, agir por instinto, atirar sozinho, expor-se como e quando achasse melhor em reação à implantação do regime militar. 

As crônicas dos dias e semanas imediatamente posteriores ao Golpe são de uma ousadia sem igual em toda a imprensa. Cony dava nome aos bois. Chamava o golpe de "quartelada", ironizava a presença político-militar dos Estados Unidos no país, investia contra os altos comandantes do novo regime. O impacto de seus textos era proporcional ao pasmo que tomara conta da maior parte dos setores atingidos pelo golpe, ainda mais por serem provenientes de um autor antes freqüentemente tachado de "alienado" e individualista - rótulos que ele próprio, diga-se, nunca rejeitou. 

O então ministro da Guerra, general Costa e Silva, moveu ação com base da Lei de Segurança Nacional, considerando as crônicas ofensivas às Forças Armadas. Mais tarde, a defesa do jornalista conseguiu que o processo ocorresse sob a Lei de Imprensa (em que as penas eram menores). Cony foi condenado a três meses de prisão, com direito a sursis. De 1964 a 1972, sofreria 12 processos, sendo detido em seis oportunidades; na mais grave delas, ao final de 1968, com a decretação do Ato Institucional N° 5, chegou a ficar quase um mês na prisão. 

Em 1965, sob pressão, o escritor deixa o "Correio da Manhã" e começa a trabalhar nas Edições de Ouro (Ediouro) –fazendo adaptações de clássicos, traduções e prefácios–, além de colaborar com diferentes publicações. Chega a escrever uma telenovela ("Comédia Carioca") para a TV Record, censurada. No começo de 1966, sai o romance "Balé Branco", dedicado a Carlos Drummond de Andrade, Austregésilo de Athayde, Alceu Amoroso Lima e Fernando de Azevedo, os quais haviam deposto em favor de Cony na Justiça durante o processo que sofrera pela ação de Costa e Silva.

Nesse período publicaria, entre outros livros, uma coletânea de contos ("Sobre Todas as Coisas", 1968) e produziria, para a Bloch Editores, reportagens que mais tarde redundaram no livro "Quem Matou Vargas?" (1972). A Civilização Brasileira edita em 1967 o mais polêmico dos romances do autor: "Pessach: a Travessia", obra que tematiza o drama vivido por boa parte da esquerda e da intelectualidade em relação ao engajamento ou não na luta armada contra a ditadura. 

Embora com uma orelha assinada pelo filósofo Leandro Konder, um dos responsáveis então pela política cultural do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o livro é explicitamente crítico quanto ao papel desempenhado por essa organização no enfrentamento ao regime. Primeira ficção com fundo político de Cony, "Pessach" causou debate até mesmo na sua reedição, em 1997, oportunidade em que o autor afirmou ter sido boicotado à época pelos jornalistas e intelectuais ligados ao PCB na difusão do livro –denúncia contestada por dirigentes comunistas daquele período como Ferreira Gullar e o próprio Konder. 

Em circunstâncias políticas e pessoais desconfortáveis, Cony viaja ao Exterior, passando por Paris, Moscou, Praga e Havana. Na capital cubana –inicialmente como jurado do concurso Casa de Las Américas–, permanece durante onze meses, entre 1967 e 1968. Sem perspectiva profissional, na volta ao Brasil Cony aceita o convite de Adolpho Bloch para trabalhar no seu grupo editorial –cujo apoio aos governos militares era explícito –, onde permaneceria por cerca de 30 anos. No dizer do próprio jornalista, foi uma opção por ajustar-se a uma espécie de "prisão de luxo", com bons salários e viagens constantes ao Exterior. 

Ali, de início, ajudou a finalizar o livro das memórias de Juscelino Kubitschek, para depois exercer sucessivamente diversos cargos executivos, dirigindo revistas de entretenimento como "Ele & Ela", "Desfile" e "Fatos & Fotos". Em meados dos anos 1970, passaria a escrever para a "Manchete", carro-chefe da Bloch, datando de 1976 a entrevista que realizou com o delegado Sergio Paranhos Fleury, do Dops, então símbolo maior da aplicação da tortura no Brasil, fato que lhe rendeu ainda mais animosidade por parte da oposição ao regime. 

Para a esquerda, ao integrar o grupo de Bloch Cony fizera uma espécie de pacto com o diabo. Para a geração mais nova, que começava a entender alguma coisa apenas em meados dos anos 70, seu nome já se associava, ainda que indiretamente, à zona de influência do regime - o mesmo que ele combatera anos antes de modo tão escancarado e impetuoso. Mas o "lobo solitário de feroz individualismo" (expressão de Ênio Silveira) não estava nem um pouco incomodado com tudo isso. Arredio, reagiu de maneira bem própria, bem "conyniana", escrevendo o romance "Pilatos" (1974). 

Trata-se de um livro cáustico, com traços escatológicos e pornográficos, cujo protagonista, um sujeito que fora castrado depois de sofrer um acidente, perambula pelas ruas do Rio com seu pênis preservado num vidro de compota. Um texto "originalíssimo (...) não tem semelhança com nenhuma outra obra da literatura brasileira", nas palavras de Otto Maria Carpeaux. "(...) Este romance pede inteligências abertas, capazes de descobrir, em meio à falação desabrida, ao grotesco à la Goya ou à mordacidade à Daumier, o quanto há de humano, sofrido e pungente nessa parábola escrita antes com sangue e lágrimas do que com riso", analisava Mário da Silva Brito. 

Cony sempre viu em "Pilatos" o seu melhor livro. Não tanto pelas qualidades literárias, mas principalmente por ser, segundo dizia, o único que o expressava integralmente e que só ele poderia ter escrito. Com essa obra, ele "chuta o pau da barraca", à esquerda e à direita. Lava as mãos e se despede da ficção. Nesse período, segundo contava, vivia feliz, um "clone às avessas do seminário". Sentia-se bem casado, passou a andar com rabo-de-cavalo, vestia calça vermelha, pintava quadros, viajava. Teve um filho e uma neta. Assessorava Bloch em assuntos pessoais e profissionais. Publicou livros-reportagem e pequenas obras infanto-juvenis. 

No final da década de 1980, chegou a assumir o departamento de teledramaturgia da TV Manchete e a esboçar sinopses de novelas como "Kananga do Japão" e "Dona Beja". Por que deixou de produzir literatura? Ele mesmo respondia: "Preferi viver. A vida estava boa, divertida, foi uma fase em que não senti necessidade de escrever". 

Como o publicitário Augusto Richet de "A Casa do Poeta Trágico" (1997), porém, Cony "se recusava ao crepúsculo". A energia produtiva de Cony serviu-lhe, também, para retomar a ficção num momento de infelicidade, dois anos depois, quando obrigou-se a permanecer noites acordado a cuidar de sua setter Mila, gravemente adoecida. Nesses momentos, sem premeditação, acabou por escrever, num período intensivo de três semanas, o livro "Quase Memória" (1995), misto de romance, reportagem e crônica centrado na figura de Ernesto Cony Filho, obra que marcou a sua volta ao mundo da ficção. Mais do que elogio à personagem pitoresca do velho jornalista, trata-se de um lírico pedido de desculpas do filho pelo desprezo que sempre alimentara em relação ao pai. Mila, a cadela, morreria poucos dias antes de encerrar-se o livro, que é a ela dedicado. 

O êxito de crítica e de público desse "quase romance" levou Cony a deixar para trás a promessa, feita mais de vinte anos antes, de abandonar a literatura. Aos 70 anos de idade, ele inaugura uma nova avalanche de romances: "O Piano e a Orquestra" (1996), "A Casa do Poeta Trágico" (1997), "Romance sem Palavras" (1999), "O Indigitado" (2001), "A Tarde da sua Ausência" (2003) e "O Adiantado da Hora" (2006). 

Com esses livros, receberá sucessivamente oito prêmios literários, dentre eles o "Machado de Assis", da Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo conjunto da obra, em julho de 1996. Em 1998, recebe do governo francês, em Paris, a comenda de Chevalier da Ordre des Arts et des Lettres. Em março de 2000, é eleito para a cadeira número 3 da ABL, com 25 dos 37 votos possíveis. O pessimismo desabrido e incisivo, os comentários ferinos e a postura amarga de "soy contra" –em especial dirigida os governos de plantão (antes João Goulart ou os militares, depois FHC ou Lula) - certamente levou muita gente a imaginar Cony como um homem intratável e rabugento. Nada mais falso. Divertido, com um brilho quase infantil nos olhos pequeninos, fácil de fala, Cony era um sedutor de conversa rica e sempre prolongada. Um galanteador irreverente, cético e meio cínico. Brincalhão e autoirônico. Quase sempre calçava tênis, trajes descontraídos, com um discreto charme nos onipresentes suspensórios. 

Selo de argila com 2.700 anos é descoberto em Jerusalém

Um selo de argila de 2.700 anos da Antiguidade descoberto em Jerusalém foi apresentado na segunda-feira (1º) como uma primeira prova material da existência de um governador nessa cidade, segundo a autoridade de antiguidades de Israel. O artigo, que é redondo e do tamanho de um botão, foi encontrado em um edifício na esplanada do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém. O selo data do século 6 ou século 7 a.C. e demonstra a existência de um dirigente em Jerusalém, acrescentou a autoridade. Este período corresponde ao do primeiro templo judeu na Cidade Santa. No objeto figuram dois homens trajados com vestidos, um de frente para o outro, e de mãos dadas, com o que parece ser uma lua entre as duas mãos. Abaixo desta representação, há uma inscrição em hebraico antigo que indica: "Ao governador da cidade", o que corresponde às funções do prefeito. O selo parece ter sido colado a uma espécie de envio e servia "de logo ou de pequeno souvenir, enviado ao governador da cidade", afirmou Shlomit Weksler Bdolah, que participa nas escavações da autoridade de antiguidades no Muro das Lamentações. 

"É uma descoberta muito pouco comum", afirmou. Segundo ela, este selo confirma a menção feita pela "Bíblia" de um dirigente de Jerusalém. "A importância dessa descoberta reside no fato de que até agora só conhecíamos a expressão de 'governador da cidade' pela 'Bíblia'", explica. "É a primeira vez que encontramos esta menção em um contexto arqueológico". O selo não menciona o nome do dirigente de Jerusalém, mas Shlomit acredita que faz referência à Cidade Velha, já que foi encontrado no mesmo edifício onde outros objetos foram descobertos. Ela afirma que os exames científicos que serão feitos no selo deverão confirmar o vínculo com Jerusalém. A lua que aparece no selo poderia ilustrar a existência de influências externas. "O que é interessante é que a lua é conhecida como um objeto de culto de culturas vizinhas", afirma Shlomit.

Ações do Magazine Luiza subiram 504% em 2017 e agora fazem parte do índice do Ibovespa


Após subir 504,5% em 2017, as ações da Magazine Luiza ganharam volume de negociação suficiente para que o papel passasse a integrar a carteira do Ibovespa, índice das ações mais negociadas, que vai vigorar até 4 de maio deste ano. De acordo com informações da B3 divulgadas na terça-feira (3), as ações da Magazine Luiza entram no índice ao lado dos papéis de Fleury (alta de 66,1% em 2017), Iguatemi (+ 47,7%), Sanepar (que estreou dia 22 e teve queda de 0,96% no ano) e Via Varejo (+127,6%). Nenhum papel saiu do índice. O Ibovespa terá 64 ações de 61 empresas. A carteira que vigorou de setembro a dezembro tinha 59 papéis de 56 empresas. O maior peso do Ibovespa segue sendo do papel ordinário - com direito a voto - do Itaú Unibanco, com 10,510%. Na carteira anterior, o peso era de 10,846%. As ordinárias da Vale aparecem com 9,993% (tinham 9,040% antes). As preferenciais do Bradesco têm 7,830% (ante 8,485% até dezembro), Ambev terá 6,875% (era 7,039% antes) e as preferenciais da Petrobras surgem com 5,240% (contra 4,883%).

Brasileiro que foi preso na Venezuela pela ditadura comuno-bolivariana foi solto e já está nos Estados Unidos


O governo brasileiro confirmou que o catarinense Jonatan Moisés Diniz, preso em 27 de de dezembro na Venezuela, foi libertado e já voltou aos Estados Unidos Ele havia sido preso pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência, a polícia política da ditadura de Nicolás Maduro). Ainda não há detalhes sobre os termos da negociação, que o Itamaraty classificou como intenso esforço diplomático. O Brasil só havia sido informado sobre o paradeiro de Diniz na sexta-feira (5). Desde então, intensificou sua ação junto à ditadura, enquanto conversava com familiares do brasileiro. Ele havia sido preso sob acusação de trabalhar como espião para os Estados Unidos, o que sua família nega. Ele morava em Los Angeles e chegou a Caracas 20 dias antes de sua prisão, anunciada em 27 de dezembro pelo número dois do regime, o facínora e narcotraficante Diosdado Cabello. Ele foi preso no Estado de Vargas (norte) com outros três venezuelanos. Ele trabalhava para uma ONG chamada Time to Change the Earth que, segundo Caracas, era uma fachada para atividades de espionagem em favor da CIA, o serviço secreto americano.

Comunista do Mato Grosso conclama para assassinar juízes e tocar fogo no TRF 4, depois faz retratação ridícula




Marcado para 24 de janeiro, o julgamento da apelação do chefão da organização criminosa petista, Lula, referente à condenação no caso do Triplex do Guarujá, detonou o desespero dos comunistas. A iminência desse julgamento fez o comunista corretor de imóveis Urias Rocha, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, cheio de vontade de participar dos acampamentos e vigília em Porto Alegre, mas impedido de tentar forçar a entrada no Parque Harmonia, na capital gaúcha, exceder-se em um áudio no Whatsapp. Comunista é isso mesmo, revolucionário de gogó. 

“Não podemos aceitar que essa condenação tenha sucesso. Se o Lula for condenado temos que lutar até as últimas consequências, ir pra rua, ir pro pau. Talvez quem sabe até guerrilha, e começar a estourar a cabeça de coxinha, de juiz, mandar esses golpistas para o inferno. (…) Essa elite não perdoa e querem acabar com o presidente Lula. Nós estamos em guerra, estamos em combate e temos que ir a Porto Alegre, cercar o TRF-4, se precisar derrubar o prédio, tem que derrubar, se precisar lutar, tem que lutar, se precisar pegar cada juiz depois da condenação, tem que pegar. Temos que dar uma resposta, está na hora da gente reagir”, falou o militante comunista, em um recado que deu para um grupo do seu Whatsapp, há quatro semanas. O áudio vazou, foi parar em mais grupos e agora diariamente o comunista Urias tem que se explicar pela escorregada no artigo 286 do Código Penal Brasileiro, entre outras infrações como o enquadramento dele na Lei de Crimes Contra o Estado e a Ordem Política e Social, Lei 1802/53.

“Foi uma expressão minha, para um público fechado, e que saiu daquela esfera de 250 pessoas, envolvidas naquela discussão sobre política. Dei uma opinião que pode ter sido mal interpretada, pois não sou a favor de luta armada e todos sabem que o pensamento do PCdoB hoje, partido que estou filiado desde 1983, é o de defender a democracia e a igualdade entre as pessoas de maneira institucionalizada. Nada de guerra, ou agressão a ninguém. Vontade até posso ter, porém, concretizar isso ou incentivar pessoas a cometer esse tipo de falha é outra história. Assim como muitos fico indignado com a perseguição implicada ao Lula, até gostaria de ir à Porto Alegre, mas fui aconselhado a não estar lá na data do julgamento. Minha vida mudou depois que esse áudio ganhou grande repercussão, e todo dia alguém me ameaça. Lamentável. Por todo o Brasil essa declaração minha foi veiculada. Atualmente a Abin também está na minha cola”, destaca Urias sobre a polêmica. O PCdoB, partido em que milita esse falastrão, revolucionário de gogó, papudo inútil, foi o mesmo que armou a Guerrilha do Araguaia, aquela em que foi preso o comuno-petista e bandido petista mensaleiro José Genoíno, o qual "cantou" que foi uma maravilha, conforme Jair Bolsonaro. 

Militante do PCdoB de Mato Grosso do Sul, Urias Rocha diz ser apenas um filiado do partido, mas mereceu a atenção de dirigentes da Executiva logo que a fala exorbitante começou a fazer barulho. Sem nenhuma pretensão de punir internamente o corretor de imóveis, colegas da sigla o procuraram para conversas quanto ao áudio, com alerta sobre eventuais consequências da repercussão e ainda conselhos a respeito do maior cuidado com plataformas de mídias sociais.

“Falei com ele, e outros do PCdoB também o procuraram, para um papo amigo. Teve gente que confundiu esse áudio como sendo de uma reunião do partido e, se fosse, naturalmente garanto que o Urias seria repreendido de forma imediata. Não faz parte da nossa diretriz de política boa parte das considerações que ele manifestou na declaração, porém trata-se de uma opinião individual e ele é responsável pelos próprios atos. Da nossa parte não houve nenhuma iniciativa de repreendê-lo institucionalmente, porém, com esse episódio se tornando público ele corre o risco de ser punido por outras esferas”, comentou o presidente regional da sigla, Mario Fonseca.

O dirigente faz parte do grupo de Whatsapp onde o áudio teve publicação e também se diz preocupado com a condenação do chefe da organização criminosa petista, Lula, por questões que, segundo ele, transcendem o objeto do processo. Fonseca, entretanto destaca que se compadece pela figura do ex-presidente e que o PCdoB, ou a esquerda brasileira, possuem a força própria não dependendo do PT. “O Partido dos Trabalhadores, com seus acertos e erros, foi responsável por um ciclo muito virtuoso do Brasil, por 12 anos, que o PCdoB também fez parte. Todavia, o nosso partido, pela sua independência responde pelas suas questões e, embora muita gente confunda, a esquerda não se trata de um bloco”, pontua.