terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Prefeitura de Porto Alegre acoberta empresa lixeira pega novamente em fraude contratual e dá só uma multinha, com permissão para recorrer


A Belém Ambiental (BA), empresa responsável pela coleta de lixo domiciliar em Porto Alegre, foi multada em quase R$ 130 mil, na quinta-feira passada (4), por descumprimento de contrato com a prefeitura. Os 81 caminhões da Belém Ambiental estão sem GPS e, com isso, não há como monitorar o serviço prestado ou rastrear a rota percorrida em tempo real pelos veículos. Isso é uma falta muito grave, uma tremenda fraude contratual, que deveria implicar em rompimento imediato e unilateral do contrato. 

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), já havia notificado a Belém Ambiental no dia 1º de dezembro, alertando sobre a falha nos equipamentos de GPS. De acordo com a Secretaria, no dia 7 de dezembro uma defesa prévia da Belém Ambiental reconheceu o problema, mas não apresentou solução. Por isso, a prefeitura aplicou a sanção de R$ 126,3 mil. A Belém Ambiental tem cinco dias úteis para apresentar recurso.

Essa empresa lixeira Belém Ambiental é uma fraudadora reincidente do contrato e causadora de grandes danos para os contribuintes de Porto Alegre. Em novembro do ano passado, a Belém Ambiental foi flagrada cometendo ostensiva fraude. Seus caminhões costumavam passar em um depósito irregular, no bairro Bom Jesus, na zona norte de Porto Alegre, onde as caçambas recebiam cargas de caliça (pedaços de contrato, rejeitos de construção). Uma investigação foi aberta pelo Ministério Público estadual, a sede do DMLU foi invadida com ordem judicial em operação de busca e apreensão de documentos, assim como a casa do então diretor-geral, André Carus, que teve seus celulares e notebooks apreendidos. Um ano depois, ninguém tem notícia de resultados dessa operação do Ministério Público, onde tudo vira mistério. 

Juízes portugueses são investigados devido às denúncias das adoções ilegais por bispos e pastores da Igreja Universal


Autoridades portuguesas intensificaram as investigações do denunciado esquema irregular de adoção de crianças envolvendo a cúpula da Igreja Universal — incluindo as duas filhas do bispo Edir Macedo. A conduta dos juízes nas sentenças em que os menores foram retirados de suas famílias biológicas e entregues a pastores da igreja será escrutinada pelo Ministério Público e pelo Conselho Superior da Magistratura de Portugal.  Especialistas têm apontado que pode ter havido falhas graves no material usado no embasamento das decisões. 

As duas entidades reforçaram a intenção de investigar o assunto após vir à tona que a atual procuradora-geral da República de Portugal, Joana Marques Vidal, coordenava a equipe de magistrados do Ministério Público no Tribunal de Menores de Lisboa na época em que as adoções suspeitas foram autorizadas. Em nota oficial, o Ministério Público afirmou que "nada deixará de ser investigado, o que permitirá apurar todos os fatos e eventuais responsabilidades".

O Conselho Superior da Magistratura de Portugal declarou que também vai recolher material sobre as decisões judiciais do caso, mas ressaltou que, até agora, não há indícios de responsabilidade: "não foram suscitados quaisquer casos colocando diretamente em causa decisões de juízes". A instituição diz ainda que "determinou a recolha de todos os elementos pertinentes para avaliar os procedimentos prévios às decisões judiciais e os procedimentos de interação dos tribunais com as instituições com responsabilidade no percurso de preparação das decisões".

Uma série de dez reportagens exibida em dezembro pela TVI, a emissora de maior audiência de Portugal, acusa a Igreja Universal do Reino de Deus de operar um esquema de adoção irregular e de tráfico internacional de crianças em Portugal na década de 1990. Batizado de "O Segredo dos Deuses", o trabalho detalhou o funcionamento irregular por vários anos de um orfanato mantido pela Igreja Universal em Lisboa. O "Lar Universal" está no centro da polêmica das acusações. Segundo as reportagens, várias crianças, muitas vezes retiradas de seus pais biológicos de forma arbitrária, eram entregues a figuras proeminentes da Igreja Universal, usando o lar como fachada para encobrir o caráter ilegal das operações. Todos os bispos e pastores da Igreja Universal são obrigados a fazer vasectomia. Tornam-se estéreis.

Alfredo Paulo Filho, ex-bispo da Igreja Universal e um dos entrevistados pela TV portuguesa

O trabalho acusa as duas filhas do bispo Edir Macedo, Viviane Freitas e Cristiane Cardoso, de terem recorrido a artifícios ilegais - incluindo mentiras à Justiça e até o uso de testas-de-ferro - para conseguir a guarda das crianças. As reportagens exibiram diversas entrevistas com os pais biológicos das crianças, além de ex-funcionários e jovens que viveram na instituição. O caso tem tido ampla repercussão em Portugal.

Em nota, a Igreja Universal do Reino de Deus diz que houve um "ataque sórdido" com o objetivo de atingir a honra do bispo Edir Macedo. Leia a íntegra: "Ao fim do ataque sórdido perpetrado ao longo de semanas pela TVI, emissora de televisão de Portugal criada por grupos ligados à Igreja Católica, fica a certeza de que a intenção era atingir a honra do Bispo Edir Macedo e do corpo eclesiástico da Igreja Universal do Reino de Deus, promovendo o ódio religioso contra mais de 9 milhões de adeptos da Universal em todo o mundo. Manipulação de entrevistas, mentiras, ocultação de provas, exploração de mães fragilizadas e atormentadas pela perda judicial da guarda de seus filhos embaladas em um sensacionalismo sem precedentes, produziram uma aberração que nada tem de jornalismo. Por exemplo, a reportagem repete a mentira de que os pais não foram legalmente citados no processo judicial de adoção, quando consta nos autos que eles estavam, sim, informados. As jornalistas da TVI também esconderam dos telespectadores que enquanto as crianças viveram com os pais biológicos, estavam desnutridas, doentes e moravam em uma casa sem móveis, suja, sem eletricidade e inabitável. Também ocultaram que consta do processo judicial que os pais biológicos dos irmãos citados com destaque eram viciados em drogas e que abandonaram os filhos na casa de uma conhecida. Em mais uma mentira, a reportagem também afirmou que os irmãos viajaram aos Estados Unidos ilegalmente, quando, na verdade, saíram de Portugal com autorização judicial que consta do processo. Todas estas informações estão em documentos dos processos judiciais que tramitaram no Tribunal de Família e Menores de Lisboa. A Igreja Universal e as pessoas injuriadas, difamadas e caluniadas pelas reportagens da TVI tomarão todas as medidas judiciais - nas esferas cível e criminal - a fim de que a Justiça venha dar a devida punição por essas imputações falsas, criminosas, que desabonam a honra dos citados".

Operação gigante prende mais de 160 bandidos na Itália e na Alemanha pertencentes à máfia calabresa


Mais de 160 pessoas foram detidas na Itália e na Alemanha em uma vasta operação contra a máfia calabresa. É um duro golpe contra a poderosa organização, com ramificações nos setores econômicos-chave na Itália e Alemanha, nas quais a extorsão e as ameaças obrigavam empresários, entre donos de restaurantes, pizzarias e panificadoras, a comprar seus produtos. Entre os detidos figura o presidente da província de Crotone, Nicodemo Parrilla, assim como vários gerentes e funcionários locais, além de mafiosos que receberam novas ordens de prisão, apesar de já estarem atrás das grades. 

As autoridades apreenderam produtos no valor de 50 milhões de euros, segundo os investigadores coordenados pela Direção Anti-Máfia de Catanzaro (sul da Itália). A poderosa rede operava principalmente na região de Ciró Marina, no extremo sul da Itália, onde se infiltrou em setores rentáveis como a produção de vinho, azeite de oliva e farinha, assim como no recolhimento e reciclagem de lixo, serviço funerário e lavanderia profissional. 

A organização era liderada da prisão por Giuseppe Farao, um chefão mafioso de 70 anos, que cumpre condenação à prisão perpétua, mas que continua instruindo seus filhos, netos e associados. O lema de Farao é o de "limitar o uso de ações violentas, assim como os conflitos internos porque prejudicam os negócios", segundo um comunicado da polícia. O clã Farao lavava os lucros em empresas de Nápoles, Toscana e até mesmo na Alemanha. A polícia alemã informou ter detido 11 suspeitos, todos acusados de chantagem e lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades italianas, contava com células em Frankfurt, Wiesbaden, Munique e Stuttgart, onde, graças a seus métodos, conseguiu o monopólio do fornecimento de vinho, queijos, azeites e molhos para pizza.

Catherine Deneuve e mais 90 mulheres artistas e atrizes francesas defendem que os homens têm o direito de "importunar"


"Esta vontade de mandar os homens para o matadouro, em vez de ajudar as mulheres a serem mais autónomas, ajuda os inimigos da liberdade sexual", lê-se em uma carta aberta publicada no jornal francês Le Monde. A mitológica atriz Catherine Deneuve, de 74 anos, e outras 99 mulheres francesas de grande destaque, denunciaram esta terça-feira uma campanha anti-masculina depois do escândalo Harvey Weinstein e dos escândalos de abusos sexuais em Hollywood que se seguiram. Dizem que a campanha #Metoo, contra o assédio é sexual, é demasiado "puritana" e tem por base o "ódio aos homens". São já vários os movimentos - com os Globos de Ouro a serem também uma demonstração - contra os casos de assédio e abuso sexual, que se refletiram em larga escala nas redes sociais em todo o mundo, França incluída.

"Esta vontade de mandar os homens para o matadouro, em vez de ajudar as mulheres a serem mais autônomas, ajuda os inimigos da liberdade sexual", dizem as mulheres numa carta aberta escrita no Le Monde. O direito masculino de "importunar" uma mulher é essencial na liberdade sexual, dizem as cem mulheres, que voltam a descrever as campanhas como demasiado "puritanas".

Marlen Schiappa, ministra francesa que está incumbida de lutar contra a violência contra as mulheres, disse que o escândalo de Weinstein forçou a repensar a atitude contra o assédio sexual na França. Schiappa tem consultado a nível nacional a hipótese de criar leis que incluam mais medidas, preventivas e punitivas, no que toca ao assédio sexual. "A justiça vigilante tem punido os homens nos seus trabalhos, forçando-os a demitirem-se, quando tudo o que eles fizeram foi tocar um joelho ou tentar roubar um beijo", escrevem também as mulheres. "Defendemos o direito à importunação, que é vital para a liberdade sexual", acrescentam.

Blairo Maggi, ministro da Agricultura, compra a Fazenda Itamaraty, dos herdeiros de Olacyr de Moraes, por 330 milhões de dólares


A empresa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), a Amaggi, confirmou a compra da fazenda Itamarati dos herdeiros de Olacyr de Moraes, por aproximadamente US$ 330 milhões, cerca de R$ 1,1 bilhão na conversão para o real. O negócio deverá ser concluído nos próximos dias. De acordo com o ministro Blairo Maggi, a negociação é a maior feita pela empresa. "É a maior compra de área que já realizamos. A empresa é da minha família na qual também tenho participação". "As negociações foram definidas no ano passado e estão sob sigilo por questões contratuais de ambas as partes. Não posso comentar sobre o valor e de que maneira será tudo realizado. Mas confirmo sim a transação", disse Blairo Maggi, sem revelar se o valor será pago à vista ou parcelado. 

A fazenda Itamaraty está localizada no município de Campo Novo do Parecis, a 390 quilômetros da capital mato-grossense, Cuiabá, e possui 105 mil hectares. Desses, 51,5 mil hectares são destinados para agricultura, 2.700 para a pecuária e o restante é reserva legal. As ações da fazenda pertenciam à Companhia Agrícola do Parecis - Ciapar. A empresa da família do ministro já arrendava a área desde 2002. 

"A companhia já vinha negociando há algum tempo para concretizar o negócio para continuar produzindo soja, milho e algodão nessa área", disse Blairo Maggi. A Amaggi pretende revitalizar a fazenda, mantendo as atividades e todos os funcionários. Porém, a Amaggi pretende ampliar a produção de algodão, a construção de uma nova usina e a troca de todas as maquinas e equipamentos da fazenda. No local, existem 11 pistas para pousos e decolagens, um hangar e dezenas de silos.

Na região da Fazenda também existe uma vila de moradores com cerca de 2.200 pessoas, sendo que boa parte é de colaboradores e familiares. O local possui uma escola, construída pela Amaggi e que foi entregue ao poder público em 2016. A idéia da Amaggi será desmembrar a vila da fazenda e emancipá-la. Segundo o ministro, existe uma vila que Olacyr de Moraes construiu no local. "E nós mantivemos essa vila até hoje, cuidando do asfalto, iluminação e esgoto. Mas existem algumas coisas públicas lá como escola, igreja, e outras coisas. A intenção da Amaggi é separar a vila da fazenda e vender aquelas casas para os funcionários que já moram lá e terrenos". 

A tendência, diz, é de o local se tornar um distrito, mas a medida depende de aval da Câmara do município. "É um interesse de todos. Quem sabe no futuro", finalizou o ministro. No final da década de 1980, a empresa Amaggi chegou a emancipar um local em suas propriedades, onde se tornou o município de Sapezal, a 498 quilômetros de Cuiabá. 

Fundada em 1977, a Amaggi chegou a Mato Grosso no inicio da década de 1980 e está presente em todas as regiões do Brasil, além da Argentina, Paraguai, Holanda, Noruega e Suíça. Atualmente, é composta por quatro grandes áreas de negócio –commodities, agro, navegação e energia – e atua na originação, comercialização de grãos e insumos; produção agrícola e de sementes de soja; operações portuárias, transporte fluvial e geração e comercialização de energia elétrica.

Novo laudo médico reafirma que Paulo Maluf pode cumprir pena no Presídio da Papuda, apesar de doente

O Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal concluiu um novo laudo no qual afirma que não há impedimentos para que deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) continue preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. O deputado cumpre pena definitiva de sete anos e nove meses, definida pelo Supremo Tribunal Federal. O novo laudo, entregue ontem (8) à Justiça, foi realizado para responder a 32 novos questionamentos elaborados pelos advogados do parlamentar, que não concordaram com o primeiro laudo realizado pelos peritos, que chegaram à mesma conclusão. Com base nas informações enviadas, o juiz Bruno Aielo Macacari decidirá se Maluf vai continuar preso ou poderá cumprir prisão domiciliar. Antes da decisão, o magistrado deve colher parecer do Ministério Público e a manifestação da própria defesa. A defesa do deputado, de 86 anos, alega que ele deve cumprir prisão domiciliar porque sofre de câncer de próstata, problemas cardíacos e na coluna, além de hérnia de disco.

“Acostou-se o laudo da perícia médica do IML, com as respostas aos quesitos formulados pela defesa, no qual se concluiu que o sentenciado está acometido de doenças graves, mas sem indicação de que há algum impedimento ao cumprimento da pena privativa de liberdade recolhido no Centro de Detenção Provisória - CDP, desde que assistido pela equipe médica”, diz trecho de uma decisão anexada ao processo.

Maluf foi condenado por receber propina em contratos públicos com as empreiteiras propineiras Mendes Júnior e OAS quando era prefeito de São Paulo (1993-1996). Os recursos foram desviados da construção da Avenida Água Espraiada, hoje chamada Avenida Roberto Marinho. O custo total da obra foi cerca de R$ 800 milhões.

As investigações se arrastaram por mais de dez anos, desde a instauração do primeiro inquérito contra o ex-prefeito, ainda na primeira instância da Justiça. Os procuradores do Ministério Público estimaram em US$ 170 milhões a movimentação total de recursos ilícitos. O Supremo assumiu o caso após a eleição de Maluf como deputado federal.

Geraldo Alcikmin, já em campanha presidencial, quer anunciar Pérsio Arida como seu ministro da Fazenda


Favorito para disputar o Palácio do Planalto pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, prepara o anúncio de uma equipe de economistas, professores e empresários que vão integrar o grupo de sua possível candidatura presidencial. O principal nome para coordenar esse grupo é o do economista Pérsio Arida, que participou da implementação do Plano Real, na equipe de Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, e presidiu o Banco Central. Arida é sócio do BTG Pactual, banco que teve seu dono André Esteves preso na Operação Lava Jato. Arida deve liderar uma equipe formada por outros nomes da área, além de representantes do setor produtivo. 

O time de economistas vai elaborar as propostas para a candidatura do governador paulista. Em ritmo de pré-campanha, o tucano cumpriu agenda partidária em Brasília nesta terça-feira (9) e prometeu divulgar em uma semana o nome do coordenador da equipe econômica. "Eu antes preciso falar com a noiva", brincou ao ser questionado sobre qual será o escolhido. Também deve integrar essa equipe José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Além dele, o tucano também mantém contato com outros nomes da área, como Roberto Giannetti da Fonseca e Yoshiaki Nakano. 

Auxiliares de Alckmin afirmam que a equipe deve ser formada por um grupo "eclético" de economistas, além de empresários e acadêmicos. Com o anúncio, o tucano se antecipa a movimentos que vêm sendo feitos por prováveis adversários na disputa presidencial como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os três devem adotar discursos semelhantes se forem candidatos, com a defesa de uma agenda de reformas e responsabilidade fiscal. 

Alckmin apresentou a jornalistas o que chamou de seu "cartão de visitas", um comparativo de indicadores do Estado de São Paulo, governado por ele há 7 anos, com números da realidade do Brasil. Em um gráfico, é comparado o desempenho das receitas e despesas do Brasil entre 2011 e 2015, onde se pode ver uma queda da receita a partir de 2013, ao mesmo tempo em que as despesas aumentaram. Já no caso de São Paulo, os indicadores apresentados por ele mostram que as curvas de despesas e receitas se mantêm próximas. 

O governador mostrou ainda dados da taxa de homicídios, com uma curva crescente do Brasil, enquanto há uma diminuição em São Paulo nos últimos cinco anos. Alckmin disse que renda, emprego, situação fiscal e segurança pública devem ser prioridades de sua campanha. 

O tucano evitou se comprometer com alianças que o PSDB fará para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro e disse que esta campanha será de "muito estresse". Médico, recomendou aos adversários que "façam acupuntura" e "controlem o estresse" até o período eleitoral. Ele diz concordar com avaliação feita por Rodrigo Maia, de que no período de pré-campanha devem prevalecer na frente as candidaturas de nomes com discursos "populistas", como o do ex-presidente Lula e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que ocupam o primeiro e segundo lugar nas pesquisas, de acordo com o último Datafolha. 

Embora seja o favorito do partido para concorrer ao Planalto, Alckmin terá de disputar a candidatura internamente com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Ele disse que as prévias devem ocorrer até o início de março, antes da janela partidária. A partir de 7 de março, é aberto um período para que parlamentares possam trocar livremente de legenda sem sofrerem punições. 

Alckmin disse também ver a possibilidade de surgimento de diversos candidatos de centro no Brasil, o que entende como algo "natural" em um ambiente em que o sistema partidário é fragmentado. Ele defendeu ainda o crescimento de novas lideranças políticas, citando os nomes de Rodrigo Maia e do prefeito de Salvador, ACM Neto, como representantes do DEM, e do apresentador Luciano Huck pelo PSDB. "O Brasil ganha com isso, não devemos inibir novas lideranças. É o curso natural das coisas. Eu estimulei o que pude o Luciano Huck", afirmou.

TRF 2 nega recurso da União e posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho é suspensa


O vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Guilherme Couto de Castro, manteve nesta terça-feira (9) a decisão que suspende a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. O juiz negou o recurso da AGU (Advocacia-Geral da União), que tentava derrubar a liminar para realizar a posse da deputada. A liminar que impede a posse foi deferida na noite desta segunda-feira (8) pelo juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói. Castro considerou que a decisão deveria ser mantida. O vice-presidente decidiu o caso após o presidente do TRF-2, André Fontes, se declarar suspeito no caso "por motivos de foro íntimo".

A ação foi movida por três advogados que fazem parte de um grupo que protocolou ações populares em diferentes varas da Justiça Federal do Rio de Janeiro com o objetivo de impedir a posse da deputada. Eles questionam o fato de a futura ministra ter sido condenada por desrespeitar direitos trabalhistas, tema da pasta. Em sua decisão, Couceiro afirma que impedir liminarmente a posse de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, "encontra-se justificado diante da gravidade dos fatos sob análise". Cristiane Brasil já foi nomeada ministra.

"Em exame ainda que perfunctório, este magistrado vislumbra flagrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, em seu artigo 37, caput, quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas, condenações estas com trânsito em julgado", afirma ele na decisão. Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas a um de seus ex-motoristas. Ela também fez acordo com outro profissional, pagando R$ 14 mil para evitar nova condenação. Os dois motoristas alegaram que cumpriam jornadas superiores a 12 horas e que a deputada não pagou horas-extras, férias, 13º salário, FGTS e verba rescisórias na demissão. Cristiane Brasil disse no processo que ambos eram prestadores de serviço, sem vínculo trabalhista com ela.

A decisão de Couceiro foi a única favorável ao grupo de advogados. Eles protocolaram ao menos cinco ações populares na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Tiveram duas decisões desfavoráveis e outras duas ainda sem apreciação do juiz. "Embora seja de todo inconveniente a nomeação de pessoa sem experiência na matéria e que já demonstrou pouco apreço ao respeito aos direitos trabalhistas de terceiros, entendo que não se trata de caso apto a ensejar a ingerência desse magistrado em temas afetos a própria forma de funcionamento da República", afirmou a juíza Ana Carolina Vieira de Carvalho, da 1ª Vara Federal de Magé. A juíza Karina de Oliveira e Silva, da 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro, também entendeu que não cabe ao Judiciário analisar a conveniência da nomeação da deputada condenada por desrespeito às leis trabalhistas. "Em verdade, pretendem os autores uma avaliação da conveniência do ato. Utilizaram-se, até mesmo, da expressão "razoabilidade do ato", sendo certo que essa apreciação cabe ao administrador e não ao Poder Judiciário", disse ela.

O presidente Michel Temer foi obrigado a suspender na tarde desta terça-feira (9) a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) no comando do Ministério do Trabalho. A cerimônia estava marcada para às 15 horas. Alguns convidados chegaram a comparecer à portaria do Palácio do Planalto, mas foram aconselhados a voltar mais tarde. A expectativa do presidente, que acabou frustrada, era de que a liminar perdesse seu efeito durante a manhã desta terça-feira (9), o que não ocorreu. Mesmo com a suspensão judicial, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) incluiu desde o início da manhã a posse em sua agenda oficial e o hall monumental do Palácio do Planalto foi preparado desde cedo para a cerimônia.

Nesta terça-feira, o entorno do presidente chegou a recomendar que cogite indicar um outro nome para o cargo caso novas suspensões sejam concedidas, evitando, assim, criar um desgaste à imagem do governo. Para evitar uma saia justa com o PTB, contudo, ele preferiu manter a nomeação da ministra. A indicação dela foi um reconhecimento do presidente ao seu pai, Roberto Jefferson, que atuou diretamente para que o PTB fechasse questão em apoio à reforma da Previdência. O principal cotado caso ela seja suspensa de novo é o deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS), que em 2009 causou polêmica ao dizer que estava "se lixando para a opinião pública". (FSP)

Delator da empreiteira propineira Odebrecht assegura que pagou propina a José Serra

Ex-presidente da Odebrecht de 2002 a 2008 e delator da Lava-Jato, Pedro Novis acusou o atual senador José Serra (PSDB-SP) de receber para si ou solicitar para o partido um total de R$ 52,4 milhões, de 2002 a 2012. Ele relatou pagamento de propina de R$ 23,3 milhões em 2010, como contrapartida pelo governo paulista, de R$ 170 milhões em créditos devidos a uma empresa do grupo Odebrecht, em 2009. Os R$ 29,1 milhões restantes teriam sido transferidos como caixa dois eleitoral para as campanhas de 2002, 2004, 2006, 2008 e 2012, segundo Novis.

Ouvido pela Polícia Federal no grupo de inquérito do Supremo Tribunal Federal, em junho, Novis mostrou documentos e explicou a origem dos R$ 23,3 milhões que conforme sua versão, irrigaram a campanha presidencial de Serra em 2010. De acordo com Novis, Serra o informou em 2009 que seria procurado pelo presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE) - falecido em março de 2014 -, para "discutir o projeto das campanhas do PSDB em 2010". Novis narrou dois encontros com Guerra, nos quais o político teria solicitado R$ 30 milhões para financiar o PSDB. Conforme relato à Polícia Federal, Novis condicionou o repasse do dinheiro ao PSDB à liberação de cerca de R$ 170 milhões em créditos antigos da Construtora Odebrecht com a Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), empresa de infraestrutura e transportes do governo paulista. Novis disse que Guerra conversou com José Serra e que o então governador garantiu "que o acordo estava assegurado, ou seja, que 15% dos valores a serem pagos pelo governo de São Paulo à Construtora Odebrecht seriam repassados à campanha eleitoral do PSDB".

Terroristas comuno-petistas mataram o soldado Valdeci com golpe de foice no pescoço e planejam mais mortes em Porto Alegre

No dia 8 de agosto de 1990, terroristas do MST que estavam acampados na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, entraram em confronto com a Brigada Militar, que guarnecia o local. Esses terroristas fugiram em debandada pelas ruas Jerônimo Coelho e Riachuelo, no centro da capital gaúcha, e entraram na Avenida Borges de Medeiros. Nesse local, passaram por uma viatura da Brigada Militar e aproveitaram para degolar o soldado Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos, com um golpe de foice no pescoço. Na sequência se esconderam dentro do prédio da prefeitura de Porto Alegre, então governada pelo PT, pelo "Exterminador do Futuro", Olívio Dutra, que tinha o peremptório tenente artilheiro e poeta de mão cheia, Tarso Genro, como seu vice. Ali os terroristas, incluindo os assassinos do soldado Valdeci de Abreu Lopes, foram protegidos. Ou seja, os terroristas comuno-petistas não vacilam em matar e, com toda certeza, mortes entram em seus cálculos nas manifestações do próximo dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, durante o julgamento de apelação do chefão da organização criminosa petista, Lula, no TRF 4. Ele foi condenado em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, pelo recebimento do apartamento Triplex do Guarujá como propina da empreiteira OAS. Faz parte do ideário comuno-petista lidar com a bandidagem. Gravações de terroristas comunistas que circulam na Internet, nas redes sociais, falam explicitamente na aliança do terrorismo esquerdista com a bandidagem que está presa no Brasil, um exército de mais de 700 mil presos que os comunistas planejam soltar e armar para que lutem ao lado deles. 

Ninho da conspiração comuno-petista em Porto Alegre é no restaurante Cozinha & Arte


Descoberto o ninho da conspiração comuno-petista contra a Justiça em Porto Alegre, é o restaurante Cozinha & Arte, na rua Cristóvão Colombo. Na foto, alta nomenklatura petista em reunião-almoço sobre o dia 24 neste momento (14 horas, dia 9 de janeiro de 2018). Nas imediações fica a sede da Fetag, que é um aparelhão do comuno-petismo. Os terroristas já estão em Porto Alegre e estão agindo. Uma das presenças constantes nesse restaurante é Eva Schiavon, ela é alta dirigente do MST e foi secretária geral do Ministério da Defesa durante o regime da organização criminosa petista. 

Comunista trotskista gaúcho Miguel Rossetto tira férias no luxo em Montevidéu

O comunista trotskista gaúcho Miguel Rossetto (membro do partido revolucionário clandestino DS - Democracia Socialista) tira férias no luxuoso Victória Plaza Radisson, em Montevidéu. A foto dele em seu faustoso e relaxante veraneio em Montevidéu circula nas redes sociais, que são implacáveis com os comuno-petistas caviar. No foto verifica-se que o comunista adora a sociedade de consumo capitalista e é fiel aderente às grifes imperialistas. Ele calça um par de tênis Nike, o que é indesmentível pela logomarca à vista. Veste uma camisa polo Lacoste e usa uma bermuda Adidas. Comunista gosta de luxo. sem dúvida. Miguel Rossetto foi vice-governador do Rio Grande do Sul na gestão do "Exterminador do Futuro", Olívio Dutra, aquele que não registrou o casal de filhos uruguaios. Durante o governo de Olívio Dutra, Rossetto atuava como um "Rasputin", era o governador de fato, enquanto Olívio Dutra preferia servir de "cavalo" para o camarada Stalin, nas sessões de quinta-feira à noite na Ala Residencial do Palácio Piratini. Depois, Miguel Rossetto ocupou uma diretoria da Petrobras e até hoje ninguém entende como é que ele não apareceu na Lava Jato. E também foi ministro da Reforma Agrária, uma piada que só tem curso no Brasil. Imaginem, o país encarregado de alimentar o mundo, com um setor primário de dar inveja a qualquer outra terra no mundo inteiro, a esquerda "caviar" vive falando em reforma agrária. Em qualquer outra parte do mundo isto seria motivo para barrigadas de risco. Pois é, como fantasmas não abandonam as casas que ocupam, este comunista trotskista poderá ser o candidato da organização criminosa petista ao governo do Rio Grande do Sul no próximo ano. Seria a primeira vez em que os trotskistas teriam seu próprio candidato no Estado. Até agora os trotskistas gaúchos, eternamente comandados pelo "Stalin bagual", o ex-deputado estadual Raul Pont, contentaram-se em ocupar um papel secundário nos governos do partido. Chegou o momento do protagonismo total do trotskismo guasca. Lembrem-se, a Democracia Socialista, partido comunista trotskista revolucionário clandestino (tem sede própria no bairro Bonfim), é aquele que criou a teoria econômica da "Mandrakice", tão bem representada no governo da mulher sapiens Dilma Rousseff pelo "trosco" Arno Augustin. Deu no que deu, na maior recessão econômica de toda a história do Brasil. Como o Rio Grande do Sul já está falido, então não teria muito a perder. E não é difícil disto acontecer, porque a bagualada gaúcha é inigualável.