segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Prefeitura de Florianópolis alerta sobre jacarés em Jurerê, Canasvieiras, Daniela e Ingleses, veranista deve ter muito cuidado para não perder uma perna


A prefeitura de Florianópolis emitiu um alarmante aviso às 16 horas da tarde desta segunda-feira, pedindo que turistas (especialmente argentinos) e veranistas brasileiros tomem muito cuidado porque as águas de algumas praia estão infestadas de jacarés. Esses animais foram projetados para o mar pela força das águas decorrente das últimas chuvaradas que caíram em Florianópolis. As praias que estão infestadas são as de Daniela, Jurerê Internacional, Canasvieiras e até Ingleses. A prefeitura alerta que as mordidas desses jacarés podem ser muito perigosas, produzindo ferimentos extensos e graves, que podem resultar até na perda de uma perna ou braço. Veja no vídeo abaixo a apreensão de um jacaré por soldados salva-vidas na praia de Canasvieras nesta segunda-feira.



Venezuela paga parcela de US$ 262,5 milhões, mas ainda tem dívida com o Brasil, diz Fazenda

A Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda informou que a Venezuela pagou, em 5 de janeiro, uma dívida de US$ 262,5 millhões com o governo brasileiro referente a uma garantia dada pelo Tesouro Nacional a empresas brasileiras que exportam para aquele país. Mas, segundo o ministério, ainda resta uma dívida de US$ 274,6 milhões. A garantia é dada dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR) da Associação Latinoamericana de Integração (Aladi), da década de 1980. Os bancos centrais dos países signatários oferecem a garantia de que empresas exportadoras vão receber o pagamento por vendas feitas entre eles. O objetivo é incentivar o comércio entre esses países. 

No caso de uma exportação de empresa do Brasil para a Venezuela no âmbito do CCR, portanto, os bancos centrais dos dois países garantem que o vendedor brasileiro receba pelo produto ou serviço, mesmo em caso de não pagamento pelo comprador venezuelano. Não é toda exportação que conta com essa garantia – somente aquelas feitas dentro desse convênio. "O recebimento foi possível devido a uma iniciativa conjunta entre a Secretaria de Assuntos Internacionais, o Banco Central do Brasil e os bancos financiadores", informou o Ministério da Fazenda. 

O governo brasileiro chegou a informar, em novembro do ano passado, ao Clube de Paris, que a Venezuela não estava honrando os débitos com o país. Apesar desse pagamento, o Ministério da Fazenda também informou que a Venezuela não honrou seus compromissos junto ao CCR (convênio) previstos para janeiro de 2018. "O montante destinado ao Brasil nesta compensação é de US$ 274,6 milhões. O governo brasileiro adotará as medidas para buscar regularização dos pagamentos", acrescentou.

Ecorodovias vence leilão de concessão de trecho Norte do Rodoanel em São Paulo com oferta de R$ 883 milhões

A Ecorodovias venceu na quarta-feira passada (10) o leilão de concessão do trecho Norte do Rodoanel, realizado na Bolsa de Valores, com uma proposta de R$ 883 milhões, batendo a única rival no certame, a italiana Atlantia. A oferta da Ecorodovias envolveu um ágio de 90,97% em relação ao valor mínimo fixado pela outorga, de R$ 462,3 milhões. A oferta da Atlantia foi de R$ 517,8 milhões. Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a entrega do primeiro trecho do Rodoanel ocorrerá no primeiro semestre e o restante, no segundo. Este é último dos quatro trechos do anel viário iniciado em 2002. Com a entrada em operação do trecho, o Rodoanel completará o trajeto ao redor da região metropolitana da capital. O projeto compreende a concessão de cerca de 45 quilômetros do trecho por 30 anos. Os investimentos previstos a cargo da concessionária vencedora são calculados pelo governo paulista em R$ 600 milhões, além de um pouco mais de R$ 1 bilhão para a operação ao longo do contrato. Alckmin ainda disse que o leilão de privatização da elétrica Cesp está bem encaminhado, e que o leilão da linha 5 do metrô de São Paulo acontecerá em 19 de janeiro na Bolsa de Valores.

Força-tarefa reitera que considera falsos recibos apresentados por Lula


A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou alegações finais no procedimento que apura se a defesa do ex-presidente Lula forneceu recibos de aluguel falsos ao juiz Sergio Moro e reiterou que considera que houve falsidade ideológica por parte do petista. O procedimento, chamado incidente de falsidade criminal, tramita paralelamente à ação penal em que Lula é réu sob acusação de receber propina da Odebrecht para adquirir um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo. A mesma ação penal também aborda a suposta compra, pelo ex-presidente, do apartamento vizinho ao que mora, em São Bernardo do Campo, com dinheiro da Odebrecht. 

Segundo a acusação, o imóvel, comprado por um laranja, Glaucos da Costamarques, era ocupado pelo presidente, que nunca pagou aluguel pelo uso. A defesa do petista, ao ser cobrada por Moro para mostrar provas que comprovassem o pagamento da locação, apresentou então em setembro um conjunto de recibos assinados por Costamarques. 

Os procuradores contestam a autenticidade desse material. Nas alegações finais, protocoladas na noite de quinta-feira passada (11), a força-tarefa afirma que os recibos foram produzidos para "atribuir fictício lastro à locação simulada do apartamento". O Ministerio Público Federal diz que a apuração sobre o caso corrobora a versão apresentada por Costamarques, que disse que assinou uma série de recibos de anos anteriores enquanto esteve internado no Hospital Sírio-Libanês, no fim de 2015. 

Os procuradores dizem que os registros do hospital mostram três visitas naquela época do contador João Leite Muniz, que trabalhava para Roberto Teixeira, compadre e advogado de Lula. Muniz, relatam os procuradores, contou ter levado recibos de "alguns meses" de 2014 e 2015, embora tenha dito que providenciou as assinaturas apenas para "atender ao seu 'rito' pessoal de organização de documentos de seus clientes". 

O documento também cita como prova registros de dez ligações telefônicas entre Costamarques e Teixeira no período da internação, o que indicaria que estariam combinando as assinaturas. Um dos principais argumentos da força-tarefa é o de que não existe fluxo financeiro registrado entre contas de Lula e da ex-primeira-dama, a galega italiana Marisa Letícia, e as do proprietário do apartamento.

Valéria Monteiro, a ex-apresentadora do Jornal Nacional, candidata à Presidência pelo PMN, estrela no You Tube



Desde sábado (6), quando postou um vídeo no Facebook no qual comparou o discurso de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao de Adolf Hitler, a jornalista e ex-apresentadora do "Jornal Nacional" e outros programas da TV Globo, Valéria Monteiro, de 52 anos, tornou-se a nova celebridade com direito a se tornar em alvo na internet. Pré-candidata à Presidência, ela se filiou na manhã de sexta-feira (12) ao PMN. Comentários que diziam "Vai lavar louça" e outros que resgatavam a capa da "Playboy" feita em 1994, foram usados para destacar a jornalista, uma neófita no mundo político. O vídeo, com 3 milhões de visualizações no Facebook, foi compartilhado pelo próprio Jair Bolsonaro.


Valéria Monteiro afirma que não quis fazer nenhuma ofensa ao deputado federal, mas chamá-lo para o debate. "Considero que as idéias que ele propaga dividem ainda mais o Brasil e trazem uma incitação a uma violência ainda maior do que sofremos". Valéria Monteiro deve seguir publicando videos, o que é a especialidade dela. 

No ato de filiação, a jornalista fez um discurso evocando o diálogo, a esperança e a reconciliação entre brasileiros. Ela diz que seu objetivo é compor uma união nacional para mudança dos padrões atuais da política. Na verdade, ela é uma candidata a "Tiririca". "Meu menu é muito mais amplo do que coxinhas e mortadelas", declara. As propostas da pré-candidata estão em construção, assim como o modelo da futura campanha. "Ainda não há uma história política que envolva meu nome, e isso é uma diferença da minha candidatura para as demais. Sou uma pessoa que vem da vida cotidiana, que entende as dificuldades de ser brasileiro. Venho com muita vontade de representar as pessoas que existem para além das fronteiras da minha vida". Valéria Monteiro diz que quer levar ao partido a luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres, como estabelecido na Islândia. "Espero poder contribuir para uma discussão maior da condição feminina no Brasil. O País não pode funcionar só com metade da sua população. Podemos fazer um Brasil muito mais rico com as mulheres, negros, LGBT e todos envolvidos nessa construção". 

CVM proíbe que fundos invistam em bitcoin e demais criptmoedas



A Comissão de Valores Mobiliários proibiu nesta sexta-feira gestores e administradores de fundos de investirem em bitcoins e outras criptomoedas, de acordo com ofício divulgado pela autarquia. Segundo Daniel Maeda, superintendente da SIN (Superintendência de Relações com Investidores Institucionais), não se chegou, no Brasil e em outros países, a uma conclusão sobre a natureza jurídica e econômica dessas modalidades de investimento. 

O ofício diz que a superintendência tem levado em consideração as discussões sobre investimento em criptomoedas, diretamente pelos fundos ou de outras formas, mas avalia que o debate ainda é "bastante incipiente" e possui riscos, considerando projeto de lei que busca impedir, restringir ou mesmo criminalizar a negociação desses investimentos. "Assim, no entendimento da área técnica é inegável que, em relação a tal investimento, há ainda muitos outros riscos associados a sua própria natureza (como riscos de ordem de segurança cibernética e particulares de custódia), ou mesmo ligados à legalidade futura de sua aquisição ou negociação", afirma o documento. 

A superintendência indica que considera as variáveis "na avaliação da possibilidade de constituição e estruturação do investimento indireto em criptomoedas, sem que se tenha chegado, ainda, a uma conclusão a respeito dessa possibilidade". "Neste sentido, a área técnica da CVM informa aos administradores e gestores de fundos de investimento que as criptomoedas não podem ser qualificadas como ativos financeiros, para os efeitos do disposto no artigo 2º, V, da Instrução CVM 555. Por essa razão, não é permitida aquisição direta dessas moedas virtuais pelos fundos de investimento regulados", comentou o superintendente. 

No ofício, a CVM adverte ainda para os riscos associados às transações cibernéticas, como segurança e custódia das criptomoedas. O colegiado – formado pelo presidente da autarquia, Marcelo Barbosa, e por quatro diretores– devolveu à área técnica processo envolvendo a avaliação de criptomoedas como ativos financeiros. Em decisão preliminar, a área técnica havia entendido que a Niobium, moeda virtual criada por brasileiros, não poderia ser considerada um ativo financeiro e que, por isso, não seria regulada pela autarquia. 

No entanto, o colegiado entendeu "ser necessária a realização de diligências adicionais visando aprofundar a análise do tema". Em dezembro, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que comprar bitcoin é operação de risco, mas o órgão não restringiu negociações. "É a típica bolha, pirâmide, em algum momento vai subir e depois voltar", declarou. No Brasil, segundo dados de corretoras, mais de 1 milhão de pessoas já negociam bitcoins e criptomoedas. Como comparação, a Bolsa brasileira tinha 619 mil CPFs cadastrados em 2017. Desde o início de 2017, o bitcoin acumula valorização de 1,343%, o que leva alguns especialistas a alertarem para o risco de se tratar de uma bolha.

Henrique Meirelles diz que elevação da nota de risco do Brasil é questão de tempo

A elevação da nota de risco do Brasil é uma questão de tempo, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na sexta-feira. Em entrevista coletiva para comentar o rebaixamento da classificação da dívida pública brasileira pela agência Standard & Poor’s (S&P), Meirelles manifestou confiança na aprovação da reforma da Previdência e das medidas de ajuste fiscal nos próximos meses. “O Congresso tem mostrado que tem aprovado as reformas fundamentais no País. Aprovou o teto de gastos, a reforma trabalhista, a Lei das Estatais e a TLP (Taxa de Longo Prazo). Outras medidas, como o cadastro positivo e a duplicata eletrônica estão em aprovação. Existe um histórico de aprovação. Essas reformas vão continuar ocorrendo, e a perspectiva de aumento do rating é questão de tempo. Isso foi levado em conta na melhora da perspectiva da nota do Brasil pela S&P de negativa para estável”, destacou o ministro.

Meirelles comentou que, no dia seguinte à redução da nota do Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento, o mercado financeiro teve uma reação calma. Segundo o ministro, isso ocorre porque o Ppaís continua crescendo com baixa inflação e porque o rebaixamento já estava “precificado”, incorporado aos indicadores financeiros. “Um ponto importante, que parece ser digno de ênfase neste momento, é a reação da economia no curto prazo, dos indicadores de mercado que reagem na mudança do rating no Brasil. Hoje, o dólar caiu um pouquinho, os juros de longo prazo caíram um pouquinho, e a bolsa continua estável”, acrescentou.

De acordo com Meirelles, a economia brasileira está em um momento positivo, com previsão de crescer até 3% este ano e criar 2 milhões de empregos, depois de incorporar pelo menos 1 milhão de pessoas ao mercado de trabalho em 2017. Para ele, as previsões da S&P são conservadoras, comportamento que considerou normal nas agências de classificação de risco. “Vamos continuar trabalhando e seguindo na direção que está dando certo. O País está crescendo. Nossa previsão de crescimento para 2018 é 3%. A agência S&P vai de forma mais conservadora, o que é normal. Isso também aconteceu no ano passado. O País em pleno processo de recuperação sólida. Foram criados mais de 1 milhão de empregos no ano passado, e esperamos a criação de 2 milhões de empregos este ano”, concluiu Meirelles.

General Sérgio Etchegoyen diz que governo não cederá controle acionário da Embraer

O ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen, disse na sexta-feira (12) que o governo não cederá o controle acionário da Embraer. A empresa brasileira negocia uma parceria com a fabricante americana de aviões Boeing. Etchegoyen ponderou que é preciso manter o controle da empresa para garantir o interesse nacional, mas, a partir daí, "xenofobia não vale a pena". “Não sei que tipo de negócio a Embraer vai fazer com a Boeing. O que eu sei é que está garantido que o governo não cederá o controle acionário da Embraer. Ponto. Garantir o interesse nacional é fundamental. Essa é a essência. A partir daí, xenofobia não vale a pena, porque, de repente, a gente perde o bonde da história”, disse o ministro. "Garante-se o controle acionário dela e faz alguma associação naquilo que for conveniente e sincronizado com o interesse nacional". No mês passado, o presidente da República, Michel Temer, já havia afastado a possibilidade de o controle acionário da Embraer ser transferido para a Boeing na negociação. “Toda parceria é bem-vinda. O que não está em cogitação é a transferência do controle”, disse Temer. 

Alckmin autoriza concessão internacional para transporte intermunicipal

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, autorizou na sexta-feira (12), por meio de decreto, a primeira concessão internacional do transporte intermunicipal de passageiros no Estado. O edital está disponível na íntegra desde sábado (13) no site da Agência Reguladora de Transporte (Artesp). Serão licitados cinco lotes pelo prazo de 15 anos em leilão marcado para 15 março. O critério de seleção será a maior oferta paga pela outorga. A Artesp espera uma taxa interna de retorno de 9,88%. A licitação prevê R$ 2,6 bilhões em investimentos no sistema, que atende atualmente mais de 300 mil passageiros diariamente. A concessão divide o Estado em cinco áreas de operação: Jundiaí e Campinas; Piracicaba; São José do Rio Preto e Ribeirão Preto; Bauru e Sorocaba; e Baixada Santista e Vale do Paraíba. Todas as linhas suburbanas e rodoviárias já existentes serão mantidas. O projeto prevê que todo município tenha, no mínimo, duas partidas diárias para a cidade principal do pólo em que está situado. Segundo o governo estadual, o valor das tarifas não terá impacto com as mudanças. Entre as exigências para as empresas participantes da licitação estão a renovação da frota, o oferecimento de wi-fi gratuito (onde houver sinal de Internet nas rodovias) e de ar-condicionado em percursos de longa distância.

Ratinho Jr decide que será candidato ao governo do Paraná



Em meio as incertezas políticas que rondam o Paraná, Ratinho Júnior já definiu: será candidato ao governo do Estado. De olho no cargo mais alto, ele já percorreu 18 cidades e não deve parar. “Os paranaenses podem ter certeza: sou pré-candidato ao Governo do Paraná”, disse ele. “Comecei a construir esse projeto quando iniciei minha carreira política como o deputado estadual mais votado em nosso Estado”, completou. 

Petrobras obteve licença para instalar três plataformas no Campo de Búzios, na área do pré-sal da Bacia de Santos


A Petrobras obteve junto ao órgão ambiental federal Ibama autorização para instalar três plataformas no Campo de Búzios, pré-sal da Bacia de Santos, cada uma delas com capacidade para produzir 150 mil barris por dia. Tudo indica que as três novas plataformas (P-74, P-75 e P-76) serão as primeiras unidades definitivas a operar na chamada área da cessão onerosa, região do pré-sal envolvida em acordo feito com o governo federal em meio a um processo de capitalização da Petrobras em 2010. As licenças foram emitidas na quarta-feira (10), juntamente com uma licença de operação para a empresa iniciar um Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Sururu, também na Bacia de Santos, através do FPSO BW Cidade de São Vicente. Ao todo, a Petrobras prevê iniciar a produção de um total de oito plataformas ainda neste ano. Quando a Petrobras anunciou em dezembro seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2021, analistas de mercado afirmaram que o objetivo de iniciar a operação de oito plataformas neste ano era ambicioso, considerando eventuais atrasos da empresa para colocar plataformas em atividade. Na ocasião, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, minimizou os temores, defendendo que as plataformas previstas para 2018 estavam bem encaminhadas, com índice de conclusão de mais de 85%.

GM mostra o seu primeiro carro de produção sem volante e pedais


A General Motors apresentou na sexta-feira (12) o Cruise AV, que a empresa considera ser o primeiro veículo de produção sem volante e pedais, completamente autônomo. A fabricante também diz que pediu ao governo americano autorização para colocar o veículo nas ruas em 2019. A proposta é utilizar uma frota de Cruise AV em serviços de transporte, semelhantes ao Uber, já no ano que vem. 'Ele não bebe e dirige, não usa o celular enquanto dirige, não fica triste ou cansado, nunca se distrai e não produz emissões' diz o comunicado. 


A principal diferença, além de o veículo ser autônomo, a comunicação entre o cliente e o veículo será por meio de botões. A GM não esclareceu se haverá alguém no veículo junto com os passageiros. Até então, nenhuma empresa lançou carros totalmente autônomos.


O Cruise AV tem como base um Bolt, um carro elétrico já à venda nos Estados Unidos. Na fase de testes, ele rodou por milhares de quilômetros pelas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos, mas em uma versão com volante e pedais, utilizados em casos de emergência. Neste próximo passo, a marca pretende retirar os comandos manuais do veículo. Para isso, a GM se comprometeu a continuar testando o modelo em vias já conhecidas, e com mapas em alta definição. 

O Cruise AV utiliza uma série de recursos para conseguir ser conduzido sem qualquer auxílio dos ocupantes, dia e noite. As 16 câmeras detectam pedestres, ciclistas, sinais de trânsito e espaços livres. Os 21 radares articulados servem para identificar outros veículos em movimento. Também há uma série de sensores de alta precisão, para detectar objetos em volta do carro. Com isso, o Cruise AV reage a pedestres que apareçam repentinamente na frente do veículo, identifica cones em vias obstruídas e até dá preferência para veículos de emergência.

Suíça condena banqueiro por omissão no caso do delator Nestor Cerveró

A Justiça suíça condenou, pela primeira vez, um banqueiro por conta de seu papel em esquemas de corrupção revelados pela Lava Jato. Diretor-adjunto do banco Heritage, Thierry Zumstein violou as leis do país europeu ao não notificar às autoridades sobre as movimentações suspeitas de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que conseguiu, assim, praticamente esvaziar sua conta. Zumstein havia sido condenado em primeira instância a pagar uma multa de 30 mil francos suíços, mas recorreu. Apesar de confirmar a condenação, o Tribunal reduziu a pena para apenas 15 mil francos e os custos do processo, uma fração do valor que passou pelas contas de Cerveró: “Ainda assim, a condenação é considerada como simbólica, já que representa um reconhecimento das falhas dos bancos no esquema no Brasil". Os bancos suíços passaram a ser investigados neste sentido depois que o Ministério Público em Berna descobriu mais de mil contas envolvendo o escândalo brasileiro.

AGU e Câmara recorrem de decisão que proíbe privatização da Eletrobras

A Advocacia-Geral da União e a Câmara dos Deputados entraram nesta segunda-feira (15) com recursos judiciais contra a liminar que suspendeu o artigo da medida provisória 814, que permite a privatização da Eletrobras. Na quinta-feira (11) o juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner, concedeu uma liminar suspendendo parte da MP que faz mudanças em leis relacionadas ao setor elétrico. Com isso, a parte da MP que retirava a Eletrobras e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização (PND) fica suspensa. A volta ao programa era uma condição necessária para que o governo pudesse levar adiante o plano de privatizar a estatal. 

A ação foi proposta pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), presidente da Frente Parlamentar contra a Privatização da Eletrobras, e pelo advogado Antônio Campos. "Nada foi apontado pelo Chefe do Poder Executivo a justificar a urgência da adoção de uma medida provisória, "no apagar das luzes" do ano de 2017, para alterar de forma substancial a configuração do setor elétrico nacional, sem a imprescindível participação do Poder Legislativo na sua consecução", afirma o juiz no texto.

Em nota, a AGU informou que a liminar foi concedida "sem refletir sobre os efeitos danosos de sua decisão, que colidem com o interesse público de minimizar o déficit nas contas públicas". A AGU argumenta ainda que a liminar representa um risco para a ordem econômica, já que o orçamento de 2018 prevê a arrecadação de R$ 12,2 bilhões em concessões que usinas da Eletrobras, que dependem da privatização da empresa. Por isso, a AGU informou que apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região e entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal apontando que o juiz da 6ª Vara de Pernambuco "usurpou" competência do STF ao dar a liminar. Em sua reclamação, a AGU afirma que, ao suspender dispositivo da medida provisória, o magistrado realizou controle abstrato de constitucionalidade, o que é uma competência exclusiva do STF.

Força Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba vai investigar os políticos sem foro privilegiado delatados por Sérgio Machado


A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba está investigando parte das denúncias feitas pelo ex-presidente da Transpetro, o delator Sérgio Machado. A investigação sobre o caso tinha sido aberta em 2015, mas foi suspensa após a delação de Machado, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão de retomar as investigações foi tomada em dezembro de 2017, pelo juiz Sérgio Moro. Após a homologação do acordo, o ministro Edson Fachin, determinou o envio das denúncias que não citavam políticos com foro privilegiado.

O inquérito deverá analisar as declarações feitas pelo delator contra a ex-senadora petista Ideli Salvatti, os ex-deputados federais petistas Jorge Bittar e Edson Santos, o ex-ministro dos governos Dilma e Temer, Henrique Eduardo Alves, que atualmente está preso, suspeito de corrupção. Há ainda uma citação ao ex-deputado Cândido Vacarezza, que era do PT, mas atualmente está filiado ao Avante. O sexto caso trata ainda de um caso de formação de cartel para obras no Estaleiro Tietê, em São Paulo, no qual tem grande envolvimento o empresário lixeiro Wilson Quintella Filho, dono da Estre. 

As investigações estavam sob a tutela do Supremo Tribunal Federal, que encaminhou os casos à 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo andamento dos casos envolvendo a Operação Lava Jato, em Curitiba. Nenhum dos políticos citados possui foro privilegiado atualmente. De acordo com Sérgio Machado, a ex-senadora Ideli Salvatti foi beneficiada com R$ 500 mil em doações oficiais feitas pela construtora propineira Camargo Corrêa. O dinheiro, segundo o delator, foi pago para a campanha dela ao governo de Santa Catarina, em 2010.

No depoimento aos investigadores, o delator Sérgio Machado disse que a ex-senadora enviou o chefe de gabinete dela para negociar os valores. "Contatei uma das empresas que pagavam recursos ilícitos oriundos de contratos com a Transpetro (Camargo Corrêa) e viabílizei então o apoio via doação oficial e o comuniquei pessoalmente em Brasília, no meu hotel, Bonaparte, sobre quem faria a doação via diretório nacional ou estadual do PT", afirmou Sérgio Machado em um dos anexos da delação.

Conforme o delator Sérgio Machado, o petista Cândido Vacarezza recebeu outros R$ 500 mil, que também foram pagos pela propineira Camargo Corrêa. Segundo o delator, o dinheiro entrou em caixa oficial de campanha, também em 2010. Já o ex-ministro Henrique Eduardo Alves teria sido beneficiado com outro R$ 1,55 milhão, "da seguinte forma: pela empresa propineira Queiroz Galvão foi pago R$ 500 mil (2014); R$ 250 mil (2012); R$ 300 mil (2008); que pela empresa Galvão Engenharia foi repassado R$ 500 mil (2010)". 

O petista Jorge Bittar, de acordo com o delator Sérgio Machado, recebeu R$ 200 mil, em 2010, para a campanha a deputado. O valor pago pela construtora Queiroz Galvão teria sido descontado de uma conta de propinas que a empreiteira teria com a diretoria da Transpetro. A Queiroz Galvão teria pago ainda outros R$ 142.400,00 ao ex-deputado Edson Santos. O delator Sérgio Machado contou que o petista tentava se eleger como deputado federal e pediu auxílio ao ex-presidente da Transpetro. "Ao se aproximarem as eleições, obtive o apoio pleiteado, que foi feito por meio de doação oficial via Queiroz Galvão, no valor de R$ 142.400,00", afirmou à investigação. 

Fábricas de caminhões ainda operam com 25% de capacidade ociosa apesar da recuperação da economia


O segmento de caminhões, conhecido como um termômetro da economia, começou 2017 com mais de 30% de queda nas vendas, mas acabou fechando o ano com alta de 3,5% sobre 2016, de acordo com dados da Fenabrave. No entanto, os números são comparações com volumes baixos, que não eram registrados há cerca de 20 anos no país. As fábricas instaladas no Brasil estão utilizando cerca de 25% da sua capacidade. "Em caminhões, a ociosidade está perto de 75%", aponta Antonio Megale, presidente da associação das montadoras de veículos (Anfavea).

Pelo menos, a expectativa é positiva. A recuperação encerrou um período de 3 anos seguidos de quedas, e a produção nacional subiu 37%, ajudada também pelas exportações. Foram vendidos 52.069 caminhões no ano passado, contra 50.292 em 2016, que foi o pior ano para o setor desde 1996, que teve 42.134 licenciamentos novos. "Essa recuperação foi importante, mas o volume continua muito próximo a 2016", afirmou Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente de caminhões da Anfavea.

Tirando 2016, o desempenho do ano passado só foi melhor que o de 1999. Para Sérgio Zonta, vice-presidente de caminhões da Fenabrave, o importante é que os empresários estão mostrando intenção de querer renovar a frota. Realizado em outubro, o salão dos veículos de carga e transporte (Fenatran) deve continuar a influenciar positivamente os licenciamentos. "Vendas fechadas lá ainda serão entregues no primeiro trimestre do ano", afirmou Moraes.

A produção teve alta mais vigorosa que os emplacamentos, chegando a 82.887 caminhões em 2017, contra 60.482 unidades um ano antes. Ela foi puxada pelas exportações, que saíram de 21.548 unidades em 2016 para 28.288 em 2017. Os principais destinos foram a Argentina e países da América Latina, mas algumas marcas já miram negócios no Oriente Médio e na África.


Entre as categorias, a que mais se destacou foi a de extrapesados, que abrange os veículos de maior porte. "A gente percebeu, ao longo de 2017, a redução da queda em todos os segmentos (de caminhões), mas ficou positivo primeiro para o de extrapesados, por uma mistura de melhora na confiança e redução da taxa de juros", explica Moraes. A expectativa é de que os caminhões de maior porte representem 30% do total de vendas em 2018. "Os extrapesados devem continuar se renovando, porque a última grande renovação foi em 2011", indica Zonta, da Fenabrave.

Ele se refere ao ano em que houve grande antecipação de compra de caminhões por parte das empresas. Isso porque, no ano seguinte, passou a valer o padrão Euro5 para deixar motores a diesel menos poluentes, o que encareceu os veículos. Para os próximos anos, a idade da frota é vista como um dos fatores que devem impulsionar as vendas. "Temos uma base de mais de 300 mil caminhões acima de 25 anos", complementa Zonta.

Polícia Federal indicia petista Fernando Haddad por caixa 2 em campanha à prefeitura de São Paulo em 2012

A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad (PT), e funcionários de sua campanha para a prefeitura em 2012, sob suspeita de caixa dois eleitoral. A campanha era investigada pela operação Cifra Oculta, um desdobramento da Lava Jato que apura o pagamento, pela empreiteira UTC, de dívidas da chapa do petista referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. Segundo três delatores da Lava Jato, o ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, o "Chico Gordo" ou "Chicão", recebeu, por meio de gráficas ligadas a ele, R$ 2,6 milhões em propina da Petrobras para pagar dívidas da campanha de 2012 de Haddad. O pedido para que o dinheiro fosse entregue à gráfica foi feita pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. 

A delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, serviu como ponto de partida para o inquérito. Além de Haddad, foram indiciados Souza; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; Chico Macena, coordenador da campanha e outras três pessoas que trabalhavam para uma das gráficas investigadas. 

Em junho de 2017, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Caetano e Praia Grande. Dias depois, Souza prestou um depoimento em que disse que recebeu recursos em caixa dois da empreiteira UTC como pagamento de serviços prestados a candidatos do PT nas eleições de 2012. No entanto, negou que tais valores serviram para quitar dívida de campanha de Haddad. 

Em setembro de 2016, Chicão foi alvo de ação na Justiça Eleitoral movida pelo PSDB em processo que investiga a campanha presidencial da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014. A suspeita é de que a gráfica seja uma empresa de fachada, sem capacidade de produção de material para campanha e emissora de notas frias.

Presidentes do TRF4 e do STF discutem ameaças a desembargadores feitas pelos comuno-petistas


O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Thompson Flores, foi hoje (15) ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir providências sobre ameaças recebidas pelos desembargadores que julgarão, no próximo dia 24, em Porto Alegre, o recurso contra a condenação do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. As ameaças partem dos comuno-petistas que não têm mais pruridos para formulá-las.

Thompson Flores deixou o STF sem falar com a imprensa, após reunião de pouco mais de uma hora com Cármen Lúcia, que preside também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que tem um departamento para cuidar da segurança de magistrados. O desembargador tem encontros marcados também com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, e com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

No início de janeiro, Thompson Flores enviou ofício à Cármen Lúcia e a outros órgãos, como a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, para que fossem investigadas as ameaças recebidas pela internet e por telefone, direcionadas ao TRF4 e aos três desembargadores que julgarão o recurso de Lula: João Gebran Neto, relator; Victor Laus e Leandro Paulsen.

Na semana passada, o presidente do TRF4 assinou uma portaria suspendendo o expediente e dispensando funcionários de comparecem ao Tribunal no dia do julgamento do chefão da organização criminosa petista, Lula. Preocupado com a segurança, ele também se reuniu com deputados do PT, a quem pediu cooperação para manter pacíficas as manifestações previstas em Porto Alegre, onde fica a sede da corte recursal.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal, em julho do ano passado, a nove anos e meio de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente foi acusado de receber propina da empreiteira OAS na forma de um apartamento triplex no Guarujá (SP), em troca de favorecimentos em contratos na Petrobras.