quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Governo estima fazer 1,2 milhão de perícias em benefícios pagos pelo INSS; 226 mil auxílios-doença já foram cortados


O governo federal estima fazer até o fim deste ano 1,2 milhão de perícias em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informou ao G1 o ministro interino do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. O pente-fino nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez  foi anunciado em 2016 e, segundo Beltrame, foram feitas até dezembro do ano passado 249,8 mil perícias, que resultaram no cancelamento de 226,2 mil auxílios-doença. Quando a revisão foi anunciada, o governo informou que o objetivo era "colocar uma tampa sobre os ralos que estão abertos", de forma a eliminar pagamentos a pessoas que não têm direito a receber benefício.

Pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS

Perícias realizadas até dez/17 249.878
Benefícios cortados 226.273
Economia gerada R$ 5,7 bilhões
Previsão de perícias em 2018 1,2 milhão

Para o governo alcançar o número de 1,2 milhão de perícias, porém, parte dos 3.864 peritos do INSS terá de aderir a uma nova forma de trabalho que, segundo Alberto Beltrame, levará em conta a produtividade. O novo modelo, diz o ministro interino, flexibilizará o cumprimento da jornada de trabalho e levará em conta, por exemplo, as atividades diárias executadas pelos peritos. O perito que aderir ao novo modelo, explicou Beltrame, terá de realizar quatro perícias diárias (em auxílios-doença e em aposentadorias por invalidez) e se colocar à disposição de mutirões quando o ministério julgar necessário.

As novas regras foram publicadas na segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e os peritos interessados terão até 30 dias para informar se pretendem aderir ao novo sistema – Beltrame estima a adesão de pelo menos 1,5 mil profissionais. Para o ministro em exercício, ao recompensar os peritos por produtividade, garantindo pelo menos quatro perícias diárias por profissional, o INSS poderá revisar em média 120 mil benefícios por mês, chegando ao número de 1,2 milhão de revisões ainda neste ano.

O governo iniciou em agosto de 2016 o pente-fino nos benefícios por incapacidade pagos pelo INSS. Até o momento, a revisão priorizou o auxílio-doença, nos casos de pessoas que há mais de dois anos não passam por revisão médica no INSS. A consulta de revisão é obrigatória e atesta se permanece ou não a condição que impede o beneficiário de trabalhar. Já no caso da aposentadoria por invalidez, deve passar pela revisão quem tem menos de 60 anos de idade e está há dois anos ou mais sem passar por perícia. Ficam de fora pessoas com mais de 60 anos e quem tiver 55 anos e receber o benefício há pelo menos 15 anos.

O beneficiário incluído no pente-fino recebe uma carta de convocação. Depois da notificação, tem até cinco dias úteis para agendar a perícia pela Central de Antedimento da Previdência Social, no telefone 135. Caso contrário, o benefício fica suspenso até a regularização da situação. A partir do bloqueio, o beneficiário tem mais 60 dias para marcar a perícia. Se não procurar o INSS, o benefício será cancelado.

Segundo o MDS, o INSS pagava, em 2016, 1,8 milhão de auxílios-doença a cada mês e, em dezembro de 2017, o número caiu para 1,4 milhão. A previsão, acrescenta o governo, é encerrar 2018 com 1,1 milhão de benefícios pagos todos os meses. Dos 226.273 auxílios-doença cancelados até dezembro do ano passado, 199.572 foram cortados após a perícia, enquanto os demais 26.701, por não agendamento ou não comparecimento do beneficiário ao exame obrigatório.

O novo modelo, voltado para a produtividade dos peritos, não valerá somente para as tarefas ligadas ao pente-fino do INSS. Pelo novo sistema, o perito acumulará pontos conforme as tarefas realizadas durante o dia, entre as quais perícias, atendimentos domiciliares e análises processuais, de exames e de laudos. Quem cumprir a meta diária, poderá sair mais cedo do trabalho, por exemplo. "Por segurança, para garantir a qualidade do atendimento, o sistema não permite realizar 30 perícias em uma hora. Cada perícia tem duração mínima de 15 a 20 minutos", explicou Beltrame.

Promotor e servidora do Ministério Público são encontrados mortos em apartamento no Rio de Janeiro

Marcus Vinícius da Costa Moraes Leite, promotor de Justiça, e Luciana Alves de Melo, servidora do Ministério Público do Rio de Janeiro, foram encontrados mortos nesta terça-feira (16) em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público, havia marca de tiro nos corpos. Segundo o Ministério Público, uma arma de fogo foi encontrada no apartamento e não havia indícios de invasão ou assalto. A Delegacia de Homicídios da Capital confirmou que era do promotor Marcus Vinícius de Moraes a pistola automática encontrada ao lado do corpo dele. A Polícia Civil acredita que o incidente tenha ocorrido na madrugada de segunda (15), mas ainda não sabe determinar as circunstâncias das mortes. Ao chegar na manhã desta terça-feira (16) para trabalhar, a empregada do casal encontrou os corpos das vítimas caídos na sala. Moradores contaram à polícia que ouviram barulhos de tiro no condomínio no último domingo (14). Segundo informações da polícia especializada, a porta do apartamento estava trancada, e os agentes não encontraram sinais de arrombamento. A polícia técnica investiga várias hipóteses para o crime, embora as características encontradas no local apontem para homicídio, seguido de suicídio.

Daniel Cravinhos, condenado pela morte do casal Richthofen, deixa prisão em Tremembé


Daniel Cravinhos, condenado a 39 anos de prisão pela morte dos pais da ex-namorada Suzane Richthofen, deixou a penitenciária em Tremembé (SP) na tarde desta terça-feira (16). Ele foi beneficiado pela concessão do regime aberto e vai cumprir o restante da pena em liberdade. Ele deixou a unidade, conhecida por abrigar detentos de casos de grande repercussão, às 16h35. A unidade onde ele estava preso tem como um dos internos Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabella. Daniel estava preso desde 2002, ano em que cometeu o crime. Ele foi condenado em 2006 junto com o irmão, Christian Cravinhos, que teve em agosto do ano passado o regime aberto concedido pela Justiça.

Antes do regime aberto, ambos cumpriam desde 2013 pena no regime semiaberto. No modelo, eles tinham direito a cinco saídas temporárias por ano. Namorado de Suzane na época do crime, Daniel foi apontado como autor da execução do casal junto com o irmão. Ele cumpriu 16 anos de prisão e teve dois anos remidos da pena por ter trabalhado na cadeia. A advogada dele, Mônica Silva, foi procurada pelo G1 e confirmou apenas que o cliente deixou a prisão. Daniel casou enquanto estava preso, em 2016. Os pais dele vivem em São Paulo. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou, em nota, que cumpriu a decisão judicial e que o preso deixou a penitenciária 2. 

Suzane segue presa em Tremembé e também pleiteia o benefício do regime aberto. Ela teve parecer favorável de uma junta médica para ser beneficiada com a progressão de regime e aguarda decisão da Justiça. Ela namorou uma detenta em 2015 e atualmente namora um empresário de Angatuba (SP).

Telescópio Hubble faz registro sem precedentes de uma das galáxias mais antigas do Universo


O telescópio Hubble fez um registro com detalhes sem precedentes de uma das galáxias mais antigas do Universo. Objetos espaciais deste tipo costumam aparecer apenas como um ponto vermelho nas imagens captadas por telescópios, mas, neste caso, a imagem foi ampliada e esticada por um fenômeno natural conhecido como lente gravitacional. Essa distorção ocorre quando a luz contorna um corpo de grande massa que fica no caminho entre um objeto, no caso esta galáxia surgida apenas 500 milhões de anos após o Big Bang, e seu observador, o Hubble.

Na astronomia, a distância e a idade de um corpo celeste estão interligados. Por causa do tempo que a luz leva para percorrer uma grande distância, esta galáxia está sendo observada como existia há mais de 13 bilhões de anos. Os detalhes observados neste registro permitirão aos cientistas testar teorias sobre a evolução de galáxias. "Praticamente toda galáxia que fica a uma distância assim aparece como um simples ponto. É uma questão de sorte que uma galáxia seja afetada pela lente gravitacional de uma forma ideal para vermos tantos detalhes. É uma bela descoberta", disse à BBC News o principal autor do estudo, Brett Salmon, do Instituto de Ciência e Telescópio Espacial em Baltimore, nos Estados Unidos. "Ao analisar os efeitos desse fenômeno sobre a imagem da galáxia, podemos determinar seu tamanho e forma." 

Neste caso, a lente gravitacional foi gerada por um aglomerado de galáxias, o que não só impulsionou a luz da galáxia antiga como a fez formar um arco. "A lente funciona como o fundo de uma garrafa de vinho, distorcendo a imagem ao fundo", disse Salmon. Esta galáxia é relativamente pequena: tem cerca de um centésimo da massa da Via Láctea. Isso pode ser algo típico de galáxias sugidas pouco depois do Big Bang.

Uma questão-chave para os astrônomos que estudam a evolução de galáxias é a origem dos "discos", um componente da estrutura de muitas galáxias formado pela distribuição de estrelas, gases e poeira em rotação. "Não sabemos como surgiram esses discos nas primeiras galáxias do Universo. Quando eles começaram a se formar?", questiona Salmon.

Os resultados deste trabalho foram apresentados no 231º encontro da Sociedade de Astronomia Americana, em Washington D.C.. Outro estudo apresentado no mesmo evento apontou evidências de uma possível rotação em galáxias que existiam 800 milhões de anos após o Big Bang. Isso pode ser um sinal do início da formação dos discos. A cientista Renske Smit, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e seus colegas usaram o telescópio Alma, no Chile, para mostrar que o gás nestas galáxias recém-surgidas se movimenta como um redemoinho, de forma semelhante como ocorre na Via Láctea e em outras galáxias que surgiram posteriormente. "Esperávamos que galáxias mais novas tivessem uma dinâmica 'bagunçada', por causa da confusão gerada pela explosões de estrelas mais jovens, mas essas mini-galáxias demonstram ser capazes de manter alguma ordem", disse Smit. "Apesar de pequenas, elas estão crescendo rapidamente e se tornando galáxias 'adultas' como aquela em que vivemos hoje."

Salmon explica que essa investigação é importante, porque, "uma vez que uma galáxia se estabiliza como um disco, isso dá início à evolução restante da galáxia". "Então, entender quando esta fase turbulenta começa a se estabilizar é algo chave." Simulações computacionais sugerem que os discos podem estar presentes em galáxias existentes até 600 milhões de anos depois do Big Bang. A galáxia descoberta pelo Hubble pode ser uma das primeiras a ter um disco. Esta galáxia está quase no limite da capacidade de detecção do Hubble, mas o telescópio espacial James Webb, que será posto em órbita pela Nasa em 2019, poderá obter mais detalhes. "Essa galáxia é um objeto de estudo interessante, e, com o Webb, teremos uma oportunidade única de entender a população estelar nos primórdios do Universo", disse Salmon.

TRF-5 rejeita pedido de suspensão de liminar que proíbe privatização da Eletrobras

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, indeferiu, nesta terça (16), o pedido apresentado pela União de suspensão da liminar que afeta parte de uma Medida Provisória (MP) para incluir a Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização (PND), condição necessária para o governo levar adiante o plano de privatizá-la. A decisão provisória que proíbe a privatização da estatal foi concedida na quinta-feira (11) pela 6ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. De acordo com a determinação, feita pelo presidente do TRF-5, Manoel Erhardt, “não se visualiza, ao menos por hora, risco iminente ao insucesso do programa, dado que o próprio cronograma é algo indefinido”. Na segunda-feira (15), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Câmara dos Deputados entraram com recursos judiciais contra a liminar que suspendeu o artigo 3º da Medida Provisória 814/2017, emitida pelo governo federal, que faz mudanças em leis relacionadas ao setor elétrico. O artigo afetado pela decisão provisória, concedida pela Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), se refere à privatização da Eletrobras e de suas controladas.


A determinação do juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner, questiona a utilização da Medida Provisória como instrumento a incluir Eletrobras, Furnas, Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica no PND. A Medida Provisória 814/2017, emitida pelo governo no dia 29 de dezembro do ano passado, também altera contratos relacionados a uma termelétrica da Eletrobras em Manaus. Segundo o Ministério de Minas e Energia, sem essas mudanças o leilão da distribuidora de energia que atende ao Estado do Amazonas poderia ficar inviabilizado. Outro ponto dessa MP estende de 2017 para 2018 o prazo para que o governo transfira R$ 3,5 bilhões à Eletrobras como compensação por gastos feitos pela estatal no fornecimento de eletricidade para os chamados "sistemas isolados", regiões no Norte do Brasil onde a rede de transmissão de energia não chega e, por isso, dependem de termelétricas. 

Estados Unidos cortam metade da ajuda aos palestinos

Como Donald Trump havia prometido, os Estados Unidos cortaram pela metade o envio de ajuda financeira à Autoridade Palestina por meio da Acnur, a agência da ONU para refugiados. Segundo o governo americano, US$ 65 milhões da ajuda prevista serão retidos. Em dezembro, depois de os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como capital de Israel, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, declarou que não reconheceria mais os americanos como mediadores do processo de paz.

Polícia da Dinamarca estuda acusar 1.004 por postar pornografia infantil

A polícia dinamarquesa estuda acusar 1.004 pessoas por compartilhar pornografia infantil via Facebook, no maior caso desse tipo no país. As autoridades detalharam as investigações na segunda-feira (15) afirmando que dois vídeos foram enviados por meio da plataforma de mensagens da rede social. As imagens de 50 e 9 segundos de duração mostram jovens de 15 anos em relações sexuais. Pode haver mais acusados.

O sexo consentido entre jovens de 15 anos não é um crime na Dinamarca, mas distribuir pornografia de menores de idade, sim. A garota envolvida no ato sexual disse que não deu seu consentimento para que o vídeo fosse gravado. As imagens foram registradas por amigos do casal durante uma festa. O material circulou na internet entre 2015 e 2017. Após receber a denúncia, o Facebook acionou as autoridades americanas. O caso passou em seguida à polícia europeia, que então notificou as forças dinamarquesas.

A maior parte dos investigados tem menos de 25 anos. Eles foram identificados por meio de redes sociais e de seus endereços virtuais. No caso dos menores que compartilharam os vídeos, incluindo aqueles de 15 anos, os pais foram notificados.

As defesas argumentam que, ao receber e repassar os vídeos via Facebook, era impossível saber que eles eram protagonizados por menores de idade. Por outro lado, a Dinamarca vinha discutindo nos últimos anos as implicações de distribuir pornografia sem o consentimento dos envolvidos. As autoridades, portanto, devem argumentar que os responsáveis -ainda que jovens- estavam cientes de que haveria consequências para suas ações. "Temos a impressão de que os jovens estão cientes das consequências de distribuir imagens desse tipo", afirmou o policial Flemming Kjaerside em uma nota à imprensa. "Esse foi um caso bastante extenso e complexo que nos tomou bastante tempo para investigar, especialmente diante do alto número de pessoas acusadas", afirmou o investigador Lau Thygesen em um comunicado oficial.

A Justiça ainda precisa decidir se levará o caso a julgamento após as investigações policiais, informa o jornal americano "New York Times". Mesmo se forem condenados, os jovens não devem ser detidos. Ainda assim, terão o registro em suas fichas criminais por dez anos, impossibilitando que ocupem cargos na polícia, por exemplo. Eles tampouco poderão exercer uma série de trabalhos que envolvam o trato com crianças. Há casos semelhantes em outros países. Nos Estados Unidos, três estudantes foram detidos em 2016 e acusados de circular imagens explícitas de colegas. Em outra situação, jovens foram acusados de compartilhar os seus próprios vídeos íntimos e fotografias.

Juiz Roberto Veloso diz que autores de ameaças ao TRF 4 já foram identificados


Roberto Veloso, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), disse que os responsáveis por ameaças aos desembargadores que julgarão Lula no TRF-4 já foram identificados. Segundo o presidente da associação dos juízes federais, as ameaças foram feitas basicamente em redes sociais, e os perfis foram identificados e enviados à Procuradoria-Geral da República. 

Real Madrid autoriza empresário a negociar saída de Cristiano Ronaldo



O jornal português "Record" publicou nesta terça-feira (16) que o Real Madrid deu "carta branca" para o empresário Jorge Mendes apresentar propostas por Cristiano Ronaldo, aumentando o burburinho em relação a uma possível transferência do jogador ao final da atual temporada. Na segunda-feira (15), o jornal espanhol "AS" já havia publicado que o atacante português já comunicou a companheiros que pretende deixar o Real Madrid para voltar a jogar no Manchester United. 

De acordo com o "Record", o presidente Florentino Peres avisou ao empresário de Cristiano Ronaldo que avaliará propostas, mas não estipulou um valor pelo qual aceitaria liberá-lo. O ponto central da insatisfação do português estaria em uma promessa não cumprida do presidente do Real Madrid, Florentino Perez, de que renovaria seu contrato e o tornaria mais bem pago após a conquista da Liga dos Campeões, em junho. Mas isto ainda não aconteceu.

Além da possibilidade de volta ao Manchester United publicada pelo "AS", o PSG aparece como outro possível destino de Cristiano Ronaldo. Recentemente, o jornal espanhol "El Confidencial" publicou que o time francês prepara uma oferta de R$ 1 bilhão pelo português.

Governo estuda reverter taxa sobre o etanol importado dos Estados Unidos

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta terça-feira (16) que a pasta irá estudar a possibilidade de reverter a taxa de importação de 20% sobre o etanol dos Estados Unidos para volumes maiores de 600 milhões de litros ao ano. A medida foi tomada em agosto e ajudou a encarecer o combustível no mercado interno. "Se acharmos que isso pode ser retirado, não terei dificuldade de levar à Camex (Câmara de Comércio Exterior)", disse o ministro, durante divulgação da balança do agronegócio em 2017. "Depende do estudo que vamos fazer. Não tenho nenhuma restrição em fazer, desde que os números mostrem que essa taxação não faz mais sentido nesse momento".

Maggi lembrou que os Estados Unidos reivindicam a retirada da taxação, ao mesmo tempo em que suspenderam as importações de carne do Brasil após a operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Segundo ele, o Brasil poderia aproveitar a situação para negociar uma solução conjunta para os dois casos. "Os preços da gasolina no Brasil mudaram muito. Como os preços do etanol são atrelados à gasolina, me parece que não faz muito sentido a proteção que colocamos lá atrás", disse.

Questionado sobre as restrições colocadas no final do ano passado por alguns países à carne bovina e suína brasileira, como a Rússia, Maggi declarou ainda que o Brasil tentará reabrir esses mercados. "Há muitos interesses comerciais nesse processo, é um mercado extremamente disputado. No início desse ano esperamos reabilitar esses mercados. A Rússia é um caso muito particular. Há muitos anos reclamam que querem vender para o Brasil", disse.

CNI informa que está aumentando a oferta de emprego na indústria brasileira

O emprego na indústria brasileira cresceu 0,3% em novembro na comparação com outubro do ano passado, na série livre de influências sazonais, no segundo mês consecutivo de melhora no emprego. A taxa é a maior registrada desde novembro de 2014, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais divulgada nesta terça-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “É uma taxa de crescimento mensal que, embora ainda baixa, é a maior desde fevereiro de 2014, quando registrou 0,7%. Já a utilização da capacidade instalada subiu para 78,3%”, diz o documento.

Segundo os indicadores, o crescimento de 0,6% no número de horas trabalhadas, também na série dessazonalizada, reverte a queda registrada no mês anterior, e o aumento de 78,3% da capacidade instalada representa o maior nível desde desde fevereiro de 2016. Apesar da confirmação da recuperação industrial do País, os demais indicadores de novembro, em comparação a outubro, continuam negativos. O faturamento caiu 0,6%, a massa real de salários recuou 0,8% e o rendimento médio do trabalhador diminuiu 0,5% na comparação com o mês anterior.

Para o economista da CNI, Marcelo Azevedo, “os resultados positivos estão ficando mais frequentes, o que indica que a atividade industrial está se recuperando lentamente”. Segundo o economista, ao longo dos últimos meses, os índices estão alternando resultados positivos e negativos e, com isso, não mostram uma trajetória sustentada de crescimento. “Assim, faltando apenas um mês para que todos os resultados de 2017 estejam disponíveis, o acumulado de 2017, comparado a igual período de 2016, mostra queda de emprego, horas trabalhadas, massa salarial real e faturamento real", disse Azevedo.

De acordo com os dados, o rendimento médio real do trabalhador, beneficiado pela inflação em queda, aponta crescimento, e que a utilização da capacidade instalada industrial média em 2017, até novembro, supera em 0,3 ponto percentual a média do mesmo período de 2016. Azevedo destacou que, no acumulado de janeiro a novembro de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, a maioria dos indicadores apresenta quedas. “Nesta base de comparação, o faturamento diminuiu 0,7%, as horas trabalhadas na produção caíram 2,3%, o emprego recuou 2,9% e a massa real de salários encolheu 2%, mas o rendimento médio do trabalhador aumentou 1%, favorecido pela queda da inflação e a utilização média da capacidade instalada aumentou 0,3 ponto percentual.

Os dados da CNI indicam que o faturamento real da indústria vem oscilando ao longo do ano, embora mantendo a tendência de alta. O faturamento real caiu 0,6% em novembro, após dois meses consecutivos de crescimento. Apesar da queda frente a outubro, o faturamento de novembro de 2017, no entanto, é 5,3% maior que o registrado em novembro de 2016. Já o faturamento industrial acumulado até novembro do ano passado é 0,7% inferior ao observado em igual período de 2016.

Por outro lado, o emprego industrial aumentou 0,3% entre outubro e novembro, descontados os efeitos sazonais, registrando o terceiro mês consecutivo sem queda do emprego e a taxa de crescimento mensal é a maior desde fevereiro de 2014, quando registrou 0,7% de crescimento. Apesar do aumento no mês, o emprego em novembro de 2017 é 0,7% inferior ao registrado em novembro de 2016 e o acumulado no ano é 2,9% menor que o acumulado em igual período de 2016.

As horas trabalhadas aumentaram 0,6%, revertendo a queda de mesma intensidade do mês anterior. As horas trabalhadas em novembro de 2017 superam em 0,4% o registrado em novembro de 2016, mas o acumulado no ano é 2,3% menor. 

A oscilação dos vários dados dos segmentos industriais se verifica também no que diz respeito à massa salarial paga ao trabalhador que fechou em queda de 0,8% em novembro, frente a outubro do ano passado, alternando variações mensais negativas e positivas do longo do segundo semestre do ano, registrando, contudo, quedas mais fortes. Com isso, a massa salarial de novembro de 2017 é 0,1% menor que a massa paga no mesmo mês de 2016, enquanto o acumulado no ano é 2% inferior ao registrado no mesmo período de 2016.

Também fechou em queda o rendimento médio real, que recuou 0,5% em novembro após os ajustes sazonais. O resultado reverte parcialmente o crescimento do mês anterior, de 0,9%. Nos últimos meses, o rendimento vem alternando variações positivas e negativas. Ainda assim, o rendimento médio real de novembro de 2017 é 0,7% superior ao registrado em novembro de 2016, enquanto o rendimento acumulado no ano é 1% maior.

Organização internacional diz que Grêmio é o segundo melhor time do mundo



Atual campeão da Libertadores, o Grêmio é o segundo melhor time do mundo, de acordo com ranking divulgado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), organização especializada na história e em estatísticas do futebol. O clube gaúcho fica atrás apenas do Real Madrid. No ranking da entidade, o Grêmio aparece com 286 pontos, contra 328 do Real Madrid, campeão mundial e da Liga dos Campeões. A terceira colocação ficou com o Manchester United (284), seguido por Barcelona (269) e PSG (256). No top 10 do ranking o Brasil ainda é representado pelo Flamengo. Vice-campeão da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, o clube carioca tem 256 pontos, na sexta posição. Atual campeão do Paulista e do Brasileirão, o Corinthians ocupa apenas a 64ª posição, com 156 pontos. A IFFHS também montou um ranking das Ligas mais fortes do mundo. Na visão da entidade, o Espanhol lidera a lista, com 1.195, seguido pelo Inglês (1.177) e o Brasileiro (1.134).

Confira o ranking dos 10 melhores times do mundo:
1 – Real Madrid – 328 pontos
2 – Grêmio – 286 pontos
3 – Manchester United – 284 pontos
4 – Barcelona – 269 pontos
5 – PSG – 266 pontos
6 – Flamengo – 256 pontos
7 – Juventus – 254 pontos
8 – Bayern de Munique – 250 pontos
9 – Manchester City – 244 pontos
10 – Salzburg – 240,5 pontos.

Paraná entra na lista dos cinco Estados com as contas públicas no azul

O Paraná é um dos cinco Estados brasileiros que conseguiu melhorar suas contas públicas, enquanto os demais acumulam um déficit de R$ 60 bilhões. O estudo, feito pelo especialista em contas públicas Raul Velloso revela que, de 2015 a outubro de 2017, apenas Paraná, Alagoas, Ceará, Maranhão e Piauí registraram superávits financeiros. No caso paranaense, o Estado teve um saldo positivo de R$ 2 bilhões, segundo melhor resultado, atrás apenas de Alagoas.

A queda na arrecadação de impostos, provocada pela crise econômica, e crescimento na folha de pagamento foram os principais problemas enfrentados pelos Estados, apontou o estudo. De acordo com o levantamento, os Estados teriam saído de uma situação fiscal positiva, com saldo de R$ 16 bilhões no período de 2011 a 2014, para o deficit de R$ 60 bilhões nos três exercícios seguintes. Para especialistas, se os governadores “não tomarem medidas drásticas até o fim deste ano, vão entregar um rombo bilionário para seus sucessores”.

Para o governador Beto Richa (PSDB), o resultado mostra que o Paraná teve coragem de agir antes de iniciada a fase mais grave da crise. “Com austeridade e responsabilidade nos antecipamos à crise nacional que deteriorou as contas da grande maioria dos Estados brasileiros”, afirma Richa. “No Paraná, fizemos um profundo ajuste e conseguimos manter o equilíbrio fiscal, mesmo na fase mais aguda da recessão”, acrescenta ele.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, diz que, mais uma vez, os dados mostram que o ajuste fiscal feito pelo Paraná deu certo. Ele destaca que o governador Beto Richa aprovou medidas necessárias e duras mesmo em meio a muitas resistências.“Hoje o Paraná se destaca nacionalmente como um Estado equilibrado, que paga as contas em dia, amplia os investimentos e melhora a qualidade de vida dos paranaenses”, ressalta Mauro Ricardo.

O texto cita exemplos de atrasos no pagamento de salários de servidores, greves e aumentos nos casos de violência. Diante das dificuldades, a previsão é de que os governadores vão reduzir os investimentos. Segundo Costa, novamente o Paraná se destacará em relação aos demais Estados. “Estamos prevendo investimentos recordes para 2018”, diz o secretário, citando a previsão de R$ 8,4 bilhões para investimentos no exercício.

Em 2017, o governo do Estado diz ter mais do que dobrado o volume de investimentos contratados e fechou o ano com um volume recorde de R$ 3,67 bilhões, 132% maior que o registrado em 2016 (R$ 1,58 bilhão). O volume, somado ao das estatais e demais poderes, segundo o Executivo, alcançou R$ 6,8 bilhões em 2017, com crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

Petista Okamoto diz que vai morrer do coração se Lula for preso

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse nesta terça-feira (16) que considera infeliz a declaração da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), segundo quem para prender o chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula "vai ter que matar gente". Okamotto minimiza, afirmando que essa foi uma "força de expressão". "Foi uma afirmação pessoal, uma força de expressão. Haverá uma comoção social. Vamos ficar chateados. Eu mesmo, se o Lula for preso, vou morrer do coração", comentou. O presidente do Instituto Lula disse ainda que não há qualquer orientação partidária de endurecimento às vésperas do julgamento de Lula pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4 região), no dia 24, em Porto Alegre.

Segundo Okamotto, o julgamento tem peso político pelo interesse que desperta. "Não haverá uma revolução, infelizmente", afirmou Okamotto. E acrescentou: "Vamos insistir na via institucional, o que não significa entrar com uma ação na Justiça e ir para casa de braços cruzados". O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), também tentou minimizar o impacto das declarações de Gleisi: "Foi uma força de expressão. Não tem sentido literal. Não tem relevância", afirmou.

Para um dirigente petista, Gleisi é, às vezes, "atabalhoada" ao tentar se mostrar proativa nas redes sociais. Esse petista citou exemplos, como o dia em que a senadora transmitiu ao vivo uma cena em que Lula brinca com um assessor, sugerindo que preste atenção ao povo em vez de usar o celular para registrar imagens de dentro do ônibus que levava sua comitiva na caravana pelo Nordeste. 

Ministro Carlos Marun diz que governo Temer lutará pela posse de Cristiane Brasil até prevalecer o bom senso

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta terça-feira (16) que. "até que o bom senso volte a prevalecer", o governo Michel Temer continuará sua batalha judicial para assegurar a posse da deputada Cristiane Brasil, filha do líder do PTB, Roberto Jefferson, no Ministério do Trabalho. A posição persiste ainda que o próprio PTB já discuta alternativas, diante do desgaste da nomeação. Na véspera, Marun afirmou não considerar "imoral" a indicação, para o Trabalho, de uma parlamentar condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas a um de seus ex-motoristas. O governo sofreu nova derrota, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região ao insistir no nome de Cristiane Brasil e planeja agora recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. "A questão hoje já transcende a escolha de um nome para o exercício da função de ministra", disse Marun nesta terça-feira (16): "Entendo que estão em questão aspectos até mais importantes, que são as prerrogativas do presidente e a necessária independência e harmonia entre poderes. A decisão do governo é continuar debatendo isso na Justiça até que o bom senso volte a prevalecer". Segundo o ministro, a regra é clara: diz a Constituição que "a escolha e a exoneração de um ministro são prerrogativas do Presidente da República", não cabendo, pois, ao Judiciário interferir no assunto.

Rodrigo Maia diz nos Estados Unidos que Poder Judiciário está "desorganizando o Brasil"

Ao comentar o impasse sobre a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB) para o Ministério do Trabalho, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou nesta terça (16) a "interferência indevida do Judiciário" no governo. "Isso está desorganizando o Brasil", afirmou Rodrigo Maia, em entrevista a jornalistas durante viagem a Washington. A nomeação de Cristiane Brasil, considerada fundamental para o fortalecimento da base do presidente Michel Temer (MDB), está suspensa por decisão da Justiça. Para ele, é um "absurdo" que a Justiça interfira nisso, em especial com uma decisão de primeira instância. "Essa não é uma decisão que cabe à Justiça. Nomeando, se há críticas, a sociedade vai criticar. E o governo vai ter uma resposta na sua avaliação, no futuro das eleições", disse o deputado. Rodrigo Maia afirmou que isso tem ocorrido em todo o País, em diversos níveis de governo. "Daqui a pouco a sociedade vai achar que o Judiciário pode tudo, que vai salvar o Brasil. Começa a demandar dele uma escola melhor, um posto de saúde melhor, mas esse papel não é do Judiciário", afirmou.

Decreto divide secretaria de acompanhamento da Fazenda

Em decreto publicado nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico), do Ministério da Fazenda, foi extinta e substituída por duas secretarias: a Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência e pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria. O atual secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto Almeida, será responsável pela segunda, que acompanhará a gestão fiscal e as loterias. Especialista em finanças públicas, Almeida é grande defensor da reforma da Previdência e é o responsável pelo projeto da privatização da estatal de loterias Lotex. Já a nova secretaria responsável por advocacia da concorrência e produtividade deverá ser comandada pelo hoje assessor especial de reformas microeconômicas da pasta, João Manoel de Pinho Mello. Na prática, Pinho Mello já estava tocando questões relacionadas a produtividade, como o novo programa para o setor automobilístico, o Rota 2030, e as discussões em torno da implementação de uma tarifa antidumping para o aço importado da China e da Rússia. O decreto ainda remanejou e extinguiu uma série de funções dentro do Ministério da Fazenda.

Proposta de Segovia cria força adicional de nível médio na Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, apresentou nesta terça-feira (16) a associações e sindicatos de policiais federais um projeto administrativo que pretende reestruturar o órgão e criar uma nova carreira formada por policiais de nível médio para funções consideradas de menor complexidade, como segurança de patrimônio e patrulhamento. Hoje as carreiras na Polícia Federal só podem ser ocupadas por servidores de nível superior. Antes de se tornar lei, a proposta teria que ser aprovada pelo Ministério da Justiça, Palácio do Planalto e Congresso Nacional.

O presidente Michel Temer deu sinal verde ao andamento da proposta, durante a reunião que manteve na segunda-feira (15) com Segovia no Planalto. Ao assumir esses papéis como vigilância de presos e segurança patrimonial, hoje exercidos por servidores de nível superior, a nova carreira liberaria um grande contingente de policiais para assumir um papel mais ativo em investigações sobre crimes federais.

O número de policiais de nível médio ainda não está definido. As atuais carreiras da Polícia Federal são de delegados, peritos criminais, agentes, escrivães e papiloscopistas. As entidades representativas dos servidores agora vão analisar as propostas e dar uma resposta à Polícia Federal. O comando da Polícia Federal quer aprovar as alterações até meados do ano, o que permitiria lançar no ano que vem os primeiros concursos públicos para a formação da nova carreira.

Os detalhes da proposta foram explicados às entidades pelo delegado Delano Cerqueira Bunn, que foi coordenador de recursos humanos da Polícia Federal até 2015 e hoje é superintendente regional da Polícia Federal no Ceará. Durante três anos ele atuou na formatação de uma proposta, ainda na gestão do ex-diretor Leandro Daiello Coimbra, mas a ideia não foi tornada lei. Segundo Bunn, o projeto incorpora estudos comparativos com polícias federais de 13 países e reuniões com técnicos do Ministério do Planejamento e do Tribunal de Contas da União.

Sobre a nova carreira, o delegado disse que a força extra "atenderia às necessidades de ordem prática que a instituição não pode deixar de ter". O delegado disse que a nova proposta permitirá uma maior especialização no órgão, com o lançamento de concursos públicos específicos para determinadas áreas, como tecnologia de informação, para a apuração de crimes cibernéticos, bioquímica, para crimes contra a saúde ou falsificação de medicamentos, e engenharia civil, para crimes contra o patrimônio público. Essa estratégia valeria para os policiais que ingressarão no órgão. Os que já estão na Polícia Federal poderiam ser realocados para áreas de maior afinidade e competência, o que seria definido a partir da criação de um banco de perfis.

"Há mais de dez anos o número de policiais federais tem se mantido praticamente o mesmo, cerca de 11 mil, enquanto as demandas são cada vez mais frequentes. A Polícia Federal precisa crescer, mas crescer da forma correta", disse Bunn. Outra proposta contida no projeto é permitir que resultados negativos em testes psicotécnicos de candidatos passem a ser impeditivos para o ingresso na Polícia Federal, o que hoje é conseguido por diversos candidatos até com decisões judiciais.

A longo prazo, a proposta também poderá ajudar a apaziguar os ânimos na corporação. Em diversas delegacias do interior do País, as rixas entre as diferentes carreiras que formam a instituição têm se tornado frequentes, com delegados, agentes e escrivães se desentendendo sobre papéis e atribuições de cada um. O projeto também contempla a criação de mecanismos de avaliação e promoção sobre o desempenho individual do policial, institui promoção por merecimento, um programa permanente de capacitação profissional e um sistema de movimentação de cargos e funções.

O presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva, disse que não há opinião formada sobre a proposta porque ela deverá ser avaliada pela categoria nos próximos dias. "Era um projeto que, em linhas gerais, vinha desde 2015. O ambiente da reunião foi tranquilo, nós mais falamos do que ouvimos", disse Paiva. O presidente da presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), Marcos Camargo, disse que a proposta será submetida à análise dos peritos criminais federais para uma resposta conjunta da entidade nos próximos dias. 

Vereador Marcio Bins Ely e seu assessor Juliano Jacobsen têm pedidas condenações na Justiça por falsificação de documentos na Prefeitura de Porto Alegre



O Ministério Público gaúcho pediu a condenação do vereador Márcio Bins Ely (PDT), da Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo crime de falsificação de documentos quando exercia cargo de secretário municipal do Planejamento.. As alegações finais foram protocoladas na 11ª Vara Criminal, onde tramita processo contra ele. Também foi pedida a condenação de um assessor de Bins Ely na época dos fatos, Juliano Jacobsen. 

A denúncia feita pelo promotor Flávio Duarte aponta que Márcio Bins Ely, tesoureiro estadual do PDT, quando era secretário municipal do Planejamento, exigiu que as Declarações Municipais Informativas das Condições Urbanísticas de Ocupação do Solo (DM) passassem por ele e tivessem sua assinatura, diferente do que acontecia anteriormente, quando eram liberadas por um técnico da pasta. Conforme o Ministério Público, a intenção era "valorizar politicamente a respectiva emissão".

O crime de falsificação começou a ser praticado quando os documentos se acumularam. Neste estágio, segundo o Ministério Público, Bins Ely determinou que seu secretário particular Juliano Jacobsen, também denunciado, passasse a falsificar a assinatura. O crime teria sido praticado pelo menos ao longo de 2011. Laudo pericial juntado à denúncia indica que as assinaturas analisadas não são do então secretário, mas sim de outra pessoa tentando imitá-la. 

O promotor atribui a Juliano Jacobsen a autoria das falsificações com base em depoimentos de testemunhas. O acusado negou a prática do delito e afirmou que as denúncias partiram de uma ex-funcionária do gabinete da Secretaria Municipal do Planejamento. Bins Ely também nega a acusação. A pena por falsificação de documento vai de dois a seis anos de prisão. Ou seja, se for condenado, o vereador Marcio Bins Ely não pegará cadeia, E ainda poderá concorrer, porque ainda não será uma ficha suja, o que exige condenação em segundo grau.

Geração de energia eólica cresce 27%


A produção de energia eólica em operação no Brasil, entre janeiro e novembro de 2017, foi 27% superior à geração no mesmo período do ano passado. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.594 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.622 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica foi responsável por 70,6% do total e as usinas térmicas responderam por 22%.  Os números exclusivos são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Gleisi diz que para prender Lula "vai ter que matar gente"



A presidente nacional do PT e senadora paranaense Gleisi Hoffmann afirmou, em entrevista ao site Poder 360, que será preciso “matar gente” para prender o chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula (PT). No próximo dia 24, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região julga recurso da defesa de Lula contra decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos e sete meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex. Caso o recurso seja rejeitado, o petista pode ser enquadrado na lei da “Ficha Limpa”, e com isso, ficaria impedido de disputar a eleição para a presidência da República.

“Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou Gleisi. Segundo a senadora, caso os desembargadores mantenham a decisão de Moro, isso significaria que “eles desceram para o ‘play’ da política […] No ‘play’ da política nós vamos jogar (…) E vamos jogar pesado”. Para a dirigente do PT, mesmo que seja condenado em segunda instância, Lula não poderá ser impedido de se candidatar. “A candidatura vai ser decidida na Justiça Eleitoral”, avaliou. Segundo ela, o partido pretende entrar com todos os recursos possíveis na Justiça eleitoral e registrar a candidatura de Lula em agosto. “Como é que vai cassar o voto de 40, de 50 milhões de brasileiros?”, perguntou Gleisi.

“Essa condenação não tem nada a ver com a candidatura. A candidatura do Lula vai ser decidida na Justiça Eleitoral. Porque a candidatura só se resolve na Justiça Eleitoral. É em outra esfera. Não tem nada que nos impeça de registrar Lula como candidato no dia 15 de agosto”, afirmou ela. Na entrevista, Gleisi – que responde processo no Supremo Tribunal Federal, sob a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao lado do marido e ex-ministro Paulo Bernardo – confirma que não deve tentar a reeleição para o Senado. “Eu devo ir para deputada federal. É a discussão que a gente está fazendo, nós estamos priorizando a chapa para deputados federais e a configuração de majoritários no Paraná para essa eleição é mais difícil”, explicou ela.

Embraer encerra ano com 210 jatos entregues e US$ 18,3 bilhão em pedidos em carteira

A Embraer divulgou nesta terça-feira (16) que ficou dentro de sua meta e entregou 210 jatos em 2017 -101 comerciais e 109 executivos (72 leves e 37 grandes). A estimativa da companhia para o ano era de entregar de 97 a 102 jatos comerciais - de 70 a 80 jatos executivos leves e de 35 a 45 jatos executivos grandes. A empresa brasileira terminou o ano com uma carteira de pedidos firmes de US$ 18,3 bilhões. Segundo a Embraer, desde que foi fundada, em 1969, a empresa de São José dos Campos já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, 145 milhões de passageiros são transportados anualmente por aparelhos da companhia.

Em dezembro de 2017, a imprensa noticiou que a americana Boeing negocia parceria com a Embraer. O negócio pode levar à venda de alguma parte da operação da brasileira. O movimento da Boeing é uma resposta à compra anunciada pela Airbus do controle do programa de jatos regionais CSeries, da Bombardier, que custou US$ 6 bilhões para ser desenvolvido. A Embraer travou uma dura briga com a canadense, que envolveu queixas por subsídios nacionais, e venceu: tem 46% do mercado regional, ante 34% da rival.

Os europeus colocaram um pé no nicho de jatos de 61 a 120 passageiros. A grande aposta da brasileira é o programa EJets-2, que está mais avançado do que o CSeries. Airbus e Boeing seguem disputando palmo a palmo o mercado de aeronaves maiores, que também é cobiçado pela novata chinesa Comac: estima-se que mais de um terço da demanda de aviões até 2030 no mundo seja da região da Ásia-Pacífico. No mercado, a especulação é sobre uma participação da Boeing por meio de injeção de capital ou com a criação de uma joint venture específica para os jatos regionais.

As linhas de defesa e de aviação executiva da Embraer permaneceriam como estão hoje, pelas conversas iniciais. Os principais acionistas da Embraer são a Brandes Investments Partners (15%), BNDESPar (5,4%), A Previ (4,8%) e Oppenheimer Funds (4,8%). Outros somam 73,86%, e 0,94% é de ação em tesouraria. A fabricante sediada em São José dos Campos faturou R$ 21,4 bilhões em 2016. No terceiro trimestre de 2017, obteve lucro de R$ 351 milhões.

Banco Central sugeriu e cobrou o afastamento de quatro vice presidentes da Caixa Econômica Federal suspeitos de corrupção

O Banco Central sugeriu que a Caixa Econômica Federal afastasse seus vice-presidentes após investigações do próprio banco e do Ministério Público Federal apontarem suspeitas de corrupção e outras irregularidades envolvendo executivos da instituição. A recomendação foi é a segunda desde o mês passado. A Procuradoria da República no Distrito Federal, que conduz apurações sobre esquemas de desvio na Caixa Econômica Federal, requereu ao banco e ao Palácio do Planalto a destituição dos vices em dezembro, mas a Casa Civil, seguindo orientação do presidente Michel Temer, alegou que não tinha competência para isso.

Na última quinta-feira (11), os investigadores reiteraram a sugestão e avisaram a Temer que ele poderia ser responsabilizado, na esfera cível, se mantiver vices que venham a ser acusados de crimes. O pedido do Banco Central foi elaborado após informações sobre a situação dos executivos serem encaminhadas à área de fiscalização do Banco Central. Nesta terça-feira, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, reuniu-se com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Na véspera, Occhi informou desconhecer a solicitação.

Quatro vices da Caixa Econômica Federal são alvo de operações do Ministério Público Federal que tratam esquemas de corrupção para liberar investimentos a grandes empresas. Occhi foi citado na delação premiada do corretor Lúcio Funaro. Ele disse que, quando vice-presidente de Governo da Caixa, Occhi tinha uma "meta de propina". O executivo nega. As apurações da Caixa Econômica Federal, conduzidas pela corregedoria do banco e por três escritórios independentes contratados, confirmaram irregularidades em operações e riscos de ingerência política na gestão do banco.

A atual vice de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira, é suspeita de barganhar um cargo para ela própria na Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) por investimento do banco na estatal. O caso foi remetido pelo Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal à Comissão de Ética Pública da Presidência, que julgará se houve infração ética no episódio. 

OMS inclui São Paulo em área de risco de febre amarela

A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu nesta terça-feira (16) todo o Estado de São Paulo, além da capital e do litoral, no mapa das áreas de risco para contaminação de febre amarela. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) resolveu antecipar a campanha emergencial de vacinação contra a doença no Estado. Em vez do dia 3 de fevereiro, doses fracionadas (0,1 ml) da vacina serão aplicadas a partir do dia 29 deste mês em 54 cidades paulistas. Na prática, a entidade endureceu as recomendações para os viajantes estrangeiros que pretendem visitar o Estado. Agora, os turistas serão orientados a se vacinar contra a doença ao menos dez dias antes da viagem para qualquer área do Estado. Antes, essa recomendação era dada apenas para quem visitava a região norte de São Paulo.

A entidade destacou que mudou o status de São Paulo em razão da elevação do número de casos da doença registrados entre humanos e macacos de 2017 para cá. De acordo com a secretaria de Saúde do governo Alckmin, 21 pessoas morreram por complicações de febre amarela no Estado. Os casos que evoluíram para óbito foram contraídos nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lucia e São João da Boa Vista.

Ao menos oito dessas mortes foram confirmadas no início do ano. Segundo balanço da OMS, de dezembro de 2016 a junho de 2017, o Brasil contabilizou 777 casos de febre amarela, com 261 mortes, em oito Estados. A maioria deles estava concentrada em Minas Gerais, mas a contaminação também se alastrou por São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

"Após a temporada de inverno de 2017 no hemisfério sul, observou-se novamente uma maior atividade do vírus da doença", disse a organização. "A determinação de novas áreas consideradas em risco para a transmissão da febre amarela é um processo contínuo e as atualizações serão fornecidas regularmente". Em 2017, a OMS passou a considerar como regiões de risco para febre amarela a porção norte do Rio de Janeiro, o sul da Bahia e todo o Espírito Santo. Já estavam nessa lista todos os Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de Maranhão, Minas Gerais e partes dos Estados da região Sul, de São Paulo, da Bahia e do Piauí.

A ABIH-SP (Associação Brasileira Indústria Hotéis de São Paulo) não espera que a inclusão do Estado em área de risco de febre amarela impacte no turismo internacional, ao contrário do que aconteceu em 2016 durante a epidemia provocada pelo vírus da zika. "A febre amarela já é uma doença controlada, tem vacinação em todo o mundo. Quem faz viagens internacionais com frequência para países tropicais como o nosso está acostumado a essa exigência e está com as vacinas em dia", afirma Bruno Omori, presidente da ABIH-SP. Para ele, o segmento também está tranquilo porque há um perfil bem definido dos turistas que chegam a São Paulo.

O Estado de São Paulo entrou no alvo da campanha emergencial de vacinação, promovida pelo Ministério da Saúde, para conter o avanço da febre amarela em localidades que até então não tinham recomendação para imunização específica. A ação também prevê alcançar as populações do Rio de Janeiro e Bahia. Para isso, a idéia é utilizar doses fracionadas da vacina, feitas com 1/5 do volume do tipo padrão. A campanha, que começaria no dia 3 de fevereiro, foi antecipada para o dia 29 de janeiro em 54 cidades –São Caetano do Sul (Grande São Paulo) foi incluída na relação das que receberão a campanha. A iniciativa terminará em 17 de fevereiro.

A meta de cobertura vacinal também saltou de 7,3 milhões para 8,3 milhões de pessoas. Haverá dois "dias D", com vacinação aos sábados, nos dias 3 e 17 de fevereiro. A vacinação é destinada a pessoas ainda não vacinadas. Além disso, outros 12 municípios que teriam vacinação em bairros específicos agora serão contemplados em sua totalidade. Serão alcançadas as regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista.

Na capital, a campanha pretende imunizar 2,5 milhões de pessoas que residem em 15 distritos previamente definidos das zonas leste e sul, como Capão Redondo, Cidade Tiradentes, Grajaú, São Mateus, entre outros. Vale lembrar que os brasileiros que têm viagem marcada para países que exigem certificado internacional de vacinação contra a febre amarela e ainda não se imunizaram só receberão o documento se tomarem a dose padrão (0,5 ml).

Para a Secretaria de Saúde do governo Alckmin, a classificação do Estado de São Paulo como área de risco para febre amarela "é uma recomendação geral de caráter preventivo, já que não é possível prever para qual município paulista as pessoas irão se deslocar", segundo trecho de nota. A pasta reafirmou que a recomendação dada pela OMS não altera as estratégias para combater o avanço da doença.

Segundo a secretaria, só em 2017 foram vacinadas 7 milhões de pessoas no Estado, o que representa quase o dobro das doses aplicadas nos dez anos anteriores. "Desde 2016 as áreas de recomendação de vacina no Estado foram gradativamente ampliadas, a partir da identificação de epizootias (adoecimento ou morte de macacos), abrangendo atualmente 510 dos 645 municípios paulistas", afirma a nota. 

Com US$ 96 bilhões, exportações do agronegócio registraram aumento de 13% em 2017


As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões em 2017, registrando aumento de 13% em relação ao ano anterior. Com o crescimento do valor exportado sobre as importações, o saldo da balança comercial do setor foi de superavit de US$ 81,86 bilhões ante os US$ 71,31 bilhões registrados em 2016 – o segundo maior saldo da balança do agronegócio da história, inferior apenas ao de 2013 (US$ 82,91 bilhões). 

Os dados, divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostram ainda que os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o complexo da soja (+US$ 6,3 bilhões); produtos florestais (+US$ 1,3 bilhão); carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais, farinhas e preparações (+US$ 953,86 milhões); e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milhões).

De acordo com a pasta, a alta do saldo comercial se deve, em parte, ao início da recuperação de preços no mercado internacional e, sobretudo, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo de soja também ocupou a primeira posição, com US$ 31,72 bilhões. As vendas de grãos foram recordes em valor (US$ 25,71 bilhões) e também em quantidade (68,15 milhões de toneladas). As carnes ficaram em segundo lugar na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango, principal produto do setor, representou quase metade do montante (46,1%). Foram exportados US$ 7,14 bilhões do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior. Já as vendas de carne suína apresentaram recorde histórico, somando US$ 1,61 bilhão, ou seja, 9,7% superiores a 2016.

O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posição, com US$ 12,23 bilhões. As vendas de açúcar foram responsáveis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilhões). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, quando foram exportados US$ 10,44 bilhões de açúcar brasileiro. “O agronegócio vai muito bem, mas sob olhar estreito, porque o produtor tem tido a renda cada vez mais corroída. Há um sinal amarelo, porque o Brasil tem a agricultura como grande sustentáculo", disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Dados da pasta indicam que, nos últimos 20 anos, o País faturou um total de R$ 1,23 trilhão com o agronegócio.

Maggi lembrou que 2017 foi marcado pela Operação Carne Fraca, deflagrada em março passado pela Polícia Federal para investigar irregularidades em frigoríficos brasileiros. A ação, segundo ele, trouxe “grau de preocupação intenso” ao governo. “Os números mostram que esse período foi ultrapassado com o aumento do volume de vendas”, disse o ministro. Para este ano, a expectativa da pasta é de que os resultados sejam tão positivos quanto os de 2017, com destaque para um possível avanço no mercado asiático. O continente representa, atualmente, o principal destino das exportações brasileiras, totalizando US$ 44,17 bilhões e um crescimento de 18,1%. A China encerrou 2017 na liderança dos mercados do agronegócio brasileiro, ampliando sua participação de 24,5% em 2016 para 27,7% no ano passado.

O ministro disse ainda que espera concluir até abril deste ano o processo de reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne in natura brasileira. Em junho de 2017, o país anunciou a suspensão das importações do produto vindo do Brasil. “Acho possível resolver antes de abril”, avaliou. “Não há qualquer restrição política para esse assunto”, concluiu Blaggi.

Ministério Público Federal pede 386 anos de prisão para Eduardo Cunha e 78 para Henrique Eduardo Alves

O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal do Distrito Federal que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja condenado a 386 anos de prisão, além de multa no valor de R$ 13,7 milhões pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e prevaricação, no âmbito da Operação Sépsis. O pedido foi feito nas alegações finais assinadas pelos procuradores Anselmo Cordeiro Lopes e Sara Moreira Leite, que integram a força-tarefa da Operação Greenfield. Eles querem também que o ex-ministro de Estado e ex-deputado Henrique Eduardo Alves seja condenado a 78 anos de prisão, além de multa de R$ 3,2 milhões, pelos mesmos crimes. “Igualmente é essencial para a definição das penas de Henrique Alves e Eduardo Cunha a constatação de serem estes criminosos em série (criminal serial), fazendo da política e da vida pública um caminho para a vida delituosa. De fato, restou demonstrado no curso da ação penal que Cunha e Alves possuem personalidades voltadas para o crime, para a corrupção em seu sentido mais amplo”, escreveram os procuradores.

Neste processo, os dois ex-deputados foram acusados de receber propina da empresa Carioca Engenharia em contratos do projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, financiados pelo Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS). Ambos já se encontram presos preventivamente em decorrência de outros casos. A liberação das operações de financiamento teria sido influenciada por Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, que foi indicado ao cargo pelo PMDB e possuía ingerência sobre os recursos do FI-FGTS. Entre as provas apresentadas estão planilhas mantidas por Lúcio Funaro, ex-operador financeiro do PMDB que assinou acordo de delação premiada, além de mensagens de celular e comprovantes de movimentações financeiras. As propinas teriam sido recebidas em espécie e por meio de depósitos em contas no exterior. 

O esquema também foi delatado pelos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, donos da Carioca Engenharia. Mesmo também tendo confessado o esquema, Funaro e Cleto devem ser condenados a 32 anos de prisão cada, pediu o MPF. Alexandre Margotto, ex-funcionário de Funaro, foi alvo de um pedido de prisão de 10 anos e 8 meses. A apresentação das alegações finais do Ministério Público Federal é a última etapa processual da ação penal, após a qual o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, deve proferir as sentenças no caso.

Princípio de incêndio paralisa produção em plataforma do pré-sal


A produção de petróleo e gás natural no Navio-Plataforma FPSO Cidade de Maricá, na Bacia de Santos, foi paralisada nesta terça-feira (16) após o registro de um princípio de incêndio na sala de transformadores da unidade. O incidente foi contido minutos depois. Conforme consta de comunicado publicado pela Petrobras, a emergência foi identificada às 4h38 e contida às 4h55, pelo próprio equipamento de combate a incêndio do local. O texto diz ainda que não houve danos às pessoas embarcadas, ou ao meio ambiente, e que a produção na plataforma será retomada assim que testes de segurança forem realizados. A estatal é a operadora do navio-plataforma e tem participação de 65% no consórcio, que reúne também a Shell (25%) e a Petrogal (10%). A unidade opera na área de Tupi Alto, no Campo de Tupi, o mais produtivo do País. 

O petista Aldemir Bendine, o amigão da Val, depõe a Sérgio Moro e nega recebimento de propina


O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, o petista Aldemir Bendine, amigão da Val, negou nesta terça-feira (16) ter recebido propina durante o período em que esteve nos cargos. Mais cedo, Bendine foi interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal na qual é acusado pela força-tarefa da Operação Lava Jato do crime de corrupção. Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016. Em delação feita pelo empresário propineiro Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de propinas. Pelas acusações, o ex-presidente está preso preventivamente desde julho do ano passado no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba.

Ao ser questionado por Moro se recebeu alguma vantagem indevida para favorecer a empreiteira Odebrecht, Aldemir Bendine negou as imputações e disse que suas gestões foram marcadas pela transparência, além de classificar as acusações como um “complô” contra ele. “Nego veementemente essa situação. Jamais solicitei ou autorizei que alguém solicitasse qualquer tipo de vantagem indevida. Jamais pratiquei qualquer ato de oficío. Sou funcionário de carreira de mais de 40 anos de trabalho”, disse ao juiz. Esse é mais um dos patetas clássicos que precisa passar por uma condenação exemplar para então se decidir a fazer uma delação premiada. 

No depoimento prestado no ano passado ao juiz Moro, o propineiro Marcelo Odebrecht, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção.

Anac autoriza reajuste de tarifas de aeroportos da Infraero

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou nesta terça-feira (16) o aumento de 4,5833% nas tarifas aeroportuárias dos terminais administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Os valores recaem sobre as tarifas de embarque, conexão, pouso e permanência. Com o reajuste, a tarifa máxima de embarque doméstico a ser paga pelos passageiros passará de R$ 29,90 para R$ 31,27. Já a tarifa máxima de embarque internacional de R$ 115,64 para R$ 118,06. A agência autorizou ainda o reajuste nos tetos das tarifas de armazenagem e capatazia de cargas de 2,94%. Os novos valores passarão a valer em 30 dias. "O reajuste foi aplicado sobre os tetos estabelecidos pela Portaria nº 169/SRA, de 17 de janeiro de 2017, considerando a inflação acumulada entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, medida pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE observada no período", informa a agência em comunicado.

A Anac também anunciou que passará, a partir desta terça-feira (16), a divulgar o ranking com as manifestações dos usuários do transporte aéreo. Os dados, coletados a partir de janeiro de 2017 são apresentados por empresa aérea e podem ser consultados por meio da plataforma www.consumidor.gov.br. Segundo a agência, mais de 12 mil demandas de usuários do transporte aéreo foram respondidas em 2017. "Na apuração divulgada hoje estão a quantidade de reclamações registradas; o prazo médio de resposta pela empresa; o índice de solução das demandas conforme a avaliação dos consumidores; e o índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma", informou a Anac.

Marun admite que ainda não tem votos suficientes para a reforma da Previdência

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu nesta terça-feira (16) que o governo ainda não tem os votos garantidos para aprovar a reforma da Previdência. “Não temos o suficiente, teremos em 19 de fevereiro”, disse. O ministro almoçou com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a convite da entidade. A proposta da reforma da Previdência aguarda análise do plenário da Câmara dos Deputados desde maio do ano passado. Como a reforma é por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados, em dois turnos. A votação da PEC em plenário está marcada para 19 de fevereiro.

Apesar do recesso da Câmara, Carlos Marun continua no trabalho de conquista de votos. “Estamos avançando na conquista de votos, não estamos preocupados no momento com a contagem de votos. A chegada dos parlamentares em Brasília em grande número deve acontecer ao fim do recesso e nesse momento nós efetuaremos uma contagem mais efetiva. Eu posso garantir que vivemos hoje um momento muito melhor do que vivíamos antes do recesso parlamentar”, reafirmou o que disse aos jornalistas segunda-feira (15), em Brasília. Para o ministro, o importante agora é manter o diálogo com as diversas lideranças. “O setor empresarial está perfeitamente convencido dessa necessidade”.

Quanto aos encontros do presidente Michel Temer com lideranças religiosas, ele disse que o governo conversa com quem queira dialogar. “Estamos conversando com lideranças de todo o país, reconhecemos o peso das lideranças evangélicas, como das lideranças religiosas, ou seja, estamos dialogando com aqueles que querem dialogar”. Na quinta-feira (18), Marun se reúne com empresários da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte.

Pelé usa andador para chegar ao palco durante evento

Pelé usou um andador para se movimentar na festa de abertura do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, na segunda-feira (15). O ex-jogador do Santos e da seleção brasileira compareceu ao evento como embaixador da competição. "Discutíamos ali atrás, mas decidi entrar assim. Deus me deu essa chuteira nova e decidi mostrar", brincou Pelé, que entrou com a ajuda de um andador no palco de uma das salas da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Desde 2012, o ex-jogador de 77 anos convive com problemas médicos. Nesse período, ele foi submetido a três cirurgias –fêmur, menisco e coluna. "Gostaria de agradecer as pessoas que me mandaram mensagens de boa recuperação de toda parte do mundo. Estou feliz de estar aqui", acrescentou. Em dezembro, ele participou do sorteio dos grupos da Copa do Mundo da Rússia se locomovendo em cadeira de rodas. O ex-jogador entrou no local do sorteio empurrado por ajudantes. Em 2016, Pelé disse que médicos que o examinaram afirmaram que houve um erro em uma cirurgia à qual foi ele submetido em 2012, para a implantação de uma prótese no quadril. Ele disse que uma falha o levou a passar por nova operação, em dezembro de 2016.

A comissão de ética do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) concluiu que não houve erro médico na cirurgia do ex-jogador. Em uma breve entrevista durante o evento, Pelé foi questionado sobre a atual situação do Maracanã. No entanto, ele chamou a atenção para outros problemas. "Falam muito do Maracanã mal utilizado, mas temos que nos preocupar com violência, hospitais, pessoas pobres. Vamos pensar mais nisso. Vamos pensar no povo, futebol e estádio a gente resolve. Vamos ver as crianças", disse. "Falei lá atrás, mais de 40 anos. Se olhássemos paras as crianças daquela época, não teríamos tantos ladrões e problemas hoje. Não temos nem presídio para isso. Aliás, temos muitos políticos no presídio. Vamos tentar salvar o futuro. Desculpa, mas eu precisava desabafar", completou, lembrando sua primeira declaração após marcar seu milésimo gol. Presidente interino da CBF, Antônio Carlos Nunes, de 80 anos, o coronel Nunes, participou também do evento. Ele foi de bengala ao centro de convenções. Nunes substitui Marco Polo Del Nero, banido pela Fifa por 90 dias. Ele é investigado por corrupção. 

Representante de juízes federais pede reforço em julgamento da organização criminosa petista, Lula

Em visita à ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal na segunda-feira (15), o presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Roberto Veloso, pediu reforço de segurança para o prédio e os juízes do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em razão do julgamento do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. Veloso disse estar "muito preocupado" com as ameaças de que teve conhecimento, sobretudo as veiculadas em redes sociais. Ele disse que levará a diretoria da Ajufe para visitar o TRF-4 no próximo dia 22 para "prestar solidariedade ao tribunal".

O julgamento do recurso de Lula está marcado para o dia 24. O representante dos juízes federais afirmou que levaria um pedido de providências ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. "Vamos levar um pedido para que ele tome medidas acautelatórias e apure as responsabilidades já dos atos convocatórios. Primeiro, se o patrimônio público está ameaçado, é preciso que os órgãos da segurança pública, tanto o federal quanto o estadual, tomem as providências no sentido de garantir que os prédios públicos sejam preservados. Segundo, a questão da segurança dos magistrados, porque uma das principais questões que a Ajufe defende e defenderá sempre é a independência dos juízes", declarou. "A ministra Cármen Lúcia falou que o Conselho Nacional de Justiça é o órgão do Judiciário encarregado da segurança dos prédios públicos. Diante disso, nós vamos encaminhar ainda hoje um ofício ao CNJ pedindo providências". De acordo com Veloso, os magistrados do TRF-4 e seus familiares já tiveram sua segurança reforçada, tanto por agentes do próprio tribunal como da Polícia Federal.
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Para Veloso, está havendo um "alarde desnecessário" em torno do julgamento do recurso de Lula na segunda instância da Justiça Federal, porque não será ainda a decisão final. "Está havendo um alarde sobre esse julgamento desnecessário, porque o Brasil é pródigo em recursos. Caso venha a ser confirmada a sentença, haverá possibilidade de recurso para o Superior Tribunal de Justiça, haverá possibilidade de recurso para o STF, e dependendo de haver maioria ou não, o próprio tribunal pode ser um destinatário de recursos", disse. "O deferimento da candidatura daquele que está sendo acusado da prática dos crimes será feito pelo Tribunal Superior Eleitoral e esse deferimento só vai ocorrer a partir de agosto. Não precisa esse alarde que se está fazendo agora, ainda há um caminho processual muito grande a ser trilhado. Mas é preciso que a magistratura tenha condições de independência e tranquilidade", declarou Veloso.

Maior time de atletismo do País chega ao fim, a Bolsa de Valores retira o seu patrocínio

Maior clube de atletismo do País e maior vencedor do Troféu Brasil, com 14 títulos, a B3 Atletismo (antiga BM&F) encerrou as suas atividades na segunda-feira (15) após 16 anos de existência e 30 anos de apoio à modalidade. A agremiação, que conta com 57 atletas e 13 treinadores, manterá o patrocínio até o fim do ano, com aporte financeiro. Entretanto, o clube não participará de mais nenhuma competição oficial. Os atletas poderão migrar para a Orcampi, de Campinas, que sempre foi considerado um clube-irmão da B3. Sem clube, não é possível para os esportistas participarem de nenhum torneio.

"Com o objetivo de alinhar a estratégia de investimento social privado da B3 à evolução de sua cultura corporativa, a B3 Social (OSCIP) passa a atuar a partir de 2018 direcionando seus recursos para atividades vinculadas a educação e formação de jovens para o trabalho", informou a empresa por meio de nota. "Com esta definição estratégica, tem início agora um processo de transição da B3 Atletismo. Em respeito a uma história de 30 anos no esporte, e a fim de conduzir essa transição com o menor impacto possível, a B3 Social continuará apoiando o atletismo com aportes financeiros ao longo de todo o ano de 2018 e está em tratativas para a doação de todo seu acervo esportivo a outras instituições tradicionais do atletismo", diz outro trecho.

A B3 Atletismo conta com um grande Centro de Treinamento em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, e o futuro dele ainda é incerto. A Prefeitura de São Caetano, que cede o terreno de 31 mil metros quadrados em regime de comodato, informou que só teria uma posição nesta terça-feira (16). Criada oficialmente em 2002, a equipe viu seu embrião nascer em 1988, quando a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) resolveu ofertar um prêmio, chamado "Ouro Olímpico", a medalhistas dos Jogos de Seul-1988. O mimo era 4 quilos em ouro, que foi divididos entre os atletas. O Brasil chegou seis vezes ao pódio (um ouro, duas pratas e três bronzes).

O clube foi o mais importante do atletismo brasileiro ao longo dos últimos anos e por ele passaram nomes como Fabiana Murer, Marílson Gomes dos Santos, Vanderlei Cordeiro de Lima, Jadel Gregório e os campeões olímpicos Thiago Braz e Maurren Maggi. Na última Olimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016, a B3 Atletismo contou com 20 atletas na delegação brasileira. Nos Jogos, atletas do clube alcançaram resultados históricos, como o quinto lugar de Darlan Romani no arremesso do peso (com 21,02 m).

Balança tem superavit de US$ 1,4 bilhão nas duas primeiras semanas do ano

A balança comercial registrou, na segunda semana de janeiro, superavit de US$ 983 milhões, com crescimento nas exportações e importações na comparação com a primeira semana e com o mesmo período do ano passado. Nas duas primeiras semanas do ano, as exportações somaram US$ 7,076 bilhões e as importações, US$ 5,581 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 1,494 bilhão.

Na semana passada, o superavit foi gerado após um resultado de US$ 4,120 bilhões nas exportações e US$ 3,138 bilhões nas importações. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os números se devem ao aumento na exportação de produtos básicos e semimanufaturados. É o caso do petróleo, milho em grão, farelo de soja e dos metais em bruto.

Já as importações subiram devido ao comércio de produtos como eletroeletrônicos, combustíveis, adubos, fertilizantes, bebidas e cereais. “Nas exportações, se comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 786,2 milhões) com a média registrada em janeiro de 2017 (US$ 677,6 milhões), houve crescimento de 16%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: manufaturados (19,5%), básicos (17,2%) e semimanufaturados (6,3%)”, informou a pasta, com relação às médias diárias. Já a média do comércio de produtos que o Brasil importou também subiu em relação às mesmas semanas do ano passado, ocasionando uma alta de 11,8% nas importações.