sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Emirates encomenda 36 aeronaves A380 e dá sobrevida ao maior avião comercial do mundo, da Airbus


Após ter sua continuidade colocada em dúvida pela própria Airbus nesta semana, o A380 - maior avião comercial do mundo - ganhou uma sobrevida. A companhia aérea Emirates, principal operadora da aeronave, assinou nesta quinta-feira (18) um memorando de entendimento com a Airbus para a encomenda de 36 modelos - 20 estão garantidos, com a opção de mais 16. As entregas estão previstas para começar em 2020, a um preço de US$ 16 bilhões. A notícia representa um alívio para a fabricante do consórcio europeu que, na última segunda-feira (15), anunciou seu balanço de 2017, no qual bateu o recorde de pedidos (1.109), ante 912 de sua principal rival, a Boeing. A fabricante americana, porém, entregou mais aeronaves no ano passado: 763 contra 718 da Airbus. 

Durante a apresentação dos números, o diretor comercial da Airbus havia mencionado a preocupação em torno do A380: "Honestamente, se não chegarmos a um acordo com a Emirates, não teremos outro remédio a não ser parar o programa". A Emirates já opera 101 aeronaves A380, quase metade dos 222 Super Jumbo que hoje voam em 13 companhias aéreas. Ao ser lançado, em 2007, o A380, com capacidade para 575 passageiros em quatro classes e uma envergadura de 79,7 metros, tirou do Boeing 747 o posto de maior avião comercial do mundo. O primeiro sinal amarelo para o maior modelo da Airbus veio em novembro passado, durante a Dubai Air Show, quando a Emirates assinara com a Boeing um pedido de 46 aviões 787-10 Dreamliner, ao custo total de US$ 15,1 bilhões. Versão mais longa do Dreamliner, o 787-10 poderá levar até 330 passageiros no esquema de três classes. O modelo está na fase final de certificação e deve estrear este ano na Singapore Airlines. 

Dez anos antes, na mesma Dubai Air Show, a companhia dos Emirados Árabes Unidos havia encomendado 70 Airbus A350 -principal rival do 787-, mas mudou de idéia e cancelou o pedido dos aviões europeus em 2014. Desenvolvido no início dos anos 2000, o A380 foi concebido pela Airbus como o futuro da aviação de longa distância, considerando que apenas aeronaves maiores conectariam os cerca de 15 hubs (centro de conexões) globais daquele momento, localizados na América do Norte, Europa e Ásia - na época, Seul, Tóquio, Kuala Lumpur e Bancoc. O Boeing 747, que leva até 410 passageiros, era um sucesso e imperava nas rotas intercontinentais mais longas, e a Airbus não tinha um avião igual em seu portfólio. 

O crescimento vertiginoso do mercado de aviação na China e na Índia desmontou a tese dos 15 hubs globais. O encolhimento do mercado global após os ataques terroristas do 11 de Setembro colocou em xeque a existência de jatos com quatro motores, caso do 747 e do A380, que consomem mais combustível. A grande competição entre hubs na China - Pequim, Xangai, Guangzhou- e na Índia -Nova Déli, Mumbai, Bangalore - fragmentou o mercado. Opções menores e mais eficientes de ambos os lados - o A350 da Airbus e os 777X e 787 da Boeing - provaram-se mais adequadas ao mercado dos últimos anos. O A380, por acomodar tantos passageiros, oferece um ótimo custo/passageiro. Mas é exatamente seu tamanho que dificulta uma operação rentável durante todos os meses do ano. Se até no inverno do hemisfério Norte - período menos rentável comparado com o verão - é fácil preencher um vôo entre Londres-Los Angeles, o mesmo não pode ser dito da rota Nova York-Munique, por exemplo.

Quadro perdido de Rembrandt é encontrado por acaso em porão


Três irmãos de Nova Jersey, nos Estados Unidos, descobriram que guardavam em seu porão o quadro de um dos maiores nomes da história da arte européia. A tela "O Paciente Inconsciente (Uma Alegoria do Sentido do Olfato)" (1624), do pintor holandês Rembrandt, chegou aos irmãos por meio de uma herança que receberam de sua mãe em 2010. Uma das teorias é que a obra tenha chegado à família por volta dos anos 1920, quando seu avô adquirira a peça sem saber de sua autoria. Em 2015, os irmãos decidiram leiloar alguns dos objetos herdados, incluindo o quadro, inicialmente estimado em US$ 800,00 que estava embaixo de uma mesa de pingue-pongue. Os lances, no entanto, já ultrapassavam US$ 1 milhão quando um dos possíveis compradores revelou que se tratava de uma tela original de Rembrandt. A disputa se encerrou em 2016, quando a obra foi vendida por US$ 4 milhões. Ela vale dezenas de vezes mais do que isso, sem qualquer sombra de dúvida. 

Promotoria acusa desembargadora de Mato Grosso do Sul de forçar soltura do filho preso por trafico de armas e drogas


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul moveu ação de improbidade administrativa contra a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, integrante do Tribunal de Justiça e presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul. Tânia é acusada de pressionar a direção do presídio de Três Lagoas a libertar seu filho, Breno Borges, em julho de 2017, antes mesmo da chegada do alvará de soltura. Breno havia sido preso em abril, em Água Clara, a 200 km de Campo Grande, com 129 quilos de maconha e farta munição, incluindo 199 projéteis 7.62.

Collor de Melo anuncia candidatura presidencial pelo PTC


O senador Fernando Collor de Melo anunciou hoje que será candidato a presidente da República pelo PTC. Em 1989, Collor de Melo concorreu à Presidência da República pelo antigo PRN, um partido de aluguel de sigla, e derrotou o chefão da organização criminosa petista, Lula. Dois anos depois, foi derrubado por suspeita de corrupção. Renunciou duas horas antes de ter aprovada a sua cassação por crime de responsabilidade no Senado Federal. A cassação continuou valendo, apesar da renúncia. O mandato atual de senador de Collor de Melo se estenderá até 2022, razão pela qual ele concorre agora à Presidência da República. É caso único na história política do Brasil. O que só serve para comprovar que o sistema político brasileiro é recorrente. Péssimo sinal. 

Quebrou o pau na Maçonaria gaúcha, grupo opositor invade a sede para depor o Grão Mestre na marra, ele está refém na sede há quatro dias


A Maçonaria do Rio Grande do Sul está em pé de guerra. A eleição para o Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS - foi contestada na Justiça estadual. Mas, os opositores não esperaram por uma decisão judicial e invadiram a sede da entidade na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. O Grão Mestre Tadeu Pedro Drago resiste dentro do prédio há quatro dias, onde é mantido como refém, porque não pode entrar em contato com ninguém, nem com o advogado do Grande Oriente do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, "irmãos" se enfrentam na porta de entrada, com trocas de pontapés, socos, chutes e muita gritaria em um espetáculo nunca antes imaginado. Veja os vídeos de cenas do enfrentamento na Maçonaria. 


 

Leia a íntegra da carta aos maçons gaúchos escrita pelo Grão Mestre que está sendo mantido refém da oposição dentro da sede do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, na sede da entidade, na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. Até a Brigada Militar já foi chamada para intervir no conflito.