sábado, 27 de janeiro de 2018

Paris está em alerta laranja por causa de cheia do rio Sena


A Câmara Municipal de Paris mantém alerta frente a possíveis danos provocados pelas inundações próximo ao rio Sena, que na sexta-feira alcançou 5,63 metros. A cheia do rio, no entanto, não alcançará os temidos 6,10 m registrados em 2016, segundo as previsões. Ainda que a chuva continue sobre a capital francesa e regiões próximas, espera-se que o nível máximo de enchente previsto para o fim de semana seja de 5,80 m a 6 metros. A Câmara Municipal mantém contato com os serviços de transporte, de água e de calefação da cidade, entre outros, para "limitar o impacto desta situação na vida cotidiana" dos parisienses, afirmou o órgão em um comunicado. O Sena, cujo nível sobe a cada dia, transbordou em alguns pontos e por isso permanecem fechados dez túneis e estradas, vários parques e estabelecimentos públicos e linhas de trem com estações muito perto do rio, que permanecerão inacessíveis pelo menos até 31 de janeiro. 


A cidade está em "alerta laranja", o terceiro de quatro níveis, devido aos riscos de inundação que se estendem por toda a região de Île-de-France, onde bairros próximos ao leito do rio foram evacuados de forma preventiva. Segundo o serviço meteorológico Météo France, a "excepcional" quantidade de chuva registrada entre 1º de dezembro e 21 de janeiro em Paris foi o dobro da normal. A cheia do Sena desta semana lembra as inundações que ocorreram em maio e junho de 2016, que provocaram a morte de duas pessoas e prejuízos no valor de 1 bilhão de euros na região de Paris.

Décima quinta Rodada de Licitações da ANP incluirá 70 blocos



A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na sexta-feira (26) os editais e modelos de contrato de concessão da 15ª Rodada de Licitações, que está marcada para o dia 29 de março. De acordo com os editais, serão ofertados 70 blocos, sendo 49 marítimos e 21 terrestres. A rodada será dividida em duas etapas, uma com os blocos marítimos e outra com os blocos terrestres. A etapa marítima envolverá blocos de elevado potencial nas bacias de Campos (nove) e Santos (oito), além de blocos de nova fronteira: Ceará (12), Potiguar (13) e Sergipe-Alagoas (sete). Já a etapa terrestre envolverá áreas de nova fronteira nas bacias do Paraná (13) e do Paranaíba (oito). Segundo a ANP, as principais alterações em relação à 14ª Rodada são as mudanças na cláusula arbitral e a inclusão da reabertura, ao final da rodada, da oferta de blocos não arrematados, assim como alterações visando à desburocratização, como a exclusão da exigência de notarização. Os editais trazem o detalhamento dos blocos em oferta, as regras e procedimentos para participação e o cronograma preliminar da rodada.

Unicef denuncia claros sinais de desnutrição entre crianças venezuelanas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou na sexta-feira (26) "claros sinais" de elevados níveis de desnutrição entre as crianças venezuelanas por causa da crise econômica que o país atravessa, bem como pela falta de dados que mostrem de forma confiável a situação nutricional da infância no país. Em entrevista, o porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac, não pôde especificar quais eram exatamente esses "claros sinais" além de alguns relatórios feitos por entidades como Cáritas que, se bem que "sejam alarmantes", não são realmente representativos do que está acontecendo no país. O relatório da Cáritas revelou que 15,5% dos meninos tinham peso bem mais baixo do que o normal para a sua idade. "Não é um estudo representativo, mas é uma indicação da contínua deterioração dos níveis nutricionais das crianças venezuelanas", disse Boulierac.

O porta-voz admitiu que o governo está reagindo de certa maneira a essa emergência para mitigá-la por meio da distribuição de bolsas de alimentos e da transferência de dinheiro para as famílias mais vulneráveis, mas criticou a falta de uma política "coordenada". Consultado sobre o que o governo deveria fazer, Boulierac respondeu que a primeira coisa seria obter dados confiáveis para ter uma imagem real dos níveis de desnutrição no país. Ele explicou que o Unicef tem pessoal no interior da Venezuela, mas que são as autoridades que devem fazer estudos epidemiológicos de como "a hiperinflação e a crise econômica que o país atravessa afetou as crianças". "Em maio, o Ministério de Saúde divulgou alguns estudos epidemiológicos. Obter mais informações como essa é essencial e urgente", concluiu.

China abre seu mercado interno de 1,3 bilhão de consumidores para o mundo



A China está abrindo seu mercado de 1,3 bilhão de consumidores para o Brasil e para todos os países que queiram aproveitar essa oportunidade. As nações e empresas interessadas devem participar da 1ª Exposição Internacional de Importação da China, a se realizar no Centro de Convenções da cidade chinesa de Xangai, de 5 a 10 de novembro de 2018. “É raro ver um país promover uma exposição com foco em importações e é exatamente isso que a China está fazendo” disse a ministra-conselheira da Embaixada chinesa no Brasil, Xia Xiaoling. Segundo ela, muitos países estão interessados em participar do evento, mas o Brasil ainda não reservou um estande para mostrar seus produtos, apenas confirmou que participará do Pavilhão das Nações, uma mostra paralela à exposição. “O Brasil parece que não tem pressa”, afirmou a conselheira.

Segundo Xia Xiaoling, os países que responderam afirmativamente, até 31 de janeiro deste ano, ao convite para participar da 1ª Exposição Internacional de Importação da China terão grande desconto no pagamento do espaço. “Não temos problemas em importar mais do Brasil”, disse o encarregado de Negócios da embaixada chinesa, ministro Song Yang, que não se mostrou preocupado com o crescente superávit brasileiro com a China. Ele acrescentou que não entende por que alguns setores brasileiros se queixam de que a China só importa commodities como soja em grão e minérios de ferro. “Queremos importar muito mais. Queremos importar produtos tecnológicos de alta qualidade, peças de automóveis e muitos outros produtos industrializados e aeroespaciais. Basta que o Brasil participe da Exposição Internacional de Importação da China e mostre seus produtos. Sem conhecer o produto brasileiro, o chinês não pode comprar mais”, disse Song Yang. 

Song Yang disse que, também na área de serviços, o Brasil não está aproveitando as vantagens oferecidas pela China. Citou o exemplo do turismo. No ano passado, a China enviou para o exterior 129 milhões de turistas. Para o Brasil, porém, só vieram 60 mil. De acordo com Song Yang, o Brasil não investe em propaganda na China para tornar conhecidas suas belezas turísticas. “Tudo o que o chinês sabe sobre o Brasil se limita ao Corcovado, ao Cristo Redentor, ao Parque Nacional do Iguaçu e ao Neymar”.

Em termos de produtos tradicionais de exportação brasileiros, a ausência de publicidade também está provocando a perda de mercado na China. O diplomata chinês disse que atualmente o café da Colômbia e de alguns países da América Central está ganhando terreno em detrimento do café brasileiro. Song Yang lembrou que, apesar de o Brasil não explorar todo o potencial de seu comércio, as vendas favorecem o lado brasileiro. Em 2017, o Brasil exportou US$ 47,48 bilhões para a China e importou US$ 27,32 bilhões, tendo um superávit de US$ 20,16 bilhões. Isso significou um grande avanço nas exportações brasileiras para a China, já que no ano anterior o superávit chegou a US$ 4 11,7 bilhões. No que se refere a investimentos, o Brasil recebeu a preferência chinesa. Segundo Song Yang, a América Latina e o Caribe constituíram a segunda região do mundo que recebeu mais investimentos chineses, depois da Ásia. A China canalizou até 2017 cerca de US$ 207 bilhões em investimentos diretos para a América Latina e o Caribe. Desse total, o Brasil recebeu cerca de US$ 50 bilhões. 


Novo balanço aponta alta de 44,5% nas mortes por febre amarela em São Paulo


As mortes por febre amarela confirmadas no Estado de São Paulo cresceram 44,5%, segundo balanço divulgado no início da noite de sexta-feira (26) pela Secretaria Estadual de Saúde. O número, que considera registros feitos desde janeiro do ano passado, saltou de 36 para 52 desde o último levantamento, realizado há uma semana. Com isso, o número de casos confirmados também cresceu, de 81 para 134, no período – alta de 65,4%. O destaque ainda é a cidade de Mairiporã, na região metropolitana, que concentra 57,4% dos casos, chegando a 77. Assim como no levantamento anterior, Mairiporã, Atibaia (17) e Amparo (5) somam três quartos dos casos no Estado. As outras cidades paulistas com registro da doença são: Águas da Prata, Américo Brasiliense, Batatais, Bragança Paulista, Caieiras, Campinas, Cotia, Itapira, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itatiba, Itapecerica da Serra, Jarinu, Jundiaí, Mococa, Cássia dos Coqueiros, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Piedade, Santa Cruz do Rio Pardo, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Tuiuti. Com o crescente número de casos de febre amarela, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro iniciaram na quinta-feira (25) a campanha emergencial de vacinação, com o uso da dose fracionada –a Bahia também fará parte da nova mobilização, mas entre os dias 19 de fevereiro a 9 de março.

Em São Paulo, a campanha acontece em 53 cidades, além de 20 distritos da capital paulista, e já imunizou 521.370, em menos de dois dias. Segundo a secretaria, 502.052 paulistas receberam a dose fracionada e 19.318 receberam a dose padrão. A meta é vacinar 9,2 milhões de pessoas até 17 de fevereiro. Fracionar a vacina foi a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para conseguir imunizar um maior número de pessoas. Com 0,1 ml, a dose fracionada tem o mesmo efeito que a padrão (0,5 ml), embora seu tempo de cobertura seja menor. Quem for vacinar com ela deve tomar nova dose em ao menos oito anos. Apesar da eficácia da dose fracionada, alguns grupos ainda estão recebendo a normal devido à falta de estudos sobre o efeito da dose menor neles. É o caso de crianças de 9 meses a 2 anos incompletos, grávidas, pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia ou com corticoides em doses elevadas. A expectativa da prefeitura é que toda a cidade seja imunizada até o final de maio.

Derrota da Boeing nos Estados Unidos deverá acelerar negociação com a Embraer


Principal concorrente da Embraer, a canadense Bombardier teve uma importante vitória comercial em disputa com a Boeing nos Estados Unidos. O resultado deverá acelerar as negociações para a associação entre a fabricante brasileira e a americana. A agência federal americana que regula regras de importação do país derrubou uma taxa de 292% que o governo Donald Trump havia imposto em dezembro sobre aviões da linha CSeries, modelo regional da Bombardier. O aparelho é o principal competidor da linha E2, da Embraer. Ambos são integrantes da nova geração de aeronaves dessa categoria. A Boeing havia feito uma queixa após sua rival européia, a Airbus, comprar o controle da linha CSeries da Bombardier em outubro.

Alegava que um dos modelos da CSeries competia diretamente com versões novas do Boeing-737, mas que seria vendido a preços baixos por ser muito subsidiado. O governo canadense chegou a ser sócio da linha de produção, algo inédito no mundo. A empresa aérea americana Delta havia encomendado 75 aviões do modelo nessas condições em 2016. Trump comprou a briga e determinou a sobretaxa, que visa compensar os subsídios maciços. 

Agora, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos derrubou a medida de forma unânime, por quatro votos a zero. Em sua argumentação, a Bombardier disse que seu produto não é um competidor direto do avião da Boeing. Tentou provar seu ponto pedindo que a agência analisasse no mesmo caso os maiores modelos da nova linha de aeronaves regionais da Embraer, o que não ocorreu. Mas sua posição venceu ao fim. Com isso, as negociações para a associação da Embraer com a Boeing deverão ser aceleradas para fazer frente à previsível demanda pelos aviões da CSeries nos Estados Unidos.

A Boeing não tem um aparelho regional para ofertar e enfrentar a Airbus, e a Embraer não tem a estrutura de vendas da gigante europeia. Além disso, chineses, russos e japoneses estão entrando no setor, acirrando a competição. A CSeries e a E2 são o futuro do nicho de aparelhos para 70 a 130 passageiros, dominado hoje pela atual geração de jatos regionais da Embraer (46% das vendas mundiais). A Bombardier tem, por sua vez, 34%. As duas empresas têm longo histórico de contenciosos, com vantagem para a brasileira, em fóruns internacionais.

O governo brasileiro, que possui poder de veto nos negócios da Embraer como herança de seu processo de privatização, rejeita a venda do controle para os americanos. Está sendo estudada uma associação, que tem arestas sendo trabalhadas sobre composição acionária e questões de soberania de programas militares. 

A disputa entre Boeing e Bombardier evidencia como governos atuam nesse mercado e teve outras consequências. A premiê britânica, Theresa May, queixou-se a Trump que 4.000 empregos que a Bombardier mantém numa fábrica na Irlanda do Norte estavam ameaçados. Além disso, a disputa fez com que o governo canadense suspendesse a negociação para adquirir 18 unidades novas de caças F/A-18, fabricados pela Boeing.

Justiça manda a prefeitura de São Paulo abrir envelopes da PPP de luz na segunda-feira



O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a abertura de envelopes da PPP (Parceria Público-Privada) de iluminação pública em São Paulo ocorra nesta segunda-feira (29), às 11 horas. A decisão, do juiz Ju Hyeon Lee, atende a um mandado de segurança impetrado pelo consórcio Walks, favorito a levar o contrato, de R$ 7,2 bilhões e duração de 20 anos. A abertura dos envelopes era esperada para dezembro de 2017 – o que não ocorreu porque a análise das garantias das propostas ainda estava em curso, segundo disse a prefeitura à época. O principal concorrente do Walks é o consórcio liderado pela FM Rodrigues, atual prestadora de serviços da cidade. A empresa tem sido a principal responsável pelo imbróglio judicial da PPP, anunciada em 2015 pelo então prefeito petista Fernando Haddad (PT-SP).

Em 2016, a FM Rodrigues questionou as garantias apresentadas pela concorrente, travando o processo no Tribunal de Contas do Município. No fim do ano passado, com a perspectiva de retomada da licitação, a empresa novamente tentou, via ação judicial, barrar o processo, sem sucesso. A própria prefeitura já manifestou questionamentos em torno do consórcio Walks, já que uma de suas integrantes, a Quattro, detém 99,9% das ações da Alumini, empresa condenada na Lava Jato. A Alumini inclusive chegou a dividir a prestação de serviços de luz com a FM até março de 2017, quando foi declarada inidônea para firmar contratos com a administração pública. A Secretaria dos Serviços e Obras da capital chegou a afirmar que a participação da Quattro era uma espécie de "maquiagem" para a atuação Alumini. Enquanto isso, a prestação de serviços é feita pela própria FM Rodrigues, por meio de um contrato emergencial firmado em outubro de 2017 e que também gerou questionamentos dentro do setor, já que a escolha de caráter urgente dispensa processo licitatório.

A estimativa é que a PPP reduza os gastos com iluminação da prefeitura de atuais R$ 17 milhões por mês para R$ 8,5 milhões, com a possibilidade de as empresas vencedoras proverem wi-fi e instalarem sensores inteligentes nos postes. O consórcio Walks afirmou que "espera que a decisão judicial seja cumprida, decretando o fim de um processo licitatório arrastado e que vem causando prejuízos incalculáveis ao erário público e à população da cidade de São Paulo". 

Corretora japonesa sofre ataque de hackers e perde R$ 1,7 bilhão em moedas digitais


A corretora japonesa Coincheck, a maior do ramo de criptomoedas do país, revelou na noite de sexta-feira ter sido alvo de hackers e que US$ 532 milhões (ou cerca de R$ 1,7 bilhão) em moedas virtuais desapareceram do caixa da instituição. Segundo o "Japan Times", foi o maior roubo de moedas digitais desde o advento do bitcoin, em 2009, o que provocou pânico entre os clientes da empresa. As criptomoedas, como o bitcoin, são moedas digitais que não estão sujeitas a regulações de qualquer governo ou banco central. As transações são feitas digitalmente, sem intermediação bancária. Como o dinheiro em espécie, elas permitem que os usuários gastem ou recebam os recursos de forma anônima, ou em grande parte anônima, por meio da internet.

No caso do ciberataque contra a Coincheck, o alvo foi a moeda XEM, que funciona através do blockchain NEM. Ela foi lançada em 2015 e é a décima em valor no ranking das criptomoedas. Segundo o "Japan Times", a corretora já avisou a agência nacional responsável por serviços financeiros e suspendeu os saques de quase todas as criptomoedas, com exceção do bitcoin. Em 2014, outra corretora japonesa, a Mt. Gox, que já respondeu por 80% das transações mundias com bitcoin, quebrou após ter perdido cerca de US$ 450 milhões em números divulgados na época e que foram revisados para baixo depois.

A Coincheck disse que percebeu a transferência irregular de US$ 532 milhões da moeda virtual por volta de 11h25m da manhã de sexta-feira. Ela avisou os clientes em uma nota em seu blog às 12h07m que os depósitos da XEM estavam suspensos. As demais transações com as moedas virtuais foram congeladas no fim da tarde. O cofundador da corretora, Yusuke Otsuka, disse que não sabe como essa quantia sumiu da corretora e que estava trabalhando na segurança dos ativos dos clientes, mas reconheceu que não está certo se a instituição vai reaver o dinheiro perdido.


O Japão é um dos maiores mercados de criptomoedas e é apontado como referência na supervisão de transações com esse tipo de divisa, pois adotou regras mais rígidas após a quebra da Mt. Gox. Por isso, o roubo preocupou investidores. A Coincheck foi fundada em 2012 e tem 71 funcionários.

Governo do Rio de Janeiro decreta emergência pela estiagem no norte fluminense

O governo do Rio de Janeiro decretou na quinta-feira (25) situação de emergência nos municípios de Natividade, Itaperuna e São Francisco de Itabapoana pela estiagem registrada nos últimos meses. Segundo o governo, as três cidades do norte fluminense já registram prejuízos na produção agrícola com a pouca ocorrência de chuvas. Em Natividade, produtores locais já teriam acumulado perdas de R$ 5 milhões. O decreto libera os municípios para contratar serviços e obras sem licitação, desde que sejam para atender à situação de emergência. A medida terá vigência de 180 dias. A meterologista Marlene Leal, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que uma massa de ar tropical está sobre parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste e têm impedido o avanço de frentes frias, que chegam do Sul. "Esse bloqueio deve ser rompido nos próximos dias. A gente tem uma previsão de chuvas que podem ser fortes, atingindo a região Centro-Oeste e o Sudeste como um todo". Segundo informações do Inmet, choveu em Itaperuna apenas 15% do que era esperado para o mês de outubro. Em novembro, a chuva superou as expectativas em 10%, mas foram registrados déficits de precipitação em dezembro e janeiro, com chuvas 45% e 35% abaixo do previsto.

Banco Central estima que entrarão 80 bilhões de dólares em investimentos diretos no Brasil

O Banco Central mantém a estimativa de crescimento do investimento direto estrangeiro no País para 2018, mesmo em ano eleitoral, de US$ 80 bilhões. De acordo com balanço divulgado na sexta-feira (26), esses investimentos fecharam 2017 em US$ 70,3 bilhões, valor abaixo dos US$ 75 bilhões projetados pelo Banco Central para o ano. Foi também o menor patamar desde 2013, quando foram investidos US$ 69,7 bilhões no País, informou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha. Apesar das quedas de 2017, o Banco Central projeta crescimento para 2018. Na avaliação de Rocha, o resultado de 2017 "é sólido e bastante significativo". O valor, segundo ele, fechou abaixo do esperado porque "alguns dos investimentos que imaginávamos que ocorreriam em dezembro não ocorreram. Ainda temos a perspectiva que ocorram ao longo do ano", disse

Os sinais de melhora ainda não devem ser sentidos em janeiro. Até o dia 24 desse mês, o investimento direto estava em US$ 2,4 bilhões. O Banco Central estima que o mês feche com um ingresso de US$ 3,5 bilhões no setor produtivo, valor abaixo de anos anteriores. Em 2017, que foi um ano atípico, foram investidos US$ 11,5 bilhões no mês, em 2016, US$ 5,4 bilhões, e em 2015, US$ 5,8 bilhões. No total, em 2017, as contas externas fecharam o ano com saldo negativo. O déficit em transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do País com o mundo, ficou negativo em US$ 9,8 bilhões. O valor equivale a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir esse déficit com investimentos ou empréstimos no Exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no País, devido à aplicação no setor produtivo.

Exposição no Rio de Janeiro apresenta obra de Rugendas, artista alemão que desenhou Brasil do século 19


Ao lado do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), o alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) teve importância fundamental na divulgação das primeiras imagens do Brasil no Exterior. Durante quatro anos, entre 1821 e 1825, ele percorreu o país retratando toda a exuberância da natureza e os costumes populares, tendo como resultado um trabalho preciso de documentação da época em que a nação se tornou independente de Portugal. Parte da produção do artista pode ser vista na exposição Rugendas, um cronista viajante, que a Caixa Cultural Rio de Janeiro inaugura neste sábado (27), às 18 horas. A mostra exibe 50 obras do pintor, desenhista, ilustrador e litógrafo, entre elas 36 originais do famoso álbum "Viagem pitoresca através do Brasil" (Voyage Pittoresque dans le Brésil), considerado um dos mais importantes documentos iconográficos sobre o Brasil do século 19.
O panorama da obra de Rugendas é apresentado na mostra em três núcleos. O primeiro deles é Olhar a terra, com paisagens do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, seguindo-se Olhar o homem, na qual apresenta cenas da vida cotidiana da população brasileira; e Plantas da terra, que traz estudos da fauna e flora brasileira. Para a curadora Angela Âncora da Luz, revisitar a obra de Rugendas proporciona um encontro com um documentarista que tem muito a ensinar para a nossa época a partir de suas obras. “A exposição objetiva apresentá-las com o olhar de hoje, comprovando que a arte se recria a cada novo olhar, e que nesta dinâmica ela terá sempre propostas e observações atuais a nos acrescentar”, comentou. Rugendas chegou ao Brasil como documentarista e desenhista da Expedição Langsdorff, que percorreu 16 mil quilômetros pelo interior do País com objetivo de fazer um inventário completo do Brasil. A expedição era comandada pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff, médico alemão naturalizado russo, e patrocinada pelo czar Alexandre I, por dom Pedro I e por José Bonifácio, o Patriarca da Independência.
O artista abandonou a expedição em 1824, mas continuou sozinho o registro de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Retornou à Europa no ano seguinte para dedicar-se a produção do álbum "Voyage Pittoresque dans le Brésil", editado em Paris em 1835, em francês e alemão, e com a reprodução de 100 obras, acompanhadas de textos explicativos. Dez anos depois, em 1845, Rugendas retornou ao Brasil e participou no Rio de Janeiro das Exposições Gerais de Belas Artes, realizadas pela Academia Imperial de Belas Artes, hoje Museu Nacional de Belas Artes. Nesse período, tornou-se o artista preferido da família imperial, realizando retratos de seus integrantes. "Rugendas, um cronista viajante" fica em cartaz até 11 de março e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10 às 21 horas. A entrada é franca e a Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, 25, no centro do Rio de Janeiro. Essa é uma viagem que vale a pena fazer. No mínimo um dia inteiro no Rio de Janeiro deve ser dedicado a esta monumental exposição que retrata com perfeição o nosso primeiro Brasil.