quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Juiz federal Sérgio Moro manda prender ex-policial condenado em processo da Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro determinou a prisão do ex-policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, investigado na Operação Lava Jato, para cumprir a condenação de oito anos e quatro meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro, após perder os recursos na segunda instância. A medida, assinada na última segunda-feira (29), foi tomada com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal, que autoriza a execução provisória da pena após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, embora caiba recurso nos tribunais superiores. 

Durante as investigações da Lava Jato foi descoberto que o ex-policial entregava malas e envelopes de dinheiro a empresários e políticos a mando do doleiro Alberto Yousseff, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras. Na decisão que determinou a expedição do mandado de prisão, Moro disse que a execução preventiva foi autorizada pelo STF e não seria justificável a aplicação de um entendimento casuístico contrário para beneficiar o acusado. “A situação no caso é ainda mais grave pois Jayme Alves de Oliveira Filho cometeu os crimes utilizando seu cargo de policial federal, transportando malas de dinheiro em espécie a serviço de conhecido doleiro e para pagamento de propina a agentes públicos”, concluiu Moro. 

Após o cumprimento do mandado de prisão, Jayme deverá ficar preso em uma penitenciária em Curitiba, em uma ala destinada a ex-policiais para evitar riscos a sua integridade física. Durante a tramitação do processo, a defesa do acusado alegou que ele foi contratado pelo doleiro, em 2012, para prestar serviços de segurança pessoal. Os advogados admitiram que ele entregava documentos a pedido de Youssef. No entanto, justificam que ele não sabia do que se tratava. Jayme foi preso na sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 2014, e respondeu as acusações em liberdade.

Usina de Itaipu fecha janeiro com a maior produção mensal da história da usina


Itaipu fecha o primeiro mês de 2018 com a melhor produção mensal de sua história. E este recorde foi sucessivo ao de dezembro do ano passado, que estava com o título de melhor mês desde que a usina começou a gerar energia, em maio de 1984. A geração de dezembro de 2017 foi superada nesta quarta-feira (31), às 4h11 (horário brasileiro de verão). Até o fim do dia, a produção total de janeiro chegará a aproximadamente 9 milhões e 529 mil megawatts-hora (MWh), 2,9% superior à de dezembro, que, com a marca de 9 milhões e 257 mil MWh, agora passa a ser o segundo melhor mês em produção em todo o histórico da Itaipu. A energia produzida em janeiro seria suficiente para abastecer o Estado de São Paulo por dois meses, a cidade de Curitiba por dois anos e Foz do Iguaçu, onde está a sede brasileira da hidrelétrica binacional, por nada menos que 17 anos. 

Para atingir o recorde de janeiro, a área técnica de Itaipu, que envolve equipes do Brasil e do Paraguai, teve um trabalho extra, já que o excesso de chuvas traz uma série de dificuldades. As “variáveis de produção” exigiram lidar com elevadas afluências de água a montante (acima) e a jusante (abaixo) da usina, quando a redução na queda d´água pode diminuir a geração. Essa condição ainda exige de Itaipu cuidados para amenizar o problema das cheias nas áreas a jusante da usina. Além disso, em janeiro houve a necessidade de desligamento de unidades geradoras para manutenção corretiva e preventiva e também ocorreram indisponibilidades no sistema de transmissão de Furnas para a manutenção preventiva.

“Todas essas situações poderiam ter prejudicado a produção de Itaipu, se não fosse a atuação exemplar dos nossos engenheiros e técnicos”, diz o diretor técnico executivo da Itaipu, Mauro Corbellini. Segundo ele, o que garantiu o recorde de janeiro foram exatamente os esforços e o alinhamento das equipes de Operação e Manutenção da usina, que atuaram entrosadas com o Operador Nacional do Sistema, no Brasil, e com a Ande, no Paraguai. 

Corbellini destacou ainda, que a geração recorde foi possível, também, graças ao mecanismo adotado pela área técnica, chamado de reprogramação positiva. “De forma simples, esse mecanismo significa deixar a usina atenta e preparada para se adequar a cada situação e fazer as entregas de energia, em tempo real, assim que surgem as janelas de oportunidade”, disse. E explicou: “As equipes de tempo real supervisionam a produção o tempo todo, 24 horas por dia. Essa atenção contínua permite identificar as diferenças entre a produção programada e a realizada, bem como deixa a usina preparada para atender demandas adicionais dos clientes ONS e Ande. A reprogramação positiva nada mais é do que estar atento às oportunidades de gerar mais, quando há essa possibilidade. É o que nossos técnicos sabem fazer bem”, concluiu.

Maior usina em produção de energia, Itaipu cravou 103, 1 milhões de MWh em 2016. No ano passado, a usina brasileiro-paraguaia respondeu por 15% do consumo de eletricidade do mercado brasileiro e 86% do Paraguai.