segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Neve paralisa Moscou, causa morte e atrasa dezenas de vôos


A neve paralisou Moscou neste domingo com um recorde histórico de precipitações que causou uma morte e a queda de centenas de árvores, congestionou o tráfego e atrasou dezenas de vôos. "Lamentavelmente, as inclemências não passaram sem vítimas. Uma pessoa morreu por conta da queda de uma árvore", disse Sergey Sobyanin, prefeito de Moscou. Ele advertiu que o tempo piorará nas próximas horas, razão pela qual recomendou aos moscovitas, especialmente aos motoristas, que tenham máximo cuidado. "Esperamos uma grande nevasca e vento de furacão de 20 metros por segundo. Aconselho que se mantenham afastados de árvores e postes de eletricidade", acrescentou. Apenas nas últimas 24 horas caíram 23 milímetros de neve, o que representa 64% da média mensal e um nível máximo de precipitações para um dia 3 de fevereiro desde 1957. O manto que cobre atualmente a capital russa já tem 43 centímetros de grossura em alguns lugares, e a neve não deixa de cair intensamente sobre a cidade de 12 milhões de habitantes. Mais de 20 mil pessoas e 10 mil caminhões, tratores e máquinas são empregados para remover a neve e promoverem a limpeza de estradas, ruas, parques e pontes. Paradoxalmente, este foi um dos invernos mais quentes que se tem registro - no domingo as temperaturas desciam pouco abaixo do zero grau -, ainda que se espere que a temperatura diminua abaixo dos dez graus negativos nos próximos dias.

Petrobras reduz preço do gás para indústria e comércio

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (5) a redução de 4,6% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) vendido em grandes vasilhames para clientes industriais e residenciais. A decisão não afeta o valor do produto vendido em botijões de 13 quilos, mais consumidos por residências. É o segundo corte consecutivo no preço do gás para uso industrial. Em janeiro, a redução foi de 6,3%. Segundo a estatal, a alteração reflete a queda das cotações internacionais do produto, diante da proximidade com o fim do inverno no Hemisfério Norte.

Desde 2005, a empresa é obrigada por resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) a praticar preços diferentes de acordo com o destino do GLP. Com maior impacto no bolso do consumidor de baixa renda, o gás envasado em botijões de 13 quilos deve ser mais barato. De acordo com cálculo do Sindigás (Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP), após o corte desta segunda-feira (5), o GLP para uso industrial e comercial fica 35% mais caro do que o voltado ao consumo residencial. Ambos passaram a ser reajustados mensalmente a partir de junho de 2017. O preço deste último foi cortado em 5% no último dia 19, após uma série de seis aumentos seguidos que gerou forte reação da opinião pública. Na ocasião, a Petrobras anunciou nova política de preços, que terá reajustes trimestrais calculados com base em uma média de longo prazo das cotações internacionais. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir o repasse ao consumidor de fatores sazonais de pressão nos preços. A próxima revisão está prevista para o dia 5 de abril.

Juiz federal Sergio Moro condena ex-gerentes da Petrobras por corrupção


O juiz federal Sergio Moro condenou nesta segunda-feira dois ex-gerentes da Petrobras e empresários acusados de desvios de 150 milhões de reais em contratos da estatal. Alvos da 4ª fase da Operação Lava Jato, Márcio de Almeida Ferreira e Edison Krummenauer receberam, respectivamente, 16 milhões de reais e 14 milhões de reais em propina de empreiteiras, intermediada por duas empresas. Ferreira foi condenado a 10 anos e três meses de prisão. Moro ressaltou em sua decisão que ele tentou trazer de volta ao Brasil em 2016, legalmente, por meio da lei de repatriação de ativos, 47,9 milhões de reais que mantinha em uma conta secreta no Exterior. Já Krummenauer, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, foi sentenciado a 9 anos e quatro meses de prisão. Ele cumprirá seis meses em regime fechado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e seis meses em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, até progredir ao regime semi-aberto com recolhimento noturno por um ano.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, os empresários Paulo Roberto Gomes Fernandes e Marivaldo do Rozário Escalfoni, donos das empresas Akyzo Assessoria e Negócios e Lideroll Indústria e Comércio de Suportes, atuavam como intermediários de acertos de propina entre os gerentes corruptos da Petrobras e as empreiteiras que os corromperam. A Akyzo e a Lideroll firmavam contratos fictícios de consultoria com as empreiteiras propineiras Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Queiroz Galvão e repassavam parte dos valores a Márcio Ferreira e Edison Krummenauer. Cinco contratos renderam propina, conforme a sentença assinada por Sergio Moro, referentes às obras dos gasodutos Catu-Pilar e Urucu-Manaus, dos terminais de gaseificação da Bahia e da Baía de Guanabara e do Terminal Aquaviário de Barra do Riacho. Pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Paulo Fernandes e Escalfoni foram condenados cada um a 14 anos e três meses de prisão. Sergio Moro também condenou, pelos mesmos crimes, o ex-executivo da Andrade Gutierrez, Luís Mário da Costa Mattoni, a 8 anos de prisão. Mattoni também fechou acordo de delação e cumprirá um ano e meio de prisão em regime semi-aberto com recolhimento domiciliar noturno e quatro ano de regime aberto, também com obrigação de se recolher em sua casa durante a noite.

Depois de 14 anos no STF, inquérito contra Romero Jucá é arquivado


Depois de 14 anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal, foi arquivado nesta segunda-feira um inquérito que investigava o senador Romero Jucá (MDB-RR) por crimes de peculato. O ministro Marco Aurélio Mello, relator da apuração no STF, determinou o arquivamento com base em um pedido da Procuradoria-Geral da República, segundo a qual não foram encontrados, até o momento, indícios de que Jucá cometeu os delitos e que as infrações, supostamente cometidas entre 1999 e 2001, já teriam prescrito. À época, o senador era filiado ao PSDB. O Código Penal determina que o crime de peculato, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão, prescreve em até 16 anos, contados desde o cometimento do delito. Dezessete anos transcorreram desde o suposto crime de Romero Jucá e o arquivamento pedido pela Procuradoria Geral da República.

Presidente do PMDB e líder do governo do presidente Michel Temer (MDB) no Senado, Romero Jucá era investigado pelo suposto desvio de recursos federais destinados à cidade de Cantá (RR), a cerca de 30 quilômetros de Boa Vista (RR). A apuração foi aberta a partir de uma gravação em que o ex-prefeito da cidade, Paulo de Sousa Peixoto, afirmava receber 10% de propina sobre todas as obras da Prefeitura e que um senador também tinha participação nos valores espúrios. A investigação foi submetida ao STF em 2003, quando surgiram indícios de que o parlamentar citado seria Jucá.

A investigação mirava Romero Jucá por desvios de dinheiro que teriam ocorrido nas obras de poços artesianos, com recursos do Ministério da Saúde, e de uma escola em Cantá, além de convênios firmados entre a cidade, a Zona Franca de Manaus e os ministérios da Integração Nacional e da Agricultura. No caso dos poços artesianos, a Procuradoria Geral da República apontou “que os pagamentos pelos serviços foram efetuados em 20 de junho e 5 de setembro de 2000, transcorridos mais de 16 anos desde os fatos, sem ocorrência de causa interruptiva da prescrição”. No da escola, cita “inviabilidade do prosseguimento da investigação” porque não foi “sequer identificada a escola ou o contrato relacionados ao suposto desvio de recursos”. Em relação aos convênios, a Procuradoria Geral da República afirmou a Marco Aurélio Mello que “as diligências realizadas foram insuficientes para colher elementos indicativos ou comprobatórios da prática de delitos”. 

Romero Jucá ainda é alvo de outros doze inquéritos no Supremo Tribunal Federal, a maioria aberta a partir de investigações da Operação Lava Jato.

Infraero emprega pai de fotógrafo de Lula

Roberto Stuckert — pai de Ricardo Stuckert, o fotógrafo de Lula — é um dos 210 comissionados da Infraero que tiveram o contrato renovado neste mês por Antônio Claret, presidente da estatal pré-falimentar. O fotógrafo ingressou na empresa ainda no primeiro mandato de Lula e permanece por lá desde então.

Raquel Dodge pede ao Supremo o envio para São Paulo do processo de compra de apoio partidário a Dilma Rousseff

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge pediu ao ministro Edson Fachin que o inquérito que apura a compra de apoio de cinco partidos (Pros, PRB, PCdoB, PDT e PP) à petista Dilma Rousseff em 2014 seja enviado para a Justiça Federal em São Paulo. Assim, pode não tramitar mais no Supremo Tribunal Federal a investigação que envolve Marcos Pereira, Guido Mantega, Antonio Palocci, Edinho Silva, João Vaccari e João Santana, entre outros. Marcos Pereira, que era o único dos investigados com foro privilegiado, deixou de tê-lo ao sair do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no mês passado.

Plebiscito barra bolivariano ex-presidente Rafael Corrêa

Em referendo realizado neste domingo, o Equador decidiu que nenhum político poderá cumprir mais que dois mandatos presidenciais. A medida é um grande impacto para o ex-presidente bolivariano Rafael Correa, que rondava a cena política do país e poderia voltar a ser candidato após romper com seu pupilo e atual presidente, Lenín Moreno.

Previdência estatal gaúcha registrou rombo de R$ 10,6 bilhões em 2017

No início do governo do muito incompetente peemedebista José Ivo Sartori, havia mais servidor trabalhando do que aposentado ou pensionista, mas isto mudou em três anos. Agora, 54,8% da folha de pagamento vão para os inativos - 155,5 mil. O governo gasta R$ 1,4 bilhão com a folha de pagamento. O déficit na Previdência do Estado do Rio Grande do Sul bateu novo recorde, totalizando R$ 10,6 bilhões no ano passado. O valor do déficit previdenciário do setor público gaúcho corresponde a 20% de toda a receita líquida do Estado. As contribuições dos servidores ativos deveriam cobrir o valor necessário para a sobrevivência do sistema, mas isto não acontece e o governo precisa tomar dinheiro dos contribuintes - de todos - para pagar em dia as aposentadorias e pensões. O Rio Grande do Sul está muito mais quebrado do que imaginam os gaúchos. Se esses gaúchos sonhassem com a realidade, se tivessem um mínimo de noção da realidade, sairiam correndo do Rio Grande do Sul, entregando as chaves para os funcionários dos três poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) e mais os órgãos auxiliares Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas. Qualquer lugar no Brasil é melhor do que o Rio Grande do Sul no momento, aí incluindo Roraima, que sofre atualmente uma grande invasão de refugiados miseráveis venezuelanos em fuga do terror do regime bolivariano comunista. Os petistas até hoje não se deram conta do que significa votar no PT e eleger governadores do PT, o que fizeram duas vezes. Agora pagam o preço sem ainda terem se dado conta do tamanho do desastre. Quem tiver alguma dúvida sobre a alienação dos gaúchos basta entrar na Freeway na sexta-feira e voltar no domingo à tarde. A situação ainda precisa ficar muito pior, mas muito pior mesmo, para todo mundo se mexer e concluir que é preciso mudar. E aceitar que as mudanças exigidas são dolorosas. 

Israel ordena partida de imigrantes ilegais africanos


Autoridades israelenses começaram a distribuir neste domingo (4) cartas a milhares de imigrantes africanos ilegais, ordenando-lhes que deixem o país até o final de março sob pena de prisão, de acordo com um porta-voz do serviço de Imigração. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou no início de janeiro o estabelecimento de um plano para a partida de cerca de 38 mil imigrantes ilegais, principalmente eritreus e sudaneses. De acordo com este plano polêmico, o governo propõe que os imigrantes deixem "voluntariamente" o país com US$ 3,5 mil até o final de março sob pena de detenção.

Por enquanto, as cartas foram dirigidas apenas aos homens solteiros. O ministério do Interior assegurou que os menores de idade, mulheres e pais de menores não serão afetados pelo plano do governo. De acordo com números da Autoridade da Emigração do Ministério do Interior, 4.000 crianças também estão em situação irregular, além de 38 mil adultos. Qualquer pessoa reconhecida como vítima de tráfico de seres humanos ou escravidão também esta isenta, o que inclui entre 15 mil a 20 mil. A maioria dos imigrantes visados entrou ilegalmente em Israel através do Sinai egípcio a partir de 2007. Este fluxo foi interrompido com a construção pelo Estado hebraico de uma cerca elétrica ao longo da fronteira com o Egito. 

O primeiro-ministro não especificou para que país essas pessoas poderiam ser expulsas, sabendo que Israel reconhece tacitamente que não podem ser devolvidas ao Sudão ou à Eritreia sem colocar em risco suas vidas. Uganda e Ruanda foram citados por organizações israelenses de apoio aos imigrantes, mas ambos os países negaram. Segundo dados oficiais, 4.012 migrantes irregulares já deixaram Israel em 2017, incluindo 3.332 originários da África subsaariana. De acordo com a Organização de Assistência aos Refugiados e Solicitantes de Asilo em Israel, sete eritreus receberam asilo, de um total de 10.000 candidatos desse país, e um sudanês, de um número de requerentes não especificado.

Conselho do Bradesco escolhe Octavio de Lazari Junior para substituir Trabuco como presidente


O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira (5). Lazari, de 54 anos, atualmente é vice-presidente do Bradesco e presidente do Grupo Bradesco Seguros, cargo que continuará ocupando. A nova composição do comando do Bradesco será efetivada em 12 de março, após eleição do novo Conselho de Administração da Organização pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas. O novo Conselho irá referendar a indicação de Octavio de Lazari Junior. Trabuco continuará na presidência do Conselho e cumprirá o seu atual mandato como CEO até a primeira reunião do conselho. Trabuco passará a se dedicar de forma exclusiva ao cargo de presidente do Conselho de Administração. 

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Foi presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) por dois anos, membro suplente do Conselho de Administração da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), membro titular do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec), membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), diretor setorial de crédito imobiliário e poupança e vice-presidente do Comitê de Governança da Portabilidade de Operações de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Consultivo do Fiabci/Brasil – Capítulo Nacional Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e diretor suplente da Uniapravi – Unión Interameriana para la Vivienda.

Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

O Bradesco também comunica a indicação dos vice-presidentes Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas para compor o seu Conselho de Administração. Além disso, serão promovidos ao cargo de vice-presidente os atuais diretores executivos, Cassiano Ricardo Scarpelli e Eurico Ramos Fabri. A diretora do Departamento de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, e o diretor do Departamento de Investimentos, José Ramos Rocha Neto, passarão a compor a Diretoria Executiva do Bradesco no cargo de Diretor (a) Executivo (a) Adjunto (a). O membro do Conselho de Administração, Aurélio Conrado Boni, solicitou renúncia ao cargo.

Conselho do Bradesco escolhe Octavio de Lazari Junior para substituir Trabuco como presidente


O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira (5). Lazari, de 54 anos, atualmente é vice-presidente do Bradesco e presidente do Grupo Bradesco Seguros, cargo que continuará ocupando. A nova composição do comando do Bradesco será efetivada em 12 de março, após eleição do novo Conselho de Administração da Organização pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas. O novo Conselho irá referendar a indicação de Octavio de Lazari Junior. Trabuco continuará na presidência do Conselho e cumprirá o seu atual mandato como CEO até a primeira reunião do conselho. Trabuco passará a se dedicar de forma exclusiva ao cargo de presidente do Conselho de Administração. 

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Foi presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) por dois anos, membro suplente do Conselho de Administração da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), membro titular do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec), membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), diretor setorial de crédito imobiliário e poupança e vice-presidente do Comitê de Governança da Portabilidade de Operações de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Consultivo do Fiabci/Brasil – Capítulo Nacional Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e diretor suplente da Uniapravi – Unión Interameriana para la Vivienda.

Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

O Bradesco também comunica a indicação dos vice-presidentes Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas para compor o seu Conselho de Administração. Além disso, serão promovidos ao cargo de vice-presidente os atuais diretores executivos, Cassiano Ricardo Scarpelli e Eurico Ramos Fabri. A diretora do Departamento de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, e o diretor do Departamento de Investimentos, José Ramos Rocha Neto, passarão a compor a Diretoria Executiva do Bradesco no cargo de Diretor (a) Executivo (a) Adjunto (a). O membro do Conselho de Administração, Aurélio Conrado Boni, solicitou renúncia ao cargo.

Conselho do Bradesco escolhe Octavio de Lazari Junior para substituir Trabuco como presidente


O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira (5). Lazari, de 54 anos, atualmente é vice-presidente do Bradesco e presidente do Grupo Bradesco Seguros, cargo que continuará ocupando. A nova composição do comando do Bradesco será efetivada em 12 de março, após eleição do novo Conselho de Administração da Organização pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas. O novo Conselho irá referendar a indicação de Octavio de Lazari Junior. Trabuco continuará na presidência do Conselho e cumprirá o seu atual mandato como CEO até a primeira reunião do conselho. Trabuco passará a se dedicar de forma exclusiva ao cargo de presidente do Conselho de Administração. 

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Foi presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) por dois anos, membro suplente do Conselho de Administração da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), membro titular do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec), membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), diretor setorial de crédito imobiliário e poupança e vice-presidente do Comitê de Governança da Portabilidade de Operações de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Consultivo do Fiabci/Brasil – Capítulo Nacional Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e diretor suplente da Uniapravi – Unión Interameriana para la Vivienda.

Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

O Bradesco também comunica a indicação dos vice-presidentes Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas para compor o seu Conselho de Administração. Além disso, serão promovidos ao cargo de vice-presidente os atuais diretores executivos, Cassiano Ricardo Scarpelli e Eurico Ramos Fabri. A diretora do Departamento de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, e o diretor do Departamento de Investimentos, José Ramos Rocha Neto, passarão a compor a Diretoria Executiva do Bradesco no cargo de Diretor (a) Executivo (a) Adjunto (a). O membro do Conselho de Administração, Aurélio Conrado Boni, solicitou renúncia ao cargo.

Conselho do Bradesco escolhe Octavio de Lazari Junior para substituir Trabuco como presidente


O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira (5). Lazari, de 54 anos, atualmente é vice-presidente do Bradesco e presidente do Grupo Bradesco Seguros, cargo que continuará ocupando. A nova composição do comando do Bradesco será efetivada em 12 de março, após eleição do novo Conselho de Administração da Organização pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas. O novo Conselho irá referendar a indicação de Octavio de Lazari Junior. Trabuco continuará na presidência do Conselho e cumprirá o seu atual mandato como CEO até a primeira reunião do conselho. Trabuco passará a se dedicar de forma exclusiva ao cargo de presidente do Conselho de Administração. 

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

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Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

O Bradesco também comunica a indicação dos vice-presidentes Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas para compor o seu Conselho de Administração. Além disso, serão promovidos ao cargo de vice-presidente os atuais diretores executivos, Cassiano Ricardo Scarpelli e Eurico Ramos Fabri. A diretora do Departamento de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, e o diretor do Departamento de Investimentos, José Ramos Rocha Neto, passarão a compor a Diretoria Executiva do Bradesco no cargo de Diretor (a) Executivo (a) Adjunto (a). O membro do Conselho de Administração, Aurélio Conrado Boni, solicitou renúncia ao cargo.

Conselho do Bradesco escolhe Octavio de Lazari Junior para substituir Trabuco como presidente


O Conselho de Administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, de acordo com fato relevante publicado nesta segunda-feira (5). Lazari, de 54 anos, atualmente é vice-presidente do Bradesco e presidente do Grupo Bradesco Seguros, cargo que continuará ocupando. A nova composição do comando do Bradesco será efetivada em 12 de março, após eleição do novo Conselho de Administração da Organização pela Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas. O novo Conselho irá referendar a indicação de Octavio de Lazari Junior. Trabuco continuará na presidência do Conselho e cumprirá o seu atual mandato como CEO até a primeira reunião do conselho. Trabuco passará a se dedicar de forma exclusiva ao cargo de presidente do Conselho de Administração. 

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Foi presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) por dois anos, membro suplente do Conselho de Administração da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), membro titular do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec), membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), diretor setorial de crédito imobiliário e poupança e vice-presidente do Comitê de Governança da Portabilidade de Operações de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Consultivo do Fiabci/Brasil – Capítulo Nacional Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e diretor suplente da Uniapravi – Unión Interameriana para la Vivienda.

Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração (FIA), gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

O Bradesco também comunica a indicação dos vice-presidentes Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas para compor o seu Conselho de Administração. Além disso, serão promovidos ao cargo de vice-presidente os atuais diretores executivos, Cassiano Ricardo Scarpelli e Eurico Ramos Fabri. A diretora do Departamento de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, e o diretor do Departamento de Investimentos, José Ramos Rocha Neto, passarão a compor a Diretoria Executiva do Bradesco no cargo de Diretor (a) Executivo (a) Adjunto (a). O membro do Conselho de Administração, Aurélio Conrado Boni, solicitou renúncia ao cargo.

Estados Unidos devem ultrapassar Arábia Saudita como maior produtor mundial de petróleo


Os Estados Unidos estão se aproximando da liderança na corrida pelo domínio do mercado mundial de petróleo. De acordo com as últimas previsões da Agência Internacional de Energia, a produção americana atingirá neste ano a marca recorde de 10 milhões de barris de petróleo bruto por dia. Assim, calcula-se que o país desbancará a Arábia Saudita neste ano da posição de liderança que ostenta, com 13,5% da produção mundial. Seu impulso, promovido pelo apoio do governo de Donald Trump às exportações, é um problema para a Rússia, a terceira colocada nessa disputa. O avanço dos Estados Unidos terá efeitos no mercado do petróleo, bem como reflexos geopolíticos e econômicos em diferentes países. Cinco consequências são possíveis caso os Estados Unidos realmente se tornem o maior produtor de petróleo do mundo:

1. O fim da guerra dos preços da Arábia Saudita e Opep - Para a grande petromonarquia do Golfo Pérsico, ver-se superada pelo aliado - mas também concorrente - implica na constatação dos danos colaterais da sua política tradicional de controle de preços. Ator principal na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o país tradicionalmente a usou para controlar os preços no mercado, aumentando ou reduzindo o fornecimento conforme sua conveniência. Nos últimos anos, porém, o surgimento de técnicas como o fraturamento hidráulico de rocha (fracking) o aumento exponencial da produção americana reduziram a eficácia dessa estratégia. Antonio de la Cruz, presidente do Centro de Análises de Tendências Interamericanas de Washington, disse que "a decisão dos Estados Unidos de aumentar a produção nas regiões de fracking na verdade foi tomada pela Opep quando esta apostou em manter os preços, em vez de produzir mais". O reino saudita tentou em 2014 sufocar os produtores do fracking nos Estados Unidos, inundando o mercado de Brent (petróleo encontrado no Mar do Norte).


A ideia era que os preços caíssem até que as empresas instaladas nos Estados Unidos não fossem lucrativas o suficiente para continuar explorando os campos de petróleo e gás de xisto (aquele obtido através do fracking). Mas o setor do fracking resistiu: conseguiu reduzir seus custos e economizar suas margens de lucro. Embora o barril de Brent tenha caído até o raro valor de US$ 30,00 dois anos depois a Arábia Saudita cedeu e convenceu seus parceiros da Opep, pouco a pouco, a voltar subir o preço do óleo. Agora, a situação e inverteu, e é a enorme produção dos Estados Unidos que determina preços e estabiliza o mercado. Nesse contexto, a nova elite governante no país árabe adotou uma nova estratégia que consiste em iniciativas sem precedentes, como a privatização parcial da Saudi Aramco, a empresa estatal de energia. Isso faz parte das mudanças promovidas pelo príncipe Mohamed Bin Salman, homem forte do governo determinado a reformar a economia do país. Mas embora os Estados Unidos superem a Arábia Saudita no volume de produção, alguns analistas enfatizam que essa batalha não é medida apenas pelo número de barris diários. Samantha Gross, especialista em segurança energética da Brookings Institution em Washington, diz que, mesmo que produza menos do que seu concorrente, a Arábia Saudita manterá sua posição de liderança no mercado energético global.


"O petróleo saudita é produzido por uma única entidade, a Saudi Aramco, de propriedade e administrada pelo Estado, e por isso não é governada unicamente por critérios de benefício econômico. A indústria de energia dos Estados Unidos nunca atuará de forma coordenada, seguindo as diretrizes do Estado", diz Gross. Diferenças como essa levam a especialista a concluir que o predomínio saudita, embora questionado, ainda é válido.

2. Venezuela ainda mais castigada - Os efeitos do potencial novo panorama também seriam sentidos na América Latina. O grande gigante regional do petróleo, a Venezuela, verá sua já maltratada economia ainda mais castigada.


O analista De la Cruz acredita que a ineficiência e as deficiências estruturais do setor petrolífero venezuelano o tornarão totalmente incapaz de competir com os produtores americanos. Enquanto a produção dos Estados Unidos sobe desde a presidência de Richard Nixon (1969-1974), a venezuelana perdeu 600 mil barris diários. Nas circunstâncias atuais, desencadeada por uma hiperinflação imparável, "a Venezuela não tem capacidade para produzir ou importar. As possibilidades de ser atualmente um ator no mundo do petróleo foram cortadas", diz De la Cruz. O petróleo venezuelano também é muito pesado, então é preciso importar naftas (matéria-prima do petróleo) mais leves de outros países, entre eles os Estados Unidos, para obter uma mistura comercializável. Mas a falta de liquidez do país afetou seriamente sua capacidade de adquirir essas matérias-primas do Exterior.


"O petróleo fornece à Venezuela 96% da moeda estrangeira de que ela precisa desesperadamente, então o governo de Nicolás Maduro dará prioridade às exportações para obtê-las. Por isso, o mercado doméstico é que será mais e mais esgotado", diz De la Cruz. O que isso significa para o venezuelano comum? "Mais filas em postos de gasolina", ele responde. Os problemas do setor petrolífero venezuelano também terão efeitos no quadro regional. "O socialismo do século 21 usou a ferramenta da geopolítica do petróleo, com o fornecimento de petróleo subsidiado para os países do Petrocaribe e os da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América)", diz o especialista. De acordo com sua visão, muitos desses países podem estar tentados a ouvir propostas potenciais de fornecedores alternativos.

3. Possíveis ameaças ao meio ambiente - Grupos ambientalistas alertaram que a política de fracking seguida pelo governo Donald Trump representa uma ameaça para o meio ambiente. O fim das restrições à exportação e a autorização para construir áreas de exploração em áreas protegidas, como o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Alasca, provocaram preocupação entre os ambientalistas. Eles também temem que o novo panorama prolongue a vida dos combustíveis fósseis, como o petróleo, e desencoraje o investimento em energias mais limpas. Lisa Viscidi, especialista em energia e meio ambiente no centro de análise The Dialogue, de Washington, argumenta que "pode ​​haver algum impacto se a produção aumentar, mas isso depende mais dos preços globais do que de outros fatores". A analista afirma que, por se tratar de um mercado global, "um único país não faz a diferença". A experiência vivida pelos EUA em 2014 indica que em contextos de grande oferta e preços baixos a demanda aumenta, mas isso não implica necessariamente em um aumento das emissões de poluentes. "Tudo depende das políticas que os países e as empresas seguem, se são eficientes", diz Viscidi.

4. Mais independência para os EUA no Oriente Médio - Agora que têm seu abastecimento de petróleo garantido, os Estados Unidos podem se libertar de sua dependência tradicional de abastecimento dos focos exportadores do Oriente Médio. Cenários como a Crise do Petróleo de 1973 ou a Guerra do Golfo de 1990, quando a turbulência na região levou ao aumento do preço do petróleo, são impensáveis ​​hoje.


"Embora os EUA continuem importando 7 milhões de barris por dia, não têm mais medo de um embargo de petróleo", explica De la Cruz. "Tornam-se menos vulneráveis à chantagem, como a da Opep." Assim, o país "ganha independência para gerenciar sua própria política na região", sem temer que isso possa afetar criticamente sua economia, como ocorria no passado. "Ele já não é mais dependente dos países árabes", diz o especialista. Para ele, isso ajuda a explicar por que Donald Trump se atreve a tomar decisões sem precedentes, como anunciar a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém - mesmo sob protestos de todo o mundo islâmico.

5. Mais força para os países europeus contra a Rússia  - O passo à frente do gigante americano também afeta a Europa, uma das áreas tradicionalmente mais dependentes da energia produzida pela Rússia.


No passado, Moscou usou a fonte de energia como uma ferramenta de pressão. Em várias ocasiões, interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia e outros países do Leste Europeu a poucas semanas do início do inverno. De la Cruz explica que a Europa "estará agora em melhor posição de negociação com fornecedores russos, como a empresa de gás Gazprom, uma vez que poderá exercer a vantagem de outro potencial fornecedor". Em todo caso, a Rússia ainda possui uma vantagem decisiva nesta área. Pode fazer esses recursos chegarem por meio de gasodutos e tubulações, enquanto os barris dos EUA só podem chegar pelo mar, a um custo maior.


É uma desvantagem competitiva que ainda pesa e fará com que "a Rússia mantenha sua influência". Mas De la Cruz não descarta que em alguns anos essa situação também seja revertida. "O gás natural líquido pode ser o combustível do futuro e substituir o petróleo. Desenvolver isso é um dos projetos fortes nos quais a gestão Trump poderia apostar nos próximos cinco anos." (G!)

Déficit atuarial da Previdência dos servidores federais, estaduais e municipais chega a R$ 6,5 trilhões

A situação da Previdência dos servidores estaduais é muito mais dramática se comparada com a Previdência dos servidores da União. No caso dos Estados, o déficit atuarial, que indica a insuficiência de recursos para cobrir os compromissos dos planos de aposentadoria, equivale a R$ 4,6 trilhões, de acordo com dados do Ministério da Fazenda. O déficit atuarial do Regime Próprio dos Servidores Públicos (RPPS), relativo aos servidores públicos federais, é de R$ 1,2 trilhão. Já o déficit atuarial dos servidores municipais está calculado em R$ 769 bilhões. Somados, os três déficits chegam a R$ 6,5 trilhões, o equivalente a quase um PIB nominal, projetado para este ano em R$ 7,1 trilhões. No ano passado, o déficit da Previdência dos servidores federais somou R$ 86,3 bilhões. Já o déficit dos servidores estaduais de 2016 (o resultado de 2017 ainda não está disponível) foi ainda maior: R$ 89,6 bilhões. A situação dos Etados não é homogênea. Alguns estão em situação muito pior do que outros. Há casos em que o déficit atuarial ultrapassa 200% do PIB do Estado.

TRF derruba prisão preventiva de responsável por gerir recursos do Postalis

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, revogou a prisão preventiva do ex-presidente do BNY Mellon, José Carlos Lopes Xavier de Oliveira. O BNY Mellon administrava os investimentos do Postalis, fundo de pensão dos Correios. Oliveira é apontado por investigadores da Polícia Federal como um dos principais responsáveis pela operação que gerou desvios no fundo. A prisão de Oliveira foi decretada na semana passada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, durante operação Pausare, da Polícia Federal , que apura desvios e fraudes no Postalis. Para o juiz, Oliveira é "figura essencial" para os desvios no Postalis. Ele não chegou a ser preso porque estava nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados geraram déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.

Na decisão, o desembargador diz que "não há utilidade processual na prisão preventiva já que ela não pode ser decretada como modalidade de antecipação de pena" e que o fato de Oliveira não presidir mais o BNY Mellon "dificulta de maneira considerável a continuidade delitiva". Ney Bello destaca que a prisão foi pedida em novembro do ano passado, e só cumprida agora, o que mostra que não há urgência. O desembargador revogou a prisão, mas manteve a obrigação do depoimento de Oliveira na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (5).

Trump acusa principal democrata de comitê da Câmara de vazar informações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (5) o deputado Adam Schiff, o democrata mais graduado no Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, de vazar informações "confidenciais". O órgão está realizando uma de várias investigações para averiguar se a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016. Trump vem insistindo que não houve conluio entre ele e sua campanha e Moscou. "Adam (Schiff) sai de audiências fechadas do comitê para vazar ilegalmente informações confidenciais. Precisa ser impedido!", tuitou Trump. Na sexta-feira o Comitê de Inteligência da Câmara divulgou um memorando que alega que o FBI e o Departamento de Estado trataram Trump de maneira tendenciosa em parte de sua investigação. O presidente disse que o memorando o justificou, mas críticos afirmam que ele omite um contexto crucial. Democratas estão pressionando pela publicação de uma refutação. Alguns parlamentares republicanos minimizaram o significado do memorando e dizem que a investigação do procurador especial Robert Mueller deve continuar.

Governo lança projeto-piloto do documento nacional de identificação, com CPF e título de eleitor



O governo federal lançou nesta segunda-feira (5) o projeto-piloto do Documento Nacional de Identificação, que reunirá, num primeiro momento, o CPF e o título de eleitor. O documento já havia sido sancionado pelo presidente Michel Temer em 2017. Agora, começa a fase de testes, em que cerca de 2 mil servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral vão começar a usar a nova identificação. A meta do governo é que o serviço esteja disponível para a população a partir de julho. O TSE, um dos órgãos responsáveis pelo documento, informou que o DNI funcionará de forma digital. O cidadão, quando for preciso, apresentará o documento no celular. Com isso, de acordo com o governo, ficará dispensado de apresentar documentos em papel, como CPF, certidão de nascimento, casamento ou título de eleitor. Para quem não tiver celular, o governo afirmou que há a possibilidade de o número do DNI constar na carteira de identidade. Quando o serviço estiver liberado para a população, o DNI ficará acessível a partir de um aplicativo gratuito para smartphones ou tablets, disponível nas plataformas Android e iOS. Será necessário que o cidadão tenha registro biométrico na Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, o DNI “poderá ser baixado pelo cidadão uma única vez e em um só dispositivo móvel, por questão de segurança”. Ainda de acordo com o governo, o DNI poderá no futuro reunir outros documentos, desde que sejam firmados convênios com órgãos públicos para a integração da base de informações. Um dos exemplos citados foi o estudo de vincular ao DNI a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A cerimônia de lançamento do projeto piloto, no Palácio do Planalto, contou com as presenças de autoridades como o presidente Michel Temer, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministoo Gilmar Mendes, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. “É dever de todos nós colocarmos a evolução tecnológica à serviço do cidadão. É o que fazemos todos hoje com o lançamento do piloto do documento nacional de identificação”, disse Temer em discurso. "A ideia de um documento de identidade todo digital que possamos acessar pelo telefone é muito prática. A vida de tudo mundo de alguma maneira ficará mais fácil", completou.

Dyogo Oliveira destacou que o DNI vai facilitar o dia a dia do cidadão ao reunir diferentes documentos e informações, como bancos de dados do governo federal. “A partir desse aplicativo você vai ter a integração de outros documentos, junto com a base de dados biométricos que o TSE já vem construindo”, disse. “O cartão do SUS pode ser a próxima fase de integração ao DNI”, completou. De acordo com o TSE, quem quiser solicitar o DNI terá que seguir os seguintes passos: Quem já passou pelo cadastramento biométricos a Justiça Eleitoral precisará baixar o aplicativo e realizar um pré-cadastro solicitando o documento digital. Depois, será preciso comparecer a um ponto de atendimento, que pode ser na Justiça Eleitoral. No ponto de atendimento, serão validados os dados biométricos com duas digitais de quem pediu o documento. Depois da confirmação das informações, será possível emitir o DNI, que aparecerá no telefone ou tablet que tem o aplicativo do documento. No caso de pessoas que ainda não fizeram a biometria da Justiça Eleitoral, é possível coletar os dados em estados que firmaram convênios com o TSE. Os institutos de identificação destes estados (o tribunal citou como exemplos PR, RS, MT, MS, SC, BA e RJ) enviam ao TSE os dados necessários para iniciar a solicitação do DNI.

O DNI surgiu do projeto de Identificação Civil Nacional (ICN), sancionado em maio de 2017 por Temer. A proposta prevê um novo documento, válido em todo território nacional, que unificará dados biométricos e civis dos brasileiros. O novo documento está a cargo do TSE e as informações ficam associadas ao registro biométrico – segundo o tribunal, mais de 73 milhões de pessoas em todo o país já cadastraram suas fotos e digitais.

Na cerimônia, também foi assinado um decreto que permitirá a implantação do documento provisório de registro nacional migratório, destinado a imigrantes e refugiados que ingressam no Brasil. A medida ficará sob supervisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o objetivo é garantir proteção aos imigrantes. Hoje, segundo ela, essas pessoas hoje recebem um protocolo, mas a resposta do pedido leva cerca de três anos. Nesse período, eles têm dificuldade de acessar serviços públicos e sofrem com “desconfiança” da população, por não terem documento de identificação.

“O Ministério Público tem recebido notícias de graves ocorrência dos solicitantes de refúgio. São casos de xenofobia, trabalho escravo, tráfico de pessoas e impedimento de acesso a serviços públicos”, disse. De acordo com a procuradora-geral, o número de pedidos de refúgio no Brasil mais que triplicou entre 2016 e 2017. O número saltou de aproximadamente 10 mil pedidos para 33,8 mil de um ano para o outro. O presidente Michel Temer afirmou que o projeto marca um avanço na forma de identificação dos estrangeiros, o que permitirá que o governo tenha informações mais completas sobre essas pessoas. Ele também citou benefícios aos migrantes. “Agora, os solicitantes ganharão um documento que dará acesso a carteira de trabalho, CPF e a possibilidade de abrir uma conta bancária”, disse.

Já são mais de 45 mil venezuelanos em Boa Vista, Roraima, a ONU quer montar acampamento de refugiados como na Cisjordânia

A prefeitura de Boa Vista, capital de Roraima, estima que os imigrantes venezuelanos já representam mais de 10% da população da cidade. O reflexo se vê nas ruas: praças ocupadas, abrigos lotados e casas com até 31 moradores. Fluxo migratório começou em 2015, bateu recordes em 2017 e está aumentando em 2018.


Já é noite quando uma multidão de venezuelanos faz uma enorme fila para receber um pão e um copo de leite na praça Simón Bolivar, em Boa Vista. Famintos, eles devoram o alimento doado e depois se deitam no chão para dormir mais uma vez ao relento. “A vida nas ruas do Brasil ainda é melhor do que continuar na Venezuela, porque aqui tem comida”, diz Luiz Gonzalez, de 36 anos, que chegou ao Brasil há menos de uma semana. Sem dinheiro, assim como muitos outros, ele dorme no chão da praça ocupada por mais de 300 venezuelanos recém-chegados a Roraima.

Essa cena tem se tornado cotidiana na cidade que recebe um número crescente de imigrantes. Já são 40 mil, segundo as contas da Prefeitura de Boa Vista, o que equivale a mais de 10% dos cerca de 330 mil habitantes da capital do estado com menor índice populacional do Brasil. Os venezuelanos que buscam refúgio em Roraima fogem, principalmente, da fome. Mas não é só isso, eles também querem escapar da severa escassez de remédios, da instabilidade política e de uma inflação galopante de 700% na Venezuela, que corrói a moeda e faz com que cada vez mais pessoas busquem comida no lixo.

A instabilidade política também preocupa. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou candidato à reeleição, o que rendeu críticas da comunidade internacional. A Assembleia Nacional Constituinte, ligada a Maduro, decidiu antecipar o pleito, que seria no final de 2018, para antes de 30 de abril. Além disso, em uma decisão que agravou ainda mais a crise, o Tribunal Superior de Justiça recusou o registro de uma chapa que reúne vários partidos de oposição, deixando o caminho livre para a reeleição do presidente.


De 1º a 25 de janeiro, 8 mil imigrantes entraram pela fronteira terrestre de Pacaraima, município vizinho à cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén. No mesmo período, foram 5.952 fazendo o caminho de volta para o país natal, gerando um saldo que pode ser de 2 mil venezuelanos a mais em Roraima. Não é possível afirmar com precisão porque uma mesma pessoa pode ter entrado ou saído do país várias vezes. Mesmo que não sejam precisos, os dados estimam uma realidade inegável. O impacto da imigração é notável por todos os lados. Nas ruas, português e espanhol se misturam e o 'portunhol' se populariza. Por toda a cidade, há semáforos lotados de venezuelanos segurando placas em que pedem emprego. Outros estão nas portas dos supermercados em busca de comida e milhares dormem nas ruas, principalmente em praças. Os abrigos abertos pelo governo estão superlotados há meses e até 31 imigrantes vivem sob o mesmo teto em casas alugadas.

Na fuga da fome, o fluxo é desordenado e a imigração ocorre até a pé. Há venezuelanos que, sem dinheiro algum para custear passagens de vinda para o Brasil, decidem no auge do desespero caminhar e contar com a sorte de conseguir carona para percorrer os 218 km da BR-174 que separam Pacaraima e Boa Vista.


Esse foi o caso do jornalista Leonardo Cordova, de 28 anos. Ele convivia diariamente com a fome na casa onde morava em Cumaná, cidade costeira no estado de Sucre, Nordeste da Venezuela. No final de 2017, ele concluiu que tinha que ir embora do país. "Eu não tinha dinheiro para nada e estava esperando uma bolsa de comida que o governo iria me vender de forma irregular. Estava cansado de viver nessa situação, e pensando em sair da Venezuela, mas não tinha recursos para isso. Finalmente, a comida não chegou e fiquei realmente desesperado. Foi aí que decidi ir embora, peguei o pouco dinheiro que tinha e vim para o Brasil".


O jornalista enfrentou um percurso de mais de 1,2 mil km viajando de carona, de ônibus e até mesmo a pé. Foi a fuga da escassez de comida, de remédios e do medo de morrer de fome. "Viver na Venezuela é como um pesadelo. Você não tem esperança para o futuro, porque a luta diária é pela comida, pela sobrevivência. Você só consegue pensar em não morrer." A decisão de vir a pé para o Brasil é nova, mas o fluxo de estrangeiros fugindo da fome começou há cerca de três anos. A Polícia Federal tem recebido pedidos de refúgio de venezuelanos em Roraima desde 2015. Naquele ano foram 280 solicitações, e 2.312 em 2016.

O recorde foi em 2017, com 17.130 pedidos. Desses, nenhum foi concedido pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão subordiando ao Ministério da Justiça. Os venezuelanos não são considerados refugiados porque o refúgio é concedido àqueles que fogem de perseguições políticas, étnicas e religiosas. No caso dos venezuelanos, a fuga tem motivação econômica. Eles pedem o visto de refúgio porque, mesmo tendo apenas a solicitação em mãos, já podem trabalhar legalmente no país.

Neste ano, os números já chamam atenção: até a primeira quinzena de janeiro foram 640 pedidos de refúgio feitos, e outras centenas agendados, segundo a Polícia Federal. Cerca de 450 venezuelanos são atendidos por dia na unidade da Polícia Federal na capital. A maioria são jovens do sexo masculino com bom nível de escolaridade e que, por isso, querem se regularizar no país para poder trabalhar. Além do refúgio, os estrangeiros agora também pedem a chamada residência temporária. Esse modo de ingresso passou a ser gratuito em agosto de 2017. De lá até dezembro, foram 3.350 pedidos de venezuelanos.


Para Gustavo da Frota Simões, pesquisador e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), a imigração tem seguido uma crescente, e o termômetro disso são as multidões, que de segunda a sexta-feira, lotam a Superintendência da Polícia Federal em Boa Vista. Há quem espere quase um dia inteiro na fila e até durma na rua para se regularizar no país. "O fluxo de imigrantes, sem sombra de dúvidas, está aumentando. Mas não é possível fazer previsões para o futuro, porque a vinda deles para o Brasil está fortemente relacionada à situação política da Venezuela".

A imigração impacta ainda os serviços de saúde e educação, que estão sobrecarregados, segundo as autoridades locais. Dados da Secretaria de Saúde de Roraima apontam que, em 2014, 760 venezuelanos foram atendidos na rede pública de saúde. Três anos depois esse número saltou para 15.055. Na única maternidade do estado, foram mais de 340 partos de mulheres venezuelanas em 2017.


O número de imigrantes que estão em Boa Vista também é refletido nas escolas da capital. A prefeitura diz que, de 2015 a 2017, o número de crianças venezuelanas matriculadas em escolas da rede municipal de ensino cresceu 1.064%. Além disso, só no ano passado, quase 300 famílias venezuelanas receberam o auxílio Bolsa Família na cidade (equivalente a 1% dos 24 mil beneficiários do programa em Boa Vista). Muitos imigrantes têm dinheiro para sair do país natal, mas não para pagar passagens de ônibus ou táxi para viajar de Pacaraima a Boa Vista (entre R$ 30,00 e R$ 50,00). Assim, eles se vêem obrigados percorrer a estrada a pé ou pedir carona, levando apenas o que conseguem carregar nos braços.

Carol Parrare, de 36 anos, saiu de Pacaraima com outros sete familiares na madrugada de uma segunda-feira e chegou a Boa Vista na quarta-feira. Na viagem, que levou dois dias e uma noite, caminhou por vários trechos e pediu carona, comida e água.


Ela conta que não sabia a distância exata entre as duas cidades e se surpreendeu com o longo caminho que teve de percorrer. Na estrada, a BR-174, encontrou vários imigrantes fazendo o mesmo trajeto. "Pensava que era mais perto, muito mais. Vimos várias pessoas caminhando pela estrada, nos encontrávamos, depois nos dispersávamos. Eram famílias como nós".

Na Venezuela, Carol Parrera morava em Maturín e trabalhava como secretária em uma escola, mas mesmo com o trabalho fixo não conseguiu mais se manter no país. "A situação econômica na Venezuela é sumamente ruim. Às vezes ficávamos dias sem comer, tremendo de fome, sem dinheiro que alcance o preço da comida".

Em Boa Vista há três abrigos para imigrantes. Dois estão superlotados e, juntos, todos têm capacidade para no máximo 2 mil pessoas. Também há milhares de venezuelanos em situação de rua e uma parcela muito maior de imigrantes dividindo aluguéis. Nas ruas, um dos principais pontos de aglomeração dos venezuelanos é uma praça na zona Sul da capital. O local abriga hoje pelo menos 300 pessoas e carrega o nome de Simón Bolívar - líder militar que lutou pela libertação da América Latina do domínio espanhol.

A praça fica na margem esquerda da Avenida Venezuela, trecho urbano da BR-174, a mesma que liga o Brasil ao país vizinho. No local, há um busto de Simon Bolívar, que os imigrantes dizem ser fonte de proteção - e orgulho - para todos que ali vivem.


"Para nós, Simon Bolívar representa liberdade, igualdade social. Hoje estamos aqui refugiados na praça. Ela é como se fosse o nosso território venezuelano aqui no Brasil, sentimos que podemos estar nela porque ele também está e nos protege", diz Kelly Gomez, de 29 anos, formada em administração e recém-chegada ao país. Quem olha de longe a multidão de venezuelanos abrigados na praça não imagina que ali tem gente que tinha casa própria, carro e uma vida estável na Venezuela. Hoje, quem dorme sob o chão duro e se alimenta do que ganha diz que tem saudade de casa e da família que ficou para trás. Mesmo assim, são unânimes: não querem voltar para a terra natal tão cedo.

"Minha casa na Venezuela tem ar condicionado", relembra Luiz Gonzalez, de 36 anos, que saiu da cidade de Maturín, no estado de Monagas, Leste do país. Ele deixou a mulher e os dois filhos pequenos e partiu com a missão de conseguir dinheiro para também trazê-los para o Brasil, mas não tem conseguido trabalho. "Já há muitos venezuelanos aqui em Boa Vista", desabafa.


No país natal, Gonzalez era distribuidor de laticínios. Porém, a crise econômica, a hiperinflação e a instabilidade política do país levaram junto o seu trabalho. "Eu entregava leite, queijo e iogurte em comércios, mas na Venezuela não se consegue mais mercadoria. Eu estava trabalhando uma vez ao mês e ganhando tão pouco que não dava para viver".

Assim como ele, os cerca de 300 venezuelanos que vivem na Simón Bolívar e em muitas outras praças da cidade - a prefeitura diz que todas as 53 praças da cidade em algum momento do dia ou da noite ficam ocupadas por venezuelanos - são unânimes em dizer porque escolheram ficar na rua em vez de ir para o abrigo do ginásio Tancredo Neves, criado em novembro do ano passado para receber imigrantes não-índios e em situação de rua na cidade.

“Nos falaram que no abrigo é muito perigoso, não tem segurança, não dá para confiar. Chegamos a ir até lá, mas e vimos que é bem arriscado. Por isso, mesmo vivendo dessa forma e até dormindo no chão preferimos ficar aqui. Nos sentimos seguros na praça”, conta o engenheiro José Leal, de 25 anos. Em Boa Vista há três abrigos para imigrantes venezuelanos. Dois deles são antigos ginásios que foram abertos pelo governo do Estado para receber os estrangeiros. Ambos são mantidos por parcerias com ONGs e igrejas e oferecem comida de graça para os imigrantes.

O primeiro abrigo a ser aberto em Boa Vista - ou "refúgio", como chamam os venezuelanos -, ainda em 2016, fica no bairro Pintolândia, na periferia da cidade. Antes, ele recebia índios e não-índios, mas hoje só tem vagas para indígenas - das etnias warao, pemons e eñapa em sua maioria. Ao todo, há atualmente 453 pessoas vivendo no local onde só deveriam estar 362, no máximo.


"O abrigo não está superlotado, mas está perto disso. Acredito que logo vai chegar o dia em que não iremos mais poder receber ninguém aqui", afirma a coordenadora do Abrigo Provisório ao Imigrante Venezuelano, Sandra Palomino. O outro abrigo na capital recebe venezuelanos não-índigenas e fica no bairro Tancredo Neves, também na periferia. Ele foi aberto em outubro de 2017 quando um grupo de 380 venezuelanos que morava em um acampamento ao entorno da rodoviária de Boa Vista foi retirado com uso de força policial e levado para o novo endereço.


A Defesa Civil de Roraima, que é responsável por esse abrigo, diz que há 495 pessoas vivendo no local, mas o número, segundo os moradores, é muito maior. Uma venezuelana que faz o controle de entrada de novos habitantes acredita que já sejam mais de mil pessoas vivendo dentro e fora do ginásio - numa espécie de favela. O abrigo está visivelmente superlotado e em condições precárias. Do lado de fora do ginásio há dezenas morando em barracos construídos com lonas, tecidos e restos de madeira numa espécie de gueto. Lá existem até pequenos empreendimentos improvisados para a venda de bagatelas como isqueiros, cigarros, gel de cabelo, e oferta de serviços como o de barbeiro, conserto de sapatos e lavagem de roupas.


Conflitos e doenças são comuns por lá, e o clima é quase sempre de tensão. Moradores relatam uma rotina de insegurança e medo principalmente à noite, quando a maior parte dos imigrantes volta depois de passar o dia atrás de trabalho e de comida. Alguns relatam que lá dentro há tráfico de entorpecentes, consumo de drogas, álcool e até prostituição. Na semana passada, a Polícia Militar fez uma operação no local para encontrar quem havia invadido a cozinha e furtado 11 frangos doados para refeições coletivas. Nas buscas, cães farejadores acharam vestígios de drogas e dois facões escondidos.

Na pequena favela que se formou no abrigo, um barraco improvisado e frágil chama a atenção. Ele é o lar de dez pessoas da mesma família. É chocante. Há mulheres, homens e crianças vivendo espremidas no espaço que tem dois cômodos - que servem como quartos. Logo na entrada, uma bandeira da Venezuela relembra de onde todos vieram.


"Dez pessoas vivem aqui. Nós construímos a casa com material que pedimos", conta Katiuska Ramos, de 43 anos. Ela vive no local com o marido e quatro dos 12 filhos que tem: "À noite não dormimos como se deve, porque temos medo. Aqui de dentro da nossa casa já furtaram comida, colchões, leite e fraldas". Apesar do cenário de miséria, a intensa movimentação de pessoas no abrigo tem virado fonte de renda para alguns imigrantes. Leonardo Rivas, de 26 anos, por exemplo, improvisou uma barbearia onde atende cerca de dez pessoas por dia. "Meus clientes são venezuelanos e brasileiros", diz. Ingrid Carvajal, de 32 anos, também achou uma maneira de ganhar dinheiro sem precisar sair do abrigo. Ela lava roupas dos moradores e cobra R$ 1,00 real por peça. O dinheiro que ganha é para garantir a sobrevivência dela e do filho de 16 anos e também para ajudar a mãe e a irmã, diagnosticada com câncer, que ainda moram na Venezuela.


"Lavo as roupas ajoelhada no chão do banheiro por cerca de quatro ou cinco horas por dia. Com esse trabalho, ganho R$ 30,00 por semana", diz, mostrando os joelhos machucados. Já superlotado, o abrigo recebe entre 50 e 100 novos moradores por dia, segundo o relato de quem vive lá dentro há mais tempo. "Eu fazia o controle de quem morava aqui, mas acabei parando. A vida no abrigo é difícil, são muitas mentes diferentes. Irei me mudar para viver de aluguel nos próximos dias. Não aguento mais ficar aqui", descreve Silmara Monteiro, de 52 anos.


O terceiro abrigo da capital é bastante diferente dos demais. Aberto em dezembro e chamado de Centro de Acolhimento da Fraternidade Sem Fronteiras, ele é mantido pela ONG Fraternidade Sem Fronteiras e se estabelece num princípio: a vida em comunidade. Localizado também na periferia, o centro hoje tem cerca de 145 moradores, mas tem capacidade para receber até o dobro de pessoas. A coordenadora do local, Alba Gonzalez, de 27 anos, explica que famílias, idosos, mulheres e crianças têm prioridade para serem acolhidos por lá.


"O Centro de Acolhimento foi construído por venezuelanos, para venezuelanos, e é gerido por venezuelanos. Eu acho que esse é o melhor jeito de ser, porque não somos meramente um abrigo, somos uma comunidade de venezuelanos dentro de Boa Vista. Aqui prevalece a nossa cultura e o trabalho conjunto." Quem não está nas ruas, nas praças ou nos abrigos encontra uma outra forma de morar em Boa Vista sem gastar muito: dividindo alugueis com dezenas de outros imigrantes. As casas são simples, mas o que chama atenção mesmo é falta de móveis e o excesso de gente. Há residências com 10, 20 e até mais de 30 moradores. Em uma casa 31 imigrantes moram juntos. São 19 homens, 10 mulheres e duas crianças se dividindo entre seis cômodos quase vazios de móveis. Eles dividem o aluguel, a alimentação e o espaço para dormir, mas carecem de itens básicos como uma geladeira e camas para tirarem os colchões do chão.


"Na Venezuela vivíamos eu, minha mulher e filho. Aqui moramos com outras 28 pessoas. É difícil, mas precisamos viver assim para fazer as coisas, pagar aluguel, as contas e ainda comer", diz Carlo Yendez, de 36 anos, que está há três meses no Brasil com a esposa de 22 anos e o filho de 11 meses. A tensão entre venezuelanos e brasileiros cresce conforme a imigração se expande. Nas redes sociais, é fácil achar mensagens xenofóbicas e de ódio aos imigrantes. Um dos fatores que colabora para o acirramento da xenofobia é o registro de crimes envolvendo vítimas ou infratores venezuelanos. Já houve furtos em mercados e comércios, roubo de armas e também homicídio - a vítima era uma travesti venezuelana.

Dados da Polícia Civil mostram que 2015, foram 13 crimes tendo venezuelanos como autores, e 27 como vítimas. No ano seguinte, o índice foi para 30 e 57, respectivamente. Já em 2017, quando houve recorde nos pedidos de refúgio, um salto. Foram 56 crimes cometidos por venezuelanos, e 119 tendo os estrangeiros como vítimas. Os furtos, que são notavelmente os mais recorrentes, estão intimamente relacionados às condições de vida dos venezuelanos em Roraima, afirma Francilene Rodrigues, professora e pesquisadora da UFRR. "As pessoas estão em situação de extrema vulnerabilidade, e a fome é o principal fator que as leva a cometerem esses crimes. Geralmente, eles roubam comida ou coisas para vender e comprar comida, ou seja, é o que chamamos de crimes de fome ou crimes de pobreza."

No ano passado, três mulheres venezuelanas foram flagradas furtando desodorantes e outros itens de um supermercado. Elas foram presas, mas depois liberadas. O juiz que as soltou foi claro na sentença: "a questão deve ser vista principalmente sob a ótica dos princípios humanitários". Outro fator de tensão em meio à onda de xenofobia é a prostituição. Desde o começo da imigração venezuelana para Roraima houve um aumento no número de mulheres oferecendo programas na periferia da cidade.


Em uma área específica no bairro Caimbé, dezenas de mulheres se prostituem à luz do dia, o que incomoda moradores e provoca constantes ações policiais. Há relatos de exploração e violência contra as imigrantes. Algumas são obrigadas a oferecer sexo em troca de comida. Vulneráveis, elas têm se tornado alvos de crimes cruéis. Há dois meses, uma delas foi estuprada e esfaqueada e, segundo a polícia, só escapou com vida porque se fingiu de morta. Essas venezuelanas são um dos principais alvos de xenofobia, bem como aquelas que ficam nas ruas com os filhos, às vezes até bebês de colo, pedindo emprego ou comida. "Hoje, quando se fala nas mulheres venezuelanas, as referências são pejorativas", frisa a professora, afirmando que a situação provoca uma reflexão sobre como encaramos o novo. "A imigração venezuelana está mostrando quem realmente somos e está mostrando que muitas pessoas não conseguem se colocar no lugar do outro."

O intenso fluxo de venezuelanos em Roraima está preocupando autoridades locais. Os governos de Roraima e a prefeitura de Boa Vista alegam que não têm como arcar com o crescimento desordenado do número de imigrantes e cobram respostas do governo federal. A imigração é sentida em vários setores. Em 2016, o estado decretou emergência na Saúde, alegando que unidades de saúde de Boa Vista e de Pacaraima estavam sobrecarregadas com os atendimentos a venezuelanos. Um ano depois, no final de 2017, o governo voltou a decretar emergência em razão da crise imigratória, mas dessa vez o alerta também foi para as secretarias de Saúde, Trabalho e Bem Estar Social, Justiça e Cidadania e Comunicação.

Devido a essa sobrecarga, como as autoridades definem, município e estado propõem que o governo federal faça um plano de interiorização dos imigrantes para que eles sejam levados a outras partes do país onde existam mais oportunidades de emprego - em Boa Vista, o que prevalece é o funcionalismo público. Enquanto estado, município e governo federal tentam encontrar soluções para o intenso fluxo venezuelano, imigrantes continuam cruzando diariamente a fronteira do Brasil. Em comum, os milhares de estrangeiros que chegam a Roraima mostram que a fuga da fome não é só uma travessia por comida. É também uma luta para manter viva a esperança de ter um futuro melhor, deixando para trás as lembranças da fome e do desespero.


Uma gíria venezuelana comumente dita pelos imigrantes parece resumir bem o que eles sonham para o futuro: "echar para lante", que significa "seguir em frente". Assim como a professora universitária Lisbeth Canelón, de 29 anos, eles querem a chance de progredir e se reinventar. "Quero retomar minha vida, aprender português, ensinar espanhol, trocar experiências. Preciso de trabalho, mas no Brasil eu quero ser parte da solução." (G1)

Marqueteiros baianos João Santana e Monica Moura abrem sequência de depoimentos contra o corrupto petista Lula nesta segunda-feira


O casal de marqueteiros baianos, João Santana e Mônica Moura, prestam depoimento nesta segunda-feira (5) como testemunhas de acusação em ação da Lava Jato contra o bandido corrupto, lavador de dinheiro, chefe da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. O caso está sob a responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro. Ambos foram convocados e vão abrir a sequência de depoimentos no processo sobre o sítio de Atibaia (SP), no qual o seu ex-cliente, Lula, é acusado de ter recebido propina das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin por meio de reformas no local.

O Ministério Público Federal também convocou outros delatores como testemunha de acusação. Também prestarão depoimento nesta ação o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE), Fernando Baiano, Alberto Youssef, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Milton Schahin, Dalton Avancini e Rogério Araújo.

Petrobras estuda investir na exploração de gás natural no exterior

A Petrobras estuda expandir seus investimentos no Exterior através da exploração de gás natural. O presidente da estatal, Pedro Parente, disse que a hipótese vem sendo discutida. A declaração foi dada durante a cerimônia de assinatura dos contratos da 14ª Rodada de Licitações de Blocos de Petróleo e Gás, realizada na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "As sociedades do mundo todo estão muito empenhadas em caminhar cada vez mais para a chamada economia de baixo carbono. O gás natural é considerado o combustível de transição entre os mais fósseis, como a gasolina e o diesel, e os renováveis. Portanto, para uma empresa que queira ter uma perspectiva de se inserir nesse mercado, ter uma participação de gás natural no seu portfólio é relevante", explicou. Perguntado se haveria algum motivo para não realizar esta exploração no Brasil, Parente apresentou razões técnicas. "Em geral, no Brasil, o gás é encontrado de maneira associada ao óleo e, portanto, em quantidades menores do que naqueles campos que são exclusivamente de gás. Assim, se nós queremos aumentar a participação do gás na composição da produção da empresa, como de fato é um direcionamento importante e estratégico, teremos que considerar a hipótese de ampliar a abrangência geográfica", disse, sem dar detalhes de quais países poderiam ser alvo da estatal.

Petrobras divulga reservas provadas de petróleo em 2017

A Petrobras fechou o ano de 2017 com reservas provadas de 12,415 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) pelo critério adotado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pela Society of Petroleum Engineers (SPE). Já a contagem pelo critério norte-americano da US Securities and Exchange Commission (SEC), a reserva é menor, de 9,752 milhões de boe, que inclui petróleo e gás natural. Pelo critério da agência, a produção de óleo e condensados ficou em 10,53 bilhões de boe e a de gás, em 299,51 bilhões de metros cúbicos. Pelo critério utilizado pela SEC, os volumes foram de 8,435 bilhões de boe de óleo e condensados e 209,79 milhões de metros cúbicos. 

A principal diferença entre os critérios das duas entidades é o preço considerado no cálculo da viabilidade econômica das reservas. “A Petrobras, historicamente, submete à certificação pelo menos 90% de suas reservas provadas segundo o critério SEC. Atualmente, a empresa certificadora é a D&M (DeGolyer and MacNaughton)”, informou a empresa em fato relevante. 

Ainda que pelas contas da ANP o volume seja maior, o crescimento do reservatório no ano passado registrado segundo as regras da agência foi menor do que o contabilizado pelos critérios da SEC. No primeiro, foi de 821 milhões de boe, enquanto, no segundo, foi de 1 bilhão de boe. Com isso, pelos critérios utilizados pela agência, as descobertas feitas no ano passado não foram suficientes para cobrir os 920 milhões de barris produzidos no ano passado e consumidos do reservatório.

“Mesmo com o recorde histórico de produção em 2017, a Petrobras conseguiu repor 89% do volume produzido, principalmente devido à perfuração de novos poços e melhor comportamento dos reservatórios no pré-sal das bacias de Santos e Campos. Nos campos terrestres o destaque foi a redução dos custos operacionais na bacia do Solimões, no Estado do Amazonas”, informou a Petrobras. 

A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 13,5 anos, sendo de 13,7 anos no Brasil. Esse seria o período necessário para consumir todo reservatório se fosse mantido o patamar atual de produção. O Índice de Desenvolvimento (ID), que é a relação entre as reservas provadas desenvolvidas e as reservas provadas, foi de 49% em 2017.

Mas, pelo critério da SEC, a descoberta de 1 bilhão de boe foi suficiente para cobrir a queda do reservatório. “Pelo critério SEC, a Petrobras apresentou um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 109%. A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 10,6 anos, sendo de 10,7 anos no Brasil. O Índice de Desenvolvimento (ID) foi de 53% em 2017”, informou a Petrobras.