domingo, 18 de fevereiro de 2018

Carlos Pomagerski, um jovem decidido a reformar a política


A Juventude Progressista gaúcha, braço do PP no Rio Grande do Sul, está começando um processo para renovar a representação parlamentar do partido, em um Estado onde a bancada inteira foi atingida pelas investigações da Operação Lava Jato. Isso deverá promover alterações no quadro de deputados do partido nas eleições de 7 de outubro deste ano. A Juventude Progressista está selecionando nomes no Estado para apresentar à lista de candidatos do partido, e o primeiro que foi apontado é o do jovem advogado Carlos Pomagerski, de apenas 31 anos. Apesar da sua juventude (nasceu em dezembro de 1986), ele impressiona pelo conhecimento e experiência acumulados, o que é singular no Brasil. Carlos Antonio Pomagerski Junior nasceu em Gaurama e estudou em Erechim, onde mora sua família.

O ex-prefeito de Erechim, Eloi Zanella (Progressistas), fala da possibilidade do partido ter um candidato a deputado federal no Alto Uruguai, Carlos Pomagerski, que trabalha em Brasília e já passou por vários setores na capital federal, tanto no executivo como no legislativo. O jovem pré-candidato "progressista" fez curso de Direito em Santa Maria (UFSM). Seu curriculo é impressionantes: Mestrado em Poder Legislativo – CEFOR – na Câmara dos Deputados – de 2017/2019, em  desenvolvimento; aluno especial em Mestrado em Processo Legislativo – CEFOR – Câmara dos Deputados – 2016; Pós-graduação  em Direito Notarial e Registral - pela Universidade Anhanguera, em 2013/2014; Pós-graduação em Formação de Professores  para Educação Superior Jurídica, pela Universidade Anhanguera, em 2013/2014; ele fez o "Degree" em Talmudic Law,  Philosophy an Languages no Aish Hatora College Jerusalem, na turma de 2010; e o "College" - Talmudic Degree Program, pela Aish Hatora, Jerusalém – na turma de 2008. Esses cursos realizados em realizados em Israel são reconhecidos nos Estados  Unidos (US Dept. of Edu. School Code 022409) e Canadá (Canadian Ministry of Edu. Code: RUAJ).


Carlos Pomagerski também já acumulou uma experiência profissional considerável. Foi assessor de Gabinete na Corregedoria-Geral do Ministério da Saúde, em 2017. Ainda em 2017, Carlos Pomagerski atuou como assessor especial no Ministério da Justiça, e como assessor jurídico  parlamentar no Congresso Nacional, em 2016, desenvolvendo atividades de assessoria e consultoria jurídica, Carlos Pomagerski especializou-se em assuntos cartoriais, trabalhando no setor com o desenvolvimento relações  governamentais, no acompanhamento de projetos, na articulação política para aprovação ou rejeição e elaboração de  pareceres jurídicos sobre os mesmos. 

Durante seu período de estudos em Israel, teve aulas no Projeto Kiruv, em oratória, filosofia e direito. Especializou-se  na docência, Docência, elaboração de aulas, atividades e seminários; na coordenação de projetos, elaboração de aulas,  cronogramas, desempenho de atividades como seminários, viagens, palestras, grades de estudo e pesquisas para estudo. Fez curso de representação comercial, vendas, negociações e orçamentos dos mais variados produtos, pesquisa de mercado, cotações de preços, desenvolvimento estratégico e gestão, importação e exportação na Hodaya Internacional. E atuou na Bolsa de Diamantes de Israel. 

O seu preparo profissional se confirma com as aprovações nos concursos para titular de cartório nos tribunais de Justiça do Rio Grande do Sul (2013); Piauí (2014) e São Paulo (2014) Mato Grosso (2013) . Ele ainda foi aprovado em concursos de outros Estados, os  quais ainda se encontram em andamento. E, como se não fosse suficiente, ele também fala inglês, hebraico e aramaico.

Portanto, nada a estranhar de sua escolha pela política aos 31 anos: "Sempre fui técnico e agora entro na política para trabalhar pela mudança do cenário nacional. Tenho experiência no legislativo, como Assessor Jurídico do deputado federal Luis Carlos Heinze dentro do Congresso Nacional, instituição que conheço muito bem em seus funcionamentos e trâmites e onde faço mestrado em poder legislativo". Ele também conhece bem o funcionamento do Poder Executivo federal: "No executivo, fui Assessor Especial do Ministro da Justiça, atuando em diversas atividades importantes desenvolvidas por aquele Ministério, como a Operação Lava-Jato, questões relacionadas à Segurança Pública Nacional e a revisão das demarcações das terras indígenas devido as inúmeras irregularidades. Atualmente sou Assessor no Ministério da Saúde onde trabalho com gestão, governança e combate a ilícitos e corrupção. Atuo também no Judiciário. Como advogado, estive presente em reuniões importantes como as para definir o paradigma do marco temporal nas demarcações indígenas e questões afetas".

Carlos Pomagerski também tem a pretensão de defender os interesses do agricultura: "Quero continuar levantando a bandeira da agricultura, setor com o qual tenho envolvimento e experiência, no trabalho conjunto que desenvolvi com o deputado Heinze. Quero continuar a defender a propriedade privada, como já fazia no Congresso e Ministério da Justiça (contra demarcações e ampliações irregulares), e também pretendo fazer um trabalho para desenvolver nossas indústrias e comércio". 

Carlos Pomagerski também trabalha, desde já, com relações exteriores a favor do desenvolvimento da economia nacional:  "Estamos fechando um tratado, por iniciativa minha e com o apoio do deputado Heinze, de cooperação com a Embaixada de Israel. Pretendemos trazer tecnologia de ponta em diversos setores, queremos inclusive montar uma delegação para a Agritech em Israel, um dos maiores encontros do mundo do setor agrícola. Israel pode ajudar também na saúde, com tecnologia de ponta, em educação (só a Universidade Hebraica tem 8 prêmios Nobel enquanto o Brasil não possui nenhum) e segurança pública. Já acompanhei uma visita ao Rio Grande do Sul do embaixador de Israel e, no futuro, teremos encontros e eventos na minha região. Pretendo ouvir as reivindicações da região e estar atento às necessidades de quem pretendo representar".

Carlos Pomagerski diz que sua entrada na política é um dever civico: "A política atual está desgastada e beirando o colapso. Existe uma crise de representatividade, o povo não consegue se enxergar em seus 'representantes', sem contar na corrupção endêmica que tomou conta desse Estado regulamentador e ineficiente. Precisamos de renovação, com pessoas honestas e com capacidade técnica para tentar reverter o caos instalado. Precisamos acabar com essas montagens de governo como moedas de troca para apoio político, e acabar com essa política clientelista do toma-lá-dá-cá". 

Essa intenção de renovar a representação política partidária gaúcha com nomes novos se insere também na linha de movimentos que tomam conta das redes sociais, pregando que os eleitores não reelejam políticos que já têm mandato. No cado do PP, isso é quase um imperativo, porque os representações estaduais do partido no Congresso Nacional estão muito contaminadas pelos fatos investigados nas operações do Mensalão e da Lava Jato. Por isso Carlos Pomagerski enfatiza a importância dos nomes jovens: "Dos 16 aos 30 anos Alexandre conquistou um dos maiores impérios do mundo. Einstein, aos 22 anos, era considerado gênio, e Newton, com 20 anos, formulou seu teorema. A juventude possui uma paixão única. Somente ela pode trazer a mudança. Claro que a experiência de vida deve ser usada como espelho e tradição para a manutenção de nossa  civilização, mas a simbiose da tradição com a força jovial é o segredo da prosperidade e do sucesso. Entro na política pois sei que é ela que dita o futuro de nossa nação, que norteia nosso desenvolvimento. Precisamos de um resgate, que só pode ocorrer com a pureza e a força de vontade dos jovens, pois é na juventude que temos a potência para mudar o mundo. É  na juventude que lutamos bravamente pelos nossos sonhos. Muitos políticos atuais tiveram a oportunidade e falharam. Então precisam ser substituídos".

Sobre a intervenção no Rio de Janeiro

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A primeira questão a deixar claro: houve uma intervenção federal no Rio de Janeiro, parcial, na área de segurança pública, agora diretamente subordinada ao Presidente da República, Michel Temer. Ele nomeou como interventor um general. Poderia ter nomeado um civil. Não é uma intervenção militar. 

Sobre a intervenção propriamente dita, que deve durar um ano: é muito difícil que obtenha qualquer sucesso sério. Sem dúvida, alguma mudança será sentida, mas a questão estrutural será mantida. O Rio de Janeiro chegou a um ponto em que as polícias, civil e militar, precisavam ser extintas, com todos os seus quadros exonerados do serviço público, para então ser promovida a recriação sob novas bases. E isso ocorre porque as polícias estão completamente devastadas pela corrupção. Boa parte dos atos de bandidagem, senão a maioria, são cometidos por policiais, especialmente por meio das famigeradas milícias, formadas por policiais ou ex-policiais. Essas milícias são tão ferozes ou mais do que o maior alucinado bandido traficante de drogas.

Mas, mesmo a extinção dessas policias não teria efeito sobre a área de segurança pública enquanto se mantiver o atual sistema jurídico existente no País. Nesta semana circulou a notícia da libertação do ex-senador Gim Argello. O sujeito cumpriu um sexto da pena, já progrediu de regime e está na rua. Qualquer brasileiro com inclinação para a bandidagem sabe que pagará muito pouco por seus crimes, e poderá depois usufruir tranquilamente o fruto de suas ladroagens.

Esse é um sentimento que se apoderou do Brasil, da Presidência da República ao bandido mais chinfrim de fronteira.

O sistema legal brasileiro faliu completamente, e por isso há tanta bandidagem. Para que a intervenção federal no Rio de Janeiro seria necessário, em primeiro lugar, que o interventor pudesse determinar abertura de processo administrativos disciplinares eficazes e ultra rápidos, e que os corruptos bandidos fossem exonerados com desonra do serviço público. Isso não vai acontecer. Atualmente, para conseguir demitir um funcionário público, é uma verdadeira maratona. Um processo pode demorar uma década ou mais. É quase impossível.

Em segundo lugar, os bandidos presos deveriam saber que iriam morrer dentro da cadeia. Mas, para isso, seria necessário mudar muitas leis, como a da progressão penal, a da visita íntima, a da remissão da pena, aumento generalizado das penas para crimes graves, revogação do mecanismo legal que impede que um preso cumpra mais de 30 anos de cadeia, proibição de mudança de regime penal antes do cumprimento de no mínimo três quartos da pena, mudança radical do estatuto da criança e do adolescente, introdução da idade penal a partir dos 12 anos, e mais coisas do genero.

Também seria necessário uma radical mudança na lei das delações premiadas, para que um delator fosse obrigado a cumprir, no mínimo, a metade do tempo de pena previsto para seus crimes. Nada destas coisas se consegue com o atual sistema partidário e a classe política que atua no País. Seria necessário uma consulta direta ao povo, para que se instalassem estas mudanças, porque o povo, com certeza, apóia tudo isto. A classe política, corrupta até a raiz da alma, está disposta a permanecer contra o povo a qualquer custo.

Quanto à questão penitenciária, é preciso criar vagas para encarceramento da bandidagem. A sugestão é o empilhamento de conteineires-prisão em um campo de contenção da bandidagem, cercado por arame farpado, com ordem para os vigias atirarem para matar no primeiro movimento próximo das cercas eletrificadas.

Os bandidos de alta periculosidade devem ser mantidos em solitárias, com permissão de saída para o sol por apenas uma hora diária. As visitas proibidas, apenas uma vez a cada dois meses. Consulta de advogados só em sala dividida por vidros. E espaçadas, para que advogados não sirvam de pombo correio das quadrilhas. Nada disto vai ocorrer. Então, as chances de a intervenção federal no Rio de Janeiro dar certo são muito limitadas.

Portanto, a intervenção é necessária, mas precisaria ser muito ampla. Do jeito como está sendo feita são certos os seus limitados resultados.