segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Procuradores-gerais querem mudanças na lei para ampliar o combate ao crime organizado

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais está preparando sugestões de mudanças legislativas com o objetivo de combater o crime organizado. O grupo, que conta com a participação de chefes dos ministérios públicos estaduais, está reunido hoje (19) em São Paulo, para debater as propostas que serão encaminhadas à Câmara dos Deputados. “Combatemos o crime organizado, além dos crimes propriamente ditos, sufocando economicamente a lavagem de dinheiro. Então, são medidas que precisam ser tomadas para que secar o dinheiro do crime organizado. E também temos que combater a infiltração do crime organizado nas áreas públicas, com agentes públicos”, disse o procurador-geral de São Paulo, Gianpaolo Smanio, após a primeira sessão de discussões.

Entre as mudanças a serem propostas na lei estão meios para facilitar a perda de bens utilizados por organizações criminosas. “Podemos ter, por exemplo, uma legislação de perda de bens, para que possamos imediatamente tirar de circulação qualquer bem ligado ao crime organizado”, afirmou Smanio. Os procuradores querem endurecer o cumprimento da pena de pessoas condenadas por participação no crime organizado, o que pode ser feito dificultando a progressão do regime quando se tratar de crime organizado. "É preciso separar bem o que é crime organizado e o que não é, para que as medidas possam ser as mais duras possíveis”, acrescentou o procurador-geral de São Paulo.

Parte das sugestões será encaminhada hoje à comissão da Câmara dos Deputados responsável por elaborar um anteprojeto de lei para combater o tráfico de drogas e armas no País. O grupo, presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que já foi secretário de Segurança do Estado de São Paulo e ministro da Justiça, vai propor um texto com medidas investigativas, processuais e de regime de cumprimento de pena.

Novo superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul fez parte da operação Rodin, uma operação político-policial comandada pelo petista Tarso Genro


O novo superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul será o delegado Alexandre Isbarrola, de 46 anos. Isbarrola é especialista em investigações de corrupção e crime financeiro.  Ele fez parte da famigerada Operação Rodin, uma operação político-policial comandada pelo peremptório petista Tarso Genro, poeta de mão cheia e tenente artilheiro, como parte de sua estratégia para imobilizar os partidos políticos e garantir a sua eleição para o governo do Rio Grande do Sul sem qualquer oposição. Os esquemas e os personagens continuam os mesmos e presentes na cena nacional. Enquanto isso, a Polícia Federal no Rio Grande do Sul não mostra qualquer serviço. Ao contrário, passa um atestado de idoneidade ao Estado e aos membros das suas elites, como se fossem os mais probos do País. No entanto, até os postes do Chui sabem que o Rio Grande do Sul é um dos Estados mais corruptos do País, onde se promove uma lavagem anual de recursos não inferior a 20 bilhões de reais. E, para começar, há uma disseminada corrupção no lixo, que corrompe de vereador a presidente da República. Mas a Polícia Federal se nega a investigar, como já se negou no passado. 

Agência Safras projeta safra recorde de soja de 115,5 milhões de toneladas


A Safras & Mercado elevou sua projeção para a produção brasileira de soja em 2017/18 a um recorde de 115,64 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 1,2% sobre o volume registrado na safra anterior 2016/17, em razão de produtividades melhores do que as esperadas em Estados do Sudeste e Centro-Oeste. Na previsão anterior, de dezembro, a consultoria apostava em uma safra de 114,56 milhões de toneladas. A estimativa da Safras figura como uma das mais otimistas do mercado e supera as 112,6 milhões de toneladas apuradas em uma recente pesquisa da Reuters. Em nota divulgada nesta segunda-feira, o analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque, destacou que, "mesmo com alguns ajustes negativos nas áreas semeadas em alguns Estados do Sul, Centro-Oeste e Sudeste, a produção esperada continua sendo recorde". A safra de soja 2017/18 do Brasil levantou preocupações na fase de plantio, devido a uma forte estiagem entre setembro e outubro. De lá para cá, contudo, as condições climáticas se regularizaram em praticamente todo o País.

As condições para o desenvolvimento da safra foram muito positivas em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, o que trouxe um grande potencial produtivo para estes Estados, afirmou a consultoria. No Sul e no Mato Grosso, as condições foram satisfatórias e as produtividades devem ser de regulares a boas, assim como no Norte e no Nordeste do País. De uma forma geral, a safra País afora se desenvolve "muito bem", salvo problemas pontuais como excesso de umidade em algumas áreas de Paraná e Mato Grosso, frisou a Safras & Mercado. 

O recorde esperado para a soja não deve se verificar no milho em 2017/18, segundo a consultoria, que também ajustou suas estimativas para o cereal nesta segunda-feira. Conforme a Safras & Mercado, o Brasil deverá colher nesta temporada 89,46 milhões de toneladas de milho, o que representa uma queda de 17% ante o registrado em 2016/17 e também aquém das 90,5 milhões de toneladas esperadas em dezembro.

Um dos motivos para essa redução é a área plantada quase 12% menor neste ano, de 16,3 milhões de hectares. Segundo o analista Paulo Molinari, além do corte na área, está havendo também uma redução de tecnologia adotada pelo produtor na safra de verão e na safrinha. Com isso, o levantamento projeta rendimento médio de 5,495 toneladas por hectare, contra 5,846 t/ha na safra anterior.

Conforme Molinari, a 1ª safra na região centro-sul do País deverá recuar para 24 milhões de toneladas, de 33,26 milhões em 2016/17. Já para o cereal da 2ª safra, a consultoria indica um plantio de 10,8 milhões de hectares, contra 11,5 milhões no ano anterior. A safrinha, em fase inicial de semeadura, deve registrar produção de 59,5 milhões de toneladas, representando uma queda de 11,65% frente à temporada anterior.

Conselhos da República e da Defesa Nacional aprovam intervenção no Rio de Janeiro

A maioria dos integrantes dos conselhos da República e de Defesa Nacional, reunidos hoje (19) no Palácio do Planalto, aprovou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, informou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Apenas os líderes da oposição na Câmara e no Senado, que integram o Conselho da República, se abstiveram de votar. Apesar de os conselhos não terem poder de veto, o presidente Michel Temer decidiu convocá-los para consultar a posição dos integrantes dos dois órgãos. A reunião teve a participação de ministros, parlamentares, militares e integrantes da sociedade civil. Jungmann relatou que durante a reunião o governo fez uma exposição dos motivos que levaram à intervenção. Entre eles, o ministro citou fatos como a interrupção de aulas nas escolas por causa da violência, o fato de comunidades no Estado viverem sob o controle do crime organizado e de milícias e a necessidade de escolta armada para a entrega de encomendas dos Correios em localidades do Rio de Janeiro.

O ministro disse que não se trata de uma intervenção militar, mas federal e civil e que os recursos necessários para a medida estarão disponíveis assim que o general Braga Netto, nomeado interventor, apresentar o planejamento. Jungmann explicou que, durante a reunião, o Comando do Exército observou que devem ser necessárias medidas complementares para a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro. Uma ação citada foi a possibilidade de usar o mandado de busca e apreensão de captura coletiva. Ele explicou que se trata de um tipo de mandado mais abrangente que não restringe a busca a uma área específica, prevendo assim os deslocamentos de criminosos. “Isso é uma ordem judicial que já foi empregada outras vezes no Rio de Janeiro e estamos peticionando que volte a ser utilizada em alguns lugares. Em lugar de você colocar rua tal, quadra tal no mandado, você vai dizer uma rua inteira, uma área ou um bairro. Em lugar de ser uma casa pode ser uma comunidade, um bairro. Isso tudo com a máxima transparência, com a participação do Ministério Público e obviamente que só podemos fazê-lo se tivermos uma ordem judicial para tanto”, explicou o ministro.

Os representantes dos partidos de oposição argumentaram que se abstiveram de votar devido à falta de informações suficientes que justifiquem a intervenção. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), durante a reunião dos conselhos, não foi apresentado nenhum dado consistente sobre o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro e nem um planejamento detalhado de como os recursos serão alocados para executar a intervenção. “Na ausência disso e no fato desse conselho da República estar sendo ouvido, inclusive, depois do decreto assinado e publicado, nós consideramos que não seria adequado que votássemos favoravelmente e nós da minoria nos abstivemos. Mais tarde, discutiremos com todos os partidos da oposição o posicionamento final, mas em princípio não há informações que permitam quem quer quer seja fazer uma boa avaliação se essa medida extrema era realmente necessária”, declarou o senador. 

Chefe militar diz que Exército israelense se prepara para uma guerra em 2018


Um general do Exército israelense advertiu nesta segunda-feira (19) que as possibilidades de guerra no norte do país são altas, dadas as vitórias do presidente sírio, Bashar al Assad, e seus aliados do Irã e a milícia terrorista xiita Hezbollah, na guerra civil do país vizinho. "O ano de 2018 tem o potencial de provocar uma escalada militar, não necessariamente porque alguma das partes deseja iniciá-la, senão por uma deterioração gradual das relações. Isto é o que nos levou a aumentar o nosso nível de preparação", disse hoje o general Nitzan Alon, chefe de Operações do Exército em uma nada habitual entrevista à Rádio do Exército de Israel.

Segundo Alon, Assad está a ponto de apagar os últimos focos das zonas rebeldes no sudoeste do país, ao longo das fronteiras jordaniana e israelense, o que "facilitaria aos aliados do regime sírio concentrar-se em Israel". "Não estamos permitindo que este tipo de coisas ocorram sem a nossa intervenção. Estamos atuando e continuaremos a atuar", afirmou o general, aparentemente referindo-se aos ataques israelenses na Síria contra alvos iranianos e do Hezbollah na passada semana.

Na manhã de 10 de fevereiro, um drone de origem iraniana, entrou no espaço aéreo israelense e foi derrubado por um helicóptero da Força Aérea poucos minutos depois. Como resposta, caças israelenses efetuaram uma série de bombardeios de posições militares iranianas na Síria, incluindo a base móvel desde onde era pilotado o drone. Durante os bombardeios, um dos caças F-16 israelenses caiu ou foi derrubado (o Exército ainda investiga o fato) e o piloto e o copiloto - que saltaram do aparelho antes de cair - ficaram feridos. Isto provocou uma nova rodada de ataques, após a qual o Exército israelense assegurou ter deixado graves danos na defesa aérea sírias, destruindo entre um terço e metade dos seus sistemas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mostrou ontem (18) um pedaço do drone iraniano durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, acusando o Irã e pedindo ao mundo que reconheça e reaja perante esta agressão. "Reconhece?", perguntou Netanyahu ao representante iraniano, MohamMad Yavad Zarif, ministro de Relações Exteriores iraniano, presente na conferência. "Deveria, porque é seu", continuou. Para o general Nitzan Alon, se houvesse uma guerra seria provável que o Irã encorajasse seus aliados a lutar contra Israel desde o Líbano, a Síria e, potencialmente, também desde a Faixa de Gaza. Membros do Exército israelense advertem, há anos, que um possível conflito com o Hezbollah seria devastador tanto para Israel como para o Líbano.

Desabamento de lixão mata 17 pessoas em Maputo, a capital de Moçambique




Ao menos 17 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas na capital de Moçambique no início desta segunda-feira (19), quando uma pilha de lixo de 15 metros de altura desabou devido a chuvas fortes e soterrou sete casas, disseram autoridades. O desabamento aconteceu perto das 3 horas da manhã no bairro miserável de Hulene, que fica a cerca de 10 quilômetros do centro de Maputo. As casas haviam sido construídas ilegalmente, e as autoridades comunistas já haviam pedido aos moradores para deixarem o local. "Até agora 17 corpos foram recuperados. Tememos que mais possam estar desaparecidos. Continuaremos procurando corpos soterrados sob a pilha de lixo", disse Despedida Rita, autoridade comunista do distrito municipal de Ka Mavota. O regime comunista de Moçambique só alcançou distribuir a miséria igual para quase toda a população. O lixão fica dentro da cidade, quase ao lado da pista do aeroporto internacional de Maputo. O regime comunista moçambicano é um desastre total, como em todo lugar. 

Lava Jato tem nova linha de investigação, alvos são plataformas construídas pela Technip

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar suposta propina em contratos da Petrobras com a empresa Technip, envolvendo cinco plataformas de petróleo. O procedimento foi iniciado em dezembro. É mais um desdobramento da Lava Jato. O alvo da Operação são as plataformas P-51, P-52, P-56, P-58 e P-62. A suspeita de vantagem indevida foi delatada por Zwi Skornicki, operador de propina na Petrobras, que apontou a "anuência de Frederic Delormel, executivo da Technip". Segundo a Polícia Federal, documentos ligados à Technip foram apreendidos com o operador de propinas Mario Goes, também delator na operação. Os procuradores veem indícios de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa no caso.

Temer pedirá mandados coletivos de busca e apreensão


Na reunião com representantes dos conselhos de Defesa Nacional e da República, o presidente Michel Temer decidiu pedir à Justiça a expedição de mandados coletivos de prisão e busca e apreensão para a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro. A sugestão foi do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, e teve o apoio de Raul Jungmann, ministro da Defesa.

Campanha contra febre amarela imunizou apenas 19% do público esperado no Rio de Janeiro e São Paulo


A campanha contra a febre amarela nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo resultou, até agora, na vacinação de 3,9 milhões de pessoas. O número representa 19,2% do público total de 20 milhões que era esperado para imunização nos dois Estados. O Rio de Janeiro vacinou 1,2 milhão de pessoas, o que equivale a 12% do público-alvo. Em São Paulo, foram 2,7 milhões ou 26% da expectativa. O Ministério da Saúde tem como meta imunizar 95% dos 23,8 milhões de habitantes desses dois estados e da Bahia. Os três estão no foco das ações por terem registrado ocorrências em áreas pouco usuais, como em proximidades de aglomerados urbanos.

A campanha começou no dia 25 de janeiro e, segundo o ministério, será prorrogada até que sejam utilizados os insumos já repassados pela pasta. Para estimular a vacinação, São Paulo realizará um novo “Dia D”, no próximo sábado, 17. Na Bahia, a campanha de imunização começará na segunda, dia 19 de fevereiro. O ministro Ricardo Barros destacou a importância de que a população busque se proteger. “Fica aqui o nosso apelo para que a gente possa continuar na mobilização para a vacinação e alcançarmos a nossa meta de cobertura com as doses que já estão distribuídas e as seringas que já estão distribuídas para a vacinação”, afirmou. Ele disse esperar que, passado o carnaval, a população retome sua rotina e busque os postos de saúde.

Desde 2017, o Ministério da Saúde encaminhou 64,5 milhões de doses da vacina aos Estados, sendo 22,7 milhões para São Paulo, 12 milhões para o Rio de Janeiro, 12 milhões para Minas Gerais e 3,9 milhões para a Bahia. No esforço de imunizar a população foram investidos R$ 54 milhões. O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre a ocorrência da febre amarela. Segundo a pasta, de 1° de julho a 15 de fevereiro, foram 407 casos confirmados. O número não leva em conta novos registros que podem ter sido feitos nesta semana em Minas Gerais, pois o Estado ainda não repassou informações mais recentes. Os últimos dados de Minas apontam 44 casos. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período anterior, foram 532 ocorrências.

Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2016-2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros, descartando possibilidade de epidemia neste momento. O ministro também reiterou que não há registro de febre amarela urbana.

Brasil é o oitavo país do mundo em produção de energia eólica

O Brasil subiu uma posição, passando o Canadá, e agora ocupa o oitavo lugar no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produção de energia eólica, segundo o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia eólica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC). Em 2017, o País conseguiu “adicionar 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada”, informou hoje (15) a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), que reúne empresas do setor. Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a 9ª posição. Atualmente, o País conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do Canadá. A China ocupa a primeira posição, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW, e a Alemanha, com 56,132 GW de capacidade instalada. A India, Espanha, o Reino Unido e a França completam o ranking dos sete primeiros. Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no País. O segmento já é responsável por 8,3% da energia produzida no Brasil, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional.

A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW. A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o Estado que mais produziu energia usando a força dos ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW de capacidade instalada. Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O Estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada. A expectativa é de que nos próximos seis anos devem ser adicionados mais 1,45 GW de capacidade eólica no País, decorrentes dos leilões de energia realizados em dezembro do ano passado. A Abeeolica estima que 18 milhões de residências sejam abastecidas com a energia eólica. 

Segundo a associação, os dados no ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em sexto lugar, tendo instalado 2,02 GW de nova capacidade em 2016. O Brasil caiu uma posição, já que o Reino Unido subiu do nono para o quarto lugar, instalando 4,27 GW de capacidade de energia eólica em 2017. De acordo com a presidente da Abeeolica, Élbia Gannoum, o País pode cair de posição nos próximos anos, porque haverá menos projetos sendo concluídos entre 2019 e 2020. “Nesse ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Elbia.


Vacina de célula-tronco ataca e previne três tipos de câncer em estudo


Uma vacina de célula-tronco conseguiu atacar tumores de mama, de pulmão e de pele em cobaias. A injeção também impediu que o câncer voltasse em animais que tiveram tumores removidos.  O feito foi possível porque as células-tronco foram utilizadas para ensinar o sistema imunológico a lutar contra o tumor.  O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicado na "Cell Stem Cell" na quinta-feira (15). A célula-tronco que deu origem à vacina é do tipo pluripotente: células adultas que são reprogramadas para "imitar" células-tronco embrionárias e se diferenciar em outras células do corpo. No estudo, 75 ratos receberam versões da vacina. Desses, 70% rejeitaram completamente as células de câncer; já os 30% restantes, apresentaram células significativamente menores. Essa mesma eficácia, segundo o estudo, se repetiu nos cânceres de pulmão e de pele. Células-tronco têm o potencial de se diferenciarem em qualquer outra célula do corpo  Essa habilidade tem possibilitado uma série de estratégias na medicina. Assim, elas podem tanto substituir células doentes por outras mais saudáveis, quanto podem ser usadas para ativar o sistema imune do corpo (a estratégia do estudo). 

Antes dos testes, cientistas verificaram que células-tronco apresentam estruturas específicas (antígenos) que também estão presentes em células cancerígenas. Com isso, hipotetizaram que essas células poderiam funcionar como uma vacina e ensinar o sistema imune a lutar contra o tumor. Depois dos testes em cobaias, foi isso o que se verificou, dizem os autores: as células-tronco ativaram células T (de defesa) a reconhecer o tumor por meio de estruturas presentes em sua superfície. Com isso, o tumor foi entendido como um "invasor" e atacado. Os autores esperam que, no futuro, células da pele e do sangue de um paciente possam ser reprogramadas para habilitar o sistema imunológico a lutar contra o câncer.

Brasil vai se tornar líder mundial de exportação de milho em cinco anos, tirando a liderança dos Estados Unidos

O Brasil pode eclipsar os Estados Unidos como o maior exportador de milho dentro de cinco anos, dando fim a décadas de domínio norte-americano do mercado de um dos alimentos básicos do mundo. Produtores dos Estados Unidos, que por gerações se orgulham de estar no celeiro do mundo, agora sofrem com os preços dos grãos e infraestrutura envelhecida. Os esforços de Washington para renegociar acordos comerciais também podem afetar as exportações. Ao mesmo tempo, o Brasil está colhendo os benefícios de seu investimento massivo em infraestrutura para exportação. Em 2012/13, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos como maior exportador de soja. Três anos depois, a Rússia desbancou os Estados Unidos do primeiro lugar na exportação de trigo. "Se você olhar cinco, dez anos adiante, o Brasil vai competir com os Estados Unidos para ser o primeiro exportador de milho do mundo", disse Michael Cordonnier, presidente da consultoria Soybean and Corn Advisor. "Eles têm terra, centenas de milhões de hectares que podem ser voltados para a produção; eles têm o clima; eles têm o know-how. Do ponto de vista agronômico, não há limites a vista". 

Bilhões de dólares investidos nos portos do Brasil, principalmente no Norte, encerraram anos de atrasos crônicos na exportação, tornando o envio mais barato, impulsionando compras de consumidores como a China. Além de soja, o Brasil também é o maior fornecedor de carne bovina, de frango, açúcar, café e suco de laranja. O Brasil está aquém dos Estados Unidos em infraestrutura rodoviária, mas melhorias graduais são esperadas na área. Os fazendeiros norte-americanos enfrentam seus próprios desafios. Um bloqueio no sistema de barragens nos rios do Meio-Oeste feriu a reputação dos Estados Unidos como fornecedor de grãos mais confiável do mundo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as exportações de milho dos Estados Unidos vão diminuir em 6,2 milhões de toneladas, volume avaliado em aproximadamente 1 bilhão de dólares, no atual ano comercial. Enquanto isso, espera-se que as exportações de milho do Brasil aumentem em 1 milhão de toneladas ante o ano anterior, acelerando a ascensão do Brasil no setor. "Se nós não olharmos para o futuro, terá um ponto em que seremos empurrados para o segundo lugar", disse Fred Helms, um fazendeiro de Illinois que viajou recentemente pelo Brasil e pela Argentina com o Illinois Farm Bureau para ter uma noção da competição: "Não é divertido ser o número dois". 

O clima mais quente do Brasil dá aos produtores uma temporada mais longa do que seus equivalente nos Estados Unidos. A maior parte dos produtores brasileiros pode semear o milho logo após colher a soja, plantando duas safras de milho por ano. Os fazendeiros dos Estados Unidos têm que esperar o inverno passar. Isso levou a um salto nas plantações de milho brasileiras já que os fazendeiros lutam para impulsionar a produção de soja para satisfazer a demanda da China, disse Cordonnier. Espera-se que o milho dos Estados Unidos represente apenas 33,8% das exportações globais de milho no ano-safra de 2017/18, caindo dos 62,6% de uma década atrás, de acordo com as projeções do USDA.

As projeções do Brasil da exportação de milho de 35 milhões de toneladas corresponderiam a 22,7% dos embarques globais. Há 20 anos, o Brasil exportou apenas 6 milhões de toneladas, menos de 1% do total mundial. "Dez anos atrás ninguém acreditaria que o País alcançaria isso", disse Sérgio Mendes, diretor-geral da Anec, a associação dos exportadores de cereais do Brasil: "Os produtores do Brasil são muito eficientes e as coisas aconteceram rápido". Os dados mais recentes do governo do Brasil mostram que o País exportou 3 milhões de toneladas de milho em janeiro, mais que o dobro das 1,45 toneladas enviadas para Exterior um ano antes. 

Os Estados Unidos caíram brevemente da sua posição como maior exportador de milho em 2012/13, mas isso foi causado pela seca. Da próxima vez que o Brasil ultrapassar os Estados Unidos provavelmente será algo duradouro. Mudanças em pactos comerciais podem acelerar o declínio da participação de mercado dos Estados Unidos. Os Estados Unidos, o Canadá e o México estão renegociando o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Esse acordo deu aos fazendeiros norte-americanos livre acesso ao seu principal cliente, o México, que representava 23,8% dos envios de milho dos Estados Unidos no ano-safra de 2016/17. Vendedores brasileiros já estão fazendo incursões ao México. 

Por enquanto, o USDA prevê que os Estados Unidos vão se manter como o principal exportador de milho pela próxima década, mas com a participação de mercado caindo para menos de 30%. "Nós não somos mais os únicos jogadores no mundo", disse Mark Welch, professor assistente no Departamento de Economia Agrícola na Universidade do Texas A&M. "É crítico que os Estados Unidos mantenham um lugar à mesa em se tratando de acordos comerciais, relações comerciais e parceiros comerciais". 

Segundo as previsões do Usda, a elevação do padrão de renda na China tornará o país mais dependente do mercado externo também em relação à aquisição de proteínas. As importações de carne bovina deverão crescer 73%, atingindo 1,6 milhão de toneladas, e as de frango, 36%, num total de 660 mil toneladas.

Dono da Traffic delata Andrés Sanches nos EUA


O empresário corrupto José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, sócio da Rede Globo, delatou Andrés Sanches, deputado federal do PT e presidente do Corinthians, à Justiça dos Estados Unidos. Segundo Wanderley Nogueira, da rádio Jovem Pan, Hawilla disse o seguinte: “Durante a Copa do Mundo de 2010, o Sr. Ricardo Teixeira começa uma relação de divisão com o chefe da seleção Sr. Andrés Sanches e este, muito ambicioso, se dispôs a ajudar a mim e ao Sr. Ricardo Teixeira, desde o pagamento de clubes, entidades e até mesmo empresários de jogadores (…).

Justiça americana acusa formalmente 13 russos de interferir na eleição dos Estados Unidos


O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na sexta-feira (16) a acusação formal de 13 cidadãos e três entidades russas por interferir nas eleições presidenciais de 2016, em atividades que teriam começado em 2014.  "Um grande júri federal do Distrito de Columbia apresentou acusação formal contra 13 cidadãos e três entidades russas acusadas de violar leis criminais para interferir nas eleições e nos processos políticos dos EUA", informou o escritório do procurador especial Robert Mueller, encarregado de investigar a suposta interferência russa na política americana. As acusações alegam que os russos se passavam por cidadãos americanos criando personagens falsos e roubando as identidades de americanos reais. 

Afirmam ainda que o objetivo dessas pessoas e entidades era apoiar a campanha do então candidato Donald Trump, agora eleito, e prejudicar a oponente democrata Hillary Clinton, e que alguns dos réus, enquanto se passavam por americanos, se comunicaram com "indivíduos não conscientes associados à Campanha Trump e com outros ativistas políticos para procurar coordenar atividades políticas".  "As operações dos réus incluíram apoiar a campanha presidencial do então candidato Donald J. Trump e depreciar Hillary Clinton", diz a acusação. "Os réus fizeram várias despesas para realizar essas atividades, incluindo a compra de anúncios políticos em mídias sociais em nome de pessoas e entidades dos Estados Unidos", prossegue. 

"Esta acusação serve como uma lembrança de que as pessoas não são sempre o que parecem ser na internet", disse Rod Rosenstein, vice-procurador-geral. "A acusação alega que os conspiradores russos querem promover a discórdia nos Estados Unidos e prejudicar a confiança do público na democracia. Não devemos permitir que eles tenham sucesso ". A Casa Branca disse que as acusações mostram que não houve conluio entre a campanha de Trump e a Rússia. 

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, por sua vez, afirmou que as acusações apresentadas são "absurdas". "Treze pessoas interferiram nas eleições dos EUA?! Treze", escreveu Zakharova escreveu no Facebook.

Novos depoimentos citam propina para o PSDB em contratos de obras em São Paulo


Novos depoimentos à Polícia Federal de ex-executivos de empreiteiras citam o pagamento de propina para o PSDB em contratos de obras do Rodoanel em São Paulo. Ex-funcionários da OAS e da Andrade Gutierrez contaram que, em troca de contratos, fizeram repasses para a campanha do tucano José Serra para o governo do Estado de São Paulo, em 2006. O relator do processo no Supremo [e o ministro Gilmar Mendes. O ex-diretor da OAS, Carlos Henrique Barbosa Lemos, e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia, Flávio David Barra, disseram que as empreiteiras criaram um “grupo de trabalho” que ajudou a elaborar o edital do Rodoanel Sul.

As obras foram divididas em cinco lotes liderados por consórcios de empreiteiras: Andrade Gutierrez, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. No depoimento que prestou em agosto de 2017 à Polícia Federal, Lemos declarou que os representantes das empresas foram informados pelos representantes da Andrade Gutierrez que seria necessário realizar o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões para o então secretário de Transportes do Estado, Dario Rais Lopes. Esses R$ 30 milhões teriam por objetivo colaborar com o caixa de campanha eleitoral do PSDB. Ele contou que o consórcio OAS/Mendes Junior, detentor do lote cinco, pagou R$ 5,4 milhões. O ex-executivo disse que a OAS fez o repasse de R$ 2,3 milhões para Mário Rodrigues Júnior, diretor de engenharia da Dersa, empresa controlada pelo governo paulista responsável por grandes obras, como o Rodoanel.

Lemos afirmou que se recorda que parte do dinheiro foi transferida na forma de doações eleitorais ao PSDB devidamente registradas na Justiça Eleitoral, sendo que outra parte dos pagamentos foi feita em espécie. Já o ex-executivo da Andrade Gutierrez, Flávio David Barra, citou o pagamento de propina para a diretoria do Metrô de São Paulo. Em depoimento recente, dado em 25 de janeiro, ele relatou ter sido procurado pelo então presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayse David, para tratar de pagamentos que seriam destinados aos diretores do Metrô paulista. Segundo Barra, Frayse David disse que, como as nomeações da diretoria do Metrô precisavam de suporte político, seria necessária a arrecadação de recursos na ordem de R$ 2 milhões. Barra contou à Polícia Federal que combinou com o ex-presidente do Metrô que efetuaria o pagamento desse valor na medida em que as obras do primeiro lote da expansão da linha 2 do Metrô fossem faturadas. Ele revelou que a Andrade Gutierrez pagou R$ 2 milhões que seriam destinados a Eduardo Bittencourt, então conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo. 

De acordo com o depoimento, Bittencourt pediu R$ 10 milhões para cuidar da fusão dos consórcios das empreiteiras em obras do Metrô. Os depoimentos dos ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez confirmam outros pontos da investigação que teve início a partir da delação da Odebrecht. Eles contaram que, em 2007, ao assumir o governo do Estado de São Paulo, José Serra determinou uma redução de 4% nos contratos, o que foi feito. O ex-diretor da OAS, Carlos Henrique Barbosa Lemos disse que Paulo Vieira Sousa, conhecido como “Paulo Preto” e apontado no inquérito como “pessoa próxima ao então governador José Serra”, na época diretor de engenharia da Dersa, também exigiu que as empresas efetuassem o pagamento a título de formação de caixa de campanha no valor de 0,75% sobre cada faturamento recebimento da Dersa.

Defesa do bandido corrupto Lula tem até esta terça-feira para apresentar seus embargos declaratórios no processo do Triplex do Guarujá


A defesa do bandido corrupto, chefe da organização criminosa petista e ex-presidente Lula tem até as 23h59 desta terça-feira (20) para recorrer contra a decisão em segunda instância que manteve a condenação do petista e aumentou a pena no caso do triplex no Guarujá (SP). O prazo já começou a contar a partir da 0h desta segunda-feira (19), e os advogados 48 horas para apresentar o recurso. De acordo com a movimentação do processo junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), os envolvidos foram considerados notificados automaticamente às 23h59 de sexta-feira (16). Com isso, o prazo conta a partir do próximo dia útil. Os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 votaram por elevar para 12 anos e 1 mês de prisão a pena de Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No dia 6 de fevereiro, foi publicada a decisão, chamada de acórdão, do julgamento do recurso do bandido corrupto e ex-presidente, ocorrido em 24 de janeiro em Porto Alegre. Como a decisão foi unânime, a defesa de Lula pode apresentar apenas os chamados embargos de declaração. Os advogados podem verificar se existe alguma dúvida, contradição ou explicação a ser dada pelos desembargadores sobre a decisão. No entanto, esse recurso não permite reverter a decisão do tribunal. Esgotadas as possibilidades de recurso no TRF-4, Lula pode ser preso. No processo da Operação Lava Jato, Lula é acusado de receber o imóvel como propina da empresa OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras.

O julgamento dos embargos de declaração costuma ser rápido, apesar de não ter prazo. No caso de Lula, será realizado pelos mesmos desembargadores da 8ª Turma: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. A defesa de Lula poderá ainda recorrer da condenação em mais duas instâncias superiores: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), ambos em Brasília. No STJ, poderá ser apresentado recurso especial se a defesa apontar algum aspecto da decisão que configure violação a lei federal, como o Código Penal ou de Processo Penal. No STF, caberá recurso extraordinário se os advogados apontarem que a decisão do TRF-4 viola a Constituição. Caso Lula já esteja preso nesta fase, a defesa poderá pedir a esses tribunais a soltura para que ele recorra em liberdade.

No último dia 30, o TRF-4 já havia divulgado o relatório do caso e a íntegra dos votos dos desembargadores João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen, da 8ª turma, que analisou o recurso de Lula. Na terça (6), instantes antes da publicação do acórdão, foi divulgado o voto do desembargador Victor dos Santos Laus. O julgamento do recurso do ex-presidente no TRF-4 ocorreu em 24 de janeiro em Porto Alegre. O ex-presidente havia recorrido à 2ª instância contra a condenação de 9 anos e 6 meses de prisão dada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância. Por unanimidade, os três desembargadores da 8ª Turma condenaram Lula e aumentaram a pena para 12 anos e 1 mês de prisão. O julgamento durou 8 horas e 15 minutos (além de uma hora de intervalo). Os juízes entenderam que havia provas de que o triplex em Guarujá foi reformado pela OAS para o ex-presidente e que ele receberia o imóvel como propina. 

Marinha do Brasil tem 1.000 vagas abertas

Começou em 1º de fevereiro a inscrição para o Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros (CPAEAM), com o total de 1.000 vagas. Dentre os requisitos principais, o interessado dever ser brasileiro nato ou naturalizado, do sexo masculino, com 18 anos completos e menos de 22 anos de idade, no dia 1º de janeiro 2019, além de ter o Ensino Médio. Os aprovados em todas as fases do concurso receberão rendimentos iniciais brutos de cerca de R$ 2 mil. Este ano o edital sofreu algumas alterações, como o Inglês, que agora será cobrado na prova objetiva. O Teste de Aptidão Física (TAF) também traz novidades: o percurso da natação será de 50 metros no tempo de um minuto e 30 segundos. A corrida continua tendo o mesmo percurso, de 2.400 metros, porém o candidato terá 14 minutos e 30 segundos para concluir a prova. O candidato do CPAEAM realizará uma Prova Objetiva composta por 50 questões, divididas em Português, Matemática, Ciências – Física e Química e Inglês. Já os candidatos para o SMV farão uma prova objetiva de Língua Portuguesa e Conhecimentos Específicos da carreira Militar Naval, também com 50 questões. A bibliografia sugerida para as duas seleções está no respectivo Edital. A inscrição para Aprendizes-Marinheiros poderá ser feita até 2 de março, preferencialmente, no site www.ingressonamarinha.mar.mil.br. A taxa é de R$ 40,00. O candidato deverá indicar a ordem de preferência de área profissional: Eletroeletrônica, Apoio e Mecânica. 

Temer anuncia criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública

Após reunião realizada no sábado (17) no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, para tratar da intervenção militar no Estado, o presidente da República, Michel Temer, anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública. Ele não respondeu perguntas da imprensa e não falou quem assumiria a nova pasta.


"Nós não vamos parar por aí. Muito brevemente, na próxima semana ou na outra no mais tardar, eu quero criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que vai coordenar a segurança pública em todo o país, evidentemente sem invadir as competências de cada estado federado", disse o presidente. Temer destacou a união de esforços e a concordância do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, com a intervenção. "A situação do Rio de Janeiro cria também problemas em outros estados, porque se as coisas desanda aqui a tendência é desandar no resto do país", acrescentou.

Participaram do encontro o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; o general Walter Braga Netto, nomeado interventor da área de segurança publica no estado; e outros oficiais militares. Eles trataram do planejamento da intervenção militar que foi determinada em decreto presidencial assinado na sexta-feira (16).  O secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, foi afastado do cargo e o general Walter Braga Netto será quem cuidará de todas as questões ligadas à segurança pública. O decreto já está em vigor mas precisará ser confirmado pelo Congresso para seguir valendo.

Mulheres participaram pela primeira vez de formatura solene de abertura de curso na Academia de Agulhas Negras

Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, as mulheres poderão se tornar oficiais combatentes e chegar à patente de general e até ao comando do Exército. Este ano, 33 alunas foram recebidas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Estado do Rio de Janeiro, e serão as pioneiras na linha de ensino militar bélico da força.


No fim de janeiro, elas foram recebidas na academia, oriundas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), para o período de adaptação e, no sábado (17), entraram oficialmente na Aman, na cerimônia de passagem dos novos cadetes pelo Portão Monumental. Somente após essa cerimônia, o aluno passa a ser chamado de cadete e, após o curso de quatro anos de formação de oficial combatente, é declarado como aspirante a oficial. 
Em entrevista à Agência Brasil, a aluna Ana Luiza Santana, de 19 anos, disse que o primeiro ano na EsPCEx foi muito gratificante. “Saí de lá bem melhor que entrei”, disse. “Homens e mulheres têm pontos de vista diferentes sobre os mesmos assuntos. Isso pode acrescentar ao Exército”, ressaltou Luiza ao comentar a decisão do Exército em aceitar as mulheres na linha bélica. “Está sendo uma vitória para mim. A formação é difícil, mas eu sinto que consigo me superar a cada dia”. Segundo o subcomandante da Aman, coronel Sebastião Roberto de Oliveira, há quase 30 anos, o Exército tem comandantes e oficiais mulheres nas áreas de tecnologia, saúde e educação, por exemplo. “Já não nos estranha a presença feminina, encaramos de forma natural. Há uma integração positiva entre eles. Agora vão estar mais na frente de combate”, disse.
Oliveira explicou que toda a academia foi preparada e adaptada para a inserção das mulheres, foram feitas tanto mudanças estruturais, em alojamentos e regulamentos de vestimenta, por exemplo, como a capacitação de instrutores. “Mas não tem tratamento diferenciado”, disse, ressaltando que os aspectos fisiológicos e capacidades físicas são respeitadas.
Para o coronel, as características que são mais expressivas nas mulheres também poderão contribuir para sua função no Exército. “A comunicabilidade da mulher, ela é mais comunicativa, pode ajudar em alguns aspectos. Elas também são mais detalhistas, e podem ajudar também com essa habilidade”, explicou. “Estamos bastante felizes. É algo natural na sociedade, a mulher sendo valorizada. Somos parte da sociedade, e a presença da mulher é bastante importante”, disse.
Segundo a aluna Maria Cecília da Silva Vieira, de 18 anos, a adaptação na Aman está acontecendo de forma natural. “A gente não fica lembrando que é a primeira turma [com mulheres], me sinto incluída, especialmente pelos homens da minha turma”, disse. Ela revela que ainda não pensou qual curso escolherá na academia. “Aqui, na Aman, como é muito puxado [o treinamento], acho que posso falar por todos os alunos, que a nossa aspiração é chegar até o final de semana”, disse ela, rindo. O concurso para a EsPCEx reservou 10% do número de vagas masculinas para as mulheres; 400 homens e 40 mulheres ingressaram na escola preparatória. Dessas, 33 passaram para a Aman. Este ano, elas realizarão o curso básico e, do segundo ao quarto anos na academia, os cadetes seguem
a formação já dentro de cada especialidade - Armas (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicações), Quadro de Material Bélico ou Serviço de Intendência. Para o aluno João Pedro Gomes, de 19 anos, é uma honra estar na primeira turma com as mulheres. “Não existe competição, existe cooperação para o trabalho. Eu acho que vai ser ótimo para o Exército”, disse. A principal lição que esses cadetes, homens e mulheres, aprenderão na Academia de Agulhas Negras, é a noção de honra, que não deve nunca ser abandonado. E, como acompanhante desse conceito, a noção de dever, que nunca deve ser abandonado. O principal desses deveres é defender a Pátria, mesmo com o empenho da própria vida desses futuros oficiais do Exército Brasileiro. 


Prefeitura de Cachoeira do Sul fará licitação da coleta de lixo em março


A prefeitura de Cachoeira do Sul confirmou a licitação da coleta de lixo do município para o mês de março. Nesta quinta-feira, o prefeito Sergio Ghignatti e o vice Cléber Cardoso conversaram sobre o novo modelo da coleta de resíduos sólidos com técnicos da prefeitura e representantes da comissão comunitária para debater as opções para o sistema. Duas sugestões dos membros comunitários foram acatadas e deverão fazer parte do edital de licitação. Uma é a divisão em três licitações independentes, contemplando coleta e transbordo, transporte e destinação final. Outra sugestão aceita foi a abolição da pesagem da coleta, migrando para o sistema que estima o peso total anual recolhido. Pelos estudos já concluídos, a projeção de economia sobre o modelo atual deve chegar até 12%. Na nova modelagem haverá a ampliação dos contêineres de 100 unidades para 350, com redução significativa no custo unitário dos equipamentos que hoje está em R$ 650,00 mensais. A abolição da pesagem é coisa inacreditável, é tudo que gostam os empresários e políticos corruptos.

BNDES paga até R$ 100 mil mensais para cada diretor, tremenda mordomia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é a instituição que paga a maior remuneração aos seus diretores entre os cinco bancos estatais. O salário fixo da diretoria do banco é R$ 80.110,10, e o do presidente, R$ 87,4 mil. A diretoria também recebe auxílio-alimentação, de R$ 1.613,49, e tem direito a auxílio-moradia, de R$ 1.800, neste último caso, dois diretores, que não têm residência na cidade, segundo o banco, recebem o benefício. Com todas as vantagens, os salários mensais dos diretores alcançam R$ 100 mil.

Poços de gás do Paraná recebem licença ambiental de teste


A Tradener, empresa pioneira na comercialização de energia livre no Brasil, acaba de receber autorização ambiental para extrair, em caráter de teste, o gás natural de dois poços no distrito de Barra Bonita, município de Pitanga, no centro do Estado do Paraná. Essa licença foi emitida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia 12 de Janeiro e é válida para todo o ano de 2018. Para o presidente da Tradener, Walfrido Victorino Avila, a licença ambiental de teste desses poços é fundamental para atestar a viabilidade econômica sobre o poço. “Já estamos preparando toda a acessibilidade aos poços e vamos contratar uma empresa especializada na compressão e transporte de gás”, informou ele. Segundo Walfrido Victorino, no passado, o gás em teste era queimado, hoje, essa agressão ao meio ambiente não existe mais, o gás retirado ainda em teste é comercializado normalmente. 

A extração deve começar em julho deste ano. “Temos uma expectativa de extrair 30.000 metros cúbicos de gás por dia durante essa licença de teste dos poços”, diz o executivo. Na sua plena capacidade de extração, os poços do distrito de Barra Bonita devem produzir 100.000 metros cúbicos por dia, o equivalente à, mais ou menos, 16 caminhões de gás. O investimento total, apenas na operação para o início de extração desses poços, é de 2 milhões de dólares.

A Tradener é uma das maiores comercializadoras independentes de energia elétrica e gás natural do País, com foco nos consumidores livres de energia elétrica e produtores independentes. Pioneira no segmento desde 1998, foi a primeira empresa do Brasil autorizada pela Aneel a comercializar energia com consumidores livres e geradores no ambiente de contratação livre.

Ibama prorroga licenciamento do projeto do gasoduto de São Carlos a Uberaba


Ibama prorrogou licenciamento ambiental do gasoduto de São Carlos. A validade da licença de instalação havia encerrado em novembro do ano passado, mas, agora, o prazo foi estendido por dois anos. A TGBC tem até novembro de 2019 para dar início à construção do empreendimento. A empresa solicitou a prorrogação da licença ambiental do gasoduto de São Carlos após o Estado anunciar, no fim do ano passado, a retomada das articulações para trazer o gás até o Triângulo Mineiro. Inicialmente, o presidente da Codemig, Marco Antônio Castelo Branco, havia manifestado que negociações estavam em andamento com a TGBC para consolidar o projeto de São Carlos. No entanto, em ofício encaminhado à Petrobras em janeiro, a companhia defendeu a proposta de trazer um ramal do Gasbol, a partir de Paulínia até Uberaba. 

A Codemig posicionou que a opção mais viável para concretizar a retomada da fábrica de amônia seria implantar um duto na faixa de domínio da Petrobras, onde já estão instalados a rede do oleoduto Osbra e o alcooduto que interliga Paulínia, Ribeirão Preto e Uberaba. Ainda não há informação se o traçado passaria por São Carlos e envolveria o projeto da TGBC.

O projeto de São Carlos foi o primeiro a ser citado quando houve a assinatura do protocolo de intenções entre a Petrobras e o governo estadual para a construção da fábrica de amônia em 2011. Entretanto, o duto da TGBC acabou sendo deixado de lado por alternativas como o ramal de Ribeirão Preto (SP) e a proposta do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) de trazer o gás de Betim. Nenhuma avançou.

A TGBC, por outro lado, concluiu o licenciamento ambiental do gasoduto e cumpriu todo o processo burocrático para conseguir a autorização da ANP para a abertura da chamada pública. O procedimento para comercialização do gás foi realizado em 2014 e apenas a Gás Brasiliano – empresa pertencente à Petrobras – manifestou interesse em contratar a capacidade do duto, mas a proposta foi considerada inviável e o processo cancelado.

O projeto da TGBC prevê a implantação de 905 quilômetros de duto a partir da Estação de Compressão de São Carlos (SP) até o ponto de entrega do Recanto das Emas (DF), passando por 37 municípios para interligar a região Sudeste e Centro-Oeste. Na proposta, está especificada a construção de sete pontos de entrega do gás, entre eles nas cidades de Uberaba e Uberlândia.

Boeing cria o metal mais leve do mundo, com 99,99% de ar

Há alguns anos, pesquisadores da Boeing criaram um metal mais leve do mundo, que é de 99,99% de ar. A Boeing chama este metal de microlattice e é 100 vezes mais leve que um isopor. Embora muito leve, o microlattice é tão rígido como qualquer outro metal. O microlattice é uma estrutura de polímero de células abertas. A estrutura do metal é constituída por tubos metálicos ocos interligados. O metal é muito rígido, apesar do fato de que a espessura da parede dos tubos ocos é apenas de 100 nanômetros, que é 1000 vezes mais fino do que um cabelo humano. O que é interessante sobre este projeto é a inspiração por trás dele. A Boeing esta fascinada pela natureza dos ossos humanos. Ossos humanos são muito rígidos por fora, mas quase completamente oco por dentro. Esta natureza não só faz com que o osso seja muito difícil de quebrar, devido à sua rigidez, mas também significa que o osso é suficientemente leve para ser suportado pelo corpo humano.


“Uma das principais aplicações que temos visto estudar é para componentes estruturais na indústria aeroespacial”, disse Sophia Yang, uma pesquisadora do HRL Laboratories. HRL Laboratories trabalharam em conjunto com a Boeing no projeto microlattice. “O truque é fabricar uma rede de tubos ocos interligados com uma espessura de parede de 100 nanômetros, 1.000 vezes mais finos que um cabelo humano”, segundo o Dr. Tobias Schaedler da HRL Laboratories. HRL diz que o metal pode ser usado dentro de uma aeronave, em lugares como nos bancos, paredes e pisos. Outro ponto importante, com menor peso, o consumo da aeronave será menor. Isto irá resultar em redução de custos de operação. HRL também está trabalhando em utilizar a tecnologia com a NASA em futuros projetos de naves espaciais.

Gegê do Mangue, último chefe em liberdade do PCC, organização criminosa de São Paulo, é encontrado morto no Ceará


Um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, foi encontrado morto na tarde de sexta-feira (16), em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ao lado dele foi encontrado o corpo de Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca. As informações foram confirmadas pelo procurador Marcio Sérgio Christino. De acordo com o procurador, os dois eram foragidos da Justiça de São Paulo e líderes da facção criminosa. As duas principais suspeitas da polícia para as mortes são execução por facção rival ou retaliação do próprio PCC. Eles foram mortos com tiro no rosto e facada no olho. 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, os corpos estavam na área de uma reserva indígena e sem identificação. A polícia investiga quem são os autores do crime. 


O promotor Lincoln Gakiya disse na tarde deste domingo (18) que a morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua dentro e fora dos presídios, "é um duro golpe na facção". "É uma grande baixa para o PCC. Gegê era considerado o número 1 do PCC em liberdade, abaixo apenas do Marcola. O Paca estava entre os seis da facção. Já não existem elementos da facção na rua para exercer essa liderança", afirmou Gakiya, que trabalha no Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual em Presidente Prudente e é um dos promotores que mais investigam a facção. 

Segundo o promotor, "não há informações de conflito com outras facções" sobre a morte de Gege e Paca no Ceará. "Segundo as nossas investigações não se trata de briga de facções. Ninguém sabia, a não ser alguns integrantes do PCC, que eles estariam no Ceará nessa época. Possivelmente possa ser um racha dentro da facção que levou a essas mortes". 

Rogério Jeremias de Simone era considerado pelo Ministério Público de São Paulo o número 3 na escala de chefia do PCC. Havia a suspeita de que ele estivesse controlando o tráfico de drogas no Paraguai. Em abril de 2017, o promotor Rogério Leão Zagallo disse que “a última informação recebida pela Polícia Federal é da suspeita de que Gegê esteja no Paraguai desde que ele fugiu”. 

Também em abril do ano passado, ele foi condenado a 47 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada. Para a fixação da pena, o magistrado levou em consideração, entre outros fatores, os antecedentes criminais do acusado, sua conduta social e personalidade voltadas a práticas delituosas. Para o Ministério Público, Gegê e Abel ordenaram as execuções de dois criminosos na favela do Sapé, no bairro do Rio Pequeno, Zona Oeste de São Paulo. Eles tinham dado as ordens por celular de dentro da cadeia para integrantes da facção matarem dois desafetos do grupo do lado de fora. 

Ele foi liberado antes de seu julgamento após a Justiça entender que houve excesso de prazo para ele ser julgado. Após a sua liberação, ele não se apresentou mais às autoridades e faltou ao próprio julgamento. Ele não foi localizado por ter mentido sobre os endereços que poderia estar e passou a ser considerado foragido da Justiça. Sua prisão preventiva chegou a ser decretada. 


General Motors tem fábrica nova de R$ 1,9 bilhão em Joinville

Fevereiro começou com boas notícias para a indústria automobilística, pelo menos em Santa Catarina. A General Motors do Brasil já apresentou a expansão da sua unidade de produção de motores e cabeçotes em Joinville, no Norte do Estado, com investimentos já anunciados anteriormente de R$1,9 bilhão. 


Serão seis novas linhas de produção numa área de 61,8 mil metros quadrados. Para se ter uma ideia, a atual estrutura da montadora tem 15 mil metros quadrados e custou R$ 350 milhões em 2013, quando foi inaugurada com 120 funcionários nas linhas de usinagem de cabeçotes, submontagem de cabeçote e montagem de motores. O investimento atual prevê ainda a geração de novos 400 postos de trabalho diretos e indiretos. Atualmente são 250 funcionários. A partir de julho de 2019 se instalarão mais uma linha de montagem de motores, duas linhas de usinagem de bloco, duas de usinagem de cabeçote e uma de submontagem de cabeçote, todas para novas famílias de veículos, previstas para 2020. As novas peças vão suprir a demanda das unidades de Gravataí (RS) e de Rosário, na Argentina. 

Com o slogan de “Fábrica mais sustentável do mundo”, o novo espaço terá geração de eletricidade a partir de energia solar, reaproveitamento de água da chuva e reciclagem total de resíduos. “A gente devolve a água melhor do que a recebe”, explicou o vice-presidente da montadora no Mercosul, Marcelo Munhoz, ao afirmar que a vegetação no entorno da fábrica será beneficiada. Mas por que ampliar? “Porque essas pessoas de azul que aqui se encontram nos provaram que vale a pena”, referindo-se aos colaboradores da atual unidade, presentes na solenidade.

A atual fábrica da General Motors de Joinville tem uma capacidade produtiva de 120 mil peças por ano. Segundo a empresa, desde 2013 já saíram da unidade 500 mil unidades. Com a expansão essa capacidade será de 420 mil peças por ano. A expectativa é de que 50 mil sejam exportadas para a América do Sul. Além da Argentina, a Colômbia é um outro mercado de interesse.