segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Raquel Dodge rescinde a delação premiada do açougueiro bucaneiro Wesley Batista

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu rescindir os acordos de delação premiada do açougueiro bucaneiro Wesley Batista, um dos donos da propineira JBS, e Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da empresa. A decisão de Raquel Dodge, no procedimento administrativo aberto para analisar o caso dos dois, é do último dia 16 e foi divulgada nesta segunda-feira (26). 

No ano passado, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot já havia se manifestado pela rescisão dos acordos de Joesley Batista e Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, que controla a JBS. A rescisão dos acordos dos quatro depende agora de homologação do ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Rescisão não é o mesmo que anulação. Segundo a Procuradoria Geral da República, provas obtidas a partir do acordo poderão continuar sendo usadas em processos. Os executivos, porém, perdem o direito aos benefícios que tinham sido acordados com Janot. 

Raquel Dodge afirmou, no procedimento administrativo, que todos —​Joesley, Wesley, Saud e Silva—​ omitiram a participação do ex-procurador Marcello Miller na elaboração dos acordos de leniência (da empresa) e de colaboração premiada (dos executivos) ​​da JBS. Segundo a Procuradoria Geral da República, mensagens em um grupo de WhatsApp mostram que os executivos tinham conhecimento da situação de Marello Miller, que, segundo a apuração, agiu dos dois lados do balcão —era membro do Ministério Público Federal e, ao mesmo tempo, advogava para o grupo. 

Segundo a Procuradoria Geral da República, a "assessoria técnica" prestada por Marcello Miller aos executivos da J&F lhe renderia R$ 700 mil. “Os elementos, vistos em conjunto, deixam claro que Marcello Miller, ao mesmo tempo que era membro do Ministério Público Federal, prestou relevante auxílio ao grupo J&F para auxiliá-lo a celebrar acordo de leniência, que firmou com o Ministério Público Federal; e aos colaboradores Joesley Batista, Ricardo Saud, Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva para auxiliá-los a celebrar o acordo de colaboração premiada que viria a ser firmado com a Procuradoria Geral da República”, escreveu Raquel Dodge. 

No grupo de WhatsApp, do qual faziam parte, além dos quatro executivos, a advogada Fernanda Tórtima e Marcello Miller, havia uma troca de mensagens de 4 de abril de 2017 em que Joesley pergunta a Miller: “Amanhã vc trabalha, ou hoje foi seu último dia?”. Miller responde: “Hoje foi o último. Amanhã eu tenho de ir à OAB de manhã e só. Mas vai ser corrido”. A exoneração de Marcello Miller do cargo de procurador da República passou a valer a partir de 5 de abril. “Essa mensagem torna evidente que todos do grupo sabiam que Marcello Miller ainda era procurador da República no período em que ele assessorava os colaboradores e a empresa J&F na condução da colaboração premiada e do acordo de leniência”, considerou Raquel Dodge. 

“Sabiam, pois, que Miller não podia atuar simultaneamente dos dois lados do balcão, pois por sua função pública não podia sequer tratar do assunto, ainda que não estivesse diretamente encarregado da negociação de qualquer destes dois assuntos.” Para a procuradora-geral, os delatores tinham “obrigação” de ter reportado a conduta de Miller à Procuradoria Geral da República, ainda que não a considerassem ilícita. 

As mensagens de WhatsApp foram obtidas com a apreensão de um celular do açougueiro bucaneiro Wesley Batista em uma operação da Polícia Federal. Raquel Dodge fundamenta a rescisão dos acordos de delação por entender que houve omissão de má-fé dos executivos por não terem entregado à Procuradoria Geral da Republica esse celular de Wesley e não terem contado sobre a participação de Marcello Miller e “pelo possível crime de corrupção ativa praticado por eles (cooptação de funcionário público, mediante vantagem indevida, para praticar ato de ofício a seu favor)”. 

Empresário páraestatal filopetista Abilio Diniz marca reunião de conselho da BRF para destituí-lo do cargo por incompetência


O empresário pára-estatal filopetista Abilio Diniz convocou para a próxima segunda-feira (5) a reunião do Conselho de Administração da BRF, o qual preside desde 2013, para debater sua destituição por incompetência. Ele respondeu à solicitação dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil), detentores de 20% do controle da maior processadora de alimentos do Brasil. 

O filopetista Abilio Diniz queixou-se da forma com que o debate sobre a gestão da BRF está ocorrendo. Os fundos haviam pedido a substituição de Abilio Diniz e de todo o conselho da empresa em carta no sábado (24). Eles estão insatisfeitos com a gestão da empresa, que acumulou prejuízo de R$ 1,1 bilhão só em 2017. No comando do conselho desde 2013, Abilio Diniz experimenta uma série de notícias negativas desde o ano passado. 

"Não gosto de explicações, mas de resultados. E os resultados da BRF não são bons. Entendo a posição dos fundos, sua necessidade de informar seus cotistas, e compartilho da insatisfação de todos os acionistas com os resultados da empresa. Mas discordo das ações, da forma e do momento em que estão se manifestando", disse Abilio Diniz, em nota. Ele se queixou que o assunto foi tratado anonimamente "via imprensa" e queixou-se de falta de diálogo. Ou seja, como todo empresário filo-petista, ele gosta de resolver tudo em jantarzinhos com altas autoridades. 

A Operação Carne Fraca, que apurou irregularidades em frigoríficos, atingiu a empresa em abril. Um conselheiro politicamente importante, o petista Aldemir Bendine (ex-presidente do BB e Petrobras, amigão da Val), deixou a posição, acabou sendo preso depois pela Operação Lava Jato. E a delação da propineira JBS revelou que dois ex-conselheiros da empresa agiam como infiltrados da rival, visando facilitar a venda da BRF. 

Além disso, houve problemas de gestão. O braço direito de Abilio Diniz teve de deixar uma vice-presidência por ter sido condenado por fraude em segunda instância, num caso sem relação com a BRF. E o presidente da empresa, Pedro Faria, caiu, sendo substituído em dezembro por José Drummond. Faria, oriundo do fundo Tarpon (7,26% da BRF), foi aliado de Abilio Diniz (3%) ao longo de seu mandato, quando a empresa teve valorização e chegou a vender ações a R$ 70,00. 

Nesta segunda-feira (26), as ações estão sendo negociadas a R$ 28,60, mesmo nível de 2011. Depois do tombo de 8,33% da sexta-feira, posterior à divulgação do prejuízo de 2017, as ações estão em leve alta, na expectativa de uma definição da disputa no conselho. Abilio e Tarpon estão, segundo informações de executivos da área, com relações frágeis. 

Fundos estrangeiros como o Aberdeen (5%), estão alinhados com Petros e Previ, assim como provavelmente os acionistas minoritários oriundos das famílias que controlavam a Sadia, a marca que foi fundida em 2009 com a Perdigão e deu origem à BRF, sob as bênçãos do governo do bandido corrupto, lavador de dinheiro e chefe da organização criminosa petista, Lula). Segundo a reportagem apurou, a disposição no Palácio do Planalto é de não intervir em favor de Abilio, como ocorria durante o governo Dilma Rousseff (PT) e até o ano passado sob Michel Temer (MDB). Abilio defendeu a nova diretoria-executiva da empresa. "Após imersão profunda, esse time construiu um plano de ação aprovado e elogiado pelo conselho no último dia 22 de fevereiro. Mas não foi sequer dada a chance aos acionistas de conhecerem o novo plano, que deveria ser detalhado no BRF Day nos dias 7 e 8 de março", queixou-se. "Reitero que toda a minha ação será focada na defesa dos interesses da companhia e de seus acionistas", completou o empresário.

"Japonês da Federal" consegue aposentadoria especial


Newton Hidenori Ishii, conhecido como “japonês da federal” vai se aposentar. O pedido foi publicado no Diário Oficial e autorizado pelo diretor de gestão pessoal da Polícia Federal. A portaria 7.708 é de 22 de fevereiro. Sempre presente nas ações da Lava-Jato, principalmente nas prisões de autoridades, o policial ganhou o apelido de japonês da federal. Ganhou fama nas redes sociais, memes e nas ruas. Newton Ishii era o responsável pela carceragem da Polícia Federal em Curitiba. 

Ishii também virou notícia ao ser condenado, em 2016, a 4 anos e 2 meses de prisão por facilitação de contrabando. A pena foi revertida e, parte dela, cumprida em regime semiaberto. Após a condenação, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou a aposentadoria dele irregular. Há um ano e meio, ele fez o pedido de aposentadoria especial voluntária, alegando 30 anos de serviço, que foi concedida agora.

Policia Federal invade mansão do petista Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, suspeito de receber propina na obra da Fonte Nova


O ex-governador da Bahia, o babalorixá petista Jaques Wagner é investigado pela Polícia Federal por suposto recebimento de R$ 82 milhões em propina do consórcio responsável pela construção da Arena Fonte Nova, em Salvador. As investigações fazem parte da Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta segunda-feira (26). De acordo com laudo da Polícia Federal, as obras da nova Arena Fonte Nova foram superfaturadas em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões. Documentos, mídias e 15 relógios de luxo foram apreendidos no apartamento do babalorixá petista Jaques Wagner, em um prédio luxuoso no Corredor da Vitória, área nobre da capital baiana. A sede da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), pasta que Wagner comanda atualmente, também foi alvo de mandados. Em nota, o PT afirma que a "invasão" da casa de Wagner é "mais um episódio da campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças".

A Polícia Federal informou que ainda investiga como os R$ 82 milhões teriam sido recebidos pelo babalorixá petista Jaques Wagner, mas aponta que parte dos valores foram pagos por meio de doações declaradas em campanhas eleitorais. Os valores foram pagos no período de 2006 a 2014. Do total de R$ 82 milhões, conforme a Polícia Federal, R$ 3,5 milhões foram declarados como doação oficial da campanha eleitoral do PT em 2014 para o cargo de governador do Estado. “Há registro de que, pelo menos, R$ 3,5 milhões foram doados pela Odebrecht para campanha de 2014, para a campanha do governador Rui Costa”, afirmou a delegada Luciana Matutino. Ainda segundo a Polícia Federal, parte da propina, no valor de R$ 500 mil, foi entregue ao babalorixá petista Jaques Wagner na casa da mãe do ex-governador, no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal detalhou que Marcelo Odebrecht teria colocado como condição para doar às campanhas de 2014 "se a questão da Fonte Nova fosse resolvida", ou seja com pagamentos a mais para o Consórcio OAS e Odebrecht. A Polícia Federal aponta que foi acertado um aditivo contratual de R$ 90 milhões e também um acordo com a empreiteira para que parte desse valor fosse acertado junto com uma dívida de R$ 390 milhões que a Companhia de Engenharia e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) devia a Odebrecht.

"O aditivo foi feito em mais de R$ 90 milhões em 2013. E foi negociado com acordo de pagamento de mais de R$ 10 milhões em 2014. Sendo que parte dos R$ 10 milhões foi paga com a questão da dívida da Cerb. Foi colocado pelos delatores que a OAS e Odebrecht queriam que o valor pago pelo governo fosse aumentado, mas o então governador não queria que fosse pago no bojo do contrato da Fonte Nova porque seria parte de questionamento da sociedade. Então, a dívida da Cerb já tinha transitado em julgado, mas o governo não pagava. Então, resolveram pegar a dívida, unir com a Fonte Nova e fazer o pagamento junto com essa negociação", explicou a delegada.


Durante coletiva à imprensa, o ex-governador da Bahia repudiou as informações divulgadas pela Polícia Federal. “Eu queria iniciar aqui repelindo veementemente as afirmações infundadas que foram prestadas hoje na coletiva da Polícia Federal. Elas são infundadas e, na minha opinião, só servem para virar manchete de jornal. Eu não sei de onde tiraram aquele valor de R$ 82 milhões, e acho estranho que, antes da investigação chegar ao fim, alguém já se pronuncie nesses termos".

O babalorixá petista Jaques Wagner também afirmou que nunca recebeu propina. "Eu tenho mais de 40 anos de vida pública, fui oito anos governador, e o empresariado baiano é minha maior testemunha de como é que nós agimos aqui. Então, repilo a idéia de receber propina. Nunca recebi e nunca pedi propina. E minhas afirmações sempre foram muito categóricas, inclusive em eventos públicos".


A Polícia Federal também cumpriu mandados nas casas e nos escritórios de Bruno Dauster, chefe da Casa Civil da Bahia, e do empresário Carlos Daltro, amigo de Wagner. A polícia investiga se Dauster e Daltro atuaram como intermediários para o recebimento de propina a Wagner. O governador Rui Costa disse que tem confiança de que todo o processo de construção da Arena Fonte foi feito dentro da legalidade e que confia na integridade do atual secretário de Desenvolvimento Econômico do governo, Jaques Wagner.

"Eu tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito. Tenho absoluta confiança porque conheço há 35 anos o ex-governador Jaques Wagner, da sua lisura, da sua correção. O processo de investigação comprovará esse processo de lisura do que foi feito. As informações, os dados, os números que eu tenho, vocês podem comparar, é que o estádio da Fonte Nova foi o mais barato - seja por metro quadrado, seja por assento no estádio -, entre todos os que foram construídos no Brasil". 

Rui Costa também criticou a cobertura da imprensa sobre o caso. "Fica claro que a operação não tem o fim da investigação. Ela tem o fim jornalístico, tem um fim midiático, tem um fim político-partidário". O secretário Bruno Dauster emitiu comunicado oficial, através do Governo da Bahia, afirmando que "estranhou a inclusão do seu nome na operação da Polícia Federal. Disse que não era secretário na época dos fatos investigados e que deseja um amplo esclarecimento o mais rápido possível". Um dos nomes mais importantes do PT, Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e deputado federal por três mandatos. No governo Dilma Rousseff, o petista foi ministro da Defesa (2014) e da Casa Civil (2015) e também chefe de gabinete da presidente (2016). No governo Lula, foi ministro do Trabalho (2003) e das Relações Institucionais (2005/2006), além de ter chefiado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (2004).

A Polícia Federal pediu  a Justiça a prisão temporária dos três suspeitos, o que foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A PF, então, pretende ouvir os suspeitos em depoimentos que ainda serão agendados.


Segundo a delegada Luciana Matutino, este inquérito tramita desde 2013 com base em estudo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que apontou irregularidades na Parceria Público Privada (PPP) para demolição e reconstrução da Arena Fonte Nova. Esse estudo foi enviado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que na época analisou as contas e julgou o contrato ilegal. “Em razão de laudos periciais, verificamos que houve fraude para beneficiar o consórcio formado por Odebrecht e OAS”, diz a delegada.

De acordo com as cláusulas do edital de licitação, somente as duas empresas atendiam a alguns requisitos - como experiência em demolição, serviço que acabou prestado por empresa terceirizada. “Então, não havia motivo para que essas exigências fossem colocadas no edital”, diz a delegada. Em nota, a Odebrecht informou que está colaborando com a Justiça. "A empresa já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador, Panamá e Guatemala, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”, diz a nota. A Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), concessionária responsável pela gestão da Arena Fonte Nova, informou que aguarda informações oficiais sobre a Operação Cartão Vermelho, mas disse que se coloca à disposição das autoridades para colaborar no que for preciso.

Mineradora norueguesa Hydro tinha um duto clandestino para lançar rejeitos tóxicos em nascentes de rios amazônicos

Inspeção flagra alagamento de lama vermelha com alumínio na sede da Hydro Cred

Além de um vazamento de restos tóxicos de mineração, que contaminou diversas comunidades de Barcarena, no Pará, a gigante minerador norueguesa Hydro usou uma "tubulação clandestina de lançamento de efluentes não tratados" em um conjunto de nascentes do rio Muripi, aponta um laudo divulgado na quinta-feira pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde. Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência do canal encontrado por pesquisadores. "Durante uma das vistorias, verificou-se a existência de uma tubulação com pequena vazão de água de coloração avermelhada na área da refinaria", afirma a empresa. "Conforme solicitado pelas autoridades, a empresa está fazendo as investigações necessárias para identificar a origem e natureza do material, bem como realizando a imediata vedação desta tubulação".

A multinacional produtora de alumínio, cujo acionista majoritário e controlador é o governo da Noruega, voltou ao noticiário brasileiro após a confirmação do vazamento, no último sábado, de uma barragem que continha soda cáustica e metais tóxicos, após chuvas fortes na região. Esse governo norueguês é aquele mesmo que se negou a receber o presidente Michel Temer e que o destratou com o anúncio de retirada de recursos do Fundo Amazônico, por uma suposta incapacidade do Brasil de conter o desmatamento. É um governo cínico. 

No ano passado, em meio a críticas do governo norueguês sobre o desmatamento na Amazônia, a empresa devia R$ 17 milhões ao Ibama em multas por contaminação de rios da região em 2009. "Houve duas constatações. Primeiro, transbordo de efluentes. Os níveis de alumínio nos rios estavam 25 vezes mais altos que os estabelecidos pela legislação. Segundo, o mais grave de tudo, a empresa fez uma tubulação para jogar resíduos diretamente no ambiente", disse o pesquisador em saúde pública Marcelo de Oliveira Lima, que assina o laudo oficial. Segundo o especialista, "a população usa estas águas para recreação, consumo e captura de peixes", o que poderia levar a contaminação também para o solo e o organismo dos moradores. Resultados de testes feitos no cabelo e pele dos vizinhos à barragem devem ser divulgados nas próximas semanas.

Após denúncias feitas por moradores de comunidades próximas sobre o vazamento, a Hydro divulgou a seus clientes uma nota em que classificava o episódio como "boato", afirmando que "não houve vazamentos ou rompimentos" nos depósitos. Após ser informada sobre o laudo oficial, mudou de atitude, dizendo que a empresa norueguesa disse que "tem o compromisso de corrigir qualquer problema que possa ter sido causado pela sua operação".

Moradores se reuniram em audiencia pública nesta sexta-feira para discutir contaminação na região

"A Hydro Alunorte informa que está providenciando imediatamente o fornecimento de água potável para as comunidades de Vila Nova e Bom Futuro, com apoio da Defesa Civil. A empresa se compromete a colaborar com as comunidades, onde foram coletadas as amostras pelo Instituto Evandro Chagas, para encontrar soluções de acesso permanente à água potável, em conjunto com as partes interessadas", afirma a companhia.

Questionada sobre a tubulação clandestina apontada pelo laudo e sobre a nota em que negava o vazamento, a empresa disse que aguarda receber o laudo oficial para comentá-lo. Procurado, o governo norueguês se esquivou, covarde e cinicamente. 

Na sexta-feira, o Ministério Público Federal e do Estado do Pará enviaram à empresa um documento que solicita que uma das bacias da empresa seja imediatamente embargada. Segundo os órgãos, há risco de rompimento da bacia, o que despertou temor por uma tragédia semelhante à de Mariana (MG), em 2015, quando um mar de lama cobriu municípios e se espalhou pelo rio Doce até chegar ao oceano. "Uma das bacias sequer tinha licença para operar. Estamos recomendando desde o fornecimento de água, uma vez que o Evandro Chagas constatou que essa água não é própria para o consumo", afirmou a promotora de justiça agrária Eliane Moreira.

Igarapé do Dendê coberto por lama vermelha as margens de comunidades

O geógrafo Luiz Jardim, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), disse que as barragens de Mariana e de Barcarena "têm naturezas distintas". "Enquanto a da Samarco, em Mariana, era para lavagem de minério, a da Hydro, em Barcarena, é industrial, e guarda os resultados tóxicos da transformação da bauxita em alumina. Ela já pressupõe a existência de produtos químicos que fazem parte desta transformação, já que a limpeza dos minérios é feita antes, em Oriximiná".

Para Luiz Jardim, que integra o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que reúne 110 organizações ligadas ao tema, o risco de inundação em Mariana era maior graças ao relevo mineiro. "Em Mariana, a barragem é muito mais alta do ponto de vista de relevo, em relação à declividade da Amazônia, onde há uma planície fluvial. Então a força do rompimento, caso ele ocorra, será menor. O que é central no caso de Barcarena é o potencial mais alto de contaminação dos rejeitos", avalia. Em junho do ano passado foi revelado que a empresa controlada pelo governo norueguês é alvo de uma série de denúncias do Ministério Público Federal do Pará e de quase 2 mil processos judiciais por contaminação de rios e comunidades de Barcarena (PA).

Segundo o Ibama, a empresa não pagou até hoje multas estipuladas em R$ 17 milhões, após outro transbordamento de lama tóxica, em 2009. Ainda de acordo com o instituto, o vazamento na época colocou a população local em risco e gerou "mortandade de peixes e destruição significativa da biodiversidade". O trauma com o último vazamento trouxe pânico a moradores de comunidades próximas à sede da empresa, localizada em área de difícil acesso na floresta amazônica. 
Peritos flagraram enxurrada de lama contaminada escorrendo da sede da empresa norueguesa em Barcarena

"Esse não é o primeiro vazamento. O de 2009 impactou demais", diz Sandra Amorim, moradora da comunidade quilombola sítio São João, que fica a um quilômetro da bacia da Hydro. "Primeiro eles negaram. Depois do laudo, dizem que teve vazamento. Eles prometeram agora que vão começar a distribuir água mineral potável e comida. Isso não é suficiente pra gente. A gente não quer migalha. A gente quer essa situação resolvida", afirmou. A moradora prossegue, dizendo que "tem pessoas com coceiras pelo corpo e gente ficando doente" na comunidade. Não há confirmação oficial sobre contaminação de moradores da região afetada até que os testes feitos por peritos sejam divulgados. O laudo recém-divulgado pelo Instituto Evandro Chagas aponta que a concentração de elementos como alumínio, chumbo, sódio e nitrato e alumínio nos rios da região extrapolaram os limites estipulados pelo Ministério da Saúde. O pH registrado nas águas foi 10 - extremamente alcalino, em decorrência do derrame de soda cáustica, usada no processo de beneficiamento da bauxita, matéria-prima do alumínio. 

A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) afirmou, em nota, que vai pedir o afastamento do secretário de Meio Ambiente do Pará, Thales Belo, e intervenção judicial na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), após a constatação da tubulação clandestina na região. "Causou indignação especial a constatação pelos pesquisadores do IEC da existência de um dreno 'clandestino', por onde a empresa, com a aquiescência da Semas, drenava rejeitos quando as chuvas se intensificavam", diz o órgão. Graças a uma rede de abastecimento de água que atende a apenas 40% da população local, os rios e poços artesianos são a principal fonte de água na região da pequena Barcarena - que viu sua população crescer em ritmo três vezes mais rápido que o do resto do País nos últimos 40 anos graças aos empregos gerados por mineradoras que se instalaram na região. 


Duto clandestino encontrado por pesquisadores despeja material tóxico em nascentes

Formado por dezenas de ilhas e igarapés, o município experimenta crescimento desordenado desde que se tornou um importante exportador de commodities minerais (bauxita, alumínio e caulim), vegetais (soja) e animais (gado vivo). "O histórico de acidentes ambientais em Barcarena é impressionante, uma média de um por ano", disse em junho passado o procurador federal Bruno Valente, que assina uma ação civil pública movida em 2016. "O transbordamento de lama da bacia de rejeitos da Hydro afetou uma série de comunidades em 2009 e até hoje nunca houve uma compensação ou pagamento de multa", afirmou. Dono de 34,3% das ações da megaprodutora mundial de alumínio, o governo da Noruega ganhou manchetes em todo o mundo no ano passado, após criticar publicamente o aumento do desmatamento na Amazônia. Despertando constrangimento na primeira visita oficial do presidente Michel Temer à Noruega, o país anunciou, na época, um corte estimado em R$ 200 milhões nos recursos que repassa ao Fundo Amazônia, destinado à preservação ambiental.

McLaren lança carro esportivo em homenagem a Ayrton Senna

Mais de duas décadas após a morte de Ayrton Senna (1960-1994), a McLaren lança um modelo especial em homenagem ao piloto, tricampeão de Fórmula 1 com a equipe da montadora inglesa em 1988, 1990 e 1991. Todas as 500 unidades que serão produzidas já têm comprador. O preço divulgado é de 750 mil libras, com impostos (R$ 3,4 milhões). Um dos modelos foi reservado para ir a leilão, realizado em dezembro do ano passado. O valor alcançado - 2 milhões de libras (R$ 9 milhões)- foi revertido para o Instituto Ayrton Senna. Segundo a montadora, trata-se do modelo mais leve (1.198 kg) homologado para rodar nas ruas desde o icônico McLaren F1, resultado do uso da fibra de carbono em sua estrutura - além da carroceria, o material também está presente no chassi. A estrutura do McLaren Senna é inspirada no modelo 720 S, de 2017. As duas portas abrem para cima, no estilo asa de gaivota. Com carroceria feita inteiramente de fibra de carbono e equipado com motor V8 biturbo, o esportivo inglês vai de zero a 100 km/h em apenas 2,8 segundos, segundo dados divulgados pela McLaren. A velocidade máxima é de 340 km/h.



O desenho segue a filosofia "forma em favor da função", segundo a fabricante. Ou seja, o design foi pensado em função da velocidade. Do nariz ao aerofólio traseiro, os elementos da carroceria têm como intuito o controle do fluxo de ar. Na parte interna, que acomoda duas pessoas, o volante ficou livre de botões para que o motorista se concentre na experiência de dirigir. O câmbio se move junto com o assento do motorista, para que o controle fique sempre ao alcance da mão. O sistema de som segue o padrão atual: tela sensível ao toque, GPS e conexão com smartphones. Sensor de estacionamento e câmera de ré são itens de fábrica. O único compartimento para guardar objetos fica atrás dos assentos e tem espaço para acomodar apenas dois capacetes e uniformes próprios para corrida.

Tropa de Elite do Exército levada para o Rio de Janeiro


Uma tropa que recebe treinamento de alto nível, com sede em Goiânia, chegou ao Rio de Janeiro para ficar na linha de frente da intervenção federal no Estado, sob o comando do general Walter Souza Braga Netto. Na caserna, entre os militares, seus integrantes são chamados de ‘fantasmas’ por atuarem nas sombras, em operações sempre cercadas de sigilo. O Batalhão de Forças Especiais do Exército conta com aproximadamente 2 mil homens. Não raro, eles são comparados aos Navy Seals da Marinha americana, que mataram Osama bin Laden no Paquistão, em 2011. Esses militares, preparados para ações antiterror, têm nas mãos uma missão muito difícil: expulsar o tráfico e as milícias de algumas favelas cariocas. Coronel da reserva e ex-integrante das Forças Especiais, Fernando Montenegro explicou ao jornal que os integrantes passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia. 

É incomparável a qualidade deles. Eles alcançam uma qualificação extrema não só em nível tático, recebem treinamento de ponta para ações de alto risco em áreas urbanas. Trabalham com inteligência e entendem como funcionam as forças de sustentação de uma guerrilha. É um treinamento que capacita o militar a suportar situações extremas. Cada integrante das Forças Especiais tem um nível de conhecimento que o permite planejar sabotagens em grandes instalações e até produzir explosivos de forma improvisada. No brasão dos FEs, como são chamados, aparece uma mão empunhando uma faca, com uma luva – referência às ações sempre discretas, que não deixam rastros. A lâmina está manchada de vermelho e o fundo preto indica que a tropa, preferencialmente, age à noite.

Eles são integrantes da Brigada de Paraquedistas do Exército que precisou ser transferida do Rio de Janeiro justamente para evitar uma possível infiltração de seus quadros por recrutas designados pelos chefes do trafico das favelas do Rio de Janeiro, interessados em ter homens sob seu comando formados pelas Forças Especiais, capazes de treinar a bandidagem nos morros. 

Defesa de Aécio questiona escolha de Fachin como relator da delação da JBS



A defesa do senador playboy Aécio Neves (PSDB-MG) questiona o fato de o ex-procurador-geral Rodrigo Janot ter enviado a delação da JBS diretamente ao ministro Edson Fachin. Ao encaminhar o caso para o relator da Lava Jato no STF, sustenta, Janot teria driblado o sistema de distribuição da corte. Os advogados do tucano afirmam que Fachin não deveria ser visto como juiz natural no caso da JBS pois a colaboração da empresa nada teria a ver com os desvios na Petrobras. 

Alckmin diz que manterá Ilan Goldfajn no Banco Central se for eleito presidente

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), afirmou ao programa "Canal Livre", da TV Bandeirantes, que manterá o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, no cargo caso seja eleito presidente da República. A entrevista com o tucano foi gravada na tarde deste domingo (25) e foi ao ar à meia-noite. A atração é reprisada nesta segunda-feira, às 22h, na BandNews TV. Alckmin afirmou que a política conduzida por Godfajn é correta e que, caso vença as eleições, manterá toda a equipe do banco em seus cargos caso queiram permanecer. O atual chefe do presidente do Banco Central é Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e também pré-candidato à Presidência da República. O economista Persio Arida, responsável pelo programa do candidato, estava assistindo à gravação nos bastidores.

Estados Unidos investigam a corrupção do regime comuno-bolivariano da Venezuela


Integrantes da cúpula do regime chavista são alvo de uma investigação nos Estados Unidos que apura o uso de estatais venezuelanas ao longo de mais de uma década para lavar bilhões de dólares, desviar fortunas para paraísos fiscais e ajudar traficantes de droga. As investigações foram conduzidas em cooperação com o Ministério Público de países como Suíça, Andorra e Espanha. As autoridades americanas acreditam que o desfalque na PDVSA – a estatal de petróleo envolvida em lavagem de dinheiro, corrupção e narcotráfico – chega a pelo menos US$ 2 bilhões. Os inquéritos nos Estados Unidos incluem ações contra políticos, militares, presidentes de estatais, ex-embaixadores, ministros e funcionários de alto escalão do governo. O principal alvo da apuração do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é a petrolífera, principal fonte de receita do governo venezuelano. Embora a PDVSA seja o eixo da investigação, surpreende a suspeita de uso sistemático de várias outras estatais como instrumento de lavagem de dinheiro. Entre elas estão o Bandes (banco de desenvolvimento), a Suvinca (promoção industrial), a Companhia Nacional de Telefone e o Centro Nacional de Comércio Exterior (Cencoex).

Acionistas do Grupo BRF querem destituir todos os conselheiros

A Petros, em conjunto com outros acionistas da companhia de alimentos BRF, afirmou neste domingo (25) que pediu ao Conselho de Administração da empresa que convoque uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a destituição de todos os seus membros, de acordo com nota do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. O pedido ocorre após a BRF, maior exportador global de carne de frango, ter reportado prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2017, na semana passada. O grupo é presidido pelo empresário "petista" Abilio Diniz, um notável exemplo da cultura do capitalismo pára-estatal brasileiro. "A Fundação entende, corroborando o diagnóstico do mercado refletido pelo preço das ações, que a estratégia da Companhia precisa ser reformulada para que o investimento atinja seus objetivos", afirmou a Petros em comunicado. A Petros é o maior acionista da BRF, com 11,41% das ações, seguida pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com 10,66%. A instituição disse ainda que o grupo de acionistas quer a assembleia para aprovar dez membros para compor o conselho, além da eleição de novos membros para ocuparem os cargos, incluindo os de presidente e de vice-presidente do colegiado. Ou seja, o propósito é demitir por incompetência o "petista" Abilio Diniz. 

"No cumprimento do nosso dever fiduciário, somos movidos a agir em defesa dos interesses de nossos participantes. Somos investidores financeiros e estamos alinhados com os interesses dos demais acionistas", disse o diretor de Investimentos da Petros, Daniel Lima, em nota. "Precisamos buscar a reformulação da estratégia de gestão da BRF para, assim, superar os grandes desafios que a Companhia precisa enfrentar. Infelizmente, a estratégia implementada até o momento não surtiu os resultados desejados", acrescentou Lima.  Segundo ele, é importante que o conselho seja formado por "profissionais, independentes e experientes", que sejam capazes de "imprimir novos rumos e viabilizar a recuperação da companhia, respeitando as melhores práticas de governança". Caso o pedido de convocação de assembleia não seja atendido, os acionistas tomarão as providências cabíveis com base na Lei das S.A., disse a Petros.

Revista Veja revela que está adiantada a venda total do Grupo RBS



Estão avançadas as negociações entre a família Sirotsky e Carlos Sanchez, dono do grupo farmacèutico EMS, para a venda total da RBS. Trata-se de um negócio de 2 bilhões de reais, envolvendo 12 emissoras de TV, 15 de rádio e três jornais. Há dois anos, Sanchez comprou a filial catarinense. A notícia é da revista Veja e não foi desmentida pelas duas partes envolvidas. 

Acordo de leniência do corrupto grupo J&F será revisto


Representantes do corrupto e bucaneiro grupo J&F, dono da propineira JBS, se reúnem pela primeira vez nesta próxima terça-feira, 27, com procuradores da força-tarefa Greenfield para negociar uma repactuação do acordo de leniência. Uma fonte com acesso às tratativas disse que, por conta das omissões da empresa no primeiro acordo, o valor de R$ 10,3 bilhões será aumentado e podem ser incluídas cláusulas mais duras para a empresa. A reunião deve contar com a presença de representantes dos fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef) e dirigentes do BNDES.

Eletrobras em ritmo de privatização


O Conselho de Administração da Eletrobras aprovou a venda de 70 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) – empresas nas quais a estatal tem participação. Essas SPEs foram criadas pelas controladas do grupo para construir e administrar projetos de geração e transmissão de energia elétrica. O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse que a decisão representa mais um passo para sanear as contas da estatal.

Romero Jucá quer fazer o substituto do ministro da Fazenda


Romero Jucá defende que o eventual substituto de Henrique Meirelles, caso se confirme sua candidatura presidencial, seja o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. É o que dizem interlocutores do Planalto. Técnico bem avaliado pelo Palácio do Planalto, Oliveira caiu nas graças de Jucá durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando era secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Com a troca de governo, o próprio senador assumiu o Planejamento e colocou Oliveira – que conhecia de perto todos os problemas da área fiscal – como seu secretário-executivo. Oliveira acabou assumindo o comando do Planejamento depois que Jucá foi flagrado num áudio no qual conversava com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. (…) De lá para cá, Jucá e Oliveira têm trabalhado com proximidade na agenda econômica. Já Meirelles, segundo interlocutores da Fazenda, defende como sucessores pessoas de sua própria equipe, como o secretário-executivo do ministério, Eduardo Guardia, ou o secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto Almeida. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, era o mais cotado para substituir Meirelles. Mas o reconhecimento internacional de seu trabalho deve pesar para que fique onde está.

Empresas transportam cargas em avião para evitar roubo nas estradas


​Remédios e celulares estão cada vez mais viajando de avião no Brasil. O motivo é o roubo nas estradas, cujo número de ocorrências quase dobrou no País de 2011 a 2016, segundo a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro ), para 22.547 em 2016. Mais assaltos significam risco maior do frete terrestre, e, quanto mais valiosa for a carga, maiores serão as exigências das seguradoras para cobrir esse risco.

Bolsonaro fala a brasileiros no Japão e diz que o Brasil "tem uma classe política lamentável"



Em um frio de 5ºC, uma centena de brasileiros compareceu na manhã deste domingo a uma estação de trem ao sul de Tóquio, no Japão, para acompanhar o desembarque de Jair Bolsonaro, que faz um tour pela Ásia. A cidade foi escolhida porque tem a maior concentração de brasileiros em terras japonesas — são 9.165. Ao se aproximar das catracas da estação, a comitiva foi recebida aos gritos de ‘mito’, para surpresa dos japoneses que estavam no local e que chegaram a perguntar quem era a celebridade que estava causando aquela movimentação. O pré-candidato viaja acompanhado de três de seus filhos e dos também deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Luiz Nishimori (PR-PR). Após se encontrar com o cônsul brasileiro em Hamamatsu, Ernesto Otto Rubarth, e tirar foto com os fãs, Bolsonaro deu palestra para 350 pessoas no restaurante Servitu. “Quando olhamos para o nosso Brasil, vemos que temos tudo, riquezas minerais, biodiversidade, energia hidráulica, eólica, solar, costas maravilhosas, mas temos uma classe política lamentável”, disse o deputado, que iniciou seu discurso batendo continência para a bandeira japonesa e elogiando o Japão.