sábado, 17 de março de 2018

Sérgio Moro é exonerado do cargo de professor da Universidade Federal do Paraná a seu pedido


O juiz federal Sérgio Moro foi exonerado do cargo de professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), conforme portaria publicada nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União. A dispensa foi um pedido do próprio juiz, conforme a portaria assinada pelo pró-reitor de Gestão de Pessoas da UFPR, Douglas Ortiz Hamermuller. Ele já não faz parte do quadro desde o dia 8 de março. 


Moro lecionava desde novembro de 2007 no departamento de Direito Penal e Processual Penal no Setor de Ciências Jurídicas da instituição e estava licenciado das funções em razão da Operação Lava Jato, desde o fim de 2016. Sérgio Moro é o responsável por julgar os processos em primeira instância da Operação Lava Jato, na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, desde março de 2014.



Terrorista comunista venezuelano Carlos "O Chacal" é condenado pela terceira vez à prisão perpétua na França

O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos "O Chacal", foi condenado na quinta-feira (15) a uma terceira pena de prisão perpétua, neste caso por um atentado cometido em 1974 em Paris, em um julgamento de apelação que se posiciona como seu último na França. Carlos, figura do terrorismo "anti-imperialista" dos anos 1970-80, não esteve presente na corte parisiense durante o veredicto, já que se negou a se apresentar no último dia de audiência, alegando supostos maus tratos dos guardas. Sua condenação à terceira pena de prisão perpétua foi feita há um ano, mas ele havia recorrido. Carlos, que hoje tem 68 anos, nega qualquer implicação com o ataque. O ataque terrorista ao centro comercial Drugstore Publicis deixou dois mortos e 34 feridos. Carlos Ilicch (nome em nome a Karl Marx e Wladimir Ilich Lenis) está preso na França desde sua detenção no Sudão pela polícia francesa, em 1994. Ele já foi condenado duas vezes à prisão perpétua pelo assassinato de três homens - entre eles dois policiais, em 1975, em Paris - e por quatro atentados com explosivos que deixaram 11 mortos e 150 feridos em 1982 e 1983, em Paris, Marselha e em dois trens. Nessa época ele atuava na Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), organização árabe comunista.

Essa besta, em 1975, comandou um dos mais espetaculares atos terroristas: sequestrou onze ministros de países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que estavam reunidos em Viena, na Áustria. No episódio acabaram morrendo três pessoas. Nas décadas de 1970 e 1980 era o homem mais procurado do mundo por todos os serviços secretos ocidentais.

Ele nasceu na Venezuela, filho de um advogado venezuelano comunista, preferência ideológica evidente na escolha dos prenomes de seus três filhos: Vladimir, Ilich e Lenine, referentes ao chefe bolchevique russo, Lenine (cujo nome original é Vladimir Ilyich Ulyanov). Carlos estudou numa escola de Caracas e juntou-se ao movimento da juventude comunista em 1959. Ele fala correntemente espanhol, árabe, russo, inglês e francês. Em 1966, após o divórcio dos seu pais, foi com a mãe e o seu irmão para Londres, para continuar os seus estudos na faculdade de Stafford House Tutorial em Kensington. Em 1968, seu pai tentou levá-lo para Universidade de Sorbonne, mas ele foi para a universidade Patrice Lumumba, em Moscou, de onde foi expulso em 1970.

Em 1973, com 24 anos, ingressou na organização comunista Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), e a serviço deste grupo terrorista tentou assassinar em Londres o empresário Joseph Shieff, presidente da Marks & Spencer e vice-presidente da Federação Sionista do Reino Unido e Irlanda. Ele fracassou na tentativa. Já mostrava aí o seu caráter antissemita, característico da esquerda mundial. Em 1975, executou o sequestro que lhe deu fama mundialmente: reteve como reféns onze ministros de países-membros da OPEP, que estavam reunidos em Viena, Áustria. O incidente acabou com a morte de três pessoas e a sua fuga. 

O ataque aos membros da OPEP foi apenas o início, já que os ataques sucederam-se. Carlos teve outra iniciativa antissemita ao lançar uma granada contra um banco israelita em Londres, duas bombas em uma uma farmácia em Paris, atentados contra aviões de Israel, da companhia aérea israelense El Al, estacionados no Aeroporto de Orly; ataque contra um comboio de passageiros que ia de Paris para Toulouse, no qual supostamente estaria o primeiro-ministro francês, Jacques Chirac. Em todas estas ações, ele sempre conseguia escapar das polícias secretas.

Carlos, o "Chacal", era naquele momento o "inimigo público", o mais procurado do mundo, pelas principais policias secretas. Ao contrário de Bin Laden, ele participava pessoalmente nas ações, nas quais era o responsável por tudo, apenas tinha colaboradores que o ajudavam. Quanto aos colaboradores de Carlos, a lista é igualmente extensa, suspeitando-se que tenha colaborado com os regimes líbio de Muammar al-Gaddafi, iraquiano de Saddam Hussein, sírio de Hafez al-Assad, cubano de Fidel Castro, e ainda com vários países do Leste Europeu, as Brigadas Vermelhas da Itália ou o movimento M19 da Colômbia. Ele também teve um parceiro gaúcho. 

Sua retirada de ação não é muito clara. Por várias vezes a CIA, a DST (Direction de la Surveillance du Territoire) e o Mossad tentaram, em vão, neutralizar suas ações ao longo dos anos. Com o fim da Guerra Fria, no início da década de 90, a falta de oferta de ações e a sua já debilitada saúde fizeram com que ele se retirasse da vida de terrorista, passando por uma série de países em busca de exílio até fixar-se no único refúgio que lhe restou, um lugar primitivo, o Sudão.

Em 14 de Agosto de 1994, durante o seu internamento em uma clínica em Cartum (capital do Sudão) para uma operação nos testículos, Carlos foi adormecido com anestesia geral, conduzido ao aeroporto e colocado em um avião do governo francês, com destino a uma das cadeias de alta segurança dos arredores de Paris. Não são ainda claras as circunstâncias que levaram o governo do Sudão, um dos países que figurava na lista negra norte-americana dos Estados apoiantes do terrorismo, a entregar Carlos à DST e nem se a operação foi realmente da DST, do governo do Sudão ou se aconteceu em cooperação com outros serviços internacionais. O certo é que no Sudão todo mundo é corrupto e rolou dinheiro nessa operação.


Mais tarde, já durante o seu julgamento pela morte de dois polícias da DST e um denunciante palestino, Carlos nunca mostrou arrependimento pelos ataques que perpetrou. Logo na primeira audiência, questionado pelo presidente do tribunal acerca da sua profissão, respondeu: "Sou um revolucionário profissional na velha tradição leninista". A 23 de Dezembro de 1997 recebeu a sentença de prisão perpétua. Durante o seu julgamento, Carlos foi defendido por vários advogados. O principal foi o advogado francês Jacques Vergès, retratado no filme "O Advogado do Terror" (2007). Ele "aparece" no filme em uma entrevista dada por telefone da prisão. Outro detalhe apresentado no filme foi o seu relacionamento com Magdalena Kopp, com quem teve uma filha.

Em 15 de dezembro de 2011, Ilich Ramírez Sánchez recebeu nova sentença da justiça francesa, pelas mortes de 11 pessoas em atentados terroristas ocorridos na década de 1980. Sua pena foi uma nova prisão perpétua. Em toda a sua vida de terrorista ele teve o suporte da antiga União Soviética, com dinheiro, informações, abrigos, armas, explosivos, etc... Quando perdeu esse apoio, acabou a sua carreira de terrorista. Foi expulso da Síria e o último lugar que lhe sobrou no mundo foi o Sudão.

Venezuela inicia racionamento de energia após seca causar interrupções severas


O inferno para os venezuelanos não tem fim sob o regime terrorista narcotraficante comuno-bolivariano. Agora a Venezuela impôs racionamento de energia elétrica nesta semana em seis estados do oeste do país, em  um momento em que a antiga rede elétrica do país atingido pela crise sofre de uma seca que tem reduzido níveis de água em reservatórios-chave necessários para funcionamento de geradores hidrelétricos. As interrupções de quatro horas começaram na quinta-feira. Mas muitos moradores criticaram o anúncio, destacando ironicamente que sofreram com blecautes muito maiores durante a semana passada. “Nós passamos 14 horas sem eletricidade hoje. E ontem a eletricidade ia e voltava: por seis horas não tivemos energia”, disse Lightia Marrero, de 50 anos, no Estado de San Cristóbal, destacando que sua geladeira foi danificada pelas interrupções frequentes. Infraestruturas antigas e falta de investimento têm atingido a rede de energia da Venezuela há anos. Agora, a situação tem sido exacerbada pela diminuição de chuvas.


Nas cidades mais afetadas, comércios estão praticamente suspensos, em um momento em que o país de 30 milhões de habitantes já sofre com uma hiperinflação e uma profunda recessão. Muitos venezuelanos não conseguem comer corretamente com salários de somente alguns dólares por mês na taxa de câmbio do mercado negro, provocando desnutrição, imigração e fazendo com que seja frequente ver muitos venezuelanos revirarem lixos ou pedirem esmolas na frente de supermercados. Maybelin Mendoza, caixa em uma padaria no Estado de Tachira, disse que comércios foram ainda mais atingidos porque pontos de venda pararam de funcionar durante blecautes – e também porque venezuelanos estão cronicamente sem dinheiro por conta da hiperinflação. Em casos mais dramáticos, a governadora opositora do Estado de Tachira, Laidy Gómez, disse que três pessoas, incluindo um bebê de quatro meses, morreram nesta semana porque não conseguiram receber assistência por conta da de energia.

Polícia Federal conclui inquérito que investiga os petistas Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo e envia relatório ao Supremo


A Polícia Federal concluiu nesta semana o inquérito que tem a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entre os investigados. O relatório foi enviado na quarta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal e será analisado pelo ministro Dias Toffoli. Os crimes investigados neste inquérito são corrupção e lavagem de dinheiro. Paulo Bernardo diz não teve envolvimento em eventuais irregularidades cometidas no Planejamento. A suspeita da Polícia Federal é que houve desvio de dinheiro na concessão de empréstimos consignados pelo Ministério do Planejamento no período em que Paulo Bernardo, marido de Gleisi, comandou a pasta.  A Polícia Federal suspeita, ainda, que parte do dinheiro desviado teria abastecido campanhas de Gleisi Hoffmann por meio de caixa 2.  


Segundo as investigações da 18ª fase da Lava Jato, houve um esquema de corrupção em um contrato firmado entre o Ministério do Planejamento e a empresa Consist Software para gestão de empréstimos consignados. A delação do ex-vereador de São Paulo, Alexandre Romano, o "Chambinho", embasou as investigações. A suspeita é que o desvio tenha chegado a R$ 100 milhões. Segundo a Polícia Federal, o Planejamento direcionou a contratação da Consist para operacionalizar o crédito consignado a funcionários públicos da União. Em 23 de junho de 2016, Paulo Bernardo chegou a ser preso pela Polícia Federal em razão das suspeitas relacionadas aos empréstimos consignados. Seis dias depois, ele foi solto, negando todas as acusações.

Ministro Edson Fachin nega novo pedido da defesa para tentar evitar prisão de Lula


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira (16) o novo pedido da defesa do bandido corrupto, lavador de dinheiro e chefe da organização criminosa petista, Lula, para tentar evitar a prisão do ex-presidente. O ministro afirma, na decisão, que não houve mudança no entendimento do Supremo sobre a execução da prisão após condenação em segunda instância. O bandido corrupto Lula foi condenado em janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 12 anos e 1 mês, em regime inicialmente fechado. O TRF-4 é responsável pelos processos da Lava Jato em segunda instância. Os desembargadores do TRF-4 determinaram a prisão assim que se esgotarem os recursos no tribunal. Mas a defesa de Lula pediu ao STF que a prisão só seja decretada após o processo transitar em julgado, ou seja, quando não couber recurso a mais nenhuma instância da Justiça. 

O ministro Edson Fachin negou a liminar em fevereiro, mas, nesta quarta-feira (14), a defesa fez um acréscimo nesse mesmo habeas corpus, pedindo que uma eventual ordem de prisão do ex-presidente fosse suspensa até que o Supremo julgue duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam da execução da pena após condenação em segunda instância. A defesa pedia ainda que, em razão de o habeas corpus não ter sido pautado para abril, o próprio ministro Fachin levasse essa questão ao plenário. 

Na decisão tomada nesta sexta-feira, o ministro Edson Fachin disse que não houve mudança na jurisprudência do Supremo sobre essa questão desde que a liminar foi negada. Por isso, não vê motivos para levar o habeas corpus, ele mesmo, ao plenário. Segundo Fachin, essa é uma incumbência da presidente do STF. Além disso, Fachin disse ainda que as ações têm prioridade e devem ser julgadas antes do habeas corpus de Lula. "No momento da impetração inicial, e mesmo agora após o aditamento, não se alterou, nesse interregno, a orientação da jurisprudência firmada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal quanto ao tema da execução criminal após a sentença condenatória ser confirmada à unanimidade por juízo colegiado de segundo grau", escreveu Fachin. 

A defesa de Lula havia apresentado um novo pedido na quarta-feira, para que uma eventual ordem de prisão fosse suspensa até que o Supremo julgue duas ações que tratam da execução da pena após condenação em segunda instância. Não há previsão para que essas duas ações, que podem alterar o entendimento da Corte sobre a execução da pena, ou o habeas corpus de Lula, sejam colocados em pauta pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. Nos últimos meses, ela tem reiterado que não pretende voltar a discutir esse tema. Mesmo com a nova decisão de Fachin, o habeas corpus de Lula ainda pode ser analisado pelo plenário do Supremo, mas isso depende de Cármen Lúcia.

Ministério da Agricultura suspende exportações de frango de 10 fábricas da BRF para a Europa

O Ministério da Agricultura decidiu interromper temporariamente a produção e certificação sanitária de produtos de aves da BRF exportados do Brasil para a União Europeia a partir desta sexta-feira, em mais um revés para a maior exportadora de carne de frango do mundo. A medida afeta 10 fábricas da companhia nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná e Goiás. A BRF tem no Brasil 35 unidades produtivas. A BRF é a maior produtora de carne de frango do mundo e dona das marcas Sadia e Perdigão.


A suspensão ocorre depois de a BRF ter sido alvo de uma nova fase da operação Carne Fraca da Polícia Federal, no início do mês e em meio a discussões sobre mudança de gestão da companhia. Às 12h09, as ações da companhia recuavam 2,65%. No pior momento, mais cedo, chegaram a cair 6%, voltando a se aproximar de mínimas desde 2011. Segundo a BRF, os produtos já alocados na União Europeia ou produzidos e embarcados antes de 16 março podem ser comercializados e utilizados sem restrições na União Européia. A BRF informou que embarcou 278 mil toneladas de aves e produtos processados para a Europa no ano passado. A companhia não detalhou quanto desse total teve origem nas fábricas brasileiras.

De acordo com um analista de uma grande corretora do País, em termos de volume, a suspensão afeta menos do que 5% do volume total da BRF, assim não teria um impacto expressivo na companhia, mas vem em um momento em que a BRF tem necessidade de expandir margens e reduzir endividamento. Técnicos do Ministério da Agricultura vão se reunir na próxima semana em Bruxelas com as autoridades sanitárias das União Europeia para prestar esclarecimentos técnicos. Após a reunião, a medida será reavaliada, disse a BRF. No mercado há avaliações de que se trata de uma medida para evitar ações mais drásticas e duradouras pela União Europeia, até que o Brasil e o bloco se reúnam na próxima semana. A decisão, contudo, pode fazer a empresa redirecionar produtos para outras regiões e se demorar para ser suspensa poderá desequilibrar a relação de oferta e demanda de aves nesses mercados.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do País, espera que o Ministério da Agricultura encontre uma solução imediata e efetiva para a retomada das exportações da BRF para a União Europeia. "O governo brasileiro precisa e deve esclarecer rapidamente a questão. O País não pode ceder às ameaças que colocam em risco milhares de empregos e as empresas do nosso setor", afirmou a entidade em nota, destacando que o país exportou mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango apenas nos últimos 10 anos.

Submarino argentino desaparecido espionava atividade dos ingleses nas Ilhas Falklands


O submarino argentino desaparecido há quatro meses no Oceano Atlântico com 44 membros da tripulação, realizava não somente manobras de treinamento, mas também espionagem de navios britânicos. O chefe de Gabinete argentino, Marcos Peña, revelou que "o objetivo tático prioritário" do ARA San Juan era a localização, identificação, registro fotográfico de navios frigoríficos, logísticos, petrolíferos que "realizavam contrabando com um navio pesqueiro". Peña também especificou que a atividade de navios e aeronaves britânicas era monitorada desde as Ilhas Falklands - território insular motivo de um confronto entre Argentina e Reino Unido em 1982. O deputado opositor Guillermo Carmona comentou em seu Twitter que "as respostas de Peña sobre o ARA San Juan confirmaram versões veiculadas em jornais. "A mais reveladora é a que se refere à missão do ARA San Juan. Se trata de informação que primeiro foi ocultada e logo minimizada". Carmona também criticou o ministro de Defesa, Oscar Aguad, que negara a versão de espionagem: "Tenho a forte impressão que a negação de Aguad sobre as atividades de controle dos navios e aeronaves britânicas se devem à prioridade no governo à relação privilegiada com os britânicos em detrimento do descobrimento da verdade sobre o desaparecimento", escreveu. "A situação era tão visível que o ARA San Juan realizava ações de Iinteligência que entre os teus tripulantes se encontrava o suboficial de Inteligência da Armada Argentina, Enrique Castillo". 

Alguns meses atrás, a mídia local especulou a possibilidade do submarino argentino ter sido desintegrado por um disparo de uma embarcação britânica, o que foi negado pelo governo. O submarino teve sua última comunicação nas primeiras horas do dia 15 de novembro de 2017, quando o comandante informou aos seus superiores que a embarcação apresentava princípios de incêndio em um compartimento de baterias. De acordo com a Armada Argentina, o problema foi resolvido e o submarino comunicou que iria seguir viagem até o destino final.

O desaparecimento do ARA San Juan é um caso aberto na Justiça, o que é alvo de críticas pelos familiares das vítimas. Além disso, está em curso também, uma investigação interna na Armada. O presidente argentino, Mauricio Macri, prometeu uma reforma nas Forças Armadas, o que ainda não foi cumprido. 

Desembargadora do Rio de Janeiro aponta engajamento da comunista Marielle Franco com bandidos do PCC que a teriam executado


Marilia Castro Neves, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, afirmou nesta sexta-feira, em postagem no Facebook, que Marielle Franco, vereadora comunista pelo PSOL executada aos 38 anos com dois tiros na cabeça, na última quarta-feira, "estava engajada com bandidos" e "não era apenas uma lutadora". Segundo a desembargadora, no cargo desde 11 de dezembro de 2006, "a tal Marielle descumpriu compromissos assumidos com seus apoiadores", que, segundo Marília, seriam do Comando Vermelho. Marielle, na avaliação da desembargadora, foi assassinada "por seu comportamento, ditado por seu engajamento político". "Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro", escreveu ela. A avaliação de Marília Castro Neves foi feita no perfil do Facebook de Paulo Nader, magistrado aposentado da Justiça fluminense e professor emérito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Ele publicou um post em que comentava a comoção provocada pela morte de Marielle e a justificava pelo fato de a vereadora ser "uma lutadora dos direitos humanos e líder de uma população sofrida". A desembargadora afirmou que nunca tinha ouvido falar de Marielle Franco até seu assassinato e que se baseou informações que leu "no texto de uma amiga". Marília Castro Neves afirmou ainda à coluna que fez o comentário como cidadã, e não como magistrada: "Eu só estava me opondo à politização da morte dela".

Jato da Azul não consegue fazer a curva e atola no gramado do Aeroporto de Passo Fundo


Jato da Azul atolado no gramado ao lado da pista

Um avião da companhia aérea Azul atolou ao lado da pista do Aeroporto Regional Lauro Kortz em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, na manhã desta sexta-feira (16). O vôo saiu de Campinas, no interior de São Paulo, com destino à cidade gaúcha. A aeronave chegou ao aeroporto às 10h05. Durante a manobra de retorno, porém, o avião saiu da pista e ficou atolado no gramado lateral. Os vôos que estavam previstos para esta sexta-feira (16) foram cancelados e os passageiros que iriam para Campinas seguiram de ônibus até Porto Alegre. O aeroporto ficou interditado. Pouco antes das 19 horas, a aeronave foi retirada do local. A aeronave vai passar por inspeção para verificar se houve dano no equipamento. Só depois disso será autorizada uma nova decolagem. 

Antonio Feldmann, ex-vice-prefeito de Caxias do Sul, anuncia enfim a sua saída do PMDB, ele vai concorrer a deputado federal por outro partido

O ex-vice-prefeito Antonio Feldmann (PMDB), de Caxias do Sul, comunicou formalmente ao presidente do partido na cidade, vereador Paulo Périco, nesta sexta-feira, que retira seu nome e abre mão da pré-candidatura a deputado federal pela legenda. Na prática, esse anúncio representa a sua saída do PMDB, porque ele está decidido desta vez a concorrer a deputado federal. Como o partido lhe nega a legenda para concorrer, então ele sai do partido. 

A decisão, segundo Antonio Feldmann, é sua contribuição para promover a unidade partidária. Isso é lorota. No comunicado enviado a Périco, ele diz: "Após ter servido ao PMDB por mais de 20 anos, de ter absorvido portentosa base de conhecimentos e relações importantes para o exercício de funções públicas, entre as quais a que mais me orgulho é a de ter sido vice prefeito de Caxias do Sul de 2013 a 2016, percebo que desafiei alguns dogmas ao, com toda a legitimidade política, colocar meu nome para concorrer, em âmbito interno, a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já percebera o desconforto provocado em grupos internos nas últimas eleições municipais à prefeitura, quando defendi candidatura própria a prefeito. A ousadia maior foi colocar meu nome à disposição para disputar por Caxias do Sul, uma vaga de deputado federal, que eu desejo porque servi ao partido e seus interesses em todas as instâncias que exigiam trabalho duro, não palaciano".

O uso da palavra "palaciano" não foi por acaso. Antonio Feldmann foi um fiel seguidor do muito incompetente e inapetente governador peemedebista gaúcho, José Ivo Sartori, que comanda o Estado como se fosse um botequim de linha na serra gaúcha. Durante gestão de Sartori na prefeitura de Caxias do Sul, foi seu secretário municipal. Mas, quando foi para o governo, José Ivo Sartori portou-se exatamente como seu guru maior, Pedro Simon. Passou sal na terra e relegou todos os companheiros, tanto que entregou a administração municipal para o PDT. 

Antonio Feldmann prosseguiu em sua nota: "Constrangido pela condição a que me vejo exposto diante da manifesta posição de meus líderes de que meu ingresso colocaria em risco a eleição da candidatura natural e oficial, cuja competência não se discute, declaro que estou retirando meu nome e abrindo mão da pré-candidatura a deputado federal pelo PMDB. Assim ficará mais fácil aos convencionais do meu partido assegurarem o êxito nas eleições de outubro próximo, além de contribuir para que se evite possíveis divisões, conflitos e rachas internos. É minha contribuição mais uma vez no sentido de promover a unidade partidária".  Desta forma, o deputado federal Mauro Pereira será candidato único pelo PMDB de Caxias do Sul. Mas, agora, significa que ele terá pela frente um adversário forte na disputa pelos votos dos eleitores do município e da região serrana do Rio Grande do Sul. Com sua carta, Antonio Feldmann deixou claro que não é ele que sai do partido, é o partido que o exclui. De qualquer maneira, o PMDB sai de Antonio Feldmann. 

Ele declarou a Videversus que vai concorrer a deputado federal por outro partido. Só não escolheu ainda a nova sigla. Mas, adiantou que anunciará sua decisão na terça-feira. Na segunda à noite, o ex-vice reúne-se com apoiadores para definir o caminho a ser tomado. No final de semana, ele conversa com o governador José Ivo Sartori (PMDB). Conversa inútil, que já deveria ter sido tomada há muito tempo. 

Segundo Antonio Feldmann, ele recebeu o convite de oito partidos. "Estou ouvindo e indo ao encontro de todos os partidos que estão me fazendo convite, com todo o respeito". 

Em sua página no Facebook, Antonio Feldmann publicou nesta sexta-feira o seguinte texto: 

"ESTOU RETIRANDO MEU NOME E ABRINDO MÃO DA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO PELO PMDB
Mais uma vez abro mão de concorrer pelo PMDB. Em 2014 foi assim (eu tinha desejo de concorrer a deputado federal). Em 2016 foi assim (Eu tinha desejo de concorrer a prefeito). Em 2018 está sendo assim (Eu tenho desejo de concorrer a deputado federal). Mais uma vez meu gesto e minha atitude tem objetivo de evitar conflitos, divisões e rachas. A seguir divulgo a Carta que encaminhei hoje ao partido:
Caxias do Sul, 16 de março de 2018
Caro Presidente
PAULO PÉRICO
Prezados amigos do PMDB
Há anos fui convidado pelo nosso grande líder e amigo pessoal, de origem seminarista como eu, José Ivo Sartori, a trabalharmos juntos por uma sociedade mais justa. Era um jornalista neófito, mas disposto a acompanhá-lo no maior aprendizado de minha nova vida. Ao longo desta jornada ascendente e repleta de conquistas fui reconhecido como discípulo fiel e dileto deste ícone político gaúcho, decente, correto e equilibrado negociador, conhecendo sua intimidade com o exercício do Poder. Seus amigos passaram ser meus amigos. Suas lutas, as minhas. E mesmo que não tivesse me pedido, filiei-me ao PMDB, uma forma de ajudar a construir a trajetória do partido, cuja história me proporcionou o convívio com os mais competentes homens públicos deste País. 
Também cruzei com os anjos maus, os que praticam de forma sub-reptícia uma política de interesses não coletivos, profanos, que contaminam a imagem da política. Ao lado de amigos sérios, lutei para evitá-los e penso que com sucesso. Enfim, na minha característica capacidade de indignação que passou a ser considerada por alguns como "ingenuidade juvenil", preservei meus princípios, valores e a dignidade herdada de meus pais. 
Quem me conhece sabe que, além das funções de confiança que com muita honra e sem máculas, exerci no Serviço Público municipal, estadual e federal, assessorei direta e diuturnamente Sartori, estive no coração de todas suas últimas campanhas, exerci tarefas de interesse eminentemente partidário e que consumiram muito do meu tempo, privando muitas vezes do convívio familiar e no acompanhamento do crescimento das minhas filhas. 
Desse leque de compromissos, um me motivou de forma sagrada: entrar e permanecer na vida das pessoas, ser convidado a frequentar seus lares, ouvi-las com atenção, absorver sua expectativa, tendo a honestidade de depurar a realidade do desejo ideal. Olho no olho e com a verdade. Este sou eu, Antonio Feldmann.
Após ter servido ao PMDB por mais de 20 anos, de ter absorvido portentosa base de conhecimentos e relações importantes para o exercício de funções públicas, entre as quais a que mais me orgulho é a de ter sido vice prefeito de Caxias do Sul de 2013 a 2016, percebo que desafiei alguns dogmas ao, com toda a legitimidade política, colocar meu nome para concorrer, em âmbito interno, a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já percebera o desconforto provocado em grupos internos nas últimas eleições municipais à prefeitura, quando defendi candidatura própria a Prefeito. A ousadia maior foi colocar meu nome à disposição para disputar por Caxias do Sul , uma vaga de Deputado Federal, que eu desejo porque servi ao partido e seus interesses em todas as instâncias que exigiam trabalho duro, não palaciano.
Constrangido pela condição a que me vejo exposto diante da manifesta posição de meus líderes de que meu ingresso colocaria em risco a eleição da candidatura natural e oficial, cuja competência não se discute, declaro que estou retirando meu nome e abrindo mão da pré-candidatura a deputado federal pelo PMDB. Assim ficará mais fácil aos convencionais do meu partido assegurarem o êxito nas eleições de outubro próximo, além de contribuir para que se evite possíveis divisões, conflitos e rachas internos, É minha contribuição mais uma vez no sentido de promover a UNIDADE PARTIDÁRIA.
Por final reafirmo minha convicção de que Caxias do Sul e região não podem mais prescindir de apresentar em Brasília uma bancada federal que represente sua dimensão política, social, econômica e ética. 
Um abraço fraterno, e que Deus abençõe a cada um e suas famílias". 

A saída de Antonio Feldmann do partido já gerou movimentações na vida partidária. Na reunião da noite desta sexta-feira do Diretório Municipal do PMDB em Caxias do Sul, mal compareceram 30 pessoas. E já teve início um processo de desfiliação de membros do partido, que acompanharão Antonio Feldmann em sua nova escolha partidária e na sua campanha eleitoral para deputado federal.