quinta-feira, 5 de abril de 2018

Venezuela suspende relações econômicas com Varela e empresas do Panamá, que retira embaixador

A Venezuela suspendeu nesta quinta-feira (5) as relações econômicas com um grupo de funcionários do governo do Panamá, entre eles o presidente do país, Juan Carlos Varela, e a vice, Isabel de Saint Malo, assim como para 46 empresas. Em resposta, o Panamá decidiu retirar seu embaixador na Venezuela, Miguel Mejía, e pediu ao governo do ditador Nicolás Maduro que faça o mesmo com o representante venezuelano na Cidade do Panamá. A decisão do governo de Maduro foi publicada em uma resolução conjunta de vários ministérios da Venezuela. O governo venezuelano optou pela suspensão por afirmar que o sistema financeiro panamenho é usado recorrentemente por criminosos do país para movimentar dinheiro proveniente de atividade ilícita. A administração de Maduro também afirma que o governo do Panamá amparou o cometimento de crimes, criticou a opacidade do sistema financeiro do país e denunciou que cidadãos panamenhos dentro e fora do país colaboraram em delitos contra a Venezuela.

A suspensão vale por 90 dias, prorrogáveis por iguais períodos. O texto da resolução, divulgado pela emissora estatal "VTV", afirma que as medidas obedecem ao "risco iminente" que essas pessoas representam para o sistema financeiro da Venezuela, para a estabilidade econômica e para a soberania do país. Entre as empresas punidas pela Venezuela estão Copa Airlines, Yamaha Music Latin America, LG Eletronics Panamá e Samsung Eletronics América Latina. Em nota, o Ministério de Relações Exteriores do Panamá anunciou que decidiu retirar seu embaixador na Venezuela, Miguel Mejía. No comunicado, o governo ainda afirma que "as autoridades panamenhas avaliam o impacto de tais medidas no âmbito econômico e comercial, para identificar outras possíveis futuras ações".

Justiça bloqueia contas da petista Gleisi Hoffmann para pagar indenização de R$ 162 mil


A Justiça do Paraná bloqueou as contas da senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR). De acordo com a decisão do juiz Maurício Doutor, da 8ª Vara Cível de Curitiba, o objetivo é garantir que a petista pague a indenização de R$ 162,2 mil ao secretário de Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto. Gleisi Hoffmann foi alvo de ação, em 2008, por ter acusado Caputo de ser o “maior operador de sacanagem do PSDB do Paraná” e postar a acusação em seu blog. Antes de se tornar senadora, em agosto de 2009, Gleisi foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais e ato difamatório na internet. Após recurso da senadora, a justiça de Curitiba aumentou a indenização para R$ 50 mil. 

Gleisi Hoffmann continuou se negando a pagar e recorrendo a instâncias superiores até chegar ao Superior Tribunal de Justiça, quando, em dezembro de 2016, o relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, negou provimento ao recurso e a senadora foi condenada por unanimidade a pagar os R$ 50 mil, com juros e correções, atingindo exatos R$ 162.199,53.

Moro determina prisão do chefe da organização criminosa petista, Lula, para cumprir pena no caso do triplex


O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira (5) a prisão do bandido corrupto, lavador de dinheiro, chefe da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá (SP). A pena definida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) é de 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula tem até as 17h desta sexta-feira (6) para se apresentar voluntariamente à sede da Polícia Federal em Curitiba, determinou Moro. O juiz vetou o uso de algemas "em qualquer hipótese". "Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade do cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão", diz o despacho. 

A defesa tentou evitar a prisão de Lula com um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), mas nesta quinta-feira (5) o pedido foi negado pelos ministros, por 6 votos a 5. A defesa queria que a pena só fosse cumprida após o trânsito em julgado do processo - ou seja, após encerradas todas as possibilidades de recurso nos tribunais superiores, o que foi rejeitado. 


Nesta quinta-feira, o TRF-4 encaminhou um ofício a Moro autorizando o início da execução da pena. A defesa do petista ainda pode apresentar um último recurso ao TRF-4, que não tem, porém, o poder de reverter a condenação. O prazo de 12 dias para a apresentação desse recurso começou a contar no último dia 28 e termina em 10 de abril. No despacho, Moro afirma que tais recursos são "patologia protelatória". "Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico", escreveu Moro. "De qualquer modo, embargos de declaração não alteram julgados, com o que as condenações não são passíveis de alteração na segunda instância”, completou. 

Lula é acusado de receber o triplex no litoral de São Paulo como propina dissimulada da construtora para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras. Os detalhes da apresentação de Lula à Polícia Federal devem ser discutidos pela defesa com o delegado Maurício Valeixo, também Superintendente da Polícia Federal no Paraná, determinou Moro. Uma sala foi reservada para Lula na Superintendência da Polícia Federal. "Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintendência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física", diz Moro no despacho. No despacho, o magistrado ainda determinou a execução da pena de prisão contra os ex-executivos da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, e Agenor Franklin Magalhães Medeiros. Ambos já estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Confirmada a condenação e encerrados os recursos na segunda instância judicial, Lula fica inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Na esfera eleitoral, porém, a situação do ex-presidente será decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que deverá analisar seu eventual registro de candidatura. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para protocolar candidaturas. Já o TSE tem até o dia 17 de setembro para aceitar ou rejeitar as candidaturas. O ex-presidente pode, ainda, fazer um pedido de liminar (decisão provisória) ao TSE ou a um tribunal superior que lhe permita disputar as eleições de 2018. A Lei da Ficha Limpa prevê a possibilidade de alguém continuar disputando um cargo público caso ainda existam recursos contra a condenação pendentes de decisão.

Juiz federal Sérgio Moro determina a prisão do bandido corrupto petista Lula, ele deve se apresentar até as 17 horas desta sexta-feira


O TRF 4 expediu ofício ao juiz federal Sérgio Moro, noticiando o encerramento de julgamento em segunda instância do bandido corrupto, lavador de dinheiro, chefe da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, e o juiz imediatamente ordenou a prisão do bandido petista, determinando que ele se apresente até as 17 horas desta sexta-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para início do cumprimento de sua pena de 12 anos e meio no processo do Triplex do Guarujá. O advogado Cristiano Zanin Martins, um dos defensores do bandido corrupto Lula, divulgou nota dizendo que o mandado de prisão contra o petista, expedido nesta quinta-feira (5) pelo juiz Sérgio Moro, "contraria" decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). "A expedição de mandado de prisão nesta data contraria decisão proferida pelo próprio TRF-4 no dia 24/01, que condicionou a providência - incompatível com a garantia da presunção da inocência - ao exaurimento dos recursos possíveis de serem apresentados para aquele Tribunal, o que ainda não ocorreu", diz o texto. "A defesa sequer foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida no último dia 23/03. Desse acórdão ainda seria possível, em tese, a apresentação de novos embargos de declaração para o TRF-4”, conclui o comunicado.

A defesa do petista ainda pode apresentar um último recurso ao TRF-4, que não tem, porém, o poder de reverter a condenação. O prazo de 12 dias para a apresentação desse recurso começou a contar no último dia 28 e termina em 10 de abril. No despacho em que pede a prisão de Lula, Moro afirma que tais recursos são "patologia protelatória". "Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico", escreveu Moro. "De qualquer modo, embargos de declaração não alteram julgados, com o que as condenações não são passíveis de alteração na segunda instância”, completou o magistrado. O PT não se preparou para a hipótese de prisão do bandido corrupto Lula ainda na sexta-feira (6).

O partido programou um ato com a presença de Lula para a noite de sexta-feira, o que daria início a uma vigília diante de sua casa. Cartazes distribuídos por petistas registravam a hipótese de presença de Lula no ato. Seria o primeiro discurso do ex-presidente após o julgamento de quarta-feira (4). A expedição do mandado do juiz Sergio Moro obrigou petistas a mobilizarem petistas nesta noite de quinta-feira (5).

Pará quer indenização de R$ 250 milhões da criminosa empresa norueguesa Hydro Norsk

O governo do Pará protocolou na terça-feira (3) uma ação civil pública ambiental na qual exige R$ 250 milhões da criminosa empresa norueguesa Hydro Alunorte pelo despejo de águas não tratadas em Barcarena, a 100 km de Belém. Por meio da Procuradoria-Geral do Estado, o governo solicitou que esse valor seja disponibilizado de forma cautelar ou que a Hydro "apresente garantias idôneas para a reparação dos prejuízos em sua integralidade.” O caso tramita na 1ª Vara Cível e Empresarial de Barcarena.


“O pagamento do dano material é medida necessária à proteção da sociedade, que deve ser ressarcida dos prejuízos financeiros que a ilícita conduta da ré, devidamente confessada, proporcionou ao meio ambiente e à saúde das pessoas que vivem no entorno do empreendimento”, diz a ação. A Hydro Alunorte afirmou que ainda não havia sido notificada sobre a ação e que analisará o conteúdo antes de se pronunciar. No mês passado, a Hydro admitiu que a empresa despejou no rio Pará água da chuva proveniente do telhado do galpão de carvão da Alunorte, que deveria ter sido previamente tratada. A empresa nega, no entanto, que tenha havido transbordamento dos seus depósitos de resíduos sólidos em meados de fevereiro, durante fortes chuvas que alagaram comunidades vizinhas à empresa, a maior fábrica mundial de alumina (matéria-prima do alumínio).

Lideranças comunitárias, respaldadas por laudos técnicos do Instituto Evandro Chagas (IEV) afirmam que houve o acidente, mas inspeções feitas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pela própria Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade) descartaram o transbordamento por causa das chuvas. "Ainda que não seja resíduo direto da produção da indústria, que transforma bauxita em alumina, também este volume de água precisa ser tratado, uma vez que a água da chuva que estava sendo lançada acabava levando poeira da área de operação chão da fábrica”, afirma a Semas, na nota em que anuncia a ação judicial.

A Noruega é o maior doador do Fundo Amazônia, de combate ao desmatamento — já desembolsou cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 3,6 bilhões). No ano passado, o cínico governo de Oslo fez duras críticas à política ambiental do Brasil. Com participação de 34,3% da empresa, o governo norueguês disse esperar que a Hydro tome as medidas necessárias para resolver a situação.

CPI revela que Peru pagou US$ 3 bilhões à propineira Odebrecht em superfaturamento

O equivalente a mais de US$ 3 bilhões foram pagos pelos cofres públicos do Peru na moeda local em superfaturamentos à propineira baiana Odebrecht em 41 megaprojetos que ficaram a cargo da companhia nos últimos 15 anos, revelou nesta quarta-feira (4) a deputada Rosa Bartra, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar os casos de corrupção denunciados pela operação Lava Jato no país. Rosa Bartra disse que, a dois meses do fim da investigação, foram encontradas evidências de que, "de um total de 50 bilhões de sóis (US$ 15,5 bilhões) em investimento (estatal)", pelo menos 10 bilhões foram pagos com superfaturamento".

Estes números foram encontrados, de acordo com ela, graças a uma seleção dos megaprojetos que mostravam "um alto crescimento dos valores desde o montante com o qual foram iniciados até o montante com o qual terminaram". "Um deles foi o megaprojeto do Gasoduto Sul peruano, que teve um custo inicial de US$ 800 milhões e hoje está em US$ 7 bilhões", declarou a legisladora sobre a obra concedida durante o governo de Ollanta Humala (2011-2016) a um consórcio do qual a Odebrecht fazia parte.

Humala atualmente cumpre prisão preventiva, da mesma forma que sua mulher, Nadine Heredia, por causa da denúncia de que recebeu US$ 3 milhões em propinas da Odebrecht para sua campanha eleitoral. A deputada Bartra afirmou que o maior impacto do escândalo de corrupção foi "ter penetrado em toda a estrutura do aparelho de governo peruano, com uma cultura de corrupção em todos os níveis". Ainda segundo a parlamentar, os resultados "mais destacados" da CPI liderada por ela foram os relacionados aos megaprojetos dos trechos 2, 3 e 4 do projeto Corredor Vial Interoceânico Peru-Brasil e o da Concessionária Transposição Olmos, que "desencadearam a renúncia do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski e uma sucessão democrática".

Kuczynski renunciou à presidência do Peru depois que foram revelados vídeos sobre compra de votos para evitar sua cassação no Congresso - que decidiria a respeito em votação que avaliaria seus supostos vínculos com a Odebrecht quando foi ministro do governo Alejandro Toledo (2001-2006). Bartra afirmou ainda que uma investigação sobre Kuczynski, que está proibido de sair do país, está em andamento.

STF bloqueia US$ 20 milhões em contas do ex-presidente da Transpetro na Suíça

Após pedido da Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal Federal bloqueou US$ 20 milhões de contas bancárias vinculadas ao ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras) Sérgio Machado e de seus filhos em banco da Suíça. Segundo a procuradoria, a decisão do ministro Edson Fachin impediu que o dinheiro, fruto de desvios promovidos por Machado, fosse incorporado ao governo suíço. A solicitação da Procuradoria Geral da República, apresentada no sábado (31), foi para que os valores fiquem indisponíveis até que o Supremo decida sobre o pedido de sequestro de bens apresentado pelo Ministério Público Federal. A Procuradoria Geral da República informou que a devolução dos valores aos cofres públicos brasileiros foi acordada em colaboração premiada firmada entre Sérgio Machado e o Ministério Público Federal “A medida está entre as providências negociadas para assegurar o ressarcimento, a indenização e o pagamento de multas, em razão dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados quando era presidente da Transpetro. Parte do dinheiro desviado por Sérgio Machado e seus filhos foi depositada em contas de trustes do banco suíço”, diz a nota. O bandido corrupto Sérgio Machado foi presidente da estatal por mais de 11 anos.

“O sequestro dos bens já foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República, mas em 28 de março - antes que o Supremo apreciasse esse pedido - o Ministério Público suíço informou, ao banco onde os valores estão depositados, que o dinheiro deveria ser transferido para o governo daquele país e até estabeleceu um prazo limite para a providência: a última terça-feira (3)”, diz a Procuradoria Geral da República. A ordem do Ministério Público da Suíça para o banco é decorrente de investigações em curso no país europeu por crimes praticados por Sérgio Machado naquele território. 

Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ressarcimento aos cofres públicos brasileiros deve preceder as medidas propostas pela Suíça. “Tais valores não são privados. Ao contrário, são recursos públicos desviados do patrimônio público brasileiro, apropriados por ele e enviados ao Exterior por mecanismos dissimulados que constituem crimes de lavagem de dinheiro público”, destacou Raquel Dodge na petição.

Segundo a procuradora-geral, uma eventual transferência do dinheiro para o governo suíço poderia impossibilitar ou, ao menos, dificultar o ressarcimento da Transpetro e o pagamento de indenizações decorrentes de atos ilícitos, como a multa acertada no acordo. O valor de US$ 20 milhões é próximo do montante que falta para que seja quitado o saldo devedor de bandido corrupto Sérgio Machado junto aos cofres brasileiros, informa a Procuradoria Geral da República.

Ex-ministro Luiz Fernando Furlan recusa assumir conselho da BRF interinamente


Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento e ex-presidente da Sadia, não aceitou assumir interinamente o conselho de administração da BRF até a realização da assembleia geral de acionistas, que acontece no próximo dia 26. A recusa do ex-ministro gerou um impasse de última hora para a assinatura do acordo entre Abilio Diniz e os fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil). Pessoas próximas às negociações, no entanto, acreditavam que o problema seria contornado e não inviabilizaria o acerto. Nesta quinta-feira (5), Abilio Diniz, que possui 4% da empresa, deve renunciar a presidência do conselho da gigante de alimentos em reunião extraordinária. Em contrapartida, os fundos, que juntos detém 22% do capital, vão permitir que o empresário indique dois representantes para o novo conselho. Com a recusa de Furlan, uma saída seria que Augusto Marques da Cruz Filho, ex-CEO do Pão de Açúcar e presidente do conselho da BR Distribuidora, já assumisse seu assento no conselho. Na nova chapa proposta pelos fundos, Cruz Filho deve ser o próximo presidente.

Havia, no entanto, um impasse jurídico: o acordo de voto é entre os acionistas Península (holding da família Diniz), Petros e Previ, enquanto o presidente do conselho é eleito pelos demais conselheiros. Não seria, portanto, viável incluir no acordo a aprovação do nome de Augusto Cruz. A saída natural para o impasse seria que a vaga de Abilio fosse ocupada pelo advogado Francisco Petros, representante da Petros e atualmente o vice-presidente do conselho, mas o empresário não concorda. Abilio e Petros se desentenderam repetidas vezes nos últimos meses. A trégua entre os principais sócios da BRF foi motivada pelo péssimo desempenho das ações da companhia, que caíram expressivamente por conta das investigações da Operação Carne Fraca, dos prejuízos provocados pela má administração e da briga no comando da empresa. Nesta quarta-feira (4), os papéis da BRF fecharam cotados a R$ 23,05, praticamente estáveis a espera da reunião do conselho. Quando Abilio assumiu a presidência do colegiado, no dia 4 de abril de 2013, os papéis valiam R$ 45,80.

Donald Trump lança incógnita sobre presença de militares dos Estados Unidos na Síria


A Casa Branca informou nesta quarta-feira (4) que os Estados Unidos continuarão na luta contra a facção terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria, em recuo do presidente Donald Trump de sua insistência de que os 2.000 soldados americanos deixem o conflito. “A missão militar para erradicar o EI na Síria está chegando a um fim rápido, com o EI quase totalmente destruído”, disse a porta-voz, Sarah Huckabee Sanders, em um comunicado um dia depois de uma reunião de Trump com os comandantes militares para discutir o futuro da missão:  “Os Estados Unidos e nossos parceiros continuam comprometidos com eliminar a pequena presença do Estado Islâmico na Síria que nossas forças ainda não erradicaram". 

Em guerra civil desde 2011, quando rebeldes lançaram uma campanha contra o regime de Bashar al-Assad, a Síria se tornou um teatro de operações que envolve interesses geopolíticos de vizinhos —como o Irã e a Turquia — e potências como Estados Unidos e Rússia. A declaração indicou que os principais assessores militares do presidente, que defendiam a necessidade de derrotar o EI e garantir que a milícia não recupere sua base na região, tiveram êxito — pelo menos por ora — em convencer o comandante-em-chefe impaciente a não ordenar uma retirada rápida.

Foi o último caso em que um comentário imprevisto do presidente com extensas implicações provocou uma correria de seus assessores para traduzir o discurso improvisado em uma política oficial do governo. Autoridades da Casa Branca e do governo também passaram as segunda e a terça-feiras (2 e 3) tentando traduzir uma série de confusos comentários presidenciais sobre imigração, incluindo um novo esforço legislativo e a mobilização da Guarda Nacional na fronteira sul, em uma estratégia coerente.

A declaração foi feita um dia depois que Trump deixou clara sua intenção de retirar as tropas, afirmando que os Estados Unidos essencialmente venceram a batalha contra o Estados Islâmico e dizendo que “às vezes é hora de voltar para casa”. “Eu quero sair — quero trazer nossos soldados para casa”, disse Trump na terça-feira durante uma entrevista coletiva com líderes dos países bálticos. “Está na hora. Nós tivemos um grande êxito contra o Estados Islâmico".  Apesar de Trump manifestar entusiasmo por combater o Estados Islâmico, ele recua para a posição de “os Estados Unidos primeiro” que defendeu quando era candidato, esperando afastar o país de envolvimento militar no exterior. 


A decisão ocorre quando a equipe de segurança nacional está mudando e dividida sobre o que fazer na Síria. O presidente demitiu seu secretário de Estado, Rex Tillerson, no mês passado, e o assessor de segurança nacional, tenente-general H.R. McMaster, está de saída, pois Trump decidiu substituí-lo por John Bolton. Embora Trump tenha pressionado intensamente pela retirada das tropas e a redução do envolvimento dos Estados Unidos, autoridades do Pentágono insistiram nos últimos dias contra uma saída total das tropas americanas da Síria. 

Elas indicaram a ascensão do Estados Islâmico no Iraque depois que o ex-presidente muçulmano Barack Obama retirou as tropas do país como um precedente que, segundo eles, formou a base para o florescimento da facção terrorista lá. Autoridades do Departamento de Defesa dizem que os sacrifícios feitos pelos militares americanos na Síria poderão ser anulados se as tropas saírem precipitadamente. “Um grande progresso militar foi feito nos últimos anos”, disse o general Joseph Votel, principal oficial no Comando Central militar, durante uma conferência em Washington na terça-feira. 

“Mas, repito, acho que a parte difícil está à nossa frente, e é estabilizar essas áreas, consolidar nossas conquistas, colocar as pessoas de volta em suas casas, abordar os problemas em longo prazo da reconstrução e outras coisas que terão de ser feitas”, disse Votel. O coronel Ryan Dillon, porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque e na Síria, disse que o Estado Islâmico ainda detém território no vale médio do rio Eufrates e comentou que tentar extirpar os militantes que restam se tornou difícil pois as operações ofensivas praticamente cessaram na área.

O ritmo lento da campanha deriva da perda dos curdos sírios — o principal aliado dos militares americanos na luta contra o Estados Islâmico — para uma nova luta contra tropas turcas na região noroeste do país. As operações “não estão acontecendo no ritmo de um mês e meio atrás”, disse Dillon. O presidente surpreendeu até seus assessores na semana passada quando disse publicamente que os Estados Unidos retirariam em breve as tropas da Síria.  Trump estava em Ohio fazendo comentários sobre política comercial quando se desviou do assunto e disse: “Estamos arrasando com o Estados Islâmico”, e acrescentou: “Vamos sair da Síria, creio, muito em breve. Que outras pessoas cuidem de lá agora”. No dia seguinte, Trump orientou o Departamento de Estado a suspender a ajuda financeira à Síria enquanto seu governo reconsidera sua política. 

Na terça-feira, ele disse que estava consultando aliados e em breve poderia anunciar uma nova política. A Casa Branca disse que o presidente falou na segunda-feira com o rei Salman, da Arábia Saudita, e “discutiu esforços conjuntos para garantir a derrota duradoura do Estado Islâmico e contra-atacar as iniciativas do Irã para explorar o conflito sírio e seguir suas ambições regionais desestabilizadoras”. Em sua entrevista coletiva na terça, Trump fez um relato mais preciso da conversa, sugerindo que o rei o havia pressionado a manter a presença militar dos Estados Unidos na Síria, embora ele fosse contra. “Eu disse: ‘Bem, você sabe, você quer que nós fiquemos, talvez você tenha de pagar’”, afirmou Trump.

Líder do grupo publicitário WPP é investigado por conduta indevida


A posição de Martin Sorrell no topo do grupo publicitário WPP, que ele transformou em uma das potências do setor em mais de três décadas de trabalho, está sob ameaça. O conselho da empresa contratou um escritório de advocacia independente para investigar acusações de conduta indevida contra ele. A investigação se relaciona a uso indevido de fundos da empresa, de acordo com duas pessoas informadas sobre a situação. Uma dessas pessoas disse que a investigação "poderia significar sucessão. Não vejo como ele poderia sobreviver a isso". O WPP anunciou em comunicado na noite desta quarta-feira (4) que o conselho "apontou advogados independentes para conduzir uma investigação sobre acusações de conduta pessoal indevida contra Martin Sorrell". 

O comunicado acrescentava que as acusações não envolvem somas significativas para o WPP. A investigação havia sido reportada anteriormente pelo Wall Street Journal. Em declaração divulgada pouco depois, Sorrell negou qualquer impropriedade financeira. "Rejeito a acusação irrestritamente, mas reconheço que a empresa tem o dever de investigá-la. No meu entendimento, o processo será concluído em breve. Obviamente, não desempenharei qualquer papel na administração da investigação em curso". Ele acrescentou que como acionista significativo, seu compromisso para com a companhia, que fundou há mais de 30 anos, continua absoluto - "para com nosso pessoal, nossos clientes, nossos acionistas e todas as partes interessadas". 

A investigação surge em um momento difícil para Sorrell, depois que as ações do WPP caíram 27% nos últimos 12 meses por conta de cortes nos gastos de grandes anunciantes. A dúvida quanto ao futuro dele como presidente-executivo da companhia causou queda de mais 4,8% em operações posteriores ao fechamento do pregão nos Estados Unidos, onde a empresa tem ADRs (instrumento usado para negociar ações cotadas fora do país no mercado norte-americano) em circulação. Embora Sorrell faça parte do conselho do WPP, este é presidido por Roberto Quarta, antigo presidente-executivo do grupo industrial BBA.

Sorrell é presidente-executivo do WPP desde 1986. Ele começou a trabalhar na empresa quando ela era uma fabricante de plásticos com ações cotadas em Bolsa, com o plano de transformá-la em uma gigante da publicidade por meio de uma série de aquisições. Sorrell foi sagrado cavaleiro em 2000, mas nos últimos anos se tornou um símbolo de remuneração exagerada para executivos. Em 2015, ele faturou 70 milhões de libras, o maior pagamento anual já recebido por um líder de uma companhia do índice FTSE-100.

Pessoas que conhecem a situação disseram que a abertura da investigação sobre sua conduta causou choque na empresa. O WPP, que controla agências de publicidade como a J Walter Thompson, Group M e Ogilvy & Mather, já vinha oscilando depois de um de seus piores anos. Investidores expressaram preocupações com a estrutura complexa da empresa e quanto à sua capacidade de se adaptar ao panorama digital, que muda rapidamente. 

Os desafios que o WPP enfrenta ficaram aparentes em seu mais recente anúncio de resultados, no mês passado, quando Sorrell reconheceu que o grupo havia levado "uma surra". Ele comparou 2017 a outros pontos baixos, em 1991, 2001 e 2009. "Alguma coisa está diferente desta vez? Claro. O mercado mudou", disse. Os maiores anunciantes estão cortando os gastos que realizam por meio de agências. A Procter & Gamble, conglomerado de produtos pessoais e domiciliares que gasta mais que qualquer outra companhia com publicidade, recentemente anunciou que "retomaria o controle" do seu marketing e que cuidaria dele internamente. A Procter & Gamble reduziu seus gastos com agências de publicidade em US$ 750 milhões nos três últimos anos e planeja novos cortes, de US$ 1,2 bilhão, até 2021, o que representa um sério revés para empresas como o WPP e a Publicis.

Em entrevista ao Financial Times em março, Sorrell, de 73 anos, admitiu que estava sentindo a pressão. "Você se sente pressionado, claro que sim", ele disse. Perguntado se considerava que ele era a pessoa certa para levar a companhia adiante, o executivo respondeu: "Do ponto de vista pessoal, claro que sim. Mas cabe a outros decidir".

Embraer entrega primeiro avião da nova família de jatos E2


A Embraer entregou nesta quarta-feira (4) o primeiro avião da sua nova família de jatos E2, o E190. A companhia que vai estrear o modelo é a norueguesa Widerøe, maior aérea regional da Escandinávia, que começará a operar o E190 em rotas domésticas no final deste mês. O E190 é o avião intermediário da família E2, que terá aeronaves com capacidade entre 86 e 146 assentos — o modelo da Widerøe transportará 114 passageiros.

Ao custo de US$ 873 milhões, a companhia norueguesa assinou um pedido de até 15 jatos da família E2, sendo três E190 e direitos de compra para outros 12 aviões. A compra é estratégica para a Embraer porque a frota da Widerøe atualmente é composta por jatos da sua principal rival no mercado de aviões de 75 a 150 lugares, a canadense Bombardier. A Embraer tem 29% de participação nesse mercado, seguida de perto pela Bombardier (25%). O resto é dividido entre Airbus (16%), ATR (13%), Boeing (12%) e outras (5%).

A aliança entre Airbus e Bombardier no programa de jatos C-Series, rival do E2, dá a essas fabricantes 41% de um mercado que tem boas perspectivas para os próximos 20 anos. A Embraer prevê um crescimento na demanda de aviões de até 150 assentos na ordem de 26% na América do Norte e 21% na Europa. A frota da Widerøe hoje tem 41 aviões com capacidade entre 39 e 78 lugares. O CEO da companhia, Stein Nilsen, citou o tamanho do jato CS100 da Bombardier (108 a 135 assentos) como a razão para ter escolhido os jatos brasileiros. “Escolhemos a família E2 em vez do C-Series porque o CS100 é um avião grande. Não é adequado pro nosso mercado”.

A norueguesa opera mais de 450 vôos diários e transporta cerca de 2,8 milhões de passageiros por ano. Com uma geografia composta por fiordes e temperaturas extremas durante metade do ano, a Noruega tem um dos mercados de aviação mais desafiadores do mundo. As melhorias tecnológicas da segunda geração do E190 incluem uma nova asa com aerodinâmica avançada, novos motores e trem de pouso. O consumo é 17,3% menor em relação à primeira geração. O maior modelo da nova família, o E195, deve estrear com a Azul no ano que vem. Em 2021, é a vez do E175 entrar em operação pela Skywest, companhia regional dos Estados Unidos.

BRF coloca 3,5 mil funcionários de Rio Verde e Carambeí em férias coletivas


A BRF concederá férias coletivas de 30 dias a 3,5 mil funcionários nas unidades produtivas de Rio Verde (GO) e Carambeí (PR) a partir de 14 e 21 de maio, respectivamente, disse a companhia de alimentos nesta quarta-feira (4), elevando o total de empregados afetados por medidas de ajuste de produção para cerca de 7 mil. O "ajuste de produção" da maior exportadora de carne de frango do mundo segue a decisão do Ministério da Agricultura, de 16 de março, que interrompeu temporariamente a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados do Brasil para União Europeia, em desdobramento de nova fase da operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na análise sanitária de produtos alimentícios. A decisão nesta quarta-feira "considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, em decorrência de ajustes para atender a demanda", disse a BRF em comunicado. De acordo com a BRF, as férias abrangem os funcionários da linha de abate de aves da planta de Rio Verde (2.300 pessoas) e todos os funcionários da linha de produção de Carambeí (1.200 pessoas).

Além das unidades de Rio Verde e Carambeí, a BRF já anunciou ajuste de produção nas unidades de Capinzal (SC) e Mineiros (GO). A companhia já havia anunciado no mês passado férias coletivas de 30 dias a partir de 7 de maio para cerca de 3 mil funcionários da unidade de abate de aves em Capinzal. No caso de Mineiros, a BRF já havia concedido férias coletivas desde o dia 12 de março a seus mais de mil funcionários, sendo que a maior parte, 623 colaboradores da linha de frangos, já haviam retornado ao trabalho.

Empresário Mario Augusto Frering, citado em lista da Zelotes, não foi investigado nem denunciado


Investigadores da Operação Zelotes informaram nesta quarta-feira (4) que o empresário Mário Augusto Frering, ex-controlador do Grupo Caemi, não chegou a ser denunciado e, tampouco, investigado por irregularidades em processos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), espécie de tribunal que avalia contestações de contribuintes a débitos aplicados pela Receita. O empresário constou de uma lista de possíveis alvos da operação, divulgada pela Zelotes em março de 2015, época em que foi deflagrada a primeira fase da operação. Na ocasião, segundo os investigadores, havia indícios de que ao menos 74 processos no Carf poderiam ter sido manipulados por advogados e conselheiros do órgão. 

Na relação apresentada, constava um processo atribuído a Frering, no valor de R$ 13,55 milhões, como alvo das apurações. A principal motivação para essa suspeita, na ocasião, era o fato de que o caso teria sido analisado, no Carf, por investigados na operação.

Procuradoria Geral da República denuncia deputado petista Vander Loubert pela prática de caixa 3


A Procuradoria-Geral da República denunciou, na terça-feira, 3, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) por “caixa 3” nas eleições de 2010. A acusação é que a doação de R$ 50 mil registrada oficialmente na campanha eleitoral do deputado como sendo feita pelas empresas Praiamar e Leyroz – ligadas ao Grupo Petrópolis, dona de marcas como a cerveja Itaipava – foi feita na verdade pelo propineiro e muito corrupto Grupo Odebrecht. Essa é a segunda denúncia oferecida ao Supremo pela Procuradoria Geral da República em inquéritos abertos com base nas delações de executivos e ex-executivos da propineira Odebrecht – mas é, no entanto, a primeira pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, que tem pena prevista de 1 a 5 anos de prisão, além de multa. 

Segundo os investigadores, a propineira baiana Odebrecht usou as empresas Praiamar e Leyroz como intermediárias para doar ao deputado petista de forma a burlar os mecanismos oficiais de registro e controle da lisura do processo eleitoral – a afirmação é que Vander Loubet tinha consciência das irregularidades. A referência a “caixa 3” existe tanto no relatório final da Procuradoria Geral da República quanto no documento em que a Procuradoria apresenta a denúncia. A diferença para o caixa 2 é que este pressupõe uma doação não contabilizada.

Além de Vander Loubet, foram denunciados os ex-executivos do Grupo Odebrecht e colaboradores premiados corruptos e propineiros Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Também foram denunciados os donos da Cervejaria Petrópolis, Walter Faria, e das empresas Praiamar e da Leyroz, Roberto Lopes. A estes últimos, no entanto, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recomendou a suspensão condicional do processo. 

Na denúncia, a procuradora-geral afirma que o deputado petista não foi o único beneficiado pelo modelo de doação via “caixa 3” instituído pela propineira baiana Odebrecht. “O mesmo modus operandi de doações foi adotado pela Odebrecht/Grupo Petrópolis/Leyroz e Praiamar em diversos outros casos” enfatizou Raquel Dodge. Ela citou outros quatro inquéritos em tramitação no Supremo, que têm como alvos os deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Mário Sílvio Negromonte Júnior (PP-BA) e a senadora comunista Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Loubet já é réu no Supremo em inquérito relacionado à Operação Lava Jato. Em 14 de março de 2017, a Corte recebeu a denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusou o deputado de ter recebido pagamentos de propina que chegariam a um total de R$ 1,028 milhão em esquema de corrupção na BR Distribuidora entre 2012 e 2014. Ele se tornou o primeiro parlamentar réu na Lava Jato pelo crime de organização criminosa. Loubet também responderá pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ao recomendar a suspensão condicional do processo para dois dos acusados, Roberto Lopes e Walter Faria, a Procuradoria Geral da República afirmou que levou em consideração que a pena para o crime imputado a eles varia entre 1 e 5 anos. Os outros três denunciados, apontou Raquel Dodge, já foram processados ou são investigados em outros inquéritos e, por isso, não poderiam receber esse benefício. A proposta da procuradora-geral deverá ser analisada pelas defesas de Roberto Lopes e Walter Faria. “Caso tenham interesse, deverão apresentar as certidões de antecedentes criminais do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Justiças Federais e Estaduais dessa Capital e dos seus respectivos Estados”, ponderou. 

Para encerrar o processo, os dois denunciados teriam de comparecer a cada dois meses, por um período de dois anos, à Justiça. Além disso, devem pagar, em 12 prestações mensais, uma quantia correspondente a 30 salários mínimos (R$ 28.620,00 nos valores atuais) a uma entidade beneficente e prestar serviços à comunidade por 120 horas, no primeiro ano da suspensão do processo. “Cumpre registrar que as condições propostas, nos termos do artigo 89, § 2º da Lei nº 9.099/95, obedecem aos princípios da proporcionalidade e adequação, mantendo os parâmetros de suficiência e necessidade, porquanto a simples doação de valores para entidade sem fins lucrativos seria insuficiente para o fator reparador e de conscientização, facultando aos denunciados sua aceitação”, escreveu Raquel Dodge.

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