terça-feira, 24 de abril de 2018

Polícia Federal não quer saber do bandido corrupto Lula em suas instalações e pede remoção para presídio


A Polícia Federal pediu a remoção do bandido corrupto Lula de suas dependências, em Curitiba. Na sexta-feira, 20, foi pedido sob sigilo à juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que o chefe da organização criminosa petista deixe a “cela” especial preparada para início do cumprimento da pena de 12 anos e um mês de prisão no caso triplex do Guarujá (SP). Nesta segunda-feira, 23, a juíza responsável pela execução da pena de Lula determinou que o pedido seja analisado em um processo à parte: “Autue-se em apartado o expediente". A Polícia Federal não indicou para qual unidade prisional Lula deve ser removido. Em sua terceira semana encarcerado na Polícia Federal, para início de cumprimento da pena – após encerramento do processo em segunda instância -, a defesa do bandido corrupto não pediu até aqui o pedido de remoção para uma unidade prisional próxima do domicílio, um direito previsto na Lei de Execução Penal. Nesta segunda-feira, 23, a juíza negou pedido de 14 pessoas que queriam visitar o bandido corrupto Lula na “cela” especial em que está preso na Polícia Federal alegando serem amigos do ex-presidente. Carolina Lebbos determinou que as visitas ao petista, enquanto ele estiver na unidade policial, estarão restritas aos familiares, além do contato regular com os advogados.

Pela regra, Lula tem direito de ver a família uma vez por semana. O contato com os advogados é diário, durante os dias úteis da semana. Regras iguais as dos demais detentos que estão na carceragem da Polícia Federal, que fica dois andares abaixo do local onde está sua “cela” especial. A aliados, ao advogado e nas mensagens ao militantes enviados nas últimas semanas, o petista reclama do isolamento, não das condições físicas do cárcere.

Polícia Federal faz operação de busca e apreensão no Congresso, o alvo é o PP novamente

A Polícia Federal realiza desde o começo da manhã desta terça-feira (24) operação no Congresso Nacional, que tem como alvos o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Também há um mandado de prisão contra o ex-deputado Márcio Junqueira, de Roraima. Na nova fase da Lava Jato, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, aponta a necessidade de obter provas referentes aos crimes de embaraço à investigação de organização criminosa.


Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que estão sendo cumpridos nove mandados, sendo oito de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Embora não cite o nome dos parlamentares (devido ao sigilo da operação), a Procuradoria Geral da República diz que as ordens determinadas por Fachin, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, têm como objetivo "reunir mais provas provas de que os dois políticos tentavam comprar o silêncio de um ex-assessor que tem colaborado com as investigações". O ex-parlamentar é apontado, segundo a Procuradoria Geral da República, como "o intermediário do esquema, que inclui o pagamento de despesas pessoais, ameaças e até proposta para a mudança do teor de depoimento que incriminaria os alvos da operação de hoje". Em sua decisão, Fachin autorizou a Polícia Federal a recolher documentos, artigos eletrônicos e dinheiro em espécie acima de R$ 50 mil, entre outros itens. Fachin determinou que os mandados sejam cumpridos "com a máxima discrição e com a menor ostensividade".

Nas ordens de buscas nos gabinetes dos parlamentares, Fachin destacou que os mandados devem ser cumpridos com o acompanhamento de um funcionário do Congresso e que as justificativas para os itens recolhidos devem estar fundamentadas nos autos da operação. Um dos partidos mais implicados na Lava Jato, o PP também foi uma das siglas que mais atraíram congressistas na última janela que permitiu a livre migração de deputados entre os partidos. A legenda chegou a 51 parlamentares e se tornou, ao lado do MDB, a segunda maior bancada da Câmara.

Os policiais federais chegaram à Câmara e ao Senado nas primeiras horas da manhã. Na Câmara, o sexto andar do prédio de gabinetes, onde fica o de Eduardo da Fonte, foi isolado pela Polícia Legislativa. No Senado, a PF chegou em um carro descaracterizado. O terceiro andar, onde fica o gabinete de Ciro Nogueira, também foi isolado para o trabalho dos policiais.


Em nota, a defesa do senador Ciro Nogueira informou que está acompanhando as buscas que estão sendo realizadas na residência e no gabinete. Seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, diz que Ciro está fora do país, que não foi possível falar com ele e que desconhece as razões da determinação judicial do ministro Fachin. "É certo que o senador sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário, prestando depoimentos sempre que necessário e, inclusive, já foi alvo de busca e apreensão. Continuará a agir o senador como o principal interessado no esclarecimento dos fatos. No momento, a defesa aguarda contato com o senador para poder ter o necessário instrumento de poderes que dará direito ao acesso aos fundamentos da medida de busca e apreensão", diz o texto.

De acordo com pessoas que acompanham a operação, policiais federais fizeram cópias dos HDs dos computadores do gabinete de Eduardo da Fonte. O parlamentar está no Recife e deve chegar a Brasília no início da tarde desta terça-feira. O deputado se manifestou apenas com uma breve declaração encaminhada por sua assessoria. "Estou à disposição da Justiça sempre. Confiamos nela e em Deus", disse Fonte. ​

Atrevido, o líder do PT na Câmara, Paulo "Lula" Pimenta, diz que mantém a inspeção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está o bandido corrupto

O líder do PT na Câmara, o deputado federal Paulo "Lula" Pimenta (RS), afirmou hoje (23) que manterá a inspeção da Comissão Externa da Câmara dos Deputados à sede da Polícia Federal em Curitiba. O grupo formado por 12 deputados pretende fiscalizar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas teve o acesso negado pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba. Atrevidamente, ele disse, por meio de nota: "Na qualidade de coordenador da Comissão Externa, comuniquei aos outros doze membros e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a inspeção está mantida para amanhã, terça-feira (24), às 11 horas, com o objetivo de verificar in loco as condições em que se encontra detido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Quem conhece o petista santamariense Paulo "Lula" Pimenta que ele é um autêntico "balaqueiro" (expressão muito usada no Interior do Rio Grande do Sul, que significa: pessoa que se acha e que faz questão de se destacar dos demais, geralmente através de suas atitudes, seu modo de vestir, etc.) Quem o conhece sabe que não é nada disso. Uma penca de gaúchos, no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília, em pleno desenvolvimento da CPI dos Correios, reunidos em torno do celular em viva voz do então deputado federal Julio Redecker, ouviu quando o "balaqueiro" Paulo "Lula" Pimenta, despido de todo pudor, aos prantos, implorou a Redecker para que este não entrasse com pedido de abertura de processo por falta de postura no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, por causa do episódio em que ele mergulhou, de madrugada, dentro do carro do marqueteiro Marcos Valério, na garagem localizada no subsolo do Congresso Nacional. O "balaqueiro" temia ser cassado em processo relâmpago. No dia seguinte ele, miseravelmente, pediu demissão do cargo de relator da comissão. Os personagens que ouviram a conversa estão vivos e dispostos a depor confirmando o episódio. Os gaúchos sabem que " balaca" é para quem se segura nas calças, não é coisa para qualquer poltrão.

Segundo Paulo "Lula" Pimenta, em nenhum momento a Comissão solicitou à juíza autorização para a inspeção, pois se trata de prerrogativa constitucional da Câmara dos Deputados formar comissões externas para verificar condições carcerárias em todo País. “A Comissão comunicou à juíza a data da realização da inspeção e lhe solicitou providências junto à Polícia Federal para viabilizar o acesso da delegação parlamentar”, ressaltou Paulo "Lula" Pimenta. “A juíza não poderia invadir prerrogativa da Câmara dos Deputados, definida pela Constituição Federal, e tampouco lhe caberia negar um pedido que não foi feito pela Comissão”, completou o intrépido santamariense. Na decisão de hoje, a juíza Carolina Lebbos também negou pedidos feitos pela estocadora de ventos, rainha da mandioca, mulher sapiens e ex-presidente Dilma Rousseff; pelo pré-candidato pelo PDT à Presidência da República, Ciro Gomes; pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR); pelo vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT-SP), entre outros. A juíza destacou que apenas parentes e advogados estão autorizados a visitar presos custodiados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, medida adotada diante da “limitação de cunho geral relativa a visitas na carceragem”, uma vez que os presos se encontram no mesmo edifício onde se realizam outras atividades corriqueiras da Polícia Federal, inclusive com atendimento ao público.